Confira as mudanças no Imposto de Renda sobre a PLR

Em maio deste ano, a tabela do Imposto de Renda sobre a PLR de 2023 foi reajusta pelo governo. A faixa de isenção da tabela passou dos R$ 6.677,55 para R$ 7.407,11, com um reajuste de 10,93%, o que ampliou a faixa de isenção da PLR. Desde 2015, a tabela do IR na PLR não sofria alteração. De acordo com a nova tabela IR PLR 2023, portanto, quem receber até R$ 7.407,11, a partir de maio, estará isento de pagar imposto de renda. A partir deste valor, as alíquotas são 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, com as respectivas deduções. Vale lembrar que a PLR dos bancários possui tributação exclusiva, ou seja, é diferente da tributação do salário. A principal característica dessa forma de tributação é que o imposto é retido diretamente na fonte, no momento do pagamento, sem necessidade de posterior declaração ou recolhimento pelo contribuinte, não compondo, portanto, a base de cálculo da Declaração de Ajuste Anual. *Fonte: Contraf-CUT
Curso Como Fazer Uma Análise de Conjuntura inscreve para novas turmas

O curso de formação Como Fazer Uma Análise de Conjuntura está com inscrições abertas para novas turmas. Direcionado a dirigentes sindicais, principalmente, os iniciantes, o curso faz parte do programa de formação sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Com aulas online, o curso tem o objetivo aprimorar a habilidade analítica e de compreensão do contexto político, econômico e social dos participantes. A aula é sempre ministrada por um técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, “o curso é estruturado a partir de debates no Coletivo Nacional de Formação, com conteúdo importantíssimo para que os dirigentes possam estar desempenhando suas funções com mais qualidade, pois foca no aprimoramento desses dirigentes”. Novas turmas As inscrições já estão abertas e devem ser feitas pelo sindicato ou federação do dirigente interessado. As opções são as seguintes: Turma 1 – 13 de setembro, das 15h às 18h. Turma 2 – 19 de setembro, das 19h às 22h. Turma 3 – 27 de setembro, das 15h às 18h. *Fonte: Contraf-CUT
Movimento luta por melhores condições de trabalho para neurodivergentes

Formado por funcionários do Banco do Brasil, o Movimento Autogerido Neurodivergentes tem o objetivo de promover adaptações no ambiente de trabalho que garantam as condições necessárias para que funcionários com neurodivergências possam exercer plenamente o seu potencial profissional. O termo refere-se a pessoas com autismo, algum tipo de deficiência física, transtorno de déficit de atenção, bipolaridade e dislexia, entre outros. De acordo com a presidenta do Movimento, Priscila Reis de Sá, estas pessoas podem desempenhar com mais eficiência e sem tanto desgaste suas atividades, se o banco tomar medidas inclusivas simples, como a adaptação do ambiente de trabalho e de equipamentos. “Entregamos à diretoria do Banco do Brasil um conjunto de reivindicações para serem colocadas em prática. Nosso objetivo é que seja formado um Grupo de Trabalho para discutir a melhor forma de fazer isto e, logicamente, com a participação de neurodivergentes para que programas e medidas sejam plenamente adequados”, explicou. O movimento teve início em março, com a criação de um grupo de Whatsapp com funcionários da ativa, aposentados e pensionistas do BB, que eram neurodivergentes ou com familiares com estes sintomas. De lá para cá, o número de participantes vem aumentando. Os interessados em participar do grupo, podem acessá-lo por este QR code: https://chat.whatsapp.com/Lu5LKtsW01PJ7ahAtbfah5. Priscila leu um documento, apresentando as reivindicações do grupo, durante a 25ª Conferência Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro. “Nós, neurodivergentes, somos um a cada cinco pessoas no mundo. Isso quer dizer que somos muitos e estamos em todos os lugares. Hoje estou aqui dando voz às necessidades e dores de funcionários que vivem uma pressão constante por não se ajustarem a modelos de processos feitos para pessoas, vulgo normais”, afirmou, acrescentando que a falta de medidas para o segmento, torna este público fragilizado e potencializa o adoecimento mental e afastamentos. A luta dos neurodivergentes tem apoio de várias associações dos funcionários do BB. O Movimento entrou em contato com a Caixa de Assistência (Cassi), para promover avaliação neuropsicológica dos funcionários interessados e com suspeita de pertencerem ao grupo. “Nosso objetivo é ter um BB inclusivo, adaptado a nós e temos sentido que há por parte da atual gestão interesse em dar prioridade à questão”, avaliou.
Com maior transparência, Caixa já atende 44 itens da CGU

A Caixa Econômica Federal subiu 148 posições no ranking da Controladoria Geral da União (CGU) que mede o nível de transparência ativa do setor público. O banco agora atende 44 dos 49 itens avaliados pelo órgão de controle. No ano passado, a Caixa ocupava a 280ª posição e atendia apenas dois itens do ranking, Era um dos órgãos menos transparentes da administração pública. “O compromisso de divulgação do máximo possível de informações reforça a responsabilidade da Caixa em prestar contas à sociedade, permitindo que todos compreendam suas operações, decisões e seu impacto econômico e social”, afirma a presidenta do banco, Maria Rita Serrano. A presidenta explica que dar transparência não é apenas uma obrigatoriedade legal, mas também uma forma de promover uma administração pública com mais responsabilidade social. “Com essas medidas, a Caixa ingressa em um novo patamar de transparência e se alinha às ações do Governo Federal no setor”, conclui Serrano. Entre as medidas adotadas pela Caixa está uma revisão completa de seus processos internos, além da dedicação exclusiva de uma área do banco para tratar do tema. Transparência Ativa As informações publicadas em transparência ativa são aquelas disponibilizadas pelos órgãos e entidades, independentemente de solicitação, utilizando principalmente a internet. A disponibilização proativa de informações de interesse público, além de facilitar o acesso dos cidadãos sobre decisões e iniciativas governamentais, evita o acúmulo de pedidos de acesso sobre temas semelhantes. A Lei de Acesso à Informação (LAI) estabelece, inclusive, um conjunto mínimo de informações que devem ser publicadas por todos os órgãos e entidades, obrigatoriamente, em seus sites oficiais. *Fonte: Caixa Econômica Federal
Confira detalhes da PLR do Banco do Brasil, que será paga nesta quarta-feira (30)

Atendendo reivindicação do movimento sindical bancário, o Banco do Brasil paga, nesta quarta-feira (30), a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2023. O acordo aditivo do BB determina que o banco faça o crédito em até 10 dias após do pagamento dos dividendos dos acionistas, que ocorreu na última segunda-feira (28). No Banco do Brasil, a PLR é composta pelo módulo Fenaban e pelo módulo BB. Pelo módulo Fenaban, o funcionário recebe 45% do salário paradigma definido no acordo, acrescido de parcela fixa. No módulo BB existe ainda a distribuição linear de 4% do lucro do banco entre os funcionários, além da parcela variável. No primeiro semestre de 2023, o BB lucrou R$ 17,3 bilhões, um crescimento de 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado pelo banco em 10 de agosto. O lucro do BB também teve crescimento de 2,7%, quando comparado o resultado do segundo trimestre do ano com o trimestre anterior, totalizando R$ 8,78 bilhões.
Dieese: 51,7% de afastamentos de bancários são causados por problemas comportamentais ou de saúde mental

