A pedido da Contraf-CUT, Justiça decreta reestabelecimento da função de caixa em todo o Brasil

Diferenças salariais, inclusive as retroativas, devem ser pagas em até 30 dias para as bases de Maranhão e Bauru Uma Ação Civil Pública ajuizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) garante o reestabelecimento da função de caixas para todos os funcionários do Banco do Brasil no país. A decisão foi reafirmada na tarde desta segunda-feira (24) em audiência de instrução deste processo. O banco queria produzir prova testemunhal, mas o Juiz foi categórico ao afirmar que só aceitará provas documentais. No encontro, foi tratado o descumprimento da decisão liminar do início do ano em algumas bases, como Bauru e Maranhão. “O BB não cumpriu por esses sindicatos não serem filiados nem à Contraf-CUT, nem à Contec, mas a decisão é para o Brasil inteiro. Isso foi esclarecido hoje. O banco tem que cumprir até o dia 1 de setembro e pagar os retroativos em até 30 dias, a partir desta segunda”, explicou a advogada da Contraf-CUT, Renata Cabral, do escritório Crivelli Advogados. Agora, o processo avança para o julgamento, ainda sem data marcada. “É uma vitória da classe trabalhadora, por isso temos de comemorar. A Contraf-CUT defende os direitos de toda a classe trabalhadora, principalmente, de toda a categoria bancária”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. BB intransigente O Juiz se colocou à disposição para uma possibilidade de acordo. “A Contraf-CUT representa os funcionários e está sempre disposta a negociar, desde que os direitos dos trabalhadores sejam garantidos. Mas, o banco não trouxe nenhuma sinalização de acordo”, lamentou Fukunaga. Histórico Em fevereiro, a Contraf-CUT entrou com uma Ação Civil Pública pedindo à Justiça do Trabalho que o Banco do Brasil fosse impedido de extinguir a função e a gratificação dos caixas executivos, previsto no Plano de Reestruturação divulgado em janeiro. O juiz da 6ª Vara do Trabalho de Brasília deferiu a tutela de urgência requerida pela Contraf-CUT, decisão em plena vigência. No Plano de Reestruturação, a administração do BB determinava que todos os caixas executivos migrassem de suas funções, voltando à função de escriturários. Quando necessário, poderiam atuar como caixas, recebendo a gratificação apenas pelos dias trabalhados nessa função. “O banco, mais uma vez, usa a tática de individualizar uma discussão que é coletiva, que é nacional e técnica, ao querer propor trazer testemunhas para dizer o quanto o banco é generoso ao ofertar vaga, que há um processo seletivo que permite ascensão e que as pessoas sejam realocadas, mesmo nós sabendo que, no fundo, o banco cortou a gratificação de caixa”, observou o coordenador da CEBB. “Se olharmos mais ainda, é terrível essa proposta do banco de Reestruturação, uma vez que atinge boa parte dos caixas que estavam em home office. Então, a partir do momento em que a Reestruturação foi imposta, os funcionários estão sem a gratificação de caixa, porque eles não abrem o caixa e não tem perspectiva de promoção. O banco quer esconder essa crueldade e dizer que é supergeneroso, mas nós sabemos que a Reestruturação não teve nada disso”, completa o coordenador da CEBB. Na decisão em favor da Contraf-CUT, o magistrado Antonio Umberto de Souza Junior destacou que o Banco do Brasil tem o direito de definir o número de empregados em cada função, mas não de “promover tamanha insegurança jurídica e financeira, deixando de ter o caixa interino qualquer noção do que efetivamente receberá pelo mês trabalhado, dependendo do fluxo de clientes e dos humores ou bom senso de seu superior hierárquico”, explicou. Ainda segundo o juiz, a tutela para suspender a alteração nos contratos de trabalho dos caixas, parte da Reestruturação, foi conferida porque existe Instrução Normativa do banco e norma coletiva, se referindo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2020/2022, conquistado com a mobilização sindical e que garante uma série de proteções aos funcionários do BB. O magistrado ponderou ainda que as soluções para ganhos de eficiência, argumento principal da direção do BB no Plano de Reestruturação, não podem simplesmente menosprezar os aspectos humanos e humanitários, menos ainda os direitos fundamentais sociais como são os direitos trabalhistas. Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil financia obras de infraestrutura por todo o país

