Pioneirismo do Santander prejudica funcionários

Mais uma vez o Santander saiu na frente na implantação de mudanças que trazem prejuízos aos trabalhadores do sistema financeiro Desde o dia 4 de setembro, o banco Santander voltou a abrir suas agências das 9h às 10h para atendimento prioritário e das 10h às 16h para o público em geral. Nenhum outro banco retomou o horário de atendimento pré-pandemia. A medida foi tomada sem qualquer tipo de negociação com a representação dos trabalhadores. “Na ocasião lamentamos a atitude do banco, mostramos nossa discordância e alertamos que isso prejudicaria os funcionários, que estariam mais expostos ao vírus da Covid-19. Menos de um mês após a medida, já constamos grandes filas nas agências após às 14h, quando os demais bancos já estão fechados ao público. Isso causa aglomerações e aumenta ainda mais os riscos para clientes e funcionários”, alertou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na mesa de negociações com o banco, Mario Raia. O dirigente da Contraf-CUT lembrou, ainda, que o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) dos funcionários determina que, qualquer medida que tenha consequências diretas no dia a dia de trabalho, deve ser negociada com o movimento sindical, se referindo ao Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do ACT, que em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê. Pioneiro A volta da abertura das agências até às 16h era uma pauta que estava sendo debatida entre os bancos que fazem parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não houve consenso e o encaminhamento foi de que a medida seria tomada de forma individual. “O Santander, como sempre, é o pioneiro entre os bancos nestas questões que podem causar algum dano aos trabalhadores. O banco não tem medo de mostrar que não se importa com o que possa acontecer com seus funcionários. A única coisa que importa é o lucro”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram à modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. Fonte: Contraf-CUT

Santander voltará a abrir agências até às 16h

Mais uma vez, banco toma uma medida sem negociar com a representação dos trabalhadores O banco Santander comunicou clientes que, a partir de segunda-feira (4), suas “lojas” voltarão a atender o público até às 16h. Os gestores foram orientados a, nesta quinta-feira (30), afixar cartazes informando a alteração do horário, que volta a ser o mesmo de antes da pandemia: das 9h às 10h para atendimento exclusivo para o público prioritário e das 10h às 16h para o público em geral. “Lamentamos que, mais uma vez, o banco tome uma medida que tem consequências diretas no dia a dia de trabalho sem negociar com a representação dos trabalhadores, em desrespeito ao que determina o acordo coletivo que o banco tem firmado com o movimento sindical”, criticou o coordenador interino da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e secretário de Assuntos Socioeconômicos da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mario Raia. O dirigente da Contraf-CUT se refere ao Comitê de Relações Trabalhistas, previsto na cláusula 35 do Acordo Coletivo de Trabalho firmado entre o banco e seus funcionários, que em seu parágrafo primeiro define que as demandas do Santander e dos empregados, que não tratem de questões econômicas e de interesse local dos sindicatos, deverão ser encaminhadas através do Comitê”. Pioneiro A volta da abertura das agências até às 16h era uma pauta que estava sendo debatida entre os bancos que fazem parte da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não houve consenso e o encaminhamento foi de que a medida seria tomada de forma individual. “O Santander, como sempre, é o pioneiro entre os bancos nestas questões que podem causar algum dano aos trabalhadores. O banco não tem medo de mostrar que não se importa com o que possa acontecer com seus funcionários. A única coisa que importa é o lucro”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Uma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avaliou as condições de teletrabalho da categoria após mais de um ano de duração dessa modalidade neste período de pandemia de Covid-19. Mais de 13 mil bancárias e bancários responderam ao questionário e feitos vários recortes na pesquisa, que aponta maior incidência de diagnóstico positivo de Covid-19 (38%) entre os que permaneceram no trabalho presencial do que entre aqueles que passaram a modalidade em home office (23%). Chamou a atenção o fato de que o banco que menos colocou trabalhadores em teletrabalho foi o que mais teve registros de contaminação. Fonte: Contraf-CUT

Santander pagará PLR no dia 30

O banco Santander pagará a parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) aos funcionários no dia 30 de setembro, último dia para o pagamento definido na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Na mesma data serão pagos os valores referentes ao Programa Próprio Específico (PPE). “Infelizmente, mais uma vez, o Santander deixará o pagamento para o último dia estabelecido em nosso acordo coletivo. Dentre os cinco maiores bancos do país, será o último a pagar”, observou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Mario Raia. “É a prova de que o banco ‘valoriza’ os trabalhadores”, completou. Aos empregados dispensados sem justa causa, o pagamento será efetuado na proporção de 1/12 (um doze avos) do valor, por mês trabalhado ou fração igual ou superior a 15 quinze dias, conforme prevê a CCT de PLR. PPE O Programa Próprio Específico (PPE) é pago apenas para áreas elegíveis e suas regras não são discutidas com os sindicatos. Obedece critérios de produtividade e de notas de feedback que nem sempre seguem critérios claros e justos, sendo, na maior parte das vezes, submetidas à avaliação do gestor. Acordo de dois anos O dirigente da Contraf-CUT ressaltou ainda que a PLR não é um benefício dado pelo banco, mas sim um direito conquistado pela categoria e que é negociado a cada campanha. “Receber PLR é um direito que conquistamos faz algum tempo, mas foi o acordo de dois anos, que realizamos no ano passado, que vamos receber a PLR neste valor e neste formato de distribuição”, observou. Mario destacou ainda importância de os trabalhadores perceberem que a PLR, o reajuste e tantos outros direitos não são benefícios, mas conquistas. “Quando se tem esta percepção, começamos a nos unir para lutar por aquilo que queremos. Por isso, o banco tenta dizer que é benefício e não direito conquistado. Mas, sabemos que são conquistas obtidas com muita luta”, completou Mario Raia. Regra conquistada A PLR total da categoria bancária (a antecipação paga agora em setembro, mais a segunda parcela, que será paga até o final de março de 2022) corresponde a 90% do salário-base acrescido das verbas fixas de natureza salarial, mais o valor fixo, neste ano, de R$ 2.807,03. Se a soma do valor total da “Regra Básica” da PLR de todos os funcionários for inferior a 5% (cinco por cento) do lucro líquido do banco, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado, limitado ao valor de R$ 33.128,21, ou até que o valor total da “Regra Básica” da PLR atinja 5% (cinco por cento) do lucro líquido, o que ocorrer primeiro. Além disso, tem uma parcela adicional, cujo valor é determinado pela divisão linear da importância equivalente a 2,2% do lucro líquido do banco pelo número total de empregados elegíveis, de acordo com as regras estabelecidas, até o limite individual de R$ 5.614,06. Outra conquista sobre a PLR é a antecipação, a ser paga até, no máximo, 30 de setembro, do valor correspondente a 54% do salário-base mais verbas fixas de natureza salarial, acrescido do valor fixo de R$ 1.684,21, além da parcela adicional, com valor equivalente a 2,2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2021, até o limite individual de R$ 2.807,03. “No ano passado, em decorrência da pandemia que assola o mundo e deixou o país em frangalhos devido à precária gestão sanitária do governo Bolsonaro, o banco antecipou para setembro o pagamento do valor total da PLR, não apenas os 54% estabelecidos no acordo. Ainda estamos vivendo sob o Estado de Calamidade determinado em função da pandemia, mas neste ano, lamentavelmente, o banco não teve a mesma atitude”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT

Santander confirma data do pagamento da PLR e do PPE

O Santander confirmou ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região que irá creditar a PLR no dia 30 de setembro, último dia para o pagamento dos valores aos funcionários. Na mesma data será pago o Programa Próprio Específico (PPE). Aos empregados dispensados sem justa causa, será efetuado o pagamento da antecipação até 30 de setembro, na proporção de 1/12 (um doze avos) do valor, por mês trabalhado ou fração igual ou superior a 15 quinze dias, conforme prevê a CCT de PLR. PLR Santander 2021 é conquista do Sindicato A PLR dos bancários é uma conquista importante da categoria – junto do movimento sindical –, que foi a primeira a garantir esse direito em Convenção Coletiva de Trabalho Nacional, em 1995. Desde então, a PLR bancários passou por muitos ajustes e melhorias, resultando em valores cada vez maiores. “Embora exista lei que defina a distribuição de lucros, a regra para essa distribuição é fruto de negociação coletiva. A PLR deste ano também será reajustada com base no INPC, mais aumento real de 0,5%, e é importante que a categoria reconheça isso como um direito conquistado e garantido pela CCT, porque, ao contrário do bônus e da variável, que são calculados e pagos de acordo com a produtividade, a regra da PLR é a mesma para todos os trabalhadores, e não tem relação com a meta. Isso garante uma distribuição mais justa e igualitária para todos os trabalhadores.” Lucimara Malaquias, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander Campanha Nacional garante aumento real em 2021 nos salários e PLR dos bancários Além da manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, a categoria bancária terá este ano reajuste de 10,97% sobre salários, VA e VR, sobre as parcelas fixa e adicional e teto da PLR e demais verbas (13ª cesta, auxílio creche/babá, vale transporte, auxílio-funeral, requalificação profissional, entre outras). O reajuste corresponde à reposição da inflação (INPC entre 1º de setembro de 2020 e 31 de agosto de 2021) mais aumento real de 0,5%. A categoria bancária será uma das poucas no Brasil a conquistar reajuste acima da inflação este ano. PPE O Programa Próprio Específico (PPE) é apenas para áreas elegíveis e suas regras não são discutidas com os sindicatos, e obedecem critérios de produtividade e de notas de feedback que nem sempre seguem critérios claros e justos, sendo, na maior parte das vezes, submetidas à avaliação do gestor. Este programa exclui áreas e grupos de funcionários. Além disto, as regras de elegibilidade mudam o tempo todo e muitas vezes prejudicam os trabalhadores que contribuíram com o lucro do banco. Fonte: SP Bancário

Sindicato garante reintegração de mais uma bancária

Funcionária do Santander há mais de nove anos foi dispensada durante a pandemia da Covid-19, rompendo um acordo dos bancos de não demitirem durante a crise sanitária O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, por meio do seu Departamento Jurídico, garantiu mais uma importante vitória junto ao Tribunal Regional do Trabalho. Trata-se da reintegração de Ariane da Silva Viana ao quadro de funcionários do Banco Santander, agência Aterrado, em Volta Redonda, ocorrida na última sexta-feira, dia 03. Depois de mais de nove anos de serviços, a instituição financeira demitiu a trabalhadora em setembro de 2020, em plena crise sanitária provocada pelo coronavírus. Conforme detalha o advogado do Sindicato, Murilo Cezar Reis Baptista, a nulidade da dispensa foi fundamentada no compromisso de não demissão que os grandes bancos assumiram junto às entidades sindicais e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). “A dispensa da autora se deu em meio à pandemia do novo coronavirus, em uma atitude que, mais do que violar o princípio da isonomia, constituiu ato discriminatório, na medida em que inúmeros empregados se beneficiaram da decisão do réu, de suspender as demissões, quando ainda estavam em curso as políticas de isolamento/quarentena implementadas em todos os níveis de administração governamental. Há um entendimento que o rompimento da relação de trabalho por ato discriminatório, além do direito à reparação pelo dano moral, faculta ao empregado optar entre a reintegração com ressarcimento integral de todo o período de afastamento, mediante pagamento das remunerações devidas, corrigidas monetariamente e acrescidas de juros legais ou a percepção, em dobro, da remuneração do período de afastamento, corrigida monetariamente e acrescida dos juros legais”, disse o advogado. Ele ainda acrescentou que a reintegração da bancária tem garantia em nível constitucional, expresso no artigo 5º, caput. “O princípio da isonomia garante o tratamento igual e uniformizado de todos os seres humanos, bem como sua equiparação no que diz respeito às oportunidades de forma igualitária a todos os indivíduos”. O presidente do Sindicato, Júlio Cunha, comentou o assunto. “Conseguimos restituir as funções da bancária e isso é motivo de muita alegria para nós. O Sindicato sempre está á disposição dos seus associados para defender seus interesses trabalhistas e de saúde. Neste momento, o Brasil enfrenta uma grave crise econômica e de desemprego provocada também pela Covid-19 e suas variantes. Neste cenário, a orientação é que todo desligamento feito pelos bancos sejam acompanhados de perto pela entidade”. A reintegração da bancária foi acompanhada pelo presidente do Sindicato, Júlio Cunha. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense

Santander negligencia sofrimento dos seus funcionários

Em negociação com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), o Santander não apresentou respostas razoáveis e muito menos soluções para problemas detalhados em uma pauta em posse do banco desde o dia 22 de junho. Na reunião realizada virtualmente na tarde desta quarta-feira (4), os representantes dos trabalhadores cobraram mais contratações, respostas para descontos relacionados à gastos nos plano de saúde feitos diretamente na conta corrente dos bancários, retorno ao trabalho presencial e utilização do WhatsApp Business. Mais contratações A COE, que representa os trabalhadores nas negociações frente ao banco, enfatizou a urgência de mais contratações, devido ao grave quadro de sobrecarga de trabalho causado por falta de funcionários. Foi enfatizado que os lucros do banco aumentam a cada período, assim como a carteira de clientes. Em contrapartida, o número de bancários está sendo reduzido – pela primeira vez desde 2012 o Santander possui menos de 45 mil empregados –, em um contexto de aumento de pressão pelo cumprimento de metas abusivas para obtenção de lucros cada vez maiores, o que está resultando em uma epidemia de adoecimentos relacionados ao trabalho. O Santander alegou que promoveu duas mil contratações. O número foi questionado porque o último balanço do banco mostra que houve apenas 78 contratações no semestre. “Essas duas mil contratações, se realmente ocorreram, foram de trabalhadores terceirizados e não de bancários. Ou seja, o Santander está fatiando trabalhadores por categorias, retirando direitos, e precarizando cada vez mais o trabalho. E é revoltante o banco alegar, em mesa de negociação, que a automatização e a mudança de processos internos dentro nas agências resultou em redução de trabalho para os bancários, porque não é isso que constatamos diariamente. As agências estão lotadas e os trabalhadores estão sobrecarregados e cada vez mais adoecidos”, afirma Lucimara Malaquias, coordenadora da COE Santander e diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Assistência médica para trabalhadores afastados Muitos trabalhadores têm procurado os sindicatos porque o Santander passou a fazer o desconto do convênio médico em conta corrente, e não em folha de pagamento. O banco alegou que isso só ocorre quando não há saldo na folha de pagamento, e que, no seu entendimento, sempre que utilizado, o convênio médico precisa ser pago. ou seja, é uma relação de consumo. A COE respondeu que esses trabalhadores já se encontram em uma situação extremamente delicada causada pela doença, e enfatizou que utilizar o convênio médico não é uma opção. Os trabalhadores são obrigados recorrer ao plano de saúde. É uma situação que está acima da escolha e é justamente nestes momentos da vida que eles mais utilizam o convênio médico. Também afirmou que, ao contrário do trabalhador, o banco tem totais condições de arcar com esse custo durante o afastamento sem complementação, e só efetuar os descontos quando o trabalhador retornar ao trabalho, com os devidos parcelamentos que facilitem a vida do trabalhador. “O argumento aqui é humanitário. O trabalhador está adoecido, na grande maioria das vezes por causa do trabalho exercido no banco. Portanto, o banco tem responsabilidade e total condição financeira de ajudar o trabalhador nesse momento”, afirma Lucimara. O banco alega que é responsabilidade do funcionário prever este custo e, portanto, ter dinheiro em conta para efetuar esse pagamento. Os representantes dos trabalhadores discordaram da justificativa. O RH se comprometeu a retomar discussão interna no banco e dar uma resposta sobre este tema nos próximos dias. Retorno ao trabalho presencial O Santander informa que, a partir da segunda quinzena de agosto, fará o retorno gradual dos trabalhadores para atividades presenciais. Permanecerão em casa os trabalhadores de maior risco, mesmo os que tiverem sido vacinados com as duas doses da vacina contra o novo coronavírus. Os representantes do banco disseram que não é possível informar o percentual de retorno presencial agora, porque o número pode variar muito, considerando as condições de cada área e a necessidade do trabalho presencial. O Santander se comprometeu a levar em consideração casos de pais e mães cujos filhos ainda não tenham retornado para a escola, além de outras questões de mobilidade. A COE discordou do retorno presencial tencionado pelo banco, pois entende que é um risco grande para todos os envolvidos, já que, mesmo quem tenha tomado as duas doses, poderá não estar imunizado, ou contaminar outras pessoas. Foi enfatizado que a variante delta, mais transmissível, em alguns estados já responde por 45% das contaminações, o que causa muita preocupação. Essa discussão será retomada entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, mas a COE já ressaltou ao Santander o risco que o banco assume ao obrigar os trabalhadores ao retorno presencial. E reforçou que, mais uma vez, a empresa não ouve o movimento sindical e nem os trabalhadores, que também expressam grande preocupação com o retorno presencial. “Ou seja, o banco ignora os riscos e preocupações e coloca esses trabalhadores em uma situação de risco permanente, quando nós sabemos que o trabalho remoto está funcionando muito bem”, afirma Lucimara. WhatsApp Business O Santander informou que está proibida a utilização do aplicativo WhatsApp Business para tratar de assuntos relacionados ao banco, devido a uma questão de segurança da informação. Também informou que o número de telefone fixo da mesa, que antes era no banco, agora foi transferido para os notebooks e computadores, e que disponibilizou um guia com orientações para utilização do WhatsApp, disponível na academia do Santander, para o caso de o bancário utilizar o aplicativo para conversas com o cliente. A COE, contudo, recomenda que os bancários não utilizem os WhatsApp para conversar com o cliente, porque isso envolve segurança da informação e uma porção de questões que podem resultar em responsabilização do trabalhador. Diante dos riscos, a COE orienta que os bancários utilizem apenas os canais institucionais disponibilizados pelo Santander. Caso o gestor continue pressionando para que faça atendimento pelo WhatsApp pessoal, ou para que permaneça utilizando o WhatsApp Business, os bancários devem denunciar ao Sindicato, que irá informar o RH para que oriente o gestor. A identidade do bancário

Encontro Nacional define plano de lutas contra ataques do Santander

Defesa dos planos fechados de previdência; análise dos dados do balanço do banco e das empresas da holding; e propostas de atuação fizeram parte da pauta O Encontro Nacional dos Funcionários do Santander, realizado nesta terça-feira (3) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do banco, trouxe aos delegados o debate sobre os planos de previdência fechados, os ataques que os mesmos vêm sofrendo, tanto da parte dos bancos quanto do governo, e a análise dos resultados do balanço do banco e da holding de empresas grupo. “Há um forte ataque aos planos fechados, com os bancos querendo ocupar espaço para vender planos privados de previdência complementar e o governo tentando reduzir suas responsabilidades com a pensão dos trabalhadores”, afirmou o ex-diretor eleito da Previ e ex-vice-presidente da Anapar, José Ricardo Sasseron. Para Sasseron, há uma disputa muito grande entre os bancos e os fundos fechados de previdência. Sasseron disse, ainda, que a Previc, que é quem deveria regular o funcionamento dos planos fechados de previdência, está atualmente mais ao lado das empresas patrocinadoras dos fundos de pensão do que dos participantes, inclusive em relação ao desrespeito aos contratos entre os participantes e as empresas patrocinadoras dos planos, citando as mudanças pretendidas nas leis complementares 108 e 109, para permitir que as empresas possam patrocinar mais do que um plano de previdência e liberar a administração destes por bancos e outras empresas financeiras. O debate sobre os ataques aos planos de previdência continuou com apresentações sobre os planos fechados do Santander (Banesprev, Sanprev, SantanderPrevi e Bandeprev). Para o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Contraf-CUT nas negociações com o banco, Mario Raia, o debate sobre os planos de previdência foi muito rico. “É importante unificar a luta dos funcionários do Santander, mas também com os trabalhadores de outras empresas que têm planos de previdência fechados”, disse. “Estes ataques fazem parte de um arranjo dos bancos e empresas que têm interesse em ocupar este mercado com o governo. Para defendermos todos os planos de previdência privada fechada do país é importante nos unificarmos também nesta luta”, completou o dirigente da Contraf-CUT. Dados do balanço No período da tarde, a economista Catia Uehara, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), apresentou dados sobre o balanço do banco e informações importantes sobre empresas que fazem parte da holding do Santander. No segundo trimestre de 2021, o Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 4,171 bilhões, crescimento de 98,4% em relação ao obtido no mesmo período do ano passado. O lucro obtido nos primeiros seis meses no Brasil representou 22,5% do lucro global do conglomerado, que foi de € 4,205 bilhões. “É importante ressaltar que foi o maior lucro trimestral alcançado pelo Santander no Brasil”, observou a economista do Dieese. “O banco continua acelerando a tendência de forte crescimento já vista nos últimos anos”, completou. Mas, Catia também destacou a redução de postos de trabalho bancários e a contratação de trabalhadores não bancários por empresas que fazem parte da holding. “São contratações com representações de outras categorias, que não possuem Convenção Coletiva de Trabalho nacional, como os bancários, então pode haver diferenças de direitos conforme o estado e até a cidade onde as empresas estão estabelecidas”, disse. Plano de lutas Ao final do encontro, os delegados apresentaram propostas de ações para resistir aos ataques contra os direitos dos trabalhadores e avançar na conquista de novos direitos. “O Santander vem adotando uma postura intransigente, com ataques aos direitos e tomada de medidas sem que haja negociações com a representação dos trabalhadores. A COE vai analisar as propostas apresentadas para lutarmos contra isso e sintetizá-las para a mobilização dos trabalhadores na ação contra estes desmandos do banco”, disse a coordenadora da COE, Lucimara Malaquias. Tanto o plano de lutas, quanto os documentos e apresentações feitas durante o encontro serão disponibilizadas aos representantes da COE e das entidades sindicais que fazem parte do Comando Nacional dos Bancários, que se encarregarão de fazer o repasse para suas bases. FonteContraf-CUT

Bancários do Santander realizam encontro nacional nesta terça-feira (3)

Contra a precarização, em defesa da vida e do emprego”, debates vão girar em torno dos planos de previdência complementar, balanços do banco e empresas da holding Os bancários do banco Santander realizam, nesta terça-feira (3), das 10h às 16h, o Encontro Nacional dos funcionários, que trará reflexões “Contra a precarização, em defesa da vida e do emprego”. “Vamos refletir sobre a situação a que são submetidos os funcionários neste momento de crise sanitária, com o banco demitindo trabalhadores em plena pandemia, atacando participantes da Cabesp e do Banesprev, além perseguir dirigentes sindicais”, informou o secretário de Assuntos Socioeconômicos e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Mario Raia. “O banco, inclusive, foi condenado pela Justiça pelas demissões durante a pandemia e já havia sido condenado anteriormente por reiteradas práticas antissindicais”, ressaltou. Resistir e conquistar Durante o encontro, os funcionários debaterão sobre os planos de previdência complementar e de saúde dos funcionários e, com base nos resultados do banco e das demais empresas da holding, elaborarão um plano de atuação para lutar contra os ataques promovidos pelo Santander. “Sabemos das dificuldades que teremos na luta contra estes ataques, ainda mais na atual conjuntura do nosso país, com um governo que não tem compromisso com a classe trabalhadora e contribui com o banco na promoção destes ataques, mas vamos nos preparar para resistir e avançar em tudo o que for possível na conquista de direitos”, disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias. Programação Veja abaixo a programação do encontro. Encontro Nacional dos Funcionários do Santander 3 de agosto de 2021 10h às 10h10 – Abertura 10h10 às 11h – Análise de conjuntura: Previdência Complementar 11h às 12h30 – Planos de previdência do Santander 12h30 às 14h – Almoço 14h às 15h – Empresas da holding 15h às 16h – Plano de ações 16h – Encerramento Fonte: Contraf-CUT

Santander continua lucrando no segundo trimestre

Lucro obtido nos primeiros seis meses pela unidade brasileira do banco representou 22,5% do lucro global do conglomerado Com o país mergulhado em crise, o Santander obteve lucro líquido gerencial de R$ 4,171 bilhões no segundo trimestre de 2021. É o maior lucro trimestral do banco desde o segundo trimestre de 2010. O resultado representa uma alta de 98,4% em relação ao mesmo período de 2020 e de 5,4% no trimestre. O lucro obtido nos primeiros seis meses pela unidade brasileira do banco representou 22,5% do lucro global do conglomerado, que foi de € 4,205 bilhões. Pagar despesas de pessoal ou PLR não foram problemas para o banco, pois esses custos caíram 3,5% no ano, somando R$ 4,4 bilhões. Ainda mais porque a receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 11,3% em 12 meses, totalizando R$ 9,6 bilhões.  Com o que arrecada de tarifa dos clientes, o banco cobre mais de duas vezes a folha de pagamento do banco, com a PLR incluída. Essa folga para cobrir despesas com a folha já vinha acontecendo no primeiro trimestre do ano. Carteira A Carteira de Crédito Ampliada do banco, no país, teve alta de 14,4% em doze meses e queda de 2,6% no trimestre, atingindo R$ 510,3 bilhões (ou alta de 15,1%, desconsiderando-se o efeito da variação cambial). As operações com pessoas físicas cresceram 20,9% em doze meses, chegando a R$ 189,8 bilhões, com crescimento em todas as linhas e impulsionadas, principalmente, pelo crédito imobiliário (+28,2%) e crédito rural (+27,4%). A Carteira de Financiamento ao Consumo, originada fora da rede de agências, somou R$ 62,2 bilhões, com alta de 9,6%, em relação a junho de 2020. Do total desta carteira, R$ 52,3 bilhões (ou 84,1% da carteira) referem-se aos financiamentos de veículos para pessoa física, apresentando aumento de 7,4% em doze meses. O crédito para pessoa jurídica cresceu 11% em doze meses, alcançando R$ 187,8 bilhões. O segmento de pequenas e médias empresas cresceu 29,8% no período, e o de grandes empresas cresceu 4,2% (ou 6,3%, desconsiderando-se o efeito da variação cambial). O Índice de Inadimplência Total superior a 90 dias, incluindo Pessoa Física e Pessoa Jurídica, ficou em 2,2%, com queda de 0,2 p.p. em comparação ao primeiro semestre de 2020. Já as despesas com provisões para créditos de liquidação duvidosa (PDD) foram reduzidas em 31,8%, totalizando R$ 7,0 bilhões. A receita com prestação de serviços mais a renda das tarifas bancárias cresceu 11,3% em doze meses, totalizando R$ 9,6 bilhões. As despesas de pessoal mais PLR caíram 3,5% no ano, somando R$ 4,4 bilhões. Assim, em junho de 2021, a cobertura dessas despesas pelas receitas secundárias do banco foi de 215,8%. Fonte: Contraf-CUT

Santander é condenado em R$ 50 milhões por demissões na pandemia e por condutas antissindicais

A decisão é considerada inédita na história da Justiça do Trabalho de São Paulo Em ação movida pela Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, o Santander foi condenado em R$ 50 milhões por demissões durante a pandemia; por ataques aos participantes dos planos Cabesp e Banesprev; e perseguição aos dirigentes sindicais. A decisão é considerada inédita na história da Justiça do Trabalho de São Paulo. Mesmo tendo obtido lucro de R$ 13,8 bilhões em 2020, o banco espanhol eliminou, no Brasil, 3.220 postos de trabalho no ano, mesmo tendo assumido compromisso com o movimento sindical de não demitir durante a pandemia. Diante das demissões e da recusa do Santander em abrir processo negocial coletivo visando evitar essas dispensas, e pela prática reiterada e condutas antissindicais, o Sindicato dos Bancários de São Paulo ingressou com ação na Justiça do Trabalho do estado de São Paulo para responsabilizar o banco. A sentença foi publicada nesta quarta-feira 28. “Um volume tão elevado de despedidas num momento de incertezas e medo, em que se fez necessário severo distanciamento para evitar a proliferação do vírus e quando os empregados não poderiam se reunir com o autor [Sindicato], revela (…), no mínimo, uma indisposição do empregador ao exercício da defesa de direitos das pessoas trabalhadoras através da atuação sindical”, escreveu na decisão o juiz Jeronimo Azambuja Franco Neto, da 60ª Vara do Trabalho de São Paulo. Na sentença, o magistrado ressaltou que o Santander declarou não possuir nenhum interesse em conciliação, mesmo após ter sido convidado para a primeira proposta conciliatória pela Justiça. “Nada mais notório que vivemos em um país de extrema desigualdade (7º lugar como mais desigual, segundo a PNUD) e de cínica violência (1º lugar em taxa de homicídios por armas de fogo, segundo a Pesquisa Global de Mortalidade por Armas de Fogo do Instituto de métricas e avaliação em saúde.” Prática antissindical A sentença também levou em consideração prática antissindical caracterizada pelo corte de 55% do salário de mais de 40 dirigentes sindicais bancários, cipeiros e trabalhadores em estabilidade provisória que ingressaram com ações judiciais de sétima e oitava horas. “Seguindo a análise da conduta antissindical do réu, constato que a prática discriminatória em relação aos dirigentes sindicais se mostra ainda mais nítida diante do descomissionamento simultâneo dessas pessoas empregadas do réu, em plena crise sanitária resultante da COVID-19, mesmo que, em relação a algumas dessas pessoas, ainda não tivesse havido sequer trânsito em julgado. É indubitável que o réu sabia que tal ato reduziria consideravelmente as verbas alimentares inerentes à subsistência digna dessas pessoas empregadas e dirigentes sindicais e, ainda assim, mesmo (…) tendo lucrado R$ 13,849 bilhões em 2020, (…), não se eximiu de praticar tal ato. Cabesp e Banesprev A ação foi movida também devido a mudanças unilaterais promovidas pelo Santander na Cabesp e no Banesprev que prejudicaram os participantes. O magistrado concluiu que houve proposta de reestruturação do Banesprev e Cabesp e descumprimento do termo de compromisso firmado entre as partes, “por não ter sido sequer convidado o autor [Sindicato] para participar do grupo de trabalho instituído pelo réu [Santander]. Está caracterizada, mais uma vez, a prática de ato caracterizador de conduta antissindical por parte do réu”. “Meros 1% do lucro durante crise sanitária e agravamento das condições sociais” A sentença enfatiza o lucro astronômico do Santander mesmo em meio a uma crise sanitária e social causada pela pandemia, que superou os 5 bilhões nos primeiros seis meses de 2020 e R$ 13 bilhões nos 12 meses encerrados em dezembro último. “Se, no cálculo indenizatório aplicarmos o módico percentual de 1% sobre o lucro líquido do primeiro semestre de 2020, chegamos ao valor de R$ 50 milhões. Tal valor, quando lido em termos absolutos parece superestimado, porém, é necessário ter em consideração o fato de que em num período de crise sanitária e aumento da miséria no Brasil a instituição bancária teve lucro recorde e o valor de R$ 50 milhões corresponde a meros 1% desse lucro líquido em apenas um semestre durante ano de crise sanitária e agravamento das condições sociais brasileiras”, escreveu o juiz Jeronimo Franco Neto. Para fundamentar sua sentença, o magistrado citou, ainda, a Declaração Universal segundo a qual, todos os seres humanos “devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”. “Corolário disso, tal Declaração refere que ‘todo ser humano tem direito a receber dos tribunais nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei’ (art. 8º). Nesse sentido, é devida a indenização por danos morais coletivos a fim de dar concretude ao remédio efetivo em face da conduta antissindical do réu”, afirmou o juiz Jeronimo Franco Neto. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander e diretora executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo Lucimara ressalta o caráter histórico e inédito da sentença. “Que esta decisão sirva de exemplo não só para o Santander, mas para todos os bancos. E o sindicato espera que, com esta sentença, o Santander volte a negociar e a levar a sério o processo negocial com o movimento sindical. Que o banco traga propostas e soluções para os problemas dos trabalhadores, e que cumpra com os dispositivos legais e com as convenções internacionais que o obriguem a respeitar negociação coletiva, ao invés de simplesmente cumprir agenda.” O Santander pode recorrer da decisão “Com certeza é uma decisão paradigmática na Justiça do Trabalho. As provas produzidas nos autos não deixaram dúvidas a respeito das práticas ilegais do Santander contra os bancários, o movimento sindical e os participantes da Cabesp e Banesprev. Lembrando ainda da valorosa contribuição do Ministério Público do Trabalho com parecer favorável à condenação do banco”, disse o advogado Eduardo Antonio Bossolan, da Crivelli Advogados Associados, escritório que conduz o processo pelo Sindicato. Fonte: Seeb SP