Contraf-CUT cobra negociação sobre reestruturação no BB

Entidade lembra que banco descumpre Convenção Coletiva e Acordo Coletivo de Trabalho A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, enviou nesta quinta-feira (14) à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofício solicitando a abertura de negociações sobre a reestruturação pretendida pela direção do Banco do Brasil. No documento, Juvandia lembra que a postura do banco, de se negar a negociar as mudanças, é um descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), firmado com o Banco do Brasil durante as negociações da Campanha Nacional 2020. A presidenta da Contraf-CUT ressalta que os dois acordos estão em vigência e foram assinados pela Fenaban. Veja abaixo a íntegra do ofício enviado à Fenaban. São Paulo, 14 de janeiro de 2021. À Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) Adauto de Oliveira Duarte Diretor de Relações Institucionais, Trabalhistas e Sindicais Prezado Senhor, A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela Comissão dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), vem através deste comunicar à V.Sa. que foi realizada reunião a convite dos representantes da direção do Banco do Brasil S.A., no dia 11 de janeiro de 2021, na qual foi apresentado um programa de reestruturação e plano de demissão voluntária.  Questionados sobre a realização de negociação prévia quanto aos temas, conforme estabelecido na Cláusula 58 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) BB “Negociação Permanente e Solução de Divergências”, tal possibilidade foi rejeitada pelos representantes da empresa. Dada a postura expressa pela representação da empresa, com a negativa de estabelecimento de processo negocial entre as partes, nos cabe apresentar nosso repúdio a tal atitude e conclamar a esta Federação a imediata interveniência junto a este banco filiado para cumprimento dos preceitos ratificados na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no referido ACT BB, ambos vigentes, dos quais a Fenaban é signatária. Em face do ocorrido, e dada a seriedade e a gravidade do alcance das medidas propostas pela direção do Banco do Brasil S.A., esta Confederação e suas entidades sindicais filiadas vem solicitar a abertura imediata de processo negocial a fim de buscar soluções ao iminente risco contido nos projetos apresentados pelo Banco do Brasil S.A. A seguir listamos os temas de interesse dos trabalhadores, objeto de negociação: I- Reestruturação e Plano de Demissões; II- Extinção dos Cargos de Caixa; III- Realocação de Funcionários; IV- Processo de Comissionamento dos Funcionários; V- Plano de Saúde dos Incorporados; VI- Outros temas de relevância em decorrência da Reestruturação. Sendo o que tínhamos a apresentar e no aguardo de seu breve retorno. Atenciosamente, Juvandia Moreira Presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)  

GT Saúde Caixa se reúne pela primeira vez nesta quinta (14)

Conquista da Campanha Nacional 2020, o GT Saúde Caixa debaterá a sustentabilidade do plano de assistência à saúde dos empregados       O Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa se reúne pela primeira vez na tarde desta quinta-feira (14), por videoconferência. A instalação do grupo já estava sendo cobrada desde a assinatura do Acordo Coletivo dada a importância que o Saúde Caixa tem para todos os empregados. “O grupo de trabalho é um espaço de suma importância, considerando que foi algo extremamente debatido durante a Campanha Nacional e o GT tem como responsabilidade pensar alternativas para que o plano de assistência à saúde dos empregados seja viável e sustentável para todos a partir de 2022. E para que possamos construir propostas temos que ter acesso a todas as informações do nosso plano.”, ressaltou Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE/Caixa e secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) Uma das principais missões do GT é criar uma proposta de formato de custeio e de gestão, que passará pelo crivo da mesa permanente de negociação, antes de entrar em vigor a partir de 2 de janeiro de 2022.   Fonte: Contraf-CUT

Débora Fonseca questiona direção do BB sobre reestruturação

Representante dos empregados diz que mudanças deveriam ter sido discutidas com todo o cuidado pelo Conselho de Administração A representante dos funcionários do Banco do Brasil no Conselho de Administração do banco, o Caref, Débora Fonseca, questionou a administração da instituição sobre o plano de reestruturação que fecha agências e locais de trabalho e prevê a dispensa de 5 mil empregados. Leia a seguir a carta entregue ao conselho do banco. Ao Conselho de Administração do Banco do Brasil Senhor presidente, O Banco anunciou o programa de reestruturação que está causando grande tensão entre os milhares de colegas, preocupados com o futuro da empresa e com sua própria situação funcional. A definição deste programa deveria ter sido avaliada e deliberada com todo o cuidado por este Conselho, pois altera o planejamento estratégico da empresa, seu posicionamento no mercado e sua presença nas regiões e municípios brasileiros. E tem impactos profundos nos salários e lotação de milhares de colegas. Como Caref e representante dos funcionários no CA, a lei me impede de deliberar sobre questões envolvendo as de trabalho. No entanto, o plano de reestruturação aborda temas muito mais amplos do que somente os relativos aos nossos mais de 90 mil colegas. Solicito informações sobre todos os itens que não sejam diretamente vinculados às questões salariais ou trabalhistas, como fechamento de agências e postos de atendimento, além das datas e instâncias em que aconteceram as deliberações. Débora Fonseca Fonte: Contraf-CUT

