Campanha Nacional: quinta-feira (11) tem nova rodada de negociações

O Comando Nacional dos Bancários se reunirá com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta quinta-feira (11). O debate será sobre Igualdade de Oportunidades. O encontro faz parte das negociações da Campanha Nacional de 2024, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Os trabalhadores também vão reivindicar o fim das distorções salariais entre gêneros, o combate ao preconceito e condições igualitárias nos processos de ascensão dentro dos bancos, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCDs), negros e negras e LGBTs tenham maior representatividade nos cargos de liderança. “O que nós queremos é promover um ambiente de trabalho inclusivo e com respeito, combatendo as distorções do preconceito, da discriminação que nós vemos na sociedade”, ressaltou a a coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira. Veja, abaixo, as conquistas ligadas à igualdade de oportunidades obtidas pelas bancárias e bancários na CCT: 2002 – Inclusão do tema igualdade de oportunidade nas mesas de negociação;2008 – Conquista do primeiro Censo da Diversidade;2009 – Licença-maternidade de 180 dias e extensão dos parceiros do mesmo sexo nos planos de saúde;2010 – Inclusão da cláusula que criou o programa de combate ao assédio moral;2012 – Conquista do 2º Censo da Diversidade;2016 – Licença-paternidade de 20 dias;2017 – Reconhecimento do direito de uso do nome social no crachá e nos sistemas dos bancos;2018 – 3º Censo da Diversidade;2020 – Programa de prevenção à violência doméstica e familiar contra bancárias, incluindo a criação de canais de acolhimento, orientação e auxílio às mulheres em situação de violência doméstica e familiar;2022 – Cláusula que estabelece programa de combate ao assédio sexual nos bancos. *Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores da Caixa vão debater jornada e teletrabalho dia 12

A representação das empregadas e empregados da Caixa tem reunião de negociação marcada para a próxima sexta-feira (12), com a direção do banco. A negociação é para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico dos trabalhadores do banco. Temas ligados à jornada de trabalho e à manutenção dos mesmos direitos de quem trabalha presencialmente para quem trabalha de forma remota fazem parte da pauta, além de registro de ponto, pagamento de horas-extras e adicionais de remuneração. Rafael de Castro, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, ressaltou que esses importantes temas sequer precisariam ser debatidos se a Caixa cumprisse o que determina a legislação específica. “Um exemplo disso é quando o banco deixa de pagar horas-extras, que pediu para o empregado fazer, por não haver dotação de recursos para pagá-las. Com isso, o empregado trabalha a pedido do banco, mas não recebe pelo trabalho realizado”, explicou Rafael. As próximas reuniões estão marcadas para: Julho12 de julho19 de julho26 de julhoAgosto7 de agosto14 de agosto21 de agosto28 de agosto *Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil: CEBB entrega reivindicações à Cassi

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) entregou, na manhã desta quinta-feira (4), a minuta de reivindicações específica da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). O documento foi entregue na sede da Cassi, em Brasília. A coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, disse que a negociação é com a direção do BB, mas que é importante que a Cassi tenha conhecimento das pautas específicas levantadas no Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil. A ampliação da rede credenciada da Cassi e das unidades da CliniCassi é a principal reivindicação dos trabalhadores. Mas também foi debatida a importância de reavaliar o custeio da Caixa de Assistência, demanda que será levada à mesa específica de negociações com o Banco do Brasil. Os diretores da Cassi falaram sobre as ações em execução, com foco no aumento do credenciamento e a preocupação com a prevenção de doenças entre os associados. *Fonte: Contraf-CUT

Financiários vão definir calendário de negociações nesta sexta-feira (5)

O calendário de negociações da Campanha Nacional 2024 dos Financiários será definido nesta sexta-feira (5). A reunião será com a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) e terá como pauta a diversidade. A primeira mesa de negociações dos financiários foi realizada no dia 29 de junho, com apresentação de uma proposta de calendário e ênfase na importância da ultratividade, que garante todos os direitos dos trabalhadores até a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). A secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Magaly Fagundes, ressaltou que a expectativa é avançar nos pontos referentes aos empregos, saúde e condições de trabalho. Além disso, segundo Magaly, é preciso iniciar as mesas de negociação de forma efetiva. “Acreditamos que um diálogo franco e construtivo é essencial para garantir os direitos e a dignidade dos trabalhadores do setor financeiro,” afirmou Magaly. *Fonte: Contraf-CUT

Banco do Brasil: reunião de negociações discute liminar de cassação, Performa e terceirização

