Câmara dos Deputados aprova projeto que amplia categorias prioritárias na vacinação contra a Covid-19

A Câmara dos Deputados concluiu a votação, nesta quinta-feira (17), do Projeto de Lei 1011/20, do deputado Vicentinho Júnior (PL-TO) e outros, que estabelece prioridade para mais grupos dentro do plano de vacinação contra a Covid-19. A matéria será enviada ao Senado. No texto-base do substitutivo aprovado, da deputada Celina Leão (PP-DF), além dos caminhoneiros autônomos e motoristas de transporte rodoviário de cargas incluídos no projeto original, constavam como prioridade os trabalhadores de transporte coletivo rodoviário e metroviário de passageiros; as pessoas com doenças crônicas, doenças raras e que tiveram embolia pulmonar; os agentes de segurança pública da ativa; e os agentes da segurança privada que estejam comprovadamente em atividade externa. O substitutivo tinha sido aprovado no dia 31 de março e estava pendente a votação dos destaques apresentados, que foram todos aprovados. Confira as outras categorias incluídas como prioridades: profissionais do Sistema Único de Assistência Social (Suas), das entidades e organizações de assistência social, e dos conselhos tutelares que prestam atendimento ao público; trabalhadores da educação do ensino básico em exercício nos ambientes escolares; coveiros, atendentes e agentes funerários; profissionais que trabalham em farmácias; oficiais de justiça; profissionais de limpeza pública; empregados domésticos; taxistas, mototaxistas, motoristas de aplicativos; trabalhadores do transporte coletivo urbano; bancários; entregadores de aplicativos. As mudanças são feitas na Lei 14.124/21, que tratra das regras para a compra de vacinas e aplicação das doses conforme o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. Grupos contemplados O substitutivo inclui no grupo prioritário também os profissionais de saúde e funcionários que trabalham em ambiente hospitalar; as pessoas com deficiência; as pessoas idosas; e os indígenas. Entretanto, essas pessoas já estão, de certa forma, contempladas no plano de imunização, que divide a população prioritária em 27 categorias, começando com pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas (em asilos, por exemplo); pessoas com deficiência institucionalizadas; povos indígenas vivendo em terras indígenas; trabalhadores de saúde; pessoas de 80 anos ou mais; e assim sucessivamente. A população prioritária estimada é de cerca de 77 milhões de pessoas. Reportagem – Eduardo Piovesan Edição – Cláudia Lemos Fonte: Agência Câmara de Notícias
Covid-19: Câmara de Barra Mansa aprova Indicação Legislativa reconhecendo essencialidade dos serviços bancário

Iniciativa, solicitada pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, é uma das etapas para garantir a vacinação anticovid à categoria Após a luta do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, a categoria em Barra Mansa ganhou um reforço de peso visando garantir a vacinação contra a Covid-19. Trata-se da aprovação da Indicação Legislativa reconhecendo a essencialidade dos serviços prestados pelos profissionais nas agências do município. A indicação foi aprovada por unanimidade durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira, 16. Também encontra-se em tramitação na Câmara de Vereadores o Projeto de Lei 66/2021, que reconhece os serviços e atividades bancárias e de lotéricas como atividades essenciais. Ambas as proposições são de autoria do presidente da Câmara, vereador Luiz Furlani. A direção do Sindicato avalia a importância da aprovação da indicação. “Os bancários e bancárias desde o início da pandemia não pararam seu trabalho. Ao contrário, tiveram suas responsabilidades aumentadas em função do pagamento do auxílio emergencial e o cumprimento de metas. Neste rol, também estão incluídas as pessoas que prestam serviços as agências bancárias, como seguranças e auxiliares de serviços”. Os diretores também ressaltaram sobre o ambiente de trabalho em que a categoria atua. “Por medida de segurança, as instituições financeiras são fechadas, sem ventilação natural, o que propicia a circulação do vírus. Daí, a importância da imunização dos bancários e bancárias”. Desde março de 2020, quando a doença chegou ao Brasil, o Sindicato tem atuado buscando garantir a segurança e a vida da categoria. Quando o processo de vacinação foi iniciado neste ano, enviou ofício as autoridades municipais, estaduais e federais solicitando que a categoria fosse incluída no Plano Nacional de Imunização. Em Vassouras, a pressão da categoria e a ação do Sindicato renderam bons resultados. O município foi o primeiro do Sul do Estado a disponibilizar as doses do antígeno para os bancários. A expectativa é de que os demais municípios da região sigam o exemplo e vacinem a categoria nos próximos dias. Até porque a média de desligamentos por morte na categoria bancária saltou de 18,3 óbitos/mês no primeiro trimestre de 2020 para 50,6 óbitos/mês no primeiro trimestre de 2021, crescimento de 176,4%. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Contraf-CUT disponibiliza materiais da campanha em defesa dos bancos públicos

