VITÓRIA DOS BANCÁRIOS: Ministério da Saúde inclui categoria como prioridade na vacinação contra a Covid-19

Medida é o resultado da mobilização sindical e da categoria   O árduo trabalho desenvolvido pela diretoria do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e demais entidades de todo o país, finalmente, rendeu nesta terça feira, dia 06 de julho, a inclusão da categoria entre os grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19. A luta pela imunização começou em março de 2020, quando a pandemia chegou ao Brasil e, apesar de todos os esforços realizados, somente agora o Ministério da Saúde reconheceu os riscos a que os bancários e bancárias estão expostos diariamente. A situação é tão grave que O número de bancários desligados de seus empregos por morte chegou a 152 entre os meses de janeiro e março deste ano. Foram 50 óbitos por mês, em média, e um aumento de 176% na comparação com o primeiro trimestre do ano passado.   A inclusão, segundo o Ministério, impacta diretamente os calendários previstos pelas secretarias estaduais e municipais para a imunização de toda a população adulta, acima de 18 anos. Em todo o Brasil, os governos locais já estão vacinando por idade, de forma decrescente. Na cidade de Volta Redonda, por exemplo, na quarta-feira, 07, começa a aplicação da primeira dose em pessoas com 42 anos de idade.   A direção do Sindicato analisa o resultado da mobilização. “Após cerca de um ano e meio, o Ministério da Saúde incluiu os bancários e bancárias como prioridade, reconhecendo as grandes probabilidades desses trabalhadores contraírem a doença em função do grande contato com diferentes públicos, o pagamento do auxílio emergencial e o próprio ambiente de trabalho, que por medida de segurança, não dispõe de ventilação natural e é completamente fechado”, destacaram os diretores.   Eles também avaliaram a falta de sensibilidade de alguns prefeitos de todo o país e da região Sul Fluminense. “Embora a Câmara de Vereadores de Barra Mansa e Volta Redonda tenham colocado o assunto em pauta, o Executivo não deu andamento aos Projetos de Lei e a Indicação Legislativa aprovadas, deixando de encaminhar o processo de imunização categoria.  Para se ter ideia, no Sul Fluminense, das 16 cidades que compõem a base sindical apenas Vassouras imunizou os bancários e bancárias, assim como os seguranças e auxiliares de serviços gerais. É lamentável esta falta de cuidado e atenção”. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

Tecnologia não pode substituir o atendimento humano pela Cassi

Entidade não pode apenas correr atrás da redução de custos e abrir mão de sua função como caixa de assistência   Um comunicado publicado nesta terça-feira (29) no site da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) colocou em alerta a representação dos funcionários do Banco do Brasil e associados da Cassi. No texto, o novo presidente da Cassi, Castro Júnior, afirma que sua gestão fará uso de meios tecnológicos para estar mais próxima dos associados. “A primeira e principal mensagem que o texto passa é que será aplicada tecnologia no atendimento. A Cassi, nestes tempos de pandemia e de gestão de tecnólogos bancários, está maravilhada com esse discurso, que pode iludir alguns bancários, afinal, estamos em constante contato com a tecnologia. Mas, é preciso ter muito cuidado para não cairmos nesta tentação e atentos para que a Cassi não se desvirtue e passe a ser como um plano de saúde qualquer, que apenas corre atrás da redução dos custos e abandone o atendimento humanizado e sua função de caixa de assistência aos associados”, alertou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, que coordenada as ações de negociações com o Banco do Brasil e com a Cassi. O coordenador da CEBB afirmou que o assunto será tratado com o novo presidente em reunião que será realizada, a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), na próxima sexta-feira (2). Atenção primária e ESF “Queremos deixar claro que a questão da atenção primária, mencionada em um parágrafo sem especificação em um dos parágrafos do comunicado, não se trata de um atendimento superficial por telefone, mas sim de consultas periódicas presenciais, com todos os cuidados clínicos, exames, se necessários, e acompanhamento com fichas de queixas e exames anteriores”, disse Fukunaga. O coordenador da CEBB ressaltou, ainda, que a telemedicina, usada durante a pandemia, foi útil em um momento em que era necessário o isolamento social e pode ser utilizada nos casos em que não há a especialidade na cidade em que o associado se encontra. “Mas, ela não pode substituir os atendimentos presenciais, com prontuários médicos e todas as demais formas de acompanhamentos de saúde dos pacientes, tampouco deve ser colocada de lado a estratégia de saúde da família, que atua com saúde preventiva e contribui não apenas para a melhoria da saúde dos usuários como também para a saúde da Cassi, uma vez que ajuda a reduzir os custos”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT

Desemprego continua em alta no Brasil

Contraf-CUT está em alerta sobre demissões no setor bancário Nunca houve tantos brasileiros em busca de emprego no país. Cerca de 15 milhões de pessoas buscam trabalho nesse momento. O patamar de desemprego se manteve em 14,7% no trimestre encerrado em abril e segue no nível recorde da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números foram divulgados nesta quarta-feira (30). Na categoria bancária, o alerta permanece, para impedir novas demissões. “Vivemos uma situação crítica e nada indica que vá melhorar, pelo menos no curto ou médio prazo. O desempenho negativo do governo Bolsonaro nos mostra isso. Estamos também atentos para que não ocorram demissões em nosso setor. Os bancos demitiram em plena pandemia e não cumpriram o compromisso de manter o emprego na categoria nesse período. De março do ano passado a fevereiro deste ano foram fechados 13 mil postos de trabalho em nossa categoria. Não podemos aceitar mais desemprego”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. A taxa recorde de desemprego de 14,7% já havia sido alcançada no primeiro trimestre de 2021. Os números indicam que o desemprego está longe de recuar. No primeiro trimestre de 2020, a taxa de desemprego era de 12,6%. Outro fator que agrava a situação da população é o crescimento da inflação. Nos últimos 12 meses, a inflação atingiu 35,75% pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). Fonte: Contraf-CUT

GT Saúde Caixa: diretriz da gestão Pedro Guimarães não valoriza a saúde dos empregados

Projeções trazidas pelos representantes do banco preveem aplicar a resolução 23 da CGPAR, transferindo custos da empresa para os empregados. Com os planos da gestão Pedro Guimarães, Saúde Caixa se torna financeiramente inviável para muitos empregados     Na reunião do Grupo de Trabalho Saúde Caixa desta terça-feira (29), a Caixa apresentou as primeiras simulações do custeio do Saúde Caixa em 2022, aplicando as restrições da Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 23). De acordo com a representação dos empregados, as propostas são muito parecidas com as apresentadas em 2020 e que já foram rejeitadas em mesa de negociação. Na avaliação de Leonardo Quadros, membro do GT e presidente da Apcef/SP, as simulações apresentadas inviabilizam a permanência de muitos empregados no Saúde Caixa. “As projeções de custeio que a representação da Caixa trouxe, aplicando a resolução 23 da CGPAR, comprovam aquilo que já falamos – com a aplicação da resolução, muitos colegas não terão condições financeiras de permanecer no plano”, ressaltou. “As projeções apresentadas trazem valores de custeio similares àqueles das propostas recusadas pelos empregados na campanha salarial de 2020”. (relembre aqui as propostas de 2020, que foram recusadas) A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) e do GT e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores , Fabiana Uehara Prosholdt, reivindicou que a Caixa realize projeções que não considerem a aplicação da Resolução 23 da CGPAR, já que o ACT vigente não prevê a aplicação de tal restrição. Os representantes da direção do banco afirmaram que aplicar a resolução, que limita transfere custos para os empregados, é diretriz da gestão Pedro Guimarães. “A gestão Pedro Guimarães pode ter como diretriz reduzir custos, mas a diretriz da representação dos empregados é manter o plano financeiramente viável a todos os nossos colegas. A aplicação da resolução não está prevista no Acordo Coletivo, e precisamos que nossos colegas se engajem na defesa do nosso plano”, disse Fabiana. A coordenadora também ressaltou que os parâmetros de solidariedade, pacto intergeracional e mensalidade por grupo familiar são inegociáveis. “Entendemos que a alta cúpula da Caixa já tem uma receita pronta para apresentar para os empregados, com todas as restrições que são favoráveis para o banco e muito graves para os usuários. Nós vamos rejeitar qualquer proposta que altere o formato de custeio, como a contribuição paritária”, reforça Marilde Zarpellon. Cobrada pelos representantes dos trabalhadores no GT, a Caixa informou que vai disponibilizar a base de dados sobre as mensalidades pagas por cada usuário nos últimos três exercícios. Essas informações foram solicitadas pelos representantes dos empregados para analisar os impactos das simulações na contribuição de cada beneficiário, dentro do grupamento familiar. A próxima reunião do GT está marcada para quinta-feira, 1 de julho. Fonte: Fenae

FEDERA-RJ: NOVA FEDERAÇÃO REPRESENTA BANCÁRIOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

“O momento, mais do que nunca, é de luta e resistência. O povo brasileiro não merece a situação que está vivendo. Merecemos respeito. É hora de mudança e estamos aqui para isso”. Com essas palavras, Adriana Nalesso, presidenta eleita da Federa-RJ, deu boas-vindas à frente da Federação das Trabalhadoras e dosTrabalhadores no Ramo Financeiro do Rio de Janeiro, que foi fundada em assembleia virtual realizada nesta quinta-feira, 24 de junho. Juvândia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, afirmou que a Federa-RJ já nasce grande, com sindicatos importantes e lembrou que “é preciso tornar a instituição forte na atuação política também, pois vivemos um momento de transição e temos que ser os agentes dessas transformações”. Reunindo os sindicatos dos Bancários do Rio de Janeiro, Niterói, Teresópolis, Petrópolis, Campos e Sul Fluminense, a Federa-RJtem a missão não só de articular essas entidades em torno dos interesses da categoria bancária, inclusive enfrentando os desafios trazidos pelas mudanças tecnológicas, mas também a defesa da pluralidade e da democracia tão atacada nos últimos tempos. Como bem lembraram vários dirigentes, é preciso combater o projeto político que ora se apresenta e a epidemia bolsonarista que assola o nosso país. O atual governo foi repudiado e responsabilizado pelas mais de quinhentas mil mortes, muitas que poderiam ter sido evitadas se não houvesse omissão e corrupção. Entre as vítimas, companheiras e companheiros da categoria e do movimento sindical que perderam suas vidas para a Covid-19 e foram homenageados(as) na assembleia. Os representantes eleitos nas assembleias dos sindicatos filiados aprovaram por unanimidade a fundação e o estatuto da FEDERA-RJ, a filiação a entidade à Contraf e à CUT. A diretoria eleita foi empossada no evento assumindo o compromisso de união de forças e resistência. Os presidentes dos sindicatos filiados – José Ferreira, do Rio de Janeiro; Jorge Antônio Oliveira, de Niterói; Marcos Alvarenga, de Petrópolis; Claudio Mello, de Teresópolis; Júlio Cesar, do Sul Fluminense; e Rafanele Pereira, de Campos – ressaltaram a importância de esperança em dias melhores, que é renovada com a nova instituição. A expectativa é grande, mas a Federa-RJ nasce como um instrumento de luta e fortalecimento da categoria bancária.  