Delegados do 32º CNFBB pedem o reforço da concessão de créditos para o setor Em parceria principalmente com o BNDES e com a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil já participou e ofereceu soluções de financiamento para projetos importantes espalhados pelo país que demandam crédito de longo prazo. Para os delegados do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, o Banco deve reforçar a concessão de crédito para obras de infraestrutura. “Além de ajudar no desenvolvimento os Brasil, essas grandes são geradoras de empregos”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. De acordo com o Fukunaga, o banco tem de aproveitar sua experiência na montagem de solução para os mais diferentes empreendimentos. “O BB pode influir positivamente para inovar e melhorar o padrão de contratação de obras e concessões.” Fonte: Contraf-CUT

Financiar o setor produtivo também é papel do Banco do Brasil

Essa é uma das resoluções aprovadas pelas delegadas e pelos delegados do 32º CNFBB As resoluções aprovadas pelas delegadas e pelos delegados do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, também aborda o financiamento para o setor produtivo. Para os trabalhadores do banco é necessário que essa prestação de serviço seja feita, especialmente, para pequenas, médias e microempresas, como explica o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “As grandes empresas têm acesso a diversos mecanismos para o financiamento de suas operações e de sua expansão e normalmente têm capacidade de negociar taxas de juros menores. Já as pequenas, médias e microempresas têm muita dificuldade de acesso ao crédito e a serviços financeiros e pagam taxas mais caras. Muitas, inclusive, encontram-se endividadas em função da conjuntura econômica. Esta situação afeta profundamente o mercado de trabalho, pois são elas que geram a maioria dos empregos.” O segmento de pequenas, médias e micro empresas geram 54% dos empregos no país. De acordo com Fukunaga, o banco pode dar liquidez e adotar linhas de crédito em condições adequadas para as pequenas, médias e microempresas. “Isso seria cumprir o papel de um banco público, com responsabilidade social e que é fundamental para a retomada e a sustentação da economia”, completou. Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil tem de ser financiador da agropecuária em toda a sua extensão

O Brasil se tornou um dos maiores produtores de alimentos do mundo com a participação decisiva do banco O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Um dos grandes responsáveis é o Banco do Brasil. Por isso, uma das resoluções aprovadas no 32º Congresso Nacional funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, define como fundamental o papel do BB como apoiador de toda a cadeia produtiva deste segmento. “Desde o agronegócio, buscando, se possível, aumentar o valor deste segmento para a economia brasileira, até as demais formas de produção, incentivando e financiando a expansão da agricultura familiar e os estabelecimentos de pequeno e médio porte, fornecendo crédito e assistência técnica, incentivando, inclusive, as atividades agrícolas sustentáveis e voltadas para a produção orgânica”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Os funcionários acreditam que o banco deve avaliar o apoio às cooperativas, com financiamento da produção, do processamento e da comercialização. “O papel das cooperativas é cada vez mais importante. Por mais que um produtor consiga comprar x toneladas de fertilizantes, se a cooperativa comprar 10x, ele vai ter condições melhores. A cooperativa tem o lado solidário também, em que o grande ajuda o pequeno produtor. O Brasil tem um desafio global fantástico para que se torne o campeão mundial da segurança alimentar, mas só pode falar isso se tiver uma política pública adequada e uma estrutura cooperativista sólida, que permita a competitividade de maneira clara, com o apoio do Banco do Brasil”, explicou Fukunaga. Para fazer esse papel da melhora maneira possível, o banco também deve buscar sempre a estrutura adequada de atendimento, crédito e assistência de acordo com o porte e tipo de produção. “Este é o papel de um banco público. Atender toda a população, da melhor maneira possível. Para isso, é preciso conhecer as regionalidades e suas necessidades especiais. Então, é fundamental que o Banco do Brasil tenha agências em todas as regiões do país”, disse o coordenador da CEBB. Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil precisa ser muito mais que um banco

