Santander apresenta políticas e ações para promover a diversidade no quadro funcional do banco

O Santander apresentou à Comissão de Organização dos Empregados (COE) suas políticas e ações a fim de promover a diversidade no quadro funcional do banco. A exposição foi feita com base no relatório de sustentabilidade de 2022 do banco, em reunião nesta quarta-feira (31). Entre as medidas elencadas pelo Santander estão: Participação das mulheres nos cargos de decisão: segundo o banco, as mulheres representam 33% do Conselho de Administração e 40% do Comitê Executivo. Incentivo à participação das mulheres em áreas estratégicas, como as vice-presidências (VP) de varejo e de finanças, e o RH. Durante o encontro, o banco admitiu que nem sempre é cumprido o percentual previsto na Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91) que determina a contratação de 5% de empregados com deficiência. Mas alegou esforços a fim de melhorar este índice, inclusive por meio de programas de contratação e capacitação de PCDs em setores de tecnologia (F1RST) e na área comercial. O cumprimento desta lei não é opcional, e o movimento sindical vai cobrar para que seja respeitada. Outra promessa do Santander é destinar três mil bolsas de estudo, no âmbito do Santander Universidade, exclusivamente a homens e mulheres negras em cursos preparatórios para certificação Anbima (CPA-10, CPA-20 e CEA); e de idiomas, entre outros. O banco apresentou ainda um programa de desenvolvimento de mulheres, lançado em evento realizado no Dia Internacional das Mulheres, com a participação de 12 mil empregadas, e a contratação de 205 estagiários negros, no âmbito do programa Jovens Talentos. Segundo o banco, 75% dos menores aprendizes são negros. Na avaliação da coordenadora da COE Santander, Wanessa De Queiroz, houve avanços, mas ainda há muito a ser feito. “O Santander avançou nos temas da diversidade dos trabalhadores, em especial na formação de lideranças femininas, porém observamos que ainda existe muito a ser feito, principalmente no que se refere a mais possibilidade de ascensão profissional aos trabalhadores e trabalhadoras com deficiência, e negras e negros em todos os quadros da organização, incluindo funções de liderança e cargos de diretoria”, afirmou Wanessa. O banco se comprometeu a apresentar ações voltadas para os trabalhadores LGBTQIAP+; de combate ao assédio sexual; e aos empregados com idade mais avançada, nas próximas reuniões, que ainda não têm data para acontecer. O pacote de medidas lançado pelo governo Lula no dia 8 de março prevê a igualdade salarial entre homens e mulheres, incluindo o fornecimento de dados mais detalhados sobre contratação de empregados e empregadas por gênero, raça e PCDs. Com a medida, as empresas deverão fornecer estes dados ao Ministério do Trabalho e Emprego, e haverá mais condições de fiscalizar o cumprimento da lei. *Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT lança #BoraConversar para conscientizar trabalhadores sobre assédio moral

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)  lançou o #BoraConversar, através da campanha “Menos Metas, Mais Saúde”, para promover uma mudança no ambiente de trabalho dos profissionais do setor financeiro. O objetivo é fazer uma conscientização sobre os impactos prejudiciais das metas abusivas e incentivar o diálogo sobre assédio moral no ambiente corporativo. O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, falou sobre  os impactos na saúde física e mental dos trabalhadores. “A pressão por metas abusivas pode afetar negativamente a saúde física e mental dos trabalhadores. A Campanha Menos Metas, Mais Saúde busca sensibilizar a sociedade, mobilizar os trabalhadores, e cobrar atitude das empresas e dos órgãos reguladores sobre a importância de estabelecer práticas mais saudáveis e equilibradas no ambiente de trabalho”, afirmou Salles. Segundo ele, a conscientização sobre os efeitos negativos das metas abusivas é o primeiro passo para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores do ramo financeiro. “Nossa missão é construir um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado, onde as metas não sejam prejudiciais à saúde dos profissionais”, completou. O #BoraConversar incentiva os trabalhadores a compartilharem suas experiências relacionadas ao assédio moral, seja sofrido diretamente ou presenciado no ambiente corporativo. Através do diálogo aberto e da busca por soluções, espera-se que seja possível promover um ambiente laboral mais humano e seguro. Os trabalhadores também são encorajados a relatar casos de assédio moral, respeitando a confidencialidade e a privacidade das pessoas envolvidas. Compartilhar essas histórias contribui para a visibilidade do problema, encorajando outros a se manifestarem e ajudando a construir um ambiente de trabalho mais saudável. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicatos fazem campanha contra demissões e fechamento de agências do Bradesco

