Contraf-CUT cobra resposta do BB sobre reestruturação

Em nova reunião mediada pelo MPT, trabalhadores exigem suspensão dos descomissionamentos dos caixas enquanto perdurarem as negociações, além de informações sobre número de funcionários afetados e de agências a serem fechadas em nova reestruturação do Banco do Brasil A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou, nesta segunda-feira (8), mais uma reunião com o Banco do Brasil, Mediada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) para exigir a suspensão do descomissionamento de caixas e informações sobre o novo processo de reestruturação do Banco do Brasil. Mais uma vez, o banco não apresentou nenhuma informação, nem se comprometeu com a suspensão do processo. “Estamos em um processo de negociação com a mediação do MPT. Amanhã tem nova reunião. Queremos que o banco suspenda os procedimentos enquanto estivermos negociando. Mas, o banco se nega a negociar”, informou o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga. “Os funcionários já aprovaram, em assembleias realizadas em todo o Brasil, um dia de paralisação e o Estado de Greve. Essa reunião com mediação do MPT é importante para que fique claro que queremos negociar, mas o banco se negou”, destacou. Na quarta-feira (3), já houve uma reunião entre as partes mediada pelo MPT e na sexta-feira (5) os funcionários aprovaram, em assembleias com votação eletrônica pela internet, uma paralisação de 24 no dia 10 de fevereiro e a decretação do Estado de Greve. “A reestruturação prevista para ter início da quarta-feira vai afetar a vida de milhares de pessoas. Mesmo assim, dois dias antes, o banco se nega a passar informações sobre o processo. Querem pegar os trabalhadores de surpresa. Como estes vão se virar, de um dia para o outro”, criticou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga. Continuidade das negociações Os representantes do banco pediram a suspensão da audiência, pois a proposta da Contraf-CUT de suspensão dos descomissionamentos de caixa, previstos para começar no dia 10/2, quarta-feira, demanda análise pela direção do banco. A reunião com a mediação do MPT será retomada nesta terça-feira (9) para se tentar buscar uma solução. “O banco põe empecilhos. A Contraf-CUT representa aproximadamente 95% dos bancários do país. Mas o banco insiste que a negociação contemple uma confederação e três sindicatos independentes sobre os quais a Contraf-CUT não tem qualquer ingerência. Não temos como garantir que as demais representações façam parte da negociação que contemple também uma outra confederação e outros três sindicatos não filiados”, destacou Tabatinga. Fonte: Contraf-CUT

Bradesco atende pedido da Contraf-CUT e paga PLR na 6ª feira

Antecipação e direito ao recebimento é resultado da mobilização e luta do movimento sindical O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informou na tarde desta segunda-feira,08, que o Banco Bradesco, atendendo a solicitação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e das entidades sindicais, vai antecipar o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para a próxima sexta-feira (12). A PLR poderia ser quitada até março. Porém, como em anos anteriores, a Contraf-CUT fez o pedido para que o pagamento fosse antes do Carnaval e foi atendida. Vale ressaltar que mesmo em período de pandemia, quando o recomendado é permanecer em casa em sistema de distanciamento social, a antecipação ajuda muitos bancários a resolverem questões de ordem  financeiras.  A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, destacou que a PLR é mais um dos direitos conquistados pelo movimento sindical depois de muitos anos de luta. “É resultado da mobilização da categoria e dos sindicatos na busca por seus direitos. É a prova de que, quando nos unimos, somos fortes”, afirmou. Ela ainda acrescentou: “Na atual conjuntura, temos que ter a história de nossas conquistas como exemplo. É momento de nos unirmos para lutar pela manutenção de nossos direitos e continuar nosso histórico de conquistas”. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense

Nesta terça-feira, dia, 09, tem assembleia virtual do Santander

  O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza nesta terça-feira, 02, assembléia extraordinária do Santander para deliberar sobre o AAT (Acordo Aditivo de Trabalho) dos profissionais. A reunião acontecerá de 9 às 20 horas, de forma remota/virtual pelo site da entidade sindical: bancariosulfluminense.com.br    Confira a minuta do AAT: Firmam o presente ACORDO COLETIVO DE TRABALHO – ADITIVO de um lado, o BANCO SANTANDER (BRASIL) S.A., inscrito no CNPJ sob o nº 90.400.888/0001-42, com endereço na Avenida Juscelino Kubitschek, 2041 e 2235 – Bloco A, bairro Vila Olímpia, São Paulo/SP, CEP 04543-011, doravante denominado EMPRESA, neste ato representado por Fabiana Silva Ribeiro, inscrita no CPF sob nº 272.179.638-00 e por Fernanda Bosco Manduca, inscrita no CPF sob nº 368.566.438-70 e, de outro lado, seus EMPREGADOS, devidamente representados pela CONTRAF – CONFEDERACAO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO: FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO DO NORDESTE: Sindicato dos Bancários e Financiários de Alagoas (AL); Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campina Grande e Região (PB), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado do Ceará (Fortaleza), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Cariri (CE), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários no Estado do Piauí (PI), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado da Paraíba (João Pessoa), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Crédito no Estado de Pernambuco (PE). FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DE SÃO PAULO: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Araraquara, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Assis, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro de Barretos e Região, Sindicato dos Empregados Estabelecimentos Bancários de Bragança Paulista, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro de Catanduva e Região, Sindicato Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários de Guarulhos e Região, Sindicato dos Empregados Em Estabelecimentos Bancários de Jundiaí e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financeiros de Limeira, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro de Mogi das Cruzes, Suzano, Poá, Biritiba Mirim e Salesópolis, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários de Presidente Prudente, Sindicato dos Trabalhadores em Empresas do Ramo Financeiro do Grande ABC, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Paulo, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Taubaté e Região e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e Financiários do Vale do Ribeira. FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS EM INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DO RIO GRANDE DO SUL: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Alegrete e Região, Sindicato dos Bancários de Bagé e Região, Sindicato dos Empregados Estabelecimento Bancários de Camaquã, Sindicato dos Empregados Estabelecimentos Bancários de Carazinho, Sindicatos dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Caxias do Sul, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Cruz Alta, Sindicato dos Empregados Em Estabelecimentos Bancários de Frederico Westphalen, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Guaporé, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Horizontina, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ijuí, Sindicato dos Bancários do Litoral Norte, Sindicato dos Bancários e Financiários de Novo Hamburgo e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Passo Fundo, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Pelotas, Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Rio Grande, Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santa Maria e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santa Rosa, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santo Ângelo, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de São Borja, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Sant’ Ana do Livramento, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Santiago, Sindicato dos Bancários e Financiários do Vale do Cai, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Vale Paranhana, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Vacaria, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Bento Gonçalves, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Erechim, Sindicato dos Trabalhadores em Instituições Financeiras de Lajeado, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Nova Prata e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários São Gabriel e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários em São Leopoldo.FEDERAÇAO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO CENTRO NORTE – FETEC-CUT/CN: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Acre, Sindicatos dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Barra do Garças e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários e do Ramo Financeiro no Estado de Mato Grosso (Cuiabá), Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Campo Grande e Região (MS), Sindicato dos Bancários de Dourados e Região (MS), SINTRAF-RIDE, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Pará, Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Amapá, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Rondonópolis, Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Rondônia e Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado de Roraima. FEDERAÇAO DOS TRABALHADORES EM EMPRESAS DE CRÉDITO DO CENTRO NORTE – FETEC-CUT/CN. FEDERAÇÃO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DOS ESTADOS DA BAHIA E SERGIPE: Sindicato dos Bancários da Bahia, Sindicato dos Bancários e Financiarios de Camaçari, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Feira de Santana, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Ilhéus, Sindicato dos Bancários de Itabuna e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Oeste da Bahia, Sindicato dos Bancários de Irecê e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Jacobina e Região, Sindicato dos Bancários de Jequié e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Juazeiro e Região, Sindicatos dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Vitória da Conquista e Região, Sindicato dos Bancários e Trabalhadores no Sistema Financeiro do Extremo Sul da Bahia (BA) e Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários no Estado de Sergipe. FEDERACAO DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO DE MINAS GERAIS – FETRAFI-MG/CUT: Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Belo Horizonte e Região, Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Cataguases, Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Divinópolis e Região, Sindicatos dos Empregados Em Estabelecimentos Bancários de Ipatinga, Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Zona

Bancários conquistam reajuste no Programa Bolsa Auxílio Educação do Itaú

Banco anunciou ainda a criação de uma plataforma digital com diversos cursos, vídeos, palestras e fóruns abertos para todos os funcionários, dependentes e dirigentes sindicais Os bancários do Itaú conquistaram reajuste no Programa Bolsa Auxílio Educação para 2021. O acordo foi firmado na reunião desta quinta-feira (28), realizada por videoconferência, entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e a direção do banco. Serão 5.500 bolsas de estudo, no valor de R$450, um reajuste de aproximadamente 10%, na comparação com o valor do ano passado. Para 2022, o reajuste do programa será o mesmo da categoria para os salários, ou seja, a reposição do INPC, mais 0,5%. A estimativa é o valor seja de aproximadamente R$480. O banco Itaú anunciou ainda a permissão de acessos à plataforma digital com uma diversidade de cursos, vídeos, palestras e fóruns abertos para todos os funcionários, dependentes, trabalhadores desligados e dirigentes sindicais. “É importante ressaltar que a concessão dessas bolsas de estudo é uma conquista dos trabalhadores, desde 2009, e estão previstas no acordo aditivo de trabalho (ACT). Elas são fruto de reivindicações e negociações da categoria. Ou seja, é mais um exemplo de que os trabalhadores organizados conseguem avanços”, lembrou Jair Alves, coordenador da COE do Itaú. As inscrições para o Programa Bolsa Auxílio Educação 2021 para a primeira e a segunda graduação e para a primeira pós graduação já estão abertas desde dezembro de 2020. Para realizar a inscrição, os interessados devem acessar o IU Conecta pela rota: Para mim> Benefícios> Bolsa Auxilio Educação> Inscrição no ranking. As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de janeiro de 2021. Fonte: Contraf-CUT

Funcionários do Santander negociam adiamento da compensação de horas negativas

Proposta de Acordo Aditivo será submetida a análise e aprovação, por meio de assembleias virtuais A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander negociou nesta quinta-feira (28) o adiamento do início da compensação das horas negativas, inicialmente previsto para janeiro. O novo prazo, inicialmente indicado para março, está condicionado a análise futura das condições da pandemia de coronavírus, com a possibilidade de nova prorrogação. A proposta para um Acordo Aditivo com o adiamento da compensação será submetida a análise e aprovação dos bancários do Santander, por meio de assembleias virtuais, nos próximos dias. A proposta amplia o período para a compensação de 12 para 18 meses, sendo vetado desconto em folha de pagamento até encerrado este prazo. Em caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria, também é vetado o desconto das horas não compensadas. Acordo “Esse acordo traz um pouco de tranquilidade para os trabalhadores que têm banco de horas negativas, uma vez que o acordo anterior previa o início da compensação agora em janeiro. Como a pandemia aumentou, o acordo vai postergar esse início, além de ampliar o prazo para compensação”, avaliou Mario Raia, secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na COE. Em setembro do ano passado, a COE negociou com a direção do banco o acordo de banco de horas negativas. Na ocasião, foi previsto o início da compensação em janeiro. “Porém, com a continuidade e o agravamento da pandemia, não é seguro o retorno dos bancários ao trabalho presencial e o aumento de jornadas para compensação de horas negativas. Entendemos que o grande avanço que conquistamos nas negociações, que resultaram nesta proposta de acordo, é o compromisso do Santander de não convocar os bancários para imediata compensação de horas. Essa flexibilização, diante do atual cenário da pandemia, é fundamental para preservar a saúde e a vida dos trabalhadores, sobretudo daqueles incluídos no grupo de risco. Entretanto, seguindo a tradição democrática do Sindicato e demais entidades representativas, a decisão final sobre o acordo cabe aos bancários”, enfatiza a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Home office A adoção do teletrabalho/home office para funcionários que estejam em trabalho presencial foi uma medida debatida. “Cobramos que o banco atue no sentido de oferecer funções para estes trabalhadores exercerem de forma remota, evitando assim o aumento do banco de horas negativas a ser compensado”, acrescentou Lucimara Malaquias. A COE vai acompanhar ao longo do ano a compensação das horas negativas. Caso ocorram problemas, novas conversas com o banco serão realizadas. Também serão cobradas do banco medidas mais eficazes em relação a prevenção da Covid-19. “As federações e sindicatos continuam em diálogo permanente com o banco para que não seja o trabalhador prejudicado por essa situação”, lembrou Mário Raia. Os representantes dos funcionários do Santander vão estar atentos a casos de redução do número de trabalhadores atuando de forma presencial. “A pandemia está avançando com força e o banco tem responsabilidade com a saúde e a vida de seus funcionários e clientes. O teletrabalho não pode ser encarado como privilégio. É uma questão de saúde coletiva, necessária para diminuir a circulação do vírus e preservar vidas”, concluiu Lucimara Malaquias. A orientação aos funcionários do Santander é que problemas relativos às medidas de controle da pandemia sejam comunicados aos sindicatos de suas bases. Resumo da proposta de Acordo Aditivo para compensação de horas negativas: – Início da compensação será adiado de janeiro para março, com a possibilidade de nova prorrogação a depender do cenário da pandemia de coronavírus. – Ampliação do prazo de compensação de 12 para 18 meses. – Vetado desconto em folha de pagamento até encerrado o prazo de 18 meses para compensação. – Em caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria, é vetado o desconto das horas negativas não compensadas. Fonte: Com informações da Assessoria de Imprensa do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região  

Bancários do BB aprovam indicativo de paralisação de 24 horas em todo país na sexta-feira, 29

Ato é contra as medidas de ataque e desmonte anunciadas pela Diretoria do Banco do Brasil, que trará diversos prejuízos aos bancários e à sociedade Os funcionários do Banco do Brasil na Região Sul Fluminense referendaram o indicativo de paralisação de 24h em assembleia virtual, realizada no último dia 25/01. A iniciativa é um protesto contra a reestruturação proposta pela direção do banco que, se implementadas, prevêem o fechamento de 112 agências, a transformação de 243 agências em postos de atendimento, ocasionando perdas de funções, o fim da função de caixas executivos e a demissão de cinco mil trabalhadores. Na região, são 25 agências da instituição bancária, com 304 funcionários que serão impactados por essas medidas. Os resultados certamente prejudicarão o atendimento aos clientes e usuários, gerar sobrecarga de trabalho aos demais e retração das atividades econômicas nas regiões, uma vez que muito dos investimentos públicos nas comunidades acontecem por intermédio das agências do BB. A paralisação de 24 horas é um movimento legítimo dos trabalhadores, que se sentem ameaçados na retirada de seus direitos em plena crise sanitária da Covid-19 e se vêem na obrigação de defender o papel público do Banco do Brasil, responsável principalmente pelos financiamentos à produção agrícola, agricultura familiar, pequenas e micro empresas, às prefeituras. Enfim, mesmo sendo um banco comercial, que disputa espaços de mercado, o BB é responsável por uma série de serviços públicos, o que o faz altamente lucrativo, revertendo anualmente bilhões de lucro à União. Em várias regiões do país o BB é o único a manter agências pioneiras para atender à população. E a intenção do governo ao anunciar as medidas é justamente fragilizar a atuação do banco público, aumentando espaços para a concorrência exercida pelos banqueiros privados. Só a mobilização dos funcionários do BB e o apoio da comunidade poderão impedir que as medidas ocorram. Dentre as atividades já realizadas, no dia 15 de janeiro aconteceu o Dia Nacional de Luta e de Luto, com manifestações em várias agências. No Sul Fluminense, os protestos ocorreram nas cidades de Volta Redonda, Resende, Porto Real e Piraí. Na ocasião, foi distribuída Carta Aberta à População e veiculado informações em carro de som sobre os impactos que a proposta causará na vida dos trabalhadores, clientes e da população. Menos bancários significará maior tempo de espera no atendimento. O calendário de lutas segue a orientação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro(Contraf-CUT) e o objetivo das paralisações no próximo dia 29 visa acumular forças nesse enfrentamento. No Congresso Nacional também já foram protocolados pedidos de explicação ao Ministério da Economia a respeito dos impactos e dos prejuízos dessas medidas. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

