Fórum pela Visibilidade Negra terá transmissão por Facebook e YouTube em tempo real

Com a presença de especialistas militantes da luta antirracismo, será realizado em Porto Alegre, o VII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra, nos dias 10 e 11 de novembro. Quem não conseguiu se inscrever poderá acompanhar todos os debates pelo Facebook e pelo YouTube, em tempo real, através das páginas do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região. Almir Aguiar, secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), explicou que o número de interessados superou as expectativas, e por isso, houve a decisão de transmitir ao vivo o encontro, já que muitos não conseguiram fazer a inscrição. Durante o encontro, serão debatidos temas como a conjuntura histórica das relações de trabalho e raciais no Brasil, a participação dos negros e negras no mercado de trabalho, o empoderamento da mulher negra no trabalho e na vida e políticas de inclusão de negras e negros no mercado de trabalho. Segundo Almir, “os palestrantes são de notório saber nas políticas antirracistas, cada um dentro de sua área”. O secretário acredita que os debates serão de grande densidade sobre temas fundamentais para a luta contra a discriminação no sistema financeiro e no Brasil.
Formação da Contraf-CUT reúne dirigentes sindicais em aula sobre redes sociais e ferramentas digitais

Dezenas de dirigentes da Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ) participaram de mais uma etapa do curso de Formação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT). A aula foi realizada de forma online na última terça-feira (01). O tema foi redes sociais e outras ferramentas de luta. O secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, falou sobre o objetivo do curso. “O nosso programa de formação tem atividades presenciais e digitais, em busca de abranger a sistematização do conhecimento nas diversas estratégias e ferramentas de luta de importância para a classe trabalhadora”, afirmou Rafael Zanon. Já a secretária de Comunicação da Contraf-CUT, Elaine Cutis, a reciclagem é muito importante. “A comunicação muda sempre e numa velocidade muito rápida. Por isso, é fundamental que estejamos fazendo uma reciclagem constantemente para que todo o movimento sindical esteja alinhado. Neste processo formativo, além de ensinar, também aprendemos e criamos oportunidades para que essa troca aconteça de forma permanente”, ressaltou. Diretora de Mulheres da Federa, Paula Rodrigues afirmou que cada etapa é importante e chama atenção para uma realidade. “O foco foi em desenvolver os dirigentes para divulgar e potencializar as redes sociais a nosso favor, sempre de forma leve e consciente”, explicou. O diretor de Formação da Federa-RJ, Luiz Otávio, afirmou que o curso abordou desde a história do surgimento das redes, até as mais utilizadas no momento atual. “Inclusive, mostrou como utilizar as ferramentas de comunicação de forma estratégica e a importância da ética em WhatsApp e Telegram para criar uma rede de contatos ativa”, afirmou Luiz Otávio. Para a diretora da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer do Sindicato dos Bancários de Petrópolis, Aline Nicolau, o curso foi muito proveitoso e contou que replica algumas campanhas com o Twitter (X). Ela elogiou a aula do professor e sugeriu que o próximo seja presencial por ser um assunto importante. A diretora Erika Lanhas, do Sindicato dos Bancários de Niterói e Regiões, revelou que tem gostado muito do curso. “A aula de ontem contribuiu para um melhor entendimento e conhecimento das redes sociais. Ferramenta indispensável para o nosso trabalho como dirigente”, comentou Erika.
Novembro Azul: funcionários do Santander podem fazer exames preventivos sem coparticipação

