29 de janeiro: Dia da Visibilidade Trans

Há 18 anos, no dia 29 de janeiro de 2004, foi promovido um ato no Congresso Nacional, em Brasília, pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde com um grupo de mulheres e homens trans e travestis. Era o lançamento da campanha “Travesti e Respeito”. A data se tornou um marco contra a transfobia no Brasil e foi escolhida como o Dia da Visibilidade Trans. “Por mais que continuem invisíveis, diversas pessoas transgênero ocupam lugares de destaque na sociedade brasileira. No trabalho, cumprem suas funções, ocupam espaços na vida pública e na política, com representação nos parlamentos, programas de TV, enfim, é uma realidade que está posta e só não vê quem não quer”, observou o dirigente da Executiva da Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Adilson Barros. Séries de TV, com atrizes e atores trans no elenco, como Orange is the new black, Sense 8, Psi, Euphoria e Verdades Secretas 2, na qual a atriz Gabrielle Gambine reclamou de transfobia durante as gravações, tratam abertamente de questões envolvendo pessoas transgênero. Além disso, nos últimos dias, a participação da Linn da Quebrada num reality show, tem conquistado grande atenção dos brasileiros para o tema. “Essas iniciativas louváveis confirmam o crescimento do reconhecimento e das contratações. E isso é muito bom! É sinal do quanto se pode avançar nas políticas públicas e que as pessoas trans e travestis podem e precisam ser inseridas no mercado de trabalho, com políticas públicas de capacitação. Mas, também mostra que que elas estão aptas. Basta não discriminar”, completou. >>>>> Ouça o Podcast da Contraf sobre o Dia da Visibilidade Trans Para além das “telas” Adilson lamenta, no entanto, que a maioria das pessoas transgênero ainda seja “invisibilizada”. “Infelizmente, ainda persiste o preconceito e a discriminação. Tirando quem tem destaque social, as demais pessoas transgênero têm dificuldade de conseguir emprego. As que conseguem, não ficam no atendimento ao público, não conseguem ascensão na carreira profissional e muitas delas continuam à margem da sociedade, sendo obrigadas a se prostituir para sobreviver. Sem falar dos inúmeros casos de violência a que estas pessoas são submetidas”, disse.      >>>>> Pessoas trans: luta por espaço e inclusão no mercado de trabalho     >>>>> 43% da população trans de SP sofre violência nas ruas e escolas, aponta mapeamento inédito O dirigente da Contraf-CUT aponta estes fatos tendo como base sua atuação social, mas até mesmo nos dados demográficos esta população é meio que invisível. Não existem informações oficiais sobre a quantidade e nem como vivem as brasileiras e os brasileiros trans. As informações são levantadas por entidades que trabalham com este público, como a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), que estima que 1,9% da população nacional seja composta por trans. Com relação à violência, o levantamento aponta que, de 2010 para 2020, o número de assassinatos de pessoas trans aumentou de 99 para 175, um aumento de 76,8%. Em 2021, segundo dados do Dossiê de Assassinatos e Violências Contra Travestis e Transexuais Brasileiras, da Antra, ocorreram, pelo menos 140 assassinatos de travestis e transexuais no Brasil no ano passado. As pessoas trans conseguiram ampliar seu espaço de atuação na sociedade, mas estes números nos trazem uma triste realidade que ainda precisa ser superada”, lamentou o dirigente da Contraf-CUT. “Por isso, temos que comemorar os espaços conquistados, mas sem nos esquecermos de que a realidade ainda é triste, e muito violenta, para as pessoas trans”, concluiu. Fonte: Contraf-CUT