Funcionários defendem o BB como uma instituição pública integrada a um programa de governo democrático e popular, com uma atuação aliada às necessidades da população brasileira As resoluções aprovadas pelas delegadas e pelos delegados do 32º Congresso Nacional funcionários do Banco do Brasil, realizado no dia 8 de agosto, abordam – entre outros pontos – a atuação do Banco do Brasil em um governo democrático e popular. “O Banco do Brasil precisa ser fortalecido como banco público e não pode ser privatizado. Defendemos que o Banco do Brasil, como instituição pública integrada a um programa de governo democrático e popular, deve orientar sua forma de atuação de acordo com as necessidades da maioria da população brasileira”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Para os funcionários do banco, o BB deve continuar a atuação como um banco múltiplo, com operações características de toda instituição financeira. “A atuação do banco em todos os serviços e operações características do sistema financeiro garantem resultados para que ele possa também direcionar suas atividades para áreas que devam ser prioritárias para sua atividade de empresa pública. Mas, deve ir além e contribuir com o desenvolvimento econômico, com a sustentabilidade e com a inclusão das pessoas físicas e jurídicas que tenham dificuldade de acessar os serviços financeiros.” Nos próximos dias vamos destacar algumas áreas de atuação que o Banco do Brasil deve avaliar e adotar como prioritárias em sua função de banco público. Fonte: Contraf-CUT

Recorde de inscrições em concurso do BB mostra desacertos do governo Bolsonaro

O Banco do Brasil vai realizar o maior concurso público nacional da história do país: foram 1.645.975 inscrições no total, sendo 1.605.751 para as vagas de Escriturário (Agente Comercial) e 40.224 para as de Escriturário (Agente de Tecnologia). As inscrições terminaram no último sábado (7), mas as provas só serão realizadas em 26 de setembro. Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, essa é uma clara demonstração de mais um equívoco da política do atual governo, que resulta em recorde de desemprego no país e ainda tende a piorar. “Infelizmente, vemos uma política econômica que, ao invés de se preocupar em gerar empregos, vem aprovando retiradas de diretos trabalhistas e previdenciárias. Só iremos reverter esse quadro com políticas de indução da economia através dos bancos públicos, como ocorreu em 2008. O BB só fazer concurso público não é suficiente, pois 2.480 vagas não suprem as mais de sete mil cortadas com fechamento de agências em regiões que necessitam de atendimento bancário e crédito para a economia. Esse concurso é demagogia e propaganda eleitoral. Na verdade, esconde o quanto essa mão de obra é insuficiente no BB.” Fukunaga lembra também que o desespero mostrado pela classe trabalhadora são reflexos das reformas feitas nos últimos anos. “O golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff do poder, foi um golpe contra a classe trabalhadora também. Neles já estavam previstos as reformas trabalhistas e previdenciárias, que vinham com promessas de geração de emprego e renda, mas, na realidade, só aprofundou o desemprego e a precarização dos direitos trabalhistas”, completou.   Fonte: Contraf-CUT