O Santander está oferecendo exames de colesterol total e fracções, triglicérides, glicemia de jejum e PSA para funcionários do banco e das empresas coligadas, assim como aos dependentes no plano de saúde durante todo este mês. É a Campanha Novembro Azul, que visa combater o câncer de próstata. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa de Queiroz, ressaltou que é muito importante a participação de todos os trabalhadores para aproveitar o incentivo. “Prevenir é sempre o melhor caminho para cuidar da saúde”, disse Wanessa. Tipo mais comum entre os homens, o câncer de próstata causa a morte de 28,6% da população masculina. Segundo dados do Inca, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata no Brasil. A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas. Localiza-se abaixo da bexiga e sua principal função, juntamente com as vesículas seminais, é produzir o esperma. Fique ligado Não há sintomas na fase inicial da doença. Quando alguns sinais aparecem, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, tornando difícil a cura. Na fase avançada, os sintomas são dor óssea, dores ao urinar, vontade de urinar com frequência, presença de sangue na urina e/ou no sêmen. Os fatores de risco incluem histórico familiar de câncer de próstata (pai, irmão e tio), raça – homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer e obesidade. Prevenção Mesmo sem sintomas , homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). O diagnóstico precoce é a única maneira de garantir a cura. Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. Em caso de suspeita, podem ser pedidos exames de biópsia, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal. A forma de tratamento depende de aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Para os tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, com monitoramento periódico da evolução da doença.
Feriado de Finados: agências bancárias não funcionam nesta quinta (02), mas terão atendimento normal sexta-feira (03)

Nesta quinta-feira (02), Dia de Finados, as agências bancárias ficarão fechadas, sem atendimento presencial ao público. O funcionamento voltará ao normal na sexta-feira, 03 de novembro. Vale lembrar que os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Se isto não ocorrer, as contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) e carnês com vencimento em 02/11 poderão ser pagos na sexta-feira (03), sem qualquer acréscimo. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos pelo DDA (Débito Direto Autorizado). De acordo com a Febraban, no sábado (04) e no domingo (05) as áreas de autoatendimento estarão disponíveis para transferências e pagamento de contas. Os meios eletrônicos são uma alternativa prática e segura, oferecendo praticamente a totalidade das transações financeiras do sistema bancário. Também são alternativas o uso de internet banking, mobile banking e caixas eletrônicos para pagamento de contas, checagem de saldo e extrato e transferências, além do banco por telefone.
COE do Santander diz que banco precisa contribuir com crescimento da economia

“O crescimento econômico é mais importante que o ajuste fiscal”. A afirmação é da presidenta mundial do grupo Santander, Ana Botín, em resposta à declaração do presidente Lula, de que a meta fiscal de 2024 não precisa ser zero. Segundo Ana, “o mais importante é que voltemos a crescer. As contas fiscais vão se equilibrar se formos capazes de crescer”. A declaração foi feita durante entrevista à imprensa em Madri. Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, afirmou que a redução dos juros é fundamental para a economia do país voltar a crescer. A coordenadora ressaltou, ainda, que o movimento sindical segue em campanha, nas ruas e redes sociais, pela redução da Selic. Wanessa explicou que não é só a taxa Selic, definida pelo Banco Central, “mas também a praticada pelos bancos, para que o crédito se torne mais acessível a fim de dinamizar a economia”. Segundo ela, os bancos precisam contribuir com o crescimento da economia, reduzindo juros, parando de demitir e interrompendo as terceirizações, que reduzem salários e direitos. “O setor financeiro é um dos mais lucrativos do país e, como uma concessão pública, têm o dever de contribuir com o crescimento da economia, por meio da redução dos juros e da geração de empregos. Crescimento do país que a própria presidente global do Santander disse ser prioridade. Por isso, cabe a pergunta: o Santander vai contribuir com o desenvolvimento do país ou seguir favorecendo os rentistas, seja por meio da cobrança de juros ou tarifas bancárias, que são altíssimas e estrangulam a economia e a população?”, questionou Wanessa.
Bancários do Santander vão receber 13ª cesta alimentação dia 30 de novembro