Ação visa intensificar atuação de sindicatos de bancários de todo o país em defesa dos bancos públicos e de seus funcionários A primeira parte dos materiais a serem utilizados pelos sindicatos dos bancários para a intensificação da ação em defesa dos bancos públicos foi disponibilizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Todas as peças, inclusive em arquivos editáveis, podem ser acessadas na área restrita do site. Os materiais foram pensados tendo como base a necessidade da utilização dos bancos públicos como impulsionadores de uma política econômica que geram benefícios para a sociedade, que trazem retornos, sociais e econômicos e fazem a economia girar. Também foi criada uma marca que mostra a necessidade de defesa (abraço) dos bancos públicos. “O abraço, neste momento de pandemia, também mostra a necessidade do povo, do país, que precisa de atenção e acolhida pelos bancos públicos. Se não fossem os bancos públicos, a crise econômica e sanitária, a situação de desemprego e de falência de empresas estariam ainda pior”, disse a coordenadora do Grupo de Trabalho em Defesa dos Bancos, Fernanda Lopes, que é secretária de Juventude da Contraf-CUT e funcionária do Banco do Brasil. “É uma campanha em defesa de todos os bancos públicos brasileiros, que são lucrativos e contribuem para o desenvolvimento econômico e social do país”, completou. Fonte: Contraf-CUT
Iniciativa de bancária de Vassouras somadas as ações do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garantem vacina contra a Covid-19 para a categoria no município

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense vem atuando de forma incisiva, oficiando as autoridades nos dezesseis municípios que compõem sua base para garantir a vacina contra a Covid-19 à categoria. – Oficiamos autoridades legislativa e executivas, órgãos governamentais como Vigilância Sanitária e o Ministério Público , assim como temos mantido contato direto com deputados da região, a fim de sensibilizar e incluir a categoria no Plano Nacional de Imunização, esta que foi decretada como essencial desde o início da pandemia, que não parou de trabalhar nem um dia e com seu trabalho contribui para que a economia não pare, seja também incluída como prioridade para vacinação”, disse o presidente do Sindicato Júlio Cunha. Os diretores analisaram que a pressão dos bancários e bancárias de Vassouras foi fundamental para que a vacinação fosse realizada no município. “As ações da entidade juntamente com a participação dos bancários foi o que levou no último dia 09, a vacinação a cerca de 70 bancários da cidade, além dos prestadores de serviços (vigilância e serviços gerais). O fato é simbólico e justifica a luta da categoria, que de forma alguma pretende ser privilegiada. Ao contrário, lutamos por vacina para todos, mas o momento é de escassez do antígeno e com a decretação da essencialidade dos serviços bancários e por se prestar um serviço que atende milhares de pessoas diariamente, em ambientes fechados sem circulação natural de ar, torna-se propício a propagação do vírus. Soma-se a isso a quantidade de casos de Covid-19 que acometeu a categoria, forçando muitas vezes o fechamento de agências por conta de surtos da doença”, disseram. O Sindicato continua a luta pela vacina e convoca todos os bancários que, assim como os de Vassouras, apóiem o movimento através de mobilizações locais, via redes sociais, e-mails, etc contactando aqueles que foram eleitos para representá-lo seja na Câmara de Vereadores, Prefeituras, Assembleia Legislativa. – Quando municipalizamos os pedidos de vacinas para a categoria, fica claro a abrangência da medida sanitária visto que em alguns municípios o número de bancários não chega a 20, porém atendem todos os meses a milhares de pessoas em um ambiente altamente favorável a transmissão do vírus”. Na Cidade do Aço, maior contingente da categoria de nossa base, o presidente da Câmara de Vereadores Nilton Alves de