Gerentes barram operação e perdem cargo na Caixa

A Caixa Econômica Federal destituiu três gerentes que foram contra a compra de R$ 500 milhões em letras financeiras do Banco Master. O fato ocorreu na última segunda-feira (8) e as informações foram publicadas pela coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo. Segundo parecer sigiloso, obtido pelo jornal, a área de renda fixa da Caixa Asset, braço de gestão de ativos do banco, desaconselhou a operação, considerada atípica e arriscada. Após quatro dias, os gerentes responsáveis pelo parecer deixaram os cargos. A medida foi considerada uma tentativa de eliminar resistências internas ao negócio. O comitê de investimentos deverá ser refeito com novos gerentes da área. A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e as Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcefs) manifestam profunda preocupação diante da notícia. O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Rafael de Castro, lamentou a medida. “Mais uma vez, vemos empregados sendo punidos por cumprir sua função e, com base em questões técnicas, garantir que o banco não tenha prejuízos. A quem interessa a transação?”, questionou o coordenador da CEE, acrescentando que ‘isso precisa ser apurado, pois é a credibilidade da Caixa e recursos públicos que estão em jogo”. Fabiana Uehara Proscholdt, conselheira eleita do Conselho Administrativo da Caixa, afirmou que tomará providências para que o diretor-presidente da Asset seja convocado a prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. *Fontes: Fenae, Contraf-CUT, Rede Brasil Atual *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Financiários querem oportunidades iguais para mulheres e negros

Como parte das negociações da Campanha Nacional 2024, representantes dos financiários se reuniram com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), nesta sexta-feira (12). Os trabalhadores cobraram igualdade de oportunidades no setor e apresentaram um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrando distorções salariais de gênero e raça. Para isso, contaram com a participação da economista Cátia Toshie Uehara. De acordo com o levantamento, enquanto que, em todo o país, os negros (a soma dos pretos e pardos), representam 55,5% da população, no setor financiário 68,25% se autodeclararam brancos e 22,06% negros. Além disso, a remuneração média mensal dos negros financiários é 69,7% da remuneração média mensal dos colegas brancos, uma defasagem de 30%. O documento mostrou ainda que, apesar de as mulheres representarem 52% do total de trabalhadores financiários, o setor paga a elas 57,29% da remuneração mensal média paga aos homens. Também foi apontado que o setor tem baixíssima contratação de pessoas com deficiência (PCDs), que compõem somente 1,93% de toda a categoria. Calendário de Negociações: 16/07 – Emprego: incluindo a questão do teletrabalho (Manhã)19/07 – Saúde e condições de trabalho (Tarde)23/07 – Cláusulas econômicas (Manhã)30/07 – Cláusulas econômicas (Tarde) *Fonte: Contraf-CUT
BB não vai mexer em gratificação dos caixas durante campanha

A direção do Banco do Brasil garantiu que não vai mexer na gratificação dos caixas durante a Campanha Nacional 2024. Também prometeu negociar a pauta durante o período. O compromisso foi assumido logo no início da terceira mesa de negociação específica da Campanha Nacional 2024 para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), nesta sexta-feira (12). Para o secretário-geral e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Gustavo Tabatinga Júnior, o ponto nem deveria ser debatido nesta reunião. “Mas não tivemos como não cobrar essa decisão. Precisamos tirar essa insegurança da cabeça dos trabalhadores, que contam com esta renda para os seus compromissos”, afirmou Tabatinga. Durante a reunião foi cobrada a redução da jornada de trabalho para quatro dias da semana. Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), se a jornada reduzida fosse implementada entre os trabalhadores com jornada semanal de 30 horas, o potencial de geração de emprego seria de mais de 240 mil vagas, ou 55,5% do total que existe hoje. Em relação ao banco de horas negativas, a representação dos empregados solicitou o quadro atualizado da quantidade de horas negativas que os bancários têm de fazer a compensação até maio de 2025. O objetivo é buscar alternativas para os trabalhadores zerarem suas horas negativas. A próxima reunião será sobre saúde no dia 19 de julho, em São Paulo. *Fonte: Contraf-CUT
Caixa: reunião trata de jornada, teletrabalho e pede participação da Funcef na mesa