Resolução contra o Cassi Essencial é aprovada durante 32º CNFBB

Novo plano põe e risco sustentabilidade da Cassi, com esvaziamento dos outros planos, e reduz responsabilidade do banco com manutenção da Caixa de Assistência O 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) aprovou resolução contra o Cassi Essencial com 97% dos votos. Durante o evento, realizado no último final de semana, os bancários apontaram que, entre os efeitos nocivos do novo plano proposto pelos diretores e conselheiros da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), estão o esvaziamento dos planos já existentes Cassi Família I e II e a possibilidade de adesão dos novos funcionários do BB, reduzindo a responsabilidade do Banco com a manutenção da Cassi e do Plano Associados. “O Cassi Essencial também é um ataque direto à mesa de negociação para que os funcionários dos bancos incorporados tenham os mesmos direitos na Cassi”, alertou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, durante o Congresso. “Nosso acordo coletivo, na mesa de negociação, estabelece que os funcionários dos bancos incorporados façam parte do Plano Associados. Nem um direito a menos”, completou. Esvaziar e enfraquecer O Cassi Essencial, lançado em junho, não foi criado apenas para atender os parentes por afinidade e consanguinidade dos funcionários, ex-funcionários e aposentados do BB. Pessoas que tiveram ou ainda possuem vínculos de trabalho com o Banco do Brasil poderão trocar o Plano Associados pelo Essencial. Essa possibilidade coloca em risco toda a Cassi, como explica João Fukunaga: “Ao atrair funcionários do BB para o novo plano, a diretoria e conselheiros da Cassi violam o princípio de solidariedade e isonomia da entidade”, destaca. “O Plano Associados torna a Cassi forte porque os mais jovens ajudam a custear os mais velhos e porque o Banco do Brasil ajuda a arcar com parte das despesas, como patrocinador”, completa. O Cassi Essencial, assim como os planos Família I e II, não conta com o patrocínio do BB. Enquanto que, no Plano Associados, o banco contribui com 4,5% para o funcionário, inclusive na aposentadoria, e 3% até o 3º dependente de associados da ativa. “O movimento correto para fortalecer a Cassi é estimular os funcionários, ex-funcionários e aposentados a se manterem no Plano Associados e não criar um plano de mercado que, além de promover a perda de cobertura em doenças importantes, poderá estimular a troca de plano, entre os funcionários”, pontua Fukunaga. “Não podemos nos esquecer que o plano foi criado por diretores e conselheiros eleitos e indicados pela alta administração do BB na Cassi. Isto aponta que existe uma preocupação maior com os interesses do banco do que com os interesses dos associados. Afinal, quanto mais funcionários, ex-funcionários e aposentados o Cassi Essencial atrair, menores serão as contribuições do BB com o custeio da Cassi”, pondera. Durante live realizada dia 27 de julho, para tirar dúvidas sobre o Cassi Essencial, a atual diretoria do plano não respondeu às críticas, feitas reiteradamente pelas entidades sindicais, sobre a dinâmica que tende a esvaziar toda a Caixa de Assistência. Rede de credenciamento menor O novo plano de mercado foi lançado como alternativa “mais barata” aos planos Cassi Família I e II, todos criados para atender os parentes por consanguinidade e afinidade dos funcionários do Banco do Brasil. Para oferecer um valor mais atraente no Cassi Essencial, a diretoria da Caixa de Assistência dividiu o Brasil em doze regiões. Cada uma com características de preços e custos próprios de assistência à saúde. Assim, enquanto os participantes dos planos Família I e II e os Associados da Cassi têm acesso, sem custo adicional, a toda a rede credenciada da Caixa de Assistência, os participantes do Cassi Essencial terão acesso a uma rede em média 22% mais enxuta. Em Brasília a rede chega a ser menor em 78%, Alagoas 50% e Rio de Janeiro 32%. (link: https://www.cassi.com.br/images/hotsites/nossosplanos/basecredenciada.html). Franquias e coparticipação Caso necessitem recorrer a um atendimento fora da sua região, o participante do Cassi Essencial terá que pagar uma franquia de R$ 350. Mas se a internação ocorrer dentro da região contratual, a franquia paga será de R$ 250. Nos planos Família I e II e no Plano Associados, não existe a cobrança de franquia de internação. Outra diferença que pesará no bolso do participante, ao longo do tempo, é a cobrança de coparticipação de 40% sobre os atendimentos realizados fora da região contratual estabelecida na adesão ao plano e de 30% para todos os atendimentos realizados na região contratual. Os planos Família I e II, que têm a mesma finalidade do Essencial, de atender aos parentes dos funcionários do BB, não cobram taxa de coparticipação. Portanto, se comparado os custos entre Família e Essencial, com a cobrança da coparticipação, o Cassi Essencial poderá alcançar o mesmo custo dos planos Família. O diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Carlos Emílio Flesch, inclusive admitiu isso durante a live: “O plano Família não possui coparticipação. Já o plano Essencial possui coparticipação, dentro e fora da região de preço. Se é alguém que utiliza muito assistência à saúde, então é [melhor] você optar por pagar um pouco mais, mas não ter [a cobrança] de coparticipação, como é o caso do Cassi Família”, declarou. Em outras palavras, o custo com a contratação do Cassi Essencial pode ser, no final das contas, maior para quem tiver que aumentar a frequência de uso do plano. Fonte: Contraf-CUT

O BB que queremos para o futuro do Brasil

Terceiro painel fecha os debates do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB)   O terceiro painel do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), realizado na tarde deste domingo (8), os palestrantes contribuíram com as reflexões sobre “O BB que queremos para o futuro do Brasil”. Para o ex-funcionário do Banco do Brasil e ex-dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Augusto Vidotto, o que de mais genérico vale para todo mundo, não apenas para o Brasil e nem apenas para o Brasil, é que, para qualquer pais, é importante não haver desindustrialização para que não haja perdas de postos de trabalho e da capacidade de produção. “Em termos mais próximos, uma coisa geral do capitalismo é a questão do open banking, que está sendo levado à estrutura do mercado financeiro. Ele materializa o que seria a grande ameaça aos empregos, em particular ao emprego bancário”, disse. “Mas, ninguém pode morrer de véspera. Não podemos baixar as armas e deixar de lutar para tentar deter os impactos da tecnologia sobre os empregos”, completou. Segundo Vidotto, uma das propostas é trabalhar com uma ampla aliança municipalista. “Temos que defender a existência de uma agência bancária em cada município. Isso atende a demanda de diferentes segmentos da sociedade e de linhas políticas, nos dá a possibilidade de, se não determos o processo, podemos atenuar os efeitos da tecnologia sobre o fechamento de agência e de fechamento de postos de trabalho”. Mas, para ele, há outras mediações importes a serem pensadas na defesa do Banco do Brasil. “Ele tem que ser pensado no conjunto dos bancos públicos federais, como ferramentas do desenvolvimento, sob a orientação de uma dada política econômica”, propôs. Vidotto defendeu ainda a necessidade de considerar o perfil do BB como uma estatal de lógica financeira, por um lado, e de logica pública do outro. E, dentro disto, é preciso considerar os três modelos históricos do banco. “Há três modelos históricos verificados. O do governo FHC, que podemos chamar de neoliberal mitigado, caracterizado pela lógica privada na direção do banco, mantendo as estratégicas da política econômica. O outro é o do Bolsonaro, que podemos chamar de neoliberal hard, que aponta diretamente para a retirado do Estado do mercado financeiro. Por fim, temos o modelo social-desenvolvimentista de Lula e Dilma, que usou o BB como parte da política de desenvolvimento”. Vidotto explicou que no modelo de FHC não se excluía o Estado em uma atuação no mercado financeiro e nem tinha essa estratégia. Um modelo que reconhece a existência das duas faces. O que diferencia o modelo de FHC do desenvolvimentista é que o primeiro coloca a face privada como determinante. Com Lula e Dilma, a face privada é uma condicionante, mas não determinante. De acordo com ele, ao pensarmos o BB do futuro devemos evitar atribuir ao BB a capacidade de extrapolar as políticas econômicas. Por outro lado, além de trabalhar na agricultura e MPE, temos que mostrar a contribuição do BB na retomada econômica e criar as condições para, após 2022, dialogar com o maior número de setores. “A capacidade dos bancos públicos federais e do BB de tomar medidas que possam estimular a retomada econômica não pode ser subestimado”, disse. Mudanças sociais “Não conseguimos fazer as mudanças somente dentro do banco, tem que ser mudanças sociais”, resumiu Debora Fonseca, conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários. Para ela, o comportamento do governo Bolsonaro exclui completamente o lado social e que não leva em conta o papel do estado nas políticas de desenvolvimento. Débora Fonseca descreveu o comportamento de presidentes do banco durante o governo Bolsonaro. “Antes de tudo, foram mudanças que trazem uma bagunça dentro do banco, o que o enfraquece. Passa uma imagem de fragilidade. Isso para que a população tenha uma visão ruim do banco e das outras empresas públicas. A intenção é fazer esse ataque para que a população se sinta desatendida”, analisou a conselheira. Na sua visão, o primeiro presidente do banco, Rubens Novaes, entra com a proposta de privatização, colocando empresa subsidiárias à venda. André Brandão, o segundo presidente, coloca uma restruturação dentro do banco que, para Debora, já estava escrita antes. “As mudanças tecnológicas são irreversíveis. O que temos que discutir é um modelo em que a tecnologia esteja a favor dos funcionários e da sociedade, para atender as pessoas de forma mais humana, para crescer mais o banco. Não se deve colocar a tecnologia como substituto das pessoas”, afirmou a conselheira. Outro ponto destacado por Debora foi que não existe mais a mesma atenção para o financiamento da agricultura familiar, o que geram um impacto na inflação dos alimentos, já que é a agricultura familiar a responsável por 70% dos alimentos fornecidos para o mercado interno. “O governo coloca recursos para o agronegócio”, diz. Para Débora, o futuro do Banco do Brasil passa pela contratação de maior número de funcionários, utilização da tecnologia em prol das pessoas e nas linhas de crédito que reflitam o crescimento e desenvolvimento social. Fora Bolsonaro para termos o Brasil que queremos Juliana Donato, ex-conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários e membro da coordenação da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, foi a terceira convidada da mesa “O BB que queremos para o futuro do Brasil.” “Por tudo que a gente viveu nos últimos anos e tudo que ouvimos neste congresso, acho que é evidente que temos um processo em aprofundamento da transformação do banco do Brasil em banco privado. As transformações que a gente sofre no Banco do Brasil são parte de um processo geral, de ataques aos direitos, ao patrimônio público, a vida dos brasileiros e que a luta em defesa do banco do Brasil como banco público de forma alguma pode estar separada da luta contra o Bolsonaro, contra o fascismo, por um outro projeto de país”, afirmou Juliana. “Eu quero apresentar algumas ideias em relação ao projeto de banco público e ao