160 anos da CEF é marcado por resistência dos trabalhadores da instituição

    A Caixa Econômica Federal completa 160 anos nesta terça-feira (12), com passado de histórias brilhantes e futuro sob ameaça. Mesmo diante ao maior desmonte de sua história, o aniversário do banco que atua como principal agente das políticas públicas do Estado é motivo de orgulho para os seus empregados e para o povo brasileiro. “São 160 anos de mãos dadas com a população que mais precisa. A Caixa é o banco que permite a realização dos sonhos dos brasileiros. Começou com o sonho da liberdade, quando poupou dinheiro dos escravos para a compra da carta de alforria, o sonho da casa própria, da formação no ensino superior, da diminuição da desigualdade no país”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária de Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT), Fabiana Uehara Proscholdt. “Precisamos enaltecer essas conquistas e mostrar para a população que tudo isso pode acabar se as tentativas de privatização do governo e da direção do banco se concretizarem. Nossa luta é constante pela defesa da Caixa 100% pública, pela valorização dos empregados e por melhores condições de trabalho”, completou. A data, além de comemoração, tem de ser de resistência contra as tentativas governamentais de privatizar partes rentáveis da instituição, através da venda de suas subsidiárias. Essas áreas, a exemplo das loterias, seguros e cartões de crédito, sustentam os programas sociais operados pelo banco. Foi a força da mobilização e da união das entidades sindicais e associativas que manteve a Caixa 100% pública até agora. Para o presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, no pacote de ações para privatizar a Caixa, o governo e a direção do banco incluíram também o desrespeito aos empregados. “Metas desumanas, reestruturações sem planejamento, jornadas exaustivas e extrapoladas, atendimentos precarizados por falta de condições de trabalho e também pela falta de mais de 20 mil empregados, PDV [Programas de Desligamento Voluntário] – tudo isso faz parte da estratégia de passar uma imagem de ineficiência para a sociedade e tentar justificar a privatização”, alerta. “Mas a realidade mostra o contrário. O que seria da população mais carente se não fosse a Caixa e seus empregados durante o pagamento do Auxílio Emergencial? Graças aos empregados, que têm resistido a tudo isso para cumprir a função social do banco, 68 milhões de brasileiros tiveram condição de sobreviver nesta pandemia”, avalia. Campanha O desrespeito aos trabalhadores provocou as entidades em defesa dos bancários a realizarem uma campanha de valorização dos empregados da Caixa. A Fenae, as Apcefs, a Contraf-CUT e demais entidades sindicais e associativas se uniram para mostrar ao país a importância do trabalho destes bancários para socorrer metade da população brasileira durante a pandemia do coronavírus. A campanha começou no dia 28 de dezembro e vai até o aniversário da Caixa, nesta terça-feira (12). Uma das atividades que marcam a campanha são projeções em várias cidades do país em defesa da Caixa. São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Brasília, Belém, Fortaleza e Manaus são as capitais que receberam nesta segunda-feira (11), às 19h, projeções com mensagens da campanha em defesa da Caixa 100% pública. A ação é realizada pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). O objetivo foi denunciar os ataques que a empresa vem sofrendo, com ameaça de privatização de áreas rentáveis como seguros, loterias e mais recentemente o banco digital. Live Para marcar os 160 anos da Caixa Econômica Federal, a Fenae e a Contraf-CUT realizam um debate, às 19h, com transmissão ao vivo pelo Facebook da Confederação. Em pauta estarão temas como importância dos empregados durante a pandemia, as ameaças de privatização e os desafios das entidades para os próximos anos. Participam do bate-papo virtual Fabiana Proscholdt, Sergio Takemoto; Rita Lima, diretora de Relações do Trabalho da Fenae e da Intersindical; Emanoel Souza, conselheiro fiscal da Fenae e secretário-geral da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb) e da coordenação da CTB Bancários. Também está programado para esta terça tuitaço das 11h às 13h. A Fenae, Apcefs, Contraf/CUT e demais entidades representativas chamam a atenção dos brasileiros sobre as ameaças que sofre o banco público e os impactos que a privatização pode trazer aos setores mais importantes do país. Participe também com as hashtags #Caixa160anos #PrivatizaNão #MexeucomaCaixaMexeucomoBrasil Mobilizações Uma série de atividades acontece também nesta terça para marcar o aniversário do banco e reivindicar melhores condições de trabalho e valorização dos empregados. Veja onde haverá manifestações: Brasília: atividades em frente ao edifício-sede da Matriz I da Caixa, a partir das 11h. Teresina (PI): manifestação na frente da agência da Caixa na Rua Areolino de Abreu, a partir das 8h30. Itabuna (BA): ato às 10h, na agência Grapiúna, contra a privatização do Banco, em defesa da Caixa 100% pública e por mais contratações e melhores condições de trabalho. Belo Horizonte MG): transmissão de live no Facebook (facebook.com/bancariosbh) em comemoração aos 160 anos da Caixa, às 10h30 desta terça-feira, 12 de janeiro. São Paulo (SP): manifestações pela manhã, às 10h, em frente ao prédio do Brás. Às 14h, em frente ao prédio da Caixa da Avenida Paulista.   Fonte: Contraf-CUT

