Bancários do Bradesco realizam encontro nacional nesta terça-feira (3)

Objetivo é refletir sobre a situação a que são submetidos os funcionários do banco neste momento de crise sanitária Com o mote “O que queremos do futuro é emprego, saúde e um Brasil melhor”, os bancários do Bradesco realizam, nesta terça-feira (3), seu encontro nacional. A ideia é refletir sobre a situação a que são submetidos os funcionários do banco neste momento de crise sanitária, com o banco demitindo trabalhadores e fechando agências em plena pandemia. “Nós precisamos discutir afundo a dura realidade que estamos enfrentando. As ações e campanhas que fizemos agora já deram muito resultados, mas não podemos nos acomodar. Por isso, vamos debater novas formas de mobilização e enfrentamento. As demissões precisam parar. Os bancários precisam ter suas funções e cargos respeitados”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Programação 9h – Abertura 9h05 – Análise de Conjuntura: “O Brasil que queremos” – Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT 9h50 – Saúde do Trabalhador – Mauro Salles, secretário de Saúde da Contraf-CUT 10h40 – intervalo 11h – Segurança Bancária/ unidade de Negócio Elias Jordão, coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Contraf-CUT 12h – almoço 13h30 – Balanço do banco 14h20 – Teletrabalho – Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco 15h – Apresentação proposta dos encontros estaduais/regional 17h – Encerramento Fonte: COntraf-CUT
COE Bradesco cobra esclarecimentos sobre denúncias de funcionários

Os questionamentos eram sobre possíveis investigações de movimentações financeiras dos funcionários A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com a direção do banco, na manhã desta quarta-feira (14), para cobrar esclarecimentos sobre denúncias que os sindicatos dos bancários de todo o Brasil têm recebido de investigações em movimentações financeiras dos funcionários. O Bradesco explicou que são duas situações diferentes. As normas do banco proíbem que o funcionário pague um boleto próprio, com a conta de um terceiro, mesmo que seja parente, sem o documento de autorização assinado pelo terceiro para o funcionário movimentar sua conta. A segunda situação é sobre o pedido de esclarecimento quando um boleto no nome do funcionário é pago por um terceiro. Neste caso, o banco admitiu que a comunicação dos gestores na hora de pedir o esclarecimento pode estar sendo feito de forma equivocada. Por isso, o Bradesco assumiu o compromisso de reorientar os gestores na explicação. “Nós precisamos ficar de olho neste tipo de monitoramento do CPF dos funcionários. Isso não pode ultrapassar os limites. A própria LGPD protege os dados de todo brasileiro. Temos que tomar cuidado com qualquer tipo de invasão de privacidade”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco. Na reunião, também foi abordado o código de ética para os funcionários operarem na bolsa. O banco reforçou que o Day Trade é proibido e pode ser punido com demissão. “Apesar de termos recebido denuncias de bancários que foram pressionados por seus gestores de concentrar seus investimentos na Ágora, o banco negou essa orientação. Caso alguém passe por esta situação, procure o seu sindicato”, orientou Erica de Oliveira, integrante da COE Bradesco. Fonte: Contraf-CUT
COE Bradesco reforça a importância de negociação para volta do trabalho presencial
O vice-presidente do Bradesco, André Cano, afirmou em reportagem publicada pelo Valor Econômico, nesta segunda-feira (21), que cogita a volta dos funcionários ao escritório em 2022. De acordo com o executivo, cerca de 98% da equipe está hoje em trabalho remoto. Os bancários estão em home office desde março do ano passado, quando – no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) – o Comando Nacional dos Bancários negociou com a Federação Nacional dos Bancos o estabelecimento do regime para a proteção dos trabalhadores. Em setembro, os bancários do Bradesco aprovaram, em assembleias virtuais, o acordo de teletrabalho do banco. “Todas as etapas até agora foram negociadas com o movimento sindical. A volta também será, para garantirmos a segurança de todos os bancários do Bradesco. Nós precisamos pensar nas etapas que isso ocorrerá e quais os critérios de volta. A saúde e a segurança dos trabalhadores têm de estar em primeiro lugar”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco. Pesquisa Teletrabalho O Comando Nacional dos Bancários, com apoio de federações e sindicatos da categoria de todo o país, iniciou no dia 18 de junho a segunda pesquisa sobre teletrabalho da categoria. A fase de respostas pela categoria segue até 2 de agosto. A compilação e analise será feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e os resultados serão apresentados durante a 23ª Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada nos dias 3 e 4 de setembro. Na primeira pesquisa, feita com 11 mil bancários, 78% dos respondentes afirmaram que tiveram aumento na conta de luz e 42% afirmaram que gostariam de adotar um regime híbrido de trabalho. “Em julho do ano passado, quando foi realizada a primeira pesquisa, fazia pouco tempo que quase a metade da categoria tinha ido para o home office. Os dados foram fundamentais para entender quais questões deveriam ser levadas para a mesa de negociação para buscarmos melhorar as condições de trabalho dos bancários em home office”, explicou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que também é coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira. “Temos que verificar os efeitos deste período mais longo de trabalho em casa sobre a categoria”, completou. Fonte: Contraf-CUT
TRT: estabilidade provisória na pandemia não tem prazo definido

