Sindicato debate reestruturação do BB com bancários da instituição no Sul Fluminense

 

 

Nesta quarta-feira, 24, diretores do Sindicato dos Bancários do Sul Fluminense, acompanhados do advogado da entidade, Dr. Murilo César Reis Baptista, se reuniram com bancári@s do Banco do Brasil. O encontro ocorreu de maneira virtual/remota em função da pandemia da Covid-19 e teve a finalidade de debater as propostas apresentadas pela direção da instituição financeira e pelo governo federal acerca da reestruturação do banco, anunciada em janeiro passado.

Os diretores detalharam que o governo federal e a direção do Banco do Brasil querem impor medidas que vão impactar no desmonte de uma das mais importantes instituições públicas a serviço da população de menor renda e de apoio ao desenvolvimento. “O Banco do Brasil é um banco público, está a serviço da população, apoia programas sociais e nem por isso deixa de ter lucro. Bancos privados estão à serviço de seus donos e visam somente o lucro”, ressaltaram.

Outra questão está relacionada à falta de discussão/debate sobre a reestruturação com os funcionários do banco, entidades sindicais e representativas dos funcionários e setores da sociedade que serão afetados. A direção do banco conseguiu atingir um dos seus objetivos, demitindo 5,5 mil funcionários em plena pandemia, precarizando ainda mais o atendimento, já que, muitos funcionários estão em home office; pretendem ainda fechar 112 agências, 242 postos de atendimento e sete escritórios, além de atacar direitos e renda de seus funcionários como o fim da gratificação dos caixas executivos, sendo estes últimos, objetos de ações judiciais, que visam impedir o fechamento de agências bem como a manutenção da gratificação dos caixas.

A direção sindical explicou o que há por trás da proposta. A demissão de milhares de funcionários e o desmonte do banco é feito para ampliar os lucros aos acionistas. Recentemente, o banco anunciou sua distribuição de dividendos em 2021. O documento aponta que o percentual do lucro pago aos acionistas (payout) será de 40%. Sobre o resultado de 2020, o BB aprovou um payout de 35,29%.

Desde que a reestruturação do banco foi anunciada, os funcionários do BB têm realizado uma série de ações visando evitar o avanço da implementação das medidas. Entre os atos realizados em todo o país, houve paralisação de 24 horas e grande mobilização pelas redes sociais.
Sob o aspecto jurídico, o advogado Murilo César lembrou que o Comando Nacional e os Sindicatos buscaram, inclusive, a mediação do MPT para solucionar a questão. “O Sindicato está ao lado dos bancários em mais esta luta, e o Departamento Jurídico à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas”.

Diretor do Sindicato pelo BB, José Luiz das Neves, enfatizou a importância de os bancários da base sindical do Sul Fluminense participarem das manifestações e atos como forma de reforçar o movimento e impedir o desmonte do banco.

Fonte: Sind. Bancários do Sul Fluminense

 

 

 

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