Movimento sindical aguarda respostas do Banco do Brasil sobre a Cassi

O custeio da Cassi passou por mais uma rodada de negociação, na última quarta-feira (3), com representantes dos funcionários do Banco do Brasil. O encontro foi para debater alternativas para garantir a sustentabilidade da Caixa de Assistência e avançar na construção de um modelo de financiamento capaz de atender às demandas dos associados. O Banco do Brasil apresentou uma proposta que visa aprofundar o debate técnico sobre cenários elaborados a partir de uma proposta de modelo híbrido de custeio, sob o argumento de que existiriam divergências em relação ao formato apresentado. Os representantes dos trabalhadores disseram ter recebido com surpresa a proposta do banco. Eles esperavam receber retorno sobre as críticas e os apontamentos feitos na reunião anterior, já que há consenso quanto à necessidade de buscar uma alternativa que não esteja vinculada somente à remuneração dos funcionários. As entidades representativas dos trabalhadores acreditam que é necessário aprofundar os estudos e as simulações para avaliar os impactos de cada proposta e construir uma solução equilibrada para a Cassi. Garantir uma solução permanente para os funcionários oriundos de bancos incorporados pelo Banco do Brasil, assegurando seu acesso ao Plano de Associados da Cassi também foi um dos pontos importantes levantados pelas entidades. *Fonte: Contraf-CUT
COE Santander pede ao banco que suspenda demissões

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander enviou à direção do banco uma manifestação formal pedindo a suspensão imediata de um processo de demissões em massa. Os desligamentos estariam atingindo funcionários de diversas regiões do país, principalmente trabalhadores do cargo de Especialista de Atendimento. Os relatos chegaram até a COE na última terça-feira (2) e as demissões teriam ocorrido sem nenhuma comunicação prévia ou negociação com a representação dos trabalhadores. A medida é considerada um desrespeito ao compromisso de diálogo permanente estabelecido entre as partes por meio do Comitê de Relações Trabalhistas, previsto no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo a representação dos trabalhadores, o tema foi levado à mesa de negociação na última reunião com o banco, realizada em 13 de maio. Na ocasião, o negociador do Santander afirmou categoricamente que não havia qualquer processo de extinção do cargo e que eventuais movimentações seriam pontuais. A COE espera a resposta do banco e reitera que continuará acompanhando o caso e adotando todas as medidas necessárias para defender os empregos, o respeito à negociação coletiva e os direitos dos trabalhadores do banco. *Fonte: Contraf-CUT
Em live, Caixa anuncia mudanças mas mantém critérios contestados no Super Caixa

Durante live, na última segunda-feira (2), a Caixa Econômica Federal apresentou alterações no regulamento do programa de remuneração variável Super Caixa. A divulgação foi feita faltando apenas 19 dias úteis para o fechamento do ciclo. As mudanças mostram alguns ajustes na forma de cálculo dos valores a pagar. Porém, mantêm critérios que vêm sendo criticados pelas entidades representativas dos empregados desde a implantação do programa. Os indicadores de CSAT (Customer Satisfaction Score – Pontuação de Satisfação do Cliente) e NS são alguns pontos que ficaram inalterados e são considerados pelos trabalhadores como fatores excludentes e desproporcionais para o acesso ao programa. Entretanto, os representantes do banco ressaltaram que a Caixa não vai abrir mão desses critérios. A exigência de assinatura de diversos termos de ciência para que os empregados possam acessar o sistema de acompanhamento do desempenho também chamou a atenção. Para ter acesso ao sistema Super Caixa e consultar seus resultados, o trabalhador precisa concordar com todos os itens dos termos. Os termos também estabelecem que os valores pagos pelo programa possuem natureza de premiação, sem incorporação à remuneração, sem reflexos trabalhistas, previdenciários ou fundiários. O trabalhador também precisa declarar ciência de que as simulações apresentadas no portal não representam expectativa de pagamento e que os valores dependem de regras, gatilhos e repasses definidos pela empresa. De acordo com a apresentação da Caixa, o modelo deixa de operar exclusivamente na lógica do “tudo ou nada” e passa a prever faixas intermediárias de “premiação”. Segundo as novas regras, a habilitação inicial passa a ser de 25% do valor da remuneração devida, desde que se atinja os marcos de liderança na dimensão Integridade do Alcance.Caixa e em pelo menos mais uma dimensão Core, além de CSAT e NS igual ou superior a 100. Depois da habilitação, o empregado passa a acumular percentuais de premiação de acordo com o seu desempenho nas dimensões Core e nas demais dimensões do Alcance.Caixa. Felipe Pacheco, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, ressaltou que as alterações são resultado direto da mobilização dos trabalhadores e da pressão exercida pelas entidades representativas, mas ainda estão longe de resolver os principais problemas do programa. *Fonte: Contraf-CUT
Cassi dá posse à nova gestão