Sindicatos de bancários de todo o país lançaram, nesta quarta-feira (31), a campanha #AVergonhaContinuaBradesco. O objetivo da iniciativa, idealizada pela Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, é protestar contra o fechamento de agências e as demissões que ocorreram nos últimos meses. A campanha #AVergonhaContinuaBradesco ganhou força nas redes sociais, com um tuitaço que ampliou ainda mais a visibilidade do movimento e fortaleceu a mobilização. As discussões e ações em torno desse tema devem continuar nos próximos dias, com o intuito de ampliar a conscientização e buscar soluções que beneficiem tanto os funcionários quanto os clientes do Bradesco e a sociedade como um todo. Com as ações do banco, os funcionários que permaneceram trabalhando ficaram sobrecarregados. Além disso, os clientes e a população como um todo são afetados pelo aumento das filas, demora no atendimento e dificuldade de acesso aos serviços bancário s. O Bradesco é considerado reincidente nesse tipo de situação. A campanha “Que vergonha Bradesco” foi realizada em 2020, durante a pandemia, por sindicatos de todo o país. A denúncia foi feita, tanto nas ruas como nas redes sociais, informando que o banco estava obtendo lucros recordes, enquanto seus funcionários sofriam com assédio moral decorrente de metas abusivas, ameaças de demissões, sobrecarga de trabalho após redução de pessoal e fechamento de agências. Agora, mesmo tendo alcançado um lucro de mais de R$ 20 bilhões em 2022, o banco fechou 1.276 postos de trabalho, 93 agências e 174 unidades de negócios. Magaly Fagundes, coordenadora da COE e secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT),afirma estar preocupada com a manutenção dos empregos. “A vergonha continua, Bradesco. O quadro de funcionários do Bradesco é extremamente enxuto, e a política de demissões e fechamento de agências está comprometendo o atendimento aos clientes. Embora o banco afirme que os funcionários das agências fechadas estão sendo realocados, nossa preocupação é com a manutenção dos empregos”, afirmou a coordenadora. Ainda segundo Magaly, muitas agências que foram transformadas em unidades de negócios são fechadas logo em seguida, resultando em demissões. “O banco precisa cumprir efetivamente o que está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), garantindo a requalificação e realocação desses funcionários como forma de preservar seus empregos”, ressaltou Magaly. Para ela, o fechamento de agências ou sua transformação em Postos de Atendimento (PAs) resulta em dificuldades para os clientes acessarem serviços bancários básicos. *Fonte: Contraf-CUT

Movimento sindical promove tuitaço contra metas abusivas do Bradesco nesta quarta-feira (31)

Nesta quarta-feira (31), a partir de 11h, será realizado mais um tuitaço contra demissões, metas abusivas e fechamento de agências impostas pelo Bradesco. Os trabalhadores reivindicam ainda mais segurança nas unidades de negócio e mais contratações para melhorar o atendimento aos clientes e usuários do banco. A mobilização nacional é promovida pelo movimento sindical e para participar use a hashtag #AVergonhaContinuaBradesco. No último tuitaço, promovido dia 24, foi registrado um forte engajamento nas redes sociais. O objetivo da mobilização é expor a irresponsabilidade do banco, que apesar de lucrar alto, corta empregos e atende mal a usuários e correntistas. Vale lembrar que no primeiro trimestre deste ano, o balanço do banco registrou lucro de R$ 4,3 bilhões.