Citando a decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou sem prazo definido o estado de calamidade em função do novo coronavírus e as provas que confirmam o compromisso assumido pelos bancos de não demitir enquanto perdurar a pandemia, a Seção Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro manteve a decisão tomada pela 17ª Vara do Trabalho de reintegrar a bancária Zélia Palhares Viana ao Bradesco, rejeitando recurso feito pelo banco. Em seu voto, aprovado pela maioria do TRT/RJ, o desembargador Antônio Paes Araújo, entendeu que as provas constantes dos autos não deixam dúvidas em relação à estabilidade provisória dos bancários devido ao compromisso público assumido pelos bancos, em março de 2020, de não demitir durante a pandemia. A ação foi elaborada pela advogada do Jurídico do Sindicato, Manuela Martins. O desembargador entende que o direito à estabilidade não tem prazo definido, como alegou o banco (dois meses: abril e maio de 2020), já que, segundo o compromisso vigoraria durante a pandemia. A alegação foi usada para justificar a demissão que aconteceu em 7 de outubro. Lembrou que tal entendimento acompanha a lógica da decisão do ministro Lewandowski que, pela omissão do governo Bolsonaro e do Congresso Nacional, prorrogou o estado de calamidade, do qual fazem parte medidas excepcionais de caráter sanitário e social, até que outra decisão em relação ao tema seja definida. Listou como provas irrefutáveis do compromisso a ampla divulgação dada pelos próprios bancos à sua adesão ao Movimento #NãoDemita, pela não realização de dispensas na pandemia; as centenas de notícias, inclusive com diretores destas empresas enfatizando a importância social da decisão; e a inclusão no relatório de Capital Humano do Bradesco da informação sobre a adesão ao movimento explicando ser ‘um pacto firmado entre empresas para preservar empregos e evitar a demissão de milhares de pessoas’, passando, assim, a fazer parte dos direitos constantes dos contratos de trabalho. Rebateu o argumento do Bradesco de que houve melhora no quadro da pandemia, não havendo, assim, motivo para manter a bancária empregada. Frisou, ao contrário, que ‘nas últimas semanas os casos de contaminação e óbitos por conta da COVID-19 voltaram a registrar números alarmantes, recordes desde o início da pandemia, demonstrando que esta não está controlada, em especial no Estado do Rio de Janeiro, senão encontra-se em seu período mais crítico desde o início, há quase um ano’. ‘Deste modo’, decidiu o relator em seu longo voto, ‘por todo o exposto não assiste razão ao agravante (o recurso do Bradesco), devendo ser mantida a decisão agravada (da primeira instância), e, na forma do artigo 355 do CPC, inexistindo a necessidade de produção de qualquer outra prova, tem-se por prejudicado o recurso de agravo interno, para no mérito, decidindo-se antecipadamente o feito, denegar a segurança ao impetrante”. Fonte BancáriosRio
Bradesco anuncia novo seguro de vida para todos funcionários e aprendizes

Conquista também inclui auxílio funeral, com reembolso, não apenas em caso de falecimento dos funcionários, mas estendido aos pais, filhos e cônjuge O Bradesco anunciou na manhã desta terça-feira (1), em reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE), um novo seguro de vida para todos os funcionários e aprendizes do banco. O seguro de vida é pago 100% pela organização Bradesco e começa a valer automaticamente nesta terça-feira. O seguro garante a todos os funcionários e aprendizes a cobertura de R$ 50 mil para 100% dos funcionários e dos aprendizes. Em caso de invalidez dos funcionários e dos aprendizes o limite de cobertura também será de até R$ 50 mil. A conquista inclui auxílio funeral, com reembolso, não apenas em caso de falecimento dos funcionários, mas estendido aos pais, filhos, cônjuges, sogros e sogras. “É muito importante esta notícia neste momento de pandemia, no qual mais de 460 mil vidas já foram perdidas por irresponsabilidade do governo federal. Os bancários ainda não estão incluídos na lista de prioridades no Programa Nacional de Imunização da Covid-19, apesar da atividade ser considerada essencial. Ter seguro de vida para todos os funcionários e aprendizes, auxílio funeral para parentes também são os tipos de direitos que ninguém gosta de usar, mas de extrema importância nos momentos mais difíceis da vida”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco. De acordo com o banco, a ideia do benefício nasceu ao perceber que um terço das pessoas que faleceram nos últimos dois anos não tinham seguro de vida. Fonte: Contraf-CUT
Depois de cobrança, Bradesco apresenta canal de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica

Teletrabalho e fechamento de agências também foram temas do debate A pouco mais de uma semana para celebrar uma das datas mais importantes do calendário mundial, o Dia internacional da Mulher,o Bradesco apresentou o seu canal de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica e seus familiares. O evento ocorreu por videoconferência nesta quinta-feira, 25. O tema foi um pedido da Comissão Organização dos Empregados (COE) do Bradesco com a finalidade de tratar sobre o tema como maior transparência no cumprimento do acordo incorporado à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em setembro de 2020, que garante a criação de um canal em todos os bancos, entre outras ações de caráter preventivo para lidar com a questão. “As ações apresentadas hoje pelo banco são muito importantes, pois mostram claramente o compromisso com esta luta que é de todas nós. Ter o acolhimento psicológico, social e financeiro é fundamental para que a mulher bancária sinta-se segura e fortalecida para enfrentar essa situação difícil”, afirmou Magaly Fagundes, coordenadora da COE Bradesco. Elaine Cutis, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), que também participou da reunião, enalteceu a importância do banco atender à reivindicação do movimento sindical. “Só com esse tipo de clareza que conseguiremos discutir melhorias em cada uma das ações realizada pelo banco, para melhor atender as bancárias vítimas de violência.” Fechamento de agências Outro tema debatido na reunião, foi o fechamento das agências, anunciadas pelo presidente do banco, Octavio de Lazari, há algumas semanas. “Reforçamos mais uma vez com a direção do banco que o nosso compromisso e a nossa prioridade é a garantia dos empregos. Nós vamos sempre lutar pelo fim das demissões, principalmente durante a pandemia”, esclareceu Magaly. Teletrabalho O movimento sindical questionou quando começará a valer o acordo de teletrabalho, aprovado em 2020. O banco esclareceu que o acordo só passa a valer depois da pandemia. No momento, as equipes estão em home-office ou em situação de rodízio por conta as restrições da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), como acertado com o movimento sindical. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários Sul Fluminense
COE se reúne com o Bradesco nesta quinta-feira (25)

