Após 14 anos, Cassi volta a receber contribuições sobre demandas trabalhistas

Antiga reivindicação do movimento sindical, o Banco do Brasil voltou a repassar para a Cassi, caixa de assistência dos seus funcionários, as contribuições patronais incidentes sobre valores pagos a funcionários e ex-funcionários, devido a processos trabalhistas e acordos judiciais e extrajudiciais (CCV e CCP), conhecidas como “reclamatórias trabalhistas”. O primeiro repasse ocorreu nesta quinta-feira (22) e a Cassi recebeu do banco R$ 345,269 milhões, valores retroativos a 2010, quando os repasses foram suspensos. Foram 14 anos de suspensão, mas a partir de agora o pagamento será regularizado. Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), comemorou a conquista. “O movimento sindical sempre lutou pela retomada dos repasses. Foram anos de negociação junto ao banco para regularizar essa situação, que agora finalmente teve uma solução definitiva”, ressaltou Fernanda. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

BB leva respostas insatisfatórias para mesa de negociação

A sétima rodada de negociação da Campanha Salarial 2024 com o Banco do Brasil deixou o movimento sindical frustrado. O encontro entre representantes do banco e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) aconteceu nesta quarta-feira (14), em São Paulo. Foram discutidos temas como assédio moral e desconexão. O banco propôs usar uma ferramenta nova, chamada Slack, substituindo o WhatsApp para questões de trabalho, que será proibido. Também houve debate sobre a questão do banco de horas negativas adquiridas durante a pandemia da covid. Existem 5.233 funcionários com horas devedoras, sendo que 4.707 têm até 360 horas negativas. O banco acredita que seria possível zerar até maio de 2025. No entanto, 566 funcionários enfrentam uma situação mais complicada, com uma média de 1.034 horas devedoras, sendo que 239 destes têm mais de 60 anos de idade. O banco sugere anistiar as horas de quem tem mais de 60 anos e pais com filhos com deficiência que possuem redução de jornada, além de iniciar um programa de incentivo ao pagamento das horas restantes. Mas a comissão pede anistia para todos os funcionários. Quanto à PLR, o banco negou a possibilidade de eliminar o teto existente. Para a revisão de cargos não houve devolutiva. O banco afirma que o assunto está em debate interno. Os trabalhadores também pediram retorno sobre o Programa Performa e sobre as metas impostas aos funcionários. Também ficaram sem respostas as questões da saúde e previdência dos incorporados, reposição dos funcionários e ampliação da licença parentalidade. No encontro, o banco informou que todos os funcionários da rede, agências e escritórios serão migrados para uma nova plataforma digital de concorrência a partir desta quinta-feira (15), deixando o sistema antigo obsoleto. O próximo encontro será dia 22 deste mês, às 15h, em Brasília. *Fonte: Contraf-CUT

Lucro do BB alcança R$ 18,80 bi no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2024, o Banco do Brasil obteve lucro de R$ 18,80 bilhões, um crescimento de 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Só no segundo trimestre, o lucro chegou a R$ 9,50 bilhões, sendo 2,2% maior que o resultado apresentado no primeiro trimestre, cujo lucro foi de R$ 9,30 bilhões. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) teve aumento de 0,3 pontos percentuais (p.p.) em 12 meses, atingindo 21,7%, mesmo percentual apresentados nos resultados do primeiro trimestre. Para a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, o lucro do BB é fruto direto da dedicação de todos os funcionários. “Por isso, nós estamos cobrando valorização real nos salários e aumento na remuneração, incluindo PLR, para que o banco valorize devidamente aos trabalhadores e trabalhadoras”, disse Fernanda. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no final do semestre concluído em junho, o BB contava com 87.130 funcionários – aumento de 2.099 postos de trabalho em 12 meses. Entretanto, os dados mostram que enquanto o número de funcionários cresceu apenas 2,5% o de estagiários cresceu 28,7%, totalizando 485 no final do semestre. No mesmo período, o banco abriu mais uma agência tradicional ficando com um total de 3.172 unidades, além de 13 agências digitais, passando a ter no país 826 estruturas deste perfil. Porém, em doze meses, houve a redução de 40 postos de atendimento bancário (totalizando 1.530 unidades) e aumento de 1,64 milhão de clientes, alcançando 83,29 milhões em junho de 2024. Já a concessão de crédito cresceu 13,2% em um ano e 3,9% no trimestre, chegando a R$ 1,18 trilhão, em junho de 2024. O Agronegócio foi o que mais cresceu: 14,9%, em um ano, totalizando R$ 335,45 bilhões. Ele representa um terço de toda a carteira da instituição. No mesmo período, a carteira Pessoa Física cresceu 5,7% (R$ 317,24 bilhões) e a carteira Pessoa Jurídica expandiu 10,9% (R$ 323,81 bilhões). *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Cláusulas econômicas marcam sexta mesa de negociação com Banco do Brasil

Na tarde desta quarta-feira (7), a representação dos trabalhadores do Banco do Brasil teve a sexta rodada de negociação com a direção do banco, voltada para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os debates foram sobre metas, Gestão de Desempenho Pessoal (GDP), plano de cargos e remuneração, Performa, carreira de mérito, caixas, supervisores de atendimento e gerentes de serviço. Durante a reunião, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) apresentou relatos de aumento de metas por todo o Brasil. Segundo Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão, uma das reivindicações é a transformação da mesa temática sobre cobrança de metas em uma mesa permanente com reuniões trimestrais. O objetivo é melhorar as condições de trabalho e reduzir o impacto do assédio moral associado ao cumprimento de metas. Em relação ao GDP, o BB apresentou dados que evidenciam redução significativa nos casos insatisfatórios e descomissionamentos nos últimos três anos. Quanto ao Plano de Cargos e Remuneração (PCR), a Comissão solicitou que a carreira de mérito possa incrementar a remuneração dos comissionados, com as promoções com base em uma pontuação acumulada ao longo do tempo de serviço. Outro ponto é que as promoções precisam considerar o tempo de permanência em cargos no banco, com diferentes grupos de funcionários recebendo pontos diários para progressão na carreira. Questões específicas dos caixas, supervisores de atendimento e gerentes de serviço também fizera parte da pauta do dia. A reivindicação é que o exercício da função de caixa seja pontuado tanto para concorrências de ascensão profissional quanto para a carreira de mérito, desde o primeiro dia na função. Os trabalhadores querem que a substituição de comissionados seja garantida a partir do primeiro dia de ausência do titular do cargo, assegurando ao substituto o mesmo salário do substituído. O Banco do Brasil disse que a situação está sendo avaliada e irá retornar até o fim das negociações da Campanha Nacional. *Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil: reunião debate saúde e condições de trabalho

A quinta mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil teve como temas centrais a saúde e as condições de trabalho. A reunião aconteceu nesta sexta-feira (26), em São Paulo e o primeiro debate foi sobre a situação dos funcionários incorporados, como Nossa Caixa, Banco do Estado de Santa Catarina e Banco do Estado do Piauí, que continuam sem a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) e sem a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). Segundo a coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, os trabalhadores aguardam há muitos anos solução por parte do BB para que possam ingressar na Cassi e na Previ. “O que pedimos é isonomia para todos os funcionários. Ainda no tema isonomia, reivindicamos que todos os funcionários tenham direito à Cassi na aposentadoria, com garantia de contribuição patronal, o que não ocorre para funcionários que ingressaram no banco depois de 2018″, disse a coordenadora. O banco apresentou o Programa Saúde Mental, que prevê tratar o funcionário de forma integral. Os representantes do banco disseram que já foram realizados mais de 40 mil atendimentos de apoio complementar aos funcionários em seus tratamentos psicoterapêuticos, pela plataforma on-line. Os trabalhadores pediram que em caso de concessão de auxílio-doença previdenciário ou auxílio-doença acidentário, pela Previdência Social, seja assegurada ao funcionário, incluindo os egressos de bancos incorporados, complementação salarial em valor equivalente à diferença entre a importância recebida do INSS e a remuneração total recebida pelo trabalhador, como salários, comissões, gratificações, adicionais, PLR, como se na ativa estivesse, até a cessação do auxílio-doença. O banco anunciou a ampliação de dependentes para herdeiros, inventariantes e dependentes cadastrados na Previdência Social no auxílio funeral. A próxima reunião está marcada para 7 de agosto sobre cobrança de metas. *Fonte: Contraf-CUT

Campanha: Banco do Brasil realiza sua quarta mesa de negociação

A quarta mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Banco do Brasil foi realizada, na manhã desta sexta-feira (19). A pauta principal foi diversidade e igualdade de oportunidades. Mas, atendendo ao movimento sindical, antes do início dos debates o banco apresentou o quadro atualizado da quantidade de horas negativas que os bancários precisam compensar até maio de 2025. O Banco do Brasil conta, atualmente, com 25.724 funcionários negros, o que representa 29,51% do quadro total. Desses, 2.130 ocupam posições de liderança, correspondendo a 28,24% dos líderes. Além disso, o banco falou sobre o programa “Raça é Prioridade”, que conta com 150 pessoas em processo de aceleração para liderança. O banco possui 35.681 mulheres em seu quadro funcional, representando 40,94% do total de funcionários. No entanto, apenas 26,79% dos líderes do banco são mulheres. O BB apresentou programas direcionados às mulheres para aumentar a representatividade feminina em cargos de liderança. A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) fez algumas cobranças como programas de cotas nos concursos públicos para pessoas trans e ações afirmativas para PcDs. Quanto ao assédio moral, o banco atendeu à reivindicação do movimento sindical e apresentou o crescimento dos números do canal de denúncias. Em relação à discriminação, desde junho de 2023, 17 denúncias foram investigadas, das quais 65% envolveram raça, 17% gênero, 12% homofobia e 6% crença religiosa. A primeira demissão por racismo na história do BB ocorreu no segundo semestre do ano passado. O movimento sindical reivindica o direito ao uso do nome social dentro da política de respeito à diversidade, para acabar com a discriminação a colegas LGBTQIA+. O BB disse que essa mudança está em processo e prometeu a levar informações atualizadas no próximo encontro. Também foi reivindicada a licença parental remunerada de 12 meses, a partir do nascimento, adoção ou do fato gerador do direito à licença parental, para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada ao máximo de duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou salário, para o desempenho da atividade parental. No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto e se estenderá por período igual ao da internação hospitalar do prematuro. Se a pessoa gestante desejar iniciar a licença antes do parto, a outra pessoa de referência poderá optar por iniciar a sua licença a partir do parto. O banco se comprometeu a analisar a pauta. Outra reivindicação foi a criação de políticas para combater o preconceito etário. Também foi pedida a inclusão de políticas afirmativas para PCDs e neurodivergentes, além de ampliar a redução da jornada de trabalho para pais e responsáveis por dependentes com deficiência física e/ou mental, para 3 e 2 horas dos funcionários de 8 e 6 horas, respectivamente. A próxima reunião será no dia 26 de agosto, em São Paulo, sobre saúde e condições de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT

BB não vai mexer em gratificação dos caixas durante campanha

A direção do Banco do Brasil garantiu que não vai mexer na gratificação dos caixas durante a Campanha Nacional 2024. Também prometeu negociar a pauta durante o período. O compromisso foi assumido logo no início da terceira mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), nesta sexta-feira (12). Para o secretário-geral e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Gustavo Tabatinga Júnior, o ponto nem deveria ser debatido nesta reunião. “Mas não tivemos como não cobrar essa decisão. Precisamos tirar essa insegurança da cabeça dos trabalhadores, que contam com esta renda para os seus compromissos”, afirmou Tabatinga. Durante a reunião foi cobrada a redução da jornada de trabalho para quatro dias da semana. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se a jornada reduzida fosse implementada entre os trabalhadores com jornada semanal de 30 horas, o potencial de geração de emprego seria de mais de 240 mil vagas, ou 55,5% do total que existe hoje. Em relação ao banco de horas negativas, a representação dos empregados solicitou o quadro atualizado da quantidade de horas negativas que os bancários têm de fazer a compensação até maio de 2025. O objetivo é buscar alternativas para os trabalhadores zerarem suas horas negativas. A próxima reunião será sobre saúde no dia 19 de julho, em São Paulo. *Fonte: Contraf-CUT

Reforma tributária: emenda que zera alíquotas dos planos de previdência é aprovada

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 68/24, que regulamenta a reforma tributária e define regras para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto Seletivo (IS). Também foi aprovada a emenda 745, que reduz a zero as alíquotas do IBS e da CBS dos planos de gestão administrativa (PGA) das entidades de previdência complementar sem fins lucrativos, uma antiga reivindicação das entidades de representação dos trabalhadores. A emenda define que os planos de assistência à saúde ficam sujeitos a regime específico de incidência destas tributações quando esses serviços forem prestados por seguradoras de saúde, operadoras de planos de assistência à saúde e cooperativas de saúde. A emenda vai garantir a proteção dos direitos previdenciários de, ao menos, 10 milhões de empregados públicos e demais participantes das entidades fechadas de previdência complementar. De acordo com Jeferson Meira, secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), “a não incidência de imposto aos fundos de previdência fechados e a inclusão dos planos de saúde de autogestão em regime específico era uma luta das entidades de representação e associativas dos trabalhadores”. *Fonte: Contraf-CUT *Foto: Mario Agra/Câmara dos Deputados

Banco do Brasil: CEBB entrega reivindicações à Cassi

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) entregou, na manhã desta quinta-feira (4), a minuta de reivindicações específica da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O documento foi entregue na sede da Cassi, em Brasília. A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, disse que a negociação é com a direção do BB, mas que é importante que a Cassi tenha conhecimento das pautas específicas levantadas no Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. A ampliação da rede credenciada da Cassi e das unidades da CliniCassi é a principal reivindicação dos trabalhadores. Mas também foi debatida a importância de reavaliar o custeio da Caixa de Assistência, demanda que será levada à mesa específica de negociações com o Banco do Brasil. Os diretores da Cassi falaram sobre as ações em execução, com foco no aumento do credenciamento e a preocupação com a prevenção de doenças entre os associados. *Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil: reunião de negociações discute liminar de cassação, Performa e terceirização

Logo após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho, cassando a liminar que garantia a gratificação dos caixas, a Comissão Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco, no final da tarde desta quarta-feira (3), a fim de dar seguimento às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A coordenadora da CEBB e funcionária do BB, Fernanda Lopes, reafirmou que a redução da gratificação dos caixas não será aceita, independente da decisão do TRT. A direção do Banco do Brasil respondeu que não tomará qualquer decisão até receber o acórdão da decisão do TRT e se comprometeu a não implementar nenhuma mudança sem antes o assunto ser debatido em mesa de negociação. O movimento sindical também destacou o Performa como prioridade, pois é uma das principais demandas dos trabalhadores. A direção do banco demonstrou disposição para revisar o plano de cargos e salários. Também foram discutidos temas como terceirização e o concurso em estudo para novos agentes comerciais. Segundo a direção do banco, todos os agentes comerciais já foram convocados, mas ainda restam pessoas a serem chamadas para o concurso de tecnologia. *Fonte: Contraf-CUT