Trabalhadores do BB protestam por mais proteção contra Covid-19 e Influenza

Trabalhadoras e trabalhadores do Banco do Brasil realizaram, nesta quinta-feira (27), um Dia Nacional de Luta em defesa dos protocolos de saúde nas unidades do BB, diante do aumento exponencial de funcionários contaminados em agências e unidades administrativas do banco em todo o país. Além de ações nas unidades, os trabalhadores realizaram um tiutaço, entre às 11h e 12h. A hashtag #DiadeLutaBB chegou a ficar em 16º lugar nos Trending Topics do Twitter, ou seja, entre os temas mais comentados do país na hora. “Essa mobilização foi importante para o banco perceber que os trabalhadores estão atentos sobre seus direitos a um ambiente seguro de trabalho”, avaliou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga. “Desde o início da pandemia, dialogamos com a direção do BB para exigir o cumprimento dos protocolos contra a Covid-19, o que gerou um Manual do Trabalho, com diretrizes de segurança, acordado junto ao Ministério Público do Trabalho. Nós também negociamos regras para o trabalho em home office. Mas, infelizmente, além de alterar de maneira unilateral o Manual do Trabalho, o banco acabou com o home office no final de dezembro do ano passado, mesmo diante do anúncio das autoridades de Saúde de que a pandemia estava longe de terminar”, destacou Fukunaga. Carta à população Os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil prepararam, ainda, um boletim direcionado à população. “Nossa reivindicação é pela implementação dos protocolos de segurança sanitária contra Covid-19 e Influenza em todas as agências e unidades do BB. Também reivindicamos o encaminhamento de todos os empregados com alguma comorbidade e os que trabalham em departamentos de prédios comerciais que não atendem o público para o home office”, diz o material distribuído nas ruas. Fonte: Contraf-CUT

Santander apresenta protocolo contra Covid-19 com alguns avanços

Em reunião com a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, na tarde de quarta-feira (26), o banco cedeu aos apelos dos trabalhadores e apresentou avanços no protocolo de prevenção à Covid-19. A coordenadora da COE/Santander, Lucimara Malaquias, alertou, no entanto, que a pandemia não acabou e, com o surgimento da variante Ômicron, os casos de contaminação têm aumentado entre os funcionários do Santander. “Os avanços nos protocolos foram obtidos graças à atuação do movimento sindical, ao cobrar do banco mais rigor nas medidas de segurança para garantir a saúde e a vida dos bancários, clientes e evitar a disseminação da doença para a sociedade. Consideramos muito importantes, mas ainda insuficientes”, ressaltou. “Continuaremos monitorando as orientações técnicas e científicas e, se preciso, procuraremos o banco novamente”, completou. Home office A dirigente disse ainda que a COE continuará cobrando do banco a retomada do home office como principal medida de segurança nesse momento de agravamento da pandemia. E que continuará atenta e cobrando do Santander o respeito aos protocolos. “É fundamental que os bancários continuem denunciando aos seus respectivos sindicatos os casos em que as medidas não sejam cumpridas”, acrescentou.      >>>>> Responda pesquisa para apurar situação da Covid-19 nos bancos Medidas conquistadas Nenhum funcionário deve trabalhar com qualquer sintoma relacionado à Covid-19 ou gripe. Nos primeiros sinais, deve se afastar imediatamente, contatar o médico (preferencialmente a telemedicina), informar o gestor e se submeter ao teste; O afastamento foi reduzido para 10 dias conforme portaria e novas recomendações médicas, no entanto, o retorno só se dará caso o trabalhador esteja há 24 horas sem tomar medicação antitérmica e sem sintomas. Caso ainda esteja com sintomas, deve procurar o médico e o retorno dependerá de orientação médica neste sentido; Desde o início do ano, foram emitidos dois novos comunicados com orientações aos funcionários e mais um deve sair nos próximos dias. O banco atendeu ao pedido do movimento sindical de reforçar a comunicação interna de orientação; Quanto à sanitização, o banco informou que todas as equipes de limpeza têm sido reforçadas e que as limpezas são diárias em todos os locais. Informou também que é feita com produtos específicos para eliminar os vírus. No protocolo de higienização consta a limpeza de mesas, cadeiras, teclado, ATMs, portas, piso, banheiros e todos os objetos da agência; A COE reforçou a necessidade de aumentar a regularidade das limpezas e, nos locais onde não estejam sendo feitas, os trabalhadores devem acionar seus sindicatos. Atendendo ao pedido do movimento sindical, desde o início da pandemia o banco tem ressarcido os testes rápidos. Para ter o ressarcimento, os gestores devem informar ao banco todos os contatantes e suspeitos, que imediatamente deverão receber um QRcode para ser utilizado na farmácia mais próxima. Este procedimento consta na intranet e está disponível para todos os funcionários; Está disponível o teste rápido para os funcionários lotados na Torre, no Radar e no GD em SP. O teste é realizado pelo Sírio Libanês, mediante agendamento. Cobranças que permanecem •             O banco disse que manterá o contingente de trabalhadores no presencial, baseado na necessidade do negócio e da produtividade. A COE reiterou o pedido para que o Santander reveja este posicionamento, pois aglomerações aumentam o risco de transmissão e também a sensação de insegurança dos trabalhadores. O banco informou que não há critérios definidos para fechamento de agências, que em cada local a situação é avaliada individualmente. O movimento sindical apontou que isto é um grande problema, pois a falta de critério tem gerado dúvidas e dificulta a fiscalização e que, com mais de dois anos de pandemia, é urgente que o banco defina e divulgue os critérios. O Santander tem seguido as novas medidas implementadas pelo Ministério da Saúde, que definem como contatantes as pessoas que estiveram a menos de 1 metro, por mais de 15 minutos e com o uso inadequado das máscaras de quem teve a doença confirmada. O banco informa que, em casos de dúvidas da metragem e do tempo, o trabalhador também deve ser afastado e submetido ao teste. O movimento sindical deixou claro ao banco que discorda deste critério, pois há fragilidade e dificuldade de aferir quanto tempo os trabalhadores ficaram em contato uns com os outros. fonte: Contraf-CUT