Faria, o Neném, encaminhou Indicação Legislativa sobre o assunto. Na quinta-feira, dia 10, um assessor do prefeito Antônio Francisco Neto entrou em contato com a direção do Sindicato a fim de apurar o quantitativo de bancários no município, que é de aproximadamente 680 profissionais. Em Barra Mansa, a Indicação Legislativa de autoria do presidente da Câmara, Luiz Furlani, está prevista para ser votada nesta quarta-feira, 16. Um Projeto de Lei 76/2021, também do mesmo de autor, está em tramitação no Legislativo municipal. Na última sexta-feira (11/06), foi realizada reunião com o secretário de Governo de Porto Real, com intuito de encaminhar a vacinação dos bancários naquela cidade. Em reunião no dia 7 de abril passado, com o deputado estadual Marcelo Cabeleireiro, que é da região, assegurou o requerimento 3949/2021 de um Projeto de Lei junto ao Legislativo Estadual tratando da prioridade da imunização da categoria. Dia 12 de abril, o Sindicato obteve uma importante vitória na Justiça Federal da 21ª Vara Federal Cível da SJDF – Brasília. O juiz federal substituto concedeu Liminar favorável no Processo 1019521-93 atendendo ao pedido do Sindicato dos Bancários para que a compra de vacinas à categoria, vinculada a apreciação pelo Senado Federal do projeto de lei que trata do tema. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Comando Nacional dos Bancários vai realizar nova pesquisa de teletrabalho

O Comando Nacional dos Bancários realizará entre 18 de junho e 2 de agosto a segunda pesquisa sobre home office da categoria. As respostas serão compiladas e analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e os resultados serão apresentados durante a 23ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada nos dias 3 e 4 de setembro. “Em julho do ano passado, quando foi realizada a primeira pesquisa, fazia pouco tempo que quase a metade da categoria tinha ido para o home office. Os dados foram fundamentais para entender quais questões deveriam ser levadas para a mesa de negociação e melhorar as condições de trabalho dos bancários em home office”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários. “Temos que verificar os efeitos deste período mais longo de trabalho em casa sobre a categoria”, completou. “Nesta segunda pesquisa vamos avaliar a evolução da situação desses trabalhadores, verificar se houve aumento dos problemas de saúde após tanto tempo de trabalho em casa, e analisar novos temas, que foram incluídos na pesquisa”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT. “Com os resultados em mãos será possível compará-los para seguirmos subsidiando a ação sindical voltada a este novo segmento que se abriu com a pandemia”, completou. Para responder Para garantir a apuração de acordo com a composição estatística da categoria em cada base sindical, o link da pesquisa não será divulgado ao público em geral. Será enviado pelos sindicatos apenas aos bancários que estão em trabalho home office, ou que já trabalharam neste formato. Caso algum bancário faça parte deste público e não receba o link, deve entrar em contato com seu sindicato para solicitar o envio pelo meio que preferir (Whatsapp, Telegram, SMS, e-mail e/ou outros). A Contraf-CUT enviará às entidades sindicais as orientações sobre a realização da pesquisa até quinta-feira (17) para que os sindicatos comecem a contatar a categoria a partir de sexta-feira (18) para a aplicação do questionário. Fonte: COntraf-CUT
GT Saúde Caixa: consultoria da representação dos empregados recomenda melhorias na gestão do plano

Aumento na eficiência da gestão do plano contribui para reduzir o aumento dos custos; reestruturação e descredenciamentos são criticados pelos usuários O relatório apresentado pela consultoria atuarial que assessora os representantes dos empregados no Grupo de Trabalho (GT) Saúde Caixa apontou inconsistências nos dados fornecidos pela Caixa para a elaboração das projeções de despesas do plano. As despesas projetadas pela consultoria divergem das apresentadas pela Caixa ao Conselho de Usuários e ao GT. A consultoria dos representantes dos empregados ainda apresentou recomendações, que incluem a melhoria da gestão do plano, que contribuiria para suavizar aumentos de custos no plano sem comprometer sua qualidade. Os representantes da consultoria atuarial contratada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) apresentaram uma parte do relatório de avaliação do Saúde Caixa. Entretanto, eles deixaram claro que não tiveram dados suficientes para fazer o trabalho. Por isso, não