Banco do Brasil: trabalhadores reivindicam avanço no combate ao assédio

Em reunião entre a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e representantes do BB, trabalhadores reivindicaram combate ao assédio e avaliação da Gestão de Desenvolvimento por Competências (GDP). A reunião ocorreu nesta terça-feira (30). A suspensão do descomissionamento até que o banco implemente correções em distorções que tornam a GDP um instrumento de assédio foi uma das propostas apresentadas pelos trabalhadores. “Tanto a cobrança de metas quanto a cobrança de desempenho caminham muito próximo ao assédio moral praticado dentro do banco. Os parâmetros da GDP, por exemplo, precisam ser claros para os funcionários, para que não continue sendo uma ferramenta punitiva e não de aprimoramento”, ressaltou Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Os trabalhadores também reivindicaram a criação de um comitê paritário para debater casos de assédio moral. “Esse instrumento é para avançar de forma mais eficiente na identificação e resolução de casos de assédio no banco, construir saídas conjuntas e que realmente combatam a cultura do assédio”, explicou Fernanda Lopes. Com base nas reivindicações do movimento sindical, o banco informou que estão sendo promovidos encontros de lideranças e que serão realizados treinamentos, visando a capacitação de gestores para que não reproduzam e combatam as práticas de assédio moral. Além disso, estudos estão em andamento para melhorar os canais da Ouvidoria, que teve a estrutura reduzida no período anterior. “Nós pedimos celeridade do banco na conclusão e apresentação desses estudos. Entendemos que é preciso muito trabalho para acabar com a cultura do assédio dentro do banco e que isso leva tempo. Porém, a mudança precisa ser implementada imediatamente. A saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores não pode esperar.  A GDP virou um instrumento de assédio, quando deveria ser um instrumento de aprimoramento”, reforçou Fernanda. Agenda das mesas permanentes temáticas: 21/06 – Caixas e demais comissionados que estão no sistema da Plataforma de Suporte Operacional (PSO); 12/07 – Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB); 20/07 – Promoção da Diversidade/Igualdade de Oportunidade; 11/09 – Plano de Cargos e Salários e Programa Performa; 28/09 – Caixa de Assistência dos funcionários do Banco do Brasil (Cassi). *Fonte: Contraf-CUT

Portal UOL publica reportagem que repercute denúncias feitas pela Contraf-CUT sobre uso eleitoreiro da Caixa 

Reportagem publicada nesta segunda-feira (29), pelo portal Uol, afirma que “Bolsonaro provocou calote bilionário na Caixa em tentativa de reeleição”. Segundo a matéria, Jair Bolsonaro editou duas medidas provisórias para criar linhas de crédito na Caixa Econômica Federal para devedores com nome sujo e para beneficiários do Auxílio Brasil, com fins eleitoreiros. O dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e empregado da Caixa, Rafael de Castro, lembrou que a denúncia já havia sido feita pela Contraf-CUT. Segundo ele, a reportagem ajuda a dar maior repercussão à denúncia.  “E o uso da Caixa com finalidades eleitorais continuou após a saída de Pedro Guimarães. Logo após assumir a presidência do banco, Daniella Marques lançou o ‘Caixa Pra Elas’, nos mesmos moldes dos dois programas citados pelo portal, visando melhorar a imagem de Bolsonaro entre o público feminino, também com grande rejeição a Bolsonaro”, ressaltou. Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, Bolsonaro usou o banco politicamente e eleitoralmente de forma irresponsável.  “O problema só não foi maior porque a Caixa é um banco sólido e conta com trabalhadores concursados e preparados. E, passada a eleição, o banco rapidamente parou de conceder esses créditos eleitoreiros”, disse. O Uol, em sua reportagem, confirma que a Caixa suspendeu os empréstimos para pessoas com nome sujo assim que Pedro Guimarães deixou a presidência da Caixa e que, logo após as eleições, também parou de conceder crédito para beneficiários do Auxílio Brasil. As denúncias Pedro reincidenteNo dia 19 de maio de 2022, a Contraf-CUT publicou o texto “Caixa continua sendo usada em campanha eleitoral antecipada”, que trazia a denúncia de empregados da Caixa Econômica Federal contra o então presidente do banco, Pedro Guimarães, que tinha como base o vídeo “Caixa: mudança histórica de postura garante investimentos a quem mais necessita”, postado do canal pessoal no Youtube do presidente da República, com depoimento do presidente da Caixa. “Não era a primeira vez que Pedro Guimarães usava a Caixa para fazer campanha eleitoral para Bolsonaro. Em 2021, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reconheceu que, já naquela ocasião, havia evidências de uso pessoal da Caixa para esta prática”, observou a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt. Endividamento das famílias e PMEsAlém do uso eleitoreiro da Caixa, os empregados também denunciavam que a “arapuca do consignado mantém risco de assédio na Caixa”. O texto, publicado no dia 19 de julho de 2022, ressaltava que a possibilidade de realizar empréstimos consignados às famílias, por meio do Auxílio Brasil, e às pequenas e microempresas, pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), somada ao aumento do percentual de comprometimento da renda para até 40%, poderia ampliar o endividamento dos brasileiros, mas também o assédio moral e a sobrecarga de trabalho dos empregados da Caixa. Daniella Marques continuaLogo após a saída de Pedro Guimarães da presidência do banco, no dia 14 de setembro de 2022, a Contraf-CUT denunciou: “Caixa é usada para propaganda política”. O texto mostrava ainda que, além do uso político-eleitoral, a gestão de Daniella Marques impunha um “descabido aumento de metas de vendas” aos empregados. Nada para os empregadosNo segundo turno das eleições, no dia 19 de outubro de 2022, a Contraf-CUT no texto “Caixa reduz verbas para agências” denunciava que o banco buscava compensar a “mão-aberta” para os empréstimos eleitoreiros, com o corte de verbas para materiais essenciais ao funcionamento das agências. Após as eleições Em novembro de 2022, por ocasião da divulgação do balanço do terceiro trimestre da Caixa, a Contraf-CUT publicou um texto utilizando dados do próprio balanço do banco, no qual denunciava que o crescimento considerável de oferta de crédito que a Caixa Econômica, registrado no período, apontava para a instrumentalização do banco na tentativa frustrada de reeleger Bolsonaro. O texto mostrava ainda que esta política levou à queda do índice de liquidez de curto prazo, o que levou o banco a praticamente deixar de ofertar crédito após as eleições. *Fonte: Contraf-CUT

