INSS tem novas regulamentações para perícia e análise documental

De acordo com a portaria conjunta 38, publicada em 20 de julho de 2023, o INSS e o Ministério da Previdência Social instituíram novas regulamentações a respeito da análise documental para a aquisição do benefício por incapacidade temporário (antigo auxilio-doença). As principais mudanças são aumento do prazo máximo de concessão do beneficio via modalidade documental de 90 para 180 dias; inclusão da concessão do beneficio por incapacidade temporária de natureza acidentária via documental, condicionado ao envio da CAT emitida pelo empregador; e que o segurado pode requerer novo pedido após 15 dias da conformação, ou seja, 15 dias após terminado o processo anterior. CAT deve ser emitida pelo empregador A portaria implanta um item que é a possibilidade da concessão do beneficio por acidente de trabalho apenas com o envio da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) emitida pelo empregador. A CAT é um documento emitido para reconhecer um acidente de trabalho ou uma doença ocupacional. Deve ser emitida pela empresa no prazo de um dia útil, ou, se ocorreu óbito, imediatamente. Pode também ser emitida – mesmo fora do prazo -, pelo sindicato, pelo médico assistente, pelo próprio segurado ou por uma autoridade pública. No caso dos bancários, os bancos raramente emitem a CAT e, uma vez que os afastamentos acidentários dos bancários são em sua maioria doenças do trabalho, o INSS deveria levar em conta o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP). Outro problema comum é que se o segurado consegue a CAT do empregador, não é possível encaminha-la na análise documental. Isto porque quando se inicia o processo de agendamento da perícia no site Meu INSS, o sistema solicita que o segurado informe se o que ocorreu foi acidente de trabalho ou não. Se o segurado clicar em “SIM”, no final será direcionado para uma perícia presencial, e não para o envio de documentos para análise. Se clicar em “NÃO”, ele estará dizendo que não é acidente de trabalho, e não conseguirá enviar a CAT. O sistema do INSS ainda não foi atualizado para esse procedimento. Benefício via análise documental não aceita recurso Esse tipo de pedido de benefício via análise documental não aceita recurso, o que é um problema para os bancários que ainda têm incapacidade para o trabalho, e que eventualmente sejam considerados inaptos ao retorno pelo médico do trabalho da empresa. Bancários nesta situação precisam pedir um recurso para que tenham direito a continuar recebendo salário da empresa, conforme a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. A demora na resposta das análises documentais, que poderá resultar em muitos dias sem o benefício, se ele não for concedido é outro problema. O prazo para análise documental não foi mencionado na portaria. A recomendação, enquanto o INSS não regulamenta para os trabalhadores de forma justa e clara o novo modelo de análise documental, é que bancários ou bancárias com doença do trabalho marquem perícia presencial. Este procedimento é importante para que tenham a possibilidade de ter o reconhecimento de doenças adquiridas trabalho, tais como ansiedade, depressão, síndrome de burnout, LER/Dort, ou ainda qualquer outro problema relacionado ao desempenho profissional, bem como acidentes típicos, como Acidente de Trabalho, garantindo a estabilidade e tendo o direito de se tratar com segurança.

Manifesto defende atual estatuto da Previ do Banco do Brasil

Manifesto em defesa do atual estatuto da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) foi divulgado por funcionários do banco e associados da entidade. O texto afirma que o estatuto é um “exemplo para todo o sistema fechado de previdência complementar”. Entre os autores do texto estão o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Gustavo Tabatinga, a Coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, Fernanda Lopes, o ex-presidente da Previ, Sérgio Rosa e ex-diretores e conselheiros da entidade, como Francisco Ferreira Alexandre e Marcel Barros. O manifesto ressalta que o estatuto da Previ, além de ser o primeiro a ser criado na previdência complementar brasileira, é referência para todo o sistema fechado, sendo um dos poucos “a garantir aos associados o direito de eleger seus representantes na Diretoria Executiva”, e com “uma governança muito mais avançada do que o que é exigido na própria legislação”. Logo no início do texto, os autores explicam que tem circulado em espaços de associados propostas de alterações no estatuto da Previ. Por isso, “para contribuir com o debate com os associados, apresentamos a seguinte manifestação para que cada um possa fazer suas próprias reflexões.” Leia o manifesto na íntegra Fonte: Contraf-CUT

