Liminar obtida pela Contraf-CUT impede Banco do Brasil de extinguir função de caixa

Justiça também mantém a gratificação da função e há incorpora para quem a recebe a mais de 10 anos A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) obteve liminar que impede que o Banco do Brasil extinga a função de caixa e deixe de pagar a gratificação aos escriturários que a recebem para trabalhar como caixa. “É uma vitória importante! A retirada da gratificação reduziria significativamente os rendimentos dos funcionários, que são escriturários e recebem o valor adicional para exercerem a função de caixa. Não é justo que o banco deixe de pagar esses valores”, destacou a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. “O banco promoveu a mudança sem sequer comunicar aos funcionários, nem sua representação sindical. Quando soubemos, tentamos negociar, inclusive com a mediação do Ministério Público (do Trabalho), e somente buscamos a Justiça após o banco se negar a atender qualquer das reivindicações dos trabalhadores”, explicou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “O banco não poderia ter feito o que fez. Como qualquer empresa e qualquer cidadão, precisa seguir as normas regulamentadas. E a decisão que obtivemos hoje mostra exatamente isso”, explicou a assessora jurídica da Contraf-CUT, Renata Cabral, sócia do escritório Crivelli Advogados. Decisão Em sua decisão, o juiz Antonio Umberto de Souza Junior, da 6ª Vara do Trabalho de Brasília, destaca que a eliminação da gratificação mensal de caixa executivo já no mês em curso (fevereiro/2021) para todos que exerciam tal função causará uma “redução impactante sobre suas rendas”. O magistrado diz ainda que “tanto a norma interna, quanto a norma coletiva, desautorizam a súbita e nociva alteração contratual maciça promovida pelo reclamado” (o Banco do Brasil). O juiz ainda observa que, “a forte automação bancária e os interesses do capital não devem ser as únicas variáveis a serem consideradas quando se cogita de uma reorganização empresarial. Afinal, convivem, no mesmo nível da planície constitucional, o valor social da iniciativa privada e empresarial pública e o valor social do trabalho. Neste contexto, as soluções engendradas para ganhos de eficiência não podem simplesmente menosprezar os aspectos humanos e humanitários. Muito menos menosprezar direitos fundamentais sociais como são os direitos trabalhistas.” Incorporação ao salário “O juiz é claro, ao explicar que a gratificação não pode ser retirada dos funcionários que a recebiam no momento da mudança feita pelo banco e que deve ser incorporada ao salário daqueles que a recebem a mais de 10 anos”, ressaltou Renata. “Efetivamente, nos termos da Súmula 51/I/TST, a alteração ou revogação de norma regulamentar empresarial prejudicial somente é válida em relação aos empregados admitidos a partir de tal ato prejudicial, não podendo afetar a situação jurídica dos empregados já em atividade por terem incorporado ao seu patrimônio tal direito ou vantagem (CLT, art. 468). A transformação da função efetiva em mera atribuição interina suprime o direito ao exercício da função de caixa com a remuneração mensal plena”, diz o texto da decisão, que destaca ainda que “além de tais aspectos, a gratificação de caixa não poderá ser revertida de empregados que, ao tempo da alteração, já somavam dez anos ou mais de exercício ininterrupto em atividades gratificadas (Súmula 372/TST), não afetando tal situação o advento do § 2º do art. 468 da CLT, somente influente para aqueles bancários admitidos a partir de sua vigência (10/11/2017) como sinaliza com propriedade, analogicamente, a Súmula 191/TST.” Acordo Coletivo O juiz destaca, também, que “os termos da norma coletiva vigente até 31/8/2022 inibem a extinção súbita e inegociada da função de caixa executivo e a consequente pulverização da respectiva gratificação em paga diária precarizante.” “A figura do ‘caixa executivo intermitente’ é muito prejudicial. O funcionário passa a ser conduzido à função de caixa segundo a vontade de sua chefia e é pago como caixa apenas pelo dia/período