Em reunião virtual, Coletivo Nacional de Relações do Trabalho analisa forças políticas e seus parlamentares

O Coletivo Nacional de Relações do Trabalho da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contra-CUT) promoveu uma reunião on line, nesta quinta-feira (9). O objetivo foi analisar a nova legislatura no Congresso Nacional, debater e encaminhar uma linha de atuação junto às casas legislativas do país afora e órgãos governamentais. O vice-presidente do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), Rodrigo Britto, e o coordenador técnico, Neuriberg Dias fizeram um diagnóstico das forças políticas e seus respectivos parlamentares. Também falaram sobre os projetos que estão em tramitação, de interesse geral da classe trabalhadora, com um recorte da categoria bancária. O secretário de Relações do Trabalho da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo, Jeferson Meira fez a seguinte avaliação: “Analisamos o cenário político e enxergamos a necessidade de uma atuação e monitoramento como já fazemos, não só em âmbito federal, mas também uma atuação conjunta com sindicatos e federações nas câmaras municipais e assembleias legislativas dos estados, para vigiar, intervir e apresentar uma agenda positiva para a classe trabalhadora.” Para a secretária-geral da Fetec-CUT Paraná, Daniele Bittencourt, o chamado  da Contraf-CUT, instigando as entidades para a presença junto às câmaras municipais e assembleias legislativas foi muito importante. “Esse projeto também está na pauta do Coletivo de Mulheres do Paraná e já iniciamos os contatos em 2023″, afirmou Daniele. Edson W. Tavares, secretário de Saúde, Condições de Trabalho e Política Social do Sindicato dos Bancários de Rondônia, também acredita ser de suma importância os encontros do Coletivo Relações de Trabalho. “Justamente para oxigenar as ações estratégicas em torno dos temas afeitos ao trabalhador e à trabalhadora, sobretudo, num cenário de metamorfoses e desafios que tangenciam o mundo do trabalho, e que estão na agenda do dia do Legislativo Federal, Estadual e Municipal”. A intensificação da comunicação assertiva próxima das bases sindicais, disponibilizando materiais variados para a solidificação da consciência política e de classe foi outro ponto levantado durante a reunião. “É hora de colocar em evidência os atores sindicais para contribuirmos no debate sobre as melhorias das condições socioeconômicas dos trabalhadores e das trabalhadoras. Aqui, sugerimos a pulverização da via comunicativa também pelo Instagram, Facebook e Twitter, junto à sociedade e, consequentemente, alcançando a classe trabalhadora”, ressaltou Tavares. Ana Lucia Ramos Pinto, secretária geral da Fetec/SP, destacou que a participação do DIAP na reunião e essa parceria é importante para balizar a atuação junto ao governo. “É de extrema relevância que acompanhemos as discussões e que possamos, de forma organizada, fazer as intervenções nos projetos de interesse da classe trabalhadora”. *Fonte: Contraf-CUT