Conquista garantida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT bancária), resultante da campanha nacional dos bancários de 2007, a 13ª cesta alimentação será paga aos empregados do banco Santander no dia 30 de novembro próximo, segundo anúncio do banco. A 13ª cesta alimentação é um crédito a mais, pago em dezembro. Com isso, os bancários recebem o dobro do valor do vale-alimentação, no último mês do ano. Os bancários vão poder acompanhar o pagamento no aplicativo do cartão Ben.
Comissão Trilateral debate digitalização financeira durante Fórum Internacional

O Fórum Sindical Internacional, que foi realizado na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo, promoveu a 2ª Reunião da Comissão Trilateral para a Digitalização Financeira, na tarde da última sexta-feira (27). A reunião começou com a apresentação da técnica da Subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Cátia Uehara, mostrando que entre 2013 e 2023 foram mais de 77 mil postos de trabalho cortados pelos bancos, só no Brasil. Também entre 1994 e 2021, houve queda da categoria bancária no emprego formal no ramo financeiro, na ordem de 80% para 44%. Também a sindicalização no ramo financeiro brasileiro caiu, entre 2022 e 2019. A queda foi de 45,5% para 19,5%. Segundo Cátia, muito dessa redução é atribuída à digitalização dos processos bancários. A técnica explicou que os modelos de trabalho em que as plataformas digitais obtêm o máximo de lucro com a mão de obra, sem que haja qualquer vínculo empregatício – uberização ou plataformização -, foram criados para precarizar o trabalho bancário. “Apesar de se apresentarem como mais flexíveis e darem mais liberdade aos trabalhadores, as empresas detentoras dos aplicativos devem ser responsabilizadas em termos de relações de trabalho no campo do direito trabalhista”, ressaltou a técnica. De acordo com a explicação de Cátia, a relação de subordinação empregado-empregador, se dá através da gestão dos algoritmos, definida pela empresa-plataforma. A falta de regulação da atuação dessas empresas tem produzido relações de trabalho precarizadas, tem resultado em subtributação (tributação reduzida) dessas empresas-plataforma, com destaque para a seguridade social, com custos que são financiados pela sociedade/Estado sem a contrapartida da empresa. Tecnologia e trabalho Os assessores técnicos da Asociación de Bancarios del Uruguay (AEBU), Aníbal Peluff e Soledad Giudice, discorreram sobre os efeitos no trabalho e nas relações trabalhistas da incorporação de tecnologia no sistema financeiro. Segundo Peluff, o setor financeiro tem condições especiais que o tornam um dos setores pioneiros na incorporação de tecnologia e automação de processos. “O que se oferece é um serviço que pode ser praticamente digitalizado na sua totalidade. O outro fator é o humano onde as pessoas estão com a sua capacidade de resolver problemas, de ter empatia, de ser criativas, ou de dar confiança, precisamente é um setor onde a confiança é o mais importante”. Já Soledad Giudice afirmou que a negociação coletiva é importante para definir o uso de algoritmos, a definição de sistemas e metas de avaliação de desempenho, assim como a abordagem dos impactos diretos nas condições de trabalho e programas de saúde. Ele ressaltou que as formas de organização sindical precisam ser repensadas, com uso das novas tecnologias para o fortalecimento da comunicação com os trabalhadores, mas também em termos de estrutura, ampliando a pluralidade e adaptando o movimento às transformações do mercado de trabalho no setor. “Precisamos nos reinventar”, disse Soledad.
Fórum promove workshop sobre mensagem digital
O Fórum Sindical Internacional sobre a Digitalização Financeira realizou, em seu último dia, o Wokshop “A digitalização e a mensagem sindical”. O encontro aconteceu na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), uma das organizadoras do evento, em São Paulo. A palestra: “Ferramentas modernas para contactar com os trabalhadores, APPs e redes sociais”, ministrada por Catalina Beltran, da Associação Colombiana de Empregados Bancários (ACEB), abriu o evento. Ela ressaltou que “através das redes sociais a gente conseguiu ajudar outros trabalhadores que queriam entrar no movimento sindical, mas não sabiam como”. Os desafios para as organizações sindicais nas redes sociais foi o tema escolhido pelos representantes da agência de conversação pública do Uruguai, Doble ele. A diretora de Comunicação da agência, Laura Modernell, explicou que antigamente o problema era como passar as informações. “Agora é o que passar e por qual meio, com foco na pessoa que te ouve”, disse. Já Fernando Calleros Piriz, sócio fundador da Doble ele, lembrou a necessidade das entidades sindicais acompanharem o ritmo atual. “As pessoas têm uma grande necessidade de informação e a comunicação dos sindicatos precisa acompanhar. Aumentar a quantidade de tempo nas redes e os tipos de informações disponibilizados”, destacou, acrescentando que é necessário estar preparado para as críticas. A diretora da Friedrich Ebert Stiftung (FES) na Argentina, Mónica Sladogna, falou sobre digitalização e futuro do trabalho. A FES é uma fundação social-democrata alemã com mais de 35 anos de presença no país, comprometida com a democracia e a justiça social. Segundo ela, é necessário a profissionalização da comunicação. “A gente precisa seguir a demanda de qualificação profissional nesta área, como vamos acompanhar os trabalhadores ininterruptamente, 24 horas por dia, se não tivermos profissionais suficientes ou treinados para isso?”, completou. “Mensagem do sindicato na comunicação moderna. Estratégias para alcançar os jovens trabalhadores” foi tema abordado por Henrique Guilherme Batista, da equipe de Comunicação da Contraf-CUT. Ele explicou que, na Contraf-CUT, todas as campanhas são pensadas com estratégias para todas as regiões do Brasil e, principalmente, para atingir todos os públicos, independente da idade. “A forma que encontramos de tentar atingir os jovens e também o público mais velho nas redes sociais é por meio da educação. Criando vídeos explicativos e cursos que ensinam a conhecer cada rede e a utilizar ferramentas e aplicativos. Nosso próximo passo é um seminário de comunicação, para comunicadores de todo Brasil e convidados internacional”, afirmou. Ana Muga, da Confederação de Trabalhadores Bancários do Chile (CSTBA) falou sobre “A mensagem sindical comprometida com as lutas sociopolíticas”. Para ela, o fortalecimento da organização dos trabalhadores são o único jeito de alcançar as transformações exigidas no país. Pablo Andrade, secretario de Finanzas da Associação dos Bancários do Uruguai (AEBU), abordou a questão da otimização da comunicação digital. “Nós temos que conhecer as especificidades das redes, para saber onde nos aprofundar mais”, disse. Homenagem Para finalizar o evento, a O evento terminou com uma homenagem a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa, foi homenageada. Bancária do Santander, Rita iniciou sua carreira no Banespa, participando ativamente da luta contra a sua privatização. Dirigente sindical desde 1997, na diretoria executiva do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região esteve à frente das secretarias de Saúde e Condições de Trabalho; Organização e Suporte Administrativo; Finanças; e de Estudos Sócio-econômicos. Também foi coordenadora da mesa de negociações com o Santander por 12 anos, coordenadora da Rede Sindical Santander para a UNI Américas por 10 anos, e presidenta da UNI Finanças por oito anos.
Fórum: depoimentos mostram que Santander é antissindical

