Balanço aponta lucro de R$ 13,8 bilhões em 2024 para o Santander

O Banco Santander Brasil registrou lucro de R$ 3,9 bilhões no quarto trimestre de 2024. O balanço do terceiro maior banco privado do país mostra alta de 5,2% em relação aos três meses anteriores e de 75% na comparação anual. Ao todo, em 2024, o banco lucrou R$ 13,8 bilhões, 48% a mais do que em 2023. As receitas subiram 14,4% no quarto trimestre, tendo um ganho na margem financeira bruta de 5% na comparação trimestral e de 16% em um ano. A carteira de crédito avançou 2,6% na concessão de crédito em relação ao terceiro trimestre, chegando a R$ 549,7 bilhões. Já a carteira de pessoas físicas cresceu 1,5% no trimestre e 6,2% em 12 meses, para R$ 254,6 bilhões no fim de dezembro. Apesar do lucro, o banco fechou 706 postos de trabalho, sendo 568 no terceiro trimestre de 2024. Porém, a base de clientes registrou alta de 3,4 milhões em comparação com 2023. *Fonte: Revista Exame e Bancários da Bahia
Santander: mudança de critérios prejudica caixas

O Santander anunciou mudanças nos critérios de elegibilidade para a remuneração variável, durante reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), no último dia 23 de dezembro.Os caixas, agora, ficam elegíveis apenas ao Programa Próprio de Resultados (PPRS), enquanto a remuneração variável ficará restrita às áreas comerciais.A nova deliberação preocupa os representantes dos trabalhadores, já que o banco, nas entrelinhas, sinaliza que os caixas não seriam mais elegíveis a receber a remuneração variável, direito conquistado e considerado essencial para sua valorização.A COE apresentou algumas ponderações e questionamentos sobre os impactos da decisão. Confira: *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical critica retirada de ponto eletrônico no Santander

A retirada do ponto eletrônico dos gerentes e especialistas E1 foi pauta do encontro, desta quinta-feira (19), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e representantes do banco. De acordo com o banco, a medida era um desejo dos trabalhadores que querem maior flexibilidade da jornada e encontravam dificuldades na marcação do ponto eletrônico. A justificativa do banco está sendo considerada infundada pelos dirigentes sindicais. A COE explica que o ponto eletrônico existente já oferece flexibilidade suficiente para que os trabalhadores realizem suas atividades externas sem prejudicar os direitos à desconexão. Ainda segundo a COE, os trabalhadores estão submetidos ao banco de horas, que permite a compensação de jornadas, demonstrando que não há impedimentos operacionais para a manutenção do sistema atual. Para os sindicalistas, a retirada do ponto eletrônico beneficia exclusivamente o banco, ao eliminar o controle da jornada. Além disso, o Santander não possui travas que impeçam os trabalhadores de acessar o sistema fora do horário comercial, o que os expõe a práticas abusivas. A COE propôs a realização de uma consulta ampla aos trabalhadores para verificar se a mudança realmente era de interesse da categoria, mas o banco não aceitou. O banco ficou de analisar a implementação de travas no sistema, para minimizar o risco de extrapolação da jornada. A próxima reunião será no dia 23 de dezembro, quando serão debatidos outros pontos também. *Fonte: Contraf-CUT
Santander atende ao movimento sindical e antecipa pagamentos
Os funcionários do Santander vão receber o pagamento da folha de dezembro de 2024, com o Vale-Alimentação (VA), o Vale-Refeição (VR) e a segunda parcela do 13º salário no dia 20 de dezembro. A antecipação foi anunciada pelo banco e atende à solicitação do movimento sindical. As consultas de saldos podem ser feitas a partir do dia 19 de dezembro no portal Pessoas. O banco também informou que o pagamento do Vale-Transporte será realizado no dia 30 de dezembro. Para Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, a antecipação representa uma importante conquista. “O movimento sindical fez a solicitação para que os bancários recebessem esses créditos antes das festas de final de ano e pudessem organizá-las com maior tranquilidade”, afirmou Wanessa. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento sindical cobra pagamento de RV a bancários prejudicados no Santander

O Santander, após cobrança do movimento sindical, reconheceu seu erro por não pagar a Remuneração Variável (RV) a um grupo de bancários transferidos de uma agência padrão para uma agência Select. Os trabalhadores assumiram o cargo de Especialista de Negócios Santander (ENS). Apesar de reconhecer o erro, o banco se recusou a fazer os acertos de valores com os bancários prejudicados e optou por penalizar os gestores responsáveis pelo problema, com medidas disciplinares. O caso ocorreu em São Paulo, onde o sindicato local e a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) cobram que o banco faça o pagamento da RV e reveja a penalização dos gestores, além de promover melhorias nos sistemas e processos, para que a situação não volte a ocorrer. *Fonte: Contraf-CUT
Santander quer acabar com ponto de gerentes PJ

