
Durante a terceira mesa de negociações específicas com a Caixa, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) cobrou avanços concretos nas cláusulas de condições de trabalho.
A prioridade no debate ficou para a necessidade de atualização da estrutura de carreira da Caixa, com novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e regras objetivas, transparentes e democráticas para os Processos Seletivos Internos (PSIs).
“Os atuais PFG e PCS não respondem mais à realidade da Caixa. A empresa mudou, o trabalho mudou, as exigências aumentaram, mas os instrumentos de carreira ficaram para trás”, afirmou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.
Em relação ao PSI, a CEE/Caixa defendeu que os processos seletivos internos respeitem princípios de transparência, impessoalidade, objetividade e diversidade, com regras conhecidas previamente e participação de bancas examinadoras representativas da diversidade no banco.
De acordo com a Caixa, há estudos em andamento sobre PFG, PCS e PSI. O banco se comprometeu a buscar informações para apresentar à mesa.
Já a CEE/Caixa ressalta que é fundamental que esses estudos sejam compartilhados com as entidades sindicais, para serem debatidos antes de qualquer implementação.
A inclusão de uma cláusula específica sobre teletrabalho no ACT da Caixa também foi cobrada pela representação dos empregados.
A CEE/Caixa também apresentou críticas ao modelo de atendimento “figital”, no qual empregados das unidades físicas precisam conciliar o atendimento presencial com demandas digitais, por meio da ferramenta Genesys. A CEE cobrou que a Caixa apresente estudos sobre os impactos do Genesys e do atendimento presencial simultâneo, inclusive à luz da NR-1, com informações sobre o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), inventário de riscos, medidas de prevenção e acompanhamento pelas CIPAs.
A Caixa apresentou parte dos dados sobre diversidade cobrados pela representação dos empregados na primeira rodada de negociação específica. Além disso, os representantes do banco apresentaram proposta de cláusulas sobre Equidade de Gênero, Diversidade e Inclusão.
Em relação ao Saúde Caixa, o banco apresentou novos dados sobre adesões, cancelamentos, perfil da base e composição dos beneficiários.
O destaque ficou para o reconhecimento, pela Caixa, de que o fim do teto de gastos do banco com a saúde do seu quadro de pessoal permite a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual 70% dos custos são arcados pela Caixa e 30% pelos empregados, garantindo sustentabilidade ao Saúde Caixa por pelo menos dois anos.
A CEE reforçou a convocação para o Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho, que será realizado na próxima segunda-feira (27), em todo o país.
A próxima reunião de negociação específica com a Caixa será realizada no dia 31 de julho.
*Fonte: Contraf-CUT


