Debate sobre violência doméstica chega a Barra Mansa

O debate sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o Basta! será realizado no Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, no próximo dia 24 de outubro, às 19h. As bancárias de Barra Mansa e região não podem perder! O encontro é um desdobramento do Curso de Lideranças Femininas e vem acontecendo em todos os sindicatos da base da Federa-RJ. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, explica que o objetivo é que as bancárias de cada base conheçam seus direitos e como se proteger da violência doméstica. “Essa é uma oportunidade para a mulher tirar dúvidas e se sentir amparada. Existe uma rede de apoio que protege a bancária. Participe”, convidou Adriana. Além de Adriana Nalesso, participam do encontro a advogada Julia Alexim, responsável pelo Basta, e Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação. O endereço é Rua Rio Branco, nº 107, 2° andar, Centro/Barra Mansa.

Santander é condenado pela terceira vez por fraude

A Justiça condenou o banco Santander, pela terceira vez, por fraude em contratação de bancário. A sentença proferida pela 2ª Vara do Trabalho da Zona Sul de São Paulo, reconhece que um empregado transferido para a SX Tools, do mesmo conglomerado, pertence à categoria bancária. O empregado tinha sido contratado pelo Santander em agosto de 2008, sendo transferido para a SX Tools em outubro de 2022. Essa empresa foi criada para terceirizar empregados. “O objetivo é rebaixar salários e direitos, além de fragilizar a organização sindical por meio da fragmentação da categoria”, afirmou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander, Wanessa de Queiroz. O trabalhador justificou seu pedido de enquadramento como bancário, de outubro de 2022 a janeiro de 2023, afirmando que sempre desempenhou as mesmas funções, prestando serviços exclusivamente para o Santander. O banco e a SX Tools alegaram que a empresa não é uma instituição financeira e sim, “uma empresa com objeto social distinto, desempenhando atividades de suporte e processamento de serviços de apoio administrativo à empresa”. Por isso, o trabalhador não se enquadraria na categoria dos bancários. Em um de seus trechos, a sentença assinada pela juíza Sandra dos Santos Brasil, afirma que “a referida transferência suprimiu direitos inerentes à categoria dos bancários, o que é defeso em nosso ordenamento, como prevê os princípios da inalterabilidade contratual lesiva e indisponibilidade dos direitos trabalhistas”. A transferência ficou sem efeito e o trabalhador teve garantidos seus direitos conforme a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. O Santander e a SX Tools foram condenados a pagar horas extras além da 6ª hora diária ou da 30ª semanal – o que for mais benéfico ao trabalhador –, acrescidas de 50% ou normativo superior; além de reflexos em descansos semanais remunerados, inclusive no sábado bancário (conforme previsão contida nos instrumentos coletivos da categoria), férias acrescidas de um terço, aviso prévio, 13º salário, FGTS e respectiva indenização de 40%. A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo. Luta do movimento sindical  O movimento sindical bancário denuncia e realiza protestos contra a terceirização, que rebaixa salários e retira direitos com o objetivo de  enfraquecer a organização dos trabalhadores. “Seguiremos na luta para enquadrar todos os empregados de banco na categoria bancária, uma das mais fortes do país e com uma convenção coletiva que garante muitos direitos, como PLR, vale-alimentação de R$ 836 por mês, vale-refeição de R$ 48,22 por dia, auxílio-creche de R$630 por mês. Uma categoria que teve 21,61% de aumento real desde 2004”, concluiu Wanessa de Queiroz.

FGTS: Supremo retoma julgamento de ação nesta quarta (18)

A retomada do julgamento da ação, que pede a mudança na correção do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), está prevista para esta quarta-feira (18) no Supremo Tribunal Federal. A ação já esteve no plenário por cinco vezes, sendo a última em abril passado, quando o julgamento foi suspenso devido ao pedido de vistas do ministro Nunes Marques. A questão em pauta é se o índice de correção do FGTS deve ser alterado, como pede a ação impetrada pelo Solidariedade. Atualmente, o saldo do fundo é corrigido pela TR (taxa referencial), que é próxima de zero, mais 3%. Com isso, o rendimento fica inferior ao da poupança, que rende 6,18% ao ano. O ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator, votou pela mudança. Segundo ele, o FGTS precisa render, pelo menos, o mesmo que a poupança. O ministro André Mendonça também votou favorável à mudança. Barroso argumentou em seu voto que a decisão do julgamento deve começar a na data de sua publicação. Caso a decisão seja para que os saldos das contas do FGTS sejam corrigidos pela poupança, o Congresso Nacional deverá decidir se haverá algum tipo de depósito referente ao passado ou não. O FGTS foi criado em 1966 para servir de proteção financeira contra o desemprego. Mensalmente, os empregadores precisam depositar 8% do salário do funcionário de carteira assinada. Em caso de demissão, sem justa causa, o empregado tem direito a receber o saldo total mais a multa de 40% sobre aquele valor.

