Bancos: redução de postos de trabalho prejudica clientes e bancários

A categoria bancária vem sofrendo com a redução de postos de trabalho, fechamento de agências, PABs e PAAs. A informação é comprovada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Dados do Dieese mostram que nos últimos três anos, foram fechadas cerca de 3 mil unidades. Já nos últimos dez anos, 5.716 agência bancárias deixaram de existir. Apesar da alta lucratividade dos bancos, eles alegam que a digitalização crescente, o incremento de inovações tecnológicas como uso de smartphones, Pix e outras ferramentas tornam o uso das agências bancárias praticamente obsoleto. Na Região Sul Fluminense, bancos como Itaú, Bradesco e Santander vêm encerrando atividades em diversas unidades. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), somente em 2023, foram encerrados 6.315 postos de trabalho bancário. Foram admitidos 36.142 bancários contra 42.457 profissionais demitidos. Além disso, houve defasagem salarial, já que os admitidos tiveram remuneração equivalente a apenas 78% dos demitidos. O salário médio mensal da categoria em dezembro/23 foi R$ 6.174,35, enquanto que a média salarial dos desligados era de R$ 7.845,89. A categoria bancária anda na contramão de todos os demais setores da economia que vêm apresentando crescimento na geração de postos de trabalho. Prejuízo para clientes e bancários O fechamento de agências pode significar aumento de lucros para os banqueiros. Entretanto, para clientes e bancários, significa mais tensão, estresse e falta de condições adequadas para o atendimento. Para piorar a situação, os bancos inventam novas formas de organização do trabalho e para o atendimento, adotando procedimentos que impedem os clientes de usar os espaços internos das agências, acessar os guichês e buscar atendimento pessoal. Os clientes, muitas vezes enfrentam longas filas do lado de fora das agências e os serviços diferenciados são assegurados somente a empresas e clientes de alta renda. A demora no atendimento pode levar o cliente a registrar queixa junto aos órgãos de defesa do consumidor e ao Banco Central, o que acaba resultando na punição de bancários. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha, é preciso cobrar que as leis sejam respeitadas. “Precisamos, enquanto sociedade, cobrar dos bancos e das autoridades públicas e governos, que as leis sejam de fato respeitadas, e que os bancos, enquanto concessões públicas autorizadas a funcionar pelo BCB, cumpram com seu papel institucional: ofertar crédito e serem instrumentos de crescimento e desenvolvimento social e não meros vendedores e produtos e serviços”, observou o sindicalista. Júlio também criticou a terceirização. Ele ressaltou que é necessário, urgentemente, cessar o processo de terceirizações e transferências de serviços bancários para fora do sistema e das próprias agências. “É preciso a contratação imediata de mais bancários para assegurar o atendimento digno e legal que todos têm direito, e ao mesmo diminuir a sobrecarga e pressão por metas que só tem aumentado o assédio moral e o nível de adoecimento físico e psíquico da categoria. A lucratividade do sistema bancário que advém desse trabalho é mais que suficiente”, ressaltou. Confiram a Resolução 2.878 do Banco Central: “Dispõe sobre procedimentos a serem observados pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil na contratação de operações e na prestação de serviços aos clientes e ao público em geral”. Art 14. É vedada a adoção de medidas administrativas relativas ao funcionamento das dependências das instituições referidas no art. 1o. que possam implicar restrições ao acesso às áreas destinadas ao atendimento ao público. Art.15. Às instituições referidas no art 1º é vedado negar ou restringir, aos clientes e ao público usuário, atendimento pelos meios convencionais, inclusive guichês de caixa, mesmo na hipótese de atendimento alternativo ou eletrônico.
Eleições Previ: Chapa 1 tem apoio do Sul Fluminense

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense apoia a “Chapa 1 – Previ para os Associados” nas Eleições Previ 2024. O grupo conta ainda com o aval da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da maior parte das entidades que defendem o funcionalismo do Banco do Brasil (BB). A votação acontece de 12 a 26 deste mês de abril e serão definidos os ocupantes para o Conselho Deliberativo, Conselho Fiscal e Diretoria de Seguridade. Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, ligada à Contraf-CUT, “a chapa 1 tem histórico de atuação na Previ, que se mantém segura e estável ao longo dos anos, a despeito da conjuntura econômica mundial e nacional, como provam os resultados dos planos da entidade”. No início de março passado, foi divulgado o último resultado dos planos. Segundo o documento, em 2023, o Plano 1, atingiu o maior superávit (R$ 14,5 bilhões) dos últimos dez anos, enquanto o Previ Futuro fechou o ano com rentabilidade acumulada de 16,1% ao ano, quase o dobro da meta de referência de 8,5%. “Queremos que esta gestão continue sólida e confiável, para que as associadas e associadas tenham tranquilidade e confiança numa aposentadoria digna, direito a todos nós, trabalhadores e trabalhadoras do BB”, ressaltou Fernanda Lopes. Confira as propostas da Chapa 1 – Previ para os Associados: Plano 1 • Cobrar do BB a integralização de reservas matemáticas referentes às verbas P210 e P220 e aquelas em virtude de demandas judiciais trabalhistas.• Criar programa de assessoramento na gestão dos benefícios dos associados com a participação de seus familiares.• Manter a estratégia de ajuste de rentabilidade e vencimento dos ativos com compromissos de longo prazo.• Manter a diversificação na renda variável visando mitigar riscos. Previ Futuro • Diversificar investimentos e criar perfis com mais opções.• Revisar a Fórmula da PIP para que mudanças no Plano de Carreira do BB não prejudiquem os associados.• Alterar o regulamento para permitir resgate parcial de contribuições facultativas. Capec • Ampliar o público da Capec com campanhas junto ao Previ Futuro e criação do Capec Família. Previ Família • Ampliar e consolidar o plano com crescimento da base de associados e ativos. Empréstimos • Agilizar a utilização do FGTS para amortizar prestações do financiamento. Gestão • Melhorar a satisfação do associado em sua experiência no relacionamento com a Previ.• Pela filiação dos funcionários oriundos dos bancos incorporados ao Previ Futuro e pela administração dos seus planos de benefícios.• Pelo fim do voto de minerva no Conselho Deliberativo e a volta dos direitos do corpo social.• Contra a norma de “contabilização dos títulos públicos e do passivo a mercado”, que traz incerteza.• Manutenção da estrutura de governança paritária e do corpo técnico composto por associados dos planos e contra o PL 268 – que retira a participação dos associados na gestão.• Digitalização dos processos de atendimento.• Melhorar a comunicação com pensionistas.• Fortalecer a Ouvidoria. Ambientais, Sociais, de Governança Corporativa e de Integridade (ASGI) • Aperfeiçoar o ranking de ASGI da Previ, propondo a criação de indicadores que mensurem a efetividade das ações nas empresas participadas. *Fonte: Contraf-CUT
Financiários terão assembleia dias 9 e 10 de abril

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Sul Fluminense está convocando todos os financiários, sócios e não sócios, empregados em estabelecimentos bancários e/ou financiários, de sua base territorial, para a Assembleia Geral Extraordinária. O objetivo da assembleia é a aprovação da minuta da Pauta de Reivindicações a ser entregue à Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) para as negociações da campanha salarial de 2024 dos Financiários, bem como da minuta do Pré-Acordo. Os principais pontos da minuta de reivindicações são: 1) Salários e Cláusulas Econômicas e Benefícios. INPC mais 5% de reajustes nos salários 2) Vales Alimentação e Vales Refeições. INPC mais 7% de reajustes. 3) PLR/PLR Adicional INPC mais 5% de reajustes. PLR Adicional, 50% do valor fixo da PLR. A assembleia ocorrerá de forma virtual, das 9h do dia 9 de abril até às 19h do dia 10 do mesmo mês, pelo http://financiarios.votabem.com.br/
Campanha da Federa alerta para perda de direitos trabalhistas

A Federa-RJ lançou uma campanha, nesta terça-feira (2), mostrando a realidade atual dos bancários. O tema é “Banco está pior que Uber”. O vídeo mostra o diálogo entre uma bancária, que presta serviço para um banco digital, e um motorista de Uber, ex-bancário. O objetivo, segundo o texto veiculado, é dizer não à “uberização”, pois andando pelas ruas do Rio, é fácil constatar que as agências bancárias estão fechando e os empregos desaparecendo. Só no Estado do Rio de Janeiro, foram fechados 1.156 postos de trabalho da categoria bancária no ano passado. O resultado é que os clientes perdem o atendimento humanizado, ficando apenas com o atendimento eletrônico e os bancos virtuais, as Fintechs. Como explica campanha da Federa, este conceito moderno esconde o fim dos direitos para bancários como FGTS, férias, 13º salário. Além disso, quem trabalha em um banco digital precisa pagar uma taxa para acessar a carteira de clientes. Essa realidade é apresentada no diálogo entre a passageira e o motorista de Uber, que depois de ouvir a lista de direitos perdidos conclui: “Banco está pior que Uber”. *Fonte: Federa-RJ
Federa inicia encontros para levantar prioridades da categoria bancária

Apesar de a data-base dos bancários ser dia 1º de setembro, as entidades sindicais já estão se organizando para mobilizar a categoria para Campanha Nacional dos Bancários 2024. Por isso, a Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Rio de Janeiro (Federa-RJ) começa, nesta terça-feira (2), a percorrer os sindicatos de sua base para uma série de encontros. O objetivo é promover debates para levantar as prioridades da categoria bancária que serão levadas à Conferência Estadual dos bancários. O primeiro sindicato a ser visitado será o de Campos, onde vão ser debatidos temas como a realidade dos bancos, além de informações e dados do emprego no Ramo Financeiro, Saúde do Trabalhador e Igualdade de Oportunidades. *Fonte: Federa-RJ
Financiários definem pauta de reivindicações

Reunidos na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, para sua 7ª Conferência Nacional, os financiários definiram a pauta de reivindicações para a Campanha Nacional 2024. A minuta apresenta propostas de reajuste dos salários com o INPC + 5% de aumento real, reajuste diferenciado no vale-alimentação (VA) e no vale-refeição (VR) e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além da manutenção das cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por dois anos. O documento será levado para aprovação às assembleias, que vão ser realizadas em todo o Brasil entre os dias 8 e 9 de abril. Depois de aprovada, a minuta vai para a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi), a partir do dia 15 de abril, para definição do calendário das reuniões de negociações para a renovação da CCT. Também foram definidos a arte e o slogan da Campanha Nacional 2024: “Representatividade gera conquista – Aumentar a representatividade para garantir direitos e construir vitórias”. A secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, Magaly Fagundes, ressaltou que a categoria acredita na representatividade como chave para alcançar seus objetivos. ”Assim fortalecemos nossa voz coletiva, ampliamos nossas conquistas e construímos um futuro mais justo e próspero para todos os financiários. Juntos, vamos transformar essa visão em realidade e conquistar os direitos que merecemos”, concluiu Magaly. *Fonte: Contraf-CUT
Modelos de gestão dos bancos ameaçam saúde mental do trabalhador, aponta pesquisa

Dados da pesquisa “Avaliação dos Modelos de Gestão e das Patologias do Trabalho Bancário” foram apresentados, na última sexta-feira (22), ao Comando Nacional dos Bancários. O documento aponta que cerca de 80% dos trabalhadores do ramo financeiro declaram ter tido pelo menos um problema de saúde relacionado ao trabalho no último ano, sendo que quase metade está em acompanhamento psiquiátrico. Cerca de 91,5% dos que estão em acompanhamento psiquiátrico, usam medicações prescritas pelo psiquiatra, um percentual que cai para 64,4% entre os que estão em outros tipos de acompanhamentos médicos. A pesquisa foi realizada pela Secretaria de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em colaboração com pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UNB). Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, afirma que os resultados da pesquisa são preocupantes. Segundo ela, “é evidente que a saúde mental dos trabalhadores está em risco devido aos modelos de gestão adotados pelos bancos”. A presidenta ressalta que é preciso proteger os direitos e a saúde da categoria. “Precisamos pressionar os bancos para implementar medidas urgentes que melhorem as condições laborais e garantam um ambiente de trabalho saudável e seguro. Não podemos aceitar que a ganância e a negligência empresarial continuem prejudicando a vida e o bem-estar dos trabalhadores”, observou Juvandia. *Fonte: Contraf-CUT
Cartilhas reforçam combate à violência contra a mulher

As cartilhas “Sexo Frágil – Um manual sobre a masculinidade e suas questões” e “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres” foram lançadas, nesta segunda-feira (25), durante reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Julio Cunha, vice-presidente da Federa-RJ e presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, representou a federação no evento. As publicações fazem parte do Programa Nacional de Prevenção à Violência contra as Mulheres. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, ressaltou que a importância da presença dos homens para debater e buscar soluções a fim de diminuir a a violência contra as mulheres. “É essencial lembrar que por trás de cada número estatístico, há uma história de dor”, lamentou Adriana. Para Julio Cunha, a iniciativa da Fenaban em lançar o programa nacional de iniciativa de prevenção à violência contra a mulher no setor bancário, reforçando a cláusula 48 CCT, é muito importante. “Em conjunto com o Basta, os bancos precisam colocar em prática e preparar os gestores para agir em casos desse tipo de violência contra as mulheres”, ressaltou Julio. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional do Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), observou que a categoria bancária registra importantes avanços na luta por igualdade de oportunidade, conquista obtida nos anos 2000. “De lá pra cá, a partir de muito trabalho e discussões, avançamos no reconhecimento da desigualdade de gênero dentro das empresas, de que as mulheres são mais suscetíveis ao assédio moral e ao assédio sexual. Mecanismos de combate a essas violências, no ambiente de trabalho, também foram conquistados nas convenções coletivas de 2010, 2020 e 2022″, lembrou Juvandia. *Fonte: Contraf-CUT e Federa-RJ
Chapas 6 e 33 vencem eleições na Cassi

Com apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), federações, sindicatos e da maioria das entidades associativas do país, as chapas 6 e 33 “Cassi para os Associados” venceram as eleições da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Os eleitos vão assumir o Conselho Fiscal e a Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes e Conselho Deliberativo. A posse será em junho de 2024, com mandato até maio de 2027. A Chapa 6 obteve 29.796 votos e assumirá a Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes e Conselho Deliberativo. Já a Chapa 33 conquistou 29.055 votos, sendo eleita para o Conselho Fiscal. *Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil: eleições da Cassi vão até 25 de março

Até o dia 25 de março, funcionárias e funcionários do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, associados à Cassi, vão participar das Eleições Cassi 2024. Serão duas votações: para a Diretoria de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes e Conselho Deliberativo; e para o Conselho Fiscal. As chapas 6 e 33 “Cassi para os Associados” contam com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da maior parte das entidades que defendem o funcionalismo do Banco do Brasil. Integração da saúde do trabalhador com a Atenção Primária, para fortalecer a prevenção em saúde no ambiente de trabalho junto ao Banco do Brasil; a defesa de uma Cassi para todos, com a filiação de funcionários de bancos incorporados, fortalecendo ainda mais o Plano Associados; e a expansão da Telessaúde, baseada na Estratégia Saúde da Família para o interior estão entre as principais propostas das chapas 6 e 33. O voto pode ser feito pelo site da Cassi, pelo APP da Cassi no celular, pelos terminais de autoatendimento (TAA) ou pelo SISBB (este, exclusivo para funcionários da ativa). Para votar no site da entidade (http://www.cassi.com.br): 1. Escolha o perfil “Participante”.2. Em seguida, clique em “Acessar serviço” e depois em “Titular”, para informar CPF e senha previamente cadastrados.3. Depois de fazer login, procure no menu a opção “Votação CASSI” e siga as orientações. *Fonte: Contraf-CUT