seria possível comparar os trabalhos da empresa contratada pela Contraf-CUT com a empresa contratada pela Caixa, que teve acesso a muitos mais dados. “O modelo de custeio do Saúde Caixa presente desde 2004, que prevê a divisão de custos em 70% para a empresa e 30% para os empregados, torna o plano financeiramente viável para os empregados. Hoje, infelizmente, além de restrições que a gestão do banco pretende introduzir, limitando sua contribuição para o custeio do plano, os empregados estão sofrendo com o alto número de descredenciamentos, que tem reduzido coberturas e diminuindo a qualidade do plano” explica o membro do GT, Leonardo Quadros. “Há muito tempo o Conselho de Usuários aponta a importância de aperfeiçoamento da governança e gestão do plano, e o relatório da consultoria reafirmou a necessidade. Além disso, apontamos outros problemas, como o grau de insatisfação dos usuários com o App do Saúde Caixa, ponto reconhecido pela empresa, que agora está realizando uma pesquisa junto aos aposentados para avaliar o aplicativo” ressalta a conselheira de usuários do Saúde Caixa e membro do GT, Marilde Zarpellon. As reuniões do GT começaram no dia 14 de janeiro deste ano. Nos meses de abril e maio, o trabalho foi concentrado na análise de dados do plano. Conforme o acordo coletivo 2020/2022, o GT Saúde Caixa foi criado para estudar o custeio e gestão do plano de saúde dos empregados. O grupo paritário, composto por representantes dos empregados e da Caixa, deve apresentar um formato de custeio e gestão do plano até o dia 31 de julho de 2021. Posteriormente, as propostas serão encaminhadas para debate na mesa permanente. A (s) melhor (es) proposta (s) será encaminhada aos empregados para votação até 31 de agosto de 2021. A mais votada será implementada até 2 de janeiro de 2022. Fonte: Contraf-CUT
Ministro da Saúde recebeu pedido de prioridade de vacinação para bancários

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recebeu, nesta sexta-feira (11), o ofício da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) com a solicitação de inclusão da categoria bancária no Plano Nacional de Imunização (PNI) contra a Covid-19 e as informações e dados complementares que mostram tal necessidade pelas mãos das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira e Ivone Silva, presidentas da Contraf-CUT e do Sindicato dos Bancários de São Paulo Osasco e Região, respectivamente. “Apresentamos os argumentos e trouxemos, inclusive, um parecer médico acerca das características do trabalho bancário na agência, que é um ambiente de trabalho fechado, sem ventilação natural, por não haver possibilidade de as portas permanecerem abertas por conta da segurança. Apresentamos também os dados que mostram o aumento de 176% dos desligamentos por morte na categoria. Além disso, explicamos a situação do contágio dos funcionários e clientes, que as agências se transformaram em um vetor risco para as milhões de pessoas que precisam ser atendidas por este serviço essencial para a população e que, por isso, em nenhum momento pôde permanecer fechado durante a pandemia”, explicou a presidenta da Contraf-CUT. O ministro recebeu o pedido e vai encaminhá-lo para equipe técnica que estuda o PNI. “Ele disse que a decisão não é individual dele, mas desta equipe”, informou a presidenta da Contraf-CUT. “A atividade bancária é considerada essencial nos termos do Decreto n° 10.282 de 20 de março de 2020, alterado pelo Decreto n° 10.329 de 28 de abril de 2020, que regulamenta a Lei n° 13.979 de 6 de fevereiro de 2020”, lembra um trecho do ofício. “Preservar vidas é uma luta de todos dentro de suas esferas de competência e reduzir a transmissão do novo coronavírus com medidas preventivas é essencial”, diz outro trecho. “Foi uma reunião muito boa com o ministro. Pudemos mostrar pra ele que a categoria bancária se notabiliza pela grande exposição aos riscos de contágio nas agências e que já foram registrados inúmeros casos de adoecimento, de afastamento do trabalho, internações hospitalares e de óbitos na categoria e, além disso, os bancários podem, sem saber, transmitir o vírus para os clientes que necessitam do serviço e para seus familiares”, avaliou Ivone. “Por isso, muitos estados e municípios já incluíram os bancários como categoria prioritária para a vacinação”, observou. O documento ressalta que a “concentração de clientes e usuários nos ambientes internos e externos das agências bancárias tem crescido, com ênfase pela busca dos serviços por parte de pensionistas e aposentados da previdência