Recorde de inscrições em concurso do BB mostra desacertos do governo Bolsonaro

O Banco do Brasil vai realizar o maior concurso público nacional da história do país: foram 1.645.975 inscrições no total, sendo 1.605.751 para as vagas de Escriturário (Agente Comercial) e 40.224 para as de Escriturário (Agente de Tecnologia). As inscrições terminaram no último sábado (7), mas as provas só serão realizadas em 26 de setembro. Para o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, essa é uma clara demonstração de mais um equívoco da política do atual governo, que resulta em recorde de desemprego no país e ainda tende a piorar. “Infelizmente, vemos uma política econômica que, ao invés de se preocupar em gerar empregos, vem aprovando retiradas de diretos trabalhistas e previdenciárias. Só iremos reverter esse quadro com políticas de indução da economia através dos bancos públicos, como ocorreu em 2008. O BB só fazer concurso público não é suficiente, pois 2.480 vagas não suprem as mais de sete mil cortadas com fechamento de agências em regiões que necessitam de atendimento bancário e crédito para a economia. Esse concurso é demagogia e propaganda eleitoral. Na verdade, esconde o quanto essa mão de obra é insuficiente no BB.” Fukunaga lembra também que o desespero mostrado pela classe trabalhadora são reflexos das reformas feitas nos últimos anos. “O golpe que tirou a presidenta Dilma Rousseff do poder, foi um golpe contra a classe trabalhadora também. Neles já estavam previstos as reformas trabalhistas e previdenciárias, que vinham com promessas de geração de emprego e renda, mas, na realidade, só aprofundou o desemprego e a precarização dos direitos trabalhistas”, completou. Fonte: Contraf-CUT
Resolução contra o Cassi Essencial é aprovada durante 32º CNFBB

Novo plano põe e risco sustentabilidade da Cassi, com esvaziamento dos outros planos, e reduz responsabilidade do banco com manutenção da Caixa de Assistência O 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) aprovou resolução contra o Cassi Essencial com 97% dos votos. Durante o evento, realizado no último final de semana, os bancários apontaram que, entre os efeitos nocivos do novo plano proposto pelos diretores e conselheiros da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), estão o esvaziamento dos planos já existentes Cassi Família I e II e a possibilidade de adesão dos novos funcionários do BB, reduzindo a responsabilidade do Banco com a manutenção da Cassi e do Plano Associados. “O Cassi Essencial também é um ataque direto à mesa de negociação para que os funcionários dos bancos incorporados tenham os mesmos direitos na Cassi”, alertou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, durante o Congresso. “Nosso acordo coletivo, na mesa de negociação, estabelece que os funcionários dos bancos incorporados façam parte do Plano Associados. Nem um direito a menos”, completou. Esvaziar e enfraquecer O Cassi Essencial, lançado em junho, não foi criado apenas para atender os parentes por afinidade e consanguinidade dos funcionários, ex-funcionários e aposentados do BB. Pessoas que tiveram ou ainda possuem vínculos de trabalho com o Banco do Brasil poderão trocar o Plano Associados pelo Essencial. Essa possibilidade coloca em risco toda a Cassi, como explica João Fukunaga: “Ao atrair funcionários do BB para o novo plano, a diretoria e conselheiros da Cassi violam o princípio de solidariedade e isonomia da entidade”, destaca. “O Plano Associados torna a Cassi forte porque os mais jovens ajudam a custear os mais velhos e porque o Banco do Brasil ajuda a arcar com parte das despesas, como patrocinador”, completa. O Cassi Essencial, assim como os planos Família I e II, não conta com o patrocínio do BB. Enquanto que, no Plano Associados, o banco contribui com 4,5% para o funcionário, inclusive na aposentadoria, e 3% até o 3º dependente de associados da ativa. “O movimento correto para fortalecer a Cassi é estimular os funcionários, ex-funcionários e aposentados a se manterem no Plano Associados e não criar um plano de mercado que, além de promover a perda de cobertura em doenças importantes, poderá estimular a troca de plano, entre os funcionários”, pontua Fukunaga. “Não podemos nos esquecer que o plano foi criado por diretores e conselheiros eleitos e indicados pela alta administração do BB na Cassi. Isto aponta que existe uma preocupação maior com os interesses do banco do que com os interesses dos associados. Afinal, quanto mais funcionários, ex-funcionários e aposentados o Cassi Essencial atrair, menores serão as contribuições do BB com o custeio da Cassi”, pondera. Durante live realizada dia 27 de julho, para tirar dúvidas sobre o Cassi Essencial, a atual diretoria do plano não respondeu às críticas, feitas reiteradamente pelas entidades sindicais, sobre a dinâmica que tende a esvaziar toda a Caixa de Assistência. Rede de credenciamento menor O novo plano de mercado foi lançado como alternativa “mais barata” aos planos Cassi Família I e II, todos criados para atender os parentes por consanguinidade e afinidade dos funcionários do Banco do Brasil. Para oferecer um valor mais atraente no Cassi Essencial, a diretoria da Caixa de Assistência dividiu o Brasil em doze regiões. Cada uma com características de preços e custos próprios de assistência à saúde. Assim, enquanto os participantes dos planos Família I e II e os Associados da Cassi têm acesso, sem custo adicional, a toda a rede credenciada da Caixa de Assistência, os participantes do Cassi Essencial terão acesso a uma rede em média 22% mais enxuta. Em Brasília a rede chega a ser menor em 78%, Alagoas 50% e Rio de Janeiro 32%. (link: https://www.cassi.com.br/images/hotsites/nossosplanos/basecredenciada.html). Franquias e coparticipação Caso necessitem recorrer a um atendimento fora da sua região, o participante do Cassi Essencial terá que pagar uma franquia de R$ 350. Mas se a internação ocorrer dentro da região contratual, a franquia paga será de R$ 250. Nos planos Família I e II e no Plano Associados, não existe a cobrança de franquia de internação. Outra diferença que pesará no bolso do participante, ao longo do tempo, é a cobrança de coparticipação de 40% sobre os atendimentos realizados fora da região contratual estabelecida na adesão ao plano e de 30% para todos os atendimentos realizados na região contratual. Os planos Família I e II, que têm a mesma finalidade do Essencial, de atender aos parentes dos funcionários do BB, não cobram taxa de coparticipação. Portanto, se comparado os custos entre Família e Essencial, com a cobrança da coparticipação, o Cassi Essencial poderá alcançar o mesmo custo dos planos Família. O diretor de Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Carlos Emílio Flesch, inclusive admitiu isso durante a live: “O plano Família não possui coparticipação. Já o plano Essencial possui coparticipação, dentro e fora da região de preço. Se é alguém que utiliza muito assistência à saúde, então é [melhor] você optar por pagar um pouco mais, mas não ter [a cobrança] de coparticipação, como é o caso do Cassi Família”, declarou. Em outras palavras, o custo com a contratação do Cassi Essencial pode ser, no final das contas, maior para quem tiver que aumentar a frequência de uso do plano. Fonte: Contraf-CUT
O BB que queremos para o futuro do Brasil

Terceiro painel fecha os debates do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB) O terceiro painel do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (CNFBB), realizado na tarde deste domingo (8), os palestrantes contribuíram com as reflexões sobre “O BB que queremos para o futuro do Brasil”. Para o ex-funcionário do Banco do Brasil e ex-dirigente sindical do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Carlos Augusto Vidotto, o que de mais genérico vale para todo mundo, não apenas para o Brasil e nem apenas para o Brasil, é que, para qualquer pais, é importante não haver desindustrialização para que não haja perdas de postos de trabalho e da capacidade de produção. “Em termos mais próximos, uma coisa geral do capitalismo é a questão do open banking, que está sendo levado à estrutura do mercado financeiro. Ele materializa o que seria a grande ameaça aos empregos, em particular ao emprego bancário”, disse. “Mas, ninguém pode morrer de véspera. Não podemos baixar as armas e deixar de lutar para tentar deter os impactos da tecnologia sobre os empregos”, completou. Segundo Vidotto, uma das propostas é trabalhar com uma ampla aliança municipalista. “Temos que defender a existência de uma agência bancária em cada município. Isso atende a demanda de diferentes segmentos da sociedade e de linhas políticas, nos dá a possibilidade de, se não determos o processo, podemos atenuar os efeitos da tecnologia sobre o fechamento de agência e de fechamento de postos de trabalho”. Mas, para ele, há outras mediações importes a serem pensadas na defesa do Banco do Brasil. “Ele tem que ser pensado no conjunto dos bancos públicos federais, como ferramentas do desenvolvimento, sob a orientação de uma dada política econômica”, propôs. Vidotto defendeu ainda a necessidade de considerar o perfil do BB como uma estatal de lógica financeira, por um lado, e de logica pública do outro. E, dentro disto, é preciso considerar os três modelos históricos do banco. “Há três modelos históricos verificados. O do governo FHC, que podemos chamar de neoliberal mitigado, caracterizado pela lógica privada na direção do banco, mantendo as estratégicas da política econômica. O outro é o do Bolsonaro, que podemos chamar de neoliberal hard, que aponta diretamente para a retirado do Estado do mercado financeiro. Por fim, temos o modelo social-desenvolvimentista de Lula e Dilma, que usou o BB como parte da política de desenvolvimento”. Vidotto explicou que no modelo de FHC não se excluía o Estado em uma atuação no mercado financeiro e nem tinha essa estratégia. Um modelo que reconhece a existência das duas faces. O que diferencia o modelo de FHC do desenvolvimentista é que o primeiro coloca a face privada como determinante. Com Lula e Dilma, a face privada é uma condicionante, mas não determinante. De acordo com ele, ao pensarmos o BB do futuro devemos evitar atribuir ao BB a capacidade de extrapolar as políticas econômicas. Por outro lado, além de trabalhar na agricultura e MPE, temos que mostrar a contribuição do BB na retomada econômica e criar as condições para, após 2022, dialogar com o maior número de setores. “A capacidade dos bancos públicos federais e do BB de tomar medidas que possam estimular a retomada econômica não pode ser subestimado”, disse. Mudanças sociais “Não conseguimos fazer as mudanças somente dentro do banco, tem que ser mudanças sociais”, resumiu Debora Fonseca, conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários. Para ela, o comportamento do governo Bolsonaro exclui completamente o lado social e que não leva em conta o papel do estado nas políticas de desenvolvimento. Débora Fonseca descreveu o comportamento de presidentes do banco durante o governo Bolsonaro. “Antes de tudo, foram mudanças que trazem uma bagunça dentro do banco, o que o enfraquece. Passa uma imagem de fragilidade. Isso para que a população tenha uma visão ruim do banco e das outras empresas públicas. A intenção é fazer esse ataque para que a população se sinta desatendida”, analisou a conselheira. Na sua visão, o primeiro presidente do banco, Rubens Novaes, entra com a proposta de privatização, colocando empresa subsidiárias à venda. André Brandão, o segundo presidente, coloca uma restruturação dentro do banco que, para Debora, já estava escrita antes. “As mudanças tecnológicas são irreversíveis. O que temos que discutir é um modelo em que a tecnologia esteja a favor dos funcionários e da sociedade, para atender as pessoas de forma mais humana, para crescer mais o banco. Não se deve colocar a tecnologia como substituto das pessoas”, afirmou a conselheira. Outro ponto destacado por Debora foi que não existe mais a mesma atenção para o financiamento da agricultura familiar, o que geram um impacto na inflação dos alimentos, já que é a agricultura familiar a responsável por 70% dos alimentos fornecidos para o mercado interno. “O governo coloca recursos para o agronegócio”, diz. Para Débora, o futuro do Banco do Brasil passa pela contratação de maior número de funcionários, utilização da tecnologia em prol das pessoas e nas linhas de crédito que reflitam o crescimento e desenvolvimento social. Fora Bolsonaro para termos o Brasil que queremos Juliana Donato, ex-conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários e membro da coordenação da Campanha Nacional Fora Bolsonaro, foi a terceira convidada da mesa “O BB que queremos para o futuro do Brasil.” “Por tudo que a gente viveu nos últimos anos e tudo que ouvimos neste congresso, acho que é evidente que temos um processo em aprofundamento da transformação do banco do Brasil em banco privado. As transformações que a gente sofre no Banco do Brasil são parte de um processo geral, de ataques aos direitos, ao patrimônio público, a vida dos brasileiros e que a luta em defesa do banco do Brasil como banco público de forma alguma pode estar separada da luta contra o Bolsonaro, contra o fascismo, por um outro projeto de país”, afirmou Juliana. “Eu quero apresentar algumas ideias em relação ao projeto de banco público e ao
Congresso mostra “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”

Com informações do balanço e histórico de atuação do banco, reflexões ajudam pensarmos o Banco do Brasil que queremos A segunda mesa de debates do 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil tratou do “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”, com a participação do ex-gerente de Soluções do Banco do Brasil, de Jean Moreira Rodrigues, e da economista Nádia Vieira de Souza, do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Jean Rodrigues abordou a discussão falando sobre as transformações na economia e nos modelos de negócio e como o Banco do Brasil se comportou no decorrer dessas mudanças. Inicialmente ele destacou que as transformações na economia mundial se caracterizam pela volatilidade, incerteza, complexidade, e ambiguidade dos cenários. “Ninguém imaginava a pandemia, por exemplo. Você não consegue fazer mais previsão. Antes, se faziam previsões para cinco ou dez anos. Isso não acontece mais. As novas tecnologias transformaram e pautaram os modelos de negócios. Isso impacta as economias e a própria indústria financeira”, pontuou. Jean Rodrigues ressaltou que a criação do Banco do Brasil aconteceu a partir de modelos de séculos atrás. Empresas e pessoas cada vez mais ficam menos equipados para compreender esse crescimento exponencial em que vivemos. Por outro lado, Jean destacou que o sistema bancário brasileiro é altamente concentrado, detém 77% dos ativos totais e 79% dos depósitos totais. “Isso faz com que o Banco Central regule essa concorrência baixa adotando uma série de medidas para promover maior competição no sistema bancário. São fintechs, é o PIX, o open banking, pagamentos e transferência de fundos em real-time”, exemplificou. Para acompanhar as mudanças, Jean afirmou que os bancos investem muito em tecnologia e um dos efeitos é a redução do número de agências. “Isso tem produzido impactos nas economias locais, mas também afeta o emprego bancário”, observou. Entre as décadas de 1930 e 1980, lembrou Jean, o Estado brasileiro promoveu o processo de industrialização com os bancos públicos. “A inciativa privada não teve interesse no passado e no presente esse interesse também é muito pouco”, observou. Jean Rodrigues destacou que a mudança no Banco do Brasil ocorreu a partir de 2016. “O banco nunca deixou de buscar a rentabilidade. Mas, até 2015, além do foco na rentabilidade, também tinha um foco muito grande no desenvolvimento do país. A partir de 2016, o governo Temer começou a fazer a mudança. O foco passou a ser mais a rentabilidade em si com uma insistência para buscar rentabilidade compatível com bancos privados. O Banco do Brasil deixa de ter papel de fomento da economia brasileira, que justifique a sua manutenção como uma empresa pública”, conclui. Balanço A economista do Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou dados do balanço do Banco do Brasil no 1º semestre de 2021. O banco obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020. No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor. Fonte: Contraf-CUT
Quadro de pessoal e fortalecimento da Caixa pública são assuntos de audiência na Câmara dos Deputados

Contraf-CUT será representada por Fabiana Uehara Proscholdt Fabiana Uehara Proscholdt, secretária da Cultura da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenadora da Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) irá participar da audiência pública extraordinária da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados sobre a “Recomposição do quadro de Pessoal da Caixa (CEF) e o fortalecimento da instituição como banco genuinamente público”. A audiência virtual será realizada sexta-feira (6, a partir das 14h30, a pedido da deputada Erika Kokay (PT/DF) pelos requerimentos de números 12, 17 e 18 de 2021. Entre os argumentos do requerimento 12, apresentado em março deste ano, está a necessidade da recomposição do quadro de pessoal do banco público. O documento justifica que “durante os últimos 5 (cinco) anos a Caixa Econômica Federal realizou vários PDVs (planos de demissão voluntária), resultando em uma redução de mais de 20 mil empregados sem a devida reposição e sem qualquer previsão de novas contratações”. Por meio do requerimento 18, a deputada realça o papel da Caixa durante à pandemia. Eles são relativos ao serviço essencial para a população com o pagamento do auxílio emergencial, às demandas cotidianas do banco que é também o responsável pela administração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de programas sociais que atingem uma grande massa populacional. Em suma, são atividades essenciais para a sobrevivência da população. Kokay pede o apoio dos demais deputados e observa que “as entidades representativas dos(as) bancários(as) têm empenhados esforços para garantir o fortalecimento do banco público como também para que haja a contratação de novos funcionários visando assegurar a qualidade de atendimento à população e melhorar as condições de trabalho dos empregados, fundamentais para a consecução dos objetivos da instituição”. A discussão ao requerimento 17 da parlamentar atende à denúncia do Sindserviços-DF. Conforme o documento, os direitos dos(s) trabalhadores(as) terceirizados(as) da Caixa Econômica Federal estariam sendo violados com a mudança de contratos de diversas categorias. Copeiros, garçons e funcionários da portaria da matriz da CEF em Brasília sofreram prejuízos nos salários e benefícios mais baixos ao passarem para o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-DF). Para assistir ao vivo acesse aqui. Convidados O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), Sergio Takemoto, Kleytton Guimarães Moraes, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília (SEEB-DF), Isabela Freitas Santana, representante dos aprovados do último concurso da Caixa Econômica Federal, Maria Isabel Caetano, presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio, Conservação, Trabalho Temporário, Prestação de Serviços e Serviços Terceirizáveis no Distrito Federal (Sindserviços-DF), Rita Serrano, representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa(CA/CEF), Paula de Ávila e Silva Porto Nunes, procuradora do Ministério Público do Trabalho da 10ª Região, diretor de Marketing e Relacionamento Institucional da Caixa, Jairo da Silva Muniz Sobrinho e diretora de Logística e Segurança da Caixa, Angelica Djenane Philippe Correa também participarão da audiência Articulação parlamentar No último dia 7/4, por iniciativa do deputado Jorge Solla (PT-BA), a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle debateu a situação dos aprovados no concurso público realizado pelo banco em 2014, em audiência pública. No dia 5/7, a pedido do deputado federal Zé Neto (PT-BA) foram tratados o papel da Caixa no desenvolvimento do país e na recuperação da economia do país. A discussão ocorreu na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços. O parlamentar lembrou que enquanto países como o Reino Unido e os EUA estão investindo em bancos públicos e liberando recursos públicos para investimentos sociais, no Brasil há um esvaziamento da função social da Caixa e de programas que incentivam o setor produtivo da construção civil. Histórico A defesa do papel social da Caixa e sua manutenção como banco público passa por articulações com representações dos movimentos populares, câmaras municipais, prefeituras, assembleias legislativas e do Congresso Nacional. Desde 2016, a Federação e outras entidades sindicais e associativas têm buscado o apoio para fortalecer a resistência ao desmonte do banco. A atuação da Fenae resultou na criação de uma Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos, que contou com a assinatura de mais de 200 parlamentares, entre deputados federais e senadores. Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil lucra quase R$ 10 bi no primeiro semestre

Resultado é obtido com redução de 7 mil postos de trabalho, gerando sobrecarrega de trabalho e adoecimento de funcionários O Banco do Brasil obteve lucro líquido ajustado de quase R$ 10 bilhões no 1º semestre de 2021, crescimento de 48,4% em relação ao mesmo período de 2020, segundo análise elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No 2º trimestre, o lucro foi de R$ 5 bilhões, aumento de 52,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Segundo o banco, a redução das provisões para lidar com devedores duvidosos (PCLD Ampliada) e o crescimento da carteira de crédito destacam-se no resultado do semestre. A rentabilidade (retorno sobre o patrimônio líquido ajustado) cresceu 3,9 pontos percentuais (p.p.) em doze meses, chegando em 14,1%. “Os resultados são muito bons e os funcionários precisam mesmo ser reconhecidos. Mas, é preciso dizer que estes mesmos funcionários pintados como se estivessem no ‘mundo das maravilhas’, na verdade são estrangulados pelas metas impostas pela atual gestão, principalmente com vice-presidente de varejo, quase um capataz cruel”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, se referindo ao vídeo enviado pelo presidente do banco aos funcionários na manhã desta quinta-feira para anunciar os resultados do balanço semestral. Redução do pessoal e sobrecarga “Os funcionários, supostamente valorizados, precisam se desdobrar para cumprir as metas. Ainda mais com as constantes reduções do quadro de pessoal. Uma realidade que leva à sobrecarga de trabalho e ao consequente adoecimento”, afirmou Fukunaga. Em um ano, o banco fechou 6.956 postos de trabalho e, do primeiro para o segundo semestre de 2021, essa redução de pessoal se acentuou ainda mais. Somente neste segundo trimestre, no escopo do Programa de Adequação de Quadros (PAQ) e do Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), o banco reduziu seu quadro de pessoal em 2.358 funcionários. Além disso, em 12 meses, foram fechadas 390 agências e 33 postos de atendimento bancário e o número de clientes aumentou em 2,9 milhões. “São menos funcionários, menos agências, mais clientes e mais lucro. Não é difícil de se perceber quem são os prejudicados. O discurso de valorização dos funcionários cai por terra. E os clientes também são afetados, com maior dificuldade para se encontrar uma agência e pelas filas que se alongam. Pagam cada vez mais caro pelas tarifas para ter um atendimento cada vez mais precário, devido à política de desestruturação que é implantada, pelo menos, desde 2016”, observou o coordenador da CEBB. As receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias alcançaram R$ 14,1 bilhões no ano, enquanto as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da PLR, somou R$ 12 bilhões no período. Ou seja, somente com a receita de tarifas e serviços bancários, que representa uma parte ínfima de toda a arrecadação do banco, é possível cobrir todas as despesas com funcionários e ainda sobram 17,4% do valor. Veja abaixo a tabela resumo do balanço, ou, se preferir, leia a íntegra da análise do Dieese.
Congresso vai refletir sobre o Banco do Brasil que o país precisa

Debates girarão em torno do tema “Construindo juntos o futuro do Banco do Brasil”; abertura do evento acontece na noite de sexta-feira (6) e debates serão realizados no domingo (8) Funcionários do Banco do Brasil realizam seu 32º Congresso Nacional nesta sexta-feira (6) e no domingo (8). Com debates e votações online, as reflexões vão girar em torno do tema “Construindo juntos o futuro do Banco do Brasil”. Serão três mesas de debate: “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”; “O BB que queremos para o futuro do Brasil” e “Diversidade para construir um banco realmente do Brasil”. Nesta última mesa, a discussão abordará a diversidade e a inclusão como forma de fazer com que o banco tenha cada vez mais a cara do Brasil. “A história do desenvolvimento de nosso país se confunde com a do Banco do Brasil, a primeira instituição financeira brasileira. Os investimentos para a infraestrutura, o desenvolvimento industrial, do setor de serviços, comércio e agropecuário foram e são feitos pelo Banco do Brasil. Mas, pessoas e setores com interesses escusos menosprezam a importância do banco para o país”, disse o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Além disso, desde pelo menos 2016, o banco vem passando por constantes processos de reestruturações que, na verdade, acabam com sua estrutura e sua capacidade de fomentar o desenvolvimento da economia e do país como um todo. Não é este Banco do Brasil desestruturado que o Brasil precisa. Não é este Banco do Brasil capenga que a gente quer! É sobre isso que nosso congresso vai tratar”, completou. Convidados O fundador e reitor da Universidade Zumbi dos Palmares professor dr. José Vicente, que recentemente foi convidado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para integrar o grupo de trabalho sobre Segurança Privada do Conselho Nacional de Justiça; a economista e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Nádia Vieira de Souza; e o professor e ex-deputado federal, Jean Wyllys, estão entre os convidados para compor as mesas e contribuir com os debates. Jean Moreira Rodrigues, ex-funcionário do BB; Débora Fonseca, Conselheira de Administração do BB eleita pelos funcionários; Isabela Lemos, funcionária aposentada do BB; e Carlos Augusto Vidotto, ex-funcionário do BB e ex-dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, também farão parte das mesas de discussões do congresso, que será realizado inteiramente no formato eletrônico, via videoconferência Zoom. Os delegados inscritos antecipadamente receberam links individuais para completarem sua inscrição e terem acesso à plataforma de participação e votação. O público em geral poderá acompanhar os debates pelos canais da Contraf-CUT no Facebook e YouTube. Veja abaixo programação completa: Fonte: Contraf-CUT
32º Congresso Nacional dos funcionários do BB acontece dias 6 e 8 de agosto

Evento será no formato eletrônico, via videoconferência Zoom e retransmitido pelos canais da Contraf-CUT no Youtube e Facebook Sob o tema “Construindo Juntos o Futuro do Banco do Brasil”, acontecerá, nos dias 6 e 8 de agosto, o 32º Congresso Nacional dos funcionários do Banco do Brasil. O evento abrigará três mesas de debate para avaliar o “Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos”; “O BB que queremos para o futuro do Brasil” e a “Diversidade para construir um banco realmente do Brasil”. Nesta última mesa, discussão abordará a diversidade como forma de resistência e democracia, mais inclusão para um banco com a cara do Brasil. Entre os participantes convidados para compor as mesas estão o fundador e reitor da Universidade Zumbi dos Palmares professor dr. José Vicente, a economista e técnica do Dieese Nadia Vieira de Souza e o professor universitário e político Jean Wyllys. Representando os funcionários do BB, também palestrarão Jean Moreira Rodrigues, ex-funcionário do BB; Débora Fonseca, Conselheira de Administração do BB eleita pelos funcionários; Isabela Lemos, funcionária aposentada do BB e Carlos Augusto Vidotto, ex-funcionário do BB e ex-dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região. Veja a programação completa no final deste texto. Graças a atuação dos bancos públicos, as crises econômicas não foram ainda piores no Brasil. Em 2008, por exemplo, enquanto os bancos privados reduziram a oferta de crédito no país, contribuindo para afundar a economia, os bancos públicos, como o BB, por orientação do então governo federal, atuaram aumentando a concentração de crédito. Mais recentemente, por conta da crise provocada pela pandemia da Covid, os bancos privados receberam R$ 1,3 trilhão do governo Bolsonaro, sob o argumento de serem protegidos e, assim, não haver a redução de crédito às empresas. Mas não foi o que aconteceu. Apenas os bancos públicos continuaram ofertando crédito. “Enquanto os bancos privados se concentram nas cidades e regiões mais ricas, os bancos públicos estão presentes em todo o país. Isso contribui para o acesso ao crédito imobiliário e para as pequenas e microempresas”, explica o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Apesar desses fatos, que comprovam a importância e o papel gerador e distribuidor de riquezas no país, o Banco do Brasil está sob ameaça do atual governo. A proposta do 32º Congresso, portanto, é reforçar a importância do BB e demais bancos públicos”, completa. Evento será no formato eletrônico, via videoconferência Zoom. Cada federação receberá um link, com login e senha próprios, para a inscrição de sua respectiva delegação ao 32º CNFBB. Este link será enviado por e-mail. Já o público em geral, poderá acompanhar o Congresso nos canais da Contraf-CUT no Facebook e YouTube. 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil Data: 06 e 08 de agosto de 2021 PROGRAMAÇÃO 06 de Agosto | Sexta-feira Abertura solene conjunta dos: 37º Congresso Nacional dos Empregados da Caixa; 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil; 27º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Nordeste; 13º Congresso dos Funcionários do Banco da Amazônia e 1º Congresso Nacional dos Funcionários do BNDES Dia 08 de agosto | Domingo 09h às 10h – Aprovação do Regimento Interno do 32º Congresso Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil e falas dos representantes das centrais/correntes 10h05 – Homenagem ao ex-presidente da FEEB SP/MS, Jeferson Rubens Boava, e a todos (as) os (as) trabalhadores (as) do Banco do Brasil vitimados pela Covid-19 10h15 às 11h45 – Eixo 1 – Diversidade para construir um banco realmente do Brasil Palestrantes: Jean Wyllys – Jornalista, professor universitário e político Isabela Lemos – Funcionária aposentada do BB Professor Dr. José Vicente – Fundador/reitor da Universidade Zumbi dos Palmares 12h às 13h – Intervalo para almoço 13h às 14h15 – Eixo 2 – Retrato do Banco do Brasil nos últimos anos Palestrantes: Jean Moreira Rodrigues – Ex-funcionário do BB Nadia Vieira de Souza – Economista e técnica do Dieese – Departamento Intersindical e Estatística e Estudos Socioeconômicos – BSB 14h30 às 15h45 – Eixo 3 – O BB que queremos para o futuro do Brasil Palestrantes: Carlos Augusto Vidotto – Ex-funcionário do BB e ex-dirigente do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região Debora Fonseca – Conselheira de Administração do Banco do Brasil eleita pelos funcionários 16h às 18h – Plenário Final Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil apresenta novo sistema de gerenciamento de carteiras

Para representação dos funcionários, Projeto Indução é prejudicado pelas metas que o banco cobra; Projeto Evolution precisa de ajustes, mas recebe elogios O Banco do Brasil apresentou, nesta sexta-feira (16), à Comissão de Empresa dos Funcionários (CEBB) um novo sistema de acompanhamento e gerenciamento de carteiras e um projeto de capacitação de funcionários. O piloto do Indução e o Evolution, respectivamente. O novo vice-presidente do banco, Ênio Mathias, e o novo diretor de pessoas, Thiago Borsari, também participaram do início da reunião e foram apresentados à representação dos funcionários. Indução Criado com o objetivo de aprimorar os mecanismos de acompanhamento de desempenho dos funcionários, o “Projeto Indução” visa ampliar o alinhamento à estratégia corporativa, gerar maior foco no cliente, eficiência nos processos e trazer resultados sustentáveis para o banco. Para o coordenador da CEBB, João Fukunaga o problema não está no mecanismo criado pelo banco para acompanhamento do desempenho, mas nas metas que são cobradas dos funcionários. “A intenção é boa. O problema é que, na prática, o banco cobra metas absurdas que massacram os funcionários. E estas metas são aplicadas ao projeto, o que deixa a boa intenção não tão boa assim”, avaliou. “Para que o indução fique bom, o banco tem que começar a definir as metas com a participação dos funcionários e de sua representação sindical. Aí sim será possível haver foco no cliente, aí sim os funcionários não serão obrigados a empurrar produtos para clientes que não precisam deles”, completou. Para Fukunaga, o Banco do Brasil precisa ressaltar seu papel enquanto banco público. “Um banco público não pode focar sua atuação apenas em questão do mercado. Precisa cumprir seu papel social. Ao estabelecer metas não pode considerar apenas ‘pontuação de produto’ e retorno para o banco, tem que considerar também a questão social”, disse. Como esta nova ferramenta visa, ao final, o pagamento das gratificações do Programa de Desempenho Gratificado (PDG), o movimento sindical reiterou que o atual PDG não é nada transparente, pois as regras mudam constantemente e que isso só pode ser superado com a definição de forma clara e transparente, juntamente com o movimento sindical, das regras que beneficiem os funcionários. O banco quer marcar uma reunião para ouvir mais sobre o tema. Evolution O banco também apresentou o projeto “Movimento Evolution”, criado para proporcionar a requalificação dos funcionários com foco no desenvolvimento de competências digitais. O objetivo é, basicamente, capacitar os funcionários para exercer suas, ou novas tarefas em um mundo cada vez mais digital. O projeto disponibiliza a plataforma Alura para a formação e os cursos devem ser realizados durante o expediente de trabalho. As competências digitais adquiridas pelos funcionários serão consideradas na evolução de suas carreiras no banco. O projeto recebeu elogios da representação dos funcionários, que destacou, porém, que a formação oferecida deve ser extensiva a todos os funcionários, inclusive aos das agências, para que eles também possam evoluir na carreira na medida em que realiza os cursos. “É algo inovador de fato. A plataforma é interessante para cursos. Sabemos que as pessoas que trabalham nos departamentos vão conseguir aproveitar. Mas, como os funcionários que trabalham em agências com filas enormes vão fazer os cursos? O gerente vai deixar um funcionário fazer o curso enquanto a fila cresce? Vai deixar fazer o curso e não ficar cobrando metas? Se o banco não for claro nesta orientação, a capacitação ficará limitada ao pessoal dos departamentos”, observou o coordenador da CEBB. O banco também informou que, agora no segundo semestre, voltam a ser oferecidas bolsas de estudo aos funcionários e que as mesmas haviam sido suspensas em decorrência da pandemia. Próximas pautas Ao final da reunião, a representação dos funcionários apresentou uma relação de questões a serem tratadas na próxima reunião com o banco, como o acerto no pagamento de caixa, questões de carreira e salário envolvendo gerentes de serviços de pequenas cidades do interior, a volta da ameaça de envio de funcionários para banco de horas negativo como forma de cobrança de metas e a oferta pela Cassi do novo plano Cassi Essencial para os novos funcionários. Não foi definida data para a próxima reunião, mas os representantes do bancos disseram que alguns dos pontos já estão sendo discutidos e, assim que houver alguma novidade sobre eles a CEBB será informada. Fonte: Contraf-CUT
Conheça as armadilhas do Cassi Essencial

Artigo aponta, didaticamente, os riscos que os funcionários do Banco do Brasil correm ao aderir ao novo plano da Cassi O coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga, escreveu um artigo no qual demonstra, de maneira didática, os riscos aos quais os funcionários do Banco do Brasil se expõem ao fazer a adesão ao novo plano de saúde da Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi), o “Cassi Essencial”. No texto, João explica que a diretoria da Cassi apresenta o novo plano como sendo “mais barato” sem dar a devida importância à franquia, ao aumento da coparticipação, à redução da rede credenciada e à menor cobertura. Outro ponto observado no texto é com relação aos problemas que o novo plano pode trazer aos planos atuais, uma vez que será oferecido para o mesmo público. O “canibalismo” pode inviabilizar os planos já existentes e prejudicar a Caixa de Assistência como um todo, tema tratado ao se falar sobre o desiquilíbrio nas contas da Cassi. O artigo trata ainda da exclusão dos funcionários de bancos incorporados e conclui que o novo plano tem como objetivo a redução da corresponsabilidade do Banco do Brasil com a manutenção da Cassi e do Plano Associados. Leia abaixo o texto na íntegra. Essencial para quem? João Fukunaga* O lançamento do plano Cassi Essencial chegou com uma massiva campanha para inebriar os familiares de funcionários do BB e traz uma série de perguntas, duvidas e questões que demonstram o quanto à direção da Cassi está distante de seus associados. Em suma, os dirigentes da Caixa de Assistência anunciam um plano “mais barato” e com cobertura similar aos planos família, entretanto não é bem isso que se depreende após uma leitura mais atenta dos prospectos. São diversos senões que precisam ser analisados e para os quais faltam explicações: Destrutivo Inicialmente é preciso estabelecer que o público alvo do novo plano canibaliza os planos ja existentes (Cassi Família I e II), pois o público alvo é o mesmo e ainda permite a migração entre planos. Ao oferecer um plano “mais barato” para o mesmo público poderá levar a um esvaziamento dos demais planos, tornando-os insustentáveis. Ademais cria a possibilidade de aposentados, pensionistas e ex funcionários aderirem ao plano. Essa alternativa pode ser muito útil ao BB, pois lhe retira responsabilidade de contribuir ao plano associados e cumprir com os contratos assumidos junto ao funcionalismo no sentido de viabilizar a Cassi. Desidratado É preciso que fique estabelecido que esse custo “menor” se dá em virtude de um plano “desidratado”, pois tem uma cobertura menor, uma vez que atende apenas ao rol da ANS no novo plano. Cria a co-participação de 30% ou 40% para eventos fora da área geográfica estabelecida para o novo contratante. Cria um novo custo para internações, a franquia, que pode ser de R$ 250 ou R$ 350 se o atendimento for fora da área contratual. A rede credenciada é menor em cerca de 22% em relação aos planos Associados e família, entretanto em algumas regiões essa rede de atendimento é muito menor (Brasília -78%, Alagoas -50%, Rio de Janeiro -32%) e pode induzir as pessoas a contratar um plano sem conhecer necessariamente a rede de atendimento por ter os outros planos da mesma gestora como referência. Os valores de custeio serão anuais, por faixa etária e mais cálculo atuarial, o que pode encarecer sobremaneira com o tempo. Discriminatório Incita a discriminação no corpo funcional, pois segrega os funcionários do BB originários dos bancos incorporados ao não lhes permitir o acesso ao Plano Associados, seu legítimo direito. Enquanto a reivindicação dos funcionários tem sido de garantir a todos os mesmos direitos no que tange à previdência e saúde, a diretoria da Cassi tenta livrar as responsabilidades do BB quanto ao patrocínio de plano de saude ao criar uma “alternativa” que lhes distancia dessa conquista. Desequilibrado Do ponto de vista administrativo não explica como a diminuição do valor de custeio dos planos pode trazer mais sustentabilidade, uma vez que deverá ocorrer uma diminuição da arrecadação para custear as despesas administrativas da entidade. O simples fato de “baratear” o custo do plano não significa que haverá um crescimento do número de novos contratantes, uma vez que a tendencia é que haja migração dos planos família para o novo plano. Um associado de 33 anos do Cassi Família II, no estado de São Paulo, tem hoje uma mensalidade de R$ 733,30 e tem a oferta do Plano Essencial por R$ 438,85, uma redução de 40,15%. Quem cobrirá as despesas administrativas da entidade? Um verdadeiro canibalismo empresarial que pode trazer mais incertezas e desequilíbrio. A tendência é que os familiares migrem para o plano “mais em conta”. Caso o plano Associados precise majorar as contribuições, poderá ocorrer outro evento de canibalismo, com a migração de aposentados e pensionistas para o plano essencial, diminuindo direitos e livrando o BB de seus compromissos, um verdadeiro cavalo de Tróia. Entretanto com o reajuste anual das faixas etárias e a possibilidade de ajuste atuarial, esse aumento pode ser potencializado e levar a um custo maior que os 4% que o associado paga hoje, levando novamente a uma decisão equivocada por propaganda enganosa. A realidade é que o Cassi Familia está ficando inviável pelo alto custo, uma vez que não se tomou iniciativas para torná-lo mais acessível do ponto de vista financeiro. A alternativa apresentada, Cassi Essencial, poderá esvaziar e inviabilizar os planos familia e trazer ainda mais desequilíbrio às combalidas contas da Caixa de Assistência. Fonte: Contraf-CUT