Eleições da Funcef: Não caia em fake news

O processo eleitoral da Fundação dos Economiários Federais (Funcef) entra na fase final. A votação do segundo turno para a escolha das diretorias de Benefícios e de Administração e Controladoria, assim como do Conselho Deliberativo, começa na sexta-feira (29/4) e segue até segunda-feira (2/5). Neste momento, os participantes dos fundos com direito a voto precisam ficar atentos. “A Funcef é o terceiro maior plano de previdência privada fechado do país. Tem gente que quer controlar os recursos do fundo com interesses escusos, diferentes dos empregados da Caixa que participam do fundo. Este tipo de pessoa está disposta a tudo, até mesmo ser processada por inventar mentiras sobre os concorrentes, para tentar sair vencedora do pleito”, afirmou em tom de alerta a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara Proscholdt. Fake news Para a diretora executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e funcionária da Caixa, Eliana Brasil, “em um tempo em que discutimos tanto o papel maléfico das notícias falsas (fake news) sobre o cotidiano das pessoas, principalmente em processos eleitorais, temos que ficar atentos às acusações espalhadas por meio das redes sociais e até por panfletos, muitas vezes apócrifos”, disse. “Precisamos ficar atentos e analisar o histórico dos candidatos para ver quem sempre esteve do lado dos empregados. O que está em jogo é a solidez, a rentabilidade e o futuro do nosso plano de previdência. Não podemos basear nossa decisão em acusações infundadas que possam surgir neste processo final de eleição da Funcef”, completou. A Contraf-CUT e a maioria das entidades de representação e associativas dos empregados apoiam as candidatas e candidatos que integram o grupo “Juntos – A Funcef é dos Participantes”. Conheça nossos candidatos DiretoriasRogério Vida – diretor de Administração e ControladoriaJair Pedro Ferreira – diretor de Benefícios Conselho Deliberativo (2 vagas)Antônio Messias Rios Bastos – titularWagner Ferreira – suplenteSelim Antônio de Salles Oliveira – titularHelaine Coutinho Cardoso – suplente
Sindicato quer saber as prioridades da categoria para a Campanha Nacional

O Sindicato quer quais são as principais demandas da categoria para a Campanha Nacional. Todas as bancárias e bancários, mesmo que não sejam filiados, podem participar da consulta e apontar quais devem ser, em sua opinião, as prioridades da campanha nos aspectos de remuneração, sociais, de saúde e condições de trabalho. Para facilitar a participação, foi disponibilizado um sistema de votação eletrônica pela internet, que estará disponível até o dia 3 de junho. Para responder, basta acessar o link https://consultacn2022-bancarios.votabem.com.br/. “Quanto maior o número de respostas obtivermos, mais próximo chegaremos do real desejo da categoria. Por isso, é importante que os sindicatos se empenhem na divulgação e coleta de respostas”, disse a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. Minuta de reivindicações As respostas da consulta serão compiladas e se somarão às resoluções das conferências estaduais e regionais, além daquelas definidas nos encontros nacionais específicos dos trabalhadores de bancos públicos e de bancos privados, para serem debatidas na Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada nos dias 10 a 12 de junho e terá como principal tarefa a definição da pauta de reivindicações da categoria. Logo após ser aprovada em assembleias a serem realizadas por sindicatos de bancários de todo o país, a minuta será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) para dar início à Campanha Nacional. O objetivo é negociar a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria e os Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) específicos dos bancos públicos, uma vez que a vigência dos mesmos se encerra no dia 31 de agosto. A data-base da categoria é 1º de setembro.
Eleições da FUNCEF: segundo começa dia 29/4

As eleições da Funcef para a Diretoria de Administração e Controladoria, Diretoria de Benefícios e Conselho Deliberativo serão decididas em segundo turno. Na primeira fase, apenas o Conselho Fiscal foi definido com a vitória de Sâmio Cássio (titular) e Tamara Siqueira ( suplente), eleitos com 54,29% dos votos. A votação para o segundo turno será entre os dias 29 de abril e 2 de maio. Jair Pedro Ferreira foi o mais votado para a Diretoria de Benefícios, com 45,78% dos votos, mas não atingiu votos suficientes para vencer em primeiro turno. Para a Diretoria de Administração e Controladoria, Rogério Vida também foi mais votado entre os demais, com 44,02%. Jair Pedro ressalta a importância do voto para fortalecer o direito de escolha de representantes dos participantes nos órgãos estatutários da Fundação. “Estamos em um momento de grande ameaça à gestão dos fundos e da representatividade dos participantes na Fundação. A votação do primeiro turno foi muito baixa – pouco mais de 30% dos eleitores fizeram suas escolhas. Este é um direito conquistado com muita luta, do qual não podemos abrir mão. A votação de todos é fundamental para manter e fortalecer esta conquista”, explica o candidato. O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, reforça o apoio aos candidatos do movimento Juntos- A Funcef é dos participantes. “A votação nos candidatos que apoiamos mostra a força das entidades representativas. Seguimos fortes para o segundo turno para construírmos uma Funcef democrática, transparente e representativa”, destacou. “É um momento desafiador de fortes ameaças e de descaso às vozes da vontade coletiva. Por isso, as entidades representativas têm o papel fundamental de fortalecer o diálogo com os ativos e aposentados da Caixa para fazer frente a essas ameaças. Uma forma de mobilização é eleger representantes que tenham compromisso com os trabalhadores”, ressaltou Takemoto. Conheça os candidatos do movimento Juntos – A Funcef é dos participantes que seguem para o segundo turno e têm apoio da Fenae: Conselho Deliberativo (2 vagas) Antônio Messias Rios Bastos – titular Wagner Ferreira – suplente Selim Antônio de Salles Oliveira – titular Helaine Coutinho Cardoso – suplente Diretorias Rogério Vida – Diretor de Administração e Controladoria Jair Pedro Ferreira – Diretor de Benefícios
Começa a votação nas eleições da Funcef; não deixe de votar!

Começou nesta sexta-feira (22) e segue até às 18h de segunda-feira (25) o primeiro turno do processo de votação das eleições da Fundação dos Economiários Federais (Funcef). Os participantes vão escolher dois conselheiros deliberativos, um conselheiro fiscal e dois diretores – um para a Diretoria de Benefícios e outro para a Diretoria de Administração e Controladoria. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, seguindo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a maioria das entidades de representação e associativas dos empregados, apoia e indica o voto nas candidatas e candidatos que integram o grupo “Juntos – A Funcef é dos Participantes”. Os candidatos que contam com o apoio são Jair Pedro Ferreira, candidato a Diretor de Benefícios; Rogério Vida, candidato a Diretor de Administração e Controladoria; candidatos à conselheiros deliberativos titulares Antônio Messias Rios Bastos e Selim Antônio de Salles Oliveira e seus suplentes Wagner Ferreira e Helaine Coutinho Cardoso, respectivamente; e candidatos à conselheiros fiscais Sâmio Cássio de Carvalho Melo (titular) e Tamara Siqueira dos Santos (suplente). A eleição é fundamental para evitar ataques ao fundo. “Estamos em um momento de crescente ameaça à gestão do Fundo, dos recursos dos participantes e do direito de elegermos nossos representantes; portanto, a votação de todos é fundamental”, observou o presidente da Federação Nacional da Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, lembrando que o Governo Federal, controlador do banco, pretende transferir para o mercado financeiro a administração dos recursos dos participantes. VEJA COMO VOTAR: “É fundamental elegermos representantes que tenham compromisso com a realização de uma gestão responsável, transparente e efetivamente participativa. Os candidatos do movimento ‘Juntos – A Funcef é dos Participantes’ preenchem estes requisitos e têm histórico de luta em defesa dos direitos dos empregados e de toda a classe trabalhadora. Com a eleição destes candidatos vamos voltar a ter uma Funcef forte”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara Proscholdt. A diretora executiva da Contraf-CUT e funcionária da Caixa, Eliana Brasil, destaca ainda que os candidatos do movimento “Juntos – a Funcef é dos participantes” conhecem profundamente o fundo de pensão e têm uma proposta de gestão participativa, transparente e democrática. “São pessoas que estão no dia a dia da luta em defesa dos interesses dos empregados e desempenharão este mesmo papel na defesa dos participantes do fundo de pensão”, disse.
Campanha Nacional dos Bancários 2022 tem novas datas; confira

O calendário da Campanha Nacional dos Bancários 2022 sofreu algumas alterações. As novas datas já foram divulgadas pelo Comando Nacional dos Bancários. De acordo com o Comando Nacional dos Bancários, os eventos serão realizados em formato híbrido, com parte presencial e parte através de plataforma de videoconferência. As atividades estão previstas entre 09 e 12/06. Os eventos vão acontecer no Holiday Inn São Paulo Parque Anhembi (Rua Professor Milton Rodríguez nº 100 – Parque Anhembi, São Paulo). Confira as novas datas da Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2022: 09/06: Encontros Nacionais dos Bancos Privados (Bradesco, Itaú e Santander) 09/06: 33º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) 09 e 10/06: 38º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa (Conecef) 10/06: Encontro Nacional de Mulheres e Juventude dos Funcionários do Banco do Brasil 10 a 12/06: 24ª Conferência Nacional dos Bancários
Expectativa da inflação para data base dos bancários deve ultrapassar 10%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) bateu recorde no mês de março, quando teve alta de 1,71%, acima do registrado no mês anterior (1%). Essa foi a maior variação para um mês de março desde 1994, no período que antecedeu a implementação do real. O INPC é calculado mensalmente pelo IBGE para medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias com rendimento médio mensal de 1 a 5 salários mínimos. É este o índice usado no reajuste dos salários e demais verbas dos bancários, negociado entre representantes dos trabalhadores (Comando Nacional dos Bancários) e dos bancos (Fenaban), nas campanhas da categoria. Com os preços subindo cada vez mais, a expectativa é que o INPC, neste ano, ultrapasse 10% na data base da categoria, que é 1º de setembro. Entre setembro de 2021 e março de 2022 (sete meses), a inflação para data-base acumula alta de 7,54%. Utilizando as projeções do Banco Central, o INPC acumulado em 12 meses está estimado em 9,77%. Porém, como esclarece o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), as estimativas do BC têm se mostrado subestimadas. Além disso, destaca ainda o Dieese, incertezas relacionadas às questões geopolíticas internacionais, às eleições de outubro e à pandemia, podem piorar o cenário. No ano, o INPC acumula alta de 3,42%. E nos últimos 12 meses, de 11,73%. Em março de 2021, a taxa foi de 0,86%. Os principais impactos em março vieram dos transportes (3,02%) e de alimentação e bebidas (2,42%). Os dois grupos, juntos, contribuíram com cerca de 72% do índice do mês. No caso dos transportes, a alta foi puxada, principalmente, pelo aumento nos preços dos combustíveis (6,70%), com destaque para gasolina (6,95%), que teve o maior impacto individual (0,44 p.p.) no indicador geral.
Eleições Previ começam nesta segunda-feira (18)

Os bancários do Banco do Brasil têm, a partir desta segunda-feira (18), o importante dever de participar das eleições PREVI. A votação vai até o dia 29 de abril e a participação de todos(as) é essencial para garantir um fundo que realmente seja dos empregados. O futuro está em jogo. “A segurança da Previ é o olhar vigilante dos seus donos”, esse é o mote da campanha da Chapa 3 – Previ para os Associados – nas disputas às Eleições Previ 2022, nas quais as trabalhadoras e os trabalhadores do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, associados ao fundo de pensão, votam. O movimento sindical e o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense apoiam a chapa 3, que vem protegendo os direitos dos associados e associadas, com independência em relação ao patrocinador, que é o BB, e contra ameaças do mercado financeiro para acabar com a exclusividade dos fundos de pensão fechados. O mercado financeiro está de olho no patrimônio de R$ 1,2 trilhão dos trabalhadores geridos pelos fundos de pensão, do qual a Previ administra mais de R$ 220 bilhões. Olhar vigilante A Rentabilidade dos planos da Previ, no longo prazo, é maior que dos outros fundos e do mercado, como mostram dados do Ministério da Economia e Previdência. O Previ Futuro, por exemplo, de 2012 a agosto de 2021 (o último dado disponível), rentabilizou 178%. No mesmo período, os planos das entidades abertas, administrados pelos bancos, rentabilizaram 108%. Já a rentabilidade do Plano 1, no período de 2018 a agosto de 2021, foi 68,4%, contra apenas 25,6% dos planos geridos pelos bancos. “Isso é o olhar do associado, um olhar de um fiscal para a correta aplicação de cada centavo na Previ”, explica Márcio de Souza, atual diretor de Administração da Previ e candidato à reeleição para o cargo na Chapa 3. “A Previ sempre teve o diferencial de ser gerida por funcionários do banco, que são os donos da Previ. Isso continua até hoje e a gente vai continuar defendendo que continue sendo dessa forma”, completa. Clique aqui para acessar o site de campanha da Chapa 3 – Previ para os Associados e conheça seus candidatos e suas propostas.
Denúncias de assédio nas Centrais de Relacionamentos são apontadas em reunião com o BB

Durante reunião nesta quinta-feira (14/04), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) apresentou à direção do Banco do Brasil denúncias de assédio moral e cobrança excessiva de metas, que dificilmente serão atingidas, nas Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBBs) de São Paulo, Curitiba, São José dos Pinhais (PR) e em outras localidades do país. A direção do banco se comprometeu a apurar as denúncias e trazer respostas na próxima reunião. Desde a alteração do nome de Central de Atendimento para Central de Relacionamento, aprofundou-se a mudança de foco na CRBB para a oferta e venda de produtos. Porém, é papel da CRBB atender clientes não encarteirados do banco, normalmente com menor poder aquisitivo, muitas vezes incapazes de adquirir produtos e serviços que devem ser ofertados obrigatoriamente pelos atendentes. Ou seja, um público que não condiz com o foco imposto pela Diretoria de Varejo (DIVAR) nas centrais. Ana Smolka e Alessandro Greco Garcia, o Vovô, diretores do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região e funcionários do BB, lembraram que num passado recente já houve necessidade de uma prevenção de conflito na central paranaense e talvez seja o momento de outra intervenção da diretoria do banco. Já o representante da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Santa Catarina (Fetrafi/SC) na CEBB, Luiz Toniolo, reforçou que os funcionários das CRBBs estão submetidos a uma rotina de trabalho exigente e desgastante e sofrem cobrança excessiva de metas e que mudanças precisam ser feitas, pois nunca presenciou um nível de descontentamento tão grande. Sandra Trajano, secretária geral do Sindicato dos Bancários em Pernambuco e funcionária do BB, salientou que as reclamações de que o trabalho é desumano, com metas inalcançáveis, também acontecem em sua base e precisam ser solucionadas o quanto antes. Getúlio Maciel, representante da Federação dos Bancários no Estado de São Paulo (Fetec-SP) na CEBB, cobrou do banco melhores condições de trabalho, recomposição do quadro e valorização do papel do BB enquanto banco público, além da implementação do acordo de teletrabalho na CRBB. O coordenador da CEBB, João Fukunaga, lamentou o fato de a maioria das denúncias já terem sido “pacificadas” anteriormente. “Parece que estamos regredindo nas relações trabalhistas dentro do banco. Voltamos a debater temas que foram resolvidos há mais de dez anos”.
Definido calendário da Campanha Salarial 2022

Já foi definido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) o calendário de mobilização da Campanha Salarial 2022. As atividades começam já neste mês de abril. O calendário traz as datas dos encontros e congressos dos trabalhadores de bancos públicos e privados e os debates estaduais e regionais das entidades sindicais da categoria. Em função da pandemia do novo coronavírus e suas variantes, os eventos nacionais serão realizados em formato híbrido, uma combinação da participação presencial e remota. Caberá a cada federação estabelecer os critérios para realização de seus eventos locais (estaduais e/ou regionais). Confira abaixo o calendário nacional. Calendário da Campanha Nacional 2022:Até 25/04 – Prazo para eleição das delegações, em assembleiaAté 21/05 – Consulta Nacional dos Bancários, em meio eletrônicoAté 29/05 – Prazo para realização das conferências estaduais/regionaisAté 01/06 – Encontros nacionais de bancos privados02 e 03/06 – Congressos Nacionais de bancos públicos – BB, Caixa, BNB, BASA e BNDES03 a 05/06 – 24ª Conferência Nacional dos Bancários06 e 07/06 – Assembleias para aprovação da minuta de reivindicações
Eleições Previ: candidato da Chapa 1 tem cargo de confiança no Ministério da Economia

O interesse em privatizar o Banco do Brasil não é de hoje e, a cada dia que passa, o ataque ao banco público vem de todos os lados. E nas eleições para a Previ não é diferente; um dos integrantes que concorre ao Conselho Fiscal pela Chapa 1 ocupa cargo de confiança em órgão vinculado ao Ministério da Economia que cuida de… Privatizações. Fabiano Amann disputa um cargo do Conselho Fiscal e ocupa cargo de confiança na Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União. Tal órgão é vinculado à Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes e responsável pelos processos de privatização do governo federal. “O atual governo nunca escondeu o interesse em privatizar importantes empresas públicas, incluindo o Banco do Brasil; e todos nós sabemos que a privatização do BB colocaria em risco a Previ”, destaca o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. Para Fukunaga, a eleição de tal chapa mostra o risco de interferências políticas via eleições Previ. “A entidade é dos funcionários do Banco do Brasil, e como tal, não pode ser submetida ao risco de interferências de governos ou do mercado, colocando em risco o patrimônio de toda uma vida de trabalho no banco”, completa. Vale lembrar que o Ministério da Economia trabalha, atualmente, na formulação de um Projeto de Lei (PL) que enfraquece as entidades fechadas de previdência complementar. O PL propõe permissão da portabilidade de seus planos de previdência a bancos privados, o fim da obrigatoriedade de representação paritária entre participantes e patrocinadores em sua gestão e a redução da participação dos trabalhadores na gestão dos seus recursos – o que acontece via eleição de metade dos conselheiros e diretores da Previ. “Não podemos perder de vista que, há tempos, o mercado financeiro está de olho no patrimônio de R$ 1,2 trilhão dos trabalhadores geridos pelos fundos de pensão, do qual a Previ administra mais de R$ 220 bilhões”, pontua Fukunaga. O PL é uma proposta de revisão das Leis Complementares 108 e 109 de 2001, fomentado desde o ano passado pela Iniciativas de Mercado de Capitais do Ministério da Economia (IMK/ME), grupo que nasceu no coração da pasta liderada por Paulo Guedes.