Após suspensão de liminar, João Fukunaga volta à presidência da Previ

O desembargador federal Rafael Paulo Soares Pinto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), suspendeu os efeitos da liminar, no início da noite desta segunda-feira (29), que afasta o presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) João Fukunaga do cargo. “O afastamento havia se dado na última sexta-feira (26), pelo o juiz substituto da 1ª Vara Cível do Distrito Federal, Marcelo Gentil Monteiro, atendendo pedido um deputado do estado de São Paulo, que entrou com pedido no Distrito Federal, com base em uma ação popular que não representa dos os associados e associadas da Previ”, explica Fernanda Lopes, funcionária do Banco do Brasil, associada do plano Previ Futuro e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). O magistrado reconheceu a legalidade e capacidade técnica da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), entidade pública responsável por gerenciar as operadoras de previdência privada no país e que habilitou João Fukunaga a exercer o cargo. “A decisão de hoje, do desembargador em Brasília, está absolutamente correta e em linha com o que nós apontamos, ou seja, que todos os ritos de governança foram respeitados, desde a indicação até a posse de João Fukunaga, que atendeu às exigências previstas nos processos de elegibilidade tanto do Banco do Brasil, patrocinador do fundo de pensão, quanto da própria Previ. Porque a decisão que afastou o presidente da Previ careceu de base regulamentar”, completa. Em manifesto, divulgada nesta segunda, representantes de várias entidades sindicais e representativas, incluindo CUT, Contraf-CUT e Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão e dos Beneficiários de Saúde Suplementar de Autogestão (Anapar), observaram que, ao contrário do que a ação do deputado estadual afirmou, “nunca houve cobrança aos associados por déficit na Previ, que é o maior fundo de pensão do país”, e a entidade, que hoje representa mais de 200 mil associados e associadas, segue mantendo bons resultados. Sobre a indicação de João Fukunaga para o cargo, o grupo observou que o funcionário de carreira do Banco do Brasil e associado ao plano Previ Futuro “conquistou o respeito e o reconhecimento que levaram à sua indicação”, arrematando que “desqualificar a experiência de liderança e de administração adquiridas em anos de atividade nas entidades representativas significa discriminar essas entidades e desprezar aquilo que tem sido mais importante na defesa da Previ, que é a participação e a vigilância dos seus associados através justamente das suas entidades representativas”.

Mesa permanente de negociações sobre saúde será retomada

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) vai se reunir, nesta segunda-feira (29) com a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban) para retomar a mesa permanente de negociações sobre saúde. Durante a pandemia, a mesa permanente foi substituída por uma mesa específica sobre protocolos de segurança e prevenção à covid-19. O secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, afirmou que é hora de buscar soluções para os desafios do setor. “Durante as campanhas nacionais, a saúde sempre foi um tema prioritário e continuou sendo debatido, mas agora é hora de avançar e buscar soluções para os desafios enfrentados pelo setor. O grande número de bancários adoecidos torna essas questões ainda mais urgentes”, afirmou Salles. O Coletivo de Saúde identificou algumas prioridades que serão abordadas na mesa permanente de negociações com a Fenaban. Mauro Salles destaca a necessidade da criação de canais de diálogo e acolhimento adequado. “É essencial que os bancos estabeleçam canais de comunicação efetivos com as entidades e os bancários, a fim de fornecer um acolhimento adequado. A avaliação é que, quando os bancários necessitam de tratamento de saúde, há desorientação, falta de informações corretas, dificuldade no fornecimento de documentação e descumprimento de cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”. Também necessário uma solução para o problema de endividamento devido ao adiantamento emergencial de salário nos períodos transitórios especiais de afastamento por doença. “É necessário discutir o parcelamento dos adiantamentos efetuados, garantindo que a parcela não ultrapasse 30% do salário dos bancários, a fim de evitar o endividamento excessivo”, explicou o secretário. O combate ao assédio moral e à pressão por resultados também faz parte da  pauta. “Deve-se debater a cláusula 61 da CCT, que aborda os mecanismos de prevenção de conflitos nos ambientes de trabalho. É importante aprimorar esses mecanismos, incluindo a criação de canais específicos para denúncias, definição de fluxo de apuração transparente e participação dos sindicatos”, afirmou. Quanto ao Programa de Retorno ao Trabalho, conquista da categoria prevista na cláusula 43 da CCT, os trabalhadores que ficarem mais de 180 dias afastados, entram no programa automaticamente e os que ficarem menos de 180 dias, só entram no programa com indicação médica. “É fundamental garantir o cumprimento do acordado”, disse Salles. Mauro Salles destaca ainda o fornecimento de informações sobre a saúde dos bancários. “É necessário obter informações atualizadas e transparentes sobre a situação da saúde dos bancários, incluindo a elaboração de um relatório anual do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional)”, explicou. Também foi convocada uma reunião prévia do Coletivo Nacional de Saúde, agendada para às 10h do mesmo dia, 29 de maio de 2023. A pauta será o debate será em busca de soluções concretas para as questões relacionadas à saúde dos bancários. *Fonte:Contraf-CUT

Contraf-CUT promove reunião para organização do ramo financeiro

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) reuniu representantes de suas federações e vários sindicatos filiados, nesta quinta (25) e sexta-feira (26), em sua sede em São Paulo, para uma nova fase na organização do ramo financeiro. Durante o encontro, além do mapeamento dos segmentos que atuam no ramo, foi formalizado um plano de ação e instituído o Coletivo Nacional do Ramo Financeiro e Política Sindical. Magaly Fagundes, secretária de Organização do Ramo Financeiro e Política Sindical da Contraf-CUT, ressaltou que “a iniciativa é fundamental neste momento, pois a fragmentação das funções no sistema financeiro é grande e continua se aprofundando, e o movimento sindical precisa acompanhar essas mudanças para ampliar sua representatividade e assegurar que esses trabalhadores tenham garantidos seus direitos e alcancem novas conquistas”.  A subseção da Contraf-CUT do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou um estudo mostrando o quanto o trabalho no setor financeiro tem se alterado nos últimos anos. Segundo o documento, enquanto a categoria bancária reduz e tem seu perfil modificado, outros segmentos crescem, porém com condições trabalhistas precárias, com remuneração cerca de 40% menor e jornada mais extensa. Conceito mais amplo O secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, falou sobre a construção do ramo financeiro. “A construção do ramo financeiro é fundamental para que os trabalhadores do setor que não são bancários também tenham representação. Essa é uma prioridade, inclusive para o movimento sindical, pois enquanto o sistema financeiro se mantém, o número de bancários reduz, pela fragmentação das categorias, com trabalhadores em tecnologia da informação (TI), crédito corporativo, seguros, planos de saúde e tantos outros”, afirmou Tabatinga. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, ressaltou que a importância da construção do ramo financeiro é decisiva no atual momento, em que ganham corpo os debates sobre a reforma sindical no Brasil. “Estamos com um grupo de trabalho tripartite, discutindo alterações na legislação sindical, que buscam sindicatos representativos e fortes, com a valorização da negociação coletiva, mais amplas, como as da categoria bancária”, pontuou Juvandia. Resultados Durante o encontro, foi definido um plano estratégico de ação para a construção do ramo financeiro e aprovado um planejamento de nível nacional, que contempla campanha de comunicação com foco nos trabalhadores não representados e a organização de cursos de formação sobre a questão. “No encontro foi apresentado um diagnóstico e definido um planejamento nacional para fortalecer a representação de todos os trabalhadores do ramo financeiro. Esse tema é prioritário para buscarmos reverter a pulverização arquitetada pelas empresas, no sentido de dividir e reduzir direitos dos trabalhadores do ramo financeiro”, explicou o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon. Magaly observou que “estamos nessa fase fundamental de mapeamento do ramo, e agora entramos num momento com iniciativas efetivas no sentido de construir o ramo.” “O objetivo é que todos os trabalhadores do ramo financeiro tenham representação sindical forte, que amplie os direitos e permita novas conquistas”, completou a secretária. Participaram do encontro, representantes dos sindicatos dos bancários de São Paulo, Curitiba, Londrina, Florianópolis, Brasília, Rio de Janeiro e Alagoas; da Fetec/PR, Fetrafi RJ/ES, Fetec/SP, Fetec/Centro-Norte, Fetrafi/RS, Fetrafi/NE e Federa/Rio. *Fonte: Contraf-CUT

Contraf-CUT emite nota de repúdio à decisão de afastar Fukunaga da presidência da Previ

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) publicou uma nota de repúdio à decisão do juiz substituto da 1ª Vara Cível do Distrito Federal, Marcelo Gentil Monteiro. A decisão determina o afastamento do presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), João Fukunaga. Segundo a nota, a decisão atende ao pedido de um deputado e desrespeita os processos de elegibilidade do BB e da própria Previ, aprovados por órgão regulador. Segundo a nota, a decisão é política e sem base técnica. Além disso, é um ataque ao movimento sindical, já que Fukunaga é funcionário de carreira do Banco do Brasil, associado do Plano Previ e tem histórico de luta pelos direitos dos bancários nas entidades representativas da categoria. Confira a íntegra da nota: Nota de repúdio aos ataques à Previ A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) repudia decisão do juiz substituto da 1ª Vara Cível do Distrito Federal, Marcelo Gentil Monteiro, que atendeu a pedido de um deputado para afastar o presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), João Fukunaga, do cargo. Uma decisão que fere instâncias democraticamente instituídas como o Conselho Deliberativo do Banco do Brasil e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), entidade pública responsável por gerenciar as operadoras de previdência privada no país, que habilitaram João Fukunaga para exercer o cargo. Todos os ritos de governança foram respeitados, desde a indicação até a posse de João Fukunaga, que atendeu às exigências previstas nos processos de elegibilidade tanto do Banco do Brasil, patrocinador do fundo de pensão, quanto da própria Previ. A decisão também é mais um ataque contra o movimento sindical, uma vez que Fukunaga, além de funcionário de carreira do Banco do Brasil e associado do plano Previ Futuro, tem histórico na luta pelos direitos dos trabalhadores bancários nas entidades representativas. A determinação pelo afastamento do dirigente, portanto, é absolutamente política, sem base técnica alguma. Além disso, coloca em risco o equilíbrio das instituições, desrespeitando órgãos reguladores, necessários para manutenção do sistema de freios e contrapesos, sem os quais não há Estado Democrático de Direito. Continuamos acreditando no Poder Judiciário e aguardamos pela revogação da liminar, dada a fragilidade jurídica da decisão que se configura como mais um ataque à Previ e ao futuro previdenciário de seus participantes. Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT)