Brasil precisa de juros mais baixos para retomar economia

Apresentação elaborada pela Rede Bancários do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostra os impactos da elevação dos juros na economia do Brasil. Segundo o documento, em função desse quadro de juros altos, os gastos anuais do governo com a dívida pública saltaram da casa dos R$ 300 bilhões no primeiro semestre de 2021 para praticamente o dobro nos últimos meses. O estudo também aponta as consequências no ritmo de atividade econômica em 2023, com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) previsto para apenas 0,9%, um terço em relação a 2022; e nos juros bancários, hoje ao redor de assustadores 30%. Enquanto isso, na comparação entre um período de nove meses de 2021 e de 2022, a receita dos cinco maiores bancos pulou de R$ 280 bilhões para R$ 385,7 bilhões (38%), apenas com operações de crédito, e de R$ 80,1 bilhões para R$ 168,8 bilhões (111%), com títulos e valores mobiliários (TVM). A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, fala sobre os impactos negativos. “Todo esse processo faz com que as riquezas se concentrem ainda mais e a miséria aumente no país”, resume Juvandia, que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “O Brasil precisa de investimento em atividades que geram emprego e renda, como o micro e pequeno negócio e a agricultura familiar. A economia precisa voltar a funcionar, e essa necessidade é urgente, pois os juros como estão têm um efeito nocivo prolongado, e as taxas elevadas de hoje podem atrapalhar as atividades produtivas pelos próximos anos”, explica a presidente da Contraf-CUT. Definida pelo Banco Central em 13,75%, a Selic é a mais alta taxa básica de juros do mundo. Com isso, os investimentos em títulos e fundos se tornam mais rentáveis que a produção. O resultado é que a economia para, trabalhadores são demitidos e os salários caem. Segundo Juvandia, “nesse cenário, o investimento no mercado financeiro rende 8%, já descontada a inflação, e isso só favorece rentistas, que vivem da especulação sem produzir nada”. Para Gustavo Carvazan, economista do Dieese, “com essa opção de ganho, quem tem recursos prefere investir no mercado financeiro e ficar com os juros, e não se dedicar a um empreendimento”.  Além disso, surgem outras travas para a produção, como explicou Gustavo: “O crédito bancário fica mais caro e desestimula consumo e atividade produtiva, o real se valoriza e derruba as exportações, o governo gasta mais com os juros da dívida e os investimentos públicos diminuem. Todos esses fatores enfraquecem a economia, então o desemprego cresce e a renda dos trabalhadores cai”. *Com informações da Contraf-CUT

Começa o pagamento do PIS/Pasep

O abono do PIS/Pasep ano-base 2021 começa a ser pago nesta quarta-feira (15) para trabalhadores da iniciativa privada, que fazem aniversário em janeiro e fevereiro, e para trabalhadores do setor público. A liberação continuará sendo feita até 17 de julho, de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. O abono de até um salário mínimo é pago aos trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) há pelo menos cinco anos. Quem trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2021, com remuneração mensal média de até dois salários mínimos, pode receber agora. Para os inscritos no Pasep, como servidores públicos, militares e empregados de estatais, o pagamento será feito no mesmo período, pelo Banco do Brasil. Tanto no PIS como Pasep, o dinheiro estará disponível até 28 de dezembro. Após esse prazo, os recursos voltam para o caixa do governo. Confira as datas para os trabalhadores da iniciativa privada que recebem pela Caixa Econômica Federal: Mês de nascimento        Data do pagamentoJaneiro e fevereiro           15 de fevereiroMarço e abril                    15 de marçoMaio e junho                     17 de abrilJulho e agosto                  15 de maioSetembro e outubro          15 de junhoNovembro e dezembro      17 de julho Trabalhadores do setor público, que recebem pelo Banco do Brasil: Final da inscrição        Data do pagamento0                                    15 de fevereiro1                                    15 de março2 e 3                              17 de abril4 e 5                              15 de maio6 e 7                              15 de junho8 e 9                              17 de julho O valor do abono varia conforme a quantidade de dias trabalhados durante o ano-base 2021. Cerca de 22 milhões de pessoas devem receber o benefício, com valor total de mais de R$ 20 bilhões. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Segundo informações da Caixa Econômica Federal, o crédito será depositado automaticamente para quem tem conta no banco. Os demais beneficiários devem receber os valores por meio da Poupança Social Digital, que pode ser movimentada pelo aplicativo Caixa Tem. Caso não tenha conta digital, o saque poderá ser feito com o Cartão do Cidadão e senha nos terminais de autoatendimento, unidades lotéricas, Caixa Aqui ou agências, sempre de acordo com o calendário de pagamento. Abonos esquecidos Cerca de 400 mil trabalhadores que esqueceram de retirar o abono do PIS/Pasep referente a 2020 podem pedir o dinheiro ao Ministério do Trabalho a partir de hoje. Os valores ficaram disponíveis até 29 de dezembro do ano passado, mas quem perdeu o prazo tem até cinco anos para retirá-los, desde que entre com recurso administrativo. A abertura do recurso administrativo ao Ministério do Trabalho pode ocorrer de três formas: presencialmente, por telefone ou pela internet. O pedido presencial pode ser feito em qualquer unidade do ministério, o que inclui superintendências regionais de Trabalho e Emprego, gerências regionais do Trabalho e Emprego, agências regionais, agências do Sistema Nacional do Emprego (Sine) e unidades móveis do trabalhador. Os pedidos por telefone devem ser feitos por meio da Central Alô Trabalhador, no número 158. As ligações são recebidas das 7h às 19h, sendo gratuitas para telefones fixos e cobradas para celulares. Pela internet, o trabalhador faz o pedido no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou por e-mail. A mensagem deve ser enviada para trabalho.uf@economia.gov, trocando “uf” pela sigla da unidade da Federação onde o trabalhador mora. *Com informações da Agência Brasil

Bancários se unem contra política do presidente do BC

Bancários de todo o país participaram, nesta terça-feira (14), de protesto contra os juros altos definidos pelo Banco Central (BC). No Rio, o ato foi realizado em frente ao Banco Central, com a presença de representantes do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, além de centrais sindicais, movimento sindical e movimentos sociais. Entre as 11 horas e o meio-dia de Brasília, também ocorreu um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá. Os atos, que também pedem a saída do atual presidente do BC, Roberto Campos Neto, são organizados pela CUT, outras centrais, o Comando Nacional dos Bancários, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e outras entidades. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, e Sérgio Nobre, presidente nacional da CUT,  participaram do ato em Brasília, que também teve a presença de vários políticos, como a deputada Erika Kokay (PT-DF), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG). “Não existe no mundo taxa tão alta como a do Brasil, juros tão elevados são uma sabotagem à economia brasileira, uma postura criminosa que acaba com emprego e renda e empobrece o trabalhador brasileiro. Por isso dizemos ‘Fora Campos Neto!’”, afirmou Juvandia. A ligação política de Campos Neto com o governo anterior também foi lembrada pela dirigente. “O atual presidente do Banco Central foi votar com a camiseta de Bolsonaro, estava em grupos de WhatsApp dos seus ministros e continua fazendo a política econômica de Paulo Guedes, que só favorece os rentistas que vivem de especulação e está bloqueando o crescimento econômico. Deveria pedir demissão”, ressaltou.   “Atos como este são necessários para mostrar para a população brasileira que o presidente do BC, com sua política de juros altos, boicota o desenvolvimento do país, boicota a geração de empregos e faz os combustíveis e os alimentos aumentarem de preços”, afirmou o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo, que participou das manifestações em São Paulo. Já a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, também presente no ato de São Paulo, observou que “não é de hoje que pedimos a redução dos juros. Não é por causa desse novo governo. Realizamos manifestações contra a alta dos juros aqui em São Paulo e em todas as cidades onde existem sedes do BC, além de outras grandes cidades do país, porque queremos o desenvolvimento do país, mas com os juros altos é mais lucrativo para os empresários especular no mercado financeiro do que investir no setor produtivo”. Segundo Ivone, “isso prejudica a vida de todo mundo, pois não há geração de emprego, o financiamento da casa própria fica mais caro e as pessoas não conseguem alavancar os seus negócios”. O bancário Edson Carneiro, conhecido como Índio, secretário geral da Intersindical, disse que “a população pode perguntar se o juro alto afeta sua vida, e temos que explicar que com uma taxa alta o custo do crédito para a produção vai lá para cima, e as grandes empresas, ao invés de aumentar a produção, investem o dinheiro no mercado financeiro. Baixar os juros é condição para a economia brasileira crescer, para que o micro, o pequeno e o médio empresário possam tomar empréstimo e aumentar sua produção. Precisamos é de dinheiro na produção. A taxa de juros no ponto de 13,75% é um crime contra a economia brasileira”. Lideranças bancárias Os protestos contaram com várias lideranças sindicais dos bancários. Para o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, que também esteve no ato em São Paulo, “o protesto da categoria em frente ao BC é contra a política fascista que mantém a economia estagnada e prejudica o desenvolvimento da política de Estado e de bem-estar social”. Já o secretário de Assuntos Socioeconômicos da Contraf-CUT, Walcir Previtale, disse que “o que se pede é a redução dos juros e a discussão da autonomia do BC. Temos que fazer esse difícil debate para que todos entendam como os juros afetam nosso dia a dia, seja na fatura do cartão ou no limite do cheque especial”. Para ele, a questão afeta toda a estrutura produtiva do país. “Não é possível ter um governo eleito com uma política desenvolvimentista e uma política econômica que segue o caminho contrário”, concluiu Walcir que participou do ato em São Paulo. De norte a sul As manifestações se concentraram em frente aos prédios do BC em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE), Salvador (BA) e São Paulo (SP). Nas cidades onde a instituição não possui sede, os atos ocorreram em locais de grande circulação. *Com informações da Contraf-CUT

Banco do Brasil define data de pagamento da PLR: saiba quando

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, anunciou a data do pagamento da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR). Os funcionários do Banco do Brasil vão receber os valores no dia 03 de março. A PLR do banco é composta pelo módulo Fenaban e pelo módulo BB. Pelo módulo Fenaban, o funcionário recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, acrescido de parcela fixa. No módulo BB há a distribuição linear de 4% do lucro do semestre entre os funcionários, além da parcela variável.

Agências bancárias fecham na sexta e reabrem na Quarta-feira de Cinzas

O expediente bancário será normal até a próxima sexta-feira (17). Por conta do Carnaval, na segunda-feira (20) e na terça-feira (21) as agências vão permanecer fechadas, sem atendimento ao público. A reabertura será na Quarta-feira de Cinzas, às 12h, com encerramento previsto no horário normal de fechamento das agências. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Nas localidades em que as agências fecham normalmente antes das 15h, o início do expediente bancário será antecipado, de modo a garantir o mínimo de 3 horas de atendimento presencial ao público, segundo a Febraban. A entidade orienta os clientes a utilizarem preferencialmente os canais digitais, como sites e aplicativo dos bancos, para a realização de transferências e pagamento de contas durante o período de fechamento das agências. Os clientes que tiverem pagamentos vencidos nos dias em que as agências estarão fechadas poderão quitar as dívidas na quarta-feira (22), sem cobrança de multa.

Balanço do Banco do Brasil aponta lucro de R$ 31,8 bi

Balanço divulgado pelo Banco do Brasil, nesta segunda-feira (13) à noite, mostra que o BB teve lucro líquido ajustado recorde de R$ 31,8 bilhões em 2022. O crescimento foi de 51,3% em relação a 2021. Apenas no quarto trimestre, o lucro totalizou R$ 9 bilhões, alta de 52,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a instituição financeira, a alta no lucro pode ser explicada pelo crescimento na concessão de crédito com inadimplência controlada. O BB informa que o lucro recorde também se deve à diversificação de receitas, à disciplina na gestão de custos e à solidez na estrutura de capital. Do total deste lucro, segundo o Banco do Brasil, 40% serão distribuídos aos acionistas na forma de dividendos e de juros sobre o capital. Isso equivale a R$ 11,8 bilhões. Marca histórica O balanço divulgado aponta que a carteira de crédito ampliada do BB encerrou 2022 acima da marca histórica de R$ 1 trilhão, com alta de 14,8% em relação a 2021. Os destaques foram operações com pessoas físicas, com empresas e com o agronegócio. Pessoas físicas – a carteira de crédito cresceu 9% no ano passado, somando R$ 289,6 bilhões. A expansão foi influenciada pela carteira de crédito consignado, que encerrou 2022 em R$ 115,1 bilhões. A carteira de crédito para pessoas jurídicas totalizou R$ 358,5 bilhões, com alta de 12,8% em 12 meses. Agronegócio – a carteira ampliada somou R$ 309,7 bilhões, com recorde registrado em 2021. O crescimento totalizou 8,3% em relação ao trimestre anterior e 24,9% em 12 meses. O BB manteve a liderança no crédito ao segmento. Quanto à inadimplência, o índice acima de 90 dias das operações de crédito do banco ficou em 2,5%. Apesar do aumento em relação ao fim de 2021, quando estava em 1,75%, o indicador continua inferior à média do Sistema Financeiro Nacional, de 3%. A carteira de negócios sustentáveis, que engloba os empréstimos a projetos com impacto social e ambiental positivo, somou R$ 327,3 bilhões no ano passado, com alta de 12,3% em 12 meses. O montante corresponde a um terço do crédito total do banco. Receitas e despesas Com a prestação de serviços, as receitas totalizaram R$ 32,3 bilhões em 2022, alta de 10,2% quando comparado com 2021. Destaque para os segmentos de administração de fundos (+11,8%); seguros, previdência e capitalização (+14,6%); e operações de crédito e garantia (+27,4%). As despesas administrativas aumentaram 5,6% no ano passado, abaixo da inflação acumulada no ano passado e dentro das projeções do banco, que variavam entre 4% e 8%. Também foram divulgadas as projeções do banco para 2023. Para este ano, a instituição prevê lucro líquido ajustado entre R$ 33 bilhões e R$ 37 bilhões, expansão de 8% a 12% na carteira de crédito e crescimento de 7% a 11% tanto nas receitas com prestação de serviços como com gastos administrativos. Em abril, a instituição financeira fará um concurso. As inscrições encerram-se no próximo dia 24. *Fonte: Agência Brasil

Bancários fazem protesto contra juros altos e atrelamento do BC ao mercado financeiro

Bancários e bancárias de todo o Brasil protestam contra os juros altos impostos pelo Banco Central (BC), nesta terça-feira (14). A Selic, a taxa básica, está em 13,75%, a mais alta do mundo, e o BC sinaliza que a manterá nesses patamares elevados pelo menos até dezembro. Os atos são organizados pelo Comando Nacional dos Bancários, Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e diversas outras entidades. Às 11 horas de Brasília, também será feito um tuitaço, com a hashtag #JurosBaixosJá.As ações devem ser realizadas em várias cidades do país em frente às sedes do BC, onde elas existem, ou nas principais ruas das cidades de cada base sindical, onde elas não existem. A Contraf-CUT está preparando um banco de tuítes e imagens de apoio, que serão disponibilizados assim que estiverem prontos. “Não podemos continuar com um Banco Central que serve aos interesses dos rentistas do mercado financeiro, dos ricos que usam seus recursos para comprar títulos e viver de especulação”, afirmou a presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. A presidente da Contraf-CUT ressaltou que a maioria das grandes economias não adota a política de juros altos. “Nos Estados Unidos, por exemplo, a taxa básica de juros costuma não superar 2% ao ano. No bloco europeu, o Banco Central da região dificilmente, também, aumenta a taxa básica para muito além desse patamar”, destacou Juvandia. Confira a programação dos atos em frente às sedes do BC em várias cidades do país. Brasília/DF Setor Bancário Sul (SBS), Quadra 3, Bloco B, Edifício Sede do BC, às 12h30. Belém/PA Boulevard Castilhos França, 708 – Campina, às 9 horas. Belo Horizonte/MG Av. Álvares Cabral, 1605 – Santo Agostinho, às 10 horas. Curitiba/PR Av. Cândido de Abreu, 344 – Centro Cívico, às 11 horas. Fortaleza/CE Av. Heráclito Graça, 273 – Centro, às 9 horas. Porto Alegre/R Rua 7 de Setembro, 586 – Centro, às 12 horas. Recife/PE Rua da Aurora, 1259 – Santo Amaro, às 9 horas. Salvador/BA 1ª avenida, 160 – Centro Administrativo da Bahia (CAB), às 9 horas. São Paulo/SP Av. Paulista, 1804 – Bela Vista, às 11 horas. Rio de Janeiro/RJ Av. Presidente Vargas, 730 – Centro, às 11 horas. Em cidades sem prédio do BC, os atos serão organizados em locais públicos de grande circulação. Consulte o sindicato local.

Audiência sobre fim da função de caixa executivo é adiada a pedido do Banco do Brasil

A audiência de conciliação, que estava marcada para a manhã desta sexta-feira (10), entre o Banco do Brasil e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi adiada por solicitação do BB. A pauta era a liminar, conquistada pela categoria, que impede a eliminação da função de caixa executivo. “É fato notório que em janeiro deste ano houve alteração da alta administração do Banco do Brasil implicando na modificação do Conselho Diretor que ainda não está em sua composição plena”, argumentou a empresa. Renata Cabral, assessora jurídica da Contraf-CUT e sócia do escritório Crivelli Advogados, acrescentou que o banco pediu o prazo de 60 dias. “Agora, além de um posicionamento do BB, aguardamos por uma nova data para audiência de conciliação”, completou. Enquanto isso, segue em vigor a liminar concedida ainda em fevereiro de 2021 e que mantém o cargo de caixa executivo e a gratificação ligada à função. Entenda No início de 2021, a empresa anunciou uma nova reestruturação, com fechamento de agências, redução de postos de trabalho e extinção da função de caixa junto com o fim da gratificação para os escriturários que cumprem a função. “De início, procuramos negociar nas mesas de mediação com o banco. Em seguida, tentamos mediação junto ao Ministério Público do Trabalho. Mas, como a diretoria na época não nos atendeu, buscamos a Justiça”, lembrou a funcionária do BB e representante da Contraf-CUT na CEBB, Fernanda Lopes. Em 18 de fevereiro de 2021, o juiz Antonio Umberto de Souza Junior, da 6ª Vara da Justiça do Trabalho de Brasília, atendeu a liminar da Contraf-CUT e proibiu o Banco do Brasil de extinguir a função de caixa. Na decisão, o magistrado também obrigou o BB a incorporar o valor integral da gratificação de caixa para os empregados que, em 10/11/2017, a recebiam há mais de dez anos. O Banco do Brasil chegou a entrar com mandado de segurança, mas o Tribunal Superior do Trabalho (TST) negou o pedido da empresa. A audiência de conciliação, que deveria ter ocorrido na manhã desta sexta-feira (10), foi agendada pela juíza substituta do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, Audrey Choucair Vaz, ao avaliar possível “disposição das partes para uma autocomposição”, passados dois anos desde que Contraf ajuizou a ação que impediu banco de extinguir a função. *Fonte: Contraf-CUT

Relatório do Caged mostra crescimento de empregos no setor bancário

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam um saldo positivo no que se refere ao emprego bancário em 2022. Segundo o documento, o crescimento foi de 2,8 mil postos de trabalho. O saldo favorável pode ser atribuído às contratações realizadas pela Caixa Econômica Federal, com atuação decisiva do movimento sindical, já que a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) atuaram para a convocação de aprovados em concurso realizado pela Caixa Econômica Federal em 2014. As ações resultaram desde 2021 em ganhos na Justiça determinando as convocações pela Caixa. A abertura, na Caixa, de 1.022 vagas equivale a 35,1% do saldo positivo do setor bancário. Os bancos múltiplos com carteira comercial, segmento onde estão alocados os principais bancos privados do país, foram responsáveis pela abertura de 1.396 vagas o que representa 49,3% do total. Tecnologia da Informação Segundo o estudo, a ampliação no volume de investimentos em tecnologia bancária, nos principais bancos nos últimos anos indica a importância de contratação de força de trabalho em ocupações diretamente ligadas às áreas de tecnologia da informação. Em 2022, houve a ampliação de 1.424 empregos nestas ocupações. Entretanto, os dados apontam queda expressiva em relação ao ano anterior, quando a ampliação foi de 3,7 mil vagas. Quanto às ocupações comumente associadas às agências bancárias, como escriturário e caixa de banco, os dados mostram que foram geradas 6.110 vagas no decorrer de todo o ano. No entanto, não há como informar se as vagas foram geradas por bancos públicos ou privados. Os saldos negativos vão para posição de gerentes, além de cargos administrativos gerais. A distribuição de gênero da movimentação do emprego teve saldo positivo atribuído exclusivamente ao sexo masculino com abertura de 3.933 vagas, enquanto houve eliminação de 1.106 postos de trabalho entre as mulheres. As admissões de mulheres foram 19,1% menores que a dos homens e os desligamentos, 5,4% superiores. Remuneração Ainda segundo o relatório, o ano de 2022 foi marcado pelo intenso debate sobre assédio moral e assédio sexual, inclusive, ambas temáticas pactuadas na negociação coletiva. O resultado da movimentação do emprego não reflete o compromisso patronal em ambientes de trabalho mais homogêneos e igualitários. O estudo mostra que o salário mensal médio de um bancário admitido em dezembro de 2022 foi de R$ 4.860,04 enquanto o do desligado foi de R$ R$ 6.851,49, ou seja, o salário médio do admitido correspondeu a 70,9% do desligado. Além destas diferenças entre os valores de admitidos e desligados, o valor do salário médio de admissão em dezembro foi 15,2% inferior ao salário de admissão médio de janeiro, valores deflacionados segundo INPC-IBGE.

Kelly Quirino: eleição é confirmada pelo Banco do Brasil

Kelly Quirino é a nova Conselheira de Administração Representante dos Funcionários do Banco do Brasil (Caref), para o Conselho de Administração da empresa. Com o fim do prazo para impugnação, a confirmação foi feita pelo BB, nesta quarta-feira (8). A nova representante dos funcionários foi eleita com 19.091, ou 60,70% dos 31.429 votos válidos. O segundo colocado teve 1.235. Havia 91 candidatos.  “Com esse resultado, de mais de 50% dos votos, a vitória foi alcançada no primeiro turno. E isso mostra a importância da união e colaboração de todos que acreditam na representatividade de Kelly”, informou Fernanda Lopes, funcionária do BB e secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), entidade que apoiou a candidatura de Quirino ao lado da maioria dos sindicatos. Bancária do BB há 15 anos, Kelly disse que o resultado alcançado só foi possível porque “a militância abraçou de corpo e alma este projeto em defesa de um novo BB, para um novo Brasil”. Kelly é a primeira mulher negra eleita pelos funcionários para representá-los no Conselho de Administração. Propostas A criação de um canal direto com os funcionários, “de preferência com inclusão na intranet corporativa”, segundo Kelly, está entre as suas propostas. A Caref defende o equilíbrio do papel do Banco do Brasil, como agente financeiro que precisa apresentar resultados e, ao mesmo tempo, que deve dar apoio às políticas de desenvolvimento social do país. Kelly também propõe a criação de um comitê de diversidade e inclusão, vinculado à Presidência da instituição, com representantes dos funcionários, para fomentar a valorização de trabalhadores e trabalhadoras, “com a igualdade de oportunidades dentro do banco, independente de gênero, cor, idade, orientação sexual ou escolha religiosa”. Com a confirmação do resultado eleitoral, o próximo passo dentro do BB será a verificação dos requisitos de elegibilidade. Em seguida, o processo de aprovação nas instâncias competentes de governança. Para concorrer, ser eleito, tomar posse e exercer o cargo de Conselheiro de Administração Representante dos Empregados, devem estar atendidos todos os critérios, exigências, requisitos, não impedimentos e vedações normativas e regulamentares aplicáveis ao cargo, conforme está previsto no regulamento eleitoral.