Gestão Bolsonaro no BB: apadrinhamentos e negacionismos

morreu de Covid-19, será que a direção do BB sairá do negacionismo e começará a cobrar que todos, sem distinção de cargos, usem máscaras de proteção e, além disso, permita que funcionários sejam alocados em home office?”, questionou Fukunaga, se referindo ao falecimento, no dia 24 de janeiro, do guru da família Bolsonaro, que diversas vezes negou a existência da pandemia e questionou a eficácia das vacinas. Desmonte calculado Uma reportagem de Geralda Doca, no jornal O Globo, publicada na última segunda-feira (24), confirma o que o movimento sindical já vem alertando ao destacar que, em menos de um ano no cargo, Fausto Ribeiro caiu nas graças de Bolsonaro. Apesar de não mais falar abertamente em privatização, a política de desmonte do BB segue em andamento. Ribeiro concluiu o programa de reestruturação, iniciado na gestão anterior, de André Brandão, e que resultou no fechamento de 361 unidades. O banco ainda utilizou a reestruturação para manter salários rebaixados sem reduzir a responsabilidade de gerentes. “Podemos resumir desta maneira a gestão atual do Banco do Brasil: fechamento de unidades, enxugamento no número de funcionárias e funcionários e sobrecarga dos que ficam”, pontuou Fukunaga. “Além de tudo isso, registramos o aumento da contratação de terceirizados para fazer triagem nas filas da sala de autoatendimento, sem acesso aos mesmos equipamentos de proteção individual contra a Covid-19 que os trabalhadores concursados do banco possuem. Em suma, estamos assistindo ao desmonte do banco e o objetivo dessa precarização calculada para o futuro nós já conhecemos: a privatização”, alertou o coordenador da CEBB. Fonte: Contraf-CUT

Sem base científica, portaria altera regras de afastamento do trabalho por Covid-19

