CEE volta a cobrar da Caixa soluções para problemas enfrentados por empregados

A negociação de soluções para os problemas enfrentados pelos empregados, em sua rotina de trabalho, voltou a ser a cobrada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal. Fabiana Uehara Proscholdt, coordenadora da CEE, falou de alguns problemas, da falta de estrutura e do adoecimento dos empregados. “O banco continua com cobranças abusivas de metas, assim como com os inúmeros problemas de sistema e com sobrecarga de trabalho. Estes problemas se juntam a muitos outros para os quais já pedimos soluções faz tempo, e acabam adoecendo os colegas, que precisam se virar para atender os clientes e beneficiários de programas do governo, executados pela Caixa”, disse. A representação dos empregados considera que a mesa de negociações com a Caixa tem sido pouco efetiva. “Às vezes, esta mesa parece um monólogo. Não parece que estamos dialogando. Esse espaço teria que ser para construção, mas o que parece é que os representantes da Caixa anotam o que a gente fala apenas para rebater, não para entregar soluções aos problemas enfrentados pelos empregados”, criticou o representante da Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores do Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ), Rogério Campanate. Em reuniões passadas, os representantes dos empregados já haviam reclamado dessa falta de efetividade das mesas de negociações com a Caixa, que “se tornou um espaço de informes de medidas já tomadas pelo banco, sem sequer comunicar antecipadamente à representação dos trabalhadores”. Eliana Brasil, empregada da Caixa e secretária executiva da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressaltou que a Caixa precisa escutar os trabalhadores. “Os problemas são os mesmos em todo o país. A Caixa precisa escutar as reclamações que trazemos aqui como apontamentos do que precisa ser solucionado e apresentar soluções. Sabemos que existe muita coisa a ser arrumada, devido ao desmonte causado nos últimos quatro anos, mas temos que mostrar que esta é uma nova gestão”, afirmou Eliana. Problemas sistêmicos Os empregados, e também os clientes, sofrem com os constantes “incidentes” em sistemas da Caixa, que admitiu estar fazendo “ajustes de configurações e correções sistêmicas” nas funções de pagamento instantâneo (PIX), automação de produtos/serviços (Sisag), operações imobiliárias (Siopi), risco de crédito (Siric) e gerenciador de atendimento (SIPNL). “A Caixa admitiu problemas em cinco sistemas, mas eles existem de forma geral e atrapalham o atendimento e o cumprimento das metas impostas pelo banco”, observou Fabiana Uehara. “Temos problemas até no sistema que deveria detectar problemas nos sistemas”, ressaltou o dirigente da Contraf-CUT, Rafael de Castro, referindo-se às falhas no Sistema de Ocorrência e Alertas (Sinal). Reclamações recebidas pelos sindicatos dão conta de que o SSFGTS, Novonegocios, Siart, Siopi, Sifec, Ciweb ficaram inoperantes por dias seguidos, além de constantes “incidentes” no Siric, SIPNL, Sisag, SICTD, Cemoc, Sipon. “Sem falar nas contas de fundo automático, que amanheceram sem saldo”, acrescentou Fabiana. Metas A coordenadora da CEE observou que tanto os representantes do banco, quanto dos trabalhadores na mesa de negociações são empregados da Caixa. “Todo mundo aqui conhece a realidade do banco e sabe o que é preciso ser feito. Nós, do movimento sindical, defendemos os trabalhadores, mas conhecemos e defendemos a Caixa por sua importância para o país e também sabemos que ela precisa obter bons resultados. Mas, não podemos colocar o resultado financeiro acima da importância social do banco e, tampouco, deixar de pensar em formas de alcançá-los, sem adoecer nossos colegas, que precisam de sistemas que funcionem, equipamentos de trabalho e mobiliário adequados e suporte da empresa. E que precisam de ambiente de trabalho sem assédio, nem cobrança abusiva de metas”, afirmou a coordenadora. Segundo Fabiana, apesar do perfil social da Caixa, os empregados são cobrados por metas em diversos “times de vendas”. “E, infelizmente, o banco não tem deixado que nossas reuniões tragam soluções para esse problema. Mudou a gestão e a equipe de negociação. Mas tudo continua como antes. Temos uma cláusula em nossa CCT (Convenção Coletiva de Trabalho) que diz que os bancos precisam negociar as metas e as formas de seu acompanhamento. E, mesmo assim, o banco não negocia”, completou a coordenadora da CEE. Venda “complementar” Para Rafael de Castro, quando se fala em metas, a menina dos olhos da Caixa são as operações de crédito. Mas não apenas as operações de crédito propriamente ditas e sim as vendas de produtos que são atreladas à oferta de crédito. “No dia a dia das agências, o crédito é utilizado como isca para a venda de seguros, de cartões e outros produtos do portfólio do banco, que nem sempre são adequados, tampouco de interesse dos clientes”, criticou. Segundo Rafael de Castro, a Caixa precisa reconhecer que as metas não podem ser atingidas e que a forma como elas são impostas obrigam a venda casada, que é proibida no país. “Isso precisa acabar. A Caixa precisa resgatar a dignidade da população, sua prioridade não é vender seguro, ou título de capitalização. Esses produtos trazem rentabilidade para o banco? Trazem. A Caixa precisa atuar nesse mercado, mas sem perder o foco da sua missão, que é bancarizar o país, atender a população e ofertar crédito para o desenvolvimento do país”, disse o dirigente da Contraf-CUT. De acordo com Campanate, a Caixa alega que as metas dos produtos são para atender necessidades dos clientes. Na realidade, da forma como as metas são distribuídas, os empregados são obrigados a ‘empurrar’ produtos que os clientes não necessitam, para cumprir as metas. Não se pensa em ‘atender necessidades dos clientes. “Aliás, as metas atribuídas às unidades sequer refletem as necessidades financeiras da unidade, fazendo com que aquelas que atingem alta performance nos objetivos atribuídos, pela direção da empresa, apresentem prejuízos milionários. Isso também penaliza financeiramente empregados em ‘alta perfomance’, que cumprem os objetivos e tem a remuneração reduzida em razão da queda do porte da unidade”, ressaltou Campanate. Novo GDP Ao final da reunião, a coordenadora da CEE também cobrou negociação sobre o “Minha Trajetória”. “A Caixa disse que não usaria mais o GDP (antigo programa de Gestão de Desempenho de Pessoas, que foi extinto pela atual
Caixa renegocia R$ 1,5 bilhão em dívidas em um mês do Programa Desenrola

Com um mês de operação do Programa Desenrola, a Caixa Econômica Federal renegociou R$ 1,5 bilhão em dívidas. Neste período, o banco regularizou mais de 88 mil contratos de 70 mil clientes. A informação consta do balanço divulgado na noite desta quarta-feira (16). De acordo com a instituição financeira, 92% das propostas foram renegociadas à vista. Os principais tipos de dívidas regularizadas são em operações de cartão de crédito, cheque especial e Crédito Direto ao Consumidor (CDC). O Desenrola tem o objetivo de reduzir o endividamento da população. O programa oferece desconto de até 90% nos débitos quitados à vista. Mas é possível parcelar a dívida em até 120 meses, com entrada e primeira parcela para 30 dias. A Caixa oferece condições especiais de renegociação, como incorporação, pagamento parcial e utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), no caso de financiamentos imobiliários. Personalizadas para cada contrato, as condições podem ser verificadas no aplicativo Habitação Caixa Canais de atendimento Através do site Negociar Dívidas é possível verificar as condições oferecidas no Programa Desenrola e no programa próprio de renegociação da Caixa e os percentuais de descontos e os contratos contemplados. Outras informações sobre o Desenrola estão disponíveis no site do banco, nas agências bancárias e no telefone Alô Caixa, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800-104-0104 (demais regiões). *Fonte: Agência Brasil
Caixa divulga balanço com lucro de R$ 4,5 bilhões no primeiro semestre

Balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal, nesta quarta-feira (16), mostra que o banco registrou lucro líquido de R$ 2,6 bilhões no segundo trimestre de 2023. O lucro acumulado no primeiro semestre chegou a R$ 4,5 bilhões, apontando alta de 3,2% frente os seis primeiros meses do ano passado. De acordo com informações do banco, o lucro foi puxado por um aumento na margem financeira e nas receitas com prestação de serviço. Também houve alta expressiva na carteira de crédito. O resultado mostra que a Caixa teve um crescimento de 40,9% em seu lucro de um ano para o outro, comparando os números do segundo trimestre deste ano com os do mesmo período de 2022. Segundo a companhia, o principal destaque do balanço deste trimestre é o aumento de 16,7% na margem financeira. Esse é um indicador operacional que representa a diferença entre todas as receitas da empesa (geradas, principalmente, a partir da cobrança de juros sobre os clientes) e as despesas. A margem financeira da Caixa foi de R$ 14,9 bilhões no segundo trimestre. Além disso, a receita com prestação de serviços também cresceu e chegou a R$ 6,3 bilhões entre abril e junho, uma variação positiva de 2,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A carteira de crédito do banco encerrou o segundo trimestre com um saldo de R$ 1,06 trilhão, alta de 14,4% em um ano. Essa carteira é a soma de todo o saldo devedor de empréstimos e financiamentos realizados pelo banco. Ainda segundo o balanço, a Caixa entregou R$ 132,5 bilhões em crédito no período, com destaque para os seguintes segmentos: agronegócio, com alta de 60,5%; crédito imobiliário, com alta de 15%; crédito para pessoa jurídica, com alta de 11,8%; crédito comercial para pessoa física, com alta de 9,6%; e saneamento e infraestrutura, com alta de 5,3%. *Fonte: G1
Saúde Caixa: representação dos empregados critica números apresentados pelo banco

Representantes dos empregados no Grupo de Trabalho Saúde Caixa, em reunião na última terça-feira (15), questionar o banco, mais uma vez, sobre a demanda dos empregados de remover a limitação de 6,5% da folha de pagamentos e proventos para custeio do Saúde Caixa. No encontro, que aconteceu em Brasília, a coordenadora da representação dos trabalhadores, Fabiana Uehara, ressaltou que a aplicação do teto vai inviabilizar a sustentabilidade do plano. “O banco tem divulgado uma revisão no estatuto. A gente quer saber qual parte do estatuto é analisada e esperamos que a retirada deste limitador esteja contemplada. Esta é uma demanda dos empregados e da representante dos trabalhadores no Conselho de Administração desde 2017. Se a Caixa não aprofundar o debate, entraremos num impasse”, disse Fabiana. A representação dos empregados continua crítica às divergências dos números apresentados pelo banco. Entre os pontos, destaque para a diferença de R$ 82 milhões nas contribuições dos usuários que não estão inseridas nas reservas do plano, conforme apresentação do relatório do banco. A Caixa buscou justificar os números e, diante das contestações dos representantes dos empregados, a empresa se comprometeu a enviar um documento justificando os números, inclusive a diferença no valor dos fundos de reservas desde a constituição do plano até 2022. O banco informou ainda que aquele seria o último encontro do grupo e que os assuntos debatidos seriam encaminhados à mesa permanente. A decisão foi imediatamente questionada pela representação dos trabalhadores. “O debate ainda está inconclusivo. Até o momento a Caixa não trouxe respostas suficientes, ainda não temos pleno acesso a dados que são base para construirmos em conjunto um modelo eficiente e custeio justo a todos os empregados”, avaliou Fabiana Proscholdt. A coordenadora ressaltou que “se os números solicitados desde o início das discussões no GT fossem apresentados, já teríamos avançado muito. Depois de tantas reuniões a gente não ter, de fato, uma resposta para dar aos usuários é muito frustrante.” O representante dos trabalhadores no GT, Leonardo Quadros destacou que a decisão fere o Acordo Coletivo, que prevê a manutenção do grupo para tratar do Saúde Caixa, sua sustentabilidade e qualidade. “A Caixa precisa fornecer acesso às bases primárias do plano, com dados certificados, para que a consultoria contratada pela representação dos empregados faça as avaliações necessárias a fim de aprofundarmos os debates do custeio do plano”, reforçou Quadros. Também representante dos empregados, Maria Lúcia Dejavitte, reforçou o posicionamento. “O sentimento que fica é que o GT não cumpriu seu objetivo e as reuniões são apenas informes e não uma discussão aprofundada dos apontamentos que fizemos aqui. Esse GT é visto como oportunidade de criar algo que é muito valioso para os empregados, especialmente os aposentados. Quando saímos de uma reunião sem uma notícia, desperta uma ansiedade muito grande neles”, afirmou. A Caixa, depois dos questionamentos, recuou e informou que vai dar continuidade ao GT. O calendário dos encontros ainda será definido. A representação dos empregados reforçou a necessidade de aprofundar o debate em diversos pontos, inclusive sobre prevenção de doenças e promoção da saúde – ações que reduziriam os custos do plano. “Isso vai refletir na melhoria da saúde ocupacional e da qualidade de vida dos empregados da ativa, aposentados e seus dependentes. Além de reduzir os custos, o plano deixará de tratar doenças e passará a tratar as pessoas”, ressaltou Fabiana. Empresa de auditoria A representação criticou novamente a mudança nos contratos de auditoria. Além da preocupação com a equipe de empregados da Cesad, que hoje realiza os serviços, os representantes criticam o escopo da contratação da nova empresa, que extrapola o papel de auditoria e tem atribuições como rotinas de credenciamento, por exemplo. “Isto demonstra um claro problema de gestão”, observou Fabiana Uehara. *Fonte: Contraf-CUT e Fenae
Contraf-CUT e Fenae têm reunião com relator de projeto que libera abertura de bancos em finais de semana

Nesta segunda-feira (15), representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) se reuniram com o novo relator do PL 1043/2019, que volta a tramitar. O projeto obriga os bancos a abrir as agências aos sábados, das 9h às 14h, e aos domingos, das 9h às 13h. O secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT, Jeferson Meira, o Jefão, que é o responsável da Confederação pelo acompanhamento das pautas de interesse dos trabalhadores em tramitação no Congresso Nacional, falou sobre a reunião. “Trouxemos nossas preocupações e posicionamentos ao relator e mostramos porque defendemos o arquivamento deste projeto. Trata-se de um projeto pernicioso, que pode aumentar ainda mais a pressão por metas e o assédio sobre a categoria bancária, e, consequentemente, gerar ainda mais adoecimento de trabalhadores, que já sofre demais com as cobranças abusivas”, disse. Jefão lembrou que para a abertura em casos excepcionais, como feiras e eventos de negócios, ou situações emergenciais, são realizados acordos específicos para que bancários possam trabalhar em dias não úteis, sem que haja alteração na jornada de toda a categoria. O secretário explicou, ainda, que a jornada da categoria é reduzida para que haja tempo de relaxamento para os trabalhadores, que desempenham suas tarefas em constante pressão, seja devido à cobrança abusiva de metas pelos gestores, seja porque manipulam grandes quantidades de recursos financeiros, o que gera sensação de insegurança e medo de assaltos. “A categoria é a que tem maior índice de afastamentos para tratamento de saúde, sendo os transtornos mentais o mal de maior incidência”, disse Jefão. Segundo o autor da proposta, o horário de funcionamento das agências, hoje, se sobrepõe à jornada de trabalho da maioria da população, sendo necessária a abertura das agências nos finais de semana. O diretor de Administração e Finanças da Fenae, Marcos Saraiva, o Marcão, contesta a argumentação do autor do projeto e explica que a digitalização do setor bancário e o aumento das transações digitais é uma realidade que contempla a necessidade da população. E ressalta os prejuízos aos trabalhadores. “Se o objetivo é melhorar o atendimento à população, deveria aumentar as contratações, colocar mais bancários nas agências. Na nossa opinião, a intenção da proposta é atender o interesse do mercado financeiro e aumentar ainda mais o lucro dos bancos em detrimento da saúde dos trabalhadores”, enfatizou Marcão. Luta antiga Desde 2019, quando o autor do projeto, apresentou a proposta, o movimento sindical bancário vem lutando contra sua aprovação, o que levou à retirada de pauta diversas vezes. “Queremos mais do que a retirada de pauta, queremos o arquivamento definitivo”, disse Jefão. O dirigente da Contraf-CUT lembra, no entanto, que antes mesmo do PL 1043/2019, já houve diversas tentativas de aprovação de leis que autorizam a abertura dos bancos aos finais de semana. “A pauta já surgiu no Congresso de diversas formas, por projetos de lei ou por medidas provisórias. Até mesmo colocadas como ‘jabutis’ em propostas sem qualquer ligação com o tema. Seja por sua ilegalidade, seja pela pressão exercida pelos trabalhadores, conseguimos derrubá-las. Mas o assunto, vira e mexe volta à pauta. Com certeza existem interesses escusos nisto. Temos que nos manter mobilizados e continuar acompanhando este projeto e todos os outros que são interesse dos trabalhadores, para lutar contra aqueles que nos prejudicam e apoiar aqueles que nos trazem novas conquistas”, ressaltou Jefão. Fonte: Contraf-CUT e Fenae
Previc aprova nova resolução sobre fundos de pensão

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aprovou uma nova resolução para as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). Segundo a Superintendência, a Resolução 23 representa a mais abrangente revisão das normas que regem as EFPC e consolida, após análises e revisões, um total de 40 normativos editados desde 2007. De acordo com a autarquia, o objetivo é rever excessos regulatórios, aumentar a segurança jurídica para os gestores de fundos de pensão e os servidores e auditores fiscais do órgão, simplificando o trabalho das EFPC. O comunicado da Previc afirma: “Os participantes e assistidos serão beneficiados pela melhoria das regras que possibilitarão um sistema mais resiliente, solvente e relevante para o país.” A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) informou que vai analisar todos os pontos da Resolução 23, que deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana. *Fonte: Fenae
Seminário de Integração Sindical Brasil-Itália debate desafios e perspectivas do movimento sindical

A frase “Bons ventos sopram a nosso favor!” marcou a abertura do Seminário de Integração Sindical Brasil-Itália, nesta terça-feira (15). O encontro foi uma parceria entre a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação das Trabalhadoras e Trabalhadores no Ramo Financeiro do Estado do Rio de Janeiro (Federa-RJ). O evento contou com a presença do vice-presidente da Contraf-CUT, Vinicius Assumpção, o presidente da Fisac/CGIL Firenze (Federação Italiana de Trabalhadores de Seguros e Cooperativas de Crédito, de Florença, filiada à CGIL, a Confederação Geral Italiana do Trabalho) e a presidente da Federa-RJ, Adriana Nalesso. Também participaram os presidentes e dirigentes dos sindicatos de Campos, Niterói, Petrópolis, Rio e Teresópolis. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ, falou sobre as mudanças, desafios e perspectivas do movimento sindical, principalmente na categoria bancária. Entre os destaques, segundo a presidenta, está preocupação com a inovação tecnológica e os dados que indicam um decrescente número de sindicalização. No ramo financeiro, por exemplo, de 1 milhão e 610 mil trabalhadores do setor, apenas 19% são sindicalizados. Adriana ressaltou que o movimento sindical bancário resiste e as conquistas avançam. A presidenta lembrou uma frase do presidente Lula, que serve de motivação: “Não importa onde você está, e sim aonde quer chegar”. O vice-presidente da Contraf-CUT avaliou que o encontro mostrou que “há muita coisa em comum no Brasil e na Itália, como o ataque aos direitos trabalhistas e a precarização das condições de trabalho”. “O intercâmbio foi fundamental e agora tentaremos criar uma pauta única, com pontos de interesse de toda a classe trabalhadora, como a regulamentação do sistema financeiro, não apenas no Brasil, mas no mundo todo”, disse. O dirigente ressaltou ainda que “o setor praticamente não apresenta nada de produtivo no sentido de gerar emprego e renda, pois o dinheiro fica apenas voltado para a especulação, e essa é uma questão que podemos tratar de forma unificada”. O italiano Yuri Domenici, presidente da Federação dos Trabalhadores do Crédito e Seguro de Florença, valorizou a oportunidade e afirmou também que eles vivem desafios parecidos com os da nossa realidade: terceirização, fechamento das agências e a tentativa de reconquistar os benefícios para todos os trabalhadores da categoria. Domenici disse que não existem bancos públicos no país e que o presidente de extrema-direita eleito acabou com o salário-mínimo. Por isso, no dia 7 de outubro será realizada uma grande manifestação na Itália, pela garantia de direitos dos trabalhadores. O italiano defendeu a resistência do movimento sindical à “especulação financeira, que tem aumentado a desigualdade econômica no mundo, causando fome e pobreza”. Para ele, é necessário “atuar para acabar com as apostas do jogo financeiro, e essa é uma batalha enorme que somente a união da classe trabalhadora pode ganhar”. *Fonte: Federa-RJ ne Contraf-CUT
Lucro da Caixa Seguridade chega a R$ 822, 6 milhões no segundo trimestre

O lucro líquido recorrente da Caixa Seguridade bateu o recorde de R$ 822,6 milhões no segundo trimestre. O valor significa uma alta de 20,8% em comparação com o mesmo período de 2022. De acordo com a companhia, este é o maior resultado em três meses da história do grupo. A holding apresentou um lucro líquido, no semestre, de R$ 1,663 bilhão, crescimento de 34,3% em comparação à primeira metade de 2022. Segundo a empresa, “a sequência de bons resultados reflete o desempenho comercial e o amadurecimento da estrutura de parcerias estratégicas e corretora própria implantadas” O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) fechou o segundo trimestre em 55,4%, um aumento de 9,9 pontos percentuais em relação a igual período de 2022. As receitas operacionais cresceram 22,2% na comparação anual para R$ 1,085 bilhão frente ao segundo trimestre de 2022. No primeiro semestre de 2023, as receitas operacionais cresceram 36,6% em igual base para R$ 2,172 bilhões. As receitas de participações societárias corresponderam a 55,7% das receitas operacionais e cresceram 26,6% na relação entre o segundo trimestre de 2022. De acordo com a Caixa Seguridade, os destaques do período foram as investidas Caixa Residencial, Caixa Vida e Previdência e Caixa Consórcios. As receitas provenientes dos negócios de distribuição – que compreendem as receitas de corretagem, comissionamento e acesso à rede de distribuição e uso da marca – apresentaram crescimento de 17,1% na comparação com o segundo trimestre de 2022 a R$ 481 milhões. O índice de sinistralidade de seguros apresentou melhora de 1,9 ponto percentual no segundo trimestre ante igual período do ano passado e ficou em 20,6%. O segmento de seguros, que considera também os serviços de assistência, apresentou no segundo trimestre de 2023 crescimento de 5,6% em prêmios emitidos. A receita dessa linha atingiu R$ 2,248 bilhões no período. Na visão semestral, os prêmios emitidos cresceram 10,3% na base anual para R$ 4,465 bilhões. Conforme a Caixa Seguridade, foi o melhor resultado para um primeiro semestre na história da companhia no segmento de seguros. As contribuições dos planos de previdência e os prêmios emitidos de risco registraram o montante de R$ 6,5 bilhões no segundo trimestre de 2023. O valor equivale a uma redução de 24,5% em relação a igual período de 2022. As reservas do segmento de previdência registraram o montante de R$ 144,4 bilhões no final de junho de 2023, crescimento anual de 17,3%. O segmento de Consórcio registrou o volume de R$ 3,7 bilhões em cartas de crédito comercializadas no segundo trimestre de 2023, crescimento de 31,2% em relação ao mesmo período de 2022. O resultado financeiro líquido de tributos na visão consolidada, que considera o efeito de todas as participações na proporção devida à Caixa Seguridade, representou 29% do lucro líquido da Caixa Seguridade no período. Dessa forma, o desempenho do resultado financeiro com a elevação das receitas operacionais e melhora da sinistralidade contribuiu para a melhora de 5,6 pontos percentuais do Índice Combinado Ampliado do segundo trimestre de 2023 frente ao mesmo período de 2022. *Fonte Valor Investe
Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental será lançada nesta terça-feira (15)

Nesta terça-feira (15/08), às 15h, acontece o lançamento da Frente Parlamentar Mista para Promoção da Saúde Mental, uma iniciativa para promover o debate sobre saúde mental no Legislativo brasileiro. A solenidade será realizada no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. A criação da Frente é um passo fundamental para intensificar e qualificar o debate sobre saúde mental no Congresso Nacional. Isto mostra que nosso Sindicato está à frente nessa discussão, quando lançou no dia 23 de novembro de 2022, em parceria com o Departamento de psicologia da UFF/VR, o projeto onde baseia-se no estudo do trabalho bancário e suas repercussões na saúde dos trabalhadores. A criação da frente parlamentar, nos possibilitará reivindicar direitos, relativos a saúde do trabalhador bancário e fazer propostas baseadas em nosso projeto.
Terceirização no Saúde Caixa preocupa Comissão Executiva dos Empregados (CEE)

Processo de licitação dos serviços de auditoria do Saúde Caixa é motivo de preocupação para os trabalhadores. Ele vem sendo estudado há dois anos pelo banco e amplia a atuação de trabalhadores terceirizados no plano de saúde das empregadas e empregados do banco. A medida pode colocar em risco os empregos de concursados que atuam na Centralizadora Nacional Saúde Caixa (Cesad). A informação de que, há dois anos, a ampliação dos serviços de empresas de auditoria do Saúde Caixa está sendo estudada foi passada na reunião do GT Saúde Caixa, de 11 de agosto, após questionamentos da Comissão Executiva dos Empregados (CEE). A coordenadora da CEE da Caixa Econômica Federal, Fabiana Uehara Proscholdt manifestou sua preocupação. “Ficamos preocupados com a informação de que faz dois anos que há um estudo sendo realizado para a contratação de serviços de auditoria médica, com novo escopo. Como o assunto não havia sido anteriormente tratado em qualquer um dos nossos fóruns com a Caixa, como o GT, Conselho de Usuários ou mesa permanente, fomos buscar os documentos, e o que encontramos é preocupante.” Terceirização à vista De acordo com os contratos atuais (Pregão Eletrônico 093/7073-2017 – GILOG/RE), as empresas de auditoria devem realizar os serviços técnicos de auditoria, avaliações técnicas, perícias e assessoria em saúde, inclusive a digitalização dos documentos de cobrança em sistema próprio, emissão de pareceres e relatórios, inclusões e atualizações no sistema de processamento de dados. A ampliação dos serviços podem ser constatadas ao se analisar os editais para contratação de serviços de auditoria (Pregão Eletrônico Nº 281/5688-2023 – CECOT), que definem que as empresas que vencerem a disputa prestarão serviços de regulação, processamento de contas e credenciamento em saúde suplementar para operacionalização dos benefícios de assistência e programas relacionados à saúde referente a atendimentos, processos, solicitações de beneficiários, empregados e conveniados, e prestadores da rede credenciada no âmbito dos municípios de abrangência do contrato. Como explicou o médico Albucacis de Castro Pereira, assessor de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), trata-se da terceirização de toda a opração. “Não se trata de contratação de serviços de auditoria, mas sim da terceirização de toda a operação. Muito do que está previsto no edital está ligado a serviços tipicamente executados por operadoras. Terceirizar o credenciamento é terceirizar o coração do plano de assistência médica”, afirmou. A próxima reunião do GT Saúde Caixa está marcada para esta terça-feira (15), de forma presencial, em Brasília. *Fonte: Contraf-CUT