Congresso mostra “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”

Com informações do balanço e histórico de atuação do banco, reflexões ajudam pensarmos o Banco do Brasil que queremos A segunda mesa de debates do 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil tratou do “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”, com a participação do ex-gerente de Soluções do Banco do Brasil, de Jean Moreira Rodrigues, e da economista Nádia Vieira de Souza, do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Jean Rodrigues abordou a discussão falando sobre as transformações na economia e nos modelos de negócio e como o Banco do Brasil se comportou no decorrer dessas mudanças. Inicialmente ele destacou que as transformações na economia mundial se caracterizam pela volatilidade, incerteza, complexidade, e ambiguidade dos cenários. “Ninguém imaginava a pandemia, por exemplo. Você não consegue fazer mais previsão. Antes, se faziam previsões para cinco ou dez anos. Isso não acontece mais. As novas tecnologias transformaram e pautaram os modelos de negócios. Isso impacta as economias e a própria indústria financeira”, pontuou. Jean Rodrigues ressaltou que a criação do Banco do Brasil aconteceu a partir de modelos de séculos atrás. Empresas e pessoas cada vez mais ficam menos equipados para compreender esse crescimento exponencial em que vivemos. Por outro lado, Jean destacou que o sistema bancário brasileiro é altamente concentrado, detém 77% dos ativos totais e 79% dos depósitos totais. “Isso faz com que o Banco Central regule essa concorrência baixa adotando uma série de medidas para promover maior competição no sistema bancário. São fintechs, é o PIX, o open banking, pagamentos e transferência de fundos em real-time”, exemplificou. Para acompanhar as mudanças, Jean afirmou que os bancos investem muito em tecnologia e um dos efeitos é a redução do número de agências. “Isso tem produzido impactos nas economias locais, mas também afeta o emprego bancário”, observou. Entre as décadas de 1930 e 1980, lembrou Jean, o Estado brasileiro promoveu o processo de industrialização com os bancos públicos. “A inciativa privada não teve interesse no passado e no presente esse interesse também é muito pouco”, observou. Jean Rodrigues destacou que a mudança no Banco do Brasil ocorreu a partir de 2016. “O banco nunca deixou de buscar a rentabilidade. Mas, até 2015, além do foco na rentabilidade, também tinha um foco muito grande no desenvolvimento do país. A partir de 2016, o governo Temer começou a fazer a mudança. O foco passou a ser mais a rentabilidade em si com uma insistência para buscar rentabilidade compatível com bancos privados. O Banco do Brasil deixa de ter papel de fomento da economia brasileira, que justifique a sua manutenção como uma empresa pública”, conclui. Balanço A economista do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou dados do balanço do Banco do Brasil no 1º semestre de 2021. O banco obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020. No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor. Fonte: Contraf-CUT

Quadro de pessoal e fortalecimento da Caixa pública são assuntos de audiência na Câmara dos Deputados

Contraf-CUT será representada por Fabiana Uehara Proscholdt Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) irá participar da audiência pública extraordinária da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados sobre a “Recomposição do quadro de Pessoal da Caixa (CEF) e o fortalecimento da instituição como banco genuinamente público”. A audiência virtual será realizada sexta-feira (6, a partir das 14h30, a pedido da deputada Erika Kokay (PT/DF) pelos requerimentos de números 12, 17 e 18 de 2021.   Entre os argumentos do requerimento 12, apresentado em março deste ano, está a necessidade da recomposição do quadro de pessoal do banco público. O documento justifica que “durante os últimos 5 (cinco) anos a Caixa Econômica Federal realizou vários PDVs (planos de demissão voluntária), resultando em uma redução de mais de 20 mil empregados sem a devida reposição e sem qualquer previsão de novas contratações”.  Por meio do requerimento 18, a deputada realça o papel da Caixa durante à pandemia. Eles são relativos ao serviço essencial para a população com o pagamento do auxílio emergencial, às demandas cotidianas do banco que é também o responsável pela administração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de programas sociais que atingem uma grande massa populacional. Em suma, são atividades essenciais para a sobrevivência da população. Kokay pede o apoio dos demais deputados e observa que “as entidades representativas dos(as) bancários(as) têm empenhados esforços para garantir o fortalecimento do banco público como também para que haja a contratação de novos funcionários visando assegurar a qualidade de atendimento à população e melhorar as condições de trabalho dos empregados, fundamentais para a consecução dos objetivos da instituição”. A discussão ao requerimento 17 da parlamentar atende à denúncia do Sindserviços-DF. Conforme o documento, os direitos dos(s) trabalhadores(as) terceirizados(as) da Caixa Econômica Federal estariam sendo violados com a mudança de contratos de diversas categorias. Copeiros, garçons e funcionários da portaria da matriz da CEF em Brasília sofreram prejuízos nos salários e benefícios mais baixos ao passarem para o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Para assistir ao vivo acesse aqui. Convidados   O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, Kleytton Guimarães Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília (SEEB-DF), Isabela Freitas Santana, representante dos aprovados do último concurso da Caixa Econômica Federal, Maria Isabel Caetano, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindserviços-DF), Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa(CA/CEF), Paula de Ávila e Silva Porto Nunes, procuradora do Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, diretor de Marketing e Relacionamento Institucional da Caixa, Jairo da Silva Muniz Sobrinho e diretora de Logística e Segurança da Caixa, Angelica Djenane Philippe Correa também participarão da audiência Articulação parlamentar No último dia 7/4, por iniciativa do deputado Jorge Solla (PT-BA), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle debateu a situação dos aprovados no concurso público realizado pelo banco em 2014, em audiência pública. No dia 5/7, a pedido do deputado federal Zé Neto (PT-BA) foram tratados o papel da Caixa no desenvolvimento do país e na recuperação da economia do país. A discussão ocorreu na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. O parlamentar lembrou que enquanto países como o Reino Unido e os EUA estão investindo em bancos públicos e liberando recursos públicos para investimentos sociais, no Brasil há um esvaziamento da função social da Caixa e de programas que incentivam o setor produtivo da construção civil. Histórico A defesa do papel social da Caixa e sua manutenção como banco público passa por articulações com representações dos movimentos populares, câmaras municipais, prefeituras, assembleias legislativas e do Congresso Nacional. Desde 2016, a Federação e outras entidades sindicais e associativas têm buscado o apoio para fortalecer a resistência ao desmonte do banco. A atuação da Fenae resultou na criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, que contou com a assinatura de mais de 200 parlamentares, entre deputados federais e senadores. Fonte: Contraf-CUT