Sindicato mantém ações de conscientização sobre saúde mental

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense dá continuidade, nesta sexta-feira (13), ao trabalho de conscientização da categoria sobre a questão das doenças mentais. Com faixas alusivas ao tema, as equipes estão percorrendo as agências bancárias das cidades de sua base, alternando uma hora em cada, para que todos os bancários possam tomar conhecimento do trabalho que está sendo realizado. A ação, desta sexta, começou pela cidade de Paracambi. Recentemente, o Sindicato participou da Audiência Pública de Saúde Mental no Trabalho, em Brasília, onde foi representado pelo seu diretor Miguel Pereira. Durante a audiência, foi retomada a tramitação do Projeto de Lei, que inclui na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dispositivo para o governo editar norma regulamentadora (NR) com medidas de prevenção e gestão de riscos no ambiente de trabalho, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores (riscos psicossociais). Também faz parte das ações do Sindicato, a realização de uma pesquisa em parceria com a com a Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, que integra o Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário. De acordo com dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionados a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. Segundo informações do próprio Sindicato, cerca de 15% dos seus associados estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde, sendo que a maioria está relacionada à Síndrome de Burnout, doença caracterizada pelo esgotamento emocional e físico.

No Santander, assédio moral chega por vídeo

Apesar de sucessivas denúncias sobre assédio moral, o Santander divulgou um vídeo institucional para sua rede de agências, com um  conteúdo intimidador. Nele, o banco aproveita a superstição popular e afirma que poderá ser um dia de azar para quem não bater as metas ou não dobrar os números, com os aceleradores disponíveis. Wanessa Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, disse que a COE já solicitou ao banco a retirada do vídeo do aplicativo e melhor orientação aos seus gestores. Segundo a coordenadora, existe uma cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho sobre relações laborais, orientando sobre boas práticas. “Nós repudiamos qualquer política, qualquer comunicado, qualquer orientação que indique uma prática de assédio moral”, ressaltou. A cobrança de metas abusivas prejudica os trabalhadores, que acabam doentes física e mentalmente. A última Consulta Nacional, realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), aponta que 40% dos que participaram da pesquisa usaram remédios controlados  nos últimos 12 meses. No próximo dia 26 haverá uma reunião com o departamento de Relações Sindicais do banco para tratar do tema. “Os trabalhadores que sofrerem assédio moral, devem procurar os canais de denúncias do sindicato de sua base. Assédio moral é crime e gera adoecimento aos trabalhadores”, afirmou.    

Funcionárias do Santander e de empresas coligadas podem fazer exames preventivos sem cobrança de coparticipação

Aproveitando a campanha Outubro Rosa, o Banco Santander está oferecendo, neste mês, exames preventivos sem a cobrança de coparticipação. São exames de ultrassonografia de mamas, mamografia, papanicolau, colposcopia, ultrassonografia transvaginal e vulvoscopia. Funcionárias do banco, de empresas coligadas, e suas dependentes no plano de saúde podem fazer os exames. A campanha Outubro Rosa objetiva prevenir o câncer de mama, mas algumas empresas aproveitam para realizar ações preventivas contra outros tipos da doença, como de colo do útero, de ovário e até os mais raros como do endométrio e o de vulva. Para Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e funcionária do banco, os exames são uma linha tênue entre a vida e a morte. “Exames preventivos podem nos salvar a vida. Aproveitem o “Outubro Rosa” e atualizem seu checkup”, disse. Dados divulgados pelo governo federal apontam que a doença ocupa a primeira posição em mortalidade no Brasil, com maior incidência nas regiões Sul e Sudeste. Para este ano, foram estimados 73.610 novos casos de câncer de mama no país, com um risco de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres. Segundo Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização do Empregados (COE) do Santander, é preciso aproveitar a campanha e colocar os exames em dia. “É muito importante que as bancárias aproveitem o período para realizar esses exames, que são fundamentais na prevenção de tumores malignos e na promoção da saúde da mulher. A ciência já comprovou que é mais fácil curar o câncer quando ele é descoberto logo no início. Por isso é fundamental que as trabalhadoras, suas filhas e demais dependentes realizem esses exames com a periodicidade adequada. Se ainda não fizeram, que aproveitem o Outubro Rosa para fazê-lo”, afirmou.