BB surpreende funcionários com restruturação e ameaça de 5 mil dispensas

Plano prevê fechamento de agências, perdas de gratificação e redução do papel do banco público A direção do Banco do Brasil pregou uma triste surpresa para seus funcionários e as entidades sindicais ao anunciar nesta segunda-feira (11) pela manhã um plano de restruturação que prevê o fechamento de fechar agencias e outras unidades, além de um Plano de Demissões Voluntários (PDV) que tem por meta dispensar 5 mil trabalhadores do banco, entre outras medidas consideradas muito ruins. O plano prevê mudanças em 870 pontos de atendimento por meio do fechamento de agências, postos de atendimento e escritórios e a conversão de 243 agências em postos. Também estão previstas a transformação de oito postos de atendimento em agências, de 145 unidades de negócios em Lojas BB, além da relocalização e 85 unidades de negócios e a criação de 28 unidades de negócios. O PDV prevê duas modalidades de desligamento: o Programa de Adequação de Quadros (PAQ), para o que a direção do banco considera excessos nas unidades; e o Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), para todos os funcionários do BB que atenderem aos pré-requisitos. O banco também quer fazer mudanças no atual modelo e remuneração dos caixas executivos, que deixariam de ter a gratificação permanente a passariam a ter uma gratificação proporcional apenas aos dias de atuação, se houver. “Fomos informados pelos funcionários, que receberam o comunicado do banco às 9h. Foi um desrespeito com os funcionários e com as entidades sindicais. Somos contrários a esse plano, que retira do BB o papel de banco público. Também prejudica os caixas executivos, que terão perdas. Na reunião de hoje, as informações foram poucas”, afirmou João Fukunaga, coordenador nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Na reunião com a CEBB, os representantes do BB admitiram que não tinham todas as informações por ser o dia do anúncio do plano de restruturação. “Estudamos medidas judiciais e orientamos os bancários que procurem seus sindicatos para mais informações. O anúncio do plano provocou muita preocupação entre os funcionários. Agora, quem está em home office vai querer voltar a trabalhar presencialmente porque está preocupado para não deixar de ser notado em um momento de redução de pessoal. Tudo isso acontece em meio à pandemia”, criticou Fukunaga. Participaram da reunião desta segunda-feira vários representantes de federações de bancários de todo o Brasil. O plano de restruturação foi considerado um ataque à categoria e pode causar, na prática, a redução do papel do Banco do Brasil como banco público, com o fechamento de agências em diversas cidades do país. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do (Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a CEBB orientam os sindicatos a fazerem reunião para saber o impacto do plano nas suas bases e repasses essas informações para as federações. A CEBB vai realizar nova reunião na quarta-feira (13) para discutir um calendário de lutas e de mobilização dos funcionários. Fonte: Contraf-CUT

CEF completa 160 anos

Sindicato parabeniza empregados pelo compromisso com a população brasileira, a defesa do banco público e o fortalecimento do papel social da instituição financeira   Nesta terça-feira 12, a Caixa Econômica Federal completa 160 anos de existência e serviços prestados ao desenvolvimento do país e ao povo brasileiro. Tanto nos momentos de maior valorização do banco público, como foi o período entre 2003 e 2014, quanto em tempos de maior ameaça ao caráter público e a função social da Caixa, como foram anos 1990 e está sendo o atual período, quem sempre fez com que o banco continuasse sendo uma instituição fundamental para os brasileiros foram os seus trabalhadores.  Para o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, os empregados da CEF fazem o diferencial e o referencial do banco. “Mesmo diante aos constantes ataques aos direitos dos trabalhadores, mesmo com o atual governo jogando contra a Caixa 100% Pública, são eles que constroem diariamente esse banco público tão importante para o desenvolvimento do país e em benefício da população”, ressaltam.  Sempre ao lado dos brasileiros A Caixa – que a partir de 1870 foi o banco que passou a receber depósitos de pessoas escravizadas para que comprassem a alforria – sempre esteve ao lado dos brasileiros, cumprindo um importante papel social enquanto banco público.  É o banco da habitação, do financiamento imobiliário, do FGTS, do Bolsa Família, do repasse de recursos das loterias, da oferta de crédito e financiamento de obras de infraestrutura; do auxílio-emergencial; da presença em cidades e regiões nas quais os bancos privados não tem interesse em atuar. Em 2014, a CEF chegou a ter 101 mil empregados em todo o país,  atualmente não chega a ter 85 mil.  LUTA COLETIVA – Uma marca dos empregados da Caixa é a luta coletiva, seja pelos seus direitos ou pela defesa da Caixa 100% Pública e do seu papel social.  Em 1971, em plena ditadura, os empregados da Caixa criaram a Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal) e as Apcef (Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal), unificando a luta dos trabalhadores do banco público de todo o país. Já em 1985, os empregados aprovam uma greve de 24 horas, que resulta na conquista da condição de bancários e na jornada de 6 horas. Nos dias atuais, diante de um governo extremamente neoliberal, privatista, que pretende fatiar e vender o banco aos pedaços, os empregados estão na linha de frente da luta em defesa da Caixa 100% Pública, barrando as investidas contra o banco público e contra seus direitos e empregos. Fonte: SP Bancários com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense  

Banco do Brasil: De 8 a 14 de janeiro tem eleições para o Caref

Começou nesta sexta-feira, 08, a eleição do representante do Conselho de Administração da instituição, o Caref, no Banco do Brasil. Os funcionários da instituição financeira têm até o dia 14 para votar, através do SISBB. Sessenta e cinco candidatos se inscreveram para a disputa. Analisando que a principal atribuição do Caref é fiscalizar as atividades do Conselho,  responsável pela execução da política geral relacionada ao funcionalismo, de negócios e serviços do BB, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense apóia e indica a votação em Débora Fonseca.  O Sindicato entende que os bancários do BB precisam ter um representante no órgão visando à defesa contra os ataques que eventualmente possam vir a ser aplicados pelo governo e pela direção do banco, principalmente no que se refere à privatização.  Débora Fonseca defende o fortalecimento do BB enquanto instituição pública de prestação de serviço à sociedade e empresa estatal; a consolidação e ampliação do banco, como banco da agricultura familiar, além da preservação de salários, benefícios, direitos e postos de trabalho, a igualdade de oportunidades a todos associada a políticas afirmativas de equidade de gênero.   Fonte: Sind.Bancários Sul Fluminense  

VITÓRIA! Após muitas reivindicações, enfim a Caixa reabre o Saúde Caixa e cumpre o ACT

Conquista dos empregados foi aprovada durante a Campanha Nacional dos Bancários de 2020 e após longa negociação com a gestão do banco Arte: Fenae Uma das maiores conquistas da Campanha Nacional dos Bancários de 2020, enfim a direção da Caixa Econômica Federal, a partir de sexta-feira (08), vai reabrir o Saúde Caixa para todos os empregados. O Saúde Caixa para Todos está no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e desde o fim das negociações as entidades que representam os empregados e o movimento sindical reivindicam a inclusão dos trabalhadores que estavam fora do plano. A demanda já era antiga dos trabalhadores: desde 31 de agosto de 2018, quando os novos contratados não foram inseridos no plano de assistência à saúde. Cerca de 10 mil empregados devem entrar no Saúde Caixa. As informações são da Fenae.  O cenário de pandemia estava deixando os empregados que estão fora do Saúde Caixa apreensivos, e a gestão da Caixa Econômica Federal estava excluindo empregados do plano de assistência à saúde. A taxa de contaminação voltou a crescer no país e chegou ao total de 199.043 óbitos desde o começo da pandemia. Rio de Janeiro, Amazonas, Roraima, Rondônia, Tocantins, Ceará, Pernambuco, Sergipe e o Distrito Federal apresentaram alta na média móvel de mortes. A coordenadora da CEE/Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, que também integra o Grupo de Trabalho – Saúde Caixa, reafirmou que a inclusão de todos os empregados no plano é uma conquista dos empregados e não uma ação feita pela Caixa. “A inclusão dos empregados é uma conquista do acordo coletivo e foi um tema muito debatido na Campanha Nacional. A Caixa demorou muito para incluir os colegas, até porque nós da CEE e movimento sindical estávamos cobrando essa demanda desde o ano passado. Se somente agora a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest) autorizou, a Caixa não deveria ter negociado sem ter as convicções de que seria possível colocar todos no Saúde Caixa”, afirmou a coordenadora. O presidente da Fenae, Sergio Takemoto destacou que a Caixa deixou os empregados fora do plano nos períodos mais difíceis da pademia. Para ele, o banco está cumprindo o que foi negociado. “Queremos que a gestão da Caixa respeite nosso trabalho e dissemos não ao tratamento diferenciado à saúde dos empregados. Os empregos que estão trabalhando com sobrecarga, metas desumanas e jornadas extensas não podem ficar também sem o Saúde Caixa. Enfim, essa gestão está cumprindo o acordo coletivo”, afirmou.  Segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, a inclusão dos empregados só foi possível após a autorização da Sest. Cobranças para a inclusão no Saúde Caixa O acordo do novo plano de saúde manteve os princípios de pacto intergeracional, solidariedade e mutualismo e a inclusão dos novos contratados que entraram após 31 de agosto de 2018, principalmente dos PCDs. Com a entrada de todos os trabalhadores no plano, a modalidade de reembolso seria extinta. Ainda em setembro de 2020, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) encaminhou um ofício à Caixa solicitando agilidade no processamento de inclusões dos empregados. A gestão do banco respondeu que havia um impasse junto a Sest para que a ação acontecesse. Desde então a CEE/Caixa, os movimentos sindicais e a Fenae cobram o cumprimento do ACT.   Fonte: SP Bancários, com informações da Fenae

Contraf-CUT e Fenae debatem Promoção por mérito e novos empregados em live na próxima quarta-feira (06)

Live será transmitida no Facebook e Youtube da Fenae, às 19h. Envie suas dúvidas pelo WhatsApp 61 981428428 A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) realizam, na próxima quarta-feira (06), às 19h, uma live para debater a promoção por mérito e novos empregados para a Caixa. Tema importante para o crescimento da carreira do empregado, a Caixa está querendo modificar os critérios da promoção por mérito e impor a Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP) como critério absoluto para avaliação referente ao ano de 2020. Quanto a novas contratações, o banco afirmou que não irá contratar em 2021. Na transmissão estarão a diretora de Políticas Sociais da Fenae e membro da CEE/Caixa, Rachel Weber; a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) e secretária da Cultura da Contraf-CUT, Fabiana Uehara Proscholdt; o presidente da Apcef/SP, membro da CEE/Caixa e diretor da Fetec/SP, Leonardo Quadros, e o coordenador do Grupo de trabalho de promoção por mérito, representante dos empregados e secretário de Políticas Sindicais e Movimentos Sociais do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, João Paulo Pierozan. Tem alguma dúvida? Envie sua pergunta pelo WhatsApp 61 981428428 Promoção por mérito Na reunião do dia 16 de dezembro, a Comissão propôs a distribuição linear de um delta (promoção por progressão na carreira) para todos os empregados não enquadrados nos impedimentos previstos pelo RH 176 (os impedimentos são ter menos de 180 dias de efetivo exercício, mais que 3 faltas não justificadas, ter recebido censura ética, penalidade de suspensão ou de advertência, caso tenha recebido outra há menos de 5 anos). A Caixa recusou e indicou que os representantes dos trabalhadores apresentassem uma proposta alternativa para ser discutida. A reunião aconteceu nesta terça-feira (22). Contratações A atuação dos empregados da Caixa tem sido excepcional durante a pandemia. No entanto, os trabalhadores estão sobrecarregados com jornadas extenuantes, metas desumanas e um déficit no quadro de empregados que já chegou a 19 mil empregados. Durante a mesa de negociação, no último dia 03 de dezembro, a Caixa informou não haver autorização da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST) para fazer mais contratações. Além disso, os representantes da direção do banco afirmaram que o perfil dos clientes tem mudado para um modelo mais autônomo e menos dependente das agências, e que, até o momento, não há a previsão do fechamento de unidades, que é algo que poderia recompor as equipes das unidades restantes. Salve a data! Live Acordo Coletivo Quando: 06 de janeiro Horário: 19h Local: No YouTube e Facebook da Fenae Fonte: Contraf-CUT