que exercer a função. Mas, o problema disso é que ele nunca vai saber quanto será efetivamente sua remuneração ao final do mês. Como poderá controlar suas contas?”, questiona o coordenador da CEBB, lembrando ainda que, de qualquer forma haverá perda salarial, uma vez que, no máximo, ele receberá pelos 22 dias, em média trabalhados no mês. “A paga diária, evidentemente, será possível apenas para os casos de emergência da necessidade de reforço do time de caixas executivos em determinado dia ou período de maior demanda de serviços, mas não pode substituir a paga mensal contemplada no normativo interno e na norma coletiva”, conclui o magistrado em sua decisão. Fonte: Contraf-CUT
Comando Nacional e Sindicatos valorizam e cobram respeito às negociações

Mesmo com mediação do MPT, negociações se estagnam; mas trabalhadores querem continuar as conversações com o banco Nesta terça-feira (09), a Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) se reuniu com representantes do Banco do Brasil, para solicitar a retirada da proposta apresentada pela direção da instituição financeira que trata da reestruturação do BB e, que se aprovada, resultará na demissão de 5 mil funcionários, no fechamento de 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios. O encontro, ocorreu em duas etapas, e teve a intermediação do Ministério Público do Trabalho. Apesar dos esforços da Contraf-CUT, o Banco do Brasil não atendeu as reivindicações dos trabalhadores. Na primeira parte da reunião, o banco havia apresentado uma proposta de prorrogação de 30 dias no processo de retirada da gratificação dos caixas, mas condicionou a proposta à assinatura por todas as entidades do acordo de compensação de horas em decorrência da pandemia e do Acordo de Comissão de Conciliação Prévia (CCP), ambos já em negociação com a Contraf-CUT. O banco também exigia a retirada de ações judiciais em andamento contra o BB. A Contraf-CUT recusou a proposta e, depois disso, houve um intervalo nas negociações. Na segunda parte do encontro, o banco retirou até a proposta que havia feito antes e não deu prazo para que as entidades consultassem os funcionários sobre a proposta apresentada pela manhã. Busca da mediação O secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, disse que a entidade buscou a mediação do MPT em função da falta de resposta do banco ao ofício que solicitava as negociações. “Mesmo com a medição, as negociações foram infrutíferas. Vale lembrar que desde o dia 03 estão ocorrendo reuniões de negociações entre os trabalhadores e o banco com a intermediação do MPT”. Ao fim da reunião, Tabatinga disse que a Contraf-CUT orienta que os sindicatos a intensificarem as atividades que evidenciam os resultados do processo de reestruturação. “A partir desta quarta-feira (10), o banco pretende dar início a sua proposta, retirando todas as funções de caixa. Os funcionários do BB aprovaram na última sexta-feira (5) o Estado de Greve, em assembleias realizadas por sindicatos de todo o país. Temos que arrancar negociação, os caixas não podem ficar sem sua gratificação, principalmente nesse período de pandemia”, completou. Comando solicita negociação Apesar de orientar a intensificação das manifestações, os trabalhadores querem continuar as negociações. Ao fim da mediação o Comando Nacional dos Bancários solicitou uma reunião para continuar as tratativas. “Mostramos que estamos dispostos a negociar. Acreditamos na via negocial e queremos continuar as tratativas”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Queremos manter as gratificações dos caixas e evitar que os trabalhadores sejam, mais uma vez, prejudicados”, completou. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Contraf-CUT cobra resposta do BB sobre reestruturação

Em nova reunião mediada pelo MPT, trabalhadores exigem suspensão dos descomissionamentos dos caixas enquanto perdurarem as negociações, além de informações sobre número de funcionários afetados e de agências a serem fechadas em nova reestruturação do Banco do Brasil A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou, nesta segunda-feira (8), mais uma reunião com o Banco do Brasil, Mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para exigir a suspensão do descomissionamento de caixas e informações sobre o novo processo de reestruturação do Banco do Brasil. Mais uma vez, o banco não apresentou nenhuma informação, nem se comprometeu com a suspensão do processo. “Estamos em um processo de negociação com a mediação do MPT. Amanhã tem nova reunião. Queremos que o banco suspenda os procedimentos enquanto estivermos negociando. Mas, o banco se nega a negociar”, informou o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga. “Os funcionários já aprovaram, em assembleias realizadas em todo o Brasil, um dia de paralisação e o Estado de Greve. Essa reunião com mediação do MPT é importante para que fique claro que queremos negociar, mas o banco se negou”, destacou. Na quarta-feira (3), já houve uma reunião entre as partes mediada pelo MPT e na sexta-feira (5) os funcionários aprovaram, em assembleias com votação eletrônica pela internet, uma paralisação de 24 no dia 10 de fevereiro e a decretação do Estado de Greve. “A reestruturação prevista para ter início da quarta-feira vai afetar a vida de milhares de pessoas. Mesmo assim, dois dias antes, o banco se nega a passar informações sobre o processo. Querem pegar os trabalhadores de surpresa. Como estes vão se virar, de um dia para o outro”, criticou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga. Continuidade das negociações Os representantes do banco pediram a suspensão da audiência, pois a proposta da Contraf-CUT de suspensão dos descomissionamentos de caixa, previstos para começar no dia 10/2, quarta-feira, demanda análise pela direção do banco. A reunião com a mediação do MPT será retomada nesta terça-feira (9) para se tentar buscar uma solução. “O banco põe empecilhos. A Contraf-CUT representa aproximadamente 95% dos bancários do país. Mas o banco insiste que a negociação contemple uma confederação e três sindicatos independentes sobre os quais a Contraf-CUT não tem qualquer ingerência. Não temos como garantir que as demais representações façam parte da negociação que contemple também uma outra confederação e outros três sindicatos não filiados”, destacou Tabatinga. Fonte: Contraf-CUT
Bancários do BB aprovam indicativo de paralisação de 24 horas em todo país na sexta-feira, 29

Ato é contra as medidas de ataque e desmonte anunciadas pela Diretoria do Banco do Brasil, que trará diversos prejuízos aos bancários e à sociedade Os funcionários do Banco do Brasil na Região Sul Fluminense referendaram o indicativo de paralisação de 24h em assembleia virtual, realizada no último dia 25/01. A iniciativa é um protesto contra a reestruturação proposta pela direção do banco que, se implementadas, prevêem o fechamento de 112 agências, a transformação de 243 agências em postos de atendimento, ocasionando perdas de funções, o fim da função de caixas executivos e a demissão de cinco mil trabalhadores. Na região, são 25 agências da instituição bancária, com 304 funcionários que serão impactados por essas medidas. Os resultados certamente prejudicarão o atendimento aos clientes e usuários, gerar sobrecarga de trabalho aos demais e retração das atividades econômicas nas regiões, uma vez que muito dos investimentos públicos nas comunidades acontecem por intermédio das agências do BB. A paralisação de 24 horas é um movimento legítimo dos trabalhadores, que se sentem ameaçados na retirada de seus direitos em plena crise sanitária da Covid-19 e se vêem na obrigação de defender o papel público do Banco do Brasil, responsável principalmente pelos financiamentos à produção agrícola, agricultura familiar, pequenas e micro empresas, às prefeituras. Enfim, mesmo sendo um banco comercial, que disputa espaços de mercado, o BB é responsável por uma série de serviços públicos, o que o faz altamente lucrativo, revertendo anualmente bilhões de lucro à União. Em várias regiões do país o BB é o único a manter agências pioneiras para atender à população. E a intenção do governo ao anunciar as medidas é justamente fragilizar a atuação do banco público, aumentando espaços para a concorrência exercida pelos banqueiros privados. Só a mobilização dos funcionários do BB e o apoio da comunidade poderão impedir que as medidas ocorram. Dentre as atividades já realizadas, no dia 15 de janeiro aconteceu o Dia Nacional de Luta e de Luto, com manifestações em várias agências. No Sul Fluminense, os protestos ocorreram nas cidades de Volta Redonda, Resende, Porto Real e Piraí. Na ocasião, foi distribuída Carta Aberta à População e veiculado informações em carro de som sobre os impactos que a proposta causará na vida dos trabalhadores, clientes e da população. Menos bancários significará maior tempo de espera no atendimento. O calendário de lutas segue a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro(Contraf-CUT) e o objetivo das paralisações no próximo dia 29 visa acumular forças nesse enfrentamento. No Congresso Nacional também já foram protocolados pedidos de explicação ao Ministério da Economia a respeito dos impactos e dos prejuízos dessas medidas. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Na sexta-feira, 29, começa o segundo turno das eleições do Caref

Sindicato apoia e indica votação em Débora Fonseca De 29 de janeiro a 04 de fevereiro acontece o segundo turno das eleições para escolha dos representantes dos funcionários do Banco do Brasil junto ao Caref (Conselho de Administração do BB). O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense apóia e recomenda o voto em Débora Fonseca (F2331616). A votação será feita pelo SISBB, sistema interno do banco, e somente funcionários da ativa podem votar, ainda que estejam de férias ou afastados. No primeiro turno, Débora Fonseca foi a primeira colocada na eleição, com 10.907 votos. Débora Fonseca tem como principal plataforma a defesa do BB como instituição pública. É contrária a privatização e o enfraquecimento do Banco do Brasil e a venda de suas subsidiárias, como defendem o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o governo. A candidata defende o fortalecimento da atuação do BB como agente de crédito para reativar amplos setores da atividade econômica, sobretudo a agricultura familiar e o agronegócio, principal pauta exportadora e geradora de divisas para o Brasil. Apesar de ser impedida, pela legislação, de votar em pautas que envolvam questões funcionais no Conselho de Administração, Débora Fonseca defende a valorização dos trabalhadores do Banco do Brasil, em consonância com as demandas dos funcionários e das entidades sindicais. Débora Fonseca é candidata à reeleição Nestes dois anos de mandato, fez o contraponto às teses privatistas no Conselho de Administração e participou de inúmeras atividades em defesa do BB como instituição pública, procurando apoio junto a parlamentares, membros do Poder Executivo, associações e entidades de classe de trabalhadores e empresariais.
Estudo do Dieese mostra processo de desmonte do BB

Documento foi entregue a parlamentares das frentes de defesa dos bancos públicos Foi entregue nesta terça-feira (19) a parlamentares das Frentes Parlamentares Mista em Defesa dos Bancos Públicos e Soberania um estudo sobre a proposta de reestruturação do Banco do Brasil feito pelo Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese). A reestruturação foi anunciada na semana passada pela direção do banco e prevê o fechamento de centenas de agências, postos de atendimento e escritórios, além da demissão de 5 mil funcionários. Receberam o estudo o senador Jaques Wagner (PT-BA), a deputada federal Érika Kokay (PT-DF) e os deputados federais Pompeu de Mattos (PDT), José Carlos Nunes Júnior (PT-MA) e João Daniel (PT-SE). O estudo, de 24 páginas, mostra, entre outros aspectos, resultados financeiros do banco, composição das despesas com pessoal, saldo de empregos, tendência de queda dos postos de trabalho no setor bancário, número de agências, postos de atendimento e clientes do Banco do Brasil e a rede de atendimento do banco. O economista Gustavo Cavarzan, do Dieese, acompanhou a elaboração do estudo e destaca o processo de desmonte do banco realizado nos últimos anos. “É possível observar que no Banco do Brasil há 20 mil empregos a menos desde 2013 e 17 mil a menos desde janeiro de 2016. Além disso, desde 2016, o banco fechou 1.072 agências bancárias e apresentou uma redução real de sua carteira de crédito da ordem de 29%. Esse cenário aponta para o esvaziamento do BB e mais amplamente do papel dos bancos públicos na economia brasileira que cumprem função essencial”, ressaltou o economista do Dieese. BB nos municípios O papel do Banco do Brasil, dentro da importância dos bancos públicos, fica destacado quando se observa que 17,7% dos municípios brasileiros contam apenas com agências de bancos públicos. O BB tem 4.368 agências em todo o país. No Brasil, pouco mais da metade (58,1%) dos 5.600 municípios tem agências bancárias. Cidades que contam com apenas agências de bancos públicos são 17,7% do total, isto é, 990 municípios, que depende exclusivamente de uma agência de banco público. A participação dos bancos públicos no crédito da região Norte e Nordeste do país chega a 90%. Gustavo Cavarzan destaca também que o Banco do Brasil, sozinho, é responsável por 55% do crédito rural no Brasil, percentual que chega a 93% no Norte do país e quase 80% no Nordeste e Centro-Oeste. “Esta reestruturação deve ser compreendida num contexto mais amplo de transformações que vem ocorrendo há alguns anos no Sistema Financeiro Nacional, vinculadas as inovações tecnológicas e a flexibilização das normas trabalhistas, mas também num contexto mais específico de esvaziamento do papel dos bancos públicos desde 2016”, analisou o economista. Fonte: Contraf-CUT
Funcionários do BB definem calendário de luta contra reestruturação

Haverá mobilização na quinta-feira (21) e proposta de paralisação nacional dia 29 Bancárias e bancários do Banco do Brasil vão realizar nesta quinta-feira (21) um Dia Nacional de Lutas contra a reestruturação proposta pela direção do banco. A reestruturação prevê o fechamento de agências e outras unidades do BB, além da demissão de 5 mil funcionários. O Dia Nacional de Lutas é uma das iniciativas aprovadas nesta terça-feira (19) em reunião da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Também está sendo proposta uma paralisação nacional dia 29. “Continuamos a luta contra essa reestruturação que só traz prejuízos para a população e os funcionários do Banco do Brasil. Vamos levar para os clientes do banco, para os parlamentares, prefeitos e para a população em geral os danos que a proposta da direção do banco pode provocar. Vivemos uma pandemia e eles querem demitir 5 mil pessoas, fechar agências que atendem cidades isoladas do interior, além de tentarem desmontar um banco público essencial para a economia brasileira”, disse o coordenador nacional da CEBB, João Fukunaga. A CEBB decidiu fazer Dia Nacional de Lutas, nesta quinta-feira (21), com mobilização nas redes sociais, abaixo-assinado, reuniões com os funcionários nos locais de trabalho, colagens e panfletagens. O calendário de mobilizações se estende até o dia 28. “Entre 21 e 28 de janeiro, as entidades sindicais manterão as mobilizações permanentes nos locais, com plenárias, reuniões nos locais de trabalho, ações nas mídias sociais, buscando apoio da sociedade e tornar público os ataques do governo federal ao Banco do Brasil e aos seus funcionários”, explicou João Fukunaga. A CEBB indicou para os sindicatos realizarem nesse período de mobilização assembleias de base para a decretação do estado de greve. A indicação da CEBB é que no dia 29 seja realizada uma paralisação nacional de 24 horas. No dia 29, está programada também uma atuação organizada nas mídias sociais e o uso de roupas pretas pelos funcionários. Informações e direitos Também será acionado o Ministério Público do Trabalho para a obtenção de informações sobre a reestruturação. “A Contraf-CUT já solicitou ao banco informações sobre agências, locais e postos de trabalho que serão extintos. A transparência, que deveria ser norma, inexiste, por isso não restará solução que não solicitar junto ao Ministério do Trabalho mediação”, informou Renata Cabral, sócia de Crivelli Advogados, e assessora Jurídica da Contraf-CUT. A garantia de direitos dos funcionários também é preocupação da assessora da Contraf-CUT. “Vamos também lançar mão de ações judiciais para garantir ao bancário direitos básicos, como garantia à estabilidade financeira para quem recebe gratificação/comissão por longo período (nos termos da súmula 372/TST); manutenção do salário para quem teve o cargo renomeado, porém continua com idênticas atividades, havendo ilegalidade no rebaixamento salarial e o não desconto em conta corrente de valores relativos a bolsa de estudos”, completou Renata Cabral. Fonte: Contraf-CUT
Bancários discutem reestruturação no BB com parlamentares

Integrantes das Frentes Parlamentares Mista em Defesa dos Bancos Públicos e Soberania conhecerão plano que fecha agencias e demite 5 mil Representantes de entidades bancárias vão se reunir nesta terça-feira (19) às 16h com as Frentes Parlamentares Mista em Defesa dos Bancos Públicos e Soberania. Será discutida a reestruturação do Banco do Brasil, proposta encaminhada na semana passada pela direção da instituição e que prevê o fechamento de agências e a demissão de 5 mil trabalhadores. Participam da reunião o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, que também representará a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Guimarães Morais. Participam ainda representantes da Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (ANABB) e da Associação dos Funcionários Aposentados do Banco do Brasil (FAABB), além de técnicos do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Socioeconômicas (Dieese). Na ocasião, será apresentada a posição contrária dos funcionários à proposta de reestruturação para o senador Jaques Wagner (PT-BA), a deputada federal Érika Kokay (PT-DF), e os deputados federais José Carlos Nunes Júnior (PT-MA) e João Daniel (PT-SE).”Esta iniciativa tem por objetivo intensificar a luta em defesa do BB forte e atuante para a sociedade, assegurando o respeito aos direitos dos funcionários a partir da mobilização de diferentes atores no relacionamento com o Banco”, afirmou o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Kleytton Morais. Luta continua João Fukunaga, coordenador da CEBB, ressaltou que cresce a mobilização entre os funcionários do banco contra a reestrutura tentada pela direção do BB. “Caminha a luta em defesa do Banco do Brasil, do seu caráter público, fundamental para o desenvolvimento do país e para o atendimento da população”, disse João Fukunaga. “Nossa expectativa, a partir dessa reunião com parlamentares e entidades representativas do funcionalismo da ativa e aposentados, é que possa resultar uma ampla mobilização de clientes, usuários, associações de agricultores, comerciantes, governadores, prefeitos e parlamentos em defesa do Banco do Brasil público”, concluiu Kleytton Morais. Fonte: Contraf-CUT
Direção do BB ‘quer economizar dinheiro de pinga’

Para coordenador da CEBB, João Fukunaga, dirigentes querem se promover às custas dos funcionários Nota do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra que o plano de reestruturação do Banco do Brasil prevê economia de R$ 353 milhões em 2021 e R$ 2,7 bilhões em 2022. Somente nos primeiros nove meses do ano passado, o banco teve um lucro líquido ajustado de R$ 10,189 bilhões. Para o coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, com a proposta de reestruturação a direção do banco está querendo economizar “dinheiro de pinga” às custas dos funcionários. O plano foi apresentado na semana passada e prevê a desativação de 361 unidades, sendo 112 agências, 7 escritórios e 242 Postos de Atendimento (PA), além da demissão de 5 mil funcionários. “Infelizmente, para se promover para o atual governo, alguns vice-presidentes encabeçam propostas de redução de custos em cima dos funcionários. No final querem economizar ‘dinheiro de pinga’ se olharmos os recorrentes lucros do BB. O vice-presidente coorporativo, Mauro Ribeiro Neto, deveria olhar menos para economias superficiais e mais em promover um banco público dinâmico e competitivo, agindo em consonância com atuação de agente de desenvolvimento econômico em áreas que os bancos comerciais não querem agir”, criticou Fukunaga. Funcionário não é número Outra que criticou a proposta de reestruturação foi Débora Fonseca, representante dos funcionários no Conselho de Administração do Banco do Brasil (Caref). “Mesmo que essa reestruturação gerasse uma economia relevante em despesas administrativas, nada justificaria essa implementação brusca, e que desconsidera completamente os impactos na vida dos colegas do BB, tratando-os como mero número. Além disso, nem a própria economia gerada é um grande montante comparado ao lucro do banco”, afirmou. A representante dos funcionários do BB no conselho disse ainda que em várias agências a serem fechadas ouviu relatos de colegas que cumpriam as metas estabelecidas pelo Banco. “A agência em questão, além de cumprir seu papel social de atendimento da população, gerava lucro. Simplesmente não há justificativa para essa e a maioria dos pontos colocados nessa reestruturação. Há quem diga que uma reestruturação era imprescindível para o banco se atualizar, porém não essa. O banco sabe da sobrecarga e da falta de funcionários em diversos locais, e obviamente não é fazendo PDV e fechando agências que esse cenário vai melhorar”, disse Débora. Para o coordenador da CEBB, essa reestruturação tem uma clara motivação ideológica. “Podemos observar que há um viés ideológico e existe preconceito com a população. Basta olhar os locais onde as agências estão sendo fechadas. São cidades do interior, onde as pessoas terão que se deslocar até cinco horas para para terem um atendimento bancário. Aí está o viés ideológicos desse neoliberalismo burocrata, que preza pelo fechamento das agências em prol do mercado. A própria economia, em si, se mostra ineficaz”, completou Fukunaga. Fonte: Contraf-CUT
‘Reestruturação’: Sindicato e funcionários do BB fazem manifestações contra plano de desmonte

No Sul Fluminense atos aconteceram nas agencias de Volta Redonda, Piraí, Porto Real e Resende O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, com total apoio dos trabalhadores do Banco do Brasil, realizou nesta sexta-feira, 15, manifestações contra o plano de desmonte da instituição financeira. A ‘reestruturação’ do BB foi anunciada esta semana pelo Governo Federal e prevê uma série de medidas que prejudicam os funcionários e a população, como o encerramento das atividades de 112 agências, a transformação de 243 agências em postos de atendimento, a redução do número de caixas e o Plano de Demissões Voluntários (PDV), que tem por meta demitir cinco mil trabalhadores do banco em todo o país em plena pandemia do novo coronavírus. Na Região Sul Fluminense o primeiro dia de manifestação foi concentrado nas agências do BB de Volta Redonda, Resende, Porto Real e Piraí. Durante a manifestação, diretores do Sindicato distribuíram uma carta aberta a população detalhando sobre a intenção do governo de desestruturar o banco para então privatizá-lo. Também ocorreram reuniões com os funcionários das agências para tratar dos principais problemas que a proposta do governo traz aos trabalhadores do banco e o tuitaço com a hashtag #MeuBBvalemais. Bancários e bancárias se vestiram com roupas pretas para manifestar indignação contra o plano de desmonte. A direção sindical lembrou que as manifestações estão sendo organizadas pela Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (COEBB), Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações e os sindicatos. De acordo com o diretor presidente do Sindicato, Júlio Cunha, outros atos estão sendo planejados com a finalidade de reagir ao processo de precarização do atendimento no Banco do Brasil, além de mostrar a população as reais intenções do Governo Federal ao propor as mudanças no BB. “Nosso país vem vivendo momentos extremamente complexos, com as constantes ameaças de retirada de direitos dos trabalhadores. Os bancários têm lutado e resistido e dessa vez não será diferente. Vamos nos unir ainda mais para impedir a privatização do Banco do Brasil”, concluiu.