Tomou posse, nesta segunda-feira (1º), na Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil, a nova diretora de Saúde, Rede de Atendimento e Risco Populacional, Luciana Bagno. Com ela, também foram empossados os conselheiros deliberativos e fiscais eleitos pelos associados no processo eleitoral realizado em março deste ano, dando início a um novo ciclo de gestão na Cassi. Luciana Bagno é graduada em Psicologia pela PUC-MG e possui MBA em Gestão Estratégica. Trabalha no Banco do Brasil há 23 anos. Na mesma ocasião, Diego Carvalho assumiu como membro titular eleito pelos associados no Conselho Fiscal. A nova diretora destacou o compromisso dos representantes eleitos com uma gestão participativa e voltada às necessidades dos associados. “Nosso compromisso é fazer uma gestão a mais inclusiva e representativa possível. Para isso, contamos com os associados e associadas para estarem juntos com a gente nessa caminhada. Queremos fazer uma Cassi que seja boa para todos e para todas nós”, ressaltou Luciana. *Fonte: Contraf-CUT
28ª Conferência Nacional: inscrições de delegados (as) vão até 8 de junho

Delegadas e delegados que vão participar da 28ª Conferência Nacional dos Bancários têm até 8 de junho para se inscrever. O encontro vai definir as prioridades e os planos de luta para a Campanha Nacional Unificada 2026, quando haverá renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Cerca de 700 representantes de bancárias e bancários de todo o país devem participar do encontro, que vai acontecer no Hotel Holiday-Inn Parque Anhembi, em São Paulo. O link para as inscrições foi encaminhado às federações, com a orientação de seguir as recomendações da UNI Global Union de atingir até 40% de cota de mulheres (com mínimo de 30%). Recomenda-se ainda que as entidades atinjam o mínimo de 10% de jovens de até 35 anos entre os inscritos. Os delegados e delegadas que participarão da 28ª Conferência Nacional foram eleitos durante as conferências regionais e estaduais, quando foram debatidos os seguintes eixos temáticos: – Aumento real;– Aumento do piso da categoria;– Aumento da PLR;– Saúde: bem-estar e combate ao adoecimento;– Defesa do emprego frente à implementação das novas tecnologias;– Por um Sistema Financeiro melhor e mais regulado;– Importância das eleições 2026 para a classe trabalhadora. Também os resultados da Consulta Nacional serão apresentados na 28ª Conferência Nacional. *Fonte: Contraf-CUT
Fim da escala 6 x 1 poderá entrar em vigor ainda este ano

A aprovação da PEC do fim da escala 6 x 1 na Câmara dos Deputados foi considerada uma vitória histórica para o governo Lula e o movimento sindical. No primeiro turno foram registrados 472 votos favoráveis e 22 contrários. Já no segundo turno o placar ficou em 461 votos a favor e 19 contra. Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT, ressaltou que o fim da escala 6 x 1, com redução da jornada de 44h para 40h semanais e garantia de dois dias semanais de descanso remunerados sem redução salarial, é uma luta das centrais sindicais desde os anos 80. O texto agora segue para o Senado e, caso seja aprovado sem alterações, trabalhadoras e trabalhadores poderão passar para a nova jornada ainda neste ano. “Vitória da classe trabalhadora, das mulheres, as mais sobrecarregadas com a dupla jornada, vitória das crianças e dos adolescentes, que terão seus pais com mais tempo livre”, afirmou a dirigente sindical. De acordo com os movimentos sindicais, a redução da jornada também terá impactos na melhora do rendimento da população. “Segundo estudos do Dieese, cerca de metade dos trabalhadores serão beneficiados com o fim do regime 6×1, sendo 74% dos que trabalham hoje em regime CLT”, explicou o secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (Jefão). Além de estabelecer a escala 5×2, com jornada de 40 horas semanais, sem redução salarial, o texto aprovado no plenário da Câmara estabelece o seguinte período de transição: *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Alessandro Dantas/Agência Senado
Saúde Caixa: boletim mostra ações e denúncias

