
A primeira mesa de negociação específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026 com a Caixa aconteceu nesta quarta-feira (8). Além do Saúde Caixa, a pauta incluiu questões referentes à diversidade, como a garantia de direitos para pessoas com deficiência e neurodivergentes, combate ao racismo, igualdade de oportunidades para mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+, empregadas com mais de 40 anos.
Durante a mesa de negociação, os dados apresentados pela Caixa reforçam a necessidade de acabar com o teto de 6,5% da folha de pagamento para os gastos do banco com o Saúde Caixa.
A Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) considera que os números confirmam que a limitação da participação da empresa no custeio do plano pressiona os empregados, aposentados e pensionistas, justamente em um cenário de aumento permanente dos custos assistenciais.
No encontro, a representação dos empregados defendeu o fim do teto, a retomada do modelo de custeio com participação de 70% da Caixa e 30% dos usuários, a manutenção dos princípios de solidariedade, mutualismo e pacto intergeracional, além da defesa do Saúde Caixa para todos, com fim do teto de custeio, isonomia de direitos para contratados a partir de setembro de 2018 e melhoria da rede de atendimento.
De acordo com os dados da Caixa, em 2025 o Saúde Caixa registrou despesas assistenciais de R$ 4,294 bilhões, despesas totais de R$ 4,387 bilhões e receita total de R$ 3,759 bilhões. A participação da Caixa, limitada a 6,5% da folha de pagamento e proventos, foi de R$ 2,063 bilhões. Já os usuários contribuíram com R$ 1,392 bilhão em mensalidades e R$ 303,5 milhões em coparticipação.
Para a CEE, o teto estatutário distorce o modelo de custeio do Saúde Caixa. O plano foi construído com base na solidariedade entre ativos, aposentados, pensionistas e dependentes. Ao limitar a contribuição da empresa, o teto quebra esse equilíbrio e aumenta progressivamente o peso sobre os usuários.
*Fonte: Contraf-CUT