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez um levantamento sobre as condições de trabalho da categoria bancária no país, a pedido da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae). De acordo com a pesquisa, o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionados a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. Em 2012, esse tipo de afastamento correspondia a apenas 30% dos casos. No ano passado, 75,4% dos afastamentos foram motivados por doenças mentais na Caixa Econômica Federal. Em relação às cobranças por metas, 68% afirmaram ter preocupação constante com o trabalho e 61% têm cansaço e fadiga. No total, 52% afirmaram estar desmotivados e sem vontade de ir ao trabalho, 46% têm crises de ansiedade e pânico e 42% têm problemas para dormir até nos fins de semana. “Sabemos que a cobrança por metas abusivas ainda é um ponto crítico na Caixa, causando o adoecimento psicológico aos empregados”, afirmou o presidente da Fenae, Sergio Takemoto. O adoecimento dos empregados da Caixa tem chamado atenção da Fenae há tempos. Esse cenário pode estar vinculado à forma como estão estabelecidas e cobradas as metas dentro do banco. Segundo a Fenae, a elevação do déficit de pessoal na Caixa também pode gerar uma sobrecarga de trabalho para os empregados da ativa. O balanço do primeiro semestre da Caixa mostrou que o banco tem 86.473 empregados e 151,5 milhões de clientes. “A situação é dramática, pois são 1.751 clientes para cada trabalhador, a maioria exercendo funções em setores administrativos”, destacou Takemoto. Outro levantamento analisado pelo Dieese, a pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), mostrou que houve um aumento de bancários e bancárias de todos os bancos do país que tomam medicamentos controlados nos últimos 12 meses. O índice passou de 35,5% na consulta feita em 2022, para 41,9% na deste ano. *Fonte Fenae
Com pauta voltada ao público feminino, UNI Mulheres reúne representantes de 202 sindicatos de 73 países diferentes

A 6ª Conferência Mundial da UNI Mulheres promoveu debates de temas que abordam a questão de gênero tanto no mercado de trabalho como na sociedade em geral. O evento foi encerrado no último sábado (26). Na pauta, presença nos sindicatos, saúde e segurança, combate à violência e ao assédio, trabalho digno em ambiente sustentável e atenção à juventude. Em sua participação, a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, destacou a violência contra as mulheres e apresentou o projeto “Basta! Não irão nos calar!” Fernanda falou sobre a importância de “compartilhar com muitos sindicatos do mundo nossa experiência com o Projeto Basta, que atende mulheres vítimas de violência e conta hoje com 12 canais funcionando nas cinco regiões do país”. “Mulheres vítimas de violência não têm amparo jurídico, infelizmente mulheres vítimas de violência não têm atendimento, e pelo Basta!, fazemos esse atendimento. Então, temos muito orgulho dessa experiência que fortalece o sindicato cidadão, porque são vidas que estamos salvando”, ressaltou a secretária. Fernanda comentou que “infelizmente todos os países trazem relatos semelhantes de violência contra as mulheres, mas juntas estamos trocando experiências exitosas e buscando transformar o mundo num lugar mais seguro para todas nós”. Jovens Bianca Garbelini, secretária de Juventude da Contraf-CUT, falou sobre as barreiras às jovens mulheres na sua formação e seus impactos na participação feminina no ramo financeiro. “Os empregos que mais crescem atualmente no nosso ramo são os da área da tecnologia, já que a pandemia acelerou a digitalização nos bancos, área na qual infelizmente as mulheres são minoria. Historicamente, somos desincentivadas de estudar ciências exatas. Somos direcionadas para a área de cuidados, para atividades tidas como femininas”, relatou Bianca. Para Bianca, “os sindicatos devem abraçar a tarefa de contribuir com a formação das jovens trabalhadoras para o emprego do futuro, que na realidade já é o emprego do presente, e garantir espaços de participação política para essas jovens. Jovens mulheres, especialmente no sul global, precisam de acesso ao estudo e ao trabalho decente, precisam de perspectiva de futuro, de um planeta vivo”. A secretária também destacou que “as consequências da crise climática são sofridas por nós, mas não somos nós que causamos as alterações no clima, tampouco usufruímos do dinheiro e coisas cuja produção impactam o meio ambiente”. Em todos os países A presidenta do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região (Seeb-SP), Neiva Ribeiro, observou que “os depoimentos das delegadas foram incríveis e mostraram como são parecidos os problemas enfrentados em todos os países. Adoecimento e violência Já a secretária de Organização e Suporte Administrativo do Seeb-SP, Ana Beatriz Garbelini, falou sobre fatores que levam ao adoecimento das mulheres, como a dupla jornada de trabalho. A dirigente ainda reforçou que “a violência de gênero também contribui para o adoecimento e, infelizmente, dentro dos sindicatos isso não é diferente”. O evento reuniu 582 participantes, que representaram 202 sindicatos, de 73 países diferentes. A irlandesa Carol Scheffer foi eleita nova presidenta da UNI Mulheres durante o evento. *Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil vai pagar PLR nesta quarta (30)

O Banco do Brasil vai depositar a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) dos funcionários nesta quarta-feira (30). A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) é um programa que estimula a busca por melhores resultados na Empresa, retribuindo aos funcionários parte do lucro alcançado no período. No BB, a PLR é fruto de acordos coletivos específicos entre o Banco e as entidades representativas dos funcionários.
Caixa anuncia renegociação de dívidas do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe)

O processo de renegociação dos contratos do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) teve início, nesta segunda-feira (28), pela Caixa Econômica Federal. O período de quitação poderá se estender para, no máximo, 72 meses. A medida inclui a revisão das parcelas, com mensalidades de valor reduzido para os tomadores do empréstimo. É um investimento de R$ 38 bilhões no crédito para mais de 345 mil micro e pequenos empresários. O benefício deverá ser solicitado nas agências físicas da Caixa. A revisão prevê modificações substanciais nas condições sob as quais as renegociações de crédito serão realizadas no contexto do programa. As renegociações poderão ser feitas por todos os clientes que mantêm contratos vigentes no âmbito do Pronampe, incluindo contratos cujos pagamentos estejam em dia ou que apresentem atrasos. Entretanto, o benefício depende de que o contrato em questão não esteja em estado de suspensão, fase de carência ou em honra pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO). Esta última, que oferece garantias para os empréstimos do programa. Em situações de pagamentos em atraso, deve-se somar as parcelas vencidas e não quitadas ao saldo devedor. Em nota à imprensa, a vice-presidenta de Negócios de Varejo da Caixa, Maria Cristina Farah, afirmou que “a medida é um passo fundamental para fortalecer o o setor empresarial de pequeno porte, possibilitando o ajuste do prazo de pagamento de acordo com as necessidades e circunstâncias financeiras do cliente. E permite que os empreendedores reestruturem seus compromissos financeiros, evitando o fechamento de empresas, preservando empregos e estimulando o crescimento econômico.” *Fonte: Rede Brasil Atual
Sancionada a lei de valorização permanente do salário-mínimo

O governo sancionou o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 15/2023, que estabelece a política de valorização permanente do salário-mínimo, nesta segunda-feira (28). O texto já havia sido aprovado na quarta-feira (23) e quinta-feira (24) pela Câmara dos Deputados e pelo Senado, respectivamente. Jeferson Meira, o Jefão, secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), representou a entidade na cerimônia, que foi realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. “Uma política semelhante já funcionou em governos petistas anteriores, mas agora é Lei! Virou política de Estado. Se algum futuro governo quiser retomar a política de arrocho salarial, terá que aprovar outra lei para revogar esta que o governo Lula sancionou em benefício do trabalhador. E, se tentarem, não vão conseguir! Vamos fazer uma forte pressão para que a valorização salarial seja realmente permanente”, ressaltou Jefão. A presidenta da Contraf-CUT e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Juvandia Moreira afirmou: “Isso tem que ser valorizado, pois é um avanço histórico para a classe trabalhadora.” Além da política de valorização do salário-mínimo, o projeto também confirma o reajuste do salário-mínimo, que havia sido concedido no dia 1º de maio através da Medida Provisória 1172/23, e amplia a faixa de isenção da tabela do Imposto de Renda. Para Juvandia, ambas as medidas também são fundamentais não apenas para valorizar o trabalhador, mas também para contribuir com o crescimento econômico. *Fonte: Contraf-CUT