Em mesa de negociação, CEE reivindica valorização dos empregados e debate sobre metas

A mesa de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e o banco sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG) foi marcada pela cobrança por uma política efetiva de valorização dos empregados, respeito à diversidade e uma gestão verdadeiramente humanizada. A reunião aconteceu nesta quinta-feira (27) e as discussões foram em torno da cobrança por uma política efetiva de valorização dos empregados, respeito à diversidade e uma gestão verdadeiramente humanizada. A coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, iniciou a reunião com críticas à postura do banco em divulgar mudanças que impactam o trabalho dos empregados sem discussão com a comissão. “Mesa de negociação não é informe. O propósito é debater e construir coletivamente os assuntos que afetam os empregados”, ressaltou. O banco ouviu as recomendações dos representantes dos empregados durante a discussão sobre o Plano de Funções Gratificadas (PFG). Fabiana Proscholdt pontuou que a Caixa precisa debater o PFG integralmente e tornar a rede mais atrativa para os empregados, com funções que valorizem as características individuais de cada um. Uma das possibilidades, segundo a coordenadora, é a carreira em Y, cujo objetivo é permitir que o empregado cresça na empresa também em papéis técnicos e não apenas de gestão. “O PFG, hoje, é excludente. Nossa empresa tem diversidades e tudo gira em torno de perfil padrão. Temos pessoas com deficiência, neuro divergentes e outras com habilidades específicas que deveriam ser valorizadas. Mas infelizmente ficam na dependência de um gestor mais humano que enxergue o potencial dos empregados em toda sua diversidade para que tenham oportunidade de ascensão”, afirmou a coordenadora. Rogério Campanate, representante da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), confirmou o que foi dito por Fabiana. “Nossos gestores precisam aprender a lidar com a diversidade. E para isso, são necessários cursos presenciais para que desenvolvam essas habilidades”, acrescentou. Na avaliação dos representantes dos trabalhadores, o encarreiramento do banco não oferece oportunidades de reconhecimento para profissionais técnicos bancários, por exemplo. “Queremos que nossos colegas sejam valorizados. Por exemplo, hoje não há nenhuma atratividade para permanecer nas agências. E os colegas que estão na rede precisam ser valorizados porque são a cara da Caixa por desempenharem a função mais social do banco no atendimento à população, logo é importante ter possibilidades de encarreiramento dentro do seu perfil e que nem sempre é gerencial”, frisou Fabiana Proscholdt. A comissão também informou que é necessário corrigir algumas distorções do PFG que existem hoje, a exemplo do Gerente de Varejo, onde o empregado tem muitas atribuições, inclusive carteira, e não recebe como um gerente de carteira. Os gerentes corporativos (GCN2) não recebem pelo porte de unidade, enquanto os superintendentes da mesma área fazem jus à verba. Eles fazem o relacionamento com cliente da mesma forma que os empregados da rede física e percebem discriminação de tratamento. Fim da dependência das funções Os integrantes da comissão criticaram a estrutura de função, que mantém o empregado dependente, uma vez que o salário está vinculado a ela e a sua perda resulta em uma remuneração significativamente menor. A Comissão também criticou a prerrogativa dada aos gestores de retirar funções sem critérios claros. “As situações a que os empregados acabam se submetendo para manter suas funções são adoecedoras”, disse o diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Rafael de Castro. Outras demandas Em relação ao Saúde Caixa, os integrantes da Comissão ressaltaram o fim do teto de 6,5% dos gastos do banco com o plano de saúde e a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além do modelo de custeio 70/30. Fabiana Proscholdt defendeu um Processo de Seleção Interna (PSI) mais inclusivo, universal e transparente, que permita a participação de todos os empregados em pé de igualdade. A Comissão reivindicou, mais uma vez, o retorno da das gerências regionais de Pessoas (Gipes), de Logística (Gilog), de Segurança (Giseg) e outras estruturas que permitem a resolução de problemas específicos e pontuais dos empregados de forma mais rápida. Também foi cobrado o debate sobre teletrabalho visto que existem assuntos a serem melhor definidos. Alguns itens continuam sem resolução como home-office com cumprimento efetivo da legislação, sendo prioridade aos empregados com deficiência e aos empregados com filhos ou criança sob sua guarda judicial até 6 anos (art. 75-F CLT); jornada reduzida para os pais de filhos PCDs (analogia a Lei nº 8.112/90); fim das funções por minuto, com efetivação dos empregados que executam hoje essas atividades; fim do banco de horas negativo e dotação orçamentária necessária para as horas extras; e atualização do RH184, com a garantia que o empregado permaneça com a função enquanto estiver de licença médica. A CEE pediu uma mesa específica para discutir metas, assédio e o Conquiste. Para os representantes, o Conquiste continua sendo uma ferramenta de assédio. “É um programa que incentiva a competição entre os colegas. Temos que competir com o mercado financeiro e não estimular uma competição interna”, afirmou Rafael de Castro. A diretora executiva da Contraf-CUT, Eliana Brasil, também questionou o programa. “As metas devem fazer sentido pra quem vai executar, muitas vezes vemos metas inatingíveis e que, inclusive, comprometem a sustentabilidade do próprio banco. Qual é a lógica?”, questionou a diretora. A mesa específica será marcada em breve. Fonte: Contraf-CUT
GT de Promoção por Mérito da Caixa se reúne e apresenta pontos para avaliação

Dando continuidade às negociações para definição dos critérios para pagamento dos deltas do período 2023-2024 às empregadas e empregados da Caixa Econômica Federal, o Grupo de Trabalho de Promoção por Mérito se reuniu na última quarta-feira (26). Todos os anos os critérios são debatidos pelo GT, que é formado por representantes do banco e dos trabalhadores. Os representantes dos trabalhadores apresentaram os princípios que defendem que sejam considerados na avaliação por mérito realizada pelo banco anualmente. Entre os pontos a serem considerados, os trabalhadores disseram que a avaliação não pode levar em conta somente a nota dada pelo gestor. A avaliação precisa ser cruzada e balanceada. “Pudemos fazer diversas observações e avançamos nas linhas gerais do que esperamos da avaliação por mérito na Caixa”, disse o coordenador do GT, João Paulo Pierozan. Os trabalhadores também apontaram a necessidade de critérios objetivos, como a assiduidade, cursos oferecidos pela Universidade Caixa na Trilha de Desenvolvimento e participação nas atividades do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), desconsiderando avaliações subjetivas, ou que sejam atreladas apenas aos resultados comerciais. Também foi ressaltada a necessidade de equalizar a avaliação entre o atendimento social e comercial, pois como há atividades diferentes dentro do banco é necessário comparar pessoas com atividades parecidas para efeito da distribuição dos deltas. Outra reivindicação é que seja distribuído 1,1 delta por empregado elegível, para que seja viabilizada a distribuição do segundo delta para um grupo maior de empregadas e empregados. “Também avaliamos que seja necessário dilatar o prazo para execução dos critérios, até próximo do pagamento, que ocorre somente em março. Isso dará mais tempo para que os empregados possam cumprir as exigências estabelecidas para o recebimento do segundo delta”, disse Pierozan. A próxima reunião do GT de Promoção por Mérito ficou agendada para o dia 17 de agosto. *Fonte: Contraf-CUT
Entidades sindicais bancárias exigem respeito aos aposentados com tuitaço contra desmandos do Santander

O movimento sindical bancário e associadas e associados do Fundo Banespa de Seguridade Social (Banesprev) protestaram com um tuitaço, na manhã desta sexta-feira (28). O objetivo foi denunciar a decisão do Santander de retirar o patrocínio da entidade. Rita Berlofa, secretária de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e funcionária do Santander, falou sobre a reivindicação dos trabalhadores. “Nós exigimos que o Santander não retire o patrocínio dos planos I e II, Sanprev I, Caciban, DCA e DAB, e que não faça a transferência de gestão dos planos X e Pré-75 para o Santanderprevi. O que nós queremos é a garantia da segurança e tranquilidade na aposentadoria dos banespianos”, ressaltou Rita Berlofa. Os protestos nas redes sociais começaram às 9h e a hashtag #SantanderAtacaAposentados chegou a ficar na 15ª colocação dos assuntos mais comentados do momento, no Twitter. A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa de Queiroz, disse que é preciso sensibilizar a opinião público sobre os direitos dos aposentados. “Com essa ação, nosso objetivo também foi sensibilizar a opinião pública sobre a importância de preservar direitos conquistados ao longo de toda uma vida de trabalho, que é a aposentadoria digna, mostrando que o Santander está indo na contramão dos direitos humanos quando decide retirar patrocínio dos fundos de pensão”, destacou Wanessa de Queiroz. Rita Berlofa explicou o que significa a retirada de patrocínio: “A retirada de patrocínio, na prática, nada mais é do que o encerramento da relação contratual que existe com o Santander, como patrocinador, que deixa de contribuir para os planos de benefícios. Com isso, ocorre a quebra do mutualismo e o encerramento dos benefícios vitalícios, trazendo perdas irreparáveis para os aposentados.” Segundo justificativa do Santander, os planos na modalidade de Benefício Definido “geram riscos atuariais elevados”. “O que não é verdade, a realidade desses planos, que existem em vários fundos de pensão, é que eles são sustentáveis, com base em uma boa gestão. O que o banco quer, na realidade, é se livrar de aportes de déficits futuros e deixar todo o risco para os participantes”, ressaltou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT. *Fonte: Contraf-CUT
Atendendo reivindicação sindical, Caixa relança programa de diversidade

Em mais uma vitória do movimento sindical, a Caixa Econômica Federal relançou o seu Programa de Diversidade e Inclusão, nesta quinta-feira (27). O programa tem o objetivo é fortalecer o diálogo com as empregadas e empregados, além de promover ações de inclusão tendo como princípio os eixos temáticos da equidade de gênero – mulheres na liderança, raça/cor, geracional, pessoas com deficiência e LGBTQIAPN+. A presidenta da Caixa, Maria Rita Serrano, lembrou que o programa havia sido extinto nas últimas gestões. “O programa de diversidade na Caixa já existiu durante a gestão da Maria Fernanda e foi extinto nas últimas gestões. Estamos retomando este programa e, até 2026, queremos ter em cargos de chefia a mesma proporcionalidade de mulheres, negros, PCDs, indígenas e LGBTQIA+ que temos no nosso quadro de pessoal. E também vamos debater a questão geracional”, disse. Maria Rita Serrano destacou ainda a importância da parceria com os sindicatos.. “O respeito à diversidade e a criação das comissões específicas sobre o tema é uma reivindicação antiga do movimento sindical. Para nós essa parceria com os sindicatos é fundamental para caminharmos rumo a um banco plural, que respeita as diferenças existentes na sociedade”, ressaltou a presidenta da Caixa. Marcio Macêdo, ministro chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, lembrou que o Brasil é um país construído estruturalmente com preconceito. “A sociedade brasileira foi construída em bases escravocratas, paternalistas, machistas, preconceituosas. Nós lutamos por um país diferente de tudo isso, que seja economicamente viável, socialmente justo, politicamente democrático e ambientalmente sustentável”, afirmou Macêdo. Para a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, o Programa de Diversidade e Inclusão da Caixa é um marco de luta antiga contra a discriminação e o preconceito no mercado de trabalho. “Nós, mulheres, tivemos que lutar até pelo direito de trabalhar. Por isso, estou muito feliz de estar aqui hoje, representando o movimento sindical, pois este é um momento especial que marca mais uma etapa desta luta árdua que é a busca por igualdade”, afirmou. Juvandia fez questão de enfatizar que o programa “é também uma vitória contra o retrocesso civilizatório que vivemos nos últimos quatro anos, com a reclusão das políticas de diversidade. Agora estamos retomando a reconstrução de um país feliz para todos e todas, com igualdade, sem discriminação, com respeito e sem violência”. A presidenta da Contraf-CUT destacou, ainda, os avanços obtidos na categoria graças à conquista da Campanha Nacional dos Bancários de 2000, que foi a criação da mesa de negociações com os bancos sobre igualdade de oportunidades. “De lá pra cá já obtivemos muitos avanços, mas ainda temos muito o que avançar, pois as bancárias ainda têm salários 22% menor do que os homens da categoria, e estão na base da pirâmide da carreira. Por isso, dou parabéns à Rita, aos ministérios envolvidos e ao presidente Lula por colocar essa pauta na ordem do dia das políticas no Brasil. Porque só vamos construir um país justo socialmente se combatermos as desigualdades em todos os aspectos”, concluiu a presidenta da Contraf-CUT. Durante a cerimônia, a Caixa assinou protocolo de intenções com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) com o intuito de promover ações de diversidade e formalizou parcerias com a Secretaria-Geral da Presidência da República e com os ministérios da Mulher (MM), da Igualdade Racial (MIR) e dos Povos Indígenas (MPI), além de dar posse às Comissões de Diversidade Caixa formadas com a participação de entidades sindicais. *Fonte: Contraf-CUT
Tuitaço contra desmandos do Santander começa às 9h nesta sexta (28)

Nesta sexta-feira (28), a partir das 9h, bancárias e bancários vão protestar contra os desmandos do Santander nas redes sociais com um tuitaço, usando a #SantanderAtacaAposentados. Os trabalhadores denunciam que o Santander quer atacar os direitos dos aposentados com a retirada de patrocínio do Banesprev (previdência complementar) e transferência de gestão. Vale ressaltar que o Santander Brasil divulgou balanço, esta semana, apontando que as unidades brasileiras produzem 15,7% o lucro global do banco.
Balanço mostra que unidades brasileiras do Santander produzem 15,7% do lucro global do banco

Os resultados do primeiro semestre deste ano do Santander Brasil foram apresentados esta semana pelo banco. O lucro líquido recorrente (que exclui feitos extraordinários no resultado) do banco foi de R$ 4,449 bilhões, o que significa queda de 45% em relação ao mesmo período de 2022. Por outro lado, o banco apresentou crescimento de 7,9% no segundo trimestre de 2023, período em que obteve lucro líquido recorrente de R$ 2,3 bilhões. De acordo com o balanço, as unidades brasileiras são responsáveis por 15,7% do lucro global do Santander, que foi de € 5,241 bilhões – alta de 7,1% em doze meses. O conglomerado espanhol também apresentou no semestre lucro líquido gerencial (que considera as operações normais do banco) de R$ 4,399 bilhões, o que representa queda de 45,6% em doze meses, entretanto alta de 5,5% no trimestre. “Efeitos extraordinários no resultado são fatores que impactaram no lucro, mas que não são da operação tradicional do banco. Então, é algo que ocorreu no semestre específico, mas não é da operação normal, como, por exemplo, o resultado da venda da participação acionária do Santander na Webmotors, que concedeu ao banco um impacto positivo bruto de R$ 1,105 bilhão, no primeiro semestre deste ano”, explicou a economista do Dieese, subseção da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Vivian Machado. Entre os fatores que provocaram os impactos negativos registrados no semestre, estão a provisão adicional para créditos de liquidação duvidosa (PDD) que, por outro lado, apresentou melhoras no segundo trimestre, e as despesas com a provisão de riscos fiscais envolvendo a decisão judicial da Lei 9.718/1998, no primeiro trimestre de 2023, que impactou negativamente o banco no trimestre seguinte em R$ 2,672 bilhões. Carteira de crédito O saldo total de carteiras de crédito do Santander Brasil apresentou alta de 10,6%, em doze meses, somando R$ 617,2 bilhões em junho de 2023. Todos os segmentos apresentaram crescimento na comparação anual. A carteira pessoa física, que representa 37% do saldo total das operações de crédito do banco, cresceu 6,5% no período. Outras carteiras que tiveram bom desempenho foram as de consignado (+13,1%), leasing/veículos (+12,9%) e imobiliário (+6,4). No segmento pessoa jurídica, o saldo das grandes empresas cresceu 9,7%, o de pequenas e médias empresas 6,6% e o financiamento ao consumo 0,9%, nos doze meses. Inadimplência A taxa de inadimplência superior a 90 dias ficou em 3,3%, em junho de 2023, com alta de 0,4 ponto percentual (p.p) em comparação ao mesmo período de 2022. Sendo que, entre as pessoas físicas, a taxa de atrasos acima de 90 dias foi de 4,8%, contra 4,1% há um ano e 4,5% no trimestre anterior. Menos agências No período de doze meses, a holding Santander fechou, no Brasil, 145 unidades, sendo 102 agências e 43 Postos de Atendimento Bancário (PABs). No trimestre, foram fechadas 51 agências e 24 PABs. “Nesse processo de reestruturação com o enxugamento de unidades, o Santander concentra o fechamento de postos em regiões periféricas e prioriza o atendimento nas áreas centrais, que já contam com boa estrutura de atendimento bancário”, alertou a bancária do Santander e secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT, Rita Berlofa. No primeiro semestre de 2023, houve também a abertura de 3.122 postos de trabalho em doze meses (1.615 no trimestre), sendo que a base de clientes apresentou aumento de 7,2 milhões em relação a junho de 2022, totalizando 63,3 milhões. “Esse número de postos abertos ainda é muito pouco se pensarmos na relação entre empregados e clientes”, explicou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Wanessa de Queiroz, completando que boa parte das vagas criadas foi para terceirizados. Recentemente, o banco espanhol foi condenado na 11ª Vara do Trabalho de São Paulo por uma manobra relacionada à terceirização. Apesar de continuar atuando com as mesmas atividades e no mesmo espaço físico, o trabalhador, que havia sido contratado pelo Santander em setembro de 2018, em janeiro de 2022 foi transferido para a SX Tools. “A justiça reconheceu essa manobra como fraude, porque visa unicamente enfraquecer a representação sindical bancária, retirar direitos e rebaixar salários de trabalhadores bancários. Tudo em nome do lucro”, afirmou a coordenadora da COE. Confira abaixo a tabela resumo do balanço do Santander, ou leia aqui a íntegra da análise, ambos elaborados pelo Dieese. *Fonte: Contraf-CUT
Consulta Nacional dos Bancários: prazo para participar termina dia 2 de agosto

Bancárias e bancários de todo o Brasil, sindicalizados ou não, têm até o dia 2 de agosto próximo para participar da Consulta Nacional à categoria de 2023. Com a consulta, os profissionais podem dar sua opinião sobre temas nacionais importantes e sobre questões que afetam seu dia a dia de trabalho. “A Consulta é fundamental para sabermos como as bancárias e bancários pensam, quais problemas enfrentam no ambiente de trabalho e quais são seus anseios”, afirmou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, ao lembrar que a Consulta é uma ferramenta muito eficaz de relação das entidades sindicais com a categoria bancária. As respostas são compiladas e analisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e ajudam a balizar a atuação sindical da categoria. “Quanto maior for a participação, melhor para detectarmos os reais anseios dos bancários em todo o país”, explicou o economista do Dieese, Gustavo Cavarzan. Os resultados da análise dos dados serão apresentados na 25ª Conferência Nacional dos Bancários, que ocorrerá entre os dias 4 e 6 de agosto de 2023, em São Paulo. Para participar da Consulta Nacional, basta acessar https://consulta-bancarios.votabem.com.br/ ou o link divulgado pelos sindicatos de cada base específica, uma vez que algumas entidades optaram por um sistema próprio para o levantamento dos dados. *Fonte: Contraf-CUT
Igualdade de oportunidades volta à mesa de negociação no Banco do Brasil

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o Grupo Matricial da Diversidade, responsável pela implementação das ações para promoção da diversidade e igualdade de oportunidades dentro do banco se reuniram na última segunda-feira (24). Segundo a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes, os avanços são positivos, mas é preciso que alcancem gestores e bases. “É reconhecido que, ao longo da sua trajetória, o Banco do Brasil foi pioneiro em alguns aspectos, como, por exemplo, a utilização do nome social para funcionários e funcionárias trans e, agora, diante da apresentação feita pelo banco, vemos uma busca de protagonismo e aprimoramento das práticas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I), o que avaliamos como muito positivo. Mas precisamos que isso alcance os gestores e as bases, para que o tratamento igualitário de mulheres, negros, pessoas com deficiência (PCDs) e LGBTQIA+ realmente aconteça dentro da empresa”, destacou Fernanda. O Banco do Brasil tem hoje 42% de mulheres, 24,6% de negros e negras e 2% de PCDs, longe de representar o percentual da sociedade brasileira, que possui 51% de mulheres, 56% de negros e negras e 7% PCDs. “Quando olhamos os cargos gerenciais e de liderança dentro do banco, esse percentual é pior ainda”, ressaltou Fernanda. A grande diferença salarial entre os funcionários, dependendo do gênero e da cor também voltou à mesa de negociação. A remuneração média das mulheres bancárias é 22% inferior a dos homens bancários. Enquanto a remuneração média das mulheres pretas bancárias é 40,6% inferior a dos homens brancos (em outras palavras elas recebem 59% do que os homens bancários recebem), conforme análise feita pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2021. Escuta ativa Escutas realizadas pelo banco com diversos grupos, incluindo BB Black, PCDs, autistas, neuro divergentes, LGBTQIA+ e mulheres, revelou que todos apontaram a questão do encarreiramento como um problema comum. Isso significa que todos os grupos afirmaram que sofrem resistência para ascender dentro do banco. Os representantes das federações na CEBB trouxeram no encontro diversos casos de funcionários e funcionárias altamente capacitados, mas que tiveram o processo de encarreiramento prejudicado, seja por falta de equipamentos adequados, como no caso das pessoas com deficiência, seja por misoginia, racismo, homofobia ou capacitismo, por parte de lideranças que reproduziram preconceitos nas relações de trabalho. Fernanda Lopes lembrou que o movimento sindical bancário sempre destacou essa realidade nas mesas por igualdade de oportunidades. “Temos que entender que o BB está presente num país de dimensão continental, que abriga diversas realidades, onde todo esse posicionamento público e de marketing, que o BB faz em favor da diversidade, precisa ser interiorizado e aplicado de fato dentro da empresa e em todas as regiões”, pontuou a coordenadora. O banco afirmou que está em andamento um estudo para diagnóstico da diversidade no BB, paralelo a um trabalho para infundir melhores práticas de respeito e relacionamento, plano de comunicação integrado e criação de programas específicos, “considerando a transversalidade do tema”, ou seja, as dificuldades comuns aos grupos que reivindicam igualdade de oportunidades dentro da empresa. Além disso, estão sendo realizados encontros sobre o tema diversidade em unidades de todo o país, não só nas capitais, com o objetivo de capacitar as lideranças sobre o respeito às diferenças e como não reproduzir a violência do preconceito. Balanço “Nosso balanço do encontro é que houve avanço na pauta diversidade, com as propostas que estão sendo colocadas em andamento pelo banco. E acreditamos que a evolução desse tema no BB deve incentivar outras empresas e outros bancos a valorizar a questão da diversidade”, disse a coordenadora da CEBB. Para Fernanda, “esse encontro também ressalta a importância de mantermos essa ponte entre o movimento sindical e o banco, até porque são os sindicatos que estão no dia a dia, acompanhando as demandas das funcionárias e funcionários e que foram responsáveis por criar a mesa por igualdade de oportunidades no campo das negociações com o banco”, completou. O Grupo Matricial da Diversidade, responsável dentro do banco pela implementação das ações para promoção da diversidade e igualdade de oportunidades, apresentou o plano de atividades sobre o tema.Entre as ações que o banco apresentou, estão: escuta ativa dos grupos BB Black Power, PCDs, BB Azul, Autistas no BB, Neuro divergentes, LGBTQIA+, Liderança Feminina, Mulher na TI; estudo do diagnóstico da diversidade no BB e melhores práticas; plano de comunicação integrado; e criação de programa específico. O movimento sindical avaliou como positivo o resultado da mesa de negociação e exigiu celeridade na realização das ações. *Fonte: Contraf-CUT
Comitês de Luta organizam Mutirão Contra os Juros

Nos dias anteriores à próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) será realizado o Mutirão Contra os Juros. Organizado pelos Comitês Populares de Luta, o movimento visa pressionar o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, a baixar a taxa básica de juros Selic, hoje em 13,75% ao ano. O Copom se reúne nos próximos dias 1º e 2 de agosto. Vinícius Assumpção, vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que atua na coordenação dos Comitês de Luta dos Bancários, antecipa que “os bancários estarão no Mutirão, com toda sua força, como sempre, para defender a queda dos juros, pois é isso que Brasil precisa e exige”. Como explicou Vinícius, a categoria bancária tem uma organização muito bem estruturada em todo o país, com tradição de organização e trabalho conjunto. “Vamos engrossar o coro pelos juros baixos já. O presidente do BC precisa atender a essa demanda que é dos trabalhadores e também dos setores produtivos. Se não, deve sair”, afirmou. O dirigente lembrou que, nas manifestações anteriores pela queda dos juros, que têm acontecido desde fevereiro, “a categoria bancária demonstrou que tem papel fundamental nessa luta pela retomada do crescimento econômico, pela sua força, por estar presente em praticamente todas as localidades e pela capacidade de mobilização. Desta vez, não será diferente”. Pela retomada do crescimento Com a Selic em 13,75%, descontado o índice da inflação, o Brasil mantém o maior nível de juro real do mundo, ao redor de 9,4%. As taxas elevadas puxam as atividades econômicas para baixo e impedem a geração de emprego e renda. Para a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, “os juros nesse patamar aumentam a dívida pública, pois elevam os gastos do governo com os títulos da dívida pública, e esse dinheiro poderia ser usado para investimento na infraestrutura do país, saúde e educação, setores necessários à população e que estimulam a atividade produtiva”. Juvandia explica que os juros altos também deixam o crédito e o financiamento mais caros, aumentando o endividamento das famílias, que acabam consumindo menos. “Consumo baixo reduz a produção porque as empresas não vendem, e se não vendem, demitem. Os juros precisam cair já, para que a economia possa avançar”, defende Juvandia, que também é vice-presidenta da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Mobilização dos bancários Os bancários têm participado ativamente das mobilizações dos trabalhadores pela redução dos juros no Brasil. Durante as reuniões do Copom, a esfera do BC que decide a movimentação da Selic, a categoria participa dos atos, realizados em frente a todas as 10 sedes do BC espalhadas pelo país e em locais de grande circulação das grandes cidades. *Fonte: Contraf-CUT
CEE se reúne com representantes da Caixa para debater assédio moral e Plano de Funções Gratificadas (PFG) nesta quinta-feira (27)

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal e representantes do banco têm encontro marcado nesta quinta-feira (27), em Brasília. A reunião tem o objetivo de dar continuidade às negociações sobre questões que afetam o dia a dia de trabalho nas unidades da Caixa. Na pauta estão, entre outros temas, o assédio moral, com cobrança abusiva de metas, e o Plano de Funções Gratificadas (PFG). A reunião será presencial, a partir das 16h30. “Temos muitas pautas represadas e precisamos avançar em melhorias efetivas. O Conquiste tem piorado e cada vez mais com metas desumanas, isso reflete em mais adoecimento dos colegas, que já estão estafados”, disse a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Fabiana Uehara Proscholdt. Segundo Fabiana, também é importante debater outros temas, como carreira, teletrabalho e acessibilidade. “Ou seja, assuntos para negociarmos é o que mais temos”, completou a coordenadora. *Fonte: Contraf-CUT