Precarização da segurança coloca em risco integridade de bancários

Na terça-feira, 1º de fevereiro, um bancário da agência central do Banco do Brasil da cidade de Uberaba (MG) foi agredido a golpes de capacete. Antes de partir para cima do trabalhador bancário, o autor do crime tentou quebrar equipamentos da agência, motivado pela demora no atendimento e queda do sistema. “Casos de violência como este estão se tornando recorrentes em agências bancárias de todo o país. A queda no nível de segurança nos bancos tem acontecido porque, já há algum tempo, de forma irresponsável, os bancos estão tomando a iniciativa unilateral de reduzir os gastos neste setor, alegando altos custos, por exemplo, na manutenção de portas giratórias e de vigilantes, mesmo constatado que os bancos continuam obtendo alta lucratividade”, destacou o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Hennemann Jordão. Ele reiterou que o movimento sindical tem feito alertas constantes à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nas mesas de negociações, contra o enxugamento de gastos na segurança de unidades e agências. “A vida vem em primeiro lugar. Não existe justificativa plausível para reduzir custos com a manutenção de portas de segurança e de vigilantes”, completou. Mudança do perfil Transformação de agências em unidades de negócios, sem portas giratórias; manutenção de equipamentos obsoletos e redução no número de funcionários, são alguns dos fatores apontados pela Contraf-CUT como responsáveis pelo aumento da insegurança no ambiente de trabalho dos bancários. “A transformação de agências nas chamadas ‘unidades de negócios’, em especial, sem atendimento de caixa, portas de segurança e vigilantes, é um movimento acelerado por vários bancos nos últimos dois anos”, explicou Elias. “Os bancos alegam que, nas unidades de negócios, não existe a necessidade de estrutura de segurança, porque não há a circulação de dinheiro. Mas existem caixas eletrônicos e os funcionários continuam tendo que manipular valores para atender clientes que passam nesses locais. Inclusive, além das agressões que ocorrem nas áreas dos caixas eletrônicos das agências comuns, temos recebido relatos de agressões cometidas contra os funcionários de unidades de negócios”, pontuou. Tempo de espera O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, completa que os registros de filas enormes nos atendimentos refletem também a administração do desmonte nos bancos públicos. “A contratação de mais pessoas está na nossa pauta de reivindicações para evitar acontecimentos como estes de Uberaba. Com menos funcionários, as agências ficam sobrecarregadas, demoram mais para realizar todos os atendimentos e isso causa estresse nas duas pontas, entre os funcionários e clientes. Recebemos imagens de filas tão extensas que ultrapassam a área de frente das agências”, acrescentou. Fonte: Contraf-CUT
Avanços são insuficientes nas negociações com os bancos

Em reunião entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada na tarde desta segunda-feira (31), os bancos deram retorno sobre as reivindicações da categoria com relação aos protocolos de segurança sanitária para garantir a saúde e a vida da categoria, apresentadas na reunião realizada do dia 18 de janeiro. “Obtivemos algumas respostas positivas, mas ainda insuficientes para garantir a saúde e a vida dos bancários e evitar que os bancos se tornem um foco de transmissão da doença para toda a sociedade”, disse a coordenadora do Comando, Ivone Silva, que também é presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. “É importante que haja um protocolo mínimo e mais rígido, pois deixar nas mãos dos gestores, isso acaba não sendo cumprido, principalmente na questão das máscaras e da sanitização”, completou, destacando a preocupação do movimento com relação ao relaxamento e à banalização no cumprimento dos protocolos de prevenção à Covid-19. “Vamos continuar cobrando, pois não foram satisfatórias as respostas dos bancos”, garantiu. “Os bancos garantiram que os trabalhadores que mantiveram contato com colegas com caso confirmado de Covid-19 devem ser testados para que haja o retorno ao trabalho. Caso não haja condições de efetuar o teste, o retorno deve ocorrer somente no 11º dia após o contato”, informou o secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Mauro Salles. A Fenaban disse que os bancos vão enviar comunicados aos gestores orientando o afastamento de 10 dias, com retorno somente a partir do 11º dia, no caso de não haver testes disponíveis, podendo ser reduzido para 7 dias, com retorno a partir do 8º dia, caso haja um segundo teste negativo, após o 5º dia de sintomas. “É importante que essa orientação seja formalizada para que isso não fique a critério dos gestores, pois muitos estão evitando cumprir estes protocolos para atender as metas colocadas pelos bancos. Ou seja, é mais importante o cumprimento de metas do que a prevenção da saúde e a garantia da vida dos trabalhadores”, ressaltou o secretário de Saúde da Contraf-CUT. Home office Em decorrência do novo aumento dos casos de contaminação, internações e óbitos por Covid-19, o Comando Nacional dos Bancários voltou a cobrar o retorno do teletrabalho, principalmente para aqueles que possuem alguma doença que possa ser agravada nos casos de contaminação pelo vírus da Sars-Cov-2 (comorbidade). “Desde o início da pandemia no país, nossas negociações com os bancos fizeram com que o setor bancário conseguisse evitar que o número de contágio e mortes fosse ainda maior. Agora, estamos vendo um retrocesso que não está diferenciando o setor bancário dos outros setores. Isso pode levar ao aumento dos casos na categoria e isso não podemos permitir”, disse Ivone. Máscaras Os bancos não aceitaram fornecer máscaras adequadas para seus funcionários, que sejam capazes de minimizar as possibilidades de contágio e transmissão do vírus. Alegam que existem bancários que preferem usar suas próprias máscaras de pano. “Reivindicamos fornecimento de máscaras adequadas, indicadas por especialistas, pois não podemos aceitar falsa sensação de segurança. A maioria dos especialistas aponta que máscaras de pano não protegem da variante Ômicron”, observou Mauro Salles. “O que nos parece é que os bancos estão sendo negacionistas e estão tratando a doença como uma ‘gripezinha’. Sabemos que não se trata de uma ‘gripezinha’”, completou. Vacinação contra a gripe O Comando reivindicou ainda que os bancos adiantem a vacinação contra a gripe, como forma de prevenção contra a doença e para evitar que haja confusão dos casos de gripe com os de Covid-19, uma vez que os sintomas são muito parecidos. A Fenaban informou que os bancos vão adquirir as vacinas assim que as mesmas forem disponibilizadas, com a atualização da fórmula para a proteção contra a H3N2 e as novas cepas do vírus da gripe. Mas, pode ser que não haja tanta antecipação, pois os laboratórios precisam produzir a vacina e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) precisa autorizar a importação. A previsão é de que a vacinação nos bancos seja realizada entre abril e junho, dependendo de quando a nova vacina ficar pronta e do tempo que a Anvisa levará para autorizar sua importação. Reivindicações que permanecem Sanitização das agências e unidades administrativas com casos confirmados; Exigência do passaporte da vacina dos clientes; Distribuição de máscaras adequadas (PFF2/N95) para os funcionários; Protocolo unificado; Retomada do teletrabalho em home office; Controle de acesso de clientes; Redução do horário de atendimento para diminuir tempo de exposição; Garantia de álcool-gel nas agências e departamentos; Manutenção de marcação do distanciamento; Suspensão de visitas a clientes, pelo menos neste momento de alta de casos de infecção; Melhorar o atendimento da telemedicina; Compromisso com a não-demissão; Antecipação da vacinação contra a gripe. Fonte: contraf-CUT
Contraf-CUT reivindica antecipação da segunda parcela da PLR