Comando Nacional dos Bancários vai cobrar volta do home office da Fenaban

Encontro vai ocorrer dia 2 e preocupação é com a intensificação das medidas protetivas diante da segunda onda O Comando Nacional dos Bancários se reúne na próxima terça-feira (2) com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com a finalidade de buscar a adoção de medidas preventivas para proteger a categoria diante do aumento da segunda onda da Covid-19 que atinge todo o Brasil. Um dos pontos a ser tratado no encontro, que se dará de forma virtual, será a retomada e mesmo a ampliação do home office, que deixou de ser adotado por alguns bancos. “O centro dessa reunião do dia 2 é chamar a Fenaban e os bancos à responsabilidade diante da gravidade do momento. A segunda onda está com contágio muito mais elevado e se não forem tomadas medidas, a tragédia vai ser grande”, alertou o secretário de Saúde do Trabalhador da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles Machado. O secretário lembra que no primeiro semestre do ano passado, no início da pandemia, o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban firmaram um acordo com medidas protetivas que foi importante. “Tivemos medidas fortes quando começou a pandemia. Flexibilizar as medidas protetivas neste momento é uma tremenda irresponsabilidade. Os bancos que não levarem em conta a gravidade do momento podem ser responsáveis pelo aumento da doenças e do número de mortes na categoria. Estamos passando pelo pior momento da pandemia. Não tem sentido argumentar que os bancários não devem votar ao home office. Vamos cobrar fortemente isso, mas também outras medidas que foram flexibilizadas, como rodízio e controle de atendimento nas agências”, completou Mauro Salles. “O número de casos no Brasil voltou a aumentar e já é maior do que nos piores momentos da pandemia. Além disso, estamos vendo diversos países avançarem na vacinação, enquanto ainda não estamos perto de vacinar nem sequer os que fazem parte dos grupos prioritários, devido à incompetência e ao descaso criminosos do governo federal. Por isso, vamos cobrar dos bancos que voltem a adotar medidas protetivas como no início da pandemia. A ampliação do home office é fundamental para proteger a vida dis bancários e de suas famílias”, destaca a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. O movimento sindical bancário defende que a vacina seja gratuita, para todos os brasileiros e aplicada pelo SUS. O alerta de Ivone para a incompetência do governo federal para enfrentar a crise tem uma trágica combinação com o aumento do desemprego. A taxa de desemprego no Brasil no último trimestre do ano passado chegou a 14,3%, recorde desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para piorar o cenário, desde o início de janeiro milhões de trabalhadores ficaram sem o auxílio emergencial, que garantiu um mínimo de sobrevivências a muitas famílias e garantiu que a economia não despencasse ainda mais em 2020. O governo Bolsonaro se mostrou incapaz de conseguir um estoque de vacinas para proteger a população. A tragédia de mortes em Manaus pela Covid, que só comprovou a incapacidade do governo para enfrentar a pandemia. Ao mesmo tempo, assistimos ao um aumento assustador do número de mortes pela doença nos principais centros urbanos. Nos aproximamos de 220 mil mortes causadas pelo coronavírus e a média diária de óbitos completou, na segunda-feira (25), cinco dias com mais de mil ocorrências. “A pandemia mostrou que os bancos não tiveram problemas de lucratividade com essas medidas protetivas. Eles continuaram fazendo negócios. Agora, podem ser responsabilizados por essa tragédia que está na nossa porta”, declarou Mauro Salles. Fonte: Contraf-CUT

Bancário do Bradesco é reintegrado à função pelo Sindicato do Sul Fluminense

Perícia do INSS constatou que trabalhador estava inapto para atividades no curso do aviso prévio O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense continua atuando sistematicamente para garantir o emprego dos bancários, assim como seus direitos trabalhistas. Neste período de pandemia, embora tenham assumido publicamente o compromisso de não demitirem, alguns bancos estão dispensando os trabalhadores. Até outubro de 2020, segundo levantamentos da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) mais de 12 mil bancários foram demitidos. No Sul Fluminense, a realidade não é diferente, levando o Departamento Jurídico e de Saúde da entidade sindical, a garantirem judicialmente a reintegração dos bancários demitidos. O caso mais recente é do bancário Carlos Henrique Simões Correa, do Bradesco. Embora estivesse sob concessão de auxílio-doença pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi demitido pelo banco. ENTENDA O CASO – Carlos Simões trabalhava na agência do Bradesco do Aterrado, em Volta Redonda. Em 14 de outubro de 2020 foi dispensado sem justa causa. Porém, no dia 28 deste mesmo mês, a perícia do INSS o considerou inapto para o trabalho, no curso do aviso prévio. Diante deste fato, o advogado do Sindicato, Murilo Cesar Reis Baptista, ajuizou Reclamação Trabalhista requerendo a reintegração do bancário em sua função, tendo em vista sua demissão ter ocorrido com percepção de benefício previdenciário no curso do aviso prévio, que integra o contrato de trabalho. A ação teve como base a Súmula nº 371, do Tribunal Superior do Trabalho, a qual dispõe que os efeitos da dispensa só se concretizam depois de expirado o benefício previdenciário, razão pela qual deve o mesmo ser reintegrado imediatamente no emprego. – A ação teve a tutela de urgência indeferida. Na sequência, impetramos um Mandado de Segurança contra essa decisão, que também teve a tutela indeferida. Todavia, em sede de embargos de declaração, foi deferido em parte, liminar para conceder, em sede de tutela antecipatória, que o Banco mantenha os benefícios da cláusula 29 (complementação salarial), cláusula 14 (auxílio alimentação) e cláusula 42 (plano de saúde), da Convenção Coletiva dos bancários, nos limites da vigência dessa norma coletiva ou da cessação do benefício previdenciário, o que primeiro ocorrer – explicou o advogado. Com o recurso dos Embargos de Declaração, ao bancário teve seu direito reconhecido e no último dia 18, foi convocado a comparecer a agência para tratar do retomar ao trabalho. IMPORTANTE – O Sindicato dos Bancários orienta que os casos de demissão sejam comunicados imediatamente a entidade. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense

Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, é recebido com protesto em João Pessoa

Empregados da Caixa denunciam metas abusivas, más condições de trabalho e falta de respeito Enquanto os empregados da Caixa Econômica Federal se desdobram para dar conta das filas e de metas abusivas em plena pandemia, o presidente do banco, Pedro Guimarães, viaja pelo país posando para fotos, promovendo aglomerações e fazendo chamadas de vídeo para o presidente Jair Bolsonaro. Na última sexta-feira (22), ele cumpriu agenda em João Pessoa, na Paraíba, onde se encontrou com o prefeito Cícero Lucena e visitou agências da Caixa. A limpeza foi reforçada nas unidades e os gestores convocados para dar as boas-vindas ao presidente e sua comitiva. Enquanto isso, dois empregados lotados em unidades da Capital seguem na UTI lutando contra a Covid-19. Ano passado, um empregado infectado pelo Coronavírus morreu e dezenas foram contaminados em todo o país.  Na agência Trincheiras, no centro da cidade, Pedro Guimarães abraçou clientes e posou para fotos, descumprindo as recomendações de distanciamento social. “Ele adora os holofotes e faz de conta que está tudo às mil maravilhas. Até parece que o empregado Caixa é imune a essa doença. Como justificar que após dez meses de pandemia, parte dos colegas da linha de frente não tenha guichês com vidros protetores para evitar o contato direto com o cliente? Como explicar que os protocolos foram modificados de tal maneira que inviabilizaram o fechamento de agências para higienização e isolamento das pessoas que tiveram contato com colegas infectados? A impressão que dá é a de que estamos num barco à deriva à espera de uma bússola que nunca chegará”, desabafou uma empregada. “Eles querem mostrar uma realidade que não existe. Os empregados estão fartos dessa gestão que não respeita a gente, que não se importa com as nossas vidas. Não adianta limpar as agências e mandar os gerentes colocarem terno e gravata para mascarar o que acontece de fato. Estamos exaustos, sobrecarregados e doentes”, disse outra empregada. No final do ano passado, o próprio Pedro fez questão de divulgar os números do auxílio emergencial: 535 milhões de pagamentos para 67,9 milhões de pessoas. Uma operação que somou R$ 298 bilhões e muitos transtornos para clientes e empregados. No início do isolamento, com apenas 30% dos empregados nas agências (o resto foi para home office), o governo insistiu em concentrar o pagamento do auxílio na Caixa. O resultado foi desastroso: pessoas se amontoando do lado de fora das agências porque o Caixa Tem (aplicativo criado para pagar o auxílio) não funcionava, clientes xingando os empregados, sistemas inconsistentes, funcionários contaminados pelo coronavírus. O orgulho de trabalhar na Caixa cedeu lugar à angústia, ao medo e à tristeza. “Enquanto a maioria dos profissionais estava se resguardando do coronavírus, nós trabalhávamos com a equipe reduzida e sem a segurança que precisávamos para ficar cara a cara com esse vírus. Fomos chamados de ‘heróis de crachá’, mas nosso sentimento é de que nossa vida não tem valor algum para a empresa a qual nos dedicamos. O orgulho de ajudar o povo brasileiro no momento mais difícil da história perdeu lugar para o medo e a exaustão física e emocional. Antes, eu sentia orgulho de trabalhar na Caixa, hoje só sinto tristeza”, disse uma empregada que atua na linha de frente.   Além do auxílio emergencial, o banco lançou o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) e antecipou o pagamento do Pis e do FGTS. Somados a outros benefícios sociais, os pagamentos resultaram em mais de 120 milhões de pessoas atendidas em menos de nove meses. Pedro Guimarães se orgulha desses números, mas ignora as consequenciais trazidas pela demanda criada pelo governo.  “Atender mais da metade da população foi um trabalho hercúleo feito pelos empregados da Caixa, que encararam a missão mesmo com todos os receios da pandemia e as péssimas condições de trabalho. Os trabalhadores estão esgotados, doentes e com jornadas estafantes. E para piorar, não têm o devido reconhecimento e valorização por parte da direção do banco, que continua assediando e cobrando metas desumanas”, disse Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Desde o lançamento do auxílio emergencial, a CEE/Caixa, a Contraf-CUT e a Fenae defenderam a distribuição do pagamento entre os outros bancos, mas o governo ignorou. “No início do pagamento do auxílio emergencial defendemos que as operações fossem descentralizadas devido ao volume gigantesco do socorro à população. No entanto, não fomos atendidos. Nesta gestão, o diálogo com a direção do banco é muito difícil. O pagamento não foi descentralizado porque os bancos privados não querem os pobres dentro de suas agências, ao contrário da Caixa, que sempre esteve de portas abertas para esse público, aliás, desde que acolhia as poupanças das pessoas escravizadas para compra da liberdade”, disse Sérgio Takemoto, presidente da Fenae. Metas abusivas No início da pandemia, somente os serviços essenciais eram realizados, com foco nopagamento do auxílio emergencial e outros benefícios sociais. Mas isso durou pouco e a prioridade passou a ser o lucro. A ordem é correr atrás de negócios, bater as metas inatingíveis (que triplicaram na pandemia, segundo os empregados) e deixar as agências no “azul” (isso só é possível se a unidade atingir, no mínimo, 100% das metas). “Enquanto poucos funcionários tentam atender centenas de clientes, um número maior se reúne em salas fechadas para tentar bater metas em plena pandemia. Respeito, reconhecimento e zelo por nossa vida? Zero! Essa é a certeza que temos a cada minuto dessa pandemia, inclusive nas intermináveis horas extras que somos obrigados a fazer para dar conta de todos os clientes que esperam por horas em filas imensas”, disse uma empregada. “A palavra sozinha, no contexto em que vivemos, causa assombro. No momento em que o mundo mais precisou de união e solidariedade, a direção da Caixa lançou seus empregados numa operação de guerra, sem o mínimo de estrutura, para enfrentar algo desconhecido, com risco de morte. Levaremos anos para superar os momentos de pânico e tensão pelos quais