Os impactos da digitalização no banco Santander mereceram atenção especial no Fórum Sindical Internacional sobre a Digitalização Financeira, realizado na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), em São Paulo. O tema foi debatido durante toda a tarde de quinta-feira (26) e a manhã de sexta-feira (27) e trabalhadores do Brasil, Paraguai, Chile, Uruguai, Argentina e da Espanha, matriz do banco, concluíram que todos sofrem com os mesmos problemas. Para Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander no Brasil, as práticas antissindicais atingem dirigentes de toda a América. “Por isso, nós reforçamos o compromisso da Rede Sindical Internacional do Banco Santander de atuar por melhores condições de trabalho, com foco nas negociações coletivas, para garantir os direitos dos trabalhadores do Santander em todo o mundo”, afirmou COE. A secretária-geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo e funcionária do Santander, Lucimara Malaquias, concordou com Wanessa e ressaltou que o maior problema é a terceirização. Representante da La Bancária, da Argentina, Amalia Castro afirmou que a principal dificuldade no país é o teletrabalho. “Os trabalhadores que estão neste modelo sabem que têm direitos, mas não conseguem colocar em prática. Eles sabem que têm de parar em alguma hora, mas não conseguem. Os companheiros que se desconectam continuam trabalhando no celular. Eles querem aumentar seus salários e precisam atingir metas, para isso, trabalham aos finais de semana e feriados”, ressaltou. Sonia Lezama, do Conselho do Setor Financeiro Privado da Associação dos Bancários do Uruguai (AEBU), acredita que encontros como este servem para reunir trabalhadores do Santander de vários países para pensarem estratégias e conhecerem as políticas trabalhistas do banco. Raquel Vicente Acero, da União Geral dos Trabalhadores (UGT) da Espanha, disse que a retirada de direitos e de empregos também é prática comum do Santander na Espanha. “Nós precisamos nos interrelacionar, trocar opiniões, pois os problemas são comuns e o futuro nós sabemos. Agora devemos nos antecipar aos problemas da digitalização e apoiar os trabalhadores. Por isso é tão importante eventos como esse”, concluiu Raquel.
Fórum: movimento sindical precisa estar forte para defender direitos dos trabalhadores

O Fórum Sindical Internacional sobre a Digitalização Financeira, em seu segundo dia, concluiu que é preciso fortalecer o movimento sindical para enfrentar as mudanças no mundo do trabalho provocadas pela digitalização. O fórum, que reúne representantes do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, México, Paraguai e Peru, está sendo realizado em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), e termina neste sábado (28). De acordo com a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e ex-presidenta da UNI Finanças Global, Rita Berlofa, “o processo de digitalização no sistema financeiro está reduzindo os empregos de qualidade, ampliando a terceirização de vagas e, com isso, reduzindo salários em todos esses países.” Sergio Garcion Torres, representante da Argentina, de La Bancária Sociedad de Empleados de Banco, disse que em seu país, há dez anos, um trabalhador bancário administrava, em média, 360 contas. Hoje em dia, cada trabalhador bancário administra cerca de 1.390 contas. “Essa mudança ocasionou uma transferência de recursos não para os trabalhadores, que passaram a cuidar de mais clientes, mas para o setor empresarial”, explicou Garcion. Já a secretária General do Sindicato Único Nacional de Trabajadores de Nacional Financiera (SUNTNAFIN) do México, Jocabeth Galindo Diego, destacou a necessidade de ampliar o diálogo com os jovens. “O que vemos são os aposentados lutando contra a retirada de direitos, mas não vemos os jovens. E isso acontece porque os jovens já entram no banco com todos os direitos e, por isso, no sabem o quanto foi preciso lutar para conquistá-los”, afirmou Jocabeth. A importância da formação sindical também foi ressaltada durante o fórum, como método para reforçar na sociedade a conscientização sobre a importância dos movimentos trabalhistas na defesa e garantia de direitos. E também como uma maneira de aumentar o ingresso de sindicalizados nas entidades. A representante da Contraf-CUT explicou que a classe trabalhadora “não pode aceitar que a digitalização do sistema financeiro tenha, como consequências, o fim do emprego de qualidade, como assistimos em todo o mundo. “Por isso, eventos como este fórum internacional são muito importantes porque, nesta troca, somos capazes de articular nossa luta em âmbito local e mundial. Entre as medidas que defendemos, estão redução da jornada de trabalho, fortalecimento dos sindicatos e valorização dos acordos coletivos. Não teremos um mundo melhor e mais seguro para todos e todas, sem essas mudanças”, concluiu Rita Berlofa. *Foto: Seeb/SP