FGTS: é preciso ficar atento aos depósitos

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) é a principal proteção de trabalhadores e trabalhadoras na hora da demissão sem justa causa. Mesmo assim, alguns patrões ignoram esse direito e muitos trabalhadores nem sabem. Eles não depositam os 8% sobre o valor do salário bruto que os trabalhadores formais da iniciativa privada recebem mensalmente. Para os trabalhadores domésticos o problema é o mesmo. Neste caso, patrões e patroas precisam depositar mensalmente os 11,2% do FGTS. Os 3,2% acima dos demais se referem à antecipação do recolhimento rescisório. Quando são demitidos, muitos trabalhadores acabam tendo uma surpresa desagradável, descobrindo que sua conta no fundo está zerada ou faltando vários depósitos. Para se prevenir, é importante que o trabalhador ou trabalhadora cheque mensalmente se os depósitos estão sendo feitos pelo empregador. Segundo o economista, que assessora a CUT nacional no Conselho Curador do GFTS, Clovis Scherer, essa verificação pode ser feita através do aplicativo do Fundo. Com ele é possível também fazer saques de acordo com a lei. “Esse aplicativo tem o histórico de contribuições, o saldo, o número de empregos do titular da conta; quanto rende de juros, qual o valor na hora da demissão e traz até a base da multa de 40% a que o trabalhador, demitido sem justa causa, tem direito. É um conjunto de informações e outras facilidades de gerenciamento de sua conta”, afirma Scherer. Segundo a advogada Luara Borges Dias, que também atende a CUT nacional, caso os depósitos não estejam sendo feitos, o trabalhador ou trabalhadora pode procurar o seu sindicato ou, em último caso, entrar com uma ação na Justiça. Ela faz um alerta: “Quando uma empresa não paga o FGTS, normalmente ela também não paga outros direitos constitucionais. Por isso, é importante verificar também junto ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social] se os depósitos para a sua aposentadoria, seguro-desemprego e outros benefícios previdenciários estão sendo feitos”, conclui a advogada. Somente em 2021, último ano do “Relatório de Gestão do FGTS”, as 41.916 ações da Auditoria-Fiscal do Trabalho contra patrões sonegadores resultaram no recolhimento de mais de R$ 247,25 milhões de FGTS. Os valores chegariam a mais de R$ 6,88 bilhões se todas as empresas notificadas tivessem pago o que era devido. Veja aqui como baixar o aplicativo do FGTS. *Com informações da CUT nacional

BB: diretoria da Previ faz live nesta quinta (9)

Nesta quinta-feira (9), às 19h30, diretores e conselheiros eleitos da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) realizam uma live, para discutir as perspectivas da governança da Previ em 2023. Na pauta, as mudanças na direção do patrocinador Banco do Brasil e, consequentemente, também na gestão da Caixa de Previdência. O grupo também vai debater a importância das funcionárias do BB na construção e na gestão do BB e da Previ, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher. O ano de 2023 começou com mudanças no Banco do Brasil. Em janeiro, Tarciana Medeiros assumiu a direção, sendo a primeira mulher neste cargo em 214 anos de história do banco.  Já no final de fevereiro, João Fukunaga assumiu o posto à frente da Previ, sendo o primeiro presidente associado ao Plano Previ Futuro que a entidade já teve.  Participantes A live dos eleitos da Previ contará com a participação de Wagner Nascimento (diretor de Seguridade da Previ), Márcio de Souza (diretor de Administração) e Paula Goto (diretora de Planejamento) e, como mediadora, a conselheira deliberativa Luciana Bagno. Quem estiver assistindo poderá fazer perguntas pelo chat da transmissão da live, que será realizada pelos canais Associados Previ no Youtube e no Facebook. O canal da TVT no YouTube também fará a transmissão da live. “As lives fazem parte do compromisso dos dirigentes eleitos da Previ de ampliar a comunicação e a aproximação com os associados. Nosso propósito com mais este canal de comunicação, pelo qual os associados e associadas podem participar enviando suas dúvidas e comentários, no chat da live, é fortalecer a transparência da gestão”, destaca o diretor de administração da entidade, Márcio de Souza. *Com informações da Contraf-CUT

Implementação do pacote de medidas em favor das mulheres terá participação de bancos públicos

Durante cerimônia em comemoração pelo Dia Internacional da Mulher, nesta quarta-feira (8), o governo anunciou uma série de medidas abrangendo mercado de trabalho, assistência social e a segurança de vítimas de violência. As medidas foram anunciadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto. O pacote envolve 25 ações que contarão com a participação de 20 ministérios do governo, sob a coordenação da ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, além de Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Essa busca de Lula por reforçar e retomar políticas necessárias para a igualdade de gênero marca profundamente a diferença da atual gestão em relação à gestão passada. E isto nos deixa bastante otimistas”, avalia a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes. Em seu discurso, Lula afirmou que “o respeito às mulheres é valor inegociável em todas as esferas do Executivo Federal”. E completou:  “O fato de termos onze mulheres no governo não faz você agradecer ao governo. Faz você dizer que falta mais mulheres participando no governo. E isso é um processo que a gente vai avançando na medida em que a sociedade vai avançando.” Na economia O governo anunciou a oferta de crédito, por meio de bancos públicos, a juros reduzidos para empreendedoras das áreas rurais e urbanas, como favelas. Os programas nesta frente incluem linha de crédito para empresas lideradas por mulheres e assistência do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Para Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT, essa medida mostra que os bancos públicos voltaram a ter papel central nas políticas para o desenvolvimento. “Como sempre ressaltamos, os bancos públicos são instrumentos importantes. São eles que podem ajudar o país a crescer, por meio da concessão de crédito a juros mais baixos, para tirar famílias do endividamento e dinamizar a economia nos diversos setores, incluindo agricultura familiar, micro e pequenas empresas”, observou Juvandia. No trabalho O presidente também assinou documento, que será enviado ao Congresso, de projeto de lei que obriga igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. O texto prevê medidas para que as empresas tenham mais transparência na remuneração, além de fiscalização para que o combate à discriminação salarial aconteça. “Desde 1943 que está escrito na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) que as mulheres têm que ter direito a ter o mesmo salário que o homem”, disse Lula, ao explicar a razão de o texto do projeto incluir a palavra “obrigatoriedade” no cumprimento da lei, “para que, definitivamente, nos serviços públicos, nos escritórios, nas fábricas ninguém ganhe menos apenas pelo fato de ser mulher”, concluiu o presidente. Lula também oficializou o envio ao Legislativo de proposta para que o Brasil ratifique duas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Uma delas é a Convenção 190, sobre eliminação da violência e do assédio no trabalho. A outra é a Convenção 156, sobre igualdade para trabalhadores com obrigações familiares. Phamela Godoy, advogada e assessora jurídica da Contraf-CUT, explica que “diferente das leis comuns”, para que uma convenção da OIT comece a tramitar no Congresso, “é preciso que o presidente da República entregue o documento ao Legislativo. Depois deste rito, é que a convenção passa a tramitar igual a uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição).” Também fazem parte do pacote o apoio para a mulher trabalhar enquanto os filhos são cuidados; prorrogação parental de bolsas em até 180 dias em virtude de parto ou adoção; e ação que reforça a política de enfrentamento ao assédio na administração pública federal. Na segurança O pacote prevê a construção de mais 40 novas unidades da Casa da Mulher Brasileira em municípios de menor população. O objetivo do programa é levar políticas públicas às mulheres em situação de vulnerabilidade para cidades mais afastadas dos centros urbanos e não somente as capitais. Criação do Dia Marielle Franco, de enfrentamento à violência política, de gênero e raça, em 14 de março, além da distribuição de 270 viaturas para o patrulhamento da Lei Maria da Penha e para delegacias especializadas de todos os estados brasileiros. Na saúde Regulamentação do Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual, que prevê a distribuição de absorventes para estudantes de baixa renda e pessoas em situação de rua, de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O pacote inclui ainda programa de equidade de gênero e raça entre servidores do SUS. Na educação, na ciência e tecnologia e no esporte Recursos para capacitar mais de 40 mil mulheres em situação de vulnerabilidade, na educação profissional e tecnológica. Criação da Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas na Ciência, Tecnologia e Inovação. E destinação de R$ 100 milhões para chamadas públicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). No esporte, benefício da licença-maternidade no bolsa-atleta. Na cultura Edital de incentivo Ruth de Souza, para novas cineastas brasileiras. E Prêmio Carolina Maria de Jesus, para valorizar livros de novas escritoras. Na gestão pública e em políticas integradas Licitação de fornecedores que tenham a partir de 8% de mulheres vítimas de violência no quadro de funcionários. Enfrentamento à violência sexual nas universidades e à violência política de gênero e raça. Além de criação da Política Nacional de Cuidados. Fonte: Contraf-CUT

Debate entre GT e Caixa reivindica melhores condições de trabalho

A primeira reunião do ano do Grupo de Trabalho (GT) foi realizada na última sexta-feira (3) e contou com a participação de representantes dos empregados e empregadas da Caixa Econômica Federal. No encontro foram abordadas questões reivindicadas pelos trabalhadores e trabalhadoras, como mais contratações, e demandas das pessoas com deficiência (PCD), que correspondem a 4,97% do quadro do banco público. O primeiro tema apresentado foi necessidade de recomposição do quadro da Caixa. O encontro teve presença de gestores de diversas áreas, como de tecnologia, de infraestrutura e de gestão de pessoas, dirigentes e empregados.  “É urgente a contratação de mais empregados, pois todos os colegas estão sobrecarregados de demandas, especialmente quem trabalha nas agências, atendendo a população. E ainda temos concursados de 2014 que esperam até hoje pela convocação. A partir de mais contratações, é possível melhorar não só as condições de trabalho para os empregados, bem como proporcionar um melhor atendimento”, ressalta Fabiana Uehara, coordenadora da Comissão Executiva de Empregados (CEE) da Caixa. PCDs A Caixa apresentou dados e informações pendentes desde a negociação ocorrida no ano passado sobre a questão das PCDs. Segundo a Caixa, hoje são 4.314 empregados PCDs, dos quais 43,7% em função gratificada. Os representantes dos empregados, porém, solicitaram detalhes a respeito dessas funções. Uma das questões solicitadas aos dirigentes da instituição foi a necessidade de melhorias em acessibilidade, tanto nos sistemas da Caixa quanto nos ambientes físicos. Segundo levantamento, atualmente, 60 sistemas institucionais e departamentais não são acessíveis, para empregados e clientes PCDs, e precisam de adequação. Outro item importante é a ação para sensibilização de gestores e empregados quanto à receptividade de PCDs, pois “além da certificação em ‘Inclusão PCD’, disponível na plataforma da UCC, essa atitude deve se tornar uma cultura de respeito dentro do banco”, como explicou Fabiana. Também foi pedida a criação de um comitê multidisciplinar para acompanhar o aprimoramento da cultura inclusiva. Retomada do Comitê de Realocação A retomada do Comitê de Realocação também foi cobrada. A ideia é que essa instância possa atender colegas que precisam, por algum motivo, ser realocado de unidade. Saúde e qualidade de vida O Programa Fique Bem foi retomado com inovações. O programa tem como função aglutinar ações e soluções para a saúde de forma ampliada e saúde no trabalho. Confira o conjunto de ações do programa: Nutrição e hábitos saudáveis: sensibilizar para a prática alimentar saudável. O gestor da unidade manifesta interesse de participação para a CEREP. Programa de Readaptação Profissional (PRP): o antigo PRO busca promover a readaptação do empregado ao ambiente de trabalho e reabilitação ocupacional para os empregados participantes do Reabilita INSS. A CEREP identifica o empregado público alvo. Programa da Saúde da Mulher e do Homem: incentiva o rastreamento precoce de câncer de colo do útero e mama para as empregadas e próstata para os empregados. Disponível no portal Integra Mais. Fique Bem Saúde Emocional: até três atendimentos com psicóloga e um com psiquiatra são custeados pela Caixa. Cadastramento no app Conexa Caixa. Fique Bem Atividade Física (convênio com Gympass): conecta empregados, aposentados e seus dependentes a atividades esportivas. Atividades Laborais: promove a saúde e bem estar no ambiente de trabalho (solicitação da unidade para a CEREP). Vacinação antigripal: oferece vacinas contra as cepas da gripe do ano. Lançado em 1º de março, o Plano Gympass Digital possibilita a utilização sem custo dos cinco (5) principais aplicativos de bem-estar até dezembro. Em 3 de abril será lançado o Desafio 21 Dias, com tarefas diárias a serem realizadas em três aplicativos do Plano Gympass Digital. “É importante que os empregados conheçam os programas até para poderem fazer uso deles. E nós, do movimento, faremos a devida divulgação. Mas quando debatemos melhores condições de trabalho vai além disso, tem muitas outras coisas envolvidas. E precisamos avançar para que, de fato, o empregado não só não adoeça trabalhando mas volte a ter orgulho da empresa em que trabalha”, reforçou Fabiana. Fonte: Contraf-CUT

BB quer debater pautas envolvendo trabalhadoras e trabalhadores com movimento sindical

O encontro desta segunda-feira (6) entre representantes da coordenação do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) com a direção do BB reforçou a necessidade de construção coletiva nos debates relacionados à qualidade de vida dos funcionários e funcionárias do BB. Além disso, marcou o início da aproximação com a direção da empresa. “A reunião de hoje foi muito importante. Nela reafirmamos a necessidade de retomada da mesa de negociação permanente e o banco se comprometeu a retomar os encontros. Outro destaque foi o fato de estarmos no mês de março. Então ressaltamos a importância do combate à violência contra a mulher, de reforçar os canais de denúncia do banco”, explicou Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Juvandia fez questão de lembrar que ter mulheres na direção dos bancos fazia parte da pauta do movimento sindical há muito tempo. “Pela primeira vez, em 214 anos de história, temos na direção do BB uma mulher. Isso é um avanço muito grande. Fazia parte da pauta dos trabalhadores e trabalhadoras bancárias de todo o Brasil ter mulheres nas direções. Nas vice-presidências, hoje, temos três mulheres indicadas”, destacou Juvandia. Durante a reunião, a direção do BB também se comprometeu a conhecer e dar visibilidade ao programa Basta! Não Irão Nos Calar!, criado pelo movimento sindical e que estabelece canais de atendimento para orientação às vítimas de violência doméstica e familiar. Fernanda Lopes, funcionária do BB e representante da Contraf-CUT na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), ficou responsável por apresentar à direção do BB os temas das mesas permanentes, nos próximos dias. “Entre as discussões que vamos retomar estão o teletrabalho e o programa de metas. Também reforçamos, neste encontro, a necessidade de voltar à mesa sobre igualdade de oportunidades de ascensão e, claro, a implementação do combate ao assédio sexual, uma conquista que tivemos na última Convenção Coletiva de Trabalho (CCT)”, ressaltou Fernanda. A secretária geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Neiva Ribeiro, também presente no encontro, destacou que a mesa de igualdade de oportunidades completou 23 anos. “Esse é um tema de luta da categoria bancária, por competição justa de ascensão das mulheres dentro do banco. Sabemos que não é fácil, na sociedade que temos, com todos os seus problemas culturais, superar as desigualdades salariais”, avaliou. A atual presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ivone Silva, lembrou que o compromisso da nova direção do BB, assumido na reunião desta segunda, de chamar para a negociação o movimento bancário “em todas as pautas do banco que envolver os trabalhadores é um passo importante, de respeito ao movimento sindical e também aos trabalhadores.” *Com informações da Contraf-CUT

Centrais e movimentos sociais promovem atividades para comemorar o Dia Internacional da Mulher

Centrais e movimentos sociais estão programando diversas atividades por todo o país para comemorar o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. Segundo a secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, o tema deste ano é ‘Mulheres por democracia, autonomia econômica e trabalho digno’ com o lema ‘Sem Mulher Não tem Democracia’. Para Fernanda, os movimentos de mulheres estão otimistas com o novo governo pelas movimentações recentes que apontam para o avanço de políticas públicas contra a desigualdade de gênero. Atualmente, das 37 pastas, 11 são ocupadas por mulheres. “AlémAlém de mulheres que passaram a ocupar quase 30% dos ministérios, o atual presidente da República fez questão de colocar duas mulheres no comando das principais instituições financeiras do país, Caixa e Banco do Brasil, reconhecendo a atuação das mulheres na sociedade e a necessidade de igualdade de oportunidades”, destaca a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira. Juvandia ressalta ainda que o projeto de lei para igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função, que será apresentado no dia 8 de março, é uma conquista do movimento sindical. “A questão da igualdade de oportunidade é uma das bandeiras de luta do movimento sindical bancário. Um levantamento mais recente, feito com base em dados do Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e divulgado por nós, mostra que enquanto um homem branco bancário ganha, em média, R$ 10 mil, a mulher branca recebe R$ 7,8 mil. A situação das mulheres negras é ainda mais delicada: elas recebem apenas R$ 5,9 mil, em média”, explica Juvandia. Segundo Fernanda Lopes, a pauta deste ano, para o 8 de março, “promovido pela CUT, centrais sindicais e movimentos sociais, faz a ligação entre democracia, autonomia econômica e trabalho digno, porque a desigualdade de gênero é uma das consequências da injustiça social”. A presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira destaca também que, “ao longo dos últimos quatro anos, houve um desmonte das políticas públicas”. Um levantamento do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), uma organização não governamental sem fins lucrativos, mostra que o governo Bolsonaro cortou 94% da verba destinada ao Ministério da Mulher para a proteção de gênero, nos orçamentos elaborados e enviado ao Congresso, referentes aos anos 2020 a 2023. *Fonte: Contraf-CUT

Funcionários e nova gestão do Banco do Brasil se reúnem nesta segunda-feira (6)

Representantes da coordenação do Comando Nacional dos Bancários e da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) fazem reunião, na tarde desta segunda-feira (6) com a direção do BB. Também participam do encontro a vice-presidência corporativa e a presidenta, Tarciana Medeiros. O encontro acontece em Brasília de forma presencial. Segundo a funcionária do Banco do Brasil e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes, “o encontro dará início à discussão de várias pautas, iniciadas na última campanha, desde a igualdade de oportunidade e fomento à diversidade dentro do banco, até a questão das metas estabelecidas pela empresa aos trabalhadores.” “A ideia é conhecer os novos caminhos que a atual gestão do banco quer fazer e, do nosso lado, apresentar as pautas do movimento sindical”, explica Fernanda. Para a presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, a categoria obteve várias conquistas na última Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). “As conquistas incluem uma cláusula para debater os sistemas de metas dos bancos nas mesas de negociação e outra cláusula para o combate ao assédio sexual. Nossa expectativa é que as discussões fluam melhor, com esta nova administração do BB”, avalia Juvandia. *Com informações da Contraf-CUT

Banco do Brasil: prazo de inscrições para concurso é prorrogado pela segunda vez

Os interessados em fazer concurso para o Banco do Brasil podem se inscrever até às 23h59 desta segunda-feira (6) pelo site da Fundação Cesgranrio. O prazo de inscrições foi prorrogado pela segunda vez. A taxa de participação é de R$ 50. As pessoas registradas no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico), membros de famílias com baixa renda e doadores de medula óssea podem pedir isenção. Ao todo, são oferecidas 6 mil vagas, sendo 2 mil de escriturário-agente comercial e 2 mil para escriturário- agente de tecnologia com contratação imediata; e 2 mil vagas para cadastro de reserva, 1 mil para cada cargo. As oportunidades são para todos os estados e no Distrito Federal. Porém as de tecnologia são apenas para Brasília e São Paulo. As provas serão realizadas no dia 23 de abril e o candidato deverá escolher, no momento da inscrição, a Unidade Federativa onde deseja trabalhar e uma das 190 cidades com locais de aplicação das provas. . O número de vagas exclusivas para pessoas com deficiência foi ampliado este ano. Agora, são 825, sendo 299 para contratação imediata e 226 para formação de cadastro de reserva. Remuneração Os aprovados vão receber salário inicial de R$ 3.622,23 para jornada de 30 horas semanais, além de auxílio alimentação/refeição de R$ 1.014,42 e cesta alimentação de R$ 799,38, que são pagas mensalmente. O funcionário também conta com participação nos lucros ou resultados; vale-transporte; auxílio-creche; auxílio a filho com deficiência; previdência complementar; planos de saúde e odontológico básico e acesso a programas de educação e capacitação. Provas Os candidatos precisarão fazer provas com 70 questões objetivas e redação em Língua Portuguesa, em 23 de abril. Haverá 25 questões de conhecimentos básicos em Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Atualidades do Mercado Financeiro e 45 de conhecimentos específicos, de acordo com a vaga pretendida. No caso de agente de tecnologia, serão exigidos conteúdos de Probabilidade e Estatística, Conhecimentos Bancários e Tecnologia da Informação. No caso de agente comercial, haverá questões de Matemática Financeira, Conhecimentos Bancários, Negociação e Vendas e Conhecimentos de Informática.

Sergio Rosa, ex-presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, comemora posse de João Fukunaga

Sergio Rosa, ex-presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), publicou uma nota no site Associados Previ, comemorando a posse de João Fukunaga na presidência da entidade, ocorrida na última terça (28). Rosa afirma que a indicação para o cargo, feita pela presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, foi acertada. No texto, Rosa que também presidiu a Confederação Nacional dos Bancários (CNB), hoje Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), explica que Fukunaga “demonstrou grandes qualidades no exercício das suas atividades” anteriores, como “capacidade de liderança, de construção coletiva da gestão, de aprendizado das especificidades da Previ e, sobretudo, a compreensão da responsabilidade fiduciária”. Além de funcionário de carreira do BB, desde 2008, João Fukunaga trabalhou na coordenação da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), que representa os trabalhadores na mesa de negociações com o BB.  Também foi auditor sindical, função prevista no Acordo Coletivo de Trabalho que, entre as várias responsabilidades, realiza a auditoria dos valores da Participação nos Lucros e Resultados do banco. Durante a gestão de Sérgio Rosa na presidência da Previ, de 2003 a 2010, os ativos da entidade saltaram de R$ 43 bilhões para R$ 153 bilhões, ou seja, praticamente foram quadruplicados. Para ele, que, assim como Fukunaga, tem ligação com o movimento sindical, o novo presidente da Caixa de Previdência dos Funcionários do BB tem todas as condições para fazer “ótima gestão em conjunto com os demais diretores e colaboradores” da entidade. Confira, abaixo, a nota de Sérgio Rosa: João na PREVI*Por Sérgio Rosa Para exercer um cargo executivo na Previ acho que a pessoa deve ter as seguintes qualidades: – Plena convicção de que o mandato se dá em nome dos associados, levando muito a sério o conceito de responsabilidade fiduciária em relação aos recursos e demais ativos que compõem a Previ. – Capacidade de articulação, negociação e diálogo com as partes envolvidas e interessadas (por uma razão ou outra) na gestão da Previ: associados, sindicatos e entidades representativas, direção do Banco, órgãos reguladores e fiscalizadores, formuladores da legislação, etc. – Capacidade de gestão de uma entidade colegiada, onde é necessário alcançar, pelo convencimento, a união de esforços no sentido de atacar os principais desafios de curto, médio e longo prazos que sejam identificados e destacados. – Capacidade de representação e comunicação, para que a entidade seja compreendida pelos associados, valorizada e respeitada por todos os agentes mais relevantes da sociedade. – Capacidade de compreensão e decisão acerca das questões técnicas e administrativas que envolvem os investimentos, os planos de benefícios e as demais funções da Previ. Apesar de relativamente pequena em termos de estrutura, a Previ é muito grande em termos de pessoas que dela dependem, de negócios diversificados em que está envolvida, de agentes públicos e privados com os quais se relaciona, e de assuntos relacionados tanto às variadas modalidades de investimento quanto de ciência atuarial. Poucas atividades prévias preparam realmente uma pessoa para a gestão de uma entidade como a Previ. Não desprezo de forma alguma o conhecimento técnico, e por isso mesmo sempre fiz questão de valorizar o corpo funcional da Previ, que a meu ver é fundamental para o desenvolvimento de um conhecimento adaptado às necessidades e especificidades de um fundo de pensão como o nosso. Pensar investimento de longo prazo para um fundo com o perfil dos associados não é o mesmo que gerir um fundo de investimento qualquer, só para citar uma questão. A capacidade de liderança, de construção coletiva da gestão, de aprendizado das especificidades da Previ e, sobretudo, a compreensão da responsabilidade fiduciária, para mim são as questões fundamentais para um bom gestor. Pelo que conheço do novo Presidente da Previ, João Fukunaga, creio que preenche esses requisitos, creio que demonstrou grandes qualidades no exercício das suas atividades, conquistou o respeito e o reconhecimento que levaram à sua indicação e acredito, portanto, que tem tudo para fazer uma ótima gestão em conjunto com os demais diretores e colaboradores da Previ. Parabéns e sucesso ao João. *Com informações da Contraf-CUT