Contraf-CUT e Fenae se reúnem com Funcef para debater o equacionamento de déficits do Plano REG/Replan

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) têm reunião marcada, dia 11 de setembro, com a Fundação dos Economiários Federais (Funcef). O encontro, solicitado pela representação das empregadas e empregados, será em Brasília e terá na pauta o equacionamento dos déficits do plano REG/Replan, além de outros assuntos de interesse dos trabalhadores. Já nesta quarta-feira (6), a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) se reúne com a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) para tratar sobre a incorporação do Plano de Benefícios (REB) ao Novo Plano. Segundo a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, “trata-se de uma reivindicação antiga, desde a criação do Novo Plano, em 2006, para tentar reparar as desvantagens do REB, que havia sido criado em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que preparava Caixa para a privatização.” Após diversas tentativas, uma metodologia para a incorporação foi apresentada em mesa de negociação em outubro de 2014 e a incorporação foi incluída em cláusula no Acordo Coletivo de Trabalho de 2014/2015. Mas, em 2017, durante o governo Temer, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest), criaram impeditivos em relação aos cálculos retroativos. As negociações ficaram emperradas durante todo o governo Bolsonaro. “Vamos retomar as negociações para buscar os reparos do REB”, disse a coordenadora da CEE. A reunião será realizada de forma remota, por plataforma de videoconferência, a partir das 15. *Fonte: Contraf-CUT
Bradesco apresenta sua nova diretora regional

Em reunião no Rio, o Bradesco apresentou sua nova diretora regional, Deborah Campani, à Federação das Trabalhadoras e dos Trabalhadores no Ramo Financeiro do Rio de Janeiro – Federa-RJ. O encontro contou com a participação da presidenta e do diretor da Secretaria de Bancos Privados da Federa-RJ, respectivamente, Adriana Nalesso e Fabiano Júnior, do vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius de Assumpção, do representante da Comissão de Organização dos Empregados (COE), Leuver Ludolff, e do presidente do presidente do Sindicato, José Ferreira. Representando o banco estavam, além de Deborah, a diretora de Relações Sindicais, Eduarda Cavalheiro e Marcos Bartelt, analista de Relações Sindicais. Durante a reunião, a presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso, afirmou que o agravamento do adoecimento bancário é uma das maiores preocupações. “Não temos a menor dúvida de que isto tem que acabar. Existe a sobrecarga que está ligada às demissões, mas o principal gerador é a pressão absurda por metas”, disse. Também o vice-presidente da Contraf-CUT, Vinícius Assumpção, fez questão de frisar que este é um problema que acontece no Bradesco em todo o país. “Tem que mudar a forma de estimular que se atinjam as metas. Não é possível o uso de pressão com ameaças. Vamos continuar cobrando esta mudança”, afirmou. O dirigente da COE e do sindicato, Leuver Ludolff, aproveitou para reivindicar o fim das demissões, do assédio moral para o cumprimento de metas abusivas, e que isto seja revertido de imediato. “Chegamos a uma situação extremamente grave de adoecimento por causas psíquicas, com 42% dos bancários e bancárias tendo que tomar medicamentos de tarja preta, segundo pesquisa recente da Contraf-CUT”, ressaltou. Os representantes do Bradesco ouviram as denúncias sobre o uso de ameaças e outros métodos de pressão sistemática para o cumprimento de metas e a cobrança de que isto acabe. Os dirigentes bancários disseram que o banco vem restringindo o acesso dos clientes às agências. Leuver lembrou que o fato mostra uma contradição entre o que diz e o que faz o Bradesco, que, recentemente, divulgou comunicado aos gestores afirmando não poder ser imposta qualquer restrição ao acesso ao que chamou de atendimento convencional, ou seja, aos caixas humanos. “O banco ficou de reforçar a orientação”, disse Leuver. *Fonte: Contraf-CUT
Projeto de teto para juros rotativos do cartão de crédito é aprovado pela Câmara

O projeto que cria um limite nos juros rotativos do cartão de crédito foi aprovado pela Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (5). Agora, o texto seguirá para avaliação do Senado. A taxa média anual é de 445,7%, atualmente. A proposta estabelece prazo de 90 dias, a partir da publicação da lei, para que as emissoras de cartão de crédito apresentem proposta de regulamentação que deverá ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Com essa proposta será definido um teto. Caso isso não ocorra, o total cobrado de juros e encargos financeiros não poderá ultrapassar o valor original da dívida. Crédito rotativo Quando o cliente não paga o valor total da fatura do cartão de crédito, a sobra entra no crédito rotativo. Os especialistas consideram abusivos os juros, que têm taxa média anual acima de 400%. Segundo o Banco Central, a inadimplência chega a 50%. Desenrola O texto também cria o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes – Desenrola Brasil. Sua finalidade é renegociar dívidas privadas dos brasileiros inscritos de inadimplentes, reduzindo o endividamento e facilitando o acesso ao mercado de crédito. São duas faixas contempladas: A Faixa 1 é dirigida a pessoas inscritas em cadastros de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022 e com registro ativo em 28 de junho de 2023. Também é preciso ter renda mensal igual ou inferior a dois salários mínimos ou que estar inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo. O programa não valerá para dívidas de crédito rural, financiamento imobiliário e operações com funding ou risco de terceiro. A Faixa 2 contempla pessoas com dívidas inscritas em cadastros de inadimplentes até 31 de dezembro de 2022 e com registro ativo em 28 de junho de 2023. É preciso ter renda mensal igual ou inferior a R$ 20 mil apurada pelos agentes financeiros. O prazo mínimo para o pagamento das operações é de 12 meses. Outra proposta do projeto é a portabilidade do saldo devedor do cartão de crédito e de operações parceladas de saldo devedor. O objetivo seria estimular a competição e a redução da taxa de juros. *Fonte: O Globo
Drex: Caixa e BB fazem primeira transferência entre bancos públicos

A primeira transferência de recursos entre bancos públicos, via Drex, foi realizada pela Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil (BB). A operação aconteceu nos dias 30 e 31 de agosto. A transferência de reservas bancárias foi feita no ambiente de testes do Banco Central. Primeiro, os valores foram transferidos da carteira do BB para a Caixa. Depois, retornaram para a carteira do BB. Segundo a Caixa Econômica Federal, o uso do Drex nos financiamentos imobiliários pode reduzir o tempo de liberação dos recursos para algumas horas. Outro possível caso de uso é na tokenização se títulos públicos ou privados. “A colaboração entre as nossas instituições representa um compromisso com a inovação e a modernização do setor financeiro. Estamos entusiasmados com os resultados positivos até agora e ansiosos para explorar ainda mais o potencial das moedas digitais e das transações ágeis”, afirma a presidenta da Caixa, Rita Serrano. Para a presidenta do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, o Drex é mais uma iniciativa bem-sucedida no Sistema Financeiro Nacional. “O teste realizado entre os dois bancos é mais um passo importante do projeto e demonstra nossa capacidade de incorporar novas tecnologias e inovações aos nossos modelos de negócio”, ressalta. Moeda digital A versão tokenizada da moeda brasileira atualmente está em fase de testes, em um piloto estruturado pelo Banco Central (BC) que conta com a participação dos dois bancos. O Drex é considerado a chave para a tokenização da economia, ou seja, a criação de representações digitais dos ativos reais. Tanto o BC quanto o mercado financeiro esperam que isso agilize transações e aumente a segurança. O Drex utiliza redes blockchain, com rastreabilidade das transações. É a mesma tecnologia sobre a qual são estruturadas as principais moedas digitais. A liquidação será feita com moeda segura emitida pelo BC. *Fonte: Época Negócios
Participantes do SantanderPrevi podem alterar perfil do investidor até 20 de setembro

Os participantes do SantanderPrevi podem optar pela alteração no perfil do investidor até o dia 20 de setembro. As opções atuais de perfil são conservador, com 100 % juros pós fixado; moderado sem ações (100% renda fixa); moderado com ações (até 25% em renda variável); e agressivo (até 40% em renda variável). A alteração pode ser feita no portal SantanderPrevi. Basta acessar Área restrita > Entrar na Área Restrita > Usuário e senha > Menu > Perfil de Investimento > Preencher o questionário > Assinalar a opção de perfil desejada. Os participantes que entrarem via Portal Pessoas, devem acessar em Nossa oferta para você > Suas Finanças > Previdência Complementar > Links > Site da SantanderPrevi (canto direito) e no site SantanderPrevi acesse a opção “Clique aqui para alterar o Perfi” da primeira caixinha. Se nenhuma mudança for solicitada o perfil será mantido. A alteração do perfil terá vigência a partir de 1º de outubro de 2023. Wanessa de Queiroz, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados do Santander, fala sobre a medida. “É importante que os participantes acompanhem os investimentos através do portal, e aqueles que porventura quiserem fazer a alteração do perfil de investimento, é bem simples. Também vale destacar que a escolha do perfil é uma decisão pessoal que deve ser tomada com cautela. Por isso é recomendável responder o questionário do perfil de investidor”, afirma Wanessa.
PLR é conquista histórica da categoria bancária

A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) é uma conquista histórica da categoria bancária, conforme explica o vice-presidente da Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Vinícius de Assumpção. “Em 1992, nós conquistamos a Convenção Coletiva de Trabalho com validade para todo o território nacional, uma exclusividade de nossa categoria no Brasil. Três anos depois, em 1995, com uma forte mobilização e greve, garantimos a PLR para toda a categoria. É com unidade e participação junto aos sindicatos, nas lutas coletivas, que o trabalhador garante direitos e avança em conquistas”, ressalta Vinícius. Os bancos têm até o dia 30 de setembro para pagar a PLR. A Caixa anunciou que pagará em 20 de setembro. O Itaú pagará entre 22 e 27 de setembro. O Banco do Brasil antecipou e pagou no dia 30 de agosto. Já o Bradesco e o Santander ainda não informaram a data que efetuarão o pagamento da PLR a seus funcionários.
Bancos funcionam normalmente na sexta-feira (8)

Os bancos ficarão fechados nesta quinta-feira (7), feriado da Independência do Brasil. Mas funcionarão normalmente na sexta-feira (08), para atendimento ao público. Os canais digitais dos bancos, como internet e mobile banking, são uma alternativa para a realização de transferências e pagamento de contas. As contas de consumo (água, energia, telefone, etc.) e os carnês com vencimento em 07/9 poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte ao feriado, ou seja, sexta-feira, 8/9. Normalmente, os tributos já vêm com datas ajustadas ao calendário de feriados nacionais, estaduais e municipais. Caso isso não tenha ocorrido no documento de arrecadação, a sugestão é antecipar o pagamento ou, no caso dos títulos que têm código de barras, agendar o pagamento nos caixas eletrônicos, internet banking e pelo atendimento telefônico dos bancos. Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos poderão ser pagos via DDA (Débito Direto Autorizado). *Fonte Febraban
Confira as mudanças no Imposto de Renda sobre a PLR

Em maio deste ano, a tabela do Imposto de Renda sobre a PLR de 2023 foi reajusta pelo governo. A faixa de isenção da tabela passou dos R$ 6.677,55 para R$ 7.407,11, com um reajuste de 10,93%, o que ampliou a faixa de isenção da PLR. Desde 2015, a tabela do IR na PLR não sofria alteração. De acordo com a nova tabela IR PLR 2023, portanto, quem receber até R$ 7.407,11, a partir de maio, estará isento de pagar imposto de renda. A partir deste valor, as alíquotas são 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%, com as respectivas deduções. Vale lembrar que a PLR dos bancários possui tributação exclusiva, ou seja, é diferente da tributação do salário. A principal característica dessa forma de tributação é que o imposto é retido diretamente na fonte, no momento do pagamento, sem necessidade de posterior declaração ou recolhimento pelo contribuinte, não compondo, portanto, a base de cálculo da Declaração de Ajuste Anual. *Fonte: Contraf-CUT
Curso Como Fazer Uma Análise de Conjuntura inscreve para novas turmas

O curso de formação Como Fazer Uma Análise de Conjuntura está com inscrições abertas para novas turmas. Direcionado a dirigentes sindicais, principalmente, os iniciantes, o curso faz parte do programa de formação sindical da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Com aulas online, o curso tem o objetivo aprimorar a habilidade analítica e de compreensão do contexto político, econômico e social dos participantes. A aula é sempre ministrada por um técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De acordo com o secretário de Formação da Contraf-CUT, Rafael Zanon, “o curso é estruturado a partir de debates no Coletivo Nacional de Formação, com conteúdo importantíssimo para que os dirigentes possam estar desempenhando suas funções com mais qualidade, pois foca no aprimoramento desses dirigentes”. Novas turmas As inscrições já estão abertas e devem ser feitas pelo sindicato ou federação do dirigente interessado. As opções são as seguintes: Turma 1 – 13 de setembro, das 15h às 18h. Turma 2 – 19 de setembro, das 19h às 22h. Turma 3 – 27 de setembro, das 15h às 18h. *Fonte: Contraf-CUT
Bancos já começam a desativar transferência por DOC

A desativação do DOC para pessoas físicas e jurídicas foi anunciada em maio deste ano pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Segundo a entidade, o prazo para o fim das operações é até 29 de fevereiro de 2024. Mas alguns bancos já começaram a desativar essas operações. Os clientes têm como opção o Pix ou a Transferência Especial de Crédito (TED). É o caso do Santander, que confirmou esta semana o início da desativação do DOC. Já o Itaú deixou de oferecer esse serviço, para clientes pessoa física, desde janeiro. No Banco do Brasil, segundo informação da própria instituição, o DOC para pessoa física só será feito até 15 de setembro. Já Bradesco e a Caixa informaram que vão seguir o cronograma da Febraban. Desde a sua criação, o Nubank nunca ofereceu DOC. Mesmo nos bancos que já desativaram o envio de DOC, os clientes poderão continuar recebendo esse tipo de transferência até a data limite de encerramento do sistema, em 29 de fevereiro de 2024. Modernização O DOC foi criado em 1985 pelo Banco Central, mas perdeu espaço para formas mais rápidas e mais baratas de transferência de recursos. Segundo a Febraban, “o uso dessas operações vem caindo continuamente nos últimos anos, principalmente após o lançamento do Pix, em novembro de 2020.” As movimentações feitas por meio do DOC são limitadas a R$ 4.999 e efetivadas um dia depois de o banco receber a ordem de transferência, enquanto na TED se a transação ocorrer até as 17h, o dinheiro entra na conta no mesmo dia. O Pix é instantâneo. As transferências via DOC e TED têm o mesmo preço em todos os grandes bancos. No Itaú, uma transferência avulsa – fora dos pacotes de serviços – custa R$ 11,10, quando feita por canal digital. No BB, sai por R$ 11,80. No Santander, R$ 12,80. No Bradesco, R$ 12,15. Na Caixa, R$ 11,00. No Nubank a TED é gratuita.