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou nesta segunda-feira (31) ofício aos bancos Santander, Bradesco, Itaú, Safra, Banco do Brasil, Banco do Nordete (BNB) e Banco da Amazônia (Basa) para reivindicar a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) aos bancários. A Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) da categoria determina que os bancos têm até 1º de março para realizarem o crédito. Todos os anos a Contraf-CUT solicita a antecipação, muitas vezes atendida pelas instituições financeiras. Março é a data do pagamento da segunda parcela da PLR 2021, descontado o valor pago como antecipação em setembro de 2021. Com os balanços dos bancos no ano de 2021 fechados e os resultados consolidados, cada instituição financeira já pode calcular o que pagará de PLR a seus funcionários. É importante lembrar que em 2020 a categoria bancária conquistou um acordo de dois anos que garantiu, entre outros avanços, um reajuste de 10,97% (reposição da inflação + aumento real de 0,5%) nas parcelas fixa e adicional no teto da PLR 2021. PLR A categoria bancária foi a primeira no Brasil a conquistar participação no lucro das empresas. Desde 1995, a CCT determina o pagamento da PLR pelos bancos. A PLR é composta por regra básica e parcela adicional: 1- Regra Básica: corresponde a 90% do salário-base + verbas fixas de natureza salarial, reajustados em setembro de 2021, mais o valor fixo de R$ 2.807,03, limitada ao valor individual de R$ 15.058,34. A regra básica tem como teto o percentual de 12,8% do lucro líquido do banco; e, como mínimo, o percentual de 5% do lucro líquido do banco. Ou seja, se o valor total da “Regra Básica” da PLR for inferior a 5% do lucro líquido do banco, em 2021, o valor individual deverá ser majorado até alcançar 2,2 salários do empregado e limitado ao valor de R$ 33.128,31, ou até que o valor total da “Regra Básica” da PLR atinja 5% do lucro líquido, o que ocorrer primeiro. 2- Parcela Adicional: corresponde à divisão linear de 2,2% do lucro líquido, pelo número total de empregados, em partes iguais, até o limite individual de R$ 5.614,06. De acordo com a CCT, todas as instituições financeiras que apresentaram lucro estão obrigadas a pagar a PLR, com exceção das que tiveram prejuízo em 2021. Confira o calendário de divulgação dos balanços dos bancos Santander – 02/02 Bradesco – 08/02 BB – 14/02 Itaú – 10/02 Basa – 31/03 *Os demais bancos não divulgaram as datas da divulgação dos resultados. Fonte: contraf-CUT
Sindicatos conquistam reintegração de funcionários do Bradesco e do Santander

Danielle Christine Braga, Fabiano Reis Fita e Rodolpho Lourenço, bancária do Santander S/A e bancários do Bradesco, respectivamente, em agências de Volta Redonda, Duque de Caxias e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, têm o que comemorar nas festas de final de ano, porque não fazem mais parte da estatística de desempregados no país. Os três trabalhadores tiveram suas demissões revertidas graças à atuação do movimento sindical, que buscou a Justiça para que os bancos cumprissem o compromisso firmado de não haver demissão durante o período de pandemia da Covid-19. Fabiano é da base do Sindicato dos Bancários da Baixada Fluminense, Danielle pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense e Rodolpho Lourenço pelo Sindicato dos Bancários de Campos dos Goytacazes e Região. Logo quando foram desligados, os três procuraram atendimento dos departamentos Jurídico e de Saúde de seus respectivos sindicatos. A Justiça concedeu um Mandado de Segurança que determinou a reintegração de Fabiano Reis Fita no dia 8 de dezembro, na agência Centro do Bradesco em Duque de Caxias. No dia seguinte, 9 de dezembro, foi a vez da Danielle Christine Braga ser reintegrada ao quadro de funcionários do Banco Santander S/A na agência Volta Redonda. O Juiz da 1ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, que avaliou o caso da bancária admitida em 2005 e demitida pelo Bradesco em janeiro de 2021, determinou ainda o pagamento de todas as verbas salariais não creditadas durante o período em Danielle esteve afastada. E, mais recentemente, em 16 de dezembro, dia em que ocorreu também o Dia Nacional de Luta dos trabalhadores do Bradesco, em todo o país contra demissões, cobrança de metas abusivas e a retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco, ocorreu o cancelamento da demissão de Rodolpho Lourenço na agência 0065, no calçadão do centro financeiro da cidade de Campos dos Goytacazes. Importância dos sindicatos Rodolpho estava com 14 anos de carreira no Bradesco quando foi desligado. “Não esperava a demissão. Foi um baque pra mim, que já estava em tratamento de depressão”, contou o bancário, que é casado com uma professora e tem dois filhos. A Justiça determinou o cancelamento da demissão, depois de quase dois meses, por Rodolpho ser portador de doença