Jornada de trabalho e as demandas do teletrabalho foram as pautas da reunião de negociações, realizada nesta sexta-feira (12), entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e os representantes do banco. Além disso, a CEE cobrou a participação de representantes da Funcef na mesa de negociação. Segundo a representação dos empregados, as propostas apresentadas pela Caixa não foram construídas em diálogo com os trabalhadores, apresentando falhas e levando à insatisfação dos trabalhadores com a proposta para equacionamento dos déficits do plano, como aponta uma pesquisa realizada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). Um ofício será enviado à Caixa pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) solicitando que as questões que envolvam a Funcef sejam tratadas na mesa de negociação. Durante a reunião foram cobradas soluções sobre o teletrabalho, pois o banco ainda não definiu a situação dos empregados após a pandemia. Quanto à jornada de trabalho, os empregados querem uma solução para o banco de horas negativas. Caixa Asset Antes de começar a reunião, a Comissão cobrou da Caixa um posicionamento sobre a denúncia de destituição de empregados, que cumpriram normas técnicas por não aceitação de propostas. A notícia foi veiculada nesta sexta-feira (12) pelo jornal O Globo.
Segurança bancária é tema de consulta até dia 17 de julho

O Comando Nacional dos Bancários está fazendo uma consulta sobre segurança bancária em agências de negócios e postos de autoatendimento. O tema será debatido na próxima reunião de negociação no dia 18 de julho. Bancárias e bancários de todo o país devem responder à consulta através do link https://lime.dieese.org.br/index.php/693528?lang=pt-BR O link ficará ativo até o dia 17 de julho, às 17h, quando as respostas serão avaliadas pelo Comando Nacional dos Bancários.
Campanha: bancários cobram oportunidades iguais no ambiente de trabalho

Com o tema “Igualdade de Oportunidades” foi realizada, nesta quinta-feira (11), a terceira rodada de negociações para a Campanha dos Bancários 2024. Durante a reunião, o Comando Nacional dos Bancários apresentou reivindicações à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), cobrando ações e políticas que promovam mais respeito, justiça e oportunidades iguais no ambiente de trabalho. Dados mostram que, no setor bancário, as mulheres ganham 20% menos que os homens, e as mulheres negras menos 36% que os homens brancos. Além disso, as mulheres bancárias ocupam menos cargos de liderança; e os negros (pardos e pretos) são 26,2%. “Quando olhamos o quadro geral, de todo o mercado de trabalho no país, as mulheres recebem cerca de 22% menos de remuneração que os homens. Então, o retrato da nossa categoria não é muito diferente do cenário nacional. Isso é preocupante, porque mostra que, nos bancos, há um reflexo de desigualdades que precisa e deve ser combatido”, destacou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. Confira as reivindicações: – Cumprimento da Lei da Igualdade Salarial entre homens e mulheres, especificamente no ponto sobre o Relatório de Transparência Salarial: – Realização do 4º Censo da Diversidade da categoria, o último foi divulgado em 2019.– Olhar especial para as trabalhadoras e os trabalhadores transexuais, dada a vulnerabilidade social desse grupo, para que, além de terem acesso às vagas no setor, consigam permanecer e ascender na carreira.– Adesão de todos os bancos ao Programa Empresa Cidadã, para que todos pratiquem a licença maternidade de 180 dias e paternidade de 20 dias.– Programas de promoção de acesso à ascensão de negros e negras, além de igualdade salarial para toda a categoria.– Programas de promoção para acesso e permanência de mulheres nas áreas de TI.– Balanço, por bancos, sobre a implementação e realização dos programas de combate ao assédio e de violência doméstica. Calendário das próximas reuniões: Julho18 e 25/07 – Saúde e condições de trabalho: incluindo discussões sobre pessoas com deficiência (PCDs), neurodivergentes e combate aos programas de metas abusivasAgosto6 e 13/08 – Cláusulas econômicas20/08 – Em definição27/08 – Em definição *Fonte: Contraf-CUT e SP Bancários
Funcef: resultados de pesquisa serão apresentados em live nesta quarta (10)

Os resultados da pesquisa sobre a proposta de redução do equacionamento, formulada pela Caixa e Funcef, serão apresentados nesta quarta-feira (10), em live da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). A transmissão será feita pelo YouTube da Fenae, a partir das 16h. De acordo com a pesquisa, realizada entre 5 e 23 de junho, com 3.501 participantes do plano REG/Replan Saldado, existe uma insatisfação com a proposta e com a falta de transparência no processo. O descontentamento inclui questões como a redução da pensão por morte de 80% para 50% + 10% por dependente, limitada a 80%, rejeitada por 63% dos participantes, e o fim do pecúlio por morte, contestado por 67% dos respondentes. Além disso, 54% dos participantes consideraram a construção da proposta não transparente. A responsabilidade da Caixa pelo contencioso e a revisão da meta atuarial, que a Fenae defende como soluções para reduzir o equacionamento sem prejudicar os direitos dos participantes, também serão discutidas durante a live. Estarão presentes na live Sergio Takemoto, presidente da Fenae; Leonardo Quadros, diretor de Saúde e Previdência da Fenae; Eliana Brasil, diretora executiva da Contraf/CUT; Jair Pedro Ferreira, diretor de Benefícios da Funcef; e Gláucia da Costa, advogada da LBS Advogados. *Fonte: Fenae
Para o movimento sindical, práticas do Itaú não estão em sintonia com o Conexão Saúde

Lançado pelo canal digital do banco Itaú, o programa Conexão Saúde apresenta iniciativas voltadas à saúde mental. Entretanto, o GT de Saúde e a Comissão de Organização dos Empregados (COE), apesar de reconhecerem a iniciativa, ressaltam que as práticas do banco não combinam com o programa. Fechamento de agências, sobrecarga de trabalho e assédio foram algumas das questões mencionadas que contribuem para o adoecimento dos trabalhadores. “O uso de ferramentas de pressão, para aumentar cada vez mais o lucro do banco, tem causado adoecimento nos trabalhadores, resultando em estresse, depressão, esgotamento profissional (burnout) e LER/Dort, que têm tomado grandes proporções”, afirmou Luciana Duarte, coordenadora do GT de Saúde, acrescentando que nenhum programa aborda o tratamento dos funcionários já adoecidos. Já a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, ressaltou que o banco tem obrigação de acolher os trabalhadores adoecidos. Porém, a maioria dos empregados sente o descaso na hora que mais precisam do banco. “O Itaú tem que assumir sua responsabilidade, pois esses trabalhadores adoeceram no local de trabalho”, afirmou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT
Nesta quinta (11), categoria bancária faz tuitaço com a hashtag #JuntosPorIgualdade

A categoria bancária se mobilizará nesta quinta-feira (11) com protestos nas redes sociais por Igualdade de Oportunidades, tema da mesa de negociação com a Fenaban, que acontece no mesmo dia, pela Campanha Nacional da categoria. Usando a hashtag #JuntosPorIgualdade será realizado um tuitaço, das 9h às 11h, em protesto pelo fim das distorções salariais entre gêneros, pelo combate ao preconceito e por condições igualitárias nos processos de ascensão dentro dos bancos, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), negros e negras e LGBTs tenham maior representatividade nos cargos de liderança.
Condições de trabalho preocupam categoria bancária

Com dados preocupantes, a pesquisa “Saúde Mental no Trabalho Bancário” teve seus resultados apresentados durante uma live no dia 19 de junho passado. O trabalho é uma parceria entre o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e o Departamento de Psicologia da Universidade Federal Fluminense (Volta Redonda). A pesquisa mostra a necessidade de atenção para as condições de trabalho da categoria bancária na região. De acordo com a pesquisa são considerados graves e críticos por 44,5% dos participantes os danos físicos, sociais e psicológicos. Os danos sociais são considerados suportáveis por 47,2%, e críticos ou graves por 31,7%. Em relação ao esgotamento profissional, 54,1% dos participantes classificaram como grave. A pesquisa aponta que esse é um indicador alarmante da Síndrome de Burnout. A liberdade de expressão também foi considerada crítica por 48,7%, mostrando que uma cultura organizacional que restringe a comunicação aberta pode aumentar o estresse e a insatisfação no trabalho. A falta de reconhecimento e realização profissional também foram apontadas como fatores que contribuem para o adoecimento dos trabalhadores, sendo consideradas críticas e graves.