social, que têm necessidade de apoio com atendimento presencial, daqueles que buscam os bancos para renegociações de dívidas ou para inscrição em programas de apoio às empresas e, majoritariamente aos mais de 67 milhões de beneficiados pelo recebimento das parcelas do Auxílio Emergencial.” Aumento de mortes Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), compilados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostram que a categoria bancária registrou um crescente número de encerramento de contratos de trabalho por morte, seguindo uma tendência similar aos casos de óbitos desde o início da pandemia do novo coronavírus. No primeiro trimestre de 2020 o impacto da pandemia do novo coronavírus foi quase nulo, com uma média mensal de óbitos de 18,33 vidas. Já no mesmo período deste ano (2021), com o agravamento da pandemia no país, a média mensal de óbitos se elevou para 52 vidas, com crescimento de 176,4%. A situação é semelhante em relação aos empregados na segurança privada nos bancos, com destaque aos envolvidos no transporte de valores em veículos blindados, também os trabalhadores das redes de farmácias que aplicam os testes rápidos de Covid-19, os servidores de cemitérios, os servidores da limpeza urbana, dentre outras categorias. Leia a íntegra do ofício entregue ao ministro e o relatório médico do Dr. Albucacis de Castro Pereira, explicando que a “característica física do ambiente de trabalho propicia a maior concentração do vírus e o evidente contágio e, devido aos necessários cuidados com a segurança, as agências bancárias são fechadas e não oferecem ventilação e nem circulação natural de ar.” E que “estudos científicos demonstram que um indivíduo adulto, em atividade laboral leve, com jornada de 8 horas, inspira e, portanto, exala, cerca de 4.400 litros de ar (147 inspirações/minuto, 600/700 ml por inspiração x 60 minutos x 8h) com variações de acordo com o esforço físico. Nestas condições, independentemente da fala, tosse ou espirro, a emissão de aerossóis se propaga em suspensão por horas no ambiente, aumentando drasticamente as possibilidades de contágio:. Fonte: Contraf-CUT
Presidente do Banco do Brasil se reúne com representação dos funcionários

A coordenação do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu, nesta quarta-feira (9), com o presidente do banco, Fausto Ribeiro e destacou a importância das mesas de negociações e as principais pautas que estão colocadas, entre elas a inclusão dos bancários como prioridade no Plano Nacional de Imunizações (PNI) para a vacinação contra o novo coronavírus. A reunião havia sido solicitada ao banco em ofício enviado em abril. “O presidente do BB disse quer abrir uma nova fase de diálogo, responsabilidade e transparência com os representantes dos trabalhadores e destacou que teremos pautas divergentes, mas ambas as partes querem fazer o banco crescer”, informou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Essa é uma postura esperada há tempos. Afinal, temos um histórico de mais de 30 anos de negociações coletivas. Nada mais justo do que termos as portas abertas e tratarmos com responsabilidade e transparência, os pontos divergentes para chegarmos a uma solução negociada”, completou. Prioridade na vacina Durante a pandemia, por conta da sua gravidade, mortalidade e transmissibilidade, foi criada uma lista de prioridades do PNI. A inclusão da categoria nesta lista é a principal reivindicação dos bancários atualmente. “Os bancários são obrigados, por questões de segurança, a trabalhar com as portas fechadas. Isso torna o ambiente propício à contaminação e disseminação do vírus, que pode ser retransmitido aos clientes e seus familiares”, destacou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, que é uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. “Pedimos ao presidente que ele se empenhe para a inclusão dos bancários nesta lista e ele prontamente se colocou a disposição”, informou. Fausto Ribeiro disse que concorda com a reivindicação da categoria é que a inclusão dos bancários como prioridade no Plano Nacional de Imunização é uma demanda também dos bancos. A presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Ivone Silva, lembrou que durante toda a pandemia, a categoria atendeu milhões de pessoas que precisavam receber suas aposentadorias, o Auxílio Emergencial e buscavam crédito para manter seus empreendimentos. “Estamos entre os setores profissionais com maior aumento de mortes no período da pandemia. O Ministério da Saúde tem que nos colocar como prioridade no Plano