COE e a direção do Itaú voltam a se reunir dia 13

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Itaú têm encontro marcado, no próximo dia 13, para mais uma rodada de negociações. Vão discutir questões relacionadas à diversidade, saúde e condições de trabalho. A reunião será presencial, em São Paulo, a partir das 10h.  Na véspera da reunião, a COE vai preparar a intervenção durante a reunião com o banco.  O Itaú se comprometeu a apresentar o programa de diversidade para os representantes dos bancários.  

Salário-mínimo: centrais sindicais propõem valorização independente de governo ou ciclo econômico

A proposta de reajuste do salário-mínimo, elaborada pelas centrais sindicais, busca superar a sua desvalorização. A perda, segundo o documento, corresponde a 5,4% em três anos e 1,77% ao ano. As entidades também propõem uma política permanente de valorização para as próximas décadas. Segundo Walcir Previtale, secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), desde 2019 o piso nacional perdeu a regra permanente de reajuste que garantia a reposição da inflação e aumento real igual ao aumento do PIB no salário-mínimo. “Com isso, o piso nacional passou a ser determinado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pelo Congresso Nacional. O resultado foi que não tivemos um reajuste real – ou seja, acima da inflação – nos últimos três anos e, 2023, seria o quarto ano consecutivo, não fosse a decisão de Lula de reajustar o salário-mínimo a partir de maio”, completou. De acordo com avaliação das entidades, o valor real do salário-mínimo quando foi criado (julho de 1940), atualizado para valores de dezembro de 2022, seria de R$ 2.441,38 – uma diferença de 87,51% em relação ao valor praticado atualmente. “O movimento sindical defende um valor maior para o salário mínimo e quer que haja negociação com as Centrais Sindicais”, ressalta a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Proposta para o governo As centrais sindicais propõem para 2024, um reajuste com o resultado do INPC (Índice de preços ao consumidor, usado para observar tendências de inflação), acrescido do PIB de 2022 (2,9%) e acrescido de 2,40%. Para os próximos dois anos, 2025 e 2026, o reajuste seguiria a mesma receita: o resultado do INPC, acrescido do resultado do PIB de dois anos antes, mais 2,40%. “Levando em conta as expectativas de crescimento do PIB (Focus) para o período, haveria uma valorização média (aumento real) de 3,85% ao ano (2023 a 2026) e de 4,2% ao ano (2024-2026)”, explicam as centrais em nota. Proposta para 2027-2053 As centrais propõem um reajuste, entre 2027 e 2053, que considere:– Variação do INPC anual;– Aumento real equivalente a variação do PIB de dois anos anteriores;– Estabelecimento de um “piso” para o aumento real de 2,40% ao ano;– Revisão dos parâmetros da política a cada 10 anos. Dessa forma, as centrais apontam que será possível manter a valorização do piso nacional acima da inflação para as próximas décadas, independentemente de governo e de ciclos econômicos. Segundo as entidades sindicais, com a atual política de valorização do salário-mínimo, seriam necessários 28 anos para o país alcançar o piso que deveria ter atualmente (R$ 2.441,38) se retomasse o valor real do salário-mínimo no ano da sua criação.  Impactos econômicos Para o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor necessário para cobrir as “necessidades vitais básicas” do brasileiro hoje seria de R$ 6.647. A política de valorização do salário-mínimo, rompida em 2019, foi adotada a partir de 2007, no segundo mandato Lula e tornada lei em 2011, pelo critério de correção pela inflação mais o ganho real igual à valorização do PIB de dois anos antes. “Ela aconteceu por causa de mobilizações conjuntas das centrais sindicais, entre 2004 e 2009, com a realização de Marchas em Brasília. Com as nossas manifestações, queremos ressaltar para toda a sociedade que a perda no poder de compra do salário-mínimo, ou seja, a valorização insuficiente, prejudica não só a capacidade de consumo das pessoas, das famílias, mas também prejudica as empresas e dificulta a recuperação econômica”, explica o secretário de Socioeconômicos da Contraf-CUT. “Em outras palavras, valorizar o salário-mínimo contribui para aumentar o que os economistas chamam de demanda agregada, ou seja, a soma de consumo, investimento, gastos do governo e exportações líquidas. É esse processo que faz a economia crescer”, conclui Walcir Previtale. *Com informações da Contraf-CUT

Caixa e representantes dos empregados debatem condições de trabalho

Composto por representantes dos empregados e da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho sobre Condições de Trabalho no banco voltou a se reunir nesta terça-feira (4). O encontro deu continuidade às tratativas em relação aos problemas que afetam o dia a dia dos trabalhadores nas unidades do banco.Os problemas que afetam as empregadas e empregados com deficiência (Pessoas com Deficiência – PCDs) e sobre as formas de estabelecimento e cobrança de metas foram os principais assuntos em pauta. PCDs Dando continuidade aos debates realizados no dia 6 de março, a Caixa apresentou um plano de adequação aos requisitos de acessibilidade e disse que tem uma meta de adequar 10% das agências com necessidade de adaptação ainda em 2023.A representação dos empregados pediu atenção especial para que as mudanças não prejudiquem os demais trabalhadores. “Na semana passada realizamos uma reunião com a Caixa, específica dos empregados que cumprem as funções de caixa, tesouraria e avaliação de penhor. E, por exemplo, a nivelação dos pisos nos espaços destinados aos caixas e as gavetas de numerário, mudanças implementadas pelo banco no novo modelo com acessibilidade, são prejudiciais aos trabalhadores. Precisamos garantir a acessibilidade sem prejudicar os demais trabalhadores. Por isso, antes de fazer mudanças como estas, é preciso ouvir quem vai usar os equipamentos e o mobiliário”, ressaltou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. Os trabalhadores também perguntaram em quantas unidades da Caixa existem PCDs lotadas e quais funções são ocupadas por este grupamento.A redução da jornada de empregados e empregadas que sejam responsáveis por PCDs foi outra reivindicação dos trabalhadores. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal decidiu que servidoras e servidores públicos municipais e estaduais que sejam cuidadores de pessoas com deficiência têm direito à redução de 30% a 50% da jornada de trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho também já vinha tomando decisões com este mesmo entendimento.A Caixa ficou de analisar os pedidos e responder na próxima reunião. Metas Segundo a coordenadora da CEE, a cobrança de metas é o que mais tem causado adoecimento nas empregadas e empregados da Caixa. “Queremos debater sobre a forma como será feita a cobrança e, também, sobre como estas metas serão estabelecidas”, destacou ao lembrar que a presidenta do banco, Rita Serrano, disse que o programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) será revisto. “O que substituirá a GDP?”, questionou. Também foi solicitado pelos trabalhadores um relatório com a quantidade e localidade de empregados afastados e os respectivos códigos de Classificação Internacional de Doenças (CID). “Não queremos nomes de empregados. Queremos apenas saber o que está levando os trabalhadores a se afastarem para tratamentos de saúde, com a intenção de tentar identificar a causa e evitar adoecimentos”, explicou a coordenadora da CEE, acrescentando que os problemas relacionados às metas perpassam diversas diretorias da Caixa, não apenas à vice-presidência de rede e, por isso, devem ser analisados em todas elas. Outra demanda apresentada pelos trabalhadores foi a volta das pesquisas de satisfação dos empregados com o banco.  “Elas ajudam a melhorar a identificação dos problemas que afetam o dia de trabalho na rede e nas unidades administrativas do banco e, consequentemente, a solução dos mesmos”, disse a coordenadora. Vacinação A Caixa informou que vai antecipar a campanha de vacinação deste ano contra a gripe (H1N1). Em 2022, a vacinação começou em maio. Neste ano, começará no dia 17 de abril em diversos estados. Uma segunda leva começa no dia 24 de abril e a última no dia 9 de maio. O banco fará um comunicado aos gestores das unidades com o calendário de vacinação. Segundo o banco, a vacinação será realizada nas próprias unidades e que, por determinação do Ministério Público Federal, não há previsão de reembolso do valor aos empregados que optarem por realizar a vacinação em um local de sua preferência. Os trabalhadores solicitaram que as palestras e eventos sejam realizados em horário que facilitem a participação dos empregados, pois, dependendo do horário, alguns colegas da rede não poderão participar. Contratações Segundo os trabalhadores, há um déficit grande de empregados, principalmente na rede, o que gera sobrecarga e adoecimento. Eles pediram urgência em novas contratações. Os trabalhadores pediram que a próxima reunião do GT de Condições de Trabalho seja realizada ainda neste mês. *Fonte: Contraf-CUT

Funcef dá posse a novo presidente

Ricardo Pontes é o novo presidente da Fundação dos Economiários Federais (Funcef). A posse ocorreu na última quarta-feira (30). Pontes é empregado de carreira da Caixa e assumiu o cargo para um mandato de quatro anos. Antes de ser indicado pela Caixa, ele passou por um processo seletivo. O novo presidente da Fundação é administrador de empresas, pós-graduado em Administração Pública e MBA em gestão empresarial. Durante a cerimônia de posse, Ricardo Pontes elogiou o processo de transição da Funcef, que facilitou aos novos gestores o acesso às principais informações e planos estratégicos da entidade. “Estou em contato com todas as diretorias. A Funcef é sólida e bem estruturada. Vamos atuar de forma firme com o objetivo de buscar soluções conjuntas para os desafios da fundação”, afirmou o novo presidente. Técnico especializado na área da Previdência, Ricardo Pontes ajudou a estruturar a Fundação Piauí Previdência (PiauíPrev) e presidiu o regime próprio de previdência do estado por três anos. “Sabemos dos desafios a serem enfrentados. Desejamos uma gestão com olhar para o participante e eficiência para solucionar os problemas da Fundação. A Fenae se coloca à disposição para contribuir no fortalecimento da Funcef e na ampliação dos direitos dos participantes”, disse o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Sergio Takemoto. Em seu discurso, Takemoto lembrou algumas demandas dos participantes que precisam ser retomadas, como a incorporação do REB ao Novo Plano, que voltou a ser discutida após solicitação da Fenae e outras entidades em defesa dos participantes, mas aguarda definição. A Fenae também defende que a Funcef cobre da Caixa o pagamento do contencioso – passivo trabalhista de responsabilidade da patrocinadora que acaba custeado pelos participantes. Outra reivindicação é a revisão do benefício das Mulheres Pré-79 após decisão do STF.  *Com informações da Apcef/SP

Carf: centrais sindicais apoiam novas regras e repudiam proposta de acordo da OAB

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais de representação dos trabalhadores, além do Instituto de Justiça Fiscal (IJF), divulgaram uma nota em apoio às novas regras para o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) definidas na Medida Provisória 1160, de 12 de janeiro de 2023, e em oposição ao acordo proposto pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7347. No documento, que foi divulgado no final da tarde desta segunda-feira (3), as centrais afirmam que a proposta do CFOAB beneficia apenas os grandes contribuintes com acesso ao Carf, violando o princípio da isonomia, além de impor prejuízo à receita tributária e prejudicar a necessária execução de políticas públicas essenciais como saúde, educação, segurança pública e investimentos em infraestrutura. Para Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da CUT nacional, os empresários brasileiros querem, na verdade, deixar de pagar impostos com a desculpa de que a carga tributária no Brasil é alta e que por isso não conseguem investir e gerar empregos. “Os empresários reclamam, mas nós já vimos que a isenção de impostos não gera emprego. O que gera emprego é investimento público, e para o Estado investir é preciso arrecadar”, disse Juvandia Moreira. Juvandia ponderou que é com o dinheiro dos impostos que se constroem mais escolas, creches, rodovias e casas. “Quando o Estado investe, a população se beneficia e as empresas são contratadas pelo governo para fazer as obras, e assim se geram empregos”, completou a presidenta da Contraf-CUT. Segundo a nota das centrais, o acordo proposto pela organização dos advogados propõe a exclusão definitiva das multas e o cancelamento das representações fiscais para fins penais na hipótese de o julgamento ser decidido favoravelmente à Fazenda Pública pelo voto de qualidade. Além disso, o CFOAB pede que sejam excluídos os juros, caso o contribuinte opte pelo pagamento do débito no prazo de 90 dias (em até 12 parcelas mensais). Para as centrais, isso beneficia os maus contribuintes. “Consideramos que o acordo estimulará o planejamento tributário agressivo e o danoso mercado de teses tributárias abusivas, beneficiando os maus contribuintes, comprometendo a livre concorrência e aumentando a desigualdade social”, diz um trecho da nota. O comunicado ressalta ainda que o acordo “contribuirá para a amplificação da regressividade do sistema, ao cristalizar na legislação condições para as grandes empresas postergarem ou reduzirem o pagamento de tributos devidos. Pode representar também desestímulo ao recolhimento espontâneo de tributos, pondo em risco a realização de receitas públicas.” Democratização do CARF Juvandia Moreira ressalta que, além de apoiar o endurecimento das regras do Carf, é preciso democratizar sua composição. Atualmente, dos 160 conselheiros, metade é de servidores da Receita Federal, a bancada dos trabalhadores tem apenas seis assentos e os demais são ocupados por empresários, quase o mesmo número de auditores fiscais. “Nós queremos a metade das vagas que hoje estão com os empresários, já que a classe trabalhadora é a grande maioria da população. Nós pagamos impostos, aliás nossa carga tributária é até maior do que a dos ricos e super-ricos. Portanto, nós temos que estar presentes no Conselho decidindo se o imposto é devido, porque é por meio da arrecadação tributária que a população pode ter acesso a programas sociais”, concluiu Juvandia. Fonte: Contraf-CUT, com informações da CUT

Teletrabalho: Caixa começará a pagar ajuda de custo a partir de maio

Os valores adicionais para quem realiza trabalho remoto, ou teletrabalho, na Caixa Econômica Federal, começam a ser creditados a partir de maio, segundo informações do banco. Nas questões que envolvem teletrabalho, a Caixa segue as regras estabelecidas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, nas cláusulas 68 a 79. De acordo com a cláusula 71 da CCT, “o banco pagará ao empregado, que estiver em regime de teletrabalho ou trabalho remoto, prestando serviços fora das dependências do banco em mais de 50% (cinquenta por cento) da duração do trabalho mensal, ajuda de custo no valor anual de R$ 1.036,80 (um mil e trinta e seis reais e oitenta centavos), que poderá ser pago de uma só vez ou parcelado em até 12 (doze) vezes, a critério do banco.” Para a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, essa é mais uma conquista da categoria. “Esta é uma conquista da mesa única de negociações com todos os bancos. Não temos um acordo específico de teletrabalho com a Caixa e o banco, em um primeiro momento, não tinha disposição sequer de acatar as definições da mesa única de negociações. Podemos considerar este acordo como uma vitória não apenas dos empregados da Caixa, mas da categoria como um todo”, destacou Fabiana. Também está definido que o valor acima mencionado será corrigido a partir de setembro de 2023 pelo INPC/IBGE acumulado do período de 12 (doze) meses – setembro/2022 a agosto/2023, acrescido do aumento real de 0,5% (zero vírgula cinco por cento). Na última sexta-feira (31), a Caixa Econômica Federal creditou na conta dos empregados elegíveis a diferença da Participação nos Lucros ou Resultados (PLR). Os valores da segunda parcela da PLR correspondem a 70% do total. Mas, para quem paga pensão alimentícia, o percentual pago foi de 50%. O restante foi utilizado para descontos legais (como imposto de renda). A diferença, paga na última sexta, é a sobra destes descontos legais. *Com informações da Contraf-CUT

UNI Mulheres Brasil faz balanço de ações no mês de luta contra violência

Mais do que comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o mês foi marcado por ações contra violência envolvendo as mulheres. Por isso, a UNI Mulheres Brasil organizou um encontro para fazer um balanço desse mês de luta. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e secretária de Atas da Rede UNI Mulheres Brasil, falou sobre as ações realizadas em março: “Ao longo deste mês, as entidades que compõem a Rede UNI Mulheres Brasil promoveram diversas ações, incluindo manifestações nos espaços públicos, fóruns de debate e manifestações nas redes sociais, nas quais chamamos atenção para a luta por igualdade de gênero. Reconhecemos avanços conquistados ao longo da história. Mas, em todo o mundo, sofremos retrocessos nos últimos anos. Isso mostra que a troca de conhecimento e o fortalecimento das nossas pautas precisam continuar.” Perspectivas de avanço A representante da Secretária Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, do Ministério das Mulheres, Ana Paula Cerca, marcou presença no encontro. Ela destacou as medidas lançadas pelo governo Federal, no dia 8 de março, para combater a desigualdade de gênero e que abrangem mercado de trabalho, assistência social e segurança de vítimas de violência. Nos últimos anos, as políticas públicas para mulheres, promovidas pelo Estado Brasileiro foram praticamente apagadas. Um levantamento feito pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) e apresentado no final do ano passado mostra que a última gestão cortou 94% da verba destinada para a proteção das mulheres, nos orçamentos elaborados e enviados ao Congresso, referentes aos anos 2020 a 2023. O plano de ações apresentado agora, no terceiro mandato do governo Lula e sob a coordenação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, abarca os vários tipos de violência que atingem as mulheres, incluindo o econômico.  “Além das questões para segurança da mulher, o governo também apresentou propostas para crédito, por meio de bancos públicos, a juros reduzidos às mulheres empreendedoras e também um projeto de lei que obriga igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função”, lembrou Fernanda Lopes.   O encontro contou ainda com a mediação de Maria Edna Medeiros, coordenadora da Rede, além da participação de Theresa Martimer (presidenta UNI Américas Mulheres), Verônica Mendez (chefa Mundial UNI Igualdade de Oportunidade), Andréa Garcia (secretária de Igualdade de Oportunidade UNI Américas Mulheres), Cristiane do Nascimento e Neiva Ribeiro (vice-presidentas do Comitê de Mulheres da UNI Américas). Conferência Mundial Feminina na Filadélfia O encontro do Comitê Mundial de Mulheres da UNI Global Union, realizado em Madri, na Espanha, nos dias 27 e 28 passados também marcou o mês de março e a luta das mulheres. O evento contou com quase 40 participantes de 19 países, representando todos os setores da UNI, incluindo Fernanda Lopes. “Nesse encontro focamos nas prioridades estratégicas para os próximos quatro anos do Congresso da UNI e na preparação da Conferência Mundial Feminina na Filadélfia, que vai ocorrer em 25 e 26 de agosto de 2023”, destacou Fernanda. Os temas abordados na reunião foram: uma perspectiva de gênero para saúde e segurança; aumentar a participação das mulheres nos sindicatos; ação para acabar com a violência e o assédio contra as mulheres; lutar por trabalho decente, incluindo salário igual para trabalho igual e acesso à aprendizagem ao longo da vida; bem como a capacitação de mulheres jovens no movimento sindical. Segundo Fernanda, nos dois seminários realizados para fechar o mês de luta das mulheres, o entendimento foi que, apesar das diferenças culturais e econômicas, entre regiões e países, as características da violência de gênero são as mesmas. “Infelizmente os problemas das mulheres são muito parecidos ao redor do mundo, por isso precisamos de união nas mesmas pautas e, exatamente por isso, é importante a participação do movimento sindical bancário nesses eventos, para avançarmos na construção de saídas”, afirmou. *Fonte: Contraf-CUT

Bradesco nega reivindicações e fechamento de agências deve continuar

O Bradesco negou todas as reivindicações dos empregados, levadas pela Comissão de Organização dos Empregados (COE), na reunião da última sexta-feira (31). As principais solicitações foram o fim do fechamento de agências e o fim das demissões decorrentes. Segundo a direção do banco, o processo é resultado de estudos e os funcionários estão sendo realocados e reaproveitados. A coordenadora da COE, Magaly Fagundes, lamentou as negativas do banco. “Nós reforçamos a insegurança entre os funcionários quanto ao futuro do banco e a preocupação deles com o emprego. Solicitamos que o banco nos informasse qual a previsão para o fim do fechamento das agências, mas negaram ao dizer que não podem informar. Isso mostra que os fechamentos devem continuar, infelizmente”, afirmou. O Bradesco negou, ainda, outras duas reivindicações dos trabalhadores, que é o auxílio academia, com a justificativa de já oferecer o Lig viva bem e convênios com academias pelo seguro saúde, com descontos que variam de 20% a 50%, e o reajuste do reembolso por quilômetro rodado. Metas – Cláusula 87 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) Nesta reunião, que foi a primeira de 2023, o banco informou que o conceito de metas se baseia no orçamento anual, com revisão mensal, distribuída por região, de acordo com a produtividade de cada região. A instituição afirmou que a meta é 100% mensal. “Ressaltamos que somos contra a meta individual, defendemos que seja semestral e não mensal”, avaliou Magaly. A negociação sobre metas não terminou e uma nova reunião será marcada.  “Precisamos construir um programa que não adoeça o trabalhador”, finalizou Magaly. *Com informações da Contraf-CUT

Novas regras protegem participantes de fundos de pensão

A Diretoria Colegiada da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), entidade pública responsável por gerenciar as operadoras de previdência privada no país, excluiu retirada de patrocínio, transferência de gerenciamento e mudança de índice do rol de procedimentos previstos no licenciamento automático.Segundo Marcel Barros, presidente da Anapar, entidade que representa participantes e assistidos de fundos fechados de pensão, “o licenciamento automático foi criado para agilizar alguns processos. Então, antes dessa decisão recente na Previc, temas que são sensíveis poderiam ser aprovados de forma acelerada, sem o aprofundamento necessário que eles exigem.” Para o presidente da Anapar, haverá mais cuidado na análise de processos “Esta nova decisão da Previc dá mais segurança para os associados, porque, com isso, os processos de uma forma geral serão analisados com mais cuidado, mais cautela, para se evitar danos aos fundos, o que, infelizmente, tem acontecido muito, principalmente nos processos recentes de retirada de patrocínio e de troca de índice”, afirmou. O processo que levou à ampliação do rol de processos previstos no licenciamento automático começou em 2006, com a implementação de modelos pré-aprovados de regulamentos de planos. Em 2014, uma nova instrução normativa da Previc expandiu a ideia original para mais temas. Foi em 2020, durante a pandemia, que a entidade incluiu no licenciamento automático a “retirada vazia” de patrocinador ou instituidor, aumentando o risco de insustentabilidade financeira nos fundos de pensão. Em 2022, o licenciamento automático passou a incluir a alteração do índice de reajuste dos benefícios dos planos.Em nota, a Anapar faz uma análise da situação: “Portanto, o que nasceu como solução, há quase dez anos, transformou-se em um grande problema, pois as possibilidades previstas nas atuais regras de licenciamento automático permitiam que houvesse verdadeira burla à responsabilidade do Estado, no exercício da Lei Complementar 109/2001”, diz a nota da Anapar. Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e participante do Fundo Banespa de Seguridade Social (Banesprev), também avaliou positivamente a medida: “Decisões importantes que impactam trabalhadores, aposentados ou que têm expectativa da aposentadoria, têm que ser vistas com cuidado, sob o olhar técnico, da legislação. Não era possível que fossem tomadas decisões automáticas, como estava acontecendo. Então, nós, participantes de fundos de pensão, parabenizamos esta decisão tomada pela Previc”. *Fonte: Contraf-CUT

Bradesco: COE cobra o fim do fechamento de agências e das demissões

Em reunião na manhã desta sexta-feira (31), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco vai cobrar o fim do fechamento das agências e das demissões do banco. Segundo a COE, o quadro de funcionários nas agências já é extremamente enxuto e as demissões comprometem o atendimento aos clientes. A coordenadora da COE e secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Magaly Fagundes, falou sobre a situação dos funcionários: “Nossa maior preocupação é sempre com a manutenção do emprego, pois ainda que o banco garanta que os funcionários de agências encerradas estão sendo reaproveitados, vemos que muitas agências estão sendo transformadas em unidades de negócios e, logo em seguida, fechadas. Na ponta desse processo, o que temos é demissão. E isso não pode ser admitido! Precisamos de um programa para requalificação e realocação desses funcionários, como forma de garantia de seus empregos.” O encontro também será marcado pelo cumprimento da cláusula 87 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), negociada na Campanha Nacional de 2022, que prevê o debate sobre as formas de acompanhamento na primeira reunião de 2023, entre as comissões de trabalhadores e os bancos. *Com informações da Contraf-CUT