PLR é fruto da luta do movimento sindical bancário

Conquista do movimento sindical bancário, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é a divisão de lucros de uma empresa. Ela surgiu como resultado de uma campanha da categoria pela busca de remuneração do resultado de seu trabalho. Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Vinícius de Assumpção, a PLR foi criada após uma forte mobilização da categoria bancária. “Em 1992, nós conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho, com validade para todo o território nacional, uma exclusividade de nossa categoria no Brasil. Três anos depois, em 1995, com uma forte mobilização e greve, garantimos a PLR para toda a categoria. É com unidade e participação junto aos sindicatos, nas lutas coletivas, que o trabalhador garante direitos e avança em conquistas”, afirmou Vinícius. Para os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, o benefício só chegou em 2033, quando as negociações passaram a ser feitas em mesa única. Com o reajuste promovido pelo governo, em maio deste ano, na tabela do Imposto de Renda sobre a PLR, o valor líquido aumentou beneficiando os trabalhadores. Desde 2015, a tabela permanecia inalterada. Sindicato forte O sindicato defende os interesses econômicos, profissionais, sociais e políticos de seus associados. Os trabalhadores lutam por salário digno, melhores condições de trabalho, estabilidade e perspectivas de crescimento na carreira etc. Mas é preciso estar organizados para saírem vitoriosos em suas conquistas. Por isso é tão importante a sindicalização.

Sindicato promove conscientização sobre doenças mentais

Representantes do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participaram de uma ação, nesta terça-feira (10), Dia Mundial da Saúde Mental, promovendo a conscientização dos trabalhadores bancários sobre as doenças mentais. Foram percorridas agências bancárias das cidades de Volta Redonda, Barra Mansa, Valença, Barra do Piraí, Resende e Paracambi, com um rodízio de uma hora por banco em cada cidade. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionados a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. De acordo com dados levantados pelo sindicato, cerca de 15% dos seus associados estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde, sendo quase todos relacionados à Síndrome de Burnout, doença caracterizada pelo esgotamento emocional e físico. Esse trabalho de conscientização vem sendo realizado com frequência pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, inclusive com a realização de uma pesquisa em parceria com a Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, que integra o Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário. Celebrado em 10 de outubro, o Dia Mundial da Saúde Mental é um alerta sobre a atitude de olharmos para a condição da saúde da nossa mente. A data foi criada em 1992 pela Federação Mundial da Saúde Mental. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil cerca de 12 milhões de pessoas sofrem de depressão, sendo a maior taxa da América Latina. Independente de sua gravidade, as perturbações de natureza mental e os transtornos mentais são uma das doenças mais incapacitantes do século XXI, atualmente. A depressão, por exemplo, é uma das doenças que mais tem relação com fatores de risco de suicídio.

Agências bancárias não terão expediente nesta quinta-feira (12). Mas abrem ao público na sexta (13) em horário normal

As agências bancárias permanecerão fechadas nesta quinta-feira (12), devido ao feriado nacional da padroeira do Brasil, Nossa Senhora de Aparecida. No entanto, os bancos estarão abertos para atendimento ao público, normalmente, na sexta-feira (13). Quem precisar de serviços bancários, no dia 12, deve recorrer aos canais digitais e remotos, como sites e aplicativos. Através deles poderão ser realizadas transferências e o pagamento de contas. Normalmente, as contas de consumo (água, luz, telefone etc) já vêm com a data ajustada ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Elas podem ser pagassem acréscimo no dia seguinte. Entretanto, caso não haja esse ajuste, a sugestão é antecipar o pagamento. No caso dos títulos com códigos de barra, o pagamento pode ser agendado nos caixas eletrônicos, internet banking ou pelo atendimento telefônico dos bancos. Já os boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado).

Poupança: retiradas aumentam pelo terceiro mês seguido

Segundo relatório do Banco Central, divulgado nesta sexta-feira (6), o saldo da aplicação na caderneta de poupança registrou queda pelo terceiro mês seguido. Em setembro, os saques superaram os depósitos em R$ 5,83 bilhões. Em relação a agosto, a diferença líquida chegou a R$ 10,1 bilhões. Segundo reportagem publicada pela Agência Brasil, a poupança acumulou retirada líquida de R$ 86,13 bilhões com o resultado de setembro. No mês passado, foram aplicados R$ 306,15 bilhões, enquanto os saques somaram R$ 311,99 bilhões. Os rendimentos creditados nas contas de poupança somaram R$ 6,15 bilhões. De acordo com o relatório do Banco Central, o resultado de setembro mostrou que a poupança acumulou retirada líquida de R$ 86,13 bilhões em um ano. Considerada a aplicação mais popular do Brasil, no ano passado a poupança obteve rendimento real de 2%, já descontado o aumento dos preços pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Apesar disso, especialistas dizem que ela perde, em matéria de rendimentos para aplicações como Tesouro Direto, CDBs e CDIs, que registram melhor desempenho.