Saúde Caixa fecha painéis de debate do 37º Conecef

Agora, evento entra na plenária final O último painel do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7), debateu o Saúde Caixa. O primeiro convidado foi Leonardo Quadros, presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa, que fez um resgate histórico do plano de saúde, desde a sua criação, passando pelos ataques que vem sofrendo desde 2016, até os atuais desafios. “Atualmente, todas as estatais estão lutando contra essas mudanças da CGPAR 23. Na Caixa, nós estamos resistindo, conseguimos nos acordos assinados neste período manter a proporção de 70/30, na divisão dos custos do plano, e – no acordo coletivo do ano passado – a gente discutiu com a Caixa um aumento nos valores dos itens de custeio para que a gente pudesse voltar a equilibrar a proporção por 70/30. Os itens de custeio não eram reajustados desde 2009. Além disso, o acordo coletivo de 2020 previa a criação do GT Saúde Caixa para que fossem discutidos formatos de custeio e de gestão do plano, visando proporcionar a sustentabilidade dele”, explicou. Ele explicou que a defesa pelo modelo de 70/30 é por ser um modelo que se mostrou sustentável, enquanto a gestão insiste em transferir custos para nós por meio da aplicação da resolução 23 da CGPAR, apesar dela não ser lei, não estar prevista em acordo coletivo, de existir outras estatais que não aplicam a resolução. “Nosso primeiro desafio é vencer essa limitação, para isso a gente tem de fazer a luta tanto no Congresso Nacional, quanto internamente pressionando a direção da Caixa. Vencida essa etapa, a gente vai precisar lutar contra o teto previsto no estatuto do banco. Esse é o único caminho que a gente enxerga para manter o Saúde Caixa financeiramente viável para os empregados como um todo”, finalizou. Alex Livramento, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do GT Saúde Caixa, lembrou que o GT Saúde Caixa já existia antes do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) assinado no ano passado. “Neste ano, o acordo previa que seria discutido modelo de custeio e de gestão. Nós até discutimos modelo de custeio, mas não abordamos modelo de gestão. Isso porque a Caixa não quer abrir mão de implementar as resoluções da CGPAR. Para os associados, isso representaria um aumento de mais de 67%. Por isso, deixamos claro que não discutiríamos essa possibilidade.  A gente tem conosco que as resoluções da CGPAR são um entulho golpista, que prevê uma série de mudanças prejudiciais para os trabalhadores, não só a mudança no custeio.” Albucacis Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), lembrou que o Saúde Caixa é um plano nacional, de autogestão RH. “Ele é a melhor das possibilidades de um plano para os empregados e para a empresa. O seu custo se torna bastante melhor, de forma que esse custeio é baseado em três coisas fundamentais para um plano como esse: mutualismo – todos pagam e poucos usam –, solidariedade – que é fundamental num plano de autogestão, é quando você participa com um percentual de salário para o seu grupo familiar – , e por último pacto intergeracional, quando nós temos uma base com mais jovens e no pico um menor número de pessoas, aqueles que da base pagam um pouquinho a mais do que poderiam pagar no mercado, mas aqueles idosos que pagariam infimamente a mais no mercado e estariam impossibilitado de estar no plano, pagam menos e tem sua vida na aposentadoria segura. O Saúde Caixa foi construído para que todos os seus funcionários e dependentes tenham acesso a promoção, a prevenção e a assistência quando ficarem doentes.” Fonte: Contraf-CUT

Ataques aos planos de previdência complementar são debatidos no 37º Conecef

Claudia Ricaldini, diretora da Anapar afirma que os trabalhadores precisam entender a situação e trabalhar de forma coletiva O quinto painel do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7), abordou os ataques aos planos de previdência complementar. “É preciso ter claro que resoluções, leis, normas são sempre decorrentes de uma determinada conjuntura. Desde 2013, acelerando ao longo do tempo, a gente vê uma tendência no Brasil de se desconstruir o sistema de proteção social, seja da previdência pública, seja da previdência complementar”, lamentou Claudia Ricaldoni, diretora da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão (Anapar) e membro do Conselho Deliberativo da Forluz. “Nós temos uma conjuntura nacional e internacional de redução da cultura dos fundos de investimento, de maneira geral, e um aumento da longevidade. Esses dois fatores podem causar déficits, a depender do perfil de investimento que é feito nessas entidades. Esses déficits são suportados pela patrocinadora. Então, no final das contas, a desconstrução do conceito vitalício está ligada na transferência dos riscos inerentes aos planos de benefícios do patrocinador, para os participantes de maneira geral”, completou. Claudia Ricaldoni diz que a CGPAR 25 é um exemplo. “Ali dentro tem algumas pérolas, como a proibição ampla, geral e irrestrita da criação de planos com benefícios vitalícios. Os novos planos criados por estatais com controle direto do governo serão obrigatoriamente de contribuição definida. A CGPAR também fala da possibilidade de transferência de gestão. Você tem um fundo de pensão sem fins lucrativos e eles dizem que as patrocinadoras estatais podem avaliar a questão da economicidade, se é mais barato elas terem a fundação ou transferir a gestão desses planos de previdência para outros agentes gestores de previdência.” A diretora da Anapar explicou que a consequência dessa transferência está na liquidação de toda a estrutura de governança que os participantes conquistaram ao longo do tempo. “Porque nessas entidades com viés comercial não existe essa questão de paridade, de dois terços para mudar estatuto, não existe diretor eleito. Então, é para descontruir aquilo que os participantes vieram construindo ao longo do tempo.“ Claudia também chama atenção para a Emenda Constitucional 103, que permite a gestão dos planos de previdência de autarquia e entes públicos ser feita também por entidades abertas de previdência complementar. “Se a gente ler direitinho o texto constitucional, ele abre a possibilidade, inclusive, para a gestão das entidades abertas dos planos que existem hoje. Isso para nós deixa muito claro de onde está o poder, de fato, do Brasil hoje. Ele está dentro do mercado financeiro.” Para ela, os trabalhadores precisam entender a situação e trabalhar de forma coletiva. “Não estou prevendo o caos, mas a gente precisa ficar atento para isso. A destruição de um plano de benefício definido que ocorre em Manaus, por exemplo, não está desassociada da alteração do estatuto que a Funcef fez à revelia do que está na lei e a Previ aprovou. As coisas estão ligadas.” Claudia Ricaldoni reforça que não tem saída individual. “O Conecef é fundamental, porque vocês estão pensando em saídas para o grupo Caixa de forma coletiva, mas nós precisamos ampliar isso, porque o ataque é o mesmo, acontece em matizes diferentes, mas o conteúdo é o mesmo. Entendam, façam o diagnóstico correto, para que todos nós trabalhadores e trabalhadoras do fundo de pensão possamos resistir a todos os ataques que vem por aí”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT

A defesa da Caixa precisa ser ampliada para o Congresso Nacional e para toda a sociedade

37º Conecef quer mostrar para todo o Brasil a importância do banco O painel a Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso Nacional e na Sociedade abriu os trabalhos da tarde do 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef), evento online realizado neste sábado (7). A deputada federal Erika Kokay (PT-DF) fez uma análise de conjuntura sobre a triste realidade política do país. “O governo constrói uma narrativa falsa que substitui a própria realidade. É a negação dos fatos. Nesta narrativa só cabem aqueles que estão de acordo com ela. Ou seja, o governo só reconhece o outro que são espelhos da sua forma de agir e pensar. Nós estamos vivendo uma ruptura da democracia. O governo está testando o poder das instituições e gerando rasgos na democracia. É um governo cheio de clandestinidades. É uma proposta que visa enfrentar diariamente a democracia.” Para Erika, Bolsonaro é uma fraude. “Sua eleição foi construída em cima da prisão de Luiz Inácio de Lula da Silva e em cima de um golpe. Nós temos um governo que está à mercê do capitalismo improdutivo, nas mãos do sistema financeiro, não há qualquer projeto de desenvolvimento nacional no Brasil.” Até por isso, segundo a deputada, a Caixa também está sendo vítima de uma profunda fraude. “O discurso que é feito pelo presidente da caixa e pelo presidente da república diz que eles são contra a privatização, mas a Caixa está sendo privatizada pelas suas subsidiárias e pela criação de um banco digital. A caixa está sendo privatizada com um discurso dos parlamentares e do governo de que a caixa não será privatizada. A caixa está sendo privatizada com o discurso muito covarde. Aliás, o discurso do ódio é muito covarde.” Erika Kokay classifica a venda de ativos nacionais em um momento de pandemia como crime. “Neste exato momento, você tem um governo que vai elaborando as suas ações para se desfazer das suas empresas. Cheio de interesses escusos. É um escândalo o que está acontecendo neste país. É uma destruição da soberania e a destruição da soberania nacional destrói um país. Portanto, estamos vivenciando a destruição de um país a passos largos. Estamos vivenciando um dos mais profundos ataques de uma concepção de Estado.” Ela lamentou o fato de sermos governados por um governo que é refém do mercado, refém do Centrão e refém dos fundamentalistas, que vai trabalhar para entregar partes do país para esses segmentos para poder se manter. “É um governo que prepara nitidamente um golpe, porque sabe que perderá nitidamente as eleições. Nos cabe, dentre outras coisas, defender as nossas empresas, denunciar a privatização da Caixa que está em curso, que eles negam porque são covardes. É preciso construir a defesa da Caixa, a defesa dos bancos públicos e construir a luta pela democracia, pela liberdade e pela existência das eleições em todos os cantos desse país.” Importância dos empregados para a luta Na sequência, Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, garantiu que os empregados da Caixa podem ser peça fundamental nesta luta. “Nós, empregados da Caixa, viemos fazendo história ao longo dos anos. Se o banco hoje ainda se mantém público é porque nós, as entidades sindicais, as entidades associativas, empunhamos a bandeira da defesa da instituição. Este compromisso se mostrou presente, mais do que nunca, agora na pandemia quando os empregados da Caixa, mesmo sob risco de contágio, sob pressão da direção do banco, pressão da impressa, pressão social, foram para a linha de frente atender milhões de brasileiros desamparados pela crise social e econômica que vem abatendo o país. Esse momento difícil consolidou o fato de que é necessário para o Estado ter instituições públicas de porte”, afirmou. Rita afirmou que, hoje no Brasil, infelizmente, há um processo de destruição do patrimônio público, destruição das políticas públicas, de desrespeito à vida. “Cabe a nós neste nosso congresso não só avaliarmos como nós enquanto empregados da Caixa iremos nos organizar para defender nossos direitos, como o Saúde Caixa, Funcef, melhorar as condições de trabalho, mas cabe a nós fazermos uma reflexão como cidadãos e cidadãs: afinal, que Brasil queremos para o futuro? Que Caixa queremos para o futuro? Nós queremos um Brasil onde a miséria e o desemprego tome conta, ou nós queremos um país onde as pessoas têm o direito a serem felizes, terem o que comer. Nós queremos um banco que execute políticas idênticas aos bancos privados ou nós queremos um banco que vá além e mantenha seu foco na organização também da melhoria de vida da população através de investimentos em habitação, em saneamento e amplie suas possibilidades de continuar cumprindo um papel fundamental para o país?”, questionou. Para a representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa, o futuro é maior que nosso presente. “Não podemos baixar a cabeça, não podemos perder nossa autoestima. A história provou e vou repetir que se hoje a Caixa se mantém púbica, se hoje temos uma Convenção Coletiva de Trabalho Nacional, um Acordo Nacional que garante direitos, é porque, ao longo dos anos, nós trabalhadores, as entidades sindicais e associativas estiveram na linha de frente, batalhando para que chegássemos a esse momento com conquistas que não podem ser perdidas. Então, vamos aqui fazer a nossa parte, refletir, definir ações para que a Caixa se mantenha íntegra, focada no desenvolvimento do país, com garantia aos direitos dos seus empregados e prestadores de serviços, mas também pensar, como já disse aqui, que país queremos? Nós temos o poder de mudar as coisas e precisamos acreditar nisso”, finalizou. Fonte: Contraf-CUT

Conecef começa a discutir defesa da Caixa e dos empregados

O 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal terá transmissão ao vivo pelas páginas da Contraf-CUT no Facebook e Youtube Começou na manhã deste sábado (7) o 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef). O evento, realizado online, tem como tema “Em defesa da Caixa e de seus empregados. Por um Brasil melhor”. Os painéis: “Democracia, direitos e vida”; “Ataques aos planos de previdência complementar”; “A meta é ter condições de trabalho e saúde”; “Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso e na sociedade”, “A Caixa que queremos para o futuro do Brasil” e “Saúde Caixa” terão transmissão ao vivo pelas páginas da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) no Facebook e Youtube. “O 37º Conecef é um importante espaço qualificado de debates e orientação de luta para o movimento organizado dos empregados da Caixa. Mais do que nunca temos que ter unidade para mantermos a Caixa 100% Pública e defender também os nossos direitos. E a partir do Conecef aumentar a mobilização”, afirmou a coordenadora do GT e da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Contraf-CUT. Participarão do Conecef como convidados Helder Maldonado, repórter especializado em música e cultura pop, e Marcos Bezzi, jornalista coautor do livro “Como o Rock Pode Ajudar Você a Empreender”. Os dois participarão da mesa “Democracia, Direitos e Vida”. Também participarão a médica Maria Maeno, pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho; Cláudia Muinhos Ricaldoni, diretora da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar (Anapar). Também participam Erika Kokay, deputada federal (PT-DF); Rita Serrano, representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa; Fausto Augusto Junior, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos; Leonardo Quadros, presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa; Alex Livramento, dirigente sindical do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região; Albucacis Castro Pereira, gestor na área de saúde e consultor da Fenae. Os delegados inscritos antecipadamente receberam links individuais para completarem sua inscrição e terem acesso à plataforma de participação e votação. Confira a programação completa: 10h05 – Painel 1 – Democracia, diretos e vida Coordenação da mesma: Fabiana Uehara e Jorge Furlan Convidados(a): Galãs Feios Helder Maldonado – É repórter especializado em música e cultura pop, com passagens pelo IG, Revista Sucesso!, Editora Escala, Terra e Record TV. Maior lenhador de bonsai que você respeita, é o criador da página Galãs Feios. Marco Bezzi – É jornalista com passagem pela Ed. Abril, Estadão e Record TV. Participou de especiais na MTV e no Multishow e é coautor do livro Como o Rock Pode Ajudar Você a Empreender, lançado em 2016 pela Saraiva/Benvirá. Mostruário de kits, chegou para instalar outras redes sociais na Galãs. 10h30 – Painel 2 – A meta é ter condições de trabalho e saúde Coordenação da mesa: Eliana Brasil Campos; Edson Luiz Heemann e Odaly Bezerra Medeiros Convidado(a): Maria Maeno – Médica e pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, atualmente do Ministério da Economia. 11h20 – Painel 3 – Ataques aos planos de previdência complementar Coordenação da mesa: Carlos Augusto Silva (Pipoca); Tatiana Oliveira e Zelário Bremm Convidado(a): Claudia Ricaldini – Diretora da Anapar e membro do Conselho Deliberativo da Forluz 12h – Almoço 13h – Painel 4 – A Caixa e seus empregados e a defesa no Congresso Nacional e na Sociedade Coordenação da mesa: Emanoel Souza de Jesus; Michele Maria Venzo e Antônio Abdan Convidados(as): Rita Serrano – Representante dos empregados no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal Erika Kokay – Deputada Federal PT-DF 14h – Painel 5 – A Caixa que queremos para o futuro do Brasil Coordenação: Rachel Weber; Edgard Antônio Bastos Lima (FENACEF) e Márcio Wanderley Lopes Fausto Augusto Junior – Diretor técnico do Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos 15h – Painel 6 – Saúde Caixa Coordenação: Rogério Campanate; Clarice Weisheimer e Helaine Freire Evangelista Convidados: Leonardo Quadros – Presidente da APCEF/SP e membro do GT Saúde Caixa Alex Livramento – Dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região e membro do GT Saúde Caixa Dr. Albucacis Castro Pereira – Gestor na área de saúde e consultor da Fenae 16h – Plenária final Coordenação: Fabiana Uehara e Jorge Furlan Fonte: Contraf-CUT

Quadro de pessoal e fortalecimento da Caixa pública são assuntos de audiência na Câmara dos Deputados

Contraf-CUT será representada por Fabiana Uehara Proscholdt Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) irá participar da audiência pública extraordinária da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados sobre a “Recomposição do quadro de Pessoal da Caixa (CEF) e o fortalecimento da instituição como banco genuinamente público”. A audiência virtual será realizada sexta-feira (6, a partir das 14h30, a pedido da deputada Erika Kokay (PT/DF) pelos requerimentos de números 12, 17 e 18 de 2021.   Entre os argumentos do requerimento 12, apresentado em março deste ano, está a necessidade da recomposição do quadro de pessoal do banco público. O documento justifica que “durante os últimos 5 (cinco) anos a Caixa Econômica Federal realizou vários PDVs (planos de demissão voluntária), resultando em uma redução de mais de 20 mil empregados sem a devida reposição e sem qualquer previsão de novas contratações”.  Por meio do requerimento 18, a deputada realça o papel da Caixa durante à pandemia. Eles são relativos ao serviço essencial para a população com o pagamento do auxílio emergencial, às demandas cotidianas do banco que é também o responsável pela administração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de programas sociais que atingem uma grande massa populacional. Em suma, são atividades essenciais para a sobrevivência da população. Kokay pede o apoio dos demais deputados e observa que “as entidades representativas dos(as) bancários(as) têm empenhados esforços para garantir o fortalecimento do banco público como também para que haja a contratação de novos funcionários visando assegurar a qualidade de atendimento à população e melhorar as condições de trabalho dos empregados, fundamentais para a consecução dos objetivos da instituição”. A discussão ao requerimento 17 da parlamentar atende à denúncia do Sindserviços-DF. Conforme o documento, os direitos dos(s) trabalhadores(as) terceirizados(as) da Caixa Econômica Federal estariam sendo violados com a mudança de contratos de diversas categorias. Copeiros, garçons e funcionários da portaria da matriz da CEF em Brasília sofreram prejuízos nos salários e benefícios mais baixos ao passarem para o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Para assistir ao vivo acesse aqui. Convidados   O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, Kleytton Guimarães Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília (SEEB-DF), Isabela Freitas Santana, representante dos aprovados do último concurso da Caixa Econômica Federal, Maria Isabel Caetano, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindserviços-DF), Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa(CA/CEF), Paula de Ávila e Silva Porto Nunes, procuradora do Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, diretor de Marketing e Relacionamento Institucional da Caixa, Jairo da Silva Muniz Sobrinho e diretora de Logística e Segurança da Caixa, Angelica Djenane Philippe Correa também participarão da audiência Articulação parlamentar No último dia 7/4, por iniciativa do deputado Jorge Solla (PT-BA), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle debateu a situação dos aprovados no concurso público realizado pelo banco em 2014, em audiência pública. No dia 5/7, a pedido do deputado federal Zé Neto (PT-BA) foram tratados o papel da Caixa no desenvolvimento do país e na recuperação da economia do país. A discussão ocorreu na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. O parlamentar lembrou que enquanto países como o Reino Unido e os EUA estão investindo em bancos públicos e liberando recursos públicos para investimentos sociais, no Brasil há um esvaziamento da função social da Caixa e de programas que incentivam o setor produtivo da construção civil. Histórico A defesa do papel social da Caixa e sua manutenção como banco público passa por articulações com representações dos movimentos populares, câmaras municipais, prefeituras, assembleias legislativas e do Congresso Nacional. Desde 2016, a Federação e outras entidades sindicais e associativas têm buscado o apoio para fortalecer a resistência ao desmonte do banco. A atuação da Fenae resultou na criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, que contou com a assinatura de mais de 200 parlamentares, entre deputados federais e senadores. Fonte: Contraf-CUT

Bancários do Itaú querem emprego, saúde e melhores condições de trabalho

Esses são os principais pontos da pauta de reivindicações específica definida no Encontro Nacional dos Trabalhadores, nesta quinta-feira (5) Os 159 delegados e delegadas participantes do Encontro Nacional dos Trabalhadores do Itaú, realizado virtualmente na tarde desta quinta-feira (5), definiram sua pauta de reivindicações específica. “Nós queremos retomar com o banco a negociações de cada um dos pontos debatidos aqui. Este encontro é fundamental para conhecermos a realidade de todo o Brasil e assim definir estratégias que contemplem todos os trabalhadores do Itaú. Este é o papel do movimento sindical, defender todos que estão dentro da empresa”, afirmou Jair Alves, coordenador da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú. Saúde do trabalhador Saúde do trabalhador foi o tema da primeira mesa de trabalho do encontro nacional. “O tema de saúde sempre foi muito importante para o movimento sindical bancário. Com a pandemia, ganhou ainda mais importância. Para mim é uma honra participar deste encontro, em especial, pois a COE Itaú sempre se destacou na luta pela saúde e condições de trabalho”, afirmou Mauro Salles, secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). “Passamos por uma fase de muita luta e ainda temos muita luta. A vacinação começou, mas está longe de ser o ideal. Por isso temos continuar na luta pelo real cumprimento dos protocolos de saúde e segurança que negociamos com a Fenaban no começo da pandemia e na luta pela vacinação de todos os bancários”, afirmou Mauro Salles. “São desafios muito importantes, pois acredito que vamos continuar convivendo com a pandemia, vamos ter que continuar nos cuidando, cuidando dos colegas, além de continuar cuidados de outros problemas que tendem a aumentar. Por isso, mais do que nunca temos que ter a capacidade de entender a situação, para melhor negociar e estabelecer as estratégicas de enfrentamento sindical, para garantir melhores condições de trabalho para a nossa categoria”, completou. O secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT também abordou a possível pressão pela volta dos bancários. “O acordo que tivemos com a Fenaban é que não haverá volta sem negociar os critérios, com um protocolo único mínimo de procedimento. Temos que continuar protegendo os trabalhadores de riscos à sua saúde. Uma eventual volta só pode acontecer com a vacinação completa. Mesmo assim, temos de pensar em outros problemas que podem vir a acontecer. Temos que ter tranquilidade, pois estamos lidando com a vida das pessoas. Os bancos também têm de ter responsabilidade neste processo. Não pode ser só negócio.” Emprego Os trabalhos continuaram com o painel sobre Emprego. Os delegados e delegadas debateram os números apresentados pela economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Cátia Uehara, no início do encontro. “Nós temos que abrir negociações sobre as metas e sobre os programas de remuneração, que muitas vezes são usados como justificativas para as demissões”, disse Valdenia Ferreira, representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Mina Gerais (Fetrafi-MG) na Comissão de Organizados dos Empregados (COE) do Itaú. Remuneração O terceiro ponto debatido na pauta foi remuneração. Os delegados e delegadas mostraram que instabilidade e medo de demissões são os resultados da implementação do GERA, programa de remuneração variável criado para substituir o AGIR. “Desde o início da mudança do agir a COE vem tentando negociar essas mudanças. O banco fez uma apresentação para a gente, que seria melhor para todo mundo, mas na verdade não foi isso que aconteceu. Por isso, temos que continuar negociando”, convocou Valeska Pincovai, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e integrante da COE Itaú.  “Nas pesquisas feitas pelos sindicatos percebemos que o GERA causou acúmulo de funções, aumentos as metas, sobrecarga de trabalho, assédio moral, entre outras pioras na comparação com o Agir, que já tinha diversos problemas”, completou. “Nós precisamos de transparência do banco para podermos negociar melhorias nesses programas. Nós conversamos com os trabalhadores e eles estão infelizes com a mudança, como é que o banco vem falar que só tem coisas boas?”, questionou Maria Izabel, diretora do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e representante da COE. GT Saúde O Grupo de Trabalho (GT) de Saúde do Itaú foi o tema da quarta mesa de debate do encontro nacional. Luciana Duarte, coordenadora do GT, fez um resgate das negociações feitas no último período. “É muito importante ressaltar a importância de o movimento sindical ter conquistado o GT de Saúde no Itaú. Desde que o grupo foi crido estamos constantemente negociando temas tão sensíveis ao dia a dia do banco, que é saúde do trabalhador. Durante a pandemia, este trabalho ganhou ainda mais importância. Falta muito a se avança, mas estamos no caminho certo, aos poucos avançando para termos uma condição de trabalho digna”, declarou Simoni Nascimento de Abreu, membro do GT de Saúde do Itaú. Fundação Itaú O Último tema debatido pelos delegados e delegadas do encontro foi Fundação Itaú. Foi feito um breve relato sobre todos os planos e um resgate das últimas eleições, realizadas em maio. “Os ataques que os fundos de pensão em sofrendo já é um debate bastante disseminado. Eles querem que os fundos fiquem nas mãos dos bancos, sem representatividade dos trabalhadores. Esse é o sonho deles. Não temos nenhum técnico, mas somos participantes e temos interesses para que tudo dê certo. Nós temos que estar agindo para ver onde há espaços para beneficiar os trabalhadores”, afirmou Erica Godoy, conselheira da Fundação. Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil lucra quase R$ 10 bi no primeiro semestre

Resultado é obtido com redução de 7 mil postos de trabalho, gerando sobrecarrega de trabalho e adoecimento de funcionários O Banco do Brasil obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020, segundo análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Segundo o banco, a redução das provisões para lidar com devedores duvidosos (PCLD Ampliada) e o crescimento da carteira de crédito destacam-se no resultado do semestre. A rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido ajustado) cresceu 3,9 pontos percentuais (p.p.) em doze meses, chegando em 14,1%. “Os resultados são muito bons e os funcionários precisam mesmo ser reconhecidos. Mas, é preciso dizer que estes mesmos funcionários pintados como se estivessem no ‘mundo das maravilhas’, na verdade são estrangulados pelas metas impostas pela atual gestão, principalmente com vice-presidente de varejo, quase um capataz cruel”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, se referindo ao vídeo enviado pelo presidente do banco aos funcionários na manhã desta quinta-feira para anunciar os resultados do balanço semestral. Redução do pessoal e sobrecarga “Os funcionários, supostamente valorizados, precisam se desdobrar para cumprir as metas. Ainda mais com as constantes reduções do quadro de pessoal. Uma realidade que leva à sobrecarga de trabalho e ao consequente adoecimento”, afirmou Fukunaga. Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões. “São menos funcionários, menos agências, mais clientes e mais lucro. Não é difícil de se perceber quem são os prejudicados. O discurso de valorização dos funcionários cai por terra. E os clientes também são afetados, com maior dificuldade para se encontrar uma agência e pelas filas que se alongam. Pagam cada vez mais caro pelas tarifas para ter um atendimento cada vez mais precário, devido à política de desestruturação que é implantada, pelo menos, desde 2016”, observou o coordenador da CEBB. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor. Veja abaixo a tabela resumo do balanço, ou, se preferir, leia a íntegra da análise do Dieese.

Funcionários debatem balanço do Itaú na abertura do Encontro Nacional

Até o final do dia, os trabalhadores debaterão emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar O futuro só será possível com emprego, saúde e melhores condições de trabalho. Com este mote, começou na tarde nesta quinta-feira (5) o Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco, realizado por webinário na plataforma Zoom. Até o final do dia, os trabalhadores debaterão emprego, remuneração, saúde, condições de trabalho e previdência complementar. “Espero que a gente tire deste encontro ações específicas para os funcionários do Itaú, além de estratégias para lutar contra esse governo genocida, que vem dia a dia atacando o direito dos trabalhadores e claramente governa para poucos, aumentando a fome e o desemprego do país, pensando apenas nos privilegiados”, afirmou Vinicius Assumpção, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que o Itaú está promovendo mudanças radicais que estão afetando diretamente as agências e os trabalhadores. “O princípio de não ter um cargo definido, você ganha o salário, mas pode praticar tudo, passa muita insegurança aos trabalhadores. Isso sem falar dos levantamentos de qual agência funciona e qual não funciona. As que não dão lucro podem ser fechadas. E o trabalhador fica no meio de tudo isso, sem saber o que fazer”, lamentou. Ivone fez um regate das negociações feitas com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) logo no início da pandemia do coronavírus (Covid-19) que salvou a vida de inúmeros bancários. “Agora chegou a hora de começar a negociar o retorno ao trabalho presencial daqueles que estão em home office. Nós vamos ter que nos mobilizar e lutar muito para colocar as sequelas da Covid como doença do trabalho”, completou Ivone. Balanço Itaú A apresentação dos dados do balanço do banco Itaú-Unibanco foi a primeira mesa do trabalho do encontro. “Se o banco repetir o mesmo resultado do primeiro semestre de 2021 no segundo semestre estará muito próximo de ultrapassar o seu maior recorde de lucro, em 2019, de mais de R$ 26 bilhões. Isso num ano todo vivendo numa pandemia”, destacou Cátia Uehara, economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ela explicou que um dos motivos que levaram o banco a estar no mesmo patamar de antes de crise, é a diminuição de custos, com o home office e a queda de visitas e viagens. Outro fator claro para estes resultados são o fechamento de agências e de postos de trabalho. Em 12 meses, 114 agências físicas foram fechadas. No mesmo período, se desconsiderar os trabalhadores de tecnologia e da empresa ZUP, houve uma queda de 1.900 postos de trabalho. “Todos são prejudicados nessa movimentação. Uns ficam desempregados, outros sobrecarregados e os clientes, que são usados como justificativa para essas mudanças, sofrem com a piora no atendimento”, disse Cátia, ao apontar que a relação clientes por empregados era de 642 em 2014, atualmente é de 1001,2. Fonte: Contraf-CUT

Santander negligencia sofrimento dos seus funcionários

Em negociação com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), o Santander não apresentou respostas razoáveis e muito menos soluções para problemas detalhados em uma pauta em posse do banco desde o dia 22 de junho. Na reunião realizada virtualmente na tarde desta quarta-feira (4), os representantes dos trabalhadores cobraram mais contratações, respostas para descontos relacionados à gastos nos plano de saúde feitos diretamente na conta corrente dos bancários, retorno ao trabalho presencial e utilização do WhatsApp Business. Mais contratações A COE, que representa os trabalhadores nas negociações frente ao banco, enfatizou a urgência de mais contratações, devido ao grave quadro de sobrecarga de trabalho causado por falta de funcionários. Foi enfatizado que os lucros do banco aumentam a cada período, assim como a carteira de clientes. Em contrapartida, o número de bancários está sendo reduzido – pela primeira vez desde 2012 o Santander possui menos de 45 mil empregados –, em um contexto de aumento de pressão pelo cumprimento de metas abusivas para obtenção de lucros cada vez maiores, o que está resultando em uma epidemia de adoecimentos relacionados ao trabalho. O Santander alegou que promoveu duas mil contratações. O número foi questionado porque o último balanço do banco mostra que houve apenas 78 contratações no semestre. “Essas duas mil contratações, se realmente ocorreram, foram de trabalhadores terceirizados e não de bancários. Ou seja, o Santander está fatiando trabalhadores por categorias, retirando direitos, e precarizando cada vez mais o trabalho. E é revoltante o banco alegar, em mesa de negociação, que a automatização e a mudança de processos internos dentro nas agências resultou em redução de trabalho para os bancários, porque não é isso que constatamos diariamente. As agências estão lotadas e os trabalhadores estão sobrecarregados e cada vez mais adoecidos”, afirma Lucimara Malaquias, coordenadora da COE Santander e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Assistência médica para trabalhadores afastados Muitos trabalhadores têm procurado os sindicatos porque o Santander passou a fazer o desconto do convênio médico em conta corrente, e não em folha de pagamento. O banco alegou que isso só ocorre quando não há saldo na folha de pagamento, e que, no seu entendimento, sempre que utilizado, o convênio médico precisa ser pago. ou seja, é uma relação de consumo. A COE respondeu que esses trabalhadores já se encontram em uma situação extremamente delicada causada pela doença, e enfatizou que utilizar o convênio médico não é uma opção. Os trabalhadores são obrigados recorrer ao plano de saúde. É uma situação que está acima da escolha e é justamente nestes momentos da vida que eles mais utilizam o convênio médico. Também afirmou que, ao contrário do trabalhador, o banco tem totais condições de arcar com esse custo durante o afastamento sem complementação, e só efetuar os descontos quando o trabalhador retornar ao trabalho, com os devidos parcelamentos que facilitem a vida do trabalhador. “O argumento aqui é humanitário. O trabalhador está adoecido, na grande maioria das vezes por causa do trabalho exercido no banco. Portanto, o banco tem responsabilidade e total condição financeira de ajudar o trabalhador nesse momento”, afirma Lucimara. O banco alega que é responsabilidade do funcionário prever este custo e, portanto, ter dinheiro em conta para efetuar esse pagamento. Os representantes dos trabalhadores discordaram da justificativa. O RH se comprometeu a retomar discussão interna no banco e dar uma resposta sobre este tema nos próximos dias. Retorno ao trabalho presencial O Santander informa que, a partir da segunda quinzena de agosto, fará o retorno gradual dos trabalhadores para atividades presenciais. Permanecerão em casa os trabalhadores de maior risco, mesmo os que tiverem sido vacinados com as duas doses da vacina contra o novo coronavírus. Os representantes do banco disseram que não é possível informar o percentual de retorno presencial agora, porque o número pode variar muito, considerando as condições de cada área e a necessidade do trabalho presencial. O Santander se comprometeu a levar em consideração casos de pais e mães cujos filhos ainda não tenham retornado para a escola, além de outras questões de mobilidade. A COE discordou do retorno presencial tencionado pelo banco, pois entende que é um risco grande para todos os envolvidos, já que, mesmo quem tenha tomado as duas doses, poderá não estar imunizado, ou contaminar outras pessoas. Foi enfatizado que a variante delta, mais transmissível, em alguns estados já responde por 45% das contaminações, o que causa muita preocupação. Essa discussão será retomada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, mas a COE já ressaltou ao Santander o risco que o banco assume ao obrigar os trabalhadores ao retorno presencial. E reforçou que, mais uma vez, a empresa não ouve o movimento sindical e nem os trabalhadores, que também expressam grande preocupação com o retorno presencial. “Ou seja, o banco ignora os riscos e preocupações e coloca esses trabalhadores em uma situação de risco permanente, quando nós sabemos que o trabalho remoto está funcionando muito bem”, afirma Lucimara. WhatsApp Business O Santander informou que está proibida a utilização do aplicativo WhatsApp Business para tratar de assuntos relacionados ao banco, devido a uma questão de segurança da informação. Também informou que o número de telefone fixo da mesa, que antes era no banco, agora foi transferido para os notebooks e computadores, e que disponibilizou um guia com orientações para utilização do WhatsApp, disponível na academia do Santander, para o caso de o bancário utilizar o aplicativo para conversas com o cliente. A COE, contudo, recomenda que os bancários não utilizem os WhatsApp para conversar com o cliente, porque isso envolve segurança da informação e uma porção de questões que podem resultar em responsabilização do trabalhador. Diante dos riscos, a COE orienta que os bancários utilizem apenas os canais institucionais disponibilizados pelo Santander. Caso o gestor continue pressionando para que faça atendimento pelo WhatsApp pessoal, ou para que permaneça utilizando o WhatsApp Business, os bancários devem denunciar ao Sindicato, que irá informar o RH para que oriente o gestor. A identidade do bancário

Congresso vai refletir sobre o Banco do Brasil que o país precisa

Debates girarão em torno do tema “Construindo juntos o futuro do Banco do Brasil”; abertura do evento acontece na noite de sexta-feira (6) e debates serão realizados no domingo (8) Funcionários do Banco do Brasil realizam seu 32º Congresso Nacional nesta sexta-feira (6) e no domingo (8). Com debates e votações online, as reflexões vão girar em torno do tema “Construindo juntos o futuro do Banco do Brasil”. Serão três mesas de debate: “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”; “O BB que queremos para o futuro do Brasil” e “Diversidade para construir um banco realmente do Brasil”. Nesta última mesa, a discussão abordará a diversidade e a inclusão como forma de fazer com que o banco tenha cada vez mais a cara do Brasil. “A história do desenvolvimento de nosso país se confunde com a do Banco do Brasil, a primeira instituição financeira brasileira. Os investimentos para a infraestrutura, o desenvolvimento industrial, do setor de serviços, comércio e agropecuário foram e são feitos pelo Banco do Brasil. Mas, pessoas e setores com interesses escusos menosprezam a importância do banco para o país”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Além disso, desde pelo menos 2016, o banco vem passando por constantes processos de reestruturações que, na verdade, acabam com sua estrutura e sua capacidade de fomentar o desenvolvimento da economia e do país como um todo. Não é este Banco do Brasil desestruturado que o Brasil precisa. Não é este Banco do Brasil capenga que a gente quer! É sobre isso que nosso congresso vai tratar”, completou. Convidados O fundador e reitor da Universidade Zumbi dos Palmares professor dr. José Vicente, que recentemente foi convidado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para integrar o grupo de trabalho sobre Segurança Privada do Conselho Nacional de Justiça; a economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Nádia Vieira de Souza; e o professor e ex-deputado federal, Jean Wyllys, estão entre os convidados para compor as mesas e contribuir com os debates. Jean Moreira Rodrigues, ex-funcionário do BB; Débora Fonseca, Conselheira de Administração do BB eleita pelos funcionários; Isabela Lemos, funcionária aposentada do BB; e Carlos Augusto Vidotto, ex-funcionário do BB e ex-dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, também farão parte das mesas de discussões do congresso, que será realizado inteiramente no formato eletrônico, via videoconferência Zoom. Os delegados inscritos antecipadamente receberam links individuais para completarem sua inscrição e terem acesso à plataforma de participação e votação. O público em geral poderá acompanhar os debates pelos canais da Contraf-CUT no Facebook e YouTube. Veja abaixo programação completa:   Fonte: Contraf-CUT