Federa-RJ realiza palestra sobre violência contra a mulher em Teresópolis

A Federa-RJ realiza palestra sobre o Programa de Combate à Violência contra a mulher, o “Basta”, nesta quinta-feira (23), no Sindicato dos Bancários de Teresópolis, às 18h30. “O objetivo deste encontro é mostrar que as vítimas não estão sozinhas”, afirma Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, que participará do encontro, ao lado de Paula Rodrigues, diretora da Secretaria de Mulheres da Federação, e da advogada Julia Alexim, responsável pelo “Basta”. O “Basta” é uma iniciativa criada para atender a categoria bancária através de canais de atendimento jurídico a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A violência contra a mulher alcança índices alarmantes no Brasil. Somente em 2022, 2.423 mulheres foram vítimas de violência; a cada quatro horas, uma mulher é vítima de agressão; 495 mulheres foram assassinadas (feminicídio). O endereço do Sindicato dos Bancários de Teresópolis é Travessa Ranulfo Féo, 36, Edifício Túlio Spector, cobertura 5 e 6.
Desenrola: bancos realizam mutirão nesta quarta-feira (22)

Com o objetivo de atender o Programa Desenrola, os bancos vão participar, nesta quarta-feira (22), do “Dia D – Mutirão Desenrola”. O horário de atendimento será diferenciado em parte de suas agências, de acordo com as suas políticas internas. O programa entrou em uma nova fase nesta segunda-feira (20) e a ação visa fomentar as negociações de débitos e ampliar o alcance do programa. O mutirão é uma parceria entre organizações da sociedade civil, bancos e outros credores. A Faixa 1 do programa tem o objetivo de promover a renegociação a devedores com renda de até dois salários mínimos ou inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com dívidas de até R$ 20 mil, que poderão ser refinanciadas até 30 de dezembro. Depois de 30 de dezembro, os descontos vão continuar, porém, a dívida deverá ser quitada à vista. Fazem parte da Faixa 1 as dívidas bancárias, como cartão de crédito, e as contas atrasadas de outros setores, como energia, água e comércio varejista. Os interessados em acessar a plataforma de renegociação (www.desenrola.gov.br), devem ser cadastrados no Portal Gov.br, com conta nível prata ou ouro. É importante lembrar que os dados cadastrais precisam estar atualizados. Feito isso, é necessário escolher uma instituição financeira ou empresa inscrita no programa para fazer a renegociação. *Foto: Marcello Casal /Agência Brasil/Arquivo
Bancárias e bancários pedem acolhimento para trabalhadores adoecidos

Em reunião com a Comissão de Negociações da Federação Nacional dos Bancos (CN Fenaban), o Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pediu tratamento humanizado para bancárias e bancários adoecidos, que precisam buscar atendimento e afastamento pelo INSS. Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT, ressaltou que as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho não podem ser esquecidas. “Pedimos que os bancos acolham esses bancários, levando em consideração o espírito das cláusulas acordadas na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), ou seja, que não haja perda salarial e nem endividamento desses trabalhadores, por motivos de saúde, afirmou Salles, lembrando que as antecipações e complementações efetuadas pelos bancos, conforme cláusulas de nossa convenção, devem ocorrer somente após o trabalhador receber do INSS o benefício. O Coletivo disse ainda que há registros de trabalhadores que tiveram descontos na folha de pagamento, mesmo depois de recorrer ao INSS e garantir o benefício judicialmente. Segundo Salles, existem casos de bancários que ficaram sem recurso nenhum, porque descontos foram realizados de uma única vez, num determinado mês. “Isso resultou na falta de dinheiro para remédios e para sua própria subsistência, agravando o problema de saúde por conta de todo o transtorno financeiro”, disse Mauro Sales. Canal específico Também foi solicitada pelo Coletivo, que os bancos criem um canal de acolhimento, especialmente para atender sobre bancários adoecidos. Além disso, foi pedida proteção para trabalhadores que denunciam assédio no trabalho. “Questionamos os encaminhamentos adotados por bancos, em várias situações, em que denunciantes vítimas de assédio foram expostos por terem denunciado”, ressaltou Salles. Os representantes dos bancos afirmaram que as demandas vão ser debatidas entre as empresas. Eles disseram que há casos em que não receberam as informações da situação dos trabalhadores.
Agências bancárias não abrem nesta quarta (15), mas quinta-feira (16) o expediente será normal

As agências bancárias vão permanecer fechadas nesta quarta-feira (15), feriado nacional do Dia da Proclamação da República. Na quinta-feira (16) e sexta-feira (17), o expediente voltará ao normal. Durante o feriado, os serviços de autoatendimento ficarão disponíveis para os clientes, assim como os canais digitais e remotos dos bancos (internet e mobile banking). A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). As contas de consumo (água, energia elétrica e telefone) e os carnês com vencimento no dia 15 poderão ser pagos, sem qualquer acréscimo, no primeiro dia útil depois do feriado. Consciência negra Na segunda-feira (20), Dia da Consciência Negra, também não haverá expediente bancário, nos estados e municípios onde a data é considerada feriado. No dia 21 (terça-feira), o expediente voltará ao normal. *Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Comissão de Aposentados tem reunião na sede da Contraf-CUT

A Comissão Nacional de Aposentadas e Aposentados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está reunida desde a última segunda-feira (13), na sede da entidade, em São Paulo. O encontro, que é realizado pela primeira vez, termina nesta terça-feira (14). Fernanda Carisio e Roberto von der Osten, dois ex-presidentes da entidade, também integram a comissão. Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, disse que o Brasil está envelhecendo e ressaltou que é muito importante ter políticas públicas próprias para atender os idosos. “A gente precisa pensar para fora. Por isso, é muito bom ver tanta gente com tamanha experiência. Dá a certeza que o debate será de alto nível e que vamos construir muita coisa boa com esse coletivo”, ressaltou a dirigente. Elias Hennemann Jordão, secretário de Políticas Sociais da Contraf-CUT, afirmou que essa primeira reunião é um marco na história da Confederação. “A gente tem muito a evoluir e a trajetória de todos que estão aqui vai ajudar muito neste processo de avanço”, disse. Logo após a cerimônia de abertura da reunião, foi feita uma análise de conjuntura pelo supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de São Paulo, Fernando Lima. Na sequência, os participantes puderam apresentar suas experiências de atuação nas diversas áreas do país. Ainda na segunda-feira, à tarde, foram criados grupos para a elaboração de propostas de planejamento da comissão. O último dia do encontro foi reservado para a sistematização das propostas e finalização do plano de atuação.
Nova Lei de Cotas é sancionada e inclui quilombolas

A nova Lei de Cotas foi sancionada pelo presidente Lula, na última segunda-feira (13). Durante a cerimônia, o presidente falou sobre a sua importância. “A promulgação dessa lei (…) só é possível numa sociedade democrática, que se organiza como ela quer e tem direito de cobrar. Nem sempre, no Brasil, a gente teve o direito de cobrar. Muitas vezes ficar calado era a opção que se tinha, senão aconteceria algo pior”, declarou Lula na cerimônia. Com a atualização, a lei agora apresenta diversas mudanças importantes como renda familiar e inclusão de novos beneficiários, como os quilombolas, por exemplo. O secretário de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Almir Aguiar explicou as mudanças. “O PL 5384 determina, agora, que os candidatos do sistema de cotas devem ter renda per capita familiar igual ou inferior a um salário-mínimo (R$ 1.320). A lei anterior, de 2012, estabelecia que as cotas deveriam ser destinadas a estudantes de famílias com renda per capita de 1,5 salário-mínimo (R$ 1.980)”, disse o secretário Almir. Segundo Almir, merece destaque a inclusão de pessoas quilombolas na reserva de vagas pelo sistema de cotas, além dos que já estavam incluídos desde 2012: os autodeclarados pretos, pardos e indígenas e pessoas com deficiência. A lei agora permite que os candidatos do sistema de cotas, caso não alcancem a nota de corte, concorram pela reserva de vagas. Pela lei anterior, o candidato precisava escolher em qual categoria de vagas preferiria concorrer. A lei também estabelece que estudantes em situação de vulnerabilidade tenham prioridade no recebimento de auxílio estudantil e que as instituições federais promovam políticas de inclusão. O novo texto prevê ainda que o Poder Executivo deverá desenvolver metodologia para atualizar o percentual de pretos, pardos, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência em relação à população de cada unidade federativa, após três anos de divulgação de resultados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entenda o programa A Lei de Cotas é um programa que prevê a reserva de vagas para estudantes de escolas públicas e estudantes negros, pardos, indígenas, quilombolas e com deficiência (PCD’s). Ela foi aprovada pelo Congresso Nacional, em 2012, ainda na gestão da presidenta Dilma Rousseff. A lei é um marco importante na história do Brasil, cujo passado foi de violência e exclusão contra a população negra e os indígenas. Sonia Guajajara, ministra dos Povos Indígenas, ressaltou que o aprimoramento da lei de cotas e ações afirmativas garante acesso e equidade de estudantes nas instituições federais de ensino superior e técnico de nível médio. Para ela, “o projeto é um avanço no histórico de lutas pela educação e por justiça social dos povos indígenas, dos quilombolas, dos negros e negras, das pessoas com deficiência e das camadas mais vulneráveis e de baixa renda de nossa população brasileira.” O ministro de Estado dos Direitos Humanos e da Cidadania do Brasil, Silvio Almeida, também falou sobre a importância histórica da lei. “A política de cotas é uma política de memória, de justiça e de não repetição de desigualdades e violências, num país que foi formado pela escravização de africanos e indígenas, em um país que mata jovens negros nas periferias, que ainda discrimina pessoas com deficiência”, lembrou Silvio, acrescentando que dados do IBGE mostram que as pessoas com deficiência têm sistematicamente menor acesso à educação, trabalho e a renda. Camilo Santana, ministro da Educação, disse que a lei de cotas contribui para o ingresso de indígenas e negros no ensino superior, em percentuais nunca vistos nas universidades brasileiras. Segundo ele, “dos 810 mil cotistas que ingressaram no SISU (Sistema de Seleção Unificada), quase 500 mil se declararam pretos, pardos e indígenas e se matricularam nas instituições de ensino superior públicas, de 2012 a 2023.” Em relação à inclusão de pessoas com deficiência, o ministro afirmou que foi um avanço. “Em 2017 ocorreu mais um avanço com a inclusão de pessoas com deficiência. Desde sua implementação, foram realizadas pela lei de cotas 17.093 matrículas nessa condição. A lei de cotas é uma esperança na educação pública, pois, antes de tudo, garante que metade das vagas ofertadas pela rede federal de ensino seja ocupada pelos egressos de escolas públicas, onde estão matriculados mais de 80% de todos os alunos desse nível de ensino”, concluiu.
Sede campestre ficará aberta dias 15 e 20 de novembro

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informa que sua sede campestre estará aberta nos feriados de 15 (nesta quarta-feira) e 20 de novembro, próxima segunda-feira. Os associados poderão desfrutar de todas as suas dependências como piscina, bar, campo de futebol e churrasqueira, tendo assegurado o seu período de lazer. Lembrando que é necessário apresentar a carteira de associado com um documento de identidade.
Fórum sobre visibilidade negra debate desigualdade social

Organizado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramos Financeiro (Contraf-CUT), o VII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro foi realizado em Porto Alegre, na sexta (10) e sábado (11) passados. Devido à grande procura, o evento foi transmitido ao vivo pela internet. O primeiro painel abordou o tema “Análise de conjuntura histórica das relações de trabalho e raciais no Brasil e suas consequências na vida da população negra”. A apresentação ficou por conta do Mário Theodoro e da advogada Tamires Sampaio. O economista ressaltou que mesmo o Brasil estando entre as dez maiores economias do mundo, o seu crescimento foi acompanhado pelo aumento da pobreza e da desigualdade social. Já a advogada Tamires Sampaio explicou que é preciso entender de que forma a sociedade foi construída para falar sobre relações de trabalho e raciais o Brasil. Ela ressaltou que “para garantir e justificar o processo escravocrata da população negra e o genocídio da população indígena foi necessário construir um processo de desumanização”. No segundo painel o debate foi sobre A participação de negros e negras no mercado de trabalho e as políticas de combate ao racismo foi tema do segundo painel, que teve mediação do diretor do SindBancários Guaracy Gonçalves e da dirigente da Fetrafi-NE Sandra Trajano. A educação também esteve presente nas mesas do fórum. Para este tema, o evento teve a participação de André Brandão, professor da Universidade Federal Fluminense e doutor em Ciências Sociais. Desigualdades educacionais no ensino superior e as políticas afirmativas de cotas marcaram a mesa de debates. André explicou que “houve um conjunto de articulações no período dos governos populares que proporcionou a incorporação de negros no ensino superior.” Ele acrescentou que não foi suficiente. “Ainda temos no Brasil uma universidade majoritariamente branca, porém com um aumento consistente de pretos e pardos”, ressaltou. *Fotos de Eduardo Seidl/Sindbancários
Fechamento de postos de trabalho no setor bancário persiste, mostra estudo do Dieese

Segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base no Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o setor bancário manteve o fechamento de postos de trabalho pelo 12º mês seguido. De acordo com o estudo, foram encerradas 196 vagas em setembro. O resultado do saldo negativo no ano é de 5.602 postos de trabalho, com um acumulado de 12 meses chegando a 6.163. O levantamento do Dieese mostra ainda que, a maioria do fechamento de vagas foi responsabilidade dos bancos múltiplos com carteira comercial (maior parte dos bancos privados). O saldo negativo apontou 406 vagas no mês, 5.903 no ano e 6.235 em 12 meses. A Caixa promoveu abertura de empregos, registrando saldo positivo de 179 vagas no mês, 722 vagas no ano e 1006 em 12 meses. Porém, estes números não foram suficientes para reverter o saldo negativo do setor. Salários O salário mensal médio dos bancários admitidos em agosto foi de R$ 5.701,19 contra R$ 7.507,78 dos bancários desligados no mesmo mês. Dessa forma, o salário médio do bancário admitido ficou em 72,94% do desligado. Já no ramo financeiro, excluindo a categoria bancária, a situação muda. Em setembro, o saldo foi positivo, registrando abertura de 2.151 postos de trabalho. Foram criados 14,9 mil postos de trabalho, sendo em média, 1,3 mil por mês, nos últimos 12 meses. Quanto à população negra, os dados do levantamento mostram que foram abertos 1,1 mil postos de trabalho nos bancos, em 2023, sendo 861 vagas para pessoas pardas e 239 para pessoas negras. *Foto: Marcello Casal/Agência Brasil
Zanin pede vista e julgamento sobre correção do FGTS é adiado de novo

O ministro Cristiano Zanin pediu vista e o julgamento sobre correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço foi suspenso outra vez. Zanin alegou que recebeu novas informações, inclusive da Caixa Econômica Federal, por isso precisa de mais tempo. Nesta quinta-feira (9), o Supremo Tribunal Federal (STF) teve mais um voto a favor da caderneta de poupança como referência mínima de correção das contas do FGTS. Agora são três votos. Apresentada em 2014 pelo Partido Solidariedade, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.090 questiona leis (8.036/1990 e 8.177/1991) que fixam a correção dos depósitos pela TR mais 3% ao ano. Segundo o partido, os trabalhadores são os titulares dos depósitos e a Caixa Econômica Federal, como gestora do FGTS, afrontou o princípio constitucional da moralidade administrativa ao se apropriar da diferença devida pela real atualização monetária. *Foto de Marcello Casal Jr./Agência Brasil