Sindicatos conquistam reintegração de funcionários do Bradesco e do Santander

Danielle Christine Braga, Fabiano Reis Fita e Rodolpho Lourenço, bancária do Santander S/A e bancários do Bradesco, respectivamente, em agências de Volta Redonda, Duque de Caxias e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, têm o que comemorar nas festas de final de ano, porque não fazem mais parte da estatística de desempregados no país. Os três trabalhadores tiveram suas demissões revertidas graças à atuação do movimento sindical, que buscou a Justiça para que os bancos cumprissem o compromisso firmado de não haver demissão durante o período de pandemia da Covid-19. Fabiano é da base do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Danielle pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e Rodolpho Lourenço pelo Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região. Logo quando foram desligados, os três procuraram atendimento dos departamentos Jurídico e de Saúde de seus respectivos sindicatos. A Justiça concedeu um Mandado de Segurança que determinou a reintegração de Fabiano Reis Fita no dia 8 de dezembro, na agência Centro do Bradesco em Duque de Caxias. No dia seguinte, 9 de dezembro, foi a vez da Danielle Christine Braga ser reintegrada ao quadro de funcionários do Banco Santander S/A na agência Volta Redonda. O Juiz da 1ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, que avaliou o caso da bancária admitida em 2005 e demitida pelo Bradesco em janeiro de 2021, determinou ainda o pagamento de todas as verbas salariais não creditadas durante o período em Danielle esteve afastada. E, mais recentemente, em 16 de dezembro, dia em que ocorreu também o Dia Nacional de Luta dos trabalhadores do Bradesco, em todo o país contra demissões, cobrança de metas abusivas e a retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco, ocorreu o cancelamento da demissão de Rodolpho Lourenço na agência 0065, no calçadão do centro financeiro da cidade de Campos dos Goytacazes. Importância dos sindicatos Rodolpho estava com 14 anos de carreira no Bradesco quando foi desligado. “Não esperava a demissão. Foi um baque pra mim, que já estava em tratamento de depressão”, contou o bancário, que é casado com uma professora e tem dois filhos. A Justiça determinou o cancelamento da demissão, depois de quase dois meses, por Rodolpho ser portador de doença ocupacional que afetou os dois ombros. “Hoje a sensação é de felicidade, de tranquilidade, e o apoio do sindicato foi fundamental para que eu pudesse retornar ao banco”, comemorou. Esses três casos reafirmam a importância de bancárias e bancários sindicalizarem-se. “O sindicato atua em várias frentes, com o Departamento Jurídico e de Saúde. Especificamente nos casos de demissões, o bancário associado deve nos informar seu desligamento acessando o nosso site, na aba ‘Serviços/Departamento Jurídico’ e preenchendo o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação na entidade, inviabilizando a ciência do desligamento e, consequentemente, a nossa ação imediata. Estas precauções permitem que a entidade verifique a regularidade do desligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa da manutenção dos empregos na categoria”, observou o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha. Fonte: Contraf-CUT
Bancários protestam contra demissões no Bradesco

Manifestações realizadas em todo o país também focaram a cobrança de metas abusivas e o aumento do risco aos trabalhadores e clientes, devido à retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco Bancários de todo o país se manifestaram, nesta terça-feira (23), nas imediações de agências e regionais do Bradesco em protesto contra demissões, cobrança de metas abusivas e a retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco. “Neste ano já ocorreram mais de 3 mil demissões e, se considerarmos o período de 12 meses, veremos que os cortes resultaram em um saldo de 8.100 postos de trabalho a menos”, disse indignada a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Para ficar bem claro, é preciso explicar que estes 8.100 postos a menos são o saldo das demissões menos as contratações. Ou seja, o número de demissões é muito maior. É muita coisa! É muita gente perdendo o emprego em plena pandemia!”, completou. Para Magaly, as demissões estão ligadas ao novo modelo de atendimento implementado pelo banco, que está transformando agências em unidades de negócios, sem atendimento de caixa. Segurança e condições de trabalho “Nossa luta é para preservar o emprego e reverter as demissões. Mas, também, para a melhoria das condições de trabalho daqueles que permanecem no banco e acabam sobrecarregados devido à redução de pessoal. E as metas de vendas de produtos e serviços bancários é cada vez maior”, disse a coordenadora da COE do Bradesco ao acrescentar que a sobrecarga, somada ao estresse gerado pela cobrança de metas e assédio moral das chefias, acaba levando os trabalhadores ao adoecimento. “Sem contar a apreensão devido à falta de segurança e do risco que os funcionários correm com a retirada das portas giratórias. Tudo isso contribui para a degradação do ambiente de trabalho”, concluiu. Manifestações nas redes Além das manifestações realizadas nas imediações das agências e regionais do banco, trabalhadores e suas entidades de representação sindical também se manifestaram nas redes sociais. Pela manhã, um tuitaço com a hashtag #QueVergonhaBradesco alcançou a 6ª posição entre os assuntos mais comentados na rede em todo o Brasil. No Sul Fluminense Diretores do Sindicato realizaram reunião com os bancários abordando a importância da interação entre a categoria e a entidade sindical visando maior eficiência na atuação do dia a dia que envolvem a saúde física e mental, o combate ao assédio moral, jornada de trabalho, metas abusivas, entre outros assuntos. Neste mesmo dia, a diretoria distribuiu panfletos aos clientes e população, esclarecendo sobre o que representa o fechamento de agências por todo país. Informou sobre a abertura das UN’s (Unidades de Negócios), novo modelo que exclui atendimento presencial a clientes e divulgou nos sinais de trânsito, faixas denunciando os abusos do banco e seu lucro astronômico. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Ação do Sindicato dos Bancários garante mais uma reintegração no Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, por meio do Departamento Jurídico, garantiu nesta terça-feira, 10 de novembro, a reintegração de Caio Cezar Rios Rachid, a sua função e cargo no Banco Bradesco S/A, agência Barra Mansa. A instituição procedeu o desligamento do trabalhador, em 20 de julho deste ano, em meio a crise sanitária provocada pela Covid-19, mesmo após ter aderido ao movimento denominado #nãodemita, cuja finalidade é a manutenção e preservação dos empregos e da economia. O jurídico do Sindicato fundamentou a nulidade da dispensa no compromisso assumido pelos bancos junto ao Comando Nacional dos Bancários e à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de não demitirem na pandemia, principalmente porque o trabalho dos bancários nas instituições financeiras foi imprescindível para que o pagamento do auxílio emergencial, do Governo Federal, fosse efetuado as camadas mais vulneráveis da sociedade. Entre os pedidos apresentados pelo Sindicato, figuraram a tutela de urgência e imediato restabelecimento do contrato de trabalho do bancário, a manutenção no plano de saúde e de todos os demais direitos contratuais e normativos, fixando-se multa diária, em caso de descumprimento, além do pagamento da remuneração integral, desde a dispensa até a data da reintegração, acrescido de ferias, 13º salário, FGTS, auxílio cesta alimentação, auxílio refeição as PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O Juizo da 1ª Vara do Trabalho de Barra Mansa levando em consideração o princípio da função social da empresa e a situação fática que ensejou o compromisso assumido pelo banco e que ainda se encontra em vigência, deferiu todos os pedidos. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Lucro do Bradesco chega a quase R$ 20 bi

O banco Bradesco obteve lucro líquido recorrente de R$ 19,602 bilhões nos nove primeiros meses de 2021, crescimento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2020. No 3º trimestre, o lucro foi de R$ 6,767 bilhões, alta de 7,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado do banco –ROE) foi de 18,3%, com alta de 5,4 pontos percentuais (p.p.) em doze meses. O resultado é melhor, inclusive, do que o dos períodos que antecederam a pandemia. Segundo o banco, é reflexo da melhora da atividade econômica, do resultado obtido com as operações de seguros, que evoluíram mais de 100% no trimestre, da alta das receitas com margem financeira com clientes e prestação de serviços, além das menores despesas com PDD. “O resultado do banco foi excelente e seria motivo de a gente ficar feliz por o país estar se recuperando. Mas, a realidade é bem diferente. A fome voltou ao Brasil! E o banco, não tem sequer vergonha de dizer que um dos motivos de seu astronômico crescimento é a cobrança de tarifas por prestação de serviços dos brasileiros. Isso faz com que, ao invés de felizes com o crescimento do lucro do banco, a gente fique triste”, lamentou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Ficamos ainda mais tristes quando vemos que não apenas o Bradesco, mas os bancos de uma forma em geral, lucram muito mesmo com a imensa crise que vive o país e o mundo. Este não é o sistema financeiro que a gente quer! Este não é o sistema financeiro que o Brasil precisa!”, completou. A receita obtida pelo Bradesco com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5,3% em doze meses, totalizando R$ 20,4 bilhões. Esta é uma fonte secundária de receitas do banco. O valor é muito grande, porém muito menor do que os obtidos pelo banco com suas principais transações financeiras. Mas, mesmo com este valor “secundário”, o banco consegue pagar todas as despesas de pessoal e ainda sobra 38,3%. Demissões e fechamento de agências Nos últimos três meses, o banco abriu 374 postos de trabalho. Mas, se olharmos a quantidade de vagas fechadas no decorrer de um ano, veremos que a verdade é que banco vem reduzindo seu quadro de funcionários. Ao final de setembro de 2021, a holding contava com 87.736 empregados no país, com fechamento de 8.198 postos de trabalho em doze meses. E os clientes, como demonstra o relatório do próprio banco, estão pagando cada vez mais tarifas, têm menos trabalhadores para atendê-los e também menos agências para procurar em caso de necessidade. Em doze meses, foram fechadas 765 agências e 120 postos de atendimento (PA). “O lucro do banco foi expressivo em todas as operações. Não se justifica a redução do quadro de funcionários e o fechamento de agências”, disse Magaly. Carteira A carteira de crédito expandida do banco cresceu 16,4% em doze meses, atingindo R$ 773,3 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 24,7% no período, totalizando R$ 303,5 bilhões, com destaque para o financiamento imobiliário (+41,3%), cartão de crédito (+26%) e o crédito consignado (+24,2%). As operações com pessoas jurídicas somaram R$ 469,8 bilhões no país, com alta de 11,6% em doze meses. Nesse segmento, destacaram-se o crédito rural (+41%), o CDC/Leasing (+31,7%) e o financiamento imobiliário (+18,4%). O Índice de Inadimplência para atrasos superiores a 90 dias subiu 0,3 p.p., ficando em 2,6% no 3º trimestre. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) foram reduzidas em 47% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$ 11,1 bilhões em setembro de 2021. Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise. Ambas, elaboradas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
COE e Bradesco discutem retomada ao trabalho presencial

Durante reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, realizada na sexta-feira (5), o banco anunciou a ampliação de 10% para 20% do quadro de trabalhadores no esquema presencial, a partir do dia 16 de novembro. Os funcionários que estão em home-office recebem o convite para o retorno ao trabalho presencial a partir desta segunda-feira (8). O retorno valerá para todas as estruturas administrativas. A cada semana, o banco irá incrementar em mais 20% o quadro presencial. Porém, avaliando o cenário a cada 15 dias para determinar se mantém o fluxo de retorno ou suspende. Apenas aqueles que estiverem totalmente imunizados estarão elegíveis para o trabalho presencial. Funcionários do grupo de risco e gestantes continuarão em home-office. E, conforme solicitado anteriormente pelos sindicatos, o retorno será de forma gradual, respeitando os protocolos de segurança e com escalas nos horários de almoço, de entrada e de saída de funcionários. A coordenadora da COE, Magaly Fagundes, manifestou que os sindicatos continuarão atentos para que o grupo de risco seja protegido. “Chegou para nós a informação de uma pessoa com diabetes que recebeu do gestor a solicitação para voltar ao trabalho presencial. Então, pedimos para que os gestores sejam reorientados a não buscarem ninguém do grupo de risco”, destacou. Em reunião anterior, realizada em setembro, os representantes dos bancários cobraram a manutenção dos protocolos de segurança e saúde, negociados desde o início da pandemia, como uso de máscara por clientes e funcionários, manutenção do distanciamento, álcool em gel e melhoria na qualidade das máscaras fornecidas aos funcionários. No encontro dessa sexta, o banco confirmou a aplicação do protocolo e a compra de um novo modelo de máscara, de proteção tripla, que será fornecida aos funcionários a partir da próxima remessa. Horário de atendimento O Bradesco manterá o horário reduzido para o público normal nas agências, das 10h às 14h. E, para os aposentados, em dia de pagamento, das 8h às 14h e, em dias normais, das 9h às 14h. Fonte: Contraf-CUT
Assembleia do Bradesco Financiamentos acontece dia 9 e 10 de novembro

Está marcada para a próxima semana, a assembleia extraordinária especifica do Banco Bradesco Financiamentos. O evento, realizado pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, ocorrerá de forma virtual, das 8 horas do dia 9, até às 18 horas, do dia 10 de novembro. O evento tem a finalidade de deliberar sobre a negociação e o Acordo Coletivo de Trabalho referentes às áreas de análise de crédito, de atendimento e de suporte do Bradesco Financiamentos. Confira o edital: Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Sindicato realiza assembleia extraordinária para deliberar sobre assinatura do ACT do Bradesco S/A referente à CIPA 2021/2022

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza assembleia extraordinária especifica para deliberar acercada negociação e assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho referente ao Programa de Capacitação Cipa 2021/2022. A assembleia ocorrerá das 8 horas, do dia 9 de novembro, às 18 horas, do dia 10 de novembro, de forma remota. Confira o edital:
Ação do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante reintegração de bancária do Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense reintegrou na última segunda-feira, 25, mais uma bancária a sua função, através de ação movida pelo Departamento Jurídico da entidade. Lídia Maria Barbosa, do Bradesco S/A, retomou ao quadro de funcionários da instituição após ser desligada de forma arbitrária, já que estava afastava de suas atividades laborais pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), no curso do aviso prévio. O advogado do Sindicato, Dr. Murilo Cesar Reis Baptista, explicou que, inicialmente, a juíza de Volta Redonda negou o pedido de tutela. “O Sindicato recorreu junto ao Tribunal Regional do Trabalho, por meio de Mandado de Segurança, e os desembargadores determinaram a imediata reintegração da bancária”, detalhou. Lídia Maria teve garantido ainda todos os direitos e vantagens a que fazia jus antes da dispensa, inclusive a manutenção do plano de saúde. A reintegração da bancária foi acompanhada sistematicamente pela direção do Sindicato. O bancário deve informar seu desligamento ao Sindicato preenchendo, acessando o nosso site, na aba “Serviços/Departamento Jurídico” e preencher o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação na entidade inviabilizando a ciência do desligamento e consequente nossa ação imediata. Seus dados, serão mantidos em sigilo. Estas precauções, permitem que a entidade verifique a regularidade do desligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa dos empregos na categoria. Somente neste segundo semestre de 2021, o Sindicato garantiu a reintegração de seis bancários do Sul Fluminense às suas funções. O atendimento do Departamento Jurídico do Sindicato é realizado de segunda à sexta-feira, de 10 às 17 horas. Mais informações podem ser obtidas pelos telefone Fale com o Jurídico (24) 98100-0018 Link para acesso ao formulário do departamento jurídico: https://bancariosulfluminense.com/dpto-juridico/ Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
COE e Bradesco retomam mesa de negociação da minuta específica

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com o banco no final da tarde desta quarta-feira (22) para debater alguns pontos da minuta específica de reivindicação, resultado do Encontro Nacional dos Funcionários do Bradesco – realizado no início de agosto. O Bradesco informou a suspensão do rodízio entre os trabalhadores da rede de agências, a partir de 4 de outubro, que acontece desde o início da pandemia do coronavírus (Covid-19). O banco justificou a decisão por conta de o movimento de flexibilizações das restrições sociais dos governos estaduais impactar nas agências, com aumento no volume de atendimento. Na sequência, o Bradesco propôs iniciar as negociações para o plano de retorno também nos prédios administrativos. Os representantes dos trabalhadores reivindicam o estabelecimento de alguns critérios, como o retorno gradual, apenas com trabalhadores totalmente imunizados que se voluntariarem e de forma escalonada para evitar aglomerações na entrada e na saída com número limite. O banco concordou com os termos e ainda garantiu que não haverá convocações para o retorno dos trabalhadores do grupo de risco em nenhuma das áreas, que foi outro pedido da COE. Os representantes dos bancários cobraram ainda a manutenção e o cumprimento dos protocolos de saúde e segurança, negociados desde o início da pandemia, como uso de máscara por clientes e funcionários, manutenção do distanciamento, álcool em gel, e a melhoria na qualidade das máscaras fornecidas aos funcionários. Além da aplicação do protocolo em caso de testagem positiva de Covid-19, com sanitização, isolamento dos funcionários e fechamento da agência ou departamento. O Bradesco acatou e se comprometeu a reforçar a comunicação para toda organização Bradesco. “O retorno à mesa de negociação foi muito importante. Ainda mais num momento como este, em que precisamos garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores que voltarão ao trabalho presencial, seja de forma contínua pelo fim do rodízio nas agências, ou de maneira escalonada, com os voluntários que estão em home office no momento”, afirmou a coordenadora da COE Bradesco, Magaly Fagundes. “Nesta reunião valorizamos a importância do espaço historicamente criado pelo movimento sindical bancário de negociação continua com os bancos para garantir respeito aos trabalhadores”, completou. Ficou definido que o retorno ao trabalho presencial nos prédios administrativos começará em forma de projeto-piloto, a partir de 4 de outubro, apenas em São Paulo. “Fazer o retorno gradual e dialogando com o movimento sindical é uma medida importante. É fundamental que os bancários dos centros administrativos nos avisem, caso ocorra o descumprimento do que acordamos nessa reunião. Ficaremos atentos, como sempre estivemos”, garantiu a representante do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região na COE Bradesco, Erica Oliveira. Testagem Covid-19 A COE Bradesco solicitou a expansão do teste para os familiares dos funcionários. O banco ficou de dar retorno posteriormente. Horário de atendimento Questionado sobre possível mudança no horário de atendimento nas agências, o Bradesco afirmou que mantém o reduzido horário para o público normal, das 10h às 14h. Para os aposentados, em dia de pagamento, das 8h às 14. Em dias normais, das 9h às 14h. Flexibilização dos trajes A COE Bradesco reivindicou a flexibilização da necessidade de trajes sociais para o trabalho devido ao calor que passará a fazer em todo o Brasil com a chegada do verão. Emprego A Comissão de Organização dos Empregados denunciou o aumento das demissões em todo o Brasil, de acordo com o registro dos sindicatos, e reforçou a prioridade da manutenção do emprego. Pauta de reivindicações específicas A COE Bradesco solicitou a retomada de negociação da pauta específica, do acordo de teletrabalho, emprego, valorização dos funcionários e plano de saúde/odontológico. A representação dos trabalhadores e o Bradesco voltam a se reunir na segunda quinzena de outubro para debater as reivindicações dos funcionários do Bradesco. Fonte: Contraf-CUT
Bradesco pagou PLR no sábado (18)

Conforme anunciado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) no dia 10, o banco Bradesco pagaria a primeira parcela da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR) nesta segunda-feira (20). O pagamento foi efetuado no sábado e hoje já está na conta dos empregados. Segundo o que determina a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, o banco poderia efetuar o pagamento até o dia 30 de setembro, mas, atendendo pedido da Contraf-CUT e das demais entidades que compõem o Comando Nacional dos Bancários, antecipou o pagamento. Além da PLR, o banco também antecipará a 13ª Cesta. Neste caso, o pagamento será no final do mês de setembro. “É importante que o trabalhador saiba que a PLR é uma conquista histórica da luta da classe trabalhadora e que a categoria bancária foi uma das pioneiras deste movimento que obteve este direito. Mas, também é fundamental que ele saiba que esta conquista precisa ser redefinida a cada ano nas negociações realizadas pelo Comando Nacional dos Bancários”, observou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Este direito é garantido somente às categorias que conseguem incluí-lo em suas convenções coletivas”, completou. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 7º, inciso XI, inclui a PLR como um direito que visa a melhoria da condição social dos trabalhadores urbanos e rurais. Mas, este direito somente é regulamentado em 2000, pela Lei 10.101, que não torna obrigatório o pagamento da PLR, e diz, em seu artigo 2º, que o pagamento “será objeto de negociação entre a empresa e seus empregados”. “Todo bancário sabe o que significa o recebimento da PLR em seu orçamento. Por isso, é importante que ele saiba que, a cada ano de negociação, temos que nos organizar e nos mobilizar para reconquistar esse direito”, ressaltou a coordenadora da COE Bradesco. Acordo de dois anos Magaly também lembrou que o acordo de dois anos, conquistado pelo Comando Nacional dos Bancários em negociação com a Fenaban em 2020, garantiu não apenas o recebimento da PLR pelos bancários, mas também a manutenção de todos os direitos estabelecidos na CCT da categoria, além da reposição da inflação e ganho real de 0,5%. Neste ano, todas as cláusulas econômicas da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria bancária (salários, VA e VR, as parcelas fixa, adicional e o teto da PLR, 13ª cesta, auxílio creche/babá, vale transporte, auxílio-funeral, requalificação profissional, entre outras) terão reajuste de 10,97%. O reajuste corresponde à reposição da inflação (INPC entre 1º de setembro de 2020 e 31 de agosto de 2021) mais aumento real de 0,5%. Regra conquistada A PLR total da categoria bancária (a antecipação paga agora em setembro, mais a segunda parcela, que será paga até o final de março de 2022) corresponde a 90% do salário-base acrescido das verbas fixas de natureza salarial, mais o valor fixo, neste ano, de R$ 2.807,03. Se a soma do valor total da “Regra Básica” da PLR de todos os funcionários for inferior a 5% (cinco por cento) do lucro líquido do banco, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado, limitado ao valor de R$ 33.128,21, ou até que o valor total da “Regra Básica” da PLR atinja 5% (cinco por cento) do lucro líquido, o que ocorrer primeiro. Além disso, tem uma parcela adicional, cujo valor é determinado pela divisão linear da importância equivalente a 2,2% do lucro líquido do banco pelo número total de empregados elegíveis, de acordo com as regras estabelecidas, até o limite individual de R$ 5.614,06. Outra conquista sobre a PLR é a antecipação, a ser paga até, no máximo, 30 de setembro, do valor correspondente a 54% do salário-base mais verbas fixas de natureza salarial, acrescido do valor fixo de R$ 1.684,21, além da parcela adicional, com valor equivalente a 2,2% do lucro líquido apurado no 1º semestre de 2021, até o limite individual de R$ 2.807,03. Fonte: Contraf-CUT