Bancários de todo o país protestam contra o Santander

Bancários e suas representações sindicais realizaram, nesta terça-feira (29), um Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida, por Melhores Condições de Trabalho e por Contratações pelo banco Santander. Ocorreram manifestações em agências e departamentos do banco em todo o país. No Sul Fluminense, diretores sindicais percorreram as agências, entregaram informativos e conversaram com os bancários sobre a imposiçãoo de metas abusivas, entre outros problemas. Em algumas localidades houve atraso no início dos trabalhos, com reuniões entre os funcionários. Na parte da tarde, as manifestações ocorreram pelas redes sociais. “A gestão do banco espanhol no Brasil aplica uma política muito prejudicial aos funcionários, com cobrança abusiva de metas, sobrecarga de trabalho, fechamento de agências, gerando demissões e ou realocações… São medidas que transformam o ambiente de trabalho em um caos, causam o adoecimento dos trabalhadores e prejudicam o atendimento aos clientes”, explicou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o Santander, Mario Raia. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE Santander), Lucimara Malaquias, explicou que os trabalhadores querem negociações com o banco. “O banco precisa tomar medidas efetivas, que resultem em melhorias para os trabalhadores”, disse. Pandemia não acabou Mas, o estopim para as manifestações foi a convocação pelo banco de todos os trabalhadores, mesmo os que têm doenças que podem ser agravadas pela Covid-19, incluindo grávidas e funcionários não vacinados, para o trabalho presencial a partir de 4 de abril. “Não concordamos com o retorno dos trabalhadores com comorbidades ao trabalho presencial. Ainda não podemos falar em fim da pandemia. Essa medida é uma temeridade, principalmente com a chegada da variante Deltacron no Brasil e no mundo”, ressaltou a coordenadora da COE Santander. “Quem determina o fim da pandemia é a OMS (Organização Mundial da Saúde), não o governo federal e muito menos o banco”, completou. No dia 18, depois de o banco ter convocado todos seus funcionários para retornar ao trabalho presencial, a Contraf-CUT e demais entidades de representação dos trabalhadores (sindicatos e federações) e associativas dos funcionários do Santander e antigo Banespa (Afubesp) enviaram um ofício ao banco reforçando a posição contrária ao retorno e elencando reivindicações do movimento sindical na tentativa de minimizar os impactos e riscos para esse grupo. Entre elas: a reivindicação de que se mantenha a obrigatoriedade do uso de máscaras, independentemente da legislação local; e que a equipe médica do Santander forneça um documento no qual especifique tecnicamente quais são as medidas que o banco está tomando para garantir a segurança, a saúde e a vida dos trabalhadores de maior risco. Além disso, o movimento sindical está tirando um calendário de lutas e denúncias contra o Santander. “Aumentaremos a mobilização nacional contra essas medidas e estamos estudando, inclusive, denúncias formais a órgãos competentes”, concluiu a Lucimara. Tuitaço Além das manifestações realizadas na parte da manhã nas portas de agências e departamentos do Santander, houve manifestações nas redes sociais entre 15h e 16h, com a hashtag #SantanderNosRespeite, que alcançou a sétima posição entre os assuntos mais comentados do país em determinado momento. Fonte: Contraf-CUT
Santander comete práticas antissindicais

O Ministério Público do Trabalho (MPT) da 2ª Região reconheceu que as demissões em massa promovidas pelo Santander configuram prática antissindical. O parecer foi emitido a partir de ação promovida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região sobre demissões em massa na Vila Santander em 2018. Segundo a procuradora Emilie Margret Henriques Neto, “da análise do objeto da ação mencionada, extraiu-se que as dispensas coletivas sem prévia negociação foram tratadas como atos antissindicais praticados pelo banco inquirido, que foi condenado em primeiro grau a se abster de tais práticas. As dispensas em massa são, de fato, espécies de atos antissindicais, conforme se extrai da Nota Técnica CONALIS 07/2020”. Para a dirigente do sindical Ana Marta Lima, é muito importante o reconhecimento pelo MPT de que as demissões em massa praticadas pelo Santander configuram prática antissindical. “Continuaremos a denunciar esta postura do banco de impor decisões arbitrárias e unilaterais, sem diálogo ou negociação com a representação dos trabalhadores, tanto nas nossas ações sindicais quanto em ações na Justiça”, disse. >>>>> Leia o Manual de atuação contra atos antissindicais do MPT Reincidência Segundo o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mario Raia, a instituição tem histórico de condenações por desrespeito aos funcionários e entidades de representação sindical. “O banco não reconhece devidamente os esforços que seus funcionários realizam no desempenho de suas funções e, mais do que isso, que busca cercear o direito de representação sindical”, disse. O dirigente da Contraf-CUT lembrou ainda que o banco é reincidente nestes casos. “São muitas ocorrências em diversas partes do país. O banco já foi até condenado a pagar indenização de R$ 274 milhões por dano moral coletivo, por exigir o cumprimento de metas abusivas, que elevaram o índice de adoecimento mental em função do trabalho. As leis e os trabalhadores brasileiros parecem não valer nada para o banco espanhol. Pensam que podem fazer o que quiserem aqui”, completou o dirigente da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT, com informações do SPBancários
Santander insiste no atendimento até às 18h

Em mais uma ofensiva para tentar aumentar horário de atendimento em suas agências, o banco Santander, sem qualquer tipo de negociação com o movimento de representação sindical dos trabalhadores, anunciou que vai atender clientes até às 18h. O expediente bancário normal se encerra às 16h. O movimento sindical se reuniu na terça-feira (8) para avaliar os impactos desta mudança sobre os trabalhadores e, nesta quarta-feira (9), transmitiu as informações ao banco, que manteve a proposta. Segundo o banco, o objetivo é promover a renegociação de dívidas de clientes. A ação, denominada “Semana Desendivida”, está prevista para a próxima semana, de segunda (14) até sexta-feira (18). Mas, para a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, a extensão do horário de atendimento não é algo pontual, como o banco tenta demonstrar. “O que está em andamento no Santander é um projeto de gestão que não respeita, não negocia e não ouve os trabalhadores, decide tudo sozinho, implementa e atropela todos os envolvidos no processo. Uma gestão que não respeita o acordo coletivo e nem dispositivos internacionais que obrigam a negociação”, disse. Reincidência Para o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Mario Raia, não é de hoje que o Santander busca aumentar o horário de atendimento. “Mesmo contra a lei, o banco já tentou, diversas vezes, abrir aos sábados e estender o horário de funcionamento das agências”, disse, lembrando que o banco já buscou abrir agências em shoppings e aeroportos aos sábados, e em campanhas específicas. Semana “desendivida” Sem qualquer tipo de negociação ou anuência do movimento sindical, o banco Santander definiu alguns pontos para o que está chamando de “semana ‘desendivida’”: As agências funcionarão das 9h às 10h para atendimento preferencial para o grupo de maior risco; Das 10h às 16h para o público em geral; Das 16h às 18 horas, ficarão fechadas para o público em geral e permanecerá um funcionário no autoatendimento para realizar a triagem dos clientes que desejarem renegociar dívidas. Os caixas serão dispensados às 16h. Participarão da ação todos os funcionários com cargo de gerência. Ao longo da semana, dependendo da demanda, podem ocorrer ajustes para mais, ou para menos, no quadro de funcionários convocados; Vigilantes e equipes de limpeza permanecerão nas agências até às 18h; Caso haja extrapolação de jornadas, estas serão compensadas e não pagas. “Nós entendemos que todo o trabalho deve ser pago e não compensado e que o problema está na precarização das condições de trabalho, que fica cada vez pior no Santander”, avaliou Lucimara. “Além disso, a medida gera maior exposição dos trabalhadores ao vírus da Covid-19”, completou. “Ressaltamos a importância da participação dos bancários e bancárias nas ações sindicais, que visam fortalecer a luta pelo emprego, por mais contratações, por respeito, saúde e condições de trabalho”, explicou a coordenadora da COE. “Todos precisam ficar mobilizados e acompanhar as redes dos sindicatos, federações e da Contraf-CUT para ficar informados sobre as ações que serão tomadas”, orientou. Fonte: Contraf-CUT