Lançado pelos representantes eleitos para o Conselho de Usuários do Saúde Caixa (CUSC), o boletim Movimento pela Saúde mostra um panorama das primeiras ações do novo mandato, denúncias sobre problemas enfrentados pelos usuários do plano e orientações importantes sobre atendimento e autorizações prévias. A publicação destaca as reivindicações apresentadas pelos representantes dos usuários para melhorar o Saúde Caixa. Entre elas, a ampliação da rede credenciada, redução de custos para os empregados, melhorias na comunicação com os usuários e aperfeiçoamento dos processos de autorização e reembolso. Também é destaque no boletim a a cobrança feita pelo Conselho para que a Caixa apresente relatórios administrativos do plano e realize uma reunião extraordinária para discutir falhas recorrentes de atendimento e problemas relatados pelos usuários. A retirada do teto de custeio de 6,5% da folha de pagamento da Caixa para o Saúde Caixa também é defendida na publicação. O tema é considerado fundamental para garantir a sustentabilidade do plano e ampliar a qualidade da assistência oferecida aos empregados e aposentados. Para ler o boletim completo Clique aqui *Fonte: Contraf-CUT
Caixa: programa Acolhe completa cinco anos e CEE pede avanços

Criado para prestar atendimento e acolhimento às empregadas em situação de violência doméstica e familiar, por meio de uma equipe multidisciplinar, o programa Acolhe da Caixa Econômica Federal, está completando cinco anos. A data foi comemorada na última quarta-feira (27) com cerimônia que contou com a presença de representantes das entidades sindicais, empregados, gestores do banco e especialistas que contribuíram para a implementação da iniciativa. Durante o evento, a representante das mulheres da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e integrante da Comissão Nacional de Diversidade da Caixa, Tatiana Oliveira, explicou que o movimento sindical acompanha o cumprimento do programa desde a a sua criação. Tatiana ressaltou que é necessário avançar para garantir uma política mais ampla de proteção às vítimas. A garantia de preservação da função e da remuneração das trabalhadoras que precisam ser transferidas de local de trabalho por razões de segurança é uma das principais reivindicações da representação de empregados. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cassi: proposta do banco recebe críticas da comissão de negociação

Na manhã da última quarta-feira (27), representantes das entidades reuniram-se na sede da ANABB, em Brasília, para analisar a situação econômica e financeira da Cassi. À tarde, houve encontro com os representantes do Banco do Brasil. Os participantes concordaram que a Cassi precisa de medidas imediatas para fortalecer seu caixa e recompor suas reservas garantidoras, que atingiram o patamar mínimo neste mês de maio de 2026. A proposta apresentada pelo Banco do Brasil, na reunião da tarde, contempla mudanças no modelo de custeio, dentro da linha defendida pelas entidades, com a adoção de um modelo híbrido. A proposta preserva o percentual de contribuição dos associados sobre a folha de pagamento e cria uma nova fonte de financiamento para a Cassi, utilizando como referência a tabela de custos assistenciais já existente na Caixa de Assistência, prevendo participação da patrocinadora e contribuição adicional dos associados. Entretanto, não foi apresentada uma solução adequada para os funcionários admitidos depois de 2018, egressos dos bancos incorporados, o que fragiliza ainda mais a situação dos associados auto patrocinados. A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, criticou a postura do banco. “Não é passível de defesa pelo movimento sindical qualquer proposta que deixe de fora os colegas pós-2018 e os funcionários oriundos dos bancos incorporados. Não aceitaremos uma solução que aprofunde desigualdades dentro da própria Cassi”, ressaltou Fernanda. *Fonte: Contraf-CUT
Atualização da NR-1 já está em vigor

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) entrou em vigor nesta terça-feira (26). A medida amplia a responsabilidade das empresas sobre a saúde mental dos trabalhadores e fortalece a fiscalização das condições de trabalho no país. Aprovada em 2024, a atualização da NR-1 determina que chamados riscos psicossociais passem a integrar oficialmente o gerenciamento de riscos ocupacionais das empresas. A partir de agora, entram no radar da fiscalização as metas abusivas, jornadas exaustivas, assédio moral e sexual, pressão excessiva, sobrecarga, conflitos interpessoais e falhas na organização do trabalho. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as empresas deverão incluir os riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR), adotando medidas concretas para prevenir o adoecimento relacionado ao trabalho. O MTE esclarece que a fiscalização poderá analisar metas, jornadas, cobranças, canais de denúncia, processos internos e relações entre chefias e funcionários. “A entrada em vigor da nova NR-1 abre uma importante discussão sobre a responsabilidade das empresas pelo adoecimento mental relacionado ao trabalho. A participação dos trabalhadores e das entidades sindicais será decisiva para impedir que a norma seja reduzida a um simples protocolo empresarial, sem mudanças reais nas condições de trabalho”, observou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. *Fonte: Contraf-CUT