
No último sábado (29), a Caixa Econômica Federal apresentou uma proposta para o Saúde Caixa, que considera final e que será levada às assembleias que serão realizadas em todo o país de quinta (3) a sexta-feira (4).
Também houve encaminhamentos para a criação de um grupo de trabalho que discutirá PFG, PCS, Processos Seletivos Internos (PSIs) e remuneração variável, incluindo o Super Caixa.
A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa reivindicou que os trabalhos comecem o quanto antes, logo após a conclusão da campanha, com calendário intensificado de reuniões.
As agendas da mesa permanente de negociação serão ampliadas e também serão realizadas reuniões específicas para discutir os modelos Figital e Genesys.
“É importante que cada empregado e empregada conheça a proposta e todos os seus detalhes. A negociação não termina no plano de saúde: temos uma pauta ampla, construída pelos empregados e aprovada no 41º Conecef, que discutimos durante as negociações e vamos definir a redação final de algumas cláusulas nesta segunda-feira (31)”, ressaltou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.
O modelo apresentado pela Caixa modifica a forma de cobrança em relação ao acordo atual. Segundo a proposta, para os empregados da ativa a contribuição passa a variar de acordo com a idade do titular e de cada dependente.
No caso de aposentados e pensionistas, a contribuição do titular passaria de 3,5% para 4,5% da remuneração-base, enquanto a mensalidade por dependente passaria dos atuais R$ 480 para R$ 660.
O teto de comprometimento da renda do grupo familiar subiria de 7% para 9%. A proposta mantém as 13 mensalidades anuais.
Os dependentes indiretos (entre eles filhos de 21 a 27 anos) ficam fora do teto familiar.
O banco também levantou a questão sobre o estudo de mudanças estruturais no Saúde Caixa, inclusive a possibilidade de constituição de CNPJ próprio e busca de novas fontes de receita.
Houve ainda proposta da Caixa para uma reunião específica com as áreas responsáveis pelos modelos Figital e Genesys. No caso do Genesys, o banco se comprometeu a suspender até 31 de dezembro a penalização no Alcance.Caixa decorrente do transbordo do atendimento e ampliar de cinco para dez minutos o prazo antes do transbordo.
No caso do adiantamento salarial nos afastamentos por licença de saúde, a proposta do banco é que, quando o benefício for inicialmente indeferido pelo INSS, a cobrança para devolução do adiantamento não seja iniciada enquanto houver possibilidade de recurso. Somente após decisão definitiva começaria o procedimento de devolução.
*Fonte: Contraf-CUT