Governo federal edita medida para favorecer os negócios em detrimento da vida e saúde “Contrariando a necessária seriedade diante de um grave momento da pandemia, com uma variante que está infectando muita gente, lotando hospitais e causando mortes, o governo Federal edita medida para favorecer os negócios em detrimento da vida e saúde”, esta é a avaliação de Mauro Salles, secretário de Saúde da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) sobre a diminuição de 15 para dez dias o prazo de afastamento dos trabalhadores com casos confirmados do novo coronavírus, suspeitos ou que tiveram contato com casos suspeitos, anunciado pelo Ministério da Saúde na terça-feira (25). A Portaria, assinada em conjunto com o Ministério do Trabalho e Previdência, diz ainda que o período de afastamento pode ser reduzido para sete dias, caso o funcionário apresente resultado negativo em teste por método molecular (RT-PCR ou RT-LAMP) ou teste de antígeno a partir do quinto dia após o contato. A redução para sete dias também vale para os casos suspeitos desde que o trabalhador esteja sem apresentar febre há 24 horas, sem tomar remédios antitérmico e com a melhora dos sintomas respiratórios. Para o sanitarista Cláudio Maierovitch, ex-presidente da Anvisa, os estudos que avaliam o tempo em que as pessoas eliminam vírus mostram que a chance de transmissão anda é alta depois do quinto dia desde que começaram os sintomas. “Somente no décimo dia é possível afirmar que a grande maioria das pessoas com Covid-19 deixa de transmitir. A mudança para cinco dias não tem uma base científica sólida. Parece que realmente é só para diminuir o tempo de afastamento, sem levar em conta o risco.”O sanitarista ainda reforça: “Embora teste com resultado negativo aumente a segurança, ainda assim, o prazo mínimo, em minha opinião, deveria ser de sete dias de isolamento com esse resultado feito no fim desse prazo. Mesmo máscaras de boa qualidade não são capazes tampouco de eliminar a possibilidade de transmissão, apesar de serem muito importantes.” As novas regras alteram uma portaria de junho de 2020, que trouxe regras para a adoção prioritária do regime de teletrabalho, entre outros pontos. O documento atual diz que, na ocorrência de casos suspeitos ou confirmados da covid-19, o empregador pode adotar, a seu critério, o teletrabalho com uma das medidas para evitar aglomerações. No caso dos trabalhadores com 60 anos ou mais ou que apresentem condições clínicas de risco para desenvolvimento de complicações da covid-19, o texto diz que eles devem receber atenção especial e também coloca a adoção do trabalho remoto como uma medida alternativa para evitar a contaminação, a critério do empregador. Antes, a indicação do governo era de que o trabalho remoto deveria ser priorizado. Pela portaria, as empresas devem prestar informações sobre formas de prevenção da doença, como o distanciamento social, e reforçar a necessidade de procedimentos de higienização correta e frequente das mãos com utilização de água e sabonete ou, caso não seja possível a lavagem das mãos, com sanitizante adequado como álcool a 70%. As empresas também devem disponibilizar nos locais de trabalho recursos para a higienização das mãos, incluído água, sabonete líquido, toalha de papel descartável e lixeira, cuja abertura não demande contato manual, ou sanitizante adequado para as mãos, como álcool a 70%. O texto diz que as empresas devem adotar medidas para evitar aglomerações nos ambientes de trabalho, como a manutenção da distância mínima de um metro entre os trabalhadores e entre os trabalhadores e o público, além do uso de máscara. A portaria determina ainda que as empresas devem manter registro atualizado à disposição dos órgãos de fiscalização sobre as medidas tomadas à adequação dos ambientes de trabalho para a prevenção da covid-19 e também sobre os casos suspeitos; casos confirmados; e trabalhadores que tiveram contato com casos confirmados no ambiente de trabalho. Nessa última situação, os trabalhadores que tiveram contato próximo de caso suspeito da covid-19 “devem ser informados sobre o caso e orientados a relatar imediatamente à organização o surgimento de qualquer sinal ou sintoma relacionado à doença”. “Outra medida que consta na portaria trata de forma subjetiva critérios para detectar os contatantes, no qual prevê que seja caracterizado como tal quem teve contato durante mais de quinze minutos a menos de um metro de distância, com um caso confirmado, sem ambos utilizarem máscara facial ou a utilizarem de forma incorreta. É uma lógica de forçar a barra para manter todo mundo trabalhando, sem segurança e controle do contágio”, completou Mauro Salles. Fonte: contraf-CUT

Contraf-CUT quer esclarecimentos sobre escalada de Covid-19 no Banco do Brasil

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) enviou um ofício à direção do Banco do Brasil solicitando uma mesa de negociação para abordar os altos índices de contaminação de funcionários por Covid-19. “O Comando Nacional dos bancários solicitou à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) que cada banco realizasse reuniões com as respectivas comissões de funcionários para tratar do assunto. Estamos, agora, cumprindo o nosso dever e aguardando do banco o interesse de dialogar para proteger a vida dos funcionários”, explicou João Fukunaga, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB). Na última quarta-feira (19), dia em que a Contraf-CUT enviou o ofício ao BB, somente a base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região havia conformado mais de 500 casos de Covid-19 ou Influenza, número que pode ser ainda maior, uma vez que nem todos os funcionários adoecidos comunicam o fato aos sindicatos. Entenda As entidades sindicais pedem o retorno imediato do home office para os funcionários com comorbidades e para todos que podem exercer suas atividades de maneira remota. Os trabalhadores e trabalhadoras também exigem o cumprimento do Manual de Trabalho, que dita os protocolos de segurança sanitária para reduzir as chances de contágio pela Covid-19 em suas unidades. O banco, entretanto, tem se mostrado resistente às demandas. Em dezembro, mesmo diante do cenário de festas de fim de ano, que trariam como consequência o aumento de contaminação em todo o país, a direção do BB insistiu em terminar com o home office. E, no início de janeiro, em decisão unilateral, divulgou um novo Manual de Trabalho retirando o item que previa o encerramento do expediente em unidades, na hipótese de confirmação de trabalhador contaminado nas últimas 72h. No dia 19 de janeiro, atendendo ao pedido de tutela de urgência do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a 28ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou o Banco do Brasil a retomar o Manual de Trabalho Presencial vigente até o dia 4 de janeiro e a encaminhar para home office todos os empregados que trabalham em departamentos de prédios comerciais, sem atendimento ao público. Nos últimos dias, os funcionários e funcionárias vêm realizando uma série de encontros para discutir o cenário da pandemia. Eles também preparam um Dia Nacional de Luta para exigir do banco respeito à saúde de trabalhadores e clientes. Fonte: contraf-CUT

Liminares e manifestações impedem trabalho do Santander no sábado

O movimento sindical conquistou liminares em diversas regiões do Brasil para impedir o trabalho aos sábados no banco Santander. Em alguns locais, o banco conseguiu cassar a liminar, mas, na maior parte deles, elas foram mantidas, com decisões favoráveis aos trabalhadores. Também houve manifestações sindicais em diversos locais. “Mais uma vez, o Santander descumpre leis brasileiras, desrespeita o movimento sindical e, principalmente, os trabalhadores, que já estão expostos ao vírus da Covid-19 durante toda a semana e, agora, são forçados a se expor também aos sábados, o que aumenta o risco de contágio deles e de suas famílias” disse a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Lucimara Malaquias, se referindo à Lei 4178/1962, que extinguiu o funcionamento de bancos aos sábados, e à nova disparada dos casos de Covid-19 no país. Desendivida de verdade Sem consultar o movimento sindical ou os trabalhadores, que são os maiores prejudicados, o banco lançou uma campanha que supostamente tem o objetivo de promover o desendividamento dos clientes e colocou os bancários para atender estes clientes aos sábados. “Ao invés de prejudicar seus funcionários, bastava reduzir tarifas e juros, parar de direcionar o crédito para clientes ‘rentáveis’, parar de demitir funcionários e aumentar seu contingente de pessoal para atender os clientes durante a semana. Esta seria a verdadeira campanha de desendividamento”, explicou a coordenadora da COE/Santander. Ação sindical Após as tentativas infrutíferas de negociar com o banco, onde não foi possível impedir a abertura das agências com ações judiciais, houve manifestações nas imediações das agências. Em muitos casos, os trabalhadores acabaram sendo dispensados e voltaram para suas casas. Além de forçar os trabalhadores a trabalharem no sábado, o banco não quer nem pagar as horas extras. Quer que as mesmas sejam compensadas durante a semana. Os sindicatos estudam ações para que haja o pagamento de horas extras para quem trabalhou, ou se colocou à disposição do banco no sábado. “Entendemos que todo trabalho deve ser remunerado e não compensado. O trabalho aos sábados é extraordinário e, portanto, é obrigação mínima do banco remunerar esses trabalhadores”, defendeu Lucimara. “Não concordamos com o trabalho aos sábados e existe lei que impede a abertura de agências bancárias aos sábados. O banco tem que entender que neste país existe lei”, disse. Com o chapéu alheio Para a coordenadora da COE/Santander, o banco procura fazer cortesia com o chapéu alheio. “Se o banco tem interesse em promover uma ação social de desendividamento, deve procurar alternativas que garantam os direitos dos trabalhadores e mantenham as condições de trabalho adequadas, condizentes com o momento sanitário atual do país. Não dá para ajudar os clientes em detrimento dos funcionários. O banco deve assumir o ônus de sua campanha, não seus funcionários”, observou. “Além disso, vendo algumas propostas de renegociação feitas pelo banco, não há redução de juros, apenas um parcelamento maior da dívida. Ou seja, mesmo num momento crítico, o banco ganha de todo lado. Promove uma responsabilidade social ‘pra inglês ver’”, concluiu

CEE reforça importância dos protocolos sanitários na Caixa

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa Econômica Federal, está alertando os empregados sobre a importância deles conhecerem, respeitarem e, se for preciso, denunciarem o descumprimento dos mesmos por gestores ou pelo banco. “A pandemia não acabou. Ao contrário, vemos a volta do aumento dos casos de infecção, internações e mortes por Covid-19 no país, com o agravante do aparecimento de um surto de gripe (Influenza) em diversos estados. Por isso, é importante que os colegas mantenham-se alertas para o cumprimento dos protocolos de segurança sanitária e denunciem aos seus respectivos sindicatos casos de desrespeito por gestores ou pelo banco”, ressaltou a coordenadora da CEE, Fabiana Uehara Proscholdt, que também é secretária de Cultura da Contraf-CUT. Cards e comunicado A pedido da CEE, a Caixa elaborou imagens ilustrativas com informações sobre os protocolos de segurança sanitária para prevenção do contágio e dos sintomas de Covid-19 e de Influenza. “Estamos contribuindo com a divulgação dos cards elaborados pela Caixa para ajudar a propagar as informações. É importante que os colegas leiam e ajudem a difundir as informações. Quem sabe mais, luta melhor. E, neste caso, a luta é contra os vírus”, disse a coordenadora da CEE. Os cards foram o conteúdo mais visualizado durante esta semana no perfil da Contraf-CUT no Instagram. O banco também emitiu um comunicado (leia a íntegra) dando instruções aos gestores e para os empregados sobre os procedimentos a serem adotados, tanto para aqueles que estão em trabalho presencial, quanto para aqueles que exercem suas atividades de maneira remota. Fonte: contraf-CUT

Funcionários do BB de todo país vão discutir cenário da pandemia

A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reunirá nos próximos dias com representantes das bases sindicais de todo o país para avaliar e debater o atual cenário de contaminação por Covid-19 e por Influenza entre os funcionários do banco. O objetivo é reforçar as ações para que o banco cumpra sua obrigação de proteger a saúde dos funcionários e dos clientes. “Estamos recebendo, de todo o país, registros de casos. Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região já foram confirmados mais de 500 casos de Covid-19 ou Influenza do início do ano até esta quarta-feira (19)”, informou o coordenador da CEBB, João Fukunaga. “Esse é o número de trabalhadores que procuraram o sindicato. Portanto, o total de infectados pode ser ainda maior. O banco precisa entender que vidas valem mais que as metas”, completou. Culpa do banco O movimento sindical aponta que o aumento exponencial de casos é resultado da irresponsabilidade do BB por ter convocado os funcionários para o retorno ao trabalho presencial, mesmo diante do cenário de pandemia. “Quando o banco aplicou o cronograma de retorno presencial dos que trabalham em departamentos de prédios comerciais, cumprido até o final de dezembro, desconsiderou completamente as recomendações amplamente divulgadas pelas autoridades de Saúde”, lembrou Fukunaga. “É claro que as festas de final de ano, em razão das confraternizações, têm impactos no aumento de casos, como os especialistas mesmo confirmam. Mas isto, o impacto das festas de final de ano, já era previsto. E, exatamente por esta razão, que o movimento sindical insistiu tanto para que os trabalhadores com comorbidades e os que podem executar suas tarefas em home office fossem mantidos trabalhando em casa”, completou. Nesta quarta-feira (19), a 28ª Vara do Trabalho de São Paulo condenou o Banco do Brasil a retomar o Manual de Trabalho Presencial vigente até o dia 4 de janeiro e a alocar para o home office todos os empregados que trabalham em departamentos de prédios comerciais. A decisão ocorreu em resposta à tutela de urgência protocolada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região contra o banco. Cronograma Nos próximos dias o movimento sindical realizará: Reunião com delegados sindicais para organizar formas de levar o debate aos locais de trabalho; A realização de plenárias junto aos funcionários para discutir a situação atual no BB; e Um Dia de Luta Nacional com o tema “Desplugue-se e lute! A vida vale mais” “A tentativa de reunião com a Diretoria de Pessoas, as Gepes (Gestão de Pessoas) em seus estados têm se demonstrado infrutífera para os sindicatos que querem proteger vidas. A situação do descaso e o constrangimento de muitos gestores de não conseguirem ter autonomia para fazer e zelar pelas vidas dos funcionários mostra que existe uma política imposta pelo governo federal à direção geral do BB”, avaliou a CEBB em mensagem encaminhada às bases. Fonte: contraf-CUT

Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garante tutela antecipada que impede abertura do Banco Santander neste sábado, 22

Se a instituição de crédito descumprir a decisão cabe multa de R$ 50 mil por trabalhador O Departamento Jurídico do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense garantiu junto à 1ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, através de Tutela de Urgência, a proibição da abertura e do funcionamento das agências do Banco Santander neste sábado, dia 22. A decisão foi assinada pelo juiz substituto, Gustavo Jacques Moreira da Costa. Até a decisão de mérito, o juiz vinculou que se eventualmente houver descumprimento da decisão, o banco será penalizado com multa no valor de R$50 mil por trabalhador revertida ao sindicato-autor. A ação pleiteia ainda que a instituição se se abstenha de abrir em todo e qualquer sábado, por ser dia não trabalhado pelos empregados de estabelecimento bancário. O Banco pretendia lançar neste dia a campanha “Desendivida”, oferecendo à população um dia de serviços fora do horário comum de atendimento bancário. Conforme análise da diretoria do Sindicato, o bancário possui regra própria regida pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no que se refere à jornada de trabalho. “O expediente é de 6 horas diárias de segunda à sexta-feira perfazendo o total de 30 horas semanais. Pode haver prorrogação deste tempo para 8 horas diárias, desde que não ultrapasse 40 horas semanais”, enfatizaram. De acordo com o advogado da entidade sindical, Murilo Baptista, as determinações estão expressas nos artigos 224 e 225 da CLT. “Não pode o réu aumentar a jornada de trabalho dos seus empregados, regulamentada em lei, sem a participação do Sindicato da Categoria, garantia esta prevista no inciso XIII do artigo 7º da Constituição Federal. O lançamento da campanha pelo banco não configura excepcionalidade que possibilitaria o trabalho extra aos sábados dos seus empregados (art. 61 da CLT), o que poderia ser feito de segunda à sexta-feira prorrogando a jornada em  2 horas, com o pagamento de horas extras ou compensação de jornada, na forma prevista na Convenção Coletiva de Trabalho da Categoria”, detalhou O funcionamento dos estabelecimentos de crédito aos sábados é expressamente proibido na forma do artigo 1º da Lei 4.178/62. “Se o réu insistir nesta medida infringirá a norma cogente proibitiva ao abrir suas lojas aos sábados”, concluiu Murilo César. Fonte: Sind. Bancários Sul Fluminense