Movimento sindical denuncia retirada de direitos com acordo proposto pelo Santander

Trabalhadores e entidades sindicais estão preocupados com um comunicado enviado pelo Santander aos empregados com diploma de nível superior e remuneração acima de dois tetos do Regime Geral de Previdência Social, considerados pelo banco como “hipersuficientes”. De acordo com denúncias recebidas por sindicatos, o documento propõe alterações importantes nas condições de trabalho, sem negociação coletiva prévia, podendo gerar retirada de direitos historicamente garantidos à categoria bancária. Exclusão do controle de jornada e do pagamento de horas extras, além da tentativa de enquadramento dos trabalhadores na exceção do artigo 62, II da CLT, afastando o regime tradicional de controle de horário fazem parte do documento. Além disso, o Instrumento particular de livre estipulação das relações contratuais de trabalho, como é chamado o documento, prevê que eventuais conflitos trabalhistas sejam resolvidos por arbitragem privada, restringindo o acesso direto à Justiça do Trabalho, e estabelece vigência por prazo indeterminado durante todo o vínculo empregatício. Segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Ana Marta Lima, o documento representa uma afronta à negociação coletiva e cria riscos concretos para os trabalhadores. “Orientamos todos os trabalhadores a não assinar o termo e denunciar ao sindicato qualquer tipo de pressão pela adesão. Este documento abre precedentes para o banco retirar outros direitos, como PLR, PPRS e demais conquistas históricas da categoria”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
CEE cobra respostas da Caixa e denuncia desvalorização dos empregados

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) se reuniu com a direção do banco, na última quinta-feira (30). As críticas à maneira como o banco tem conduzido as mudanças no atendimento foram os destaques da mesa de negociação. Durante o encontro, a representação dos trabalhadores denunciou a desvalorização dos empregados. Foram cobradas respostas para sobrecarga de trabalho, falta de pessoal, mudanças estruturais implementadas sem negociação prévia, adoecimento mental e um modelo de remuneração variável com regras sem transparência. Segundo a Comissão, o SuperCaixa precisa de regras transparentes e justas. A CEE cobrou da Caixa uma mesa específica para discutir o Saúde Caixa. Também foram criticados pontos como a implantação das plataformas de atendimento à Pessoa Jurídica (PJ), a migração de carteiras, as mudanças nas unidades e a combinação entre atendimento presencial e digital. De acordo com a CEE, essas questões têm alterado a rotina dos trabalhadores, já que não existe planejamento adequado, treinamento suficiente ou diálogo com os representantes dos empregados. Em relação ao adoecimento mental dos bancários, o coordenador da CEE/Caixa, Felipe Pacheco, ressaltou que a pesquisa da Fenae revela um cenário alarmante: 2% dos empregados afirmam viver sob ameaça permanente de descomissionamento, percentual que sobe para 45% entre trabalhadores de 40 a 49 anos. *Fonte: Contraf-CUT