Campanha 2026: Sindicato leva informações aos bancários e à população

O trabalho de conscientização da categoria para fortalecer a mobilização dos trabalhadores durante a Campanha Nacional dos Bancários 2026 está a todo vapor. Nesta terça-feira (28), o Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense percorreu as agências de Volta Redonda, distribuindo o boletim da campanha e colando cartazes para informar à população também sobre a luta da categoria. Além de conversar sobre a campanha com os funcionários das agências, os diretores do Sindicato levam informações aos clientes e à população de maneira geral. Eles explicam que a campanha não é apenas para beneficiar os bancários. A luta é também para melhorar o atendimento ao público, já que devido ao fechamento de agências, os bancos empurram os clientes para o atendimento digital, prejudicando, principalmente, as pessoas idosas que nem sempre têm habilidade com a tecnologia.

Trabalhadores do Santander vão para a terceira rodada de negociação nesta terça (28)

A terceira rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026, entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco, acontece nesta terça-feira (28), em São Paulo. O tema em pauta será a saúde, um dos eixos prioritários nas reivindicações dos trabalhadores. A manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, a preservação da qualidade dos planos de saúde, limites para os custos de mensalidades e coparticipação, além da garantia de negociação prévia com as entidades sindicais antes de qualquer alteração nos benefícios estão entre os itens principais. Os trabalhadores reivindicam ainda a manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, a preservação da qualidade dos planos de saúde, limites para os custos de mensalidades e coparticipação, além da garantia de negociação prévia com as entidades sindicais antes de qualquer alteração nos benefícios. A regulamentação do direito à desconexão digital, garantindo que os bancários não sejam acionados fora da jornada, salvo em situações excepcionais previstas em acordo também se destaca na pauta. Durante a reunião, a representação dos trabalhadores defenderá, ainda, propostas como licença menstrual para empregadas que enfrentam dores severas, redução temporária das metas para empregados que retornam de afastamento previdenciário, fortalecimento do Fórum de Saúde e Condições de Trabalho e aperfeiçoamento das regras relacionadas ao retorno ao trabalho após licença médica. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato participa do Dia de Mobilização da Caixa

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense participou, nesta segunda-feira (27), das ações pelo Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho. Diretores do Sindicato estiveram na agência de Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, onde levaram cartazes e panfletos com as principais reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras do banco. Na última rodada de negociações, o banco apresentou novos dados sobre o Saúde Caixa, relativos a adesões, cancelamentos, perfil da base e composição dos beneficiários. A Caixa também reconheceu que o fim do teto de gastos do banco com a saúde do seu quadro de pessoal permite a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual 70% dos custos são arcados pela Caixa e 30% pelos empregados, garantindo sustentabilidade ao Saúde Caixa por pelo menos dois anos. Durante a ação, o presidente do Sindicato, Júlio Cunha, falou sobre a luta dos trabalhadores. “Estão tentando dividir a nossa mesa, mas nós estamos aqui firmes mostrando a nossa unidade, mostrando que o nosso sindicato é um sindicato de luta, que a categoria bancária é uma classe de luta. Hoje estamos aqui para chamar atenção da população para o fechamento de agências, que cada dia que passa estão jogando o cliente para o digital, sem atender nas agências. Então nós estamos aqui para lutar! Para manter as agências de portas abertas”, ressaltou Júlio. A próxima mesa de negociação será realizada no dia 31 de julho.

Bradesco lidera ranking de reclamações

Nesta terça-feira (28), a representação dos funcionários do Bradesco vai entregar a minuta de reivindicações ao banco, único que ainda não havia marcado a reunião. Na última quinta-feira (23), o Banco Central divulgou um levantamento apontando o Bradesco como líder no ranking de reclamações entre os 15 maiores bancos do país. De abril a junho deste ano, foram registradas 9.375 queixas procedentes, alcançando um índice de 84,90 reclamações por milhão de clientes. Os principais motivos das queixas são irregularidades em operações de cartão de crédito (segurança, sigilo e legitimidade), problemas com o atendimento do SAC ou central de chamadas, além de dificuldades com crédito consignado e serviços de internet banking. Em segundo lugar no levantamento do Banco Central está o C6 Bank. O Itaú ocupa o terceiro lugar. Banco do Brasil e Caixa estão em 8º e 11º lugares, respectivamente. Vale lembrar que o Bradesco lucrou, em 2025, R$ 24,652 bilhões. O Itaú Unibanco faturou R$ 46,8 bilhões, no mesmo período. No total, o sistema financeiro nacional lucrou R$ 255 bilhões no ano passado. *Fonte: Bancários Rio

Itaú atende reivindicação do movimento sindical e flexibiliza regras de mobilidade

Após reivindicação da Comissão de Organização dos Empregados (COE), o Itaú comunicou oficialmente, nesta quarta-feira (24), que os empregados dos times de Negócios PJ poderão utilizar aplicativos de mobilidade, como Uber e similares, em situações excepcionais ou quando essa alternativa for mais adequada. A reivindicação foi apresentada na pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026, no dia 1º de julho. O banco enviou um comunicado à COE esclarecendo que as políticas corporativas sobre deslocamento e mobilidade continuam vigentes. Mas reconheceu que a orientação para priorizar o uso do veículo próprio não impede a utilização de aplicativos quando essa alternativa se mostrar mais adequada sob os aspectos operacionais, de segurança ou de eficiência. No comunicado, o Itaú informou que reforçou às lideranças que as diretrizes devem considerar as particularidades de cada região, a natureza das atividades desempenhadas e, principalmente, a segurança dos trabalhadores. “Essa é uma conquista importante da COE. Levamos esse tema para a mesa de negociação porque recebíamos muitas reclamações de colegas que estavam sendo impedidos de utilizar aplicativos de mobilidade, mesmo em situações em que essa era a alternativa mais segura ou eficiente”, ressaltou a coordenadora da COE, Valeska Pincovai. A coordenadora explicou que o esclarecimento do banco corrige essa distorção e traz mais segurança para quem está diariamente nas ruas atendendo clientes. A representação dos trabalhadores seguirá cobrando a revisão dos valores pagos pelo reembolso de combustível. Atualmente, o banco adota um valor único para todo o país, sem considerar as diferenças de preços praticados entre estados, regiões metropolitanas e cidades do interior. A COE defende que o banco estabeleça critérios regionalizados, levando em consideração as médias de preços dos combustíveis em cada estado ou, ao menos, diferenciando os valores entre regiões metropolitanas e o interior. *Fonte: Contraf-CUT

BB: representação dos trabalhadores denuncia metas abusivas e pede solução para a Cassi

Durante a terceira rodada de negociação do acordo específico do Banco do Brasil na Campanha Nacional dos Bancários 2026, a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) denunciou o assédio moral relacionado ao cumprimento de metas consideradas abusivas. O encontro foi realizado na tarde desta quinta-feira (23) e a CEBB apontou o aumento dos casos de adoecimento e a precarização das condições de trabalho e do atendimento à população. Os trabalhadores também reivindicam a realização de um novo concurso público e a contratação de mais empregados, principalmente para as agências. A sustentabilidade da Cassi também mereceu destaque durante a negociação. A representação dos trabalhadores defende que o banco encaminhe a inclusão dos funcionários oriundos de bancos incorporados na Cassi e na Previ, além da retomada do patrocínio da Cassi para os empregados admitidos a partir de 2018. A questão dos trabalhadores do PSO foi levantada durante o encontro. Segundo a representação dos trabalhadores, os empregados da área enfrentam sobrecarga e acúmulo de funções. Segundo a denúncia, gerentes de serviço acumulam atividades administrativas e negociais, enquanto escriturários executam tarefas como abastecimento dos terminais de autoatendimento (TAA) e gestão de numerário, caracterizando desvio e acúmulo de funções. Além disso, foi cobrada a garantia de tempo para capacitação dos empregados do PSO, que vêm absorvendo novas atribuições sem o treinamento adequado. *Fonte: Contraf-CUT

Saúde Caixa e diversidade vão a debate na terceira mesa de negociação com a Caixa

Durante a terceira mesa de negociações específicas com a Caixa, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) cobrou avanços concretos nas cláusulas de condições de trabalho. A prioridade no debate ficou para a necessidade de atualização da estrutura de carreira da Caixa, com novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e regras objetivas, transparentes e democráticas para os Processos Seletivos Internos (PSIs). “Os atuais PFG e PCS não respondem mais à realidade da Caixa. A empresa mudou, o trabalho mudou, as exigências aumentaram, mas os instrumentos de carreira ficaram para trás”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen. Em relação ao PSI, a CEE/Caixa defendeu que os processos seletivos internos respeitem princípios de transparência, impessoalidade, objetividade e diversidade, com regras conhecidas previamente e participação de bancas examinadoras representativas da diversidade no banco. De acordo com a Caixa, há estudos em andamento sobre PFG, PCS e PSI. O banco se comprometeu a buscar informações para apresentar à mesa. Já a CEE/Caixa ressalta que é fundamental que esses estudos sejam compartilhados com as entidades sindicais, para serem debatidos antes de qualquer implementação. A inclusão de uma cláusula específica sobre teletrabalho no ACT da Caixa também foi cobrada pela representação dos empregados. A CEE/Caixa também apresentou críticas ao modelo de atendimento “figital”, no qual empregados das unidades físicas precisam conciliar o atendimento presencial com demandas digitais, por meio da ferramenta Genesys. A CEE cobrou que a Caixa apresente estudos sobre os impactos do Genesys e do atendimento presencial simultâneo, inclusive à luz da NR-1, com informações sobre o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), inventário de riscos, medidas de prevenção e acompanhamento pelas CIPAs. A Caixa apresentou parte dos dados sobre diversidade cobrados pela representação dos empregados na primeira rodada de negociação específica. Além disso, os representantes do banco apresentaram proposta de cláusulas sobre Equidade de Gênero, Diversidade e Inclusão. Em relação ao Saúde Caixa, o banco apresentou novos dados sobre adesões, cancelamentos, perfil da base e composição dos beneficiários. O destaque ficou para o reconhecimento, pela Caixa, de que o fim do teto de gastos do banco com a saúde do seu quadro de pessoal permite a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual 70% dos custos são arcados pela Caixa e 30% pelos empregados, garantindo sustentabilidade ao Saúde Caixa por pelo menos dois anos. A CEE reforçou a convocação para o Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho, que será realizado na próxima segunda-feira (27), em todo o país. A próxima reunião de negociação específica com a Caixa será realizada no dia 31 de julho. *Fonte: Contraf-CUT

Santander: segunda rodada tem avanço em debate sobre inclusão

A segunda rodada de negociação da Campanha Nacional dos Bancários 2026 do Santander foi realizada, nesta quarta-feira (22), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do banco. Durante o encontro foram debatidos temas relacionados a direitos coletivos e contratuais, garantias de emprego, condições de trabalho, licenças, diversidade, inclusão e sustentabilidade. A representação dos trabalhadores cobrou respostas sobre os pontos apresentados na primeira rodada de negociação, reforçando a necessidade de respostas concretas às reivindicações da categoria. A COE defendeu que parte das bolsas de estudo oferecidas pelo banco seja destinada prioritariamente a empregados com deficiência e que seja mantida a isenção da coparticipação para os trabalhadores que aderirem ao programa Jeito Certo, mesmo durante o afastamento médico pelo INSS. O Santander também aceitou discutir uma melhor distribuição das vagas entre cursos de graduação, pós-graduação, MBA e especializações. Sobre a isenção de tarifas bancárias para os funcionários, inclusive a anuidade dos cartões de crédito do titular e dos adicionais, e sobre condições diferenciadas para financiamento imobiliário, o Santander disse que está revisando sua política de tarifas e descontos, mas descartou a concessão da isenção total, por enquanto. Entre os temas discutidos nesta quarta-feira, esteve a garantia de emprego, com a defesa de mecanismos que impeçam dispensas imotivadas, a suspensão de novos processos de terceirização nas empresas do Grupo Santander e a abrangência do acordo coletivo para todos os funcionários, independentemente do cargo ou da remuneração. A COE reivindicou que os empregados em teletrabalho ou em atividade externa continuem vinculados à mesma base territorial onde atuam, garantindo sua representação pelo sindicato da respectiva região. Sobre licenças e ausências, a reivindicação foi de cinco dias de ausências abonadas por ano, licença não remunerada para estudos, licença para acompanhamento de familiares em casos de doença grave ou internação e a possibilidade de parcelamento do adiantamento salarial das férias em dez parcelas. O banco respondeu que já mantém um programa de licença não remunerada de até 60 dias, com possibilidade de extensão por meio das férias, destinado à qualificação profissional no exterior, e afirmou que não há possibilidade de avançar na proposta dos cinco dias de ausência abonada neste momento. O fortalecimento das medidas de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica também fez parte da pauta. A proposta prevê o repúdio a qualquer forma de violência contra a mulher e o compromisso do Santander de oferecer apoio às empregadas que acionarem o banco, sempre com garantia de sigilo. Houve debates ainda de propostas sobre sustentabilidade, com reivindicações para que o banco reforce seus compromissos com a transição justa, o combate ao desmatamento e a adoção de critérios socioambientais na concessão de crédito. As negociações continuam no próximo dia 28. *Fonte: Contraf-CUT

Com negativas da Fenaban, quarta rodada de negociações termina sem acordo

A quarta rodada de negociações da Campanha Nacional das Bancárias e dos Bancários, nesta terça-feira (21), foi marcada por uma postura negativa da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), com ameaças à manutenção da mesa única, às cláusulas de saúde e recusa em discutir saídas para o endividamento da categoria. Segundo Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional, a Fenaban não quis negociar e começou o encontro ameaçando a manutenção da mesa única, com a tentativa de separar os bancos públicos dos privados. “A mesa única protege tanto os trabalhadores de bancos públicos quanto os dos bancos privados, e é por isso que eles querem promover a divisão da categoria”, observou Juvandia. Em relação ao endividamento da categoria também não houve consenso. A proposta apresentada pela Fenaban foi encerrar logo a campanha nacional e adiantar o pagamento da PLR. O movimento sindical apresentou dados que embasam a pauta da saúde. De acordo com o INSS, por exemplo, em 2024, a categoria bancária representou 25% do total de afastamentos acidentários por doença mental pelo Instituto. A Consulta Nacional 2026 confirmou os dados do INSS. Cerca de 40% dos participantes afirmaram ter utilizado medicamentos controlados (antidepressivos, ansiolíticos ou estimulantes) no último ano. Confira o resumo das reivindicações relacionadas à saúde: 1 – Fim das metas abusivas.2 – Combate ao assédio moral, organizacional e algorítmico.3 – Limites à vigilância digital e ao controle por algoritmos.4 – Serviços médicos que acolham os trabalhadores adoecidos.5 – Nenhuma perda de remuneração durante o adoecimento.6 – Prevenção de riscos psicossociais — implementação da NR-1 e da NR-17. Depois da apresentação desta pauta, a Fenaban decidiu travar a mesa. Segundo Juvandia, a entidade criou falsas polêmicas e ameaçou retirar todas as cláusulas de saúde já conquistadas na CCT. “Nós, do Comando, reiteramos que a pauta da saúde é fundamental. Não vamos concluir a negociação sem discutir esse tema. E a mesa única é o lugar onde esse tema deve ser tratado”, destacou Juvandia Moreira. A negociação sobre saúde será retomada na próxima mesa, dia 30 de julho. Para reforçar as reivindicações da campanha em todo o país, o Comando Nacional decidiu realizar no próximo dia 28 um Dia Nacional de Luta e Mobilização. *Fonte: Contraf-CUT

Sindicato leva às agências informativo sobre defesa da saúde

O Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense percorreu as agências de Resende, nesta segunda-feira (20), levando o 3º Boletim Informativo da Campanha Nacional Unificada 2026. O objetivo da ação é conscientizar os bancários sobre a importância da mobilização durante a campanha, já que nesta terça-feira (21) será realizada mais uma rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Durante a reunião serão debatidos temas relativos à defesa da saúde das trabalhadoras e trabalhadores. Dados do INSS mostram que, entre 2912 e 2024, gerentes de contas, escriturários e caixas de bancos foram as ocupações com maiores índices de afastamento por saúde mental. Em 2024, as doenças mentais e comportamentais foram responsáveis por mais da metade dos afastamentos previdenciários e acidentários da categoria bancária. Em contrapartida, o lucro líquido dos maiores bancos do país saltou de aproximadamente R$ 51 bilhões em 2012 para um recorde superior a R$ 127 bilhões em 2025. A pressão por resultados com metas abusivas, principal característica do atual modelo de gestão dos bancos, é apontada com uma das causas decisivas para o adoecimento do trabalhador bancário. Na reunião desta terça-feira (21), o Comando Nacional da categoria vai defender medidas como a participação dos trabalhadores na definição de metas, que sejam humanamente viáveis; o fim do assédio algorítmico e do monitoramento excessivo; e um ambiente de trabalho saudável, baseado na colaboração mútua.