Banco do Brasil: vitória dos trabalhadores

O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região declarou nula a norma interna do Banco do Brasil, que previa o descomissionamento automático de funcionários afastados por mais de 180 dias por motivo de saúde. Após o julgamento, foi determinado o retorno imediato do gerente à sua função anterior com o pagamento retroativo da gratificação de função e multa por descumprimento. O caso ocorreu em Curitiba com intervenção do sindicato dos bancários local. O desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, relator da questão, classificou a prática como discriminatória, ao penalizar trabalhadores adoecidos com a perda de cargos comissionados e consequente redução salarial. A decisão, que garante direitos futuros a trabalhadores do Banco do Brasil, ressalta que direitos fundamentais, como o acesso à saúde e a igualdade de tratamento não podem ser retirados, nem negociados.

Itaú tem lucro de R$ 11,1 bi no primeiro trimestre deste ano

O lucro recorrente do Banco Itaú nos três primeiros meses deste ano foi de R$ 11,1 bilhões, registrando alta de 14%em relação ao mesmo período do ano passado. O banco apontou a combinação de um mix saudável da carteira de crédito e de uma inadimplência controlada como responsáveis pela alta. Segundo analistas do mercado de ações, o Itaú se consolida como a maior instituição financeira privada do Brasil e o mais seguro na bolsa de valores, superando seus concorrentes Bradesco e Santander.   Apesar do lucro, o banco fechou 227 agências em 2024, reduzindo postos de trabalho e piorando o atendimento presencial à população, principalmente os mais idosos que têm dificuldades de acessar plataformas digitais.  *Fonte: Bancários do Rio

Movimento sindical critica nova alta da Selic

A Selic, taxa básica de juros do país, subiu para 14,75% ao ano, em decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom), anunciada nesta quarta-feira (7). O movimento sindical questiona a medida e afirma que ela não é eficiente para controlar as raízes principais do tipo de inflação enfrentada atualmente no país. O Copom indica como justificativa a pressão geopolítica, com destaque para a economia norte-americana e, no cenário interno, a pressão inflacionária, que, em relatórios recentes do próprio BC, se devem às altas dos alimentos e da energia. De acordo com um trabalho dos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), Braulio Borges, André Braz e Francisco Pessoa Faria, o atual aumento expressivo nos alimentos, enfrentado não apenas no Brasil, está ligado ao mercado agrícola e às mudanças climáticas. Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT), ressalta que o brasileiro já convive com uma taxa básica de juros proibitiva para o desenvolvimento econômico e que aumenta o custo de vida, o endividamento das famílias, das empresas e os gastos do governo federal. “Gabriel Galípolo, atual presidente do BC, e os demais membros do Copom não foram indicados pra manter os interesses do mercado financeiro, mas sim ps interesses da população. Por isso, nós exigimos que o Banco Central cumpra o papel de fazer uma política econômica para a população e não para o mercado financeiro, o único que se beneficia com a especulação da Selic”, critica Juvandia. *Fonte: Contraf-CUT

Comando Nacional dos Bancários confirma calendário da categoria

O calendário nacional para 2025 da categoria bancária foi confirmado pelo Comando Nacional dos Bancários.As datas já haviam sido aprovadas na reunião de 16 de dezembro do ano passado. Confira abaixo o calendário aprovado: 27ª Conferência Nacional dos Bancários Abertura: 22 de agosto de 2025, às 18h, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (São Paulo). Plenário: 23 e 24 de agosto de 2025 Abertura Solene Conjunta dos Congressos de Bancos Públicos 21 de agosto, às 18h, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (São Paulo) 35º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) Plenário: 22 de agosto, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (São Paulo) 40º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa Econômica Federal (Conecef) Plenário e grupos: 22 de agosto, no Novotel Center Norte (São Paulo) Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Bradesco 22 de agosto, 9h, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (São Paulo) Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Itaú-Unibanco 22 de agosto. 9H, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (São Paulo) Encontro Nacional dos Funcionários do Banco Santander Brasil 22 de agosto, 9h, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi (São Paulo) *Fonte: Bancários do Rio

Defesa de emprego é a preocupação da COE Bradesco

Em reunião nesta terça-feira (6), a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco e a direção do banco debateram temas como diversidade, segmentação, fechamento de unidades, emprego e condições de trabalho. Durante o encontro, o banco apresentou seu programa de Diversidade, Equidade e Inclusão, com base em dois eixos: princípios e pilares. Emprego e o encerramento de unidades de atendimento, como agências, postos avançados (PAs) e unidades de negócios são as maiores preocupações da COE. O banco informou que passa por processo de recuperação e redimensionamento de estruturas, impulsionado pela evolução tecnológica. Segundo os representantes do banco, apenas 2% das transações são realizadas de forma presencial e o banco não abandonou os clientes de menor renda. Porém, o modelo de atendimento está em constante transformação. Ainda segundo o Bradesco, a nova segmentação tem gerado oportunidades internas, inclusive com admissões fora da área de tecnologia. O banco detalhou a reestruturação do atendimento, com a divisão de clientes pessoa física em quatro faixas e o atendimento a empresas. De acordo com o banco, serão geradas 3.200 vagas no Principal, sendo 2 mil destinadas a cargos de gerência, e 600 novos postos no Massificado. As mudanças, segundo o banco, também estão gerando novas oportunidades. A campanha de incentivo ao uso de canais digitais também foi questionada pela COE, que denunciou ainda que em algumas localidades, gestores estariam deixando caixas eletrônicos (BDNs) indisponíveis, atrasando o conserto dos equipamentos, deixando-os artificialmente inoperantes. O banco garantiu que não há impedimento de saque em espécie e que a campanha é de sensibilização e que vai revisar os casos relatados. *Fonte: Contraf-CUT

Itaú eleva taxa de crédito imobiliário para funcionários

A partir deste mês de maio, a taxa de juros no crédito imobiliário do Itaú ficou mais alta para os próprios funcionários do banco. Para os novos contratos, a taxa sobe de 9,75% para 11,09%a.a. Entretanto, os trabalhadores podem enviar a documentação com a taxa antiga até o dia 9 de maio. Houve mudanças também nas regras da condição diferenciada, regida pela PR-580. a partir deste aumento, a taxa de juros acompanhará as mesmas condições dos clientes dos segmentos Itaú Agências, Uniclass e Personnalité, mas sempre com desconto de 1% a.a. *Fonte: SP Bancários

Caixa terá 30% de mulheres em cargos de direção

Atendendo à solicitação do movimento sindical, a Caixa Econômica Federal anunciou mudanças em seu Estatuto Social. O banco incluiu o percentual de 30% de mulheres em cargos de direção, englobando as diretorias e vice-presidências. Fabiana Uehara Proscholdt, representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, observou que a Caixa é o primeiro banco público a incluir em seu estatuto social a porcentagem mínima de mulheres em cargos de direção. “É um avanço que precisamos comemorar. Mas as empregadas merecem mais. Hoje, segundo dados da Rais 2024, elas são 45% do nosso quadro de pessoal e, desta forma, continuará havendo defasagem em relação aos homens”, afirmou Fabiana. Apesar deste avanço, as entidades de representação sindical e associativas das empregadas e empregados criticaram a não exclusão do teto de gastos do banco com a saúde de seus empregados, limitado a 6,5% da folha de pagamentos. O coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Felipe Pacheco, falou sobre o teto. “A manutenção do teto de gastos impede que a Caixa cumpra o que está definido no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do nosso plano de saúde, que determina que o banco arque com 70% dos custos do Saúde Caixa”, explicou o coordenador. *Fonte: Contraf-CUT

Nova NR-1 começa a valer dia 26 de maio, em caráter orientativo

A partir do próximo dia 26 de maio, as empresas deverão se adequar à nova Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que traz como principal avanço a inclusão de diretrizes voltadas à prevenção de riscos psicossociais no ambiente corporativo. Mesmo entrando em vigor em 2025, durante os 12 primeiros meses a fiscalização será apenas orientativa. A nova NR-1 marca uma mudança de paradigma ao reconhecer oficialmente que fatores como assédio moral, pressão excessiva por metas e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional também impactam diretamente a saúde do trabalhador. O governo anunciou a criação de um grupo de trabalho tripartite, composto por representantes dos trabalhadores, empregadores e do próprio Ministério do Trabalho. O objetivo é garantir a implementação da nova norma. O ministério se comprometeu, ainda, a publicar um guia oficial de orientação, com informações práticas para empregadores, profissionais de saúde e segurança do trabalho e demais interessados. O novo texto da norma reforça a importância de uma abordagem ampliada sobre os riscos ocupacionais, incorporando questões que impactam diretamente o bem-estar dos trabalhadores. Confira os principais pontos: *Fonte: Contraf-CUT

Redução de jornada é debatida em audiência no Senado

A redução da jornada de trabalho no Brasil foi tema de debate na audiência pública realizada, nesta segunda-feira (5), pela Comissão de Direitos Humanos do Senado. O evento é parte do ciclo de debates sobre o novo Estatuto do Trabalho (SUG 12/2018), que tem o objetivo de aprofundar a discussão sobre as mudanças nas relações trabalhistas, novas tecnologias e os impactos da inteligência artificial no mundo do trabalho. Uma das principais pautas da classe trabalhadora em 2025 é a redução da jornada de trabalho sem redução de salário. O secretário de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Jeferson Meira, o Jefão, lembrou que no dia 29 de abril, trabalhadoras e trabalhadores de todo o país estiveram em Brasília e entregaram ao presidente Lula uma pauta de reivindicações. “A redução da jornada, sem redução de salário, e o fim da escala 6X1, são dois dos principais temas da pauta”, ressaltou Jefão. Durante a audiência, a redução da jornada de trabalho foi defendida por representantes de entidades sindicais e dos poderes Judiciário e Executivo. Fonte: Contraf-CUT com informações da Agência Estado

Audiência debate urgência na regulamentação do sistema financeiro

Na tarde desta segunda-feira (5), foi realizada uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para debater a urgência da regulamentação do sistema financeiro. Entre os destaques, temas como os impactos da ausência de regulação no setor, como o fechamento de agências, a precarização das condições de trabalho e os prejuízos no atendimento à população. A falta de regulação das fintechs e os riscos para os clientes foram alvo de críticas. Segundo os debatedores, as instituições financeiras funcionam como bancos, mas não seguem as mesmas regras e colocam em risco o sistema financeiro e a segurança da população. A presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, ressaltou que as instituições não estão submetidas às mesmas regras e exigências dos bancos. Dados do Dieese apontam que só 2024 foram eliminados 6 mil postos de trabalho. Os Sindicatos dos Bancários de Campos, Teresópolis, Petrópolis, Sul Fluminense, Rio e Niterói, todos filiados à Federa-RJ enviaram representantes para participar da audiência. A mesa foi formada por Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ; Reimont Otoni, deputado federal; Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT; José Ferreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Rio; Gustavo Machado Carvazan, técnico do Dieese; Moisés da Silva Marques, cientista social; e Elika Takimoto, deputada estadual. *Fonte: Federa-RJ