Após sete anos, bancos públicos superam os privados na concessão de crédito

A carteira de crédito dos bancos públicos superou a dos bancos privados, pela primeira vez em sete anos. No período de um ano, encerrado em março de 2023, a oferta de crédito das instituições financeiras estatais cresceu 13,78%, enquanto a dos bancos privados teve alta de 10,89%. Os dados estão levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O documento reforça a importância dos bancos públicos para o desenvolvimento econômico e regional, controle da concorrência no mercado financeiro e oferta de crédito. Fillipe Barreiros, que faz parte da equipe técnica responsável pelo estudo do Dieese, explicou que a oferta de crédito em momentos de crise é uma ação chamada de anticíclica, ou seja, voltada para minimizar os efeitos do ciclo econômico vigente. “Isso é importante porque contribui para o aquecimento da economia, por estimular o consumo das famílias e empresas. Em outras palavras, os bancos públicos são instrumentos para a oferta de crédito em momentos de crise, quando os bancos privados tendem a reduzir a concessão de crédito e acabam contribuindo para o processo de recessão da economia”, ressaltou Filipe. Desenvolvimento Importantes áreas e atividades que necessitam de expansão no Brasil, como infraestrutura, saneamento, habitação, setores agrícolas e industriais, seriam ainda mais prejudicadas sem os bancos públicos. Segundo o estudo do Dieese, “tradicionalmente, por suas características, [esses] são tipos de financiamento que pouco interessam aos bancos privados, voltados a retornos mais rápidos e seguros”. O estudo aponta ainda que o Brasil tem uma baixa relação entre saldo de crédito e PIB, se comparado a países que são referência no desenvolvimento. De acordo com dados do Banco Mundial, em 2008, o crédito doméstico no Brasil para o setor privado tinha uma relação de apenas 45,8% do PIB. Em 2021, estava em 71,4%, ainda assim muito aquém, se comparado aos Estados Unidos, Japão e China, onde a relação crédito/PIB é de 216,3%, 196,6% e 178,1%, respectivamente. Por trás da Selic elevada Apesar de a maior oferta de crédito colaborar para o aquecimento da economia e induzir o desenvolvimento em setores importantes, analistas do mercado financeiro criticam o aumento da atuação dos bancos públicos, sob o argumento de que o livre mercado garantiria a alocação mais eficiente de recursos. Entretanto, na prática, não é isso o que acontece, porque o setor financeiro privado não se interessa pelas carteiras de crédito de longo prazo e risco mais alto, como a agricultura, em que pode acontecer de uma safra ser perdida por questões ambientais. O relatório do Dieese aponta que a baixa relação crédito/PIB tem explicação na “existência de aplicações financeiras de alta rentabilidade, baixo risco e alta liquidez, como os títulos da dívida pública”. Grande parte dos títulos da dívida pública têm vencimentos vinculados à taxa básica de juros, a Selic, definida pelo Banco Central (BC). Portanto, quanto maior a Selic, mais elevada a remuneração de quem compra títulos públicos, e os maiores credores da dívida pública no Brasil, hoje, são as instituições financeiras. Mesmo com um cenário de baixo crescimento, taxa de desemprego elevada e recordes de informalidade e de endividamento das famílias e das empresas, o BC continua mantendo a Selic em 13,75%, como foi no último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom). O Brasil segue com o maior nível de juro real do mundo, em torno de 9%, o que afeta negativamente a economia e a geração de emprego, como explica a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT, Juvandia Moreira. “A Selic, no patamar que está hoje, aumenta a dívida pública do governo com os juros pagos com os títulos da dívida pública, dinheiro que poderia ser utilizado para expandir infraestrutura e para ser investido em saúde e educação. Os juros altos também prejudicam as famílias, porque o crédito e o financiamento ficam mais caros. Famílias endividadas consomem menos. Pouco consumo reduz a produção, porque as empresas não estão vendendo. Se as empresas não estão vendendo e estão com estoques parados, elas demitem. Consequentemente a renda circulando cai e a economia não avança”, ressaltou Juvandia. As centrais sindicais e movimentos populares vêm realizando manifestações contra os juros altos. “Durante a gestão Campos Neto, que assumiu a presidência do Banco Central em fevereiro de 2019, a taxa básica de juros passou de 2% (em janeiro de 2021) para 13,75% ao ano (em setembro de 2022). E esse percentual segue mantido, atrapalhando inclusive o resultado de políticas públicas em favor do crescimento econômico. O país não pode continuar refém de decisões de um grupo pequeno que não representa os interesses reais da população e não se preocupa com o desenvolvimento do país”, pontuou Juvandia Moreira.  Clique aqui para ler o estudo do Dieese na íntegra. *Fonte: Contraf-CUT

Segundo estudo, problemas de saúde mental crescem como fator de desligamento entre bancários

De acordo com estimativas da OIT/OMS, as doenças relacionadas ao trabalho foram responsáveis por quase 2 milhões de mortes por ano, no mundo inteiro, entre 2000 e 2016, provocadas principalmente por doenças respiratórias e cardiovasculares. As informações fazem parte da reportagem publicada pela Rede Brasil Atual e assinada por Vivian Machado, técnica do Dieese, na Subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),. Segundo o estudo, jornadas menores de trabalho podem reduzir número de mortes, melhorando o equilíbrio entre suas vidas pessoal e profissional, com redução do estresse e de algumas síndromes ocupacionais, como a Síndrome de Burnout. É preciso ter mais tempo disponível para outras atividades, como lazer e descanso, e tempo para cuidar da saúde física e mental. No setor bancário, devido ao número crescente de afastamentos por doenças ocupacionais, representantes da categoria iniciaram, em 2022, uma discussão com os bancos sobre a possibilidade de redução de jornada para esses trabalhadores já adoecidos pelas condições de trabalho. A íntegra desse estudo compõe a 26ª Carta de Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), disponível em: www.uscs.edu.br/noticias/cartasconjuscs. Com os investimentos em tecnologia e o acelerado processo de digitalização das transações, os postos bancários no país diminuem significativamente desde 2013, assim como o número de agências bancárias. A pressão sofrida pelos trabalhadores que permanecem no setor faz adoecer física e mentalmente muitos deles, levando-os a se afastarem do trabalho. Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, 1,7 vez acima do crescimento dos afastamentos em geral registrados no país (de 15,4% no período). Até 2012, as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo eram a principal causa de afastamento de bancários, correspondendo a mais de um quarto dos benefícios concedidos pelo INSS no período. Porém, desde 2013, os transtornos mentais e comportamentais tornaram-se a principal causa dos afastamentos na categoria. Um quadro que se agrava ano após ano, chegando a 40% dos benefícios por incapacidade temporária  previdenciários e a 57% dos benefícios por incapacidade temporária acidentários, em 2022. No país, em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total em 2012 e a 25%, em 2022. Pandemia O relatório da OIT/OMS ressalta que a carga de doenças relacionadas ao trabalho, muito provavelmente, seja substancialmente maior, tendo em vista que, futuramente, deva ser quantificada a perda de saúde relacionada a diversos outros fatores de risco ocupacionais, como as sequelas deixadas pela Covid-19.  Durante a pandemia, observou-se crescimento do fechamento de postos de trabalho de bancários por morte, que cresceu 73% em 2021, chegando a 575 desligamentos, em grande parte, por conta de síndromes respiratórias ou Covid-19, muito provavelmente. Após a pandemia, observou-se um novo fenômeno no mercado de trabalho, com um crescente número de desligamentos a pedido, ainda que a situação econômica do país ou mesmo do mercado de trabalho não fosse das melhores, com elevados índices de inflação, desemprego e subocupação. O percentual de desligamentos a pedido no total de desligamentos na categoria bancária foi ainda mais significativo, superando a média nacional nos últimos anos, chegando a quase metade dos desligamentos em 2022 (43,4% do total), enquanto no país o percentual dos desligamentos a pedido foi de 33,4%. Segundo a reportagem, todos esses dados demonstram que há problemas sérios na cultura organizacional dos bancos. Uma gestão cada vez mais competitiva que adoece muitos trabalhadores. Um setor que deveria atender aos interesses da população, mas fecha agências e postos de trabalho, “empurrando” seu público para o atendimento digital. *Fonte: Rede Brasil Atual

Consulta Nacional deve ser feita até 2 de agosto

Bancárias e bancários devem participar da Consulta Nacional 2023 até o dia 2 de agosto. O levantamento, feito anualmente, é utilizado para o diagnóstico das condições de trabalho e para saber a opinião da categoria sobre questões nacionais relevantes e seus anseios. Podem participar todas e todos os profissionais do setor, sindicalizados ou não, pelo link https://consulta-bancarios.votabem.com.br/. A pesquisa é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com apoio das federações e sindicatos filiados, e pelo Comando Nacional dos Bancários. Nos anos de negociação salarial com os bancos, o questionário também é utilizado para a definição da pauta de reivindicações. A consulta deste ano se concentra em questões de saúde da categoria e a relação dos trabalhadores com suas entidades sindicais, além de temas nacionais. Vale lembrar que não há campanha este ano, já que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2022 tem validade de dois anos. As perguntas são sobre a reforma tributária; a necessidade de queda das taxas de juros; a independência do Banco Central; a Lei 1.085/23, sobre igualdade salarial entre homens e mulheres; e a regulamentação da internet, com o objetivo de se evitar a propagação de mentiras e a incitação ao ódio por meios digitais. Segundo a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a consulta é fundamental para identificar como as bancárias e bancários pensam, quais problemas enfrentam no ambiente de trabalho e quais são os seus anseios. “Essa é uma ferramenta muito eficaz de relação das entidades sindicais com a categoria bancária, que está presente em praticamente todas as localidades do país e é fundamental tanto para as pessoas quanto para a economia do país”, afirmou a presidenta. Juvandia, que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), lembra que a Consulta do ano passado foi fundamental para a negociação com os bancos, na Campanha Nacional. “Tivemos mais de 35 mil formulários respondidos, o que é um resultado formidável. O Comando Nacional dos Bancários, com a Consulta em mãos, foi com muita força para a negociação da nova CCT, pois os dados mostravam quais eram as reais necessidades da categoria”, afirmou. Força na negociação Em 2022, os bancários indicaram como prioridade nas negociações, o aumento real, manutenção do emprego e dos direitos adquiridos, combate ao assédio moral, condições de saúde no trabalho, igualdade de oportunidades e definições para o teletrabalho. Juvandia observou que, “em toda essa pauta, a negociação obteve êxito, inclusive com a formulação de um capítulo específico para o teletrabalho, modalidade decisiva para a categoria, com cláusulas que garantem condições econômicas, profissionais e de saúde em patamares muito superiores à legislação sobre o assunto”. Os dados compilados da Consulta Nacional serão apresentados na 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá de 4 a 6 de agosto, em São Paulo. Fonte: Contraf-CUT

Bancários escolhem delegados para a Conferência Nacional da categoria

Representantes de seis sindicatos do Estado, sob a organização da Federa-RJ, estiveram reunidos na 3ª Conferência Estadual dos Bancários do Rio de Janeiro, realizada no último sábado (15), em Niterói. À frente da delegação do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense estavam o presidente Júlio Cunha e o secretário de Imprensa, Cláudio Barbosa. No final da tarde foram aprovadas propostas e escolhidos os delegados que participarão da 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada em agosto em São Paulo. Durante o encontro foram discutidos temas como a reforma sindical e os desafios da organização dos trabalhadores e da comunicação sindical frente às transformações do mundo do trabalho. Os impactos das novas tecnologias e os ataques aos direitos trabalhistas na vida do trabalhador também foram tema de discussão. Além disso, a questão ambiental com a necessidade de uma transição enérgica e um desenvolvimento sustentável também foi incluída nas proposições da Conferência. No encerramento do encontro, a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, destacou que a categoria luta por um país democrático, que respeite as diferenças e contra todas as formas de discriminação.

Conferência reúne bancários do estado em Niterói

Organizada pela Federa-RJ, a 3ª Conferência Estadual das Bancários e dos Bancários foi realizada, neste sábado (15), no Clube Português de Niterói. Participaram do evento delegações dos sindicatos de Niterói, Sul Fluminense, Petrópolis, Campos dos Goytacazes, Teresópolis e Rio de Janeiro, além de convidados como a doutora em educação, Greyce Kelly, o deputado federal Reymond e o vereador de Niterói, Leonardo Giordano. O presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, participou do evento e fez questão de ressaltar que o bancário da base está sofrendo diariamente com assédio moral. “Isso está levando o trabalhador a um problema de saúde psicológico, que precisa ser discutido e levado para a mesa nacional. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, em parceria com a UFF, está fazendo uma pesquisa  buscando identificar esses bancários. É muito importante debater essa questão da saúde do trabalhador bancário”, afirmou Júlio, que lembrou ainda a questão dos bancos Bradesco e Santander, que vêm desrespeitando o atendimento dos clientes na agência. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, falou sobre os desafios da categoria. “A conferência traz temas que são centrais para a categoria como um todo, como por exemplo, o que se passa com os avanços tecnológicos na organização do trabalho bancário. A gente está vendo as mudanças que estão ocorrendo nos bancos, a redução dos postos de trabalho, as demissões e a precariedade no atendimento ao cliente. Então eu acho que o nosso desafio é linkar o atendimento ao cliente, trazer ele para o nosso lado para preservar empregos na categoria”, afirmou.  Adriana ressaltou também que é preciso ver a questão dos direitos para todos os trabalhadores que atuam no ramo financeiro. “Hoje em dia a gente vê claramente, por exemplo, autônomos trabalhando como bancários sem direito nenhum, como os agentes autônomos de investimento, agentes autônomos de negócios, que é uma forma de precariedade prevista a partir da reforma trabalhista. Tem ainda a questão das terceirizações que os bancos têm implementado. Então, a gente tem um grande desafio no mundo do trabalho como um todo e para a categoria bancária em especial em função do grande impacto que têm essas novas tecnologias para nós”, observou Adriana. Para Cláudio Barbosa, secretário de Imprensa do Sindicato do Sul Fluminense, a conferência se mostrou um evento muito representativo e com maior participação feminina que nos outros anos. Ele fez questão de elogiar o discurso da palestrante Greyce Kelly, na mesa de abertura, e também destacou a importância de reunir a categoria. “É importante nos reunirmos com um objetivo em comum, agir em conjunto, principalmente no setor de comunicação, que é a alma do sindicato. Hoje, o sindicato que tem uma comunicação bem estruturada, com suas redes sociais, com seus e-mails e com sua comunicação em dia, tem muito mais chance de poder promover um avanço na nossa política de trabalho”, pontuou. *Colaboração do fotógrafo Nando Neves

3ª Conferência Estadual das Bancárias e Bancários terá abertura virtual nesta sexta (14) e encontro presencial no sábado (15)

A 3ª Conferência Estadual das Bancárias e Bancários terá sua abertura virtual nesta sexta-feira (14), a partir das 18h30.  Para acompanhar, basta acessar os canais da Federa-RJ no YouTube ou no Facebook. O encontro contará com as presidentas Juvandia Moreira, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Adriana Nalesso, da Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), além dos presidentes dos sindicatos (de Campos de Goytacazes, Niterói, Petrópolis, Rio de Janeiro, Sul Fluminense e Teresópolis) e representantes das Centrais Sindicais. Já no sábado (15), o evento será presencial, no Clube Português, em Niterói, a partir das 9h30. Durante o encontro serão debatidos temas como reforma sindical, mercado de trabalho e conjuntura. Para participar é só comparecer. O Clube Português fica na Rua Professor Lara Vilella, 176, no Ingá.

Funcionários do Banco do Brasil querem melhores condições de trabalho nas CRBBs

Em reunião, na última quarta-feira (12), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) entregou ao BB a lista de reivindicações das Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBBs). De acordo com avaliação do movimento sindical, a falta de concurso público, para que as vagas em aberto sejam ocupadas, está diretamente ligada aos problemas que os funcionários enfrentam nas centrais de atendimento. “Entre os resultados nocivos de tudo isso está a sobrecarga dos trabalhadores, que continuam sendo submetidos a metas abusivas”, completou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. Também foram apresentadas demandas das CRBBs  como implementação do home office, valorização salarial, fim do estímulo abusivo à competição, melhora nas condições de trabalho e mudanças no sistema de metas. “Apresentamos para o banco condições muito preocupantes, como trabalhadores atendendo duas, três até quatro pessoas ao mesmo tempo; pausas de apenas segundos, entre uma ligação e outra; competição e metas que adoecem”, destacou Fernanda Lopes. Entre as propostas apresentadas pelo movimento sindical, em relação às metas, está o retorno ao mecanismo de indução. O movimento sindical propôs ao banco a realização de novos concursos públicos. “Acrescentamos que somos totalmente contrários à terceirização, que acirra um tipo de competição que adoece o ambiente de trabalho do BB”, complementou Fernanda Lopes. O BB propôs a criação de um grupo de trabalho, que será formado entre representantes dos trabalhadores e representantes do banco, para avaliar os resultados das consultas feitas nas CRBBs e estudar a aplicação das melhorias solicitadas. Agenda das próximas mesas permanentes temáticas: 20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade. 11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa. 28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). *Fonte: Contraf-CUT

Em reunião com representantes do Banco do Brasil, funcionários pedem  valorização de gerentes de serviço

Durante reunião entre Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), gerentes de serviços e representantes do banco, os trabalhadores apresentaram problemas que sofrem como o acúmulo de funções, pressão por metas e os impactos negativos do programa “Performa”. O banco se comprometeu a realizar estudos para melhorar a situação. Os trabalhadores destacaram a ocorrência de desvios de função, uma vez que acabam realizando serviços de gerente de atendimento. A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, falou sobre a reunião. “Foi importante o banco ouvir os gerentes de serviço, as várias dificuldades que enfrentam diariamente, simplesmente para tentar desempenhar suas funções com qualidade, com segurança. Em resposta, o banco se comprometeu a realizar estudos para melhorar a situação. Nós, do movimento sindical, esperamos que o compromisso feito pelo banco, nesse encontro, seja breve, pois os gerentes de serviço sofrem com essa situação há anos”, pontuou Fernanda. Entenda • Atualmente, os gerentes de serviço são cobrados tanto pela operação de uma agência, quanto pelo número de vendas, entretanto só recebem pontuação pelas vendas. • A reivindicação dos gerentes de serviço é para que não sejam submetidos a cobranças individuais por vendas. Pedem que o serviço operacional seja valorizado. • Os trabalhadores denunciam ainda o desvio de função, uma vez que, além de exercerem a gestão das agências, necessitam realizar atendimentos e vendas. • Banco ouviu os trabalhadores e se comprometeu a estudar os problemas para apresentar soluções às demandas. *Fonte: Contraf-CUT