ocupacional que afetou os dois ombros. “Hoje a sensação é de felicidade, de tranquilidade, e o apoio do sindicato foi fundamental para que eu pudesse retornar ao banco”, comemorou. Esses três casos reafirmam a importância de bancárias e bancários sindicalizarem-se. “O sindicato atua em várias frentes, com o Departamento Jurídico e de Saúde. Especificamente nos casos de demissões, o bancário associado deve nos informar seu desligamento acessando o nosso site, na aba ‘Serviços/Departamento Jurídico’ e preenchendo o formulário. Nem todos os bancos fazem homologação na entidade, inviabilizando a ciência do desligamento e, consequentemente, a nossa ação imediata. Estas precauções permitem que a entidade verifique a regularidade do desligamento, o correto pagamento dos direitos e subsidie a luta em defesa da manutenção dos empregos na categoria”, observou o presidente do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, Júlio Cunha. Fonte: Contraf-CUT
Bancários protestam contra demissões no Bradesco

Manifestações realizadas em todo o país também focaram a cobrança de metas abusivas e o aumento do risco aos trabalhadores e clientes, devido à retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco Bancários de todo o país se manifestaram, nesta terça-feira (23), nas imediações de agências e regionais do Bradesco em protesto contra demissões, cobrança de metas abusivas e a retirada das portas giratórias de segurança em diversas unidades do banco. “Neste ano já ocorreram mais de 3 mil demissões e, se considerarmos o período de 12 meses, veremos que os cortes resultaram em um saldo de 8.100 postos de trabalho a menos”, disse indignada a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Para ficar bem claro, é preciso explicar que estes 8.100 postos a menos são o saldo das demissões menos as contratações. Ou seja, o número de demissões é muito maior. É muita coisa! É muita gente perdendo o emprego em plena pandemia!”, completou. Para Magaly, as demissões estão ligadas ao novo modelo de atendimento implementado pelo banco, que está transformando agências em unidades de negócios, sem atendimento de caixa. Segurança e condições de trabalho “Nossa luta é para preservar o emprego e reverter as demissões. Mas, também, para a melhoria das condições de trabalho daqueles que permanecem no banco e acabam sobrecarregados devido à redução de pessoal. E as metas de vendas de produtos e serviços bancários é cada vez maior”, disse a coordenadora da COE do Bradesco ao acrescentar que a sobrecarga, somada ao estresse gerado pela cobrança de metas e assédio moral das chefias, acaba levando os trabalhadores ao adoecimento. “Sem contar a apreensão devido à falta de segurança e do risco que os funcionários correm com a retirada das portas giratórias. Tudo isso contribui para a degradação do ambiente de trabalho”, concluiu. Manifestações nas redes Além das manifestações realizadas nas imediações das agências e regionais do banco, trabalhadores e suas entidades de representação sindical também se manifestaram nas redes sociais. Pela manhã, um tuitaço com a hashtag #QueVergonhaBradesco alcançou a 6ª posição entre os assuntos mais comentados na rede em todo o Brasil. No Sul Fluminense Diretores do Sindicato realizaram reunião com os bancários abordando a importância da interação entre a categoria e a entidade sindical visando maior eficiência na atuação do dia a dia que envolvem a saúde física e mental, o combate ao assédio moral, jornada de trabalho, metas abusivas, entre outros assuntos. Neste mesmo dia, a diretoria distribuiu panfletos aos clientes e população, esclarecendo sobre o que representa o fechamento de agências por todo país. Informou sobre a abertura das UN’s (Unidades de Negócios), novo modelo que exclui atendimento presencial a clientes e divulgou nos sinais de trânsito, faixas denunciando os abusos do banco e seu lucro astronômico. Fonte: Contraf-CUT, com edição do Sind. Bancários do Sul Fluminense
Ação do Sindicato dos Bancários garante mais uma reintegração no Bradesco

