Curso aborda aspectos jurídicos relacionados à saúde dos bancários

Organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o Curso de Vigilância e Atenção à Saúde do Trabalhador apresentou seu segundo módulo na última quarta-feira (19), de forma virtual. O eixo central foi a aula da advogada Leonor Poço, assessora jurídica do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que se concentrou nos aspectos jurídicos relacionados à saúde e condições de trabalho na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária, nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT), nas Normas Regulamentadoras (NRs) e nas Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, avaliou que o conteúdo apresentado forneceu suporte técnico e político para a ação sindical nos ambientes de trabalho. “Isso torna-se ainda mais relevante neste momento em que vemos o aumento do número de adoecimentos relacionados ao trabalho, principalmente adoecimento psíquico”, afirmou Salles. Para Rafael Zanon, secretário de Formação da Contraf-CUT, “a grande participação de dirigentes mostra a importância do curso, que tem sido fundamental para sistematizar o conhecimento e aprimorar as ferramentas para as entidades sindicais atuarem no setor e aprofundar a luta em defesa da saúde do trabalhador”. O curso visa o aprimoramento da formação de dirigentes sindicais da categoria nos temas de saúde ocupacional e seus desdobramentos. Módulo 1 O curso teve início em 28 de junho, em modo presencial, no auditório da Contraf-CUT, em São Paulo. A médica e pesquisadora da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, Maria Maeno, conduziu as reflexões sobre vigilância em saúde do trabalhador. No dia seguinte, a segunda aula promoveu reflexão sobre os desafios enfrentados pelos trabalhadores no ambiente bancário e a importância da saúde física e mental nesse contexto. O encontro ficou a cargo do psicólogo André Guerra, doutor e mestre em Psicologia Social e Institucional. As próximas etapas acontecem dia 23 de agosto, com o módulo “Organizando a ação” (online), e nos dias 19 e 20 de outubro, para as duas últimas aulas (presenciais), com os temas “Vigilância em Ação” e “Acolhimento dos Trabalhadores”. *Fonte: Contraf-CUT

Funcef: propostas sobre equacionamento devem ser encaminhadas ao CNPC em agosto

Três propostas devem ser encaminhadas ao Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC) em agosto. São elas: suspensão temporária das contribuições extraordinárias, adiamento do equacionamento dos déficits referentes a 2021 e 2022 e a paralisação dos protocolos de retirada de patrocínio por 90 dias. As três questões foram discutidas na subcomissão do GT que trata dos temas no último dia 14 de julho. O Grupo ainda vai revisar a minuta com as propostas antes de enviar ao órgão.   Sobre a suspensão das contribuições extraordinárias, as Entidades Fechadas de Previdência Complementar poderão suspender até metade do recolhimento mensal pagos pelos participantes e patrocinadores. A adesão não é obrigatória e os planos de benefício devem ter solvência e liquidez. Em relação ao adiamento do equacionamento 2021 e 2022, os fundos de pensão devem elaborar e aprovar o plano para equacionar os déficits até o final de 2024. Já na proposta da suspensão dos protocolos de retirada de patrocínio por 90 dias objetivo é “ganhar tempo” enquanto as regras das EFPCs são revisadas pelo GT, segundo avaliação da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). A próxima reunião da subcomissão será dia 27 de julho. No dia seguinte acontece o encontro ordinário do GT. *Fonte: Fenae

Em reunião com CEE, Caixa apresenta ‘Minha Trajetória’

A Caixa Econômica Federal apresentou o novo programa de gestão de pessoas, o “Minha Trajetória”, durante reunião com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE). O programa será implementado a partir de 1º de agosto. O banco garantiu que será uma virada de página para corrigir os rumos que estavam estabelecidos na gestão de pessoas e que o objetivo é sanar problemas e orientar o desenvolvimento profissional dos empregados. A representação dos trabalhadores protestou pela falta de negociação antes da implementação. Segundo a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, conversas prévias são importantes, mas não basta a Caixa apresentar as decisões antecipadamente. A mesa não é para ser ouvinte e sim de negociação. “A mesa permanente é uma conquista dos empregados. É preciso que haja negociações efetivas sobre todos os temas, e retornos. Temos várias pendências como o teletrabalho, com prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filhos ou criança de até seis anos de idade sob sua guarda judicial, e a questão principal das metas e o assédio no trabalho que, durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2022, os bancos assumiram o compromisso de discutir”, ressaltou Fabiana. Precipitação Para a coordenadora, apesar de apresentar avanços em relação ao antigo programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), a implementação do “Minha Trajetória” na data estipulada é precipitada. “Existem pontos a serem aprimorados para garantir que seja uma ferramenta transparente e de desenvolvimento do empregado e não de assédio e cobrança abusiva de metas”, disse Fabiana. Segundo a representação dos empregados, alguns pontos não ficaram claros na apresentação feita pelo banco. Entre eles, se haverá penalidades para quem não cumprir os objetivos estabelecidos. “Quais os desdobramentos? Por exemplo, pela GDP, o empregado não poderia participar de Processos de Seleção Internas. Como será com esta nova ferramenta? Haverá algum desdobramento?, questionou a coordenadora da CEE. Fabiana lembrou ainda que, no início, o GDP definia objetivos para se chegar ao resultado, mas nos últimos ciclos virou uma ferramenta de individualização das metas da agência para cada empregado. “A primeira cartilha do GDP proibia vincular objetivos à meta, porque usava a nota do Conquiste da agência na composição da nota final. Depois que instituíram um objetivo obrigatório vinculado ao Time de Vendas, degringolou”, recordou a coordenadora da CEE. Transparência De acordo com o banco, a nova ferramenta dará mais transparência às avaliações. O próprio empregado poderá registrar seus objetivos, que serão posteriormente validados e poderão ser alterados pelo gestor. Além disso, o gestor fará uma avaliação parcial, que poderá ser vista pelo empregado, para que o mesmo busque a melhoria, ou apresente provas que mostrem que entregou os resultados definidos, ou questões que impediram tal entrega, como problemas no sistema. Entretanto, não existe campo para o empregado poder fazer anotações da sua entrega. Desenrola Ao final da reunião, a representação dos trabalhadores questionou o banco sobre a abertura das agências uma hora mais cedo na sexta-feira para atender clientes endividados (Programa Desenrola) e cobrou que haja dotação de recursos para o pagamento de horas-extras. A Caixa confirmou a informação e se comprometeu a pagar as horas-extras. *Fonte: Contraf-CUT

Acordo entre bancos públicos federais poderá estruturar parcerias e melhorar atendimento

Rita Serrano, presidenta da Caixa Econômica Federal, assinou um protocolo de intenções com os bancos públicos federais – Banco do Brasil, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia, na tarde da última quarta-feira (19). O documento cria um grupo de trabalho para estudar e estruturar parceria entre as instituições, com o objetivo de compartilhar e ampliar a capilaridade de serviços em suas unidades físicas. A assinatura aconteceu na tarde da última quarta-feira (19). Para Rita Serrano, o protocolo pode representar a ampliação da rede de atendimento e do acesso aos serviços bancários. “A união entre as instituições abre um leque de oportunidades, aproveitando os serviços e a capilaridade dos bancos. Com isso, vamos otimizar serviços, gerar economia e melhorar o atendimento”, afirmou Rita. No Brasil, distribuídas nos 5.568 municípios, existem 9.200 agências de bancos públicos federais e 13 mil lotéricas que poderão compartilhar serviços. Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil, afirmou que um problema latente nos municípios é justamente a falta de redes de atendimento. ”Uma iniciativa para estudar como a gente compartilha melhor e se faz presente onde a população mais precisa é totalmente necessária,” ressaltou Tarciana. O protocolo deve buscar também a criação de soluções tecnológicas inovadoras, como melhorias nos sistemas de autenticações com biometria e logins compartilhados. O Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, Dario Dorigan, entende que a facilitação da bancarização é desejo do Governo Federal. “O interesse do Governo é fazer com que o Brasil se desenvolva com mais justiça social e isso perpassa pela democratização do acesso a serviços bancários, acesso a crédito”, afirmou.  A ampliação da sinergia entre os bancos públicos pode contribuir para o fortalecimento do mercado financeiro nacional, além de fomentar o crescimento econômico. Há a expectativa de que o protocolo possa garantir a adoção de práticas conjuntas de sustentabilidade e responsabilidade social que permitirá que os bancos contribuam de forma mais significativa para o desenvolvimento sustentável e o bem-estar da população.  Fonte: APCEF – RJ

Em reunião, empregados da Caixa reivindicam negociações efetivas

Durante reunião do GT de Condições de Trabalho, a representação dos empregados da Caixa Econômica Federal cobrou maior celeridade e soluções efetivas do banco. A reunião aconteceu na última terça-feira (18). “Esta é a quarta reunião deste grupo de trabalho. Tivemos avanços em alguns temas, mas os casos prioritários, como a situação da saúde psíquica dos empregados, continuam sem sequer serem tratados nas reuniões”, observou a coordenadora do GT e da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. A coordenadora ressaltou que os representantes sindicais são cobrados em suas bases. “Os trabalhadores querem que sejam dadas soluções para o fim das cobranças abusivas pelo cumprimento de metas, que os levam ao adoecimento”, disse. Fabiana lembrou que a cobrança por números de casos de empregados afastados para o tratamento doenças psíquicas, com o objetivo de acabar com a origem destes problemas, foi o que gerou a criação do GT.  “Mas a Caixa não trata deste tema. Esta fuga da discussão e o não fornecimento de informações faz parecer que o número é assustador e, por isso, a Caixa não quer tratar do assunto”, completou a coordenadora. Gestão pelo medo A afirmação do banco de que a gestão pelo medo acabou na Caixa também foi questionada pela representação dos empregados durante a reunião. “O banco alardeia que a gestão pelo medo na Caixa acabou. Este pode ser um desejo da nova gestão, mas, efetivamente, não é verdade. Temos avanços sim, mas não o suficiente para acabar com as cobranças abusivas de metas”, disse a coordenadora da CEE. Mesa de negociações Apesar de reforçar a importância dos GTs sobre temas específicos, Fabiana lembrou que existem muitos outros que precisam ser tratados na mesa de negociações entre o banco e a comissão de representação dos empregados. “Existem temas que devem ser tratados em mesa de negociações. E, mesmo em casos específicos, quando o debate não andar nos GTs, também queremos tratar sobre eles em mesa de negociações e, se for necessário, buscarmos a solução em outras instâncias. O que não pode é o empregado ficar sofrendo e o banco não nos apresentar nenhuma solução, nem informações que nos permitam ajudar a encontrá-la”, disse, ressaltando que é preciso debater o plano de funções gratificadas (PFG) e os desdobramentos de encarreiramento na mesa de negociações, assim como o teletrabalho e a Funcef (Fundação dos Economiários Federais – o plano de previdência dos empregados Caixa). Entre as cobranças feitas durante a reunião estão a contratação de mais empregados para sanar o problema de sobrecarga; atas das reuniões do GT; Universidade Caixa precisa chegar realmente às unidades e ser acessível, com tempo disponível para estudo durante o expediente e cursos presenciais; solução para problemas de sistemas e equipamentos obsoletos; calendário para mesas de negociações; negociação sobre o Saúde Caixa; e retirada do “Fique bem” do “Conquiste”. Informações e cobranças A Caixa apresentou informações sobre o acesso remoto ao sistema interno, sobre a “trilha de saúde” e sobre Pessoas com Deficiência (PCDs) empregadas pelo banco, que atingiu os 5% obrigatórios por lei. Segundo o banco, dos 86.473 empregados, 5,01% (4.329) são PCDs. “Nossa atuação foi fundamental para que o banco cumprisse a meta de 5% de empregados PCDs. Também tivemos importantes avanços no acesso remoto para empregados e até dirigentes sindicais. Mas, mesmo nestes avanços ainda restam questões a serem resolvidas”, disse Fabiana. Segundo a representação dos empregados, muitas vezes, mudanças no sistema não funcionam devido à qualidade dos equipamentos, que travam e há queda do sistema; gestores dividem metade da atuação do teletrabalho em home office e a outra presencial, para evitar o pagamento do adicional estipulado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria; a falta de prioridade para PCDs e pais de PCDs e crianças com até seis anos de idade para o teletrabalho, conforme definido no artigo 75-F da CLT, bem como a não redução da jornada para este grupo. *Fonte: Contraf-CUT

Segundo estudo, problemas de saúde mental crescem como fator de desligamento entre bancários

De acordo com estimativas da OIT/OMS, as doenças relacionadas ao trabalho foram responsáveis por quase 2 milhões de mortes por ano, no mundo inteiro, entre 2000 e 2016, provocadas principalmente por doenças respiratórias e cardiovasculares. As informações fazem parte da reportagem publicada pela Rede Brasil Atual e assinada por Vivian Machado, técnica do Dieese, na Subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),. Segundo o estudo, jornadas menores de trabalho podem reduzir número de mortes, melhorando o equilíbrio entre suas vidas pessoal e profissional, com redução do estresse e de algumas síndromes ocupacionais, como a Síndrome de Burnout. É preciso ter mais tempo disponível para outras atividades, como lazer e descanso, e tempo para cuidar da saúde física e mental. No setor bancário, devido ao número crescente de afastamentos por doenças ocupacionais, representantes da categoria iniciaram, em 2022, uma discussão com os bancos sobre a possibilidade de redução de jornada para esses trabalhadores já adoecidos pelas condições de trabalho. A íntegra desse estudo compõe a 26ª Carta de Conjuntura da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), disponível em: www.uscs.edu.br/noticias/cartasconjuscs. Com os investimentos em tecnologia e o acelerado processo de digitalização das transações, os postos bancários no país diminuem significativamente desde 2013, assim como o número de agências bancárias. A pressão sofrida pelos trabalhadores que permanecem no setor faz adoecer física e mentalmente muitos deles, levando-os a se afastarem do trabalho. Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, 1,7 vez acima do crescimento dos afastamentos em geral registrados no país (de 15,4% no período). Até 2012, as doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo eram a principal causa de afastamento de bancários, correspondendo a mais de um quarto dos benefícios concedidos pelo INSS no período. Porém, desde 2013, os transtornos mentais e comportamentais tornaram-se a principal causa dos afastamentos na categoria. Um quadro que se agrava ano após ano, chegando a 40% dos benefícios por incapacidade temporária  previdenciários e a 57% dos benefícios por incapacidade temporária acidentários, em 2022. No país, em relação ao total dos afastamentos acidentários por doenças mentais e comportamentais, os afastamentos de bancários correspondiam a 12% do total em 2012 e a 25%, em 2022. Pandemia O relatório da OIT/OMS ressalta que a carga de doenças relacionadas ao trabalho, muito provavelmente, seja substancialmente maior, tendo em vista que, futuramente, deva ser quantificada a perda de saúde relacionada a diversos outros fatores de risco ocupacionais, como as sequelas deixadas pela Covid-19.  Durante a pandemia, observou-se crescimento do fechamento de postos de trabalho de bancários por morte, que cresceu 73% em 2021, chegando a 575 desligamentos, em grande parte, por conta de síndromes respiratórias ou Covid-19, muito provavelmente. Após a pandemia, observou-se um novo fenômeno no mercado de trabalho, com um crescente número de desligamentos a pedido, ainda que a situação econômica do país ou mesmo do mercado de trabalho não fosse das melhores, com elevados índices de inflação, desemprego e subocupação. O percentual de desligamentos a pedido no total de desligamentos na categoria bancária foi ainda mais significativo, superando a média nacional nos últimos anos, chegando a quase metade dos desligamentos em 2022 (43,4% do total), enquanto no país o percentual dos desligamentos a pedido foi de 33,4%. Segundo a reportagem, todos esses dados demonstram que há problemas sérios na cultura organizacional dos bancos. Uma gestão cada vez mais competitiva que adoece muitos trabalhadores. Um setor que deveria atender aos interesses da população, mas fecha agências e postos de trabalho, “empurrando” seu público para o atendimento digital. *Fonte: Rede Brasil Atual

Consulta Nacional deve ser feita até 2 de agosto

Bancárias e bancários devem participar da Consulta Nacional 2023 até o dia 2 de agosto. O levantamento, feito anualmente, é utilizado para o diagnóstico das condições de trabalho e para saber a opinião da categoria sobre questões nacionais relevantes e seus anseios. Podem participar todas e todos os profissionais do setor, sindicalizados ou não, pelo link https://consulta-bancarios.votabem.com.br/. A pesquisa é organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), com apoio das federações e sindicatos filiados, e pelo Comando Nacional dos Bancários. Nos anos de negociação salarial com os bancos, o questionário também é utilizado para a definição da pauta de reivindicações. A consulta deste ano se concentra em questões de saúde da categoria e a relação dos trabalhadores com suas entidades sindicais, além de temas nacionais. Vale lembrar que não há campanha este ano, já que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) de 2022 tem validade de dois anos. As perguntas são sobre a reforma tributária; a necessidade de queda das taxas de juros; a independência do Banco Central; a Lei 1.085/23, sobre igualdade salarial entre homens e mulheres; e a regulamentação da internet, com o objetivo de se evitar a propagação de mentiras e a incitação ao ódio por meios digitais. Segundo a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, a consulta é fundamental para identificar como as bancárias e bancários pensam, quais problemas enfrentam no ambiente de trabalho e quais são os seus anseios. “Essa é uma ferramenta muito eficaz de relação das entidades sindicais com a categoria bancária, que está presente em praticamente todas as localidades do país e é fundamental tanto para as pessoas quanto para a economia do país”, afirmou a presidenta. Juvandia, que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), lembra que a Consulta do ano passado foi fundamental para a negociação com os bancos, na Campanha Nacional. “Tivemos mais de 35 mil formulários respondidos, o que é um resultado formidável. O Comando Nacional dos Bancários, com a Consulta em mãos, foi com muita força para a negociação da nova CCT, pois os dados mostravam quais eram as reais necessidades da categoria”, afirmou. Força na negociação Em 2022, os bancários indicaram como prioridade nas negociações, o aumento real, manutenção do emprego e dos direitos adquiridos, combate ao assédio moral, condições de saúde no trabalho, igualdade de oportunidades e definições para o teletrabalho. Juvandia observou que, “em toda essa pauta, a negociação obteve êxito, inclusive com a formulação de um capítulo específico para o teletrabalho, modalidade decisiva para a categoria, com cláusulas que garantem condições econômicas, profissionais e de saúde em patamares muito superiores à legislação sobre o assunto”. Os dados compilados da Consulta Nacional serão apresentados na 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá de 4 a 6 de agosto, em São Paulo. Fonte: Contraf-CUT

Acusado de fraude trabalhista, Santander é condenado pela Justiça

A prática de terceirizar para fugir das responsabilidades trabalhistas e reduzir direitos resultou em condenação para o Santander. O banco foi condenado por contratar um bancário por meio de uma empresa do mesmo grupo econômico. Contratado pelo Santander em 2018, o trabalhador foi transferido para a SX Tools em 2022, uma das empresas criadas pelo conglomerado para terceirizar os empregados.  Mesmo com a transferência, o trabalhador continuou com as mesmas atividades profissionais, dentro do mesmo quadro hierárquico. A Justiça reconheceu a fraude e determinou o enquadramento do trabalhador na categoria bancária, garantindo os direitos estabelecidos pela CCT (Convenção Coletiva de Trabalho), além da representação sindical. A sentença também estabelece o pagamento de horas extras.  Com a decisão, o trabalhador foi considerado como pertencente à categoria bancária, tendo garantido todos os direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, tendo ainda o direito à mesma representação sindical dos demais bancários. A terceirização, liberada pela reforma trabalhista, em 2017, tem sido muito utilizada por grandes empresas, na tentativa de cortar direitos. A prática é combatida pelo movimento sindical. A ação judicial foi movida pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de São Paulo, Osasco e Região. O bancário procurou o sindicato, que ingressou na Justiça para buscar o reconhecimento da responsabilidade solidária entre o Santander e a SX Tools, e o seu enquadramento na categoria dos bancários. A decisão cabe recurso.

Representantes da Contraf e da CUT debatem políticas para mulheres com Ministério da Mulher

Representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) se reuniram em Brasília com o Ministério da Mulher, na manhã desta segunda-feira (17). Na pauta do encontro, equidade de gênero, igualdade de oportunidade e combate à violência contra a mulher. A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da CUT Nacional, Juvandia Moreira, falou sobre o encontro. “Nós temos histórico de luta nas pautas relativas à diversidade e igualdade de gênero. Ao longo de décadas, conquistamos direitos para a categoria, como a licença-paternidade de 20 dias, a inclusão dos temas de igualdade de oportunidade, combate ao assédio moral e assédio sexual nas mesas de negociação com os bancos, além da criação de programas de prevenção à prática de violência doméstica e familiar dentro das empresas”, explicou. Juvandia ressaltou a importância do Censo da Diversidade, realizado periodicamente, desde 2008, pela categoria, que comprova a realidade de discriminação salarial por raça e gênero, enfrentada pelas mulheres no setor financeiro. “Outro estudo que encomendamos ao Dieese, divulgado neste ano [em março], mostra que no mercado de trabalho as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária, a desigualdade é um pouco mais aprofundada: a remuneração das mulheres é 22,2% menor que a média dos colegas homens. Além disso, verificamos que a remuneração da mulher negra bancária é, em média, 40,6% inferior à remuneração do homem bancário branco”, destacou. Convenção 190 e igualdade salarial A secretária da Mulher da Contraf-CUT, Fernanda Lopes, explicou que durante o encontro, o grupo ressaltou a participação do movimento sindical bancário na mobilização pela implementação da lei de igualdade salarial, de iniciativa do governo federal e recentemente sancionada pelo presidente Lula, após aprovação no Congresso. “Historicamente, os sindicatos sempre tiveram um importante papel fiscalizador em relação ao cumprimento das leis trabalhistas, e não será diferente em relação ao projeto de lei (PL) 1085/23, que garante o pagamento de salários iguais para homens e mulheres que exercem a mesma função”, pontuou. Violência doméstica Durante o encontro, as bancárias também apresentaram ao Ministério da Mulher os resultados do projeto “Basta! Não irão nos calar”, de assessoria jurídica para mulheres em situação de violência doméstica e familiar, que nasceu em 2019 e hoje é realizado por 12 sindicatos, espalhados nas cinco macrorregiões do país. Participaram também do encontro a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT Nacional, Juneia Batista, a secretária Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério da Mulher, Rosane da Silva, e a secretaria-executiva da pasta, Maria Helena Guarezi. *Fonte: Contraf-CUT

BNDES: concurso deverá preencher 94 vagas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai fazer um concurso público para preencher, inicialmente, 94 vagas de níveis médio e superior, com foco em diversidade e inclusão.  O edital deve ser publicado no início de 2024. As vagas ainda estão sendo mapeadas pela Área de Recursos Humanos e  ainda não existe definição sobre a instituição que irá organizar o concurso. As formações a serem contempladas também estão sendo definidas pela área de Recursos Humanos. Deverão ser reservadas 30% das vagas para candidatos negros, percentual que ultrapassa em 10% o previsto na Lei nº 12.990/2014, que trata da reserva de vagas para cotas raciais nas seleções para preenchimento de cargos efetivos e empregos públicos no âmbito da administração pública federal, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista controladas pela União. Também haverá reserva de vagas para pessoas com deficiência (PCDs), já presente nos concursos do BNDES há mais de dez anos. Para este grupo, serão reservadas um mínimo de 10% das vagas, 5% a mais do que determina a Lei nº 8.745/1993 que trata da reserva de cotas para PCDs. *Fonte: O Globo