Contraf-CUT e Fenae pedem ao Senado prioridade na vacinação para bancários

  A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) enviaram nesta segunda-feira (28) ofícios ao presidente, Rodrigo Pacheco (Democratas-MG), e às lideranças partidárias no Senado Federal, pedindo a aprovação do PL 1011/2020, que inclui a categoria bancária como prioridade na vacinação prevista no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados. “A categoria está na linha de frente, atendendo milhões de brasileiros que precisam dos serviços bancários. Queremos vacina para todos, mas é justo que os trabalhadores dos serviços considerados essenciais tenham prioridade”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. “Já comprovamos os riscos de se trabalhar em local fechado, como é o caso de nossa categoria. Mas, esta é uma medida que pode conter o contágio e reduzir as mortes não apenas entre os bancários, mas também entre as pessoas que precisam ser atendidas pelos bancários”, completou. A Contraf-CUT também já entregou ofício para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, solicitando prioridade no PNI contra a Covid-19. O documento apresenta dados técnicos que mostram a necessidade da priorização da categoria e tem anexo, inclusive, um laudo médico explicando que a “característica física do ambiente de trabalho propicia a maior concentração do vírus e o evidente contágio e, devido aos necessários cuidados com a segurança, as agências bancárias são fechadas e não oferecem ventilação e nem circulação natural de ar.” E que “estudos científicos demonstram que um indivíduo adulto, em atividade laboral leve, com jornada de 8 horas, inspira e, portanto, exala, cerca de 4.400 litros de ar (147 inspirações/minuto, 600/700 ml por inspiração x 60 minutos x 8h) com variações de acordo com o esforço físico. Nestas condições, independentemente da fala, tosse ou espirro, a emissão de aerossóis se propaga em suspensão por horas no ambiente, aumentando drasticamente as possibilidades de contágio.” “Todos pudemos ver as enormes filas que se formaram nas imediações das agências da Caixa Econômica Federal por conta dos empecilhos causados pelo governo para o pagamento do Auxílio Emergencial. As filas somente se reduziram devido ao enorme esforço realizado pelos empregados da Caixa. Mas, apesar de terem reduzido, elas ainda existem. São poucos funcionários para atender à demanda”, disse o presidente da Fene, Sergio Takemoto. “Já ocorreram diversas mortes na categoria. A prioridade na vacinação protege os trabalhadores, mas também protege as pessoas que precisam ser atendidas pela Caixa e também pelos demais bancos”, completou o presidente da Fenae, ao lembrar que o serviço bancário é considerado como essencial para o funcionamento da sociedade. Mortes e sequelas Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que a categoria bancária registrou um crescente número de encerramento de contratos de trabalho por morte, seguindo uma tendência similar aos casos de óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. No primeiro trimestre de 2020 o impacto da pandemia do novo coronavírus foi quase nulo, com uma média mensal de óbitos de 18,33 vidas. Já no mesmo período deste ano (2021), com o agravamento da pandemia no país, a média mensal de óbitos se elevou para 52 vidas, com crescimento de 176,4%. “A Covid-19 já matou muita gente na sociedade de forma geral e na categoria especificamente. Temos que fazer tudo o que for possível para salvar vidas e também para evitar o contágio, pois, mesmo entre aqueles que escapam da morte têm sequelas gravíssimas”, alertou o secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles. A Contraf-CUT realizou, em abril, um webnário para tratar sobre as sequelas da doença e as consequências para a categoria. Tramitação do projeto O secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira (o Jefão), que é o responsável pela entidade pelo acompanhamento dos projetos de interesse da classe trabalhadora no Congresso Nacional, ressaltou a importância da pressão exercida pelas entidades sindicais bancárias junto aos deputados de suas bases. “Foi fundamental a luta e a pressão exercida pelos sindicatos em suas bases e também da Contraf-CUT e demais entidades nacionais junto ao Congresso. Este trabalho conjunto nos permitiu o êxito na Câmara dos Deputados. Mas, apesar de termos vencido uma batalha, a guerra ainda não acabou. Precisamos manter o foco para atuarmos agora junto aos senadores, solicitando apoio à aprovação desse necessário e urgente projeto para, pelo menos, minimizar os danos causados e evitar coisa ainda pior”, observou ao informar que após a aprovação na Câmara o projeto apenas foi recebido pela coordenação de comissões permanentes, mas ainda não houve tramitação no Senado. “Por isso a importância destes ofícios e também da continuidade da pressão dos sindicatos em suas bases, agora sobre os senadores”, concluiu.   Fonte: Contraf-CUT

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DO SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DOSUL FLUMINENSE  ANO DE 2020

Quando falamos em gestão de entidade sindical, precisamos colocar em primeiro plano um assunto: “sustentação financeira”. Esse tema, por ser extremamente sensível, precisa ser abordado em todas as dimensões e com todos os envolvidos no processo (associados, dirigentes e até empresas). Antes de tudo, é importante entender o que é e como funciona um sindicato para garantir sua representatividade e legitimidade junto aos trabalhadores. A globalização, os avanços tecnológicos, a diversidade de ideologias políticas, o cenário econômico degradado, as mudanças nos métodos de gestão das empresas, a reforma das leis trabalhistas, o modo de trabalho atuais e principalmente a pandemia da Covid19, entre outros diversos fatores, compõem um cenário no qual os sindicatos passaram a enfrentar e superar grandes desafios, buscando evoluir e conquistar novos meios de atrair o interesse coletivo dos trabalhadores. Nesse cenário, a direção sindical, além de manter a postura combativa e reivindicatória, deve permanentemente propor a inovação de seus processos, mantendo a confiança dos representados e o quadro geral de associados em relação à base. Em tempos de crise econômica, é de suma importância olhar para suas finanças com toda atenção para gerar a sustentabilidade da política sindical.  A organização das finanças e o controle de fluxo de caixa são processos essenciais para garantir os recursos para dar suporte às lutas da categoria. E a diferença entre eventualmente ter recursos e ser sustentável é grande: uma coisa garante no curto prazo, mas, sem uma boa estratégia de crescimento, sua existência no futuro pode estar comprometida. Vale destacar ainda que os ataques aos direitos dos trabalhadores, com a denominada Reforma Trabalhista em 2017, a Reforma da Previdência em 2019, o pacote de maldades, continua, com o aumento da jornada de trabalho dos bancários de 6 para 8 horas, a desregulamentação das normas trabalhistas. O Sindicato é quem protege os trabalhadores contra as pressões, as medidas arbitrárias, as perseguições, o assédio moral e tantos outros artifícios utilizados para privar o ser humano dos seus direitos.             Dando continuidade a estratégias adotadas pela atual diretoria desde a eleição de2019 a Diretoria do Sindicato Atua, para melhor execução de seus objetivos e a aplicação dos recursos no interesse da categoria visando:  – Representar todos do trabalhadores do ramo financeiro perante os patrões e autoridades na defesa de seus direitos, reivindicações e necessidades coletivas e individuais. – Ser um sindicato reconhecido pela sua constante luta em defesa de objetivos imediatos e históricos dos trabalhadores, tendo a perspectiva de uma sociedade igualitária, onde prevaleça a democracia política, social e econômica. – Promover a solidariedade da classe trabalhadora e movimentos populares que caminham na perspectiva de uma sociedade livre e igualitária. – Manter a independência de ação em relação aos patrões, ao Estado, aos partidos políticos e aos credos religiosos; – Respeitar e defender a democracia em todas as suas organizações e instâncias, garantindo a plena liberdade de expressão; – Respeitar a diversidade e as convicções políticas, ideológicas, filosóficas e religiosas dos indivíduos; –  Atender as demandas de forma eficiente e eficaz, respeitando a ética, transparência e sustentabilidade. – Estabelecer negociações com a representação patronal, visando a obtenção de conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras do ramo financeiro;  –  Celebrar a Convenção Coletiva de Trabalho e dos acordos coletivos de trabalho; –  Fiscalizar as condições de trabalho e o cumprimento da legislação trabalhista, da CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO e dos ACORDO COLETIVO DE TRABALHO; –  Filiar-se e contribuir com outras organizações sindicais ou sociais;  – Lutar pela defesa das liberdades individuais e coletivas, pelo respeito à justiça social e pelos direitos fundamentais;  –  Constituir serviços de apoio aos sócios (culturais, profissionais, de comunicação etc);  –  Substituir processualmente todos os trabalhadores do ramo financeiro, independentemente de procuração em processos judiciais ou administrativos, podendo promover, em nome próprio, para defesa dos direitos coletivos, difusos ou individuais homogêneos, as ações cabíveis; –  Estabelecer contribuições a todos trabalhadores do ramo financeiro, inclusive aposentados;  –  Defender os interesses dos trabalhadores e direitos dos trabalhadores e da sociedade protegidos por legislações vigentes;  – Promover assistência judicial aos trabalhadores e trabalhadoras, no exercício da atividade profissional;             Sindicato forte é sindicato representativo. É nossa obrigação ampliar o quadro de associados para tornar a entidade ainda muito mais forte.             Só a união dos trabalhadores pode garantir que possamos continuar usufruindo dos direitos que adquirimos com muita luta, e também a conquista de melhores condições de trabalho.             Quando você contribui e participa, organizando e levando as reivindicações do seu local de trabalho, acompanhando as assembleias, mais o Sindicato se fortalece. E juntos somos fortes!             O departamento jurídico, presta atendimentos aos associados, sendo que as consultas com advogados são oferecidas nas especialidades trabalhista, cível e previdenciária, com advogados do escritório Baptista e Baptista e Reis, o Sindicato também ampliou o atendimento pelo aplicativo WhatsApp, por meio do número (24) 98100-0018.             A Secretaria de Promoção Social presta assistência em casos de acidentes de trabalho, com orientação e emissão de Comunicado de Acidentes de Trabalho (CAT), de assédio (moral, sexual e discriminações de qualquer espécie), reclamações de assuntos administrativos, pedidos de informações e consultas, Na área de formação dos trabalhadores foram realizados vários cursos de CPA 10, CPA 20. Registra-se que devido a pandemia não podemos realizar o campeonato de futebol dos Bancários; a Festa dos Bancários no Clube Comercial em Volta Redonda, em comemoração ao Dia do Bancário; A tradicional Festa de final de ano na Sede Campestre do Sindicato em Barra Mansa, Festa dos bancários de Barra do Piraí e região; eventos em comemoração do Dia do Bancário,             A Secretaria de Imprensa produz o Informativo Bancário e jornais específicos por bancos, além de materiais impressos diversos, que são distribuídos em todos os locais de trabalho. Também há publicações voltadas para a população. Eles levam as informações sobre as atividades do Sindicato e outras de interesse dos trabalhadores e de clientes e usuários das instituições financeiras. Matérias inseridas no portal do Sindicato dos bancários do Sul Fluminense, interações com usuários. Grande número de seguidores no Facebook (https://bancariosulfluminense.com.br). Mídia

GT Saúde Caixa permanece com impasse

  A reunião do Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa da tarde de quinta-feira (24) terminou sem avanços. O encontro todo girou em torno do impasse que já havia travado as discussões na terça-feira (22). Logo no início da reunião, os representantes dos empregados se colocaram contra a decisão da Caixa aplicar a Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR) nas propostas de modelos de custeio do plano. Na prática, significa que 50% dos custos assistenciais e administrativos serão financiados pela empresa e os outros 50%, pelos empregados, alterando o formato atual de 70%/30%. A resolução não tem força de lei. O Acordo Coletivo, na cláusula que trata dos objetivos deste GT, não prevê a inclusão da CGPAR 23 ou contribuição paritária nos modelos de custeio e gestão a serem estudados pelo GT. “Portanto, não faz sentido utilizá-la. Além disso, neste formato, muitos empregados possivelmente não ficarão no plano de saúde. O papel do GT é exatamente o debate da sustentabilidade e viabilidade para que todos os usuários se mantenham no plano”, afirmou a coordenadora do GT Saúde Caixa da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). A direção da Caixa se manteve intransigente e deu como condição para a continuação dos debates do GT a consideração da CGPAR 23. Neste momento, os trabalhadores pediram uma pausa para avaliação da suspensão ou não da reunião. No retorno, reforçaram que o debate não pode ser inflexível e que todos os cenários e possibilidades devem ser avaliados. E para não paralisar as discussões que ouviriam as propostas do banco. Para a próxima reunião, serão discutidos parâmetros do modelo de custeio que serão apresentados pelos dois lados. “Esse não é um debate fácil até pela especificidade do assunto e que tem muitos desdobramentos e impactos. Claro que a tentativa é de construção conjunta entre trabalhadores e empresa. Nós temos uma excelente assessoria técnica de apoio. Mas, precisamos que cada usuário do Saúde Caixa acompanhe essa discussão. O debate não é só técnico e já temos alguns entraves críticos”, reforçou Fabiana.   Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil abre concurso público

Abertura de novas vagas por meio de concurso público é uma demanda do movimento sindical para reduzir sobrecarga de trabalho     O Banco do Brasil divulgou nesta quinta-feira (24), no Diário Oficial da União, um edital de concurso para a contratação de 2.000 escriturários para a área comercial e outros 240 para a área de tecnologia. Todos os funcionários do banco são contratados como escriturários. O cargo recebe nomes diferentes de acordo com a função exercida. As vagas deste concurso são para o trabalho na rede de agências (agentes comerciais) de todo o país, ou para Agente de Tecnologia, para trabalho em Brasília. “A realização de concurso era uma cobrança do movimento sindical. Saudamos a iniciativa, mas, diante da quantidade de postos de trabalho fechados, consideramos pequeno o número de vagas abertas”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Desde 2016, o banco realiza um processo de desestruturação para se adequar ao mercado, com redução do número de agências e de funcionários. De lá pra cá, o banco fechou 5.161 postos de atendimento e reduziu 17.518 vagas no quadro de funcionários. Conquistas dos sindicatos A remuneração inicial é de R$ 3.022,37, para jornada de 30 horas semanais, ajuda alimentação/refeição de R$ 831,16 por mês e, cumulativamente com o benefício de ajuda alimentação/refeição, o Banco concede a cesta alimentação, no valor mensal de R$ 654,87. Estes valores serão corrigidos a partir de setembro, conforme definido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários do Banco do Brasil pela inflação acumulada entre setembro de 2020 e agosto de 2021, mais aumento real (acima da inflação) de 0,5%. “A maioria das categorias ficará sem aumento real. Muitas terão perdas salariais, com zero de reajuste ou reajuste abaixo da inflação. Principalmente, os funcionários de empresas públicas”, observou a coordenadora do Grupo de Trabalho em Defesa dos Bancos Públicos e secretária da Juventude da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, que é funcionária do Banco do Brasil. “O reajuste acima da inflação é uma conquista obtida pelos sindicatos dos bancários na Campanha Nacional da categoria de 2020”, ressaltou. Os contratados terão, ainda, a possibilidade de ascensão e desenvolvimento profissional; participação nos lucros ou resultados, nos termos da legislação pertinente e acordo sindical vigente; vale-transporte; auxílio-creche; auxílio a filho com deficiência; e previdência complementar. “Outros direitos conquistados pela luta sindical”, observou. Plano de saúde A resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), em seu artigo 11, determina que “os editais de processos seletivos para admissão de empregados das empresas estatais federais não deverão prever o oferecimento de benefícios de assistência à saúde”. “Apesar de não constar no edital, por conta da CGPAR 23, vamos cobrar que todos os contratados tenham assistência à saúde, que está prevista tanto na CCT da categoria, quanto no nosso ACT”, afirmou o coordenador da CEBB. “Além do mais, após a edição da CGPAR 23, houve uma reforma estatutária da Cassi (plano de saúde dos funcionários) e um dos itens da reforma previa a inclusão dos funcionários contratados no plano de saúde. Desta forma, mesmo o governo Bolsonaro não querendo oferecer plano de saúde aos novos funcionários que forem contratados, a reforma estatutária da Cassi prevê a inclusão dos mesmos no plano”, concluiu. Inscrições As inscrições poderão ser realizadas até o dia 28 de julho de 2021. A realização das provas está prevista para o dia 26 de setembro de 2021. Para participar da seleção, é preciso ter certificado de conclusão ou diploma de curso de nível médio e idade mínima de 18 anos completos, até a data da contratação. O edital do concurso está disponível para consulta no Diário Oficial da União, e no site Cesgranrio.   Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT e parlamentares discutem ameaça da MP 1052 aos bancos públicos

Reunião debate medidas para barrar ação do governo que pode prejudicar o desenvolvimento das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste   Diretores da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e de federações de bancários do Norte e Nordeste (Fetec-CN e Fetrafi-NE) se reuniram nesta quarta-feira (23) com parlamentares para discutir a Medida Provisória (MP) 1052, que promove mudanças nos fundos constitucionais de desenvolvimento regional do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A MP representa uma ameaça aos bancos públicos e prejudica o desenvolvimento regional. O encontro reuniu a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, o líder da bancada do PT na Câmara, deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-SC); o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, deputado federal Zé Carlos Nunes (PT-MA); o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga; o presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste (Fetrafi-NE), Carlos Eduardo Bezerra Marques; e o presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Centro Norte (Fetec-CUT/CN), Cleiton dos Santos Silva. Prejuízo para as regiões A MP 1052 promove uma série de mudanças nos fundos constitucionais de desenvolvimento regional do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO) que podem prejudicar a sustentabilidade destes fundos e dos bancos públicos que os administram, o Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB) e Banco do Brasil. “Estamos preocupados com essa MP, os bancários dos bancos do Norte e Nordeste estão muito preocupados. Essa medida tem o potencial de acabar com o Banco do Nordeste e o Basa, além de prejudicar a própria economia das regiões”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. Juvandia disse que a Contraf-CUT vai orientar os sindicatos a procurarem os deputados de suas bases para explicar os danos que a MP pode provocar. “Vamos mostrar os impactos que podem destruir a política de crédito nessas regiões. A MP representa a destruição desses bancos. O governo só quer fazer superávit. É a política do entreguismo”, disse a presidenta. Na prática, a MP poderá acarretar o fechamento de agências, pois o custo de manutenção é alto. Com o corte na taxa de administração, as agências físicas podem ser as primeiras a sofrerem cortes. Deixa também o crédito mais caro, pois a perda desses recursos poderá fazer com que o banco encareça o empréstimo a pequenos empresários e produtores. Atualmente, como o custo do crédito é relativamente baixo, ajuda a acelerar o crescimento dos microempreendedores, além de ser uma fonte de crédito de vital importância para as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O Basa e o BNB têm como prioridade o fomento ao desenvolvimento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, para a redução das desigualdades regionais. Boiada “Pensava-se inicialmente que o governo pretendia passar a boiada somente na área ambiental. Mas o passar a boiada é regra geral. Vejam a privatização da Eletrobras. Temos que denunciar a forma como o governo tenta evitar o debate dessa e de outras questões. Essas MPs sequer são instaladas, não são feitas audiências públicas e eles levam a votação direto para o plenário”, criticou o deputado Bohn Gass. O deputado Zé Carlos Nunes vai acompanhar a tramitação da MP no Congresso. “Caso essa MP seja aprovada, teremos uma perda de R$ 11 bilhões, um dinheiro que deixará de incentivar as economias regionais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e vai migrar para o Sudeste e Sul. É um valor significativo e que vai aumentar o custo do crédito para as regiões. Essa MP interessa somente ao capital financeiro e vai fragilizar ainda mais os bancos públicos”, disse o parlamentar. “A MP vai criar muitos obstáculos para se conseguir o crédito. Na verdade, o objetivo do governo é fazer saldo fiscal tirando o dinheiro dos fundos para entrar na margem líquida nacional. É um absurdo retirar esses recursos fundamentais ao Norte e Nordeste. Essa MP não trata de reduzir uma taxa para a população, trata de reduzir recursos para financiar os projetos daqueles que mais precisam”, disse o secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga. Fonte: Contraf-CUT