Santander pagará PLR no dia 25

Em resposta ao ofício enviado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) para a antecipação de pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), o banco Santander informou, nesta quarta-feira (2), que irá efetuar o crédito no dia 25 de fevereiro, em folha de pagamento mensal, a qual ocorreria ordinariamente em 28 de fevereiro, mas foi antecipada. Na mesma data, também será efetuado o pagamento dos valores do programa próprio de participação nos resultados (PPRS). Este programa próprio está em fase de apuração final. A divulgação de resultados do Santander, referente ao exercício de 2021, ocorreu nesta quarta-feira (2). Fonte: contraf-CUT
Santander lucra quase R$ 16,5 bi em 2021

O banco Santander obteve Lucro Líquido Gerencial de R$ 16,347 bilhões em 2021, alta de 7% em relação a 2020, com rentabilidade (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio Anualizado – ROAE) de 21,2%. O lucro mundial do banco foi de € 8,654 bilhões, crescimento de 70,3%. “Um banco que, mesmo em período de pandemia, lucra quase R$ 16,5 bilhões em um ano, pode fazer mais por seus funcionários e, principalmente, para o país”, observou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, ao ressaltar que os funcionários do banco cobram que o banco cumpra seu papel social, pare de demitir, melhore e respeite os protocolos de segurança sanitária e prevenção à Covid-19. Menos agências, menos empregos O resultado no Brasil representa 26,9% do lucro global, segundo análise realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em contrapartida, o Santander contribui com o desemprego no país. O banco encerrou 2021 com 48.834 empregados. O saldo entre contratações e demissões foi positivo nos três primeiros trimestres, mas no quarto houve uma redução de 452 postos de trabalho. No ano, o saldo foi positivo, com a abertura de 4.235 postos de trabalho em doze meses. “Apesar do aumento das contratações é fato que as mesmas ocorreram de terceiros e não de bancários. Com redução de direitos e condições de trabalho precárias”, observou Lucimara. Se considerarmos o período de dez anos (2012 a 2021) houve uma redução de 5.198 postos de trabalho bancário no Santander. Outro desfalque que o banco causa ao país é o fechamento de agências bancárias. Em 2021 foram fechadas 166 agências bancárias e 27 postos de atendimento bancário (PABs). Mas, ao analisarmos os balanços de todo o período da pandemia, vemos que foram fechadas 341 agências e 128 PABs do Santander. A maior parte destas unidades fechadas era localizada em cidades distantes dos grandes centros de poder econômico do país, ou nas periferias das grandes cidades. “Quando o banco fecha uma agência em uma cidade afastada dos grandes centros, muitas vezes, ele está fechando o único banco daquela localidade. Com isso, as pessoas de lá, que na maioria das vezes não tem as mesmas facilidades de acesso aos meios digitais de transação bancária, são obrigadas a deslocar por grandes distâncias para conseguir exercer seu direito constitucional de uso do sistema bancário. Assim, o banco deixa de cumprir sua obrigação social”, destacou a coordenadora da COE/Santander. “Além disso, a economia local é prejudicada, principalmente o comércio”, completou. Crédito A Carteira de Crédito Ampliada do banco no país teve alta de 11,8% em doze meses e de 1,9% no trimestre, atingindo R$ 536,5 bilhões. As operações com pessoas físicas cresceram 20,6% em doze meses, chegando a R$ 210,2 bilhões, com crescimento em todas as linhas e impulsionadas, especialmente, pelo crédito pessoal / outros (+33,9%), crédito imobiliário (+20,5%), por Leasing / Veículos (+17,4%) e por Rural (+14,3%). O Índice de Inadimplência superior a 90 dias, incluindo Pessoa Física e Pessoa Jurídica, ficou em 2,7%, com alta de 0,6 pontos percentuais em comparação a 2020. Já as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) foram reduzidas em 6,8%, totalizando R$ 15,356 bilhões. Veja abaixo a tabela resumo do balanço do Santander, ou leia a íntegra da análise, ambos elaborados pelo Dieese.
Contraf-CUT reivindica antecipação da segunda parcela da PLR

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou nesta segunda-feira (31) ofício aos bancos Santander, Bradesco, Itaú, Safra, Banco do Brasil, Banco do Nordete (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) para reivindicar a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos bancários. A Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) da categoria determina que os bancos têm até 1º de março para realizarem o crédito. Todos os anos a Contraf-CUT solicita a antecipação, muitas vezes atendida pelas instituições financeiras. Março é a data do pagamento da segunda parcela da PLR 2021, descontado o valor pago como antecipação em setembro de 2021. Com os balanços dos bancos no ano de 2021 fechados e os resultados consolidados, cada instituição financeira já pode calcular o que pagará de PLR a seus funcionários. É importante lembrar que em 2020 a categoria bancária conquistou um acordo de dois anos que garantiu, entre outros avanços, um reajuste de 10,97% (reposição da inflação + aumento real de 0,5%) nas parcelas fixa e adicional no teto da PLR 2021. PLR A categoria bancária foi a primeira no Brasil a conquistar participação no lucro das empresas. Desde 1995, a CCT determina o pagamento da PLR pelos bancos. A PLR é composta por regra básica e parcela adicional: 1- Regra Básica: corresponde a 90% do salário-base + verbas fixas de natureza salarial, reajustados em setembro de 2021, mais o valor fixo de R$ 2.807,03, limitada ao valor individual de R$ 15.058,34. A regra básica tem como teto o percentual de 12,8% do lucro líquido do banco; e, como mínimo, o percentual de 5% do lucro líquido do banco. Ou seja, se o valor total da “Regra Básica” da PLR for inferior a 5% do lucro líquido do banco, em 2021, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado e limitado ao valor de R$ 33.128,31, ou até que o valor total da “Regra Básica” da PLR atinja 5% do lucro líquido, o que ocorrer primeiro. 2- Parcela Adicional: corresponde à divisão linear de 2,2% do lucro líquido, pelo número total de empregados, em partes iguais, até o limite individual de R$ 5.614,06. De acordo com a CCT, todas as instituições financeiras que apresentaram lucro estão obrigadas a pagar a PLR, com exceção das que tiveram prejuízo em 2021. Confira o calendário de divulgação dos balanços dos bancos Santander – 02/02 Bradesco – 08/02 BB – 14/02 Itaú – 10/02 Basa – 31/03 *Os demais bancos não divulgaram as datas da divulgação dos resultados. Fonte: contraf-CUT
Santander apresenta protocolo contra Covid-19 com alguns avanços

Em reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, na tarde de quarta-feira (26), o banco cedeu aos apelos dos trabalhadores e apresentou avanços no protocolo de prevenção à Covid-19. A coordenadora da COE/Santander, Lucimara Malaquias, alertou, no entanto, que a pandemia não acabou e, com o surgimento da variante Ômicron, os casos de contaminação têm aumentado entre os funcionários do Santander. “Os avanços nos protocolos foram obtidos graças à atuação do movimento sindical, ao cobrar do banco mais rigor nas medidas de segurança para garantir a saúde e a vida dos bancários, clientes e evitar a disseminação da doença para a sociedade. Consideramos muito importantes, mas ainda insuficientes”, ressaltou. “Continuaremos monitorando as orientações técnicas e científicas e, se preciso, procuraremos o banco novamente”, completou. Home office A dirigente disse ainda que a COE continuará cobrando do banco a retomada do home office como principal medida de segurança nesse momento de agravamento da pandemia. E que continuará atenta e cobrando do Santander o respeito aos protocolos. “É fundamental que os bancários continuem denunciando aos seus respectivos sindicatos os casos em que as medidas não sejam cumpridas”, acrescentou. >>>>> Responda pesquisa para apurar situação da Covid-19 nos bancos Medidas conquistadas Nenhum funcionário deve trabalhar com qualquer sintoma relacionado à Covid-19 ou gripe. Nos primeiros sinais, deve se afastar imediatamente, contatar o médico (preferencialmente a telemedicina), informar o gestor e se submeter ao teste; O afastamento foi reduzido para 10 dias conforme portaria e novas recomendações médicas, no entanto, o retorno só se dará caso o trabalhador esteja há 24 horas sem tomar medicação antitérmica e sem sintomas. Caso ainda esteja com sintomas, deve procurar o médico e o retorno dependerá de orientação médica neste sentido; Desde o início do ano, foram emitidos dois novos comunicados com orientações aos funcionários e mais um deve sair nos próximos dias. O banco atendeu ao pedido do movimento sindical de reforçar a comunicação interna de orientação; Quanto à sanitização, o banco informou que todas as equipes de limpeza têm sido reforçadas e que as limpezas são diárias em todos os locais. Informou também que é feita com produtos específicos para eliminar os vírus. No protocolo de higienização consta a limpeza de mesas, cadeiras, teclado, ATMs, portas, piso, banheiros e todos os objetos da agência; A COE reforçou a necessidade de aumentar a regularidade das limpezas e, nos locais onde não estejam sendo feitas, os trabalhadores devem acionar seus sindicatos. Atendendo ao pedido do movimento sindical, desde o início da pandemia o banco tem ressarcido os testes rápidos. Para ter o ressarcimento, os gestores devem informar ao banco todos os contatantes e suspeitos, que imediatamente deverão receber um QRcode para ser utilizado na farmácia mais próxima. Este procedimento consta na intranet e está disponível para todos os funcionários; Está disponível o teste rápido para os funcionários lotados na Torre, no Radar e no GD em SP. O teste é realizado pelo Sírio Libanês, mediante agendamento. Cobranças que permanecem • O banco disse que manterá o contingente de trabalhadores no presencial, baseado na necessidade do negócio e da produtividade. A COE reiterou o pedido para que o Santander reveja este posicionamento, pois aglomerações aumentam o risco de transmissão e também a sensação de insegurança dos trabalhadores. O banco informou que não há critérios definidos para fechamento de agências, que em cada local a situação é avaliada individualmente. O movimento sindical apontou que isto é um grande problema, pois a falta de critério tem gerado dúvidas e dificulta a fiscalização e que, com mais de dois anos de pandemia, é urgente que o banco defina e divulgue os critérios. O Santander tem seguido as novas medidas implementadas pelo Ministério da Saúde, que definem como contatantes as pessoas que estiveram a menos de 1 metro, por mais de 15 minutos e com o uso inadequado das máscaras de quem teve a doença confirmada. O banco informa que, em casos de dúvidas da metragem e do tempo, o trabalhador também deve ser afastado e submetido ao teste. O movimento sindical deixou claro ao banco que discorda deste critério, pois há fragilidade e dificuldade de aferir quanto tempo os trabalhadores ficaram em contato uns com os outros. fonte: Contraf-CUT
Liminares e manifestações impedem trabalho do Santander no sábado

O movimento sindical conquistou liminares em diversas regiões do Brasil para impedir o trabalho aos sábados no banco Santander. Em alguns locais, o banco conseguiu cassar a liminar, mas, na maior parte deles, elas foram mantidas, com decisões favoráveis aos trabalhadores. Também houve manifestações sindicais em diversos locais. “Mais uma vez, o Santander descumpre leis brasileiras, desrespeita o movimento sindical e, principalmente, os trabalhadores, que já estão expostos ao vírus da Covid-19 durante toda a semana e, agora, são forçados a se expor também aos sábados, o que aumenta o risco de contágio deles e de suas famílias” disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, se referindo à Lei 4178/1962, que extinguiu o funcionamento de bancos aos sábados, e à nova disparada dos casos de Covid-19 no país. Desendivida de verdade Sem consultar o movimento sindical ou os trabalhadores, que são os maiores prejudicados, o banco lançou uma campanha que supostamente tem o objetivo de promover o desendividamento dos clientes e colocou os bancários para atender estes clientes aos sábados. “Ao invés de prejudicar seus funcionários, bastava reduzir tarifas e juros, parar de direcionar o crédito para clientes ‘rentáveis’, parar de demitir funcionários e aumentar seu contingente de pessoal para atender os clientes durante a semana. Esta seria a verdadeira campanha de desendividamento”, explicou a coordenadora da COE/Santander. Ação sindical Após as tentativas infrutíferas de negociar com o banco, onde não foi possível impedir a abertura das agências com ações judiciais, houve manifestações nas imediações das agências. Em muitos casos, os trabalhadores acabaram sendo dispensados e voltaram para suas casas. Além de forçar os trabalhadores a trabalharem no sábado, o banco não quer nem pagar as horas extras. Quer que as mesmas sejam compensadas durante a semana. Os sindicatos estudam ações para que haja o pagamento de horas extras para quem trabalhou, ou se colocou à disposição do banco no sábado. “Entendemos que todo trabalho deve ser remunerado e não compensado. O trabalho aos sábados é extraordinário e, portanto, é obrigação mínima do banco remunerar esses trabalhadores”, defendeu Lucimara. “Não concordamos com o trabalho aos sábados e existe lei que impede a abertura de agências bancárias aos sábados. O banco tem que entender que neste país existe lei”, disse. Com o chapéu alheio Para a coordenadora da COE/Santander, o banco procura fazer cortesia com o chapéu alheio. “Se o banco tem interesse em promover uma ação social de desendividamento, deve procurar alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores e mantenham as condições de trabalho adequadas, condizentes com o momento sanitário atual do país. Não dá para ajudar os clientes em detrimento dos funcionários. O banco deve assumir o ônus de sua campanha, não seus funcionários”, observou. “Além disso, vendo algumas propostas de renegociação feitas pelo banco, não há redução de juros, apenas um parcelamento maior da dívida. Ou seja, mesmo num momento crítico, o banco ganha de todo lado. Promove uma responsabilidade social ‘pra inglês ver’”, concluiu
Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante tutela antecipada que impede abertura do Banco Santander neste sábado, 22

Se a instituição de crédito descumprir a decisão cabe multa de R$ 50 mil por trabalhador O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garantiu junto à 1ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, através de Tutela de Urgência, a proibição da abertura e do funcionamento das agências do Banco Santander neste sábado, dia 22. A decisão foi assinada pelo juiz substituto, Gustavo Jacques Moreira da Costa. Até a decisão de mérito, o juiz vinculou que se eventualmente houver descumprimento da decisão, o banco será penalizado com multa no valor de R$50 mil por trabalhador revertida ao sindicato-autor. A ação pleiteia ainda que a instituição se se abstenha de abrir em todo e qualquer sábado, por ser dia não trabalhado pelos empregados de estabelecimento bancário. O Banco pretendia lançar neste dia a campanha “Desendivida”, oferecendo à população um dia de serviços fora do horário comum de atendimento bancário. Conforme análise da diretoria do Sindicato, o bancário possui regra própria regida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no que se refere à jornada de trabalho. “O expediente é de 6 horas diárias de segunda à sexta-feira perfazendo o total de 30 horas semanais. Pode haver prorrogação deste tempo para 8 horas diárias, desde que não ultrapasse 40 horas semanais”, enfatizaram. De acordo com o advogado da entidade sindical, Murilo Baptista, as determinações estão expressas nos artigos 224 e 225 da CLT. “Não pode o réu aumentar a jornada de trabalho dos seus empregados, regulamentada em lei, sem a participação do Sindicato da Categoria, garantia esta prevista no inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal. O lançamento da campanha pelo banco não configura excepcionalidade que possibilitaria o trabalho extra aos sábados dos seus empregados (art. 61 da CLT), o que poderia ser feito de segunda à sexta-feira prorrogando a jornada em 2 horas, com o pagamento de horas extras ou compensação de jornada, na forma prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria”, detalhou O funcionamento dos estabelecimentos de crédito aos sábados é expressamente proibido na forma do artigo 1º da Lei 4.178/62. “Se o réu insistir nesta medida infringirá a norma cogente proibitiva ao abrir suas lojas aos sábados”, concluiu Murilo César. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Sem negociar com trabalhadores, Santander abrirá agências no sábado (22)

O Santander decidiu abrir suas três mil agências em todo o Brasil, no próximo sábado (22), das 10h às 14h, sem qualquer negociação com a representação sindical dos trabalhadores. O banco se limitou a fazer uma ligação para a representação dos trabalhadores para informar sobre a decisão que já havia sido tomada, sem abrir possibilidades de negociações. “É importante que haja negociação antes da comunicação oficial, espaço para colocar a posição do trabalhador, as condições de trabalho, as dificuldades impostas pela abertura num sábado, mas o Santander insiste na postura antissindical e antitrabalhador”, criticou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Foram convocados para o trabalho no sábado os gerentes de negócios e serviços (GNS) de 8 horas; gerentes gerais; e gerentes PJ, PF e Van Gogh. Não trabalharão caixas, GNS de 6 horas e demais cargos não descritos acima. >>>>> Em carta aberta, funcionários questionam presidente do Santander abertura de agências no sábado Sem pagar horas-extras O banco negou o pagamento de horas extras alegando dificuldades sistêmicas para tal. Os bancários que trabalharem no dia 22 terão direito a folgar uma hora e meia para cada hora trabalhada. A compensação se dará na semana seguinte e não nos seis meses praticados por meio da Política Interna de Compensação de Horas, que não foi negociada com o movimento sindical. “Além de convocar para trabalhar em um sábado, durante a pandemia, o banco ainda se nega a pagar horas extras”, denunciou a coordenadora da COE/Santander. “Para abrir uma agência no sábado, o banco precisa fazer alterações sistêmicas e logísticas complexas e tudo isso foi feito em tempo recorde, mas quando se trata de beneficiar os funcionários, o banco sempre tem uma enorme dificuldade. Isso só aumenta a indignação dos trabalhadores”, completou. Endividamento é culpa dos bancos O banco alega que a inadimplência está alta e numa crescente, o que tem levado muitos clientes a serem negativados, e, por conta disto, ficarem sem crédito no mercado, num momento crítico de desemprego agravado pela crise econômica e sanitária no país. Para Lucimara, não adianta o banco fazer marketing para tentar se mostrar como “bonzinho”, como uma instituição preocupada com endividamento do brasileiro, mas, na prática, contribuir para a situação de crise econômica e financeira do país. “O Santander e o sistema financeiro de forma geral têm grande parcela de responsabilidade pelo endividamento da população e pela crise econômica e financeira no país, tendo em vista as tarifas e juros praticados e pelo direcionamento e segmentação do crédito apenas para públicos que despertam seu interesse por lucros”, criticou a coordenadora da COE/Santander. “Se o banco quer reduzir a inadimplência e a pobreza no país deve gerar empregos e parar as demissões; reduzir juros e tarifas; interromper a terceirização; deixar de apoiar projetos de leis que retiram direitos e reduzem a massa salarial da população; e incentivar o crédito para pequenas e médias empresas; além de oferecer crédito responsável para os clientes”, completou. Agravamento da pandemia O país vive o agravamento da pandemia do coronavírus, junto com um surto de Influenza (H3N2), o que tem causado aumento nas contaminações nas agências e prédios e prejudicado os bancários. Nesta situação específica, há uma questão social colocada: a campanha Desendivida pode ajudar milhares de clientes que já estão sem crédito ou prestes a negativarem, num momento em que mais de 14 milhões de pessoas estão desempregadas e sem perspectivas de retornarem ao mercado de trabalho. “Há formas mais eficazes para ajudar a população, uma delas é contratar bancários para que possam atender a demanda de segunda a sexta, das 10h às 16h”, sugeriu Lucimara. Os sindicatos constataram uma grande indignação dos trabalhadores em trabalharem no sábado, em meio a um momento crítico da pandemia de Covid-19 e do surto de influenza. Além disto, ao longo da pandemia, o Santander tem exposto bancários ao trabalho presencial, mantido protocolos frágeis contra Covid-19 e intensificado a terceirização que, na prática, significa retirada de direitos. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região está fazendo uma pesquisa para aferir a insatisfação dos bancários. Participe! Fonte: Redação SPBancários, com edições da Contraf-CUT