Logo após a decisão do Tribunal Regional do Trabalho, cassando a liminar que garantia a gratificação dos caixas, a Comissão Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu com a direção do banco, no final da tarde desta quarta-feira (3), a fim de dar seguimento às negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A coordenadora da CEBB e funcionária do BB, Fernanda Lopes, reafirmou que a redução da gratificação dos caixas não será aceita, independente da decisão do TRT. A direção do Banco do Brasil respondeu que não tomará qualquer decisão até receber o acórdão da decisão do TRT e se comprometeu a não implementar nenhuma mudança sem antes o assunto ser debatido em mesa de negociação. O movimento sindical também destacou o Performa como prioridade, pois é uma das principais demandas dos trabalhadores. A direção do banco demonstrou disposição para revisar o plano de cargos e salários. Também foram discutidos temas como terceirização e o concurso em estudo para novos agentes comerciais. Segundo a direção do banco, todos os agentes comerciais já foram convocados, mas ainda restam pessoas a serem chamadas para o concurso de tecnologia. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato percorre agências no Dia Nacional de Luta dos trabalhadores do Bradesco

O Dia Nacional de Luta dos trabalhadores do Bradesco, realizado nesta quarta-feira (3) em todo o Brasil, contou com o apoio do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, que percorreu agências de sua região para falar com funcionários e clientes. O presidente do sindicato, Júlio Cunha, explicou o motivo ação. “A diretoria do Sindicato dos Bancários percorreu as agências dialogando com a categoria sobre o Dia Nacional de Luta no Bradesco, chamando atenção para o fechamento de três agências em nossa base e com a confirmação de mais três, as demissões que vem acontecendo, a constatação do adoecimento da categoria comprovada na apresentação na pesquisa “Saúde Mental do Trabalhador Bancário”, no mês passado, a precarização do atendimento para clientes e usuários. Ressaltamos que nossa negociação coletiva está acontecendo, já tivemos duas rodadas de negociações e que precisamos da união da categoria e engajamento nas redes sociais”, pontuou Júlio. Vale lembrar que a ação faz parte da Campanha Nacional dos Bancários 2024, cujo slogan é “A sua luta nos conecta”, e que já iniciou o processo de negociações com os bancos para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho CCT). Nessa campanha, os sindicatos estão cobrando dos bancos mais responsabilidade com empregados e clientes, principais responsáveis pelos lucros e que não devem ser prejudicados com as reestruturações. Apesar do lucro líquido recorrente de R$ 16,3 bilhões, em 2023, o Bradesco anunciou uma série de mudanças para os próximos anos, incluindo o fechamento de agências físicas. Entre o último trimestre de 2019 e o último trimestre de 2023, o banco fechou 1.783 agências e 703 postos de atendimento bancário. Sobrecarga De acordo com dados das Demonstrações Financeiras do Bradesco e do Banco Central, compilados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), no quarto trimestre de 2023, o banco possuía 105.844.674 clientes, e uma relação de 1.227,58 clientes para cada bancário. O Bradesco é também recordista de reclamações do Banco Central, o que indica que o corte de postos de trabalho e o fechamento de agências contribuem para piorar o atendimento à população.

Justiça do Trabalho cassa liminar e tira gratificação dos caixas do BB

A Justiça do Trabalho cassou, na manhã desta quarta-feira (3), a liminar que mantinha o pagamento da gratificação dos caixas do Banco do Brasil. A audiência ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho, em Brasília, e a decisão foi unânime. A liminar foi uma conquista da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e, desde fevereiro de 2021, garantia a gratificação de muitos trabalhadores. Os caixas que, em 2017, tinham menos de dez anos na função serão afetados diretamente com a perda da gratificação. Fernanda Lopes, funcionária do BB e coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), lamentou a decisão e ressaltou que a categoria está em plena campanha e a pauta dos caixas faz parte da minuta de reivindicações entregue ao banco. “Vamos reforçar a importância dos caixas, não aceitamos que os colegas percam a gratificação até então garantida pela liminar,” afirmou a coordenadora da CEBB. *Fonte: Contraf-CUT

Campanha: trabalhadores iniciam negociações com a Caixa

Começaram as negociações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) das empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal. Na reunião desta terça-feira (2), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) cobrou que o banco designe funções apenas de forma efetiva ou por substituição, e não faça mais qualquer tipo de designação por minuto, seja para o cumprimento de tarefas de caixas, seja de tesoureiros. Também foi solicitada a equiparação de remuneração de colegas que cumprem a mesma tarefa, mas que, devido a processos de reestruturação, passaram a ter remunerações diferentes. A criação de um grupo de trabalho, com duração prevista de seis meses, para fazer a revisão dos atuais Plano de Funções Gratificadas e Plano de Cargos e Salários também faz parte da minuta de reivindicações das empregadas e empregados. O objetivo é corrigir distorções criadas após a implementação de mudanças promovidas unilateralmente pela empresa e também pelas próprias mudanças previstas com as novas estruturas que estão sendo criadas, como as agências digitais. A representação dos empregados pediu ainda a criação de um grupo de trabalho para tratar de ascensão na carreira. Também foram apresentados dados sobre os afastamentos para tratamento de saúde por questões relacionadas diretamente ao trabalho (B91), que aumentaram de 401 afastamentos em 2014, para 524 afastamentos em 2022, segundo o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Em relação aos programas de avaliações de desempenho, os empregados querem que a Caixa negocie as regras com a mesa de negociação permanente. Abaixo, o calendário das próximas reuniões, cujos temas serão definidos ainda esta semana: 12 de julho19 de julho26 de julho7 de agosto14 de agosto21 de agosto28 de agosto *Fonte: Contraf-CUT

Campanha: trabalhadores pedem redução de jornada e reajuste em verbas de teletrabalho

O Comando Nacional dos Bancários se reuniu com a Federação Nacional dos Bancos, nesta terça-feira (2), na segunda mesa de negociações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.  As reivindicações apresentadas foram redução da jornada de trabalho de cinco dias para quatro dias semanais e reajustes nas verbas das cláusulas de teletrabalho. Sobre a redução da jornada, foram apresentados dados de pesquisas, baseados em projetos pilotos com impactos positivos na saúde física e mental de funcionários, na redução de faltas no trabalho, além de ganhos na produtividade e na receita das empresas. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que a jornada de quatro dias semanais apareceu como prioridade para 42% dos trabalhadores que responderam à Consulta Nacional dos Bancários de 2024, somente atrás de manutenção de direitos (70%); emprego (49%) e combate ao assédio moral (45%). Os representantes dos bancos disseram que o pedido será levado para avaliação das empresas. Quanto ao teletrabalho, foi pedido à Fenaban o número de trabalhadores que atuam em home office, no sistema híbrido ou totalmente remoto. Além disso, também foi solicitada a ampliação do valor da ajuda de custo, aos trabalhadores que atuam em home office. Segundo a Fenaban, 33% dos bancários estão em teletrabalho no Brasil atualmente, sendo 91% no modelo híbrido e 9% totalmente remoto. Para a Fenaban, não há garantia, sequer, de manutenção do percentual de pessoas em teletrabalho. O Comando respondeu reforçando a cobrança por ampliação do home office. O Comando Nacional dos Bancários, depois da reunião, disse que organizará uma plenária entre os profissionais em teletrabalho. Também orientou a manutenção de mobilizações sobre o tema, para reforçar as conquistas em teletrabalho e impedir a retirada de direitos por parte dos bancos. Próximas reuniões: Julho11/07 – Igualdade de oportunidades18 e 25/07 – Saúde e condições de trabalho: incluindo discussões sobre pessoas com deficiência (PCDs), neurodivergentes e combate aos programas de metas abusivas Agosto6 e 13/08 – Cláusulas econômicas20/08 – Em definição27/08 – Em definição *Fonte: Contraf-CUT

Bancários vão para segunda mesa e preparam tuitaço por jornada de quatro dias

A segunda mesa de negociações da Campanha Nacional de 2024, para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos bancários será sobre “Cláusulas Sociais” e ocorrerá, nesta terça-feira (2), entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A pauta será focada na reivindicação por jornada reduzida para quatro dias da semana, mas incluirá ainda os temas teletrabalho, segurança física e segurança digital no setor bancário. No mesmo dia, as bancárias e os bancários de todo o país mobilizam as redes sociais em defesa da semana de quatro dias de trabalho. O tuitaço será de 9h às 11h, com a hashtag #JuntosPelaJornadaDe4Dias. De acordo com um relatório feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base em estudos e programas pilotos no Brasil e em outros países, liderados pela organização não governamental 4 Day Week Global, a redução da jornada para quatro dias protege empregos e melhora a qualidade de vida e a produtividade dos trabalhadores, sendo bom também para as empresas. No conjunto, as cláusulas abrangem direitos, ambiente doméstico, equipamentos e mobiliário adequados, respeito à jornada, auxílio financeiro para compensar o aumento de gastos em casa e prevenção a abusos e assédio. *Fonte: Contraf-CUT