Nacional de Imunização”, reforçou Ivone, que, juntamente com a presidenta da Contraf-CUT, coordena o Comando Nacional dos Bancários. Um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o número de desligamentos por morte de trabalhadores com carteira assinada cresceu 71,6% na comparação entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021. Em números, essa porcentagem representa um aumento de 13,2 mil em 2020 para 22,6 mil em 2021. Se pegarmos os dados só da categoria bancária, esse número é ainda maior. O número de desligamentos por morte saltou de 55 no primeiro trimestre de 2020 para 152 no mesmo período de 2021, crescimento de 176,4%. Também foram destacadas as negociações em andamento, ou necessárias sobre melhorias no Programa de Desempenho Gratificado (PDG), a realização de concurso público para a reposição do quadro de pessoal e demandas dos trabalhadores de bancos incorporados pelo BB. Programa de gratificações A representação dos trabalhadores entregou um ofício ao presidente do BB apontando uma série de questões referentes ao PDG do banco. O documento ressalta que desde a sua criação, a CEBB tenta negociar melhorias no PDG, a exemplo do que já acontece em outros bancos, que negociam seus programas próprios com os representantes dos sindicatos e que o PDG, da como forma como está, ao invés de servir como um incentivo para maior empenho e produtividade, é fator de desmotivação e descontentamento entre os funcionários dos diversos setores. “Citamos, entre os principais problemas identificados no PDG das diversas áreas a utilização de uma mesma métrica para diferentes funções e a comparação da produtividade em pé de igualdade entre trabalhos simples com outros de maior complexidade. Além da questão da subjetividade conferida à ‘reunião de consistência’, que confere a comitê avaliador o poder de definir pontuações extras aos funcionários avaliados, mas sem definição clara dos critérios de avaliação, o que altera o curso do programa e a escolha de quem será contemplado ou não com a gratificação”, explicou Fukunaga. Sobre o PDG da área negocial, destacou-se a constantemente mudança de regras, o que inviabiliza o planejamento por parte do funcionários e as metas descoladas da realidade, em especial no último semestre, com metas estipuladas de maneira desproporcional à capacidade dos diversos segmentos, o que por si só, já desmotiva o corpo funcional. Contratações A representação dos trabalhadores também destacou a falta de funcionários, principalmente após o último Plano de Adequação de Quadros (PAQ) e ao Plano de Desligamento Espontâneo (PDE), tanto nas agências de atendimento quanto nos escritórios de negócios, dificultando a execução dos serviços e cumprimento de metas. Um levantamento do Dieese aponta que de 2012 a 2020, houve uma redução de 28.042 funcionários no quadro de trabalho do BB. “Entendemos ser primordial corrigir algumas arestas com relação ao programa e, neste sentindo, teríamos muito a contribuir em um processo negocial, conferindo mais segurança e transparência para os trabalhadores”, disse o coordenador da CEBB. Bancos incorporados A representação dos trabalhadores também entregou a Fausto Ribeiro um ofício com questões de interesse dos funcionários provenientes de bancos incorporados pelo BB (Nossa Caixa, Besc e BEP), reforçando a importância da via negocial para a solução dos conflitos trabalhistas. O ofício lembra a mesa de negociação sobre questões de bancos Incorporados está prevista na cláusula 58º do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) vigente e que a pauta de reivindicações foi entregue ao Banco do Brasil no dia 30/09/2020, mas, “apesar das diversas promessas do banco em nos dar a devida reposta das reivindicações, isso nunca ocorreu de fato, havendo apenas duas reuniões em 12/2020 que restaram infrutíferas”, diz o ofício. “Existe uma ação judicial do MPT (Ministério Público do Trabalho), da qual a Contraf-CUT é assistente, sobre a inclusão dos funcionários de bancos incorporados no plano de Saúde da Cassi. Acreditamos que a
No Dia Mundial da Imunização, bancários (as) do Sul Fluminense reivindicam inclusão na lista de prioritários

Nesta quarta-feira, 9 de junho, é celebrado o Dia Mundial de Imunização. Pelo segundo ano consecutivo, a data ocorre em plena crise sanitária provocada pela Covid-19. O fato reforça as ações de conscientização da população sobre a importância das vacinas e a pressão sobre os Representantes do Executivo e Legislativo Municipal, Estadual e Federal para que os bancários e bancárias, profissionais que prestam serviços essenciais à população, sejam incluídos nos grupos prioritários para receber a dose do antígeno. A direção do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense analisa que o Brasil tem um dos mais completos programas de imunização do mundo, com grande cobertura de população vacinada e de quantidades de vacinas oferecidas. Porém, no caso do combate ao Coronavírus, as ações negacionistas do Governo Federal e a incitação as aglomerações e à falta de medidas de proteção, levaram o país a amargar o triste número de 476.792 mortes em 17.037.129 casos confirmados até esta terça-feira, dia 08. Vale destacar que, durante a pandemia, por conta da sua gravidade, mortalidade e transmissibilidade, foi criada uma lista de prioridades do Plano Nacional de Imunização. A inclusão nesta lista é a principal reivindicação atual dos bancários e bancárias, já que trabalham em locais fechados, por questões de segurança e podem se contaminar e disseminar o vírus em casa e para os clientes. Neste período de pandemia, os profissionais continuam atendendo milhões de pessoas, com pagamento de aposentadoria, auxílio emergencial e negociando créditos, o que tem ocasionado um expressivo aumento nos casos de óbitos entre a categoria. Por isto, a solicitação dos Sindicatos em todo o país para que o Ministério da Saúde coloque o setor como essencial no Plano Nacional de Imunização. Diante destes fatos, o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense orienta aos bancários a entrarem nessa campanha, pressionarem os deputados, vereadores e prefeitos da locais, para a inclusão da categoria entre as prioridades da vacinação. Enviem agora mesmo esse pedido por meio das redes sociais. Os Sindicatos já estão nessa campanha há tempos. Mas nada melhor que os eleitores façam diretamente essa reivindicação para a garantia da vida de todos. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense, com informações da Contraf-CUT e Agência Brasil
Esvaziamento dos fundos de pensão é um negócio apetitoso

Um negócio que rende R$ 12,5 bilhões ao ano despertou o desejo do ministro da Economia, Paulo Guedes. É o quanto renderia a quantia de R$ 1 trilhão acumulado pelos 290 fundos de pensão fechados. Para tanto, é necessário que esses fundos, patrocinados por empresas privadas, estatais e órgãos públicos para seus empregados, sejam esvaziados. A operação que está em curso é denunciada no artigo de Marcel Barros é vice-presidente da Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar e de Autogestão em Saúde (Anapar), e José Ricardo Sasseron ex-presidente da Anapar. “O negócio é apetitoso. Os bancos cobram uma taxa de administração média de 1,25% ao ano sobre o patrimônio de seus planos de previdência privada, os VGBL e PGBL. A gestão do R$ 1 trilhão dos fundos fechados lhes renderia R$ 12,5 bilhões ao ano, a uma taxa de administração de 1,25%”, diz o artigo em seu início, explicando como uma quantia bilionária aguça o apetite dos bancos privados e seus planos de previdência. Os autores explicam que, com a Reforma da Previdência de 2019, proposta por Bolsonaro e aprovada pelo Congresso Nacional, um poderoso lobby do sistema financeiro conseguiu incluir na Constituição Federal a possibilidade de administrar os planos de previdência dos servidores públicos, que tendem a ser os maiores do país em alguns anos. “As alterações, no entanto, não se restringem aos planos de previdência dos servidores. O governo aproveita para atacar também os planos patrocinados por empresas públicas ou de economia mista – caso da Previ, Funcef, Petros, Postalis e outros, que são os maiores em patrimônio”, alerta o artigo. Os participantes dos atuais planos poderiam, de acordo com as mudanças pretendidas pelo governo Bolsonaro, poderiam optar pelos fundos de pensão existentes ou por outros que sejam oferecidos por bancos aos quais as empresas patrocinadoras tenham aderido. Assim, os atuais planos seriam esvaziados. Por anos, os trabalhadores conquistaram o direito da gestão paritária dos atuais planos, o o que garante algum grau de proteção aos participantes. “É esta proteção que o atual governo quer destruir, para facilitar a destruição dos planos de previdência e a transferência de centenas de bilhões de reais para a gestão dos bancos“, destaca o artigo. Para Marcel Barros e José Ricardo Sasseron, o que está ameaçada é a possibilidade de os trabalhadores terem uma aposentadoria digna com os fundos de pensão fechados. Para ler a íntegra do artigo, clique aqui. Fonte: Contraf-CUT