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, por meio do Departamento Jurídico, garantiu nesta terça-feira, 10 de novembro, a reintegração de Caio Cezar Rios Rachid, a sua função e cargo no Banco Bradesco S/A, agência Barra Mansa. A instituição procedeu o desligamento do trabalhador, em 20 de julho deste ano, em meio a crise sanitária provocada pela Covid-19, mesmo após ter aderido ao movimento denominado #nãodemita, cuja finalidade é a manutenção e preservação dos empregos e da economia. O jurídico do Sindicato fundamentou a nulidade da dispensa no compromisso assumido pelos bancos junto ao Comando Nacional dos Bancários e à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) de não demitirem na pandemia, principalmente porque o trabalho dos bancários nas instituições financeiras foi imprescindível para que o pagamento do auxílio emergencial, do Governo Federal, fosse efetuado as camadas mais vulneráveis da sociedade. Entre os pedidos apresentados pelo Sindicato, figuraram a tutela de urgência e imediato restabelecimento do contrato de trabalho do bancário, a manutenção no plano de saúde e de todos os demais direitos contratuais e normativos, fixando-se multa diária, em caso de descumprimento, além do pagamento da remuneração integral, desde a dispensa até a data da reintegração, acrescido de ferias, 13º salário, FGTS, auxílio cesta alimentação, auxílio refeição as PLR (Participação nos Lucros e Resultados). O Juizo da 1ª Vara do Trabalho de Barra Mansa levando em consideração o princípio da função social da empresa e a situação fática que ensejou o compromisso assumido pelo banco e que ainda se encontra em vigência, deferiu todos os pedidos. Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense
Lucro do Bradesco chega a quase R$ 20 bi

O banco Bradesco obteve lucro líquido recorrente de R$ 19,602 bilhões nos nove primeiros meses de 2021, crescimento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2020. No 3º trimestre, o lucro foi de R$ 6,767 bilhões, alta de 7,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A rentabilidade (retorno sobre o Patrimônio Líquido médio anualizado do banco –ROE) foi de 18,3%, com alta de 5,4 pontos percentuais (p.p.) em doze meses. O resultado é melhor, inclusive, do que o dos períodos que antecederam a pandemia. Segundo o banco, é reflexo da melhora da atividade econômica, do resultado obtido com as operações de seguros, que evoluíram mais de 100% no trimestre, da alta das receitas com margem financeira com clientes e prestação de serviços, além das menores despesas com PDD. “O resultado do banco foi excelente e seria motivo de a gente ficar feliz por o país estar se recuperando. Mas, a realidade é bem diferente. A fome voltou ao Brasil! E o banco, não tem sequer vergonha de dizer que um dos motivos de seu astronômico crescimento é a cobrança de tarifas por prestação de serviços dos brasileiros. Isso faz com que, ao invés de felizes com o crescimento do lucro do banco, a gente fique triste”, lamentou a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Magaly Fagundes. “Ficamos ainda mais tristes quando vemos que não apenas o Bradesco, mas os bancos de uma forma em geral, lucram muito mesmo com a imensa crise que vive o país e o mundo. Este não é o sistema financeiro que a gente quer! Este não é o sistema financeiro que o Brasil precisa!”, completou. A receita obtida pelo Bradesco com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceu 5,3% em doze meses, totalizando R$ 20,4 bilhões. Esta é uma fonte secundária de receitas do banco. O valor é muito grande, porém muito menor do que os obtidos pelo banco com suas principais transações financeiras. Mas, mesmo com este valor “secundário”, o banco consegue pagar todas as despesas de pessoal e ainda sobra 38,3%. Demissões e fechamento de agências Nos últimos três meses, o banco abriu 374 postos de trabalho. Mas, se olharmos a quantidade de vagas fechadas no decorrer de um ano, veremos que a verdade é que banco vem reduzindo seu quadro de funcionários. Ao final de setembro de 2021, a holding contava com 87.736 empregados no país, com fechamento de 8.198 postos de trabalho em doze meses. E os clientes, como demonstra o relatório do próprio banco, estão pagando cada vez mais tarifas, têm menos trabalhadores para atendê-los e também menos agências para procurar em caso de necessidade. Em doze meses, foram fechadas 765 agências e 120 postos de atendimento (PA). “O lucro do banco foi expressivo em todas as operações. Não se justifica a redução do quadro de funcionários e o fechamento de agências”, disse Magaly. Carteira A carteira de crédito expandida do banco cresceu 16,4% em doze meses, atingindo R$ 773,3 bilhões. As operações com pessoas físicas (PF) cresceram 24,7% no período, totalizando R$ 303,5 bilhões, com destaque para o financiamento imobiliário (+41,3%), cartão de crédito (+26%) e o crédito consignado (+24,2%). As operações com pessoas jurídicas somaram R$ 469,8 bilhões no país, com alta de 11,6% em doze meses. Nesse segmento, destacaram-se o crédito rural (+41%), o CDC/Leasing (+31,7%) e o financiamento imobiliário (+18,4%). O Índice de Inadimplência para atrasos superiores a 90 dias subiu 0,3 p.p., ficando em 2,6% no 3º trimestre. As despesas com provisão para devedores duvidosos (PDD) foram reduzidas em 47% em relação ao mesmo período de 2020, totalizando R$ 11,1 bilhões em setembro de 2021. Veja abaixo a tabela resumo do balanço ou, se preferir, leia a íntegra da análise. Ambas, elaboradas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
COE e Bradesco discutem retomada ao trabalho presencial

Durante reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, realizada na sexta-feira (5), o banco anunciou a ampliação de 10% para 20% do quadro de trabalhadores no esquema presencial, a partir do dia 16 de novembro. Os funcionários que estão em home-office recebem o convite para o retorno ao trabalho presencial a partir desta segunda-feira (8). O retorno valerá para todas as estruturas administrativas. A cada semana, o banco irá incrementar em mais 20% o quadro presencial. Porém, avaliando o cenário a cada 15 dias para determinar se mantém o fluxo de retorno ou suspende. Apenas aqueles que estiverem totalmente imunizados estarão elegíveis para o trabalho presencial. Funcionários do grupo de risco e gestantes continuarão em home-office. E, conforme solicitado anteriormente pelos sindicatos, o retorno será de forma gradual, respeitando os protocolos de segurança e com escalas nos horários de almoço, de entrada e de saída de funcionários. A coordenadora da COE, Magaly Fagundes, manifestou que os sindicatos continuarão atentos para que o grupo de risco seja protegido. “Chegou para nós a informação de uma pessoa com diabetes que recebeu do gestor a solicitação para voltar ao trabalho presencial. Então, pedimos para que os gestores sejam reorientados a não buscarem ninguém do grupo de risco”, destacou. Em reunião anterior, realizada em setembro, os representantes dos bancários cobraram a manutenção dos protocolos de segurança e saúde, negociados desde o início da pandemia, como uso de máscara por clientes e funcionários, manutenção do distanciamento, álcool em gel e melhoria na qualidade das máscaras fornecidas aos funcionários. No encontro dessa sexta, o banco confirmou a aplicação do protocolo e a compra de um novo modelo de máscara, de proteção tripla, que será fornecida aos funcionários a partir da próxima remessa. Horário de atendimento O Bradesco manterá o horário reduzido para o público normal nas agências, das 10h às 14h. E, para os aposentados, em dia de pagamento, das 8h às 14h e, em dias normais, das 9h às 14h. Fonte: Contraf-CUT
Assembleia do Bradesco Financiamentos acontece dia 9 e 10 de novembro

Está marcada para a próxima semana, a assembleia extraordinária especifica do Banco Bradesco Financiamentos. O evento, realizado pelo Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, ocorrerá de forma virtual, das 8 horas do dia 9, até às 18 horas, do dia 10 de novembro. O evento tem a finalidade de deliberar sobre a negociação e o Acordo Coletivo de Trabalho referentes às áreas de análise de crédito, de atendimento e de suporte do Bradesco Financiamentos. Confira o edital: Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense
Sindicato realiza assembleia extraordinária para deliberar sobre assinatura do ACT do Bradesco S/A referente à CIPA 2021/2022

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense realiza assembleia extraordinária especifica para deliberar acercada negociação e assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho referente ao Programa de Capacitação Cipa 2021/2022. A assembleia ocorrerá das 8 horas, do dia 9 de novembro, às 18 horas, do dia 10 de novembro, de forma remota. Confira o edital: