Banco do Brasil amplia teletrabalho a pedido do movimento sindical

Conforme solicitação do movimento sindical, o Banco do Brasil ampliou os avanços no teletrabalho remoto institucional (TRI). O anúncio veio três dias após a realização da mesa de negociações com a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB (CEBB), na última segunda-feira (13). A representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, Fernanda Lopes, ressaltou a conquista da antiga reivindicação. “A implementação do TRI é uma luta antiga das trabalhadoras e dos trabalhadores, vem bem antes da pandemia, quando passamos a reforçar a necessidade de implantar o home office. Então, esses avanços são uma conquista da categoria, do movimento sindical.” O Banco aprovou a ampliação de 30% para 50% o total da equipe que pode exercer simultaneamente suas atividades de modo remoto, nos prefixos habilitados, com possibilidade de reavaliação dentro do prazo dos próximos seis meses. Além disso, esse percentual está separado do teto de ausências físicas programadas, como férias e abonos. “O banco nos informou nesta quinta (16) que a implementação dessa medida será a partir do dia 21 de março”, destacou Fernanda Lopes. A inclusão dos funcionários em nível gerencial, inicialmente, para um dia em trabalho remoto por semana e, para os demais habilitados, a ampliação da frequência do home office de dois para três dias na semana ou seu equivalente mensal também estão entre as novidades. Também foi aprovada a ampliação de áreas habilitadas, incluindo escritórios, Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB) e Serviço de Atendimento ao Cliente (Sac) e outras áreas, após resultado de estudos. De acordo com o banco, a implementação acontecerá no decorrer do semestre, considerando as características de trabalho de cada setor. O banco também avalia a implementação de plataformas digitais remotas, além de espaços colaborativos internos (coworkings) para o semestre. “Esta proposta ajudaria pessoas a terem mais opções para trabalhar mais próximo de casa, principalmente nas grandes cidades e regiões metropolitanas, devido dificuldades de se locomover”, ressaltou Fernanda, destacando que “mães, pais e tutores com crianças de até 4 anos e empregadas e empregados com deficiência, têm prioridade no acesso ao teletrabalho, conforme legislação”. Mudanças começam em 21 de março: Para as Unidades já habilitadas: Limites de funcionários e funcionárias em TRI • As ausências programadas, como abonos e licença saúde, deixam de impactar o percentual de funcionários que podem atuar em TRI no prefixo; e • A quantidade de bancários e bancárias que pode atuar em TRI simultaneamente aumenta de 30% para 50% do total da equipe. Mudanças que iniciam ao longo do semestre: TRI para unidades que ainda não foram habilitadas. O BB iniciará pilotos em outras unidades, considerando as características do trabalho e a viabilidade dele ser realizado remotamente. Ainda para esse semestre, o banco segue com a avaliação para futura implementação de plataformas digitais remotas, além de espaços colaborativos internos (coworkings). Mudanças previstas até o mês de maio: • Inclusão de funcionárias e funcionários em nível gerencial, inicialmente, 1 dia em trabalho remoto por semana; e • Ampliação da frequência do trabalho remoto híbrido de dois para três dias na semana ou seu equivalente mensal. *Com informações da Contraf-CUT
Reforma trabalhista: medidas que prejudicam trabalhadores podem ser anuladas pelo TST

A reforma trabalhista pode sofrer mudanças com a anulação de regras que passaram a valer a partir de novembro de 2017. A reforma foi aprovada pelo governo Temer. A revogação está nas mãos dos 26 ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Eles votarão se estão de acordo com os membros da própria Corte que compõem a Seção de Dissídios Individuais (SDI-1), que por sete votos a seis entenderam que os trabalhadores que já tinham contratos de trabalho antes da aprovação da reforma, não podem ser enquadrados no novo regime. A reforma retirou mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo o aprofundamento da precarização e retirando renda dos trabalhadores e trabalhadoras. Entre os direitos retirados pela reforma está o intervalo de descanso de 15 minutos para as mulheres antes das horas extras, previsto no artigo 384 da CLT. Outra mudança questionada é a negociação direta da empresa com os empregados, sem participação da representação do trabalhador, além das homologações judiciais de acordos com empregados, em contratos firmados antes de novembro de 2017, entre outros itens. “A decisão final dos ministros do TST será fundamental para garantir o direito adquirido dos trabalhadores na vigência da época em que foram contratados, antes da Reforma Trabalhista. Defendemos também uma revisão do governo Lula desta reforma e um debate com a sociedade, pois as alterações só retiraram direitos, precarizando ainda mais as condições de trabalho, extinguindo direitos e trazendo insegurança jurídica para as empresas, não gerando empregos, como o movimento sindical denunciava, na época. Temos o exemplo da Espanha que fez uma reforma similar, mas revogou tudo porque ela aprofundou ainda mais a crise e o desemprego”, disse o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius de Assumpção. *Com informações da CUT Nacional
COE vai cobrar do Itaú fim de demissões e fechamento de agências

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú tem reunião marcada com o banco, nesta quinta-feira (16). O encontro será para cobrar explicações sobre as recentes demissões e fechamento de agências. Será uma reunião presencial no prédio da CEIC, em São Paulo. O coordenador da COE Itaú, Jair Alves, adiantou a pauta do evento: “Vamos cobrar também mais contratações de funcionários nos locais de trabalho, para repor essas demissões, principalmente em agências.” *Com informações da Contraf-CUT
Entrega da declaração do Imposto de Renda começa nesta quarta (15)

O prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2023 começa nesta quarta-feira (15). A expectativa é que até o dia 31 de maio, quando se encerra o prazo, sejam recebidas entre 38,5 milhões e 39,5 milhões de declarações, número superior ao recorde registrado em 2022, quando o Fisco recebeu 36.322.912 documentos. Segundo a Receita, a mudança vai permitir que todos os contribuintes tenham acesso à declaração pré-preenchida do Imposto de Renda no primeiro dia de entrega. Este ano, o contribuinte que optar por receber a restituição via Pix ou usar a declaração pré-preenchida, receberá o valor mais rapidamente, de acordo com as prioridades legais. Em relação ao Pix, a novidade só vale para quem declarar a chave do tipo Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) no campo de pagamento da restituição. A ampliação dos dados disponíveis na declaração pré-preenchida é outra mudança significativa. No ano passado, o acesso havia sido estendido a quem tem conta nível prata ou ouro no Portal Gov.br. Agora, o formulário, que proporciona mais comodidade e reduz as chances de erros pelo contribuinte, terá mais informações, como imóveis registrados em cartório e criptoativos. Para quem tem investimentos na bolsa de valores, a Receita flexibilizou a obrigatoriedade da declaração. Só quem fez vendas de grande valor ou obteve lucro (de qualquer valor) nessas aplicações deverá preencher a declaração. Restituições Quem declarar a chave Pix do tipo CPF no campo destinado à conta bancária na aba “restituição” e quem usar a declaração pré-preenchida terá prioridade no pagamento. Esses contribuintes deverão receber nos primeiros lotes, respeitando as prioridades legais (idosos a partir de 80 anos, idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério). De acordo com informações da Receita, o pagamento ocorrerá mais rápido via Pix porque muitos contribuintes informam errado o número da conta-corrente destinada à restituição. Neste ano, ainda não será possível informar chaves Pix aleatórias, endereços de e-mail ou números de telefone na declaração do Imposto de Renda. Declaração pré-preenchida Fornecida a pessoas físicas com contas prata ou ouro no Portal Gov.br desde o ano passado, a declaração pré-preenchida será mais completa este ano. A Receita Federal ampliou a base de dados do formulário, já disponível no Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC). *Com informações da Agência Brasil
Bancários cobram avanços na valorização das mulheres durante mesa de Igualdade de Oportunidades

A mesa de Igualdade de Oportunidades reuniu o Comando Nacional dos Bancários, o Coletivo de Gênero, Raça e Orientação Sexual da Contraf-CUT e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), nesta terça-feira (14). Igualdade salarial e assédio foram alguns dos temas discutidos. No final do encontro, a Fenaban se comprometeu a acolher as pautas de reivindicação da categoria para o combate à violência de gênero e contra a desigualdade entre homens e mulheres no trabalho. Durante o encontro, o Dieese apresentou dados sobre a participação de mulheres no mercado de trabalho com recorte da categoria bancária. O relatório apresentado pela técnica Rosângela Vieira serviu de base para o movimento sindical mostrar que no mercado de trabalho as mulheres ganham, em média, 21% menos que os homens. Na categoria bancária a desigualdade é um pouco mais aprofundada: a remuneração delas é 22,2% menor que a média dos colegas do sexo masculino. “Ao analisar o recorte racial, verificamos que a remuneração da mulher preta é, em média, 40,6% inferior à remuneração do homem bancário branco”, observou Rosângela. A diferença salarial entre homens e mulheres piora conforme aumenta o grau de escolaridade foi outro destaque. No caso de trabalhadores com ensino médio completo, por exemplo, as mulheres recebem em média 80,6% do salário dos homens. Entre os trabalhadores com doutorado, elas recebem 78,5% do salário dos colegas. Outro fator levantado pela categoria foi que na movimentação do emprego bancário, em 2022, houve favorecimento do sexo masculino, com abertura de 3.933 vagas para eles e a eliminação de 1.106 postos de trabalho entre as mulheres. “As admissões de mulheres foram 19,1% menores que a dos homens. E os desligamentos 5,4% superiores entre as mulheres, resultando assim no saldo negativo”, explicou Rosângela. O levantamento revelou, ainda, que apesar do aumento de 70,4% de profissionais da Tecnologia da Informação (TI) contratados pelos bancos, entre 2012 e 2021, a proporção de mulheres na área caiu de 31,9% para 24,9% no mesmo período. “Desde a pandemia, principalmente, houve expansão da área de tecnologia dos bancos e isso impactou no crescimento de profissionais de TI no setor. Entretanto, o número de mulheres, em relação aos homens, diminuiu em tecnologia. Isso reflete uma questão estrutural, porque, historicamente, as mulheres sempre foram menos incentivadas a atuar nas áreas tecnológicas”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Juvandia lembrou que no Dia Internacional da Mulher, o governo federal lançou um pacote de medidas, incluindo recursos para capacitar mais de 40 mil mulheres em situação de vulnerabilidade, na educação profissional e tecnológica, além da criação da Política Nacional de Inclusão, Permanência e Ascensão de Meninas na Ciência, Tecnologia e Inovação, com a destinação de R$ 100 milhões para chamadas públicas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Combate à violência doméstica A implementação dos programas de combate à violência doméstica também está entre as cobranças feitas pela categoria bancária. “Nós pedimos um balanço sobre os programas, os números de atendimento e também que os canais sejam mais bem divulgados para as funcionárias. Queremos entender como os canais estão funcionando, como está sendo a recepção das vítimas e o encaminhamento, inclusive, jurídico que os bancos estão dando às mulheres que fazem denúncias”, disse Fernanda Lopes, secretária da Mulher da Contraf-CUT. Fernanda lembrou, ainda, que o combate à violência doméstica foi uma conquista da categoria em negociações passadas e que, mais recentemente, em 2022, os bancários conseguiram obter a inclusão de uma cláusula na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) para instalação de canais de combate ao assédio sexual no ambiente laboral. “Também foi acordado que, além de um programa de atendimento às mulheres vítimas de violência, os bancos se responsabilizariam por um programa de formação para combater o assédio”, acrescentou a secretária. O programa “Basta! Não Irão Nos Calar!”, de atendimento para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, com assessoria jurídica, foi desenvolvido pela categoria bancária, segundo Fernanda. “O ‘Basta!’ foi criado em dezembro de 2019 no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, hoje existe em dez sindicatos e, neste mês, será lançado em outros dois, completando 12 canais. Atualmente, temos um saldo de 360 atendimentos, com 256 ações judiciais e 164 pedidos de medida protetiva de urgência obtidos com a assessoria dos sindicatos às vítimas”, ressaltou. Adriana Nalesso, presidenta da Federa-RJ e membro do Comando, também falou sobre a importância do programa: “Com o programa ‘Basta, não irão nos calar’, a bancária pode contar com apoio do sindicato, ela se sente amparada e vê que não está sozinha. É fundamental combater toda e qualquer forma de violência”, avaliou. O Comando reivindicou transparência em relação à equiparação salarial das bancárias e que se inclua no programa propostas que visem reduzir as desigualdades existentes. Além disso, houve uma demanda por maior atenção às bancárias que atuam na linha de frente em agências e passam por situações constrangedoras com clientes e usuários, sendo vítimas do machismo. “É fundamental que os bancos se comprometam a também dialogar com os clientes das agências bancárias para que as mulheres possam se sentir protegidas em caso de desrespeito no ambiente de trabalho. É muito comum a bancária se sentir sozinha em função da falta de orientação e despreparo para lidar com essas situações por parte das chefias. Nós só mudamos a realidade quando a enfrentamos”, avalia Adriana. Fenaban Os bancos se comprometeram a aprimorar os canais de acolhimento às vítimas de violência na família ou no ambiente de trabalho. “Vamos levar o resumo desta reunião à direção dos bancos, ainda neste mês de março. Em sequência, marcar uma reunião com as áreas de recursos humanos para discutir a questão da queda na contratação de mulheres, especialmente nas áreas de TI. E nosso terceiro compromisso é um encontro, no dia 30 de março, com representantes dos bancos, do movimento sindical e com as ONGs contratadas para implementar as propostas contra assédio”, completou Adauto Duarte, diretor de Relações Trabalhistas da Fenaban. Segundo Adauto, no
João Fukunaga, novo presidente da Previ, fala sobre governança da entidade

O jornal Valor Econômico publicou, nesta segunda-feira (13), reportagem em que o novo presidente do fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB), a Previ, João Fukunaga, fala sobre a governança da entidade e como deverá ser sua gestão. Fukunaga estava em um encontro fechado com entidades vinculadas ao BB. O administrador aproveitou o evento para falar sobre a sua experiência para gerir o fundo, o maior plano previdenciário do BB, que tem mais de R$ 240 bilhões em ativos e é grande investidor no país. Ele lembrou sua trajetória de luta no movimento sindical dos bancários. “Nesse período, desenvolvi e exerci minhas habilidades com gestão de pessoas e de projetos, em que usei a minha capacidade de negociação na interlocução com diretores e altos executivos do setor financeiro, tanto no Brasil quanto no exterior. Isso me deu uma ampla experiência em liderança de equipes, além de ter de desenvolver uma sólida capacidade para defender os anseios dos associados”, explicou. Fukunaga afirmou que para “garantir o pagamento de benefícios a todos nós, associados, de forma eficiente, segura e sustentável”, a Previ tem uma “robusta e reconhecida” governança, que, segundo o Valor, é uma “referência no segmento de fundos de pensão”. Durante o encontro, Fukunaga disse que a fundação tem “119 anos de experiência e de solidez, desenvolvidos em um sistema que respeita a tradição, mas com um olhar constante na inovação e no futuro. É uma construção fortalecida diariamente, com regras claras, processos e ‘compliance’(…)”. O gestor garantiu que trabalhará para que “a governança da Previ seja cada vez mais aprimorada, para garantir que o futuro de todos os associados seja preservado”. A Previ apresentou, em 2022, superávit de R$ 5,6 bilhões no Plano 1 (benefício definido da instituição, com rentabilidade de 13,5% no ano), R$ 241 bilhões em ativos totais e um recorde no pagamento de benefícios de R$ 15,6 bilhões. No Previ Futuro (de contribuição variável e R$ 26 bilhões em ativos), todos os perfis de investimentos tiveram rentabilidade positiva, com destaque para o conservador, com 8,4%. Segundo a publicação, Fukunaga também comentou o fato do banco ter , pela primeira vez, uma mulher na presidência. “Tarciana é uma prova de que as mulheres podem e devem ocupar o espaço que desejarem. Que o topo é aonde elas quiserem chegar. E, para isso, está implementando uma política de diversidade e equidade efetiva, que terá eco na Previ. Aqui, assim como no Banco do Brasil, não teremos tolerância com assédio e preconceito de qualquer tipo”, garantiu. Movimento sindical presente A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil marcaram presença no evento. “É muito salutar a nossa presença aqui, neste momento tão especial, no qual não só os eleitos da Previ estão defendendo o patrimônio dos funcionários do Banco do Brasil, mas também o novo presidente da caixa de assistência, que é egresso do movimento sindical. Uma pessoa que está acostumada a defender os interesses dos associados do plano. Por isso, tenho certeza de que este resultado positivo da previ, será a marca registrada da gestão do Fukunaga”, garantiu Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT. Fonte: Contraf-CUT
Banco do Brasil promete apresentar plano para consolidar pedidos do movimento sindical sobre teletrabalho

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e a nova gestão do BB tiveram sua primeira mesa de negociação, nesta segunda-feira (13). A pauta do encontro foi o teletrabalho remoto institucional (TRI). Fernanda Lopes, representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) na CEBB, falou sobre o encontro: “Nesta reunião, o banco acolheu as nossas pautas, que é aumentar o público que pode acessar o teletrabalho e as áreas habilitadas, com estrutura para que o funcionário possa realizar suas atividades de casa. O BB também se comprometeu a, nos próximos dias, marcar uma nova data para apresentar avanços nesse sentido.” Em novembro passado, quando ocorreu a última mesa sobre o assunto, os representantes do banco afirmaram que, até aquele momento, somente 9.849 funcionários estavam exercendo a modalidade do trabalho remoto. Já no encontro desta segunda, o banco informou que, atualmente, cerca de 14 mil funcionários estão com acordos assinados para exercer o teletrabalho. Fernanda Lopes explicou que ainda existe espaço para avançar significativamente na implementação do home office. “O BB tem muitas áreas onde é possível que o funcionário trabalhe de casa, estamos falando dos escritórios, das Centrais de Relacionamento do Banco do Brasil (CRBB), da área de serviço de atendimento ao cliente (SAC) e os cargos de gerência”, ressaltou. Atualmente, o TRI pode ser exercido em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis, o que impede o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo Acordo Coletivo de Trabalho. Além disso, cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos. O próximo passo indicado pelo banco será a apresentação de um plano para consolidar os pedidos do movimento sindical. O documento será encaminhado ao Conselho Diretor (CD) para aprovação das medidas. *Com informações da Contraf-CUT
Rita Serrano e Comando Nacional dos Bancários debatem principais demandas dos empregados

O Comando Nacional dos Bancários e a presidenta da Caixa Econômica Federal, Maria Rita Serrano, se reuniram nesta segunda-feira (13), para tratar das demandas dos empregados da entidade. Durante o encontro, realizado através de plataforma digital, Rita Serrano recebeu informações e uma série de reivindicações, consideradas históricas pelos empregados da instituição. Participaram do evento, cerca de 40 representantes da categoria. Durante o encontro, Rita falou de sua origem no movimento sindical e garantiu que todo o governo está empenhado na reconstrução da Caixa, mas lamentou que esse processo não será algo tão rápido. “A Caixa foi destruída na sua estrutura de tecnologia, na gestão de pessoal, enfim, em todos os setores”, afirmou. A presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, observou que o encontro foi um sinal de novos tempos. “Esse é um claro sinal de mudança na direção do banco público, que agora ouve os trabalhadores e se compromete a valorizar a mesa permanente de negociação. Assim podemos retomar a negociação das pautas que foram abandonadas nos últimos anos pela gestão anterior”, ressaltou Juvandia. Primeiras ações A presidenta da Caixa apresentou uma série de ações realizadas nos dois primeiros meses do novo governo, como a abertura de 15 agências físicas, apoio para suavizar os danos da catástrofe provocada pelas chuvas no litoral norte paulista, investimento em projetos de sustentabilidade, um programa de apoio às moradoras de favelas que deve alcançar 50 mil mulheres, outro para povos indígenas que vai beneficiar cerca de 10 mil famílias e reestruturação dos programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Rita Serrano também garantiu que a Caixa não mais venderá ativos – prática usada para privatização de setores lucrativos do banco. Demandas Já os representantes dos trabalhadores levaram para o encontro demandas específicas para a garantia de direitos e conquistas trabalhistas. A presidenta da instituição afirmou que a retomada do diálogo entre banco e empregados marca o fim da gestão por medo. Rita informou que a Vice-Presidência de Pessoas (Vipes) foi reinstituída e que o processo seletivo para o cargo está aberto. Segundo ela, haverá ainda a exclusão da Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP), e que os critérios serão revistos. A nova presidenta da Caixa disse que a gestão atual está promovendo a democratização do sistema de comunicação da empresa, que inclui o retorno do espaço de comentários dos funcionários no Jornal da Caixa, que havia sido suspenso pelo ex-presidente Pedro Guimarães. Também foi lançado o programa Diversidade e Inclusão, por equidade no ambiente de trabalho e contra discriminação por raça, cor, gênero, orientação sexual, idade ou deficiência. O movimento sindical também cobrou a retomada das contratações necessárias, e a presidente do banco garantiu que o tema será negociado na mesa permanente. PLR A definição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) também foi cobrada durante a reunião. Rita lembrou que o assunto está relacionado ao resultado referente ao exercício de 2022, quando a Caixa ainda era administrada pela equipe do governo anterior, que será divulgado no próximo dia 23 de março. Rita Serrano garantiu que nessa mesma data ocorrerá mesa de negociação com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. A coordenadora da CEE da Caixa, Fabiana Proscholdt, avaliou o resultado do primeiro encontro como muito bom. “Os empregados da Caixa estão sendo ouvidos e é isso mesmo que esperamos: uma gestão que recoloque a Caixa em seu rumo de banco público, com respeito a todos, clientes e empregados, e que atue com toda a sua força pelo crescimento econômico, que é o que gera emprego e renda. O movimento sindical continuará fazendo o seu papel de cobrar, criticar e exigir os direitos dos trabalhadores”, concluiu Fabiana. *Com informações da Contraf-Cut
Banco do Brasil: reunião sobre teletrabalho acontece nesta segunda-feira (13)

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e o banco se reúnem, nesta segunda-feira (13), na primeira mesa de teletrabalho de 2023. Os funcionários do BB querem a ampliação dos dias da semana e do percentual de trabalhadores em home office. A reivindicação é antiga, vem desde o início das negociações, que terminaram no último Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Segundo Fernanda Lopes, que está coordenando interinamente a CEBB, “há uma demanda grande nas áreas meio, especialmente nos escritórios”. “Nós esperamos que, ao contrário da última mesa temática, que ocorreu em novembro passado, o banco nos apresente desta vez uma proposta consolidada para atender os funcionários e funcionárias que podem exercer seus trabalhos de casa por mais dias da semana”, afirma. Atualmente, pelas regras vigentes, as bancárias e bancários podem entrar em trabalho remoto dois dias na semana ou o seu equivalente mensal. E cada departamento pode ter, ao dia, ausência de, no máximo, 30% dos seus trabalhadores em home office, considerando ausências físicas programadas, como férias e abonos. Em novembro, os dados apresentados pelo próprio Banco do Brasil mostraram que apesar de 17.509 funcionários terem permissão para o home office, somente 9.849 estão exercendo essa modalidade, sendo que a grande maioria em apenas dois dias por semana, ou seja, menos de 50% dos dias úteis e, portanto, sem o direito de receber a ajuda de custo conquistada no novo ACT. *Com informações da Contraf-CUT
Bancários e Fenaban se reúnem para discutir ‘Igualdade de Oportunidades’

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) têm encontro marcado nesta terça-feira (14), às 14h. O tema da reunião será a Igualdade de Oportunidades, com destaque para as questões relativas às mulheres. A Secretária da Mulher da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Fernanda Lopes, falou sobre o tema a ser tratado. “Queremos avançar no debate para a implementação de ações de combate à violência no ambiente de trabalho e na igualdade salarial”, explicou. Fernanda lembra que, entre as conquistas obtidas pela categoria bancária na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), está a criação de duas cláusulas: uma, em 2010, para a instalação de canais de combate ao assédio moral e outra, no ano passado, de combate ao assédio sexual. Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, ressalta que os trabalhadores querem que os bancos apresentem na mesa “as propostas para a implementação dos canais, onde ainda não foram implementados, e a criação dos mesmos, onde ainda não existem”. Segundo Juvandia, além do momento oportuno, por se tratar do mês de março, a decisão do governo federal de anunciar, no Dia Internacional da Mulher, um pacote com uma série de medidas pela igualdade de gênero, aumenta ainda mais a urgência de avanços na mesa de negociações. “Os bancos têm a oportunidade de fazer a diferença no mercado de trabalho, se cumprirem as demandas, construídas pelos trabalhadores, e que estão em linha com a sociedade que todos nós queremos”, completa a presidenta da Contraf-CUT. Para Fernanda Lopes, sobre as medidas anunciadas pelo governo Lula, em 8 de março, três, em especial, estão relacionadas com pautas da categoria bancária: “O projeto de lei que obriga igualdade salarial entre homens e mulheres, que exercem a mesma função; o envio ao Congresso de uma proposta, pelo presidente da República, para que o Brasil ratifique a Convenção 190, sobre eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho; e a oferta de crédito, por meio de bancos públicos, a juros reduzidos para empreendedoras”, conclui Fernanda. *Com informações da Contraf-CUT