Fechamento de agências e garantias de emprego, teletrabalho e violência contra a mulher serão os três pontos da pauta do encontro A COE (Comissão de Organização dos Empregados) do Bradesco se reúne na tarde desta quinta-feira (25) com a direção do banco para debater o teletrabalho, fechamento de agências e garantias de emprego e violência contra a mulher. Emprego No mesmo dia em que o Bradesco anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 19,458 bilhões, o presidente do banco, Octavio de Lazari, disse em entrevista que deve reduzir em mais de um terço a sua rede de agências. O corte faz parte de um plano de reestruturação de despesas que o banco já vem implementando desde 2020, quando fechou 7.754 postos de trabalho e 1.083 agências. A estimativa para este ano é encerrar as atividades de mais 450 agências. Somado ao corte efetuado no ano passado, o número significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019, que contava com 4.478 agências. “Queremos saber como fica o emprego nesta nova reestruturação. Pois, mesmo durante a pandemia e com um acordo para não demitir, o banco reduziu seu quadro de funcionários”, questionou Magaly Fagundes, coordenadora da COE. Teletrabalho A COE irá cobrar dos bancos os dados de trabalhadores que estão em home office. Em dezembro, o Comando Nacional dos Bancários cobrou da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) a interrupção do retorno da categoria ao trabalho presencial, que estava acontecendo naquele momento. A fiscalização ficou por conta das comissões por banco. Canal de violência A COE Bradesco vai pedirá ainda transparência sobre o Canal de atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Esse acordo foi incorporado na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), em setembro de 2020. Na CCT assinada em setembro, está estabelecido um programa de combate à violência. Além da criação do canal, a cláusula trata de ações de caráter preventivo para lidar com a questão como, por exemplo, o treinamento de gestores para lidar com a situação e identificar sinais de que uma bancária possa estar sendo vítima de violência. “Queremos saber os que o banco vem fazendo, não só na implementação do canal, como também outras ações que estão fazendo. Onde a gente pode construir e avançar ainda mais ferramentas contra a violência”, disse Elaine Cutis, secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Fonte: Contraf-CUT, com edição Sind. Bancários Sul Fluminense
COE cobra reunião sobre fechamento de mais 450 agências do Bradesco

Somado ao corte efetuado no ano passado, o número significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019 A direção do Bradesco anunciou dia 5, um lucro liquido recorrente de R$19,458 bilhões. Apesar do valor altamente expressivo, o presidente do banco, Octavio de Lazari, disse em entrevista com jornalistas que pretende reduzir em mais de um terço a sua rede de agências até o fim deste ano. O corte, segundo ele, integra o plano de reestruturação de despesas que a instituição bancária vem implantando desde o ano passado, quando fechou 7.754 postos de trabalho e 1.083 agências em 2020. A estimativa para este ano é encerrar as atividades de mais 450 agências. Somado ao corte efetuado no ano passado, o número significa uma redução de 34,2% em relação ao tamanho da rede em 2019, que contava com 4.478 agências. Diante deste cenário nada favorável aos trabalhadores, a Comissão de Organização dos Empregados (COE) Bradesco solicitou uma reunião com o banco. A previsão é de que o encontro ocorra na segunda quinzena de fevereiro. A intenção dos integrantes do COE Bradesco é entender o motivo de tantos fechamentos de postos de trabalho, o que acaba se tornando uma ameaça constante para os bancários da instituição. A coordenadora do COE, Magaly Fagundes, disse é necessário saber como fica o emprego nesta nova reestruturação. Pois, mesmo durante a pandemia e com um acordo para não demitir, o banco reduziu seu quadro de funcionários. O Bradesco eliminou 7.754 postos de trabalho e fechou 1.083 agências em doze meses encerrados em dezembro de 2020, terminando 2020 com um total de 89.575 empregados. Apesar do compromisso assumido pelo banco junto ao movimento sindical de não demitir durante a pandemia, o banco fechou 7.212 postos de trabalho e 772 agências entre março e dezembro. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Bradesco atende pedido da Contraf-CUT e paga PLR na 6ª feira

Antecipação e direito ao recebimento é resultado da mobilização e luta do movimento sindical O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense informou na tarde desta segunda-feira,08, que o Banco Bradesco, atendendo a solicitação da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro e das entidades sindicais, vai antecipar o pagamento da segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para a próxima sexta-feira (12). A PLR poderia ser quitada até março. Porém, como em anos anteriores, a Contraf-CUT fez o pedido para que o pagamento fosse antes do Carnaval e foi atendida. Vale ressaltar que mesmo em período de pandemia, quando o recomendado é permanecer em casa em sistema de distanciamento social, a antecipação ajuda muitos bancários a resolverem questões de ordem financeiras. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, destacou que a PLR é mais um dos direitos conquistados pelo movimento sindical depois de muitos anos de luta. “É resultado da mobilização da categoria e dos sindicatos na busca por seus direitos. É a prova de que, quando nos unimos, somos fortes”, afirmou. Ela ainda acrescentou: “Na atual conjuntura, temos que ter a história de nossas conquistas como exemplo. É momento de nos unirmos para lutar pela manutenção de nossos direitos e continuar nosso histórico de conquistas”. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Bancário do Bradesco é reintegrado à função pelo Sindicato do Sul Fluminense

Perícia do INSS constatou que trabalhador estava inapto para atividades no curso do aviso prévio O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense continua atuando sistematicamente para garantir o emprego dos bancários, assim como seus direitos trabalhistas. Neste período de pandemia, embora tenham assumido publicamente o compromisso de não demitirem, alguns bancos estão dispensando os trabalhadores. Até outubro de 2020, segundo levantamentos da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) mais de 12 mil bancários foram demitidos. No Sul Fluminense, a realidade não é diferente, levando o Departamento Jurídico e de Saúde da entidade sindical, a garantirem judicialmente a reintegração dos bancários demitidos. O caso mais recente é do bancário Carlos Henrique Simões Correa, do Bradesco. Embora estivesse sob concessão de auxílio-doença pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi demitido pelo banco. ENTENDA O CASO – Carlos Simões trabalhava na agência do Bradesco do Aterrado, em Volta Redonda. Em 14 de outubro de 2020 foi dispensado sem justa causa. Porém, no dia 28 deste mesmo mês, a perícia do INSS o considerou inapto para o trabalho, no curso do aviso prévio. Diante deste fato, o advogado do Sindicato, Murilo Cesar Reis Baptista, ajuizou Reclamação Trabalhista requerendo a reintegração do bancário em sua função, tendo em vista sua demissão ter ocorrido com percepção de benefício previdenciário no curso do aviso prévio, que integra o contrato de trabalho. A ação teve como base a Súmula nº 371, do Tribunal Superior do Trabalho, a qual dispõe que os efeitos da dispensa só se concretizam depois de expirado o benefício previdenciário, razão pela qual deve o mesmo ser reintegrado imediatamente no emprego. – A ação teve a tutela de urgência indeferida. Na sequência, impetramos um Mandado de Segurança contra essa decisão, que também teve a tutela indeferida. Todavia, em sede de embargos de declaração, foi deferido em parte, liminar para conceder, em sede de tutela antecipatória, que o Banco mantenha os benefícios da cláusula 29 (complementação salarial), cláusula 14 (auxílio alimentação) e cláusula 42 (plano de saúde), da Convenção Coletiva dos bancários, nos limites da vigência dessa norma coletiva ou da cessação do benefício previdenciário, o que primeiro ocorrer – explicou o advogado. Com o recurso dos Embargos de Declaração, ao bancário teve seu direito reconhecido e no último dia 18, foi convocado a comparecer a agência para tratar do retomar ao trabalho. IMPORTANTE – O Sindicato dos Bancários orienta que os casos de demissão sejam comunicados imediatamente a entidade. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense