Saúde Caixa: proposta será votada na próxima terça-feira (5)

Na próxima terça-feira (5) serão realizadas assembleias, em sindicatos de todo país, para aprovação do aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Saúde Caixa. A votação será pela internet, das 7h às 23h30. Basta acessar a plataforma criada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que estará disponível em assembleias de forma remota. A maioria dos sindicatos utiliza a ferramenta disponibilizada pela Contraf-CUT, mas segundo a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt, alguns sindicatos utilizam plataformas próprias para a realização da assembleia. “O ideal é que os colegas acessem o link que for divulgado pelo sindicato de sua respectiva base”, explicou Fabiana. Orientação A orientação do Comando Nacional dos Bancários é que a proposta seja aprovada. As dúvidas podem ser explicadas através de materiais produzidos pela Contraf-CUT e outras entidades, disponíveis na área restrita do site da Contraf-CUT. Estão disponíveis na área restrita do site da Contraf-CUT, o boletim Avante e um arquivo com perguntas e respostas sobre a proposta, além do simulador dos valores que cada um vai pagar nos casos de aprovação ou rejeição da proposta. Fabiana explicou que o simulador é bem simples. “O simulador é simples e didático. Quando o colega insere as informações de sua remuneração e o número de dependentes, o simulador já mostra quanto ele vai pagar, tanto no caso de aprovação da proposta, quanto no caso de recusa”, concluiu a coordenadora da CEE.
Ministério da Saúde aumenta lista de doenças relacionadas ao trabalho

Transtorno de ansiedade, depressão e tentativa de suicídio estão entre as patologias acrescentadas pelo Ministério da Saúde à lista de doenças causadas pelo trabalho, que passará de 182 para 347, um acréscimo de 165 patologias. Também a Covid-19 fará parte da lista, quando contraída no trabalho. A medida representa uma conquista do movimento sindical, que há tempos vem alertando à sociedade com campanhas de conscientização sobre o adoecimento dos trabalhadores do setor financeiro. Cobranças de metas abusivas, demissões e fechamento de postos de trabalho estão entre as principais causas do adoecimento da categoria, cada vez mais pressionada e sobrecarregada de trabalho. O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, além de participar das campanhas nacionais, vem promovendo ações em sua base, como a realização de uma pesquisa em parceria com a Universidade Federal Fluminense/Volta Redonda, que integra o Projeto de Saúde Mental no Trabalho Bancário. Representado pelo diretor Miguel Pereira, o sindicato também participou da Audiência Pública de Saúde Mental no Trabalho, realizada recentemente na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal, em Brasília. Durante a audiência, foi retomada a tramitação do Projeto de Lei, que inclui na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) dispositivo para o governo editar norma regulamentadora (NR) com medidas de prevenção e gestão de riscos no ambiente de trabalho, que podem afetar a saúde mental dos trabalhadores (riscos psicossociais). Dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o número de afastamentos entre os bancários do país, relacionado a problemas de saúde mental e comportamentais, corresponde a 57,1% do total em 2022. Informações do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense mostram que cerca de 15% dos seus associados estão afastados pelo INSS para tratamento de saúde, a maioria relacionada à Síndrome de Burnout, doença caracterizada pelo esgotamento emocional e físico.
Trabalhadores da Caixa se mobilizam contra a CGPAR 42

Empregados da Caixa Econômica Federal e de outras estatais realizaram um protesto em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, nesta quarta-feira (29), pedindo a revogação da Resolução da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR 42). A medida limita em até 50% o custeio das estatais aos planos de saúde dos seus trabalhadores e estabelece regras para os regulamentos internos e plano de cargos e salários das estatais, como o impedimento da incorporação da gratificação de cargo em comissão ou de função gratificada na remuneração de seus empregados. .Representantes dos trabalhadores e parlamentares foram recebidos pela secretária de Coordenação das Empresas Estatais, Elisa Leonel. Neste encontro, ficou estabelecido um prazo até 1º de março para uma comissão formada por representantes dos trabalhadores e da coordenação de estatais debaterem e formularem uma nova proposta de normativo. O grupo terá sua primeira reunião na próxima quinta-feira (7). O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, ressaltou que é fundamental a mobilização pela revogação da CGPAR. “Nós estamos em negociação para renovação do nosso acordo coletivo específico do Saúde Caixa e o que nós estamos vivendo na Caixa é o efeito desta normativa e do desgoverno que nós enfrentamos desde 2016”, destacou Takemoto. *Foto: Fenae/Divulgação
Visibilidade negra: fórum reafirma compromisso de combate à discriminação

Promovido pela Secretaria de Combate ao Racismo, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o VII Fórum Nacional pela Visibilidade Negra no Sistema Financeiro, apresentou diversas propostas para combater a discriminação racial. O secretário de Combate ao Racismo da Contraf-CUT, Almir Aguiar, falou sobre o encontro. “O evento reafirmou nosso compromisso de enfrentar e combater todas as formas de discriminação, como forma de promoção permanente da igualdade, independente do sexo, de raça, cor, orientação sexual, religião, identidade de gênero, fator geracional ou deficiência”, disse o secretário. Almir ressaltou que “as instituições bancárias devem respeitar os avanços conquistados com muita luta pelos movimentos sindical e social do país, colocando em prática o que está determinado no arcabouço legal do país e nos acordos trabalhistas do setor, como a Convenção Coletiva de Trabalho e os Acordos Coletivos de Trabalho”. Segundo o secretário, as propostas de ação “são necessárias para o estabelecimento de uma democracia plena no Brasil”. Confira as propostas apresentadas no fórum: – Fortalecer a campanha por mais contratação de negras e negros no sistema financeiro; – Realizar formação com a temática racial junto com a Secretaria de Formação Sindical; – Realizar o Dia Internacional de Luta contra a Discriminação Racial, com ênfase nos dados sobre a ausência de negros e negras no sistema financeiro; – Fortalecer a criação dos Coletivos de Combate ao Racismo nas federações e sindicatos; – Ampliar e estreitar parcerias e estabelecer alianças com o movimento negro e outros; – Acompanhar a inserção da população negra nos locais de trabalho, tanto na admissão como no encarreiramento, e nas instâncias do movimento sindical por meio de pesquisas e outras formas de monitoramento; – Envidar todos os esforços para as entidades sindicais incluírem mais negros e negras em suas direções; – Criar pautas do Coletivo Nacional de Combate ao Racismo para a minuta de reivindicações, com desdobramento na mesa temática de igualdade de oportunidades; – Apresentar ao Ministério da Igualdade Racial um programa de incentivo a empresas que aderirem a um programa de inclusão racial corporativo; – Atuar pela criação de um protocolo de intenções entre os bancos públicos e os ministérios da Igualdade Racial, da Educação e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, para promover a inclusão de bolsistas do Prouni (Programa Universidade para Todos) no programa de estágios; – Debater junto aos bancos um novo Censo da Diversidade; – Propor na mesa de negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) a reserva de 30% das vagas como cotas raciais para contratação em bancos privados; – Propor na mesa de negociação com a Fenaban a reserva de 30% dos cargos de confiança dos bancos privados como cotas raciais; e – Propor protocolo de intenções entre os bancos públicos e os ministérios da Igualdade Racial e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, para promover a reserva de 30% dos cargos de confiança dos bancos públicos para cotas raciais, atendendo ao Decreto 11.443/2023, que dispõe sobre o preenchimento por pessoas negras de percentual mínimo de cargos em comissão e funções de confiança no âmbito da administração pública federal.
Sindicato promove assembleia extraordinária sobre Previsão Orçamentária

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Sul Fluminense vai realizar uma assembleia geral extraordinária no próximo dia 30 de novembro, às 18h, em primeira convocação com dois terços de associados, ou às 18h30 em segunda convocação, com qualquer número de associados. Na pauta, leitura, discussão e votação da Previsão Orçamentária para o exercício de 2024, com parecer do Conselho Fiscal. Estão convocados todos os associados, quites com a entidade, para participarem da assembleia, que vai acontecer na Rua Rio Branco, nº 107, sala 301, Centro de Barra Mansa.
Adoecimento e condições de trabalho são temas de debate entre Fenaban e bancários

O Coletivo Nacional de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) realizou mais uma mesa bipartite de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na última sexta-feira (24). Banco do Brasil, Santander, Itaú, Caixa e Citibank, todos presentes à reunião, assinaram o aditivo da cláusula 61 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), sobre a prevenção de conflitos nos locais de trabalho e canais de denúncia. Os bancos Votorantim e Safra também anunciaram que vão assinar o aditivo. O Coletivo Nacional de Saúde da Contraf-CUT criticou a falta de sigilo na apuração das denúncias, o longo prazo para retorno e a não participação dos sindicatos na apuração. O cumprimento da cláusula 29 (antecipação salarial) também foi cobrado pelos representantes dos bancários, assim como a cláusula 65, que trata do adiantamento emergencial, sem que seja realizado nenhum desconto ao trabalhador, sem que o mesmo tenha recebido o benefício do INSS. Segundo os bancos, o desconto das antecipações salariais é efetuado por não receberem informações dos trabalhadores sobre o resultado das perícias e recursos do INSS. Já os representantes dos bancários argumentaram que a falta de informações resulta da ausência de um fluxo de acolhimento e orientação por parte dos bancos ao trabalhador. Eles disseram que o trabalhador fica desamparado, sem saber como proceder junto ao INSS e quais informações precisa enviar ao banco. Vacinação A campanha de imunização, com a vacina quadrivalente, será realizada entre abril e junho de 2024, segundo informações dos bancos. A apresentação dos números de adoecimento dos bancários, através do relatório do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), previsto na NR-7, voltou a ser cobrado pelos representantes dos trabalhadores. Suicídios Os bancos mostraram o número de suicídios na população em geral, provocados por causas multifatoriais. Os representantes dos bancários apresentaram casos de trabalhadores vítimas de suicídio e automutilação devido às metas abusivas e ao assédio moral. O tema deverá ser abordado em um seminário específico, com representantes dos bancários e da Fenaban, para debater sobre estratégias de prevenção. Ar-condicionado A falta de manutenção e renovação dos aparelhos foi mais uma cobrança dos bancários. Segundo eles, o problema se repete todos os anos. Foi lembrado que na Campanha Nacional Unificada de 2022, os bancários propuseram uma cláusula para assegurar a manutenção e renovação dos equipamentos. As próximas reuniões da mesa bipartite ficaram marcadas para a segunda quinzena de janeiro, e segunda semana de fevereiro. Ficou acertado o seguinte roteiro de temas para debate: cláusula 61 (prevenção de conflitos); emissão de CAT; PCMSO; e saúde mental.
Confira todos os itens da proposta para o Saúde Caixa

A Caixa Econômica Federal aceitou uma proposta para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho específico do Saúde Caixa. Foram quase seis meses de negociações com a representação dos empregados. O acordo mantém o percentual de contribuição dos titulares do plano em 3,5% sobre a remuneração básica. Para os que têm dependentes, foi fixado um limite para o comprometimento da renda dos trabalhadores, no máximo, em 7% por grupo familiar. Confira: A representação dos empregados reivindicou que a Caixa assumisse integralmente a despesa de pessoal desde 2021 e que usasse as reservas técnicas para zerar o déficit, sem contribuições adicionais. Também foi solicitada a recriação das estruturas regionais de Gestão de Pessoas e os Comitês Regionais de Credenciamento e Descredenciamento. O objetivo é melhorar o atendimento ao usuário. Caso haja cancelamento da adesão do plano, só será permitido o retorno, no mínimo, após dois anos. Para isso, será exigida a quitação de débitos e o cumprimento das carências previstas. Em relação à coparticipação, não houve mudanças. 30% sobre os procedimentos (excluindo internações e oncologia) e valor fixo de R$ 75 no pronto-socorro/pronto-atendimento, com limite anual de R$3.600 por grupo familiar. Na questão do teto de custeio com as despesas de saúde das empregadas e empregados, a Caixa manteve sua posição. O teto está fixado em 6,5% da folha de pagamento e proventos do INSS, incluindo despesas administrativas e tributárias. Importante lembrar que a medida impede o modelo de custeio 70/30 porque a Caixa teria que ultrapassar o teto de 6,5% para arcar com 70% dos custos do plano. O déficit gerado foi de R$ 422 milhões em 2023. Para 2024, as projeções apontam déficit de R$ 622 milhões. Caso a proposta em debate não seja aprovada, a perspectiva é de aumento linear de 85% nos valores das mensalidades e pagamento de 4,18 parcelas extraordinárias pelos usuários. Soluções A solução negociada, diante dos saldos deficitários, foi manter a mensalidade do titular em 3,5% da remuneração básica (RB) e cobrar um valor extra dos dependentes, limitado a 7% da RB. Os dependentes indiretos, inclusive os filhos de 21 a 24 anos, continuam fora do limite estabelecido para o grupo familiar e pagam o valor fixo na íntegra (R$ 480,00). Para entender melhor, veja o exemplo: Um caixa, que recebe R$ 6.710,00, com dois dependentes diretos vai pagar 3,5% da RB pelo titular (R$ 234,85, valor que já paga), mais R$ 117,43 por dependente (a soma de 234,85 + 2×117,43 dá 7% da RB). Para calcular o valor em outras situações, clique aqui e use o simulador. Para chegar a essa alternativa, levou-se em conta que os titulares respondem por 88% das receitas do plano e por apenas 59% das despesas. Já os dependentes utilizam 41% e contribuem com apenas 12% para as despesas. Se não houver alteração no item que limita a participação do banco no custeio do Saúde Caixa, haverá um novo processo de negociação para definir os parâmetros de custeio do banco.
Contraf-CUT participa de campanha mundial pelo fim da violência contra a mulher

A Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) participa da campanha “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”. No Brasil, a campanha começou no dia 20 de novembro (Dia da Consciência Negra) e terminará em 10 de dezembro (Dia Internacional do Direitos Humanos). São 16 dias de ativismo, com início em 25 de novembro (Dia do Combate à Violência contra a Mulher), em mais de 150 países. Segundo pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, realizada pelo Instituto Datafolha, a violência contra a mulher vem aumentando no Brasil. Em média, são 50 mil vítimas por dia. Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT, ressaltou que a luta para mudar essa realidade precisa ser permanente. “A violência de gênero, que atinge tanto a consciência quanto o corpo da mulher, é persistente na sociedade porque é estrutural”, afirma Fernanda. Canal de ajuda No Brasil, existe o Disque 180, um canal que funciona 24 horas por dia no atendimento à mulher em condição de violência. O canal registra e encaminha denúncias aos órgãos competentes. Além disso, recebe reclamações, sugestões sobre os serviços de atendimento e fornece informações sobre os direitos da mulher, como locais de atendimento mais próximos e apropriados a cada caso: Casa da Mulher Brasileira, Centros de Referências, Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam), Defensorias Públicas e Núcleos Integrados de Atendimento às Mulheres, entre outros. Para a secretária da Mulher da Contraf-CUT, o aumento de casos de violência de gênero no país pode estar ligado tanto à falta de informação sobre como a mulher ou pessoas próximas da vítima podem denunciar, quanto à drástica queda de investimentos de 2019 até 2022. De acordo com a secretária, neste ano, houve um avanço na implementação de programas e reforço de políticas públicas essenciais ao tema, como o lançamento do programa Brasil sem Minogenia, pelo Ministério da Mulher. Relatório do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos aponta que, no Brasil, as mulheres recebem em média cerca de 21% menos que os homens. “Na categoria bancária, o cenário é um pouco pior: as mulheres recebem em média 22,2% menos que os homens. Se a mulher bancária for negra, então, ela recebe em média 40,6% a menos que o homem bancário branco”, observou Fernanda Lopes. Bancários Nos próximos dias, a Contraf-CUT vai divulgar informações sobre os 21 Dias de Luta nas redes sociais e no site da entidade. “Convidamos a todas e todos para que participem, seja compartilhando as postagens das nossas redes, seja fazendo suas próprias postagens, com as hashtags: #TamoJuntasContraAViolência, #21DiasdeAtivismo e #Disque180”, orientou Fernanda. Entre as contribuições do movimento sindical bancário contra este cenário está a criação, em agosto de 2021, do projeto “Basta! Não irão nos calar!”, para oferecer assessoria técnica às federações e aos sindicatos quanto à implantação de canais de atendimento jurídico especializado para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Outro avanço conquistado pela categoria, em 2022, foi a inclusão de uma cláusula sobre assédio sexual na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e nos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) dos funcionários do Banco do Brasil e dos empregados da Caixa Econômica Federal para os dois anos seguintes. “Nós ainda defendemos que o Brasil ratifique a Convenção 190 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), sobre combate à violência e ao assédio no ambiente de trabalho”, ressaltou Fernanda.
Representação dos trabalhadores conquista avanços importantes em negociações pelo Saúde Caixa

A Caixa apresentou, nesta quarta-feira (22), uma nova proposta para o acordo coletivo específico sobre o Saúde Caixa, mantendo o percentual de contribuição dos titulares de 3,5% sobre a remuneração base, com valor fixo de R$ 480 por dependente. O banco também reduziu o teto de 10%, previsto na proposta anterior, para 7% da remuneração, atendendo a uma reivindicação da representação dos empregados. A proposta foi apresentada durante reunião entre representação dos empregados da Caixa, formada pelo Comando Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, e o banco. Segundo o acordo realizado, caso haja déficits, alteração no teto estatutário do banco de 6,5% no custeio do plano ou outras mudanças que impactam o acordo coletivo, serão realizadas novas negociações. Em comparação com outras estatais, o teto de 7% é um dos menores. Na Cassi (plano dos empregados do Banco do Brasil), por exemplo, o teto é 7,5%, com contribuição do titular de 4%, além de percentuais adicionais escalonados para dependentes. A proposta da Caixa segue os parâmetros estabelecidos pela representação dos empregados, preservando os princípios do plano como a solidariedade e o pacto intergeracional. Dessa forma, os empregados de menor salário e os mais idosos não são penalizados. A proposta também prevê o equilíbrio do custeio do plano para que seja sustentável para todos, impedindo a saída de usuários. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), ressalta que a proposta foi a possível para não onerar mais os empregados e manter a sustentabilidade do plano para todos os empregados. “Não foi uma negociação fácil, mas nós conseguimos um acordo que seja o menos prejudicial possível para os empregados. Precisamos destacar que não houve aumento para o titular que não tem dependente. Isso é um avanço importante”, destacou a dirigente, acrescentando que há déficits robustos no plano a equacionar. A coordenadora da Comissão Executiva de Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Uehara Proscholdt, explicou que “dentro desse processo, equacionamos o déficit de 2023, de R$ 422 milhões, sem a necessidade de pagamento de parcelas extraordinárias e com o reajuste resolvemos a situação de 2024, que tem déficit projetado de R$ 660 milhões.” A volta dos Comitês Regionais de Credenciamento e Descredenciamento, com participação dos sindicatos, além da recriação das Gerências de Filial de Gestão de Pessoas (Gipes) já em 2024 foi mais uma conquista da representação dos trabalhadores. De acordo com informações da Caixa, inicialmente serão cinco gerências, abrangendo diversos estados dentro de uma região. Além disso, serão recriadas as Repes, representações regionais vinculadas às Gipes, que atenderão os estados. 2023 – déficit zerado O déficit projetado pela Caixa para 2023 é de R$ 422 milhões. Se não houvesse a negociação, o efeito poderia impor aos empregados o pagamento de 4,5 contribuições extraordinárias para recomposição. A negociação possibilitou que o déficit seja equacionado com as reservas técnicas e de contingência, com incremento da Caixa no valor de R$ 177 milhões referente às despesas de pessoal retroativo a 2021, o que valerá para os anos seguintes. Com o recurso, ainda haverá uma sobra de R$ 40 milhões para ajudar no déficit de 2024, estimado em R$ 660 milhões. A representação dos trabalhadores obteve, ainda, outro avanço para o acordo coletivo: o repasse periódico pelo banco dos dados primários, que são as informações financeiras e atuariais do plano, fundamentais para acompanhamento da situação geral do plano, possibilitando a realização de projeções atuariais do Saúde Caixa. No próximo dia 5 de dezembro haverá assembleias convocadas pelo Comando Nacional. Até lá, sindicatos e entidades vão promover esclarecimentos sobre as negociações e debates sobre a proposta com os empregados nas bases. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e do GT Saúde Caixa, Fabiana Uehara Proscholdt informou que haverá uma live, nesta quinta-feira (23), a partir das 19h, para tirar as dúvidas dos trabalhadores. A live será transmitida pelo Facebook e pelo Youtube da Contraf-CUT e pelo Youtube da Fenae.
Caixa e Banco do Brasil abrem mais cedo para atender Mutirão do Desenrola

Para atender ao mutirão do Desenrola, nesta quarta-feira (22), promovido pelo Ministério da Fazenda, as agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil abriram uma hora mais cedo. Os bancos privados, como Itaú, Bradesco e Santander optaram por manter os horários regulares de funcionamento das agências. Desde a última segunda-feira (20), o Programa Desenrola entrou numa nova fase, oferecendo parcelamento para dívidas de até R$ 20 mil. As negociações abrangem dívidas bancárias e não bancárias (contas de água, luz, cartão de crédito, varejo, educação, entre outras). Os descontos podem chegar a 99%. O parcelamento vai até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês. Caixa As agências abriram uma hora mais cedo, de acordo com o horário de cada região. Segundo o banco, já foram regularizados por meio do Desenrola 273.550 contratos em atraso de 215.216 clientes. O valor total negociado chegou a R$ 5 bilhões. Além do Desenrola, o banco vai atender, nesta quarta (22), para negociação de dívidas do FIES e quitação de contratos do Minha Casa Minha Vida para quem recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família. Banco do Brasil Mais de quatro mil pontos estão disponíveis, nesta quarta-feira (22), para atender o Desenrola. Segundo o BB, 2,5 milhões de clientes com dívidas entre R$ 5 mil e R$ 20 mil estão habilitados para o parcelamento. Itaú O banco manterá seus canais digitais com atendimento 24 horas, mas as agências físicas não terão o horário estendido. O banco informou que as renegociações com clientes da faixa 2 do Desenrola (pessoas com renda de até R$ 20 mil) serão feitas pelos seus canais de atendimento. Para os clientes que se enquadram na faixa 1 (renda bruta mensal de até R$ 2.640 ou com inscrição no CadÚnico), o procedimento será através da plataforma oficial do Desenrola. Santander As agências funcionam sem alteração no horário. O banco argumenta que “já trabalha com o horário estendido nas agências, das 9h às 18h”. Segundo o banco, estarão disponíveis ofertas com e sem entrada, além de taxas flexíveis, descontos de até 90% e parcelamento em até 120 vezes para pessoa física, por meio de seus canais de atendimento e do site. Bradesco O banco preferiu manter seu horário normal de atendimento e informou que os clientes poderão renegociar dívidas enquadradas no Desenrola por meio da plataforma gov.br e pelos canais digitais do banco. * Foto de Joédson Alves/Agência Brasil