O Santander anunciou que pretende acabar com a marcação de ponto para os gerentes de contas empresariais, chamadas contas PJ. O banco alega que a medida dará maior flexibilidade, permitindo que cada um gerencie sua rotina e horários de trabalho. Porém, a medida poderá prejudicar os funcionários, segundo a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Wanessa Queiroz. “É mais um ataque que o banco promove aos seus funcionários, sem qualquer negociação ou comunicação prévia às entidades de representação dos trabalhadores. O movimento sindical não compactua com esse absurdo, que pode trazer perdas financeiras, uma vez que as horas-extras, que ultrapassarem as oito horas da jornada estabelecida não serão pagas, e impactar também na saúde mental e física dos trabalhadores”, explicou Wanessa. A coordenadora ressalta que é fundamental que os trabalhadores tenham sua jornada respeitada, mesmo em casos de visitas externas para atendimento aos clientes. Wanessa informou que a COE pedirá uma reunião para tratar da questão, além de continuar cobrando respeito à Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária e ao Acordo Coletivo de Trabalho específico. Também será pedido respeito às entidades de representação sindical, que devem negociar antecipadamente todas as mudanças de gestão do banco que interfiram na rotina de trabalho e na vida dos trabalhadores. *Contraf-CUT
Santander: bancários da América Latina fazem twitaço contra desmandos do banco

Bancários de todos os países da América Latina participam, nesta terça-feira (26), de um twitaço contra demissões e desrespeito do Santander com seus empregados. O movimento será das 11h às 13h com a hashtag #SantanderExigimosRespeito. O twitaço é um protesto contra as práticas antissindicais e contratações fraudulentas do banco.
ACT Santander garante suspensão de metas para quem retorna de licença saúde

O Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Santander 2024-2026 é fruto da negociação dura entre o movimento sindical e o banco e da mobilização dos trabalhadores. Assinado em 15 de outubro, o ACT garante uma série de direitos para os empregados do banco. Um dos destaques é a suspensão das metas por 30 dias para quem retorna de afastamentos superiores a 180 dias por motivos de saúde, doença ou licença-maternidade, garantindo uma readaptação mais adequada ao ritmo de trabalho. Além disso, o ACT traz conquistas como a isenção da coparticipação no plano de saúde para Pessoas com Deficiência (PCDs) na ativa, e mantém todas as conquistas que já constavam no acordo anterior, como as regras da PPRS e a oferta de 2.500 bolsas de estudo para primeira graduação, pós-graduação e MBA. *Fonte: Contraf-CUT
Santander é condenado por discriminação contra empregados reintegrados

O Santander foi condenado a pagar R$ 500 mil por dano moral coletivo. O banco mantinha bancários reintegrados isolados em uma sala chamada de aquário. O valor foi arbitrado pelo juízo de primeiro grau e confirmado pelo Tribunal Regional da 13ª Região (PB). O banco recorreu pedindo redução do valor, mas a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação. Os bancários demitidos conseguiram a reintegração na Justiça por se tratar de doença ocupacional. Na ação, consta a informação que alguns empregados chegaram a ficar até quatro meses no aquário. Nesse local, eles não faziam nada ou desempenhavam atividades meramente burocráticas, com senhas de acesso restrito e sem carteira de clientes. Segundo nota publicada no site do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários da Paraíba, que moveu a ação, essa prática não é nova e “faz parte do tratamento desumano dispensado aos trabalhadores bancários, que sofrem com a pressão pelo atingimento de metas abusivas e absurdas que, uma vez cumpridas, são duplicadas”. De acordo com a nota, quando o bancário não consegue atingir a nova meta, “é assediado moralmente, adoece, se afasta para tratar da doença ocupacional e chega a ser demitido mesmo estando em gozo de auxílio-doença acidentário”. *Fonte: Contraf-CUT
Santander: trabalhadores denunciam práticas antissindicais à matriz na Espanha

Em reunião na última terça-feira (5), dirigentes sindicais do Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Peru denunciaram à direção do Santander, na Espanha, as práticas antissindicais do banco, como contratação fraudulenta de mão de obra disfarçada de terceirização, demissões, fechamento de agências e redução de postos de trabalho. De acordo com Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), esse tipo de contratação tem o objetivo de retirar direitos dos trabalhadores e enfraquecer a representação sindical, enfraquecendo a categoria bancária como um todo. A proposta apresentada pelo sindicato global UNI Finanças à direção do banco foi a criação de um grupo de trabalho para elaborar um protocolo de relações entre a empresa e os sindicatos da América do Sul. A proposta será analisada pelo Santander. A coordenadora da COE Santander, Wanessa de Queiroz, disse que enquanto o banco analisa a proposta, a representação dos trabalhadores permanecerá na resistência e mobilizada na defesa dos empregos e na melhoria das condições de trabalho. *Fonte: Contraf-CUT