
A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco se reuniram, na última quarta-feira (19), para mais uma rodada de negociações.
O debate foi sobre o Programa de Participação nos Resultados (PPRS) para os exercícios de 2026 e 2027 e a proposta de implantação deum acordo coletivo sobre o banco de horas.
Sobre o PPRS, a representação dos trabalhadores levou para a mesa os estudos que fundamentam os valores reivindicados e reforçou a necessidade de regras claras e transparentes, conforme estabelece a Lei 10.101/2000.
A COE reivindicou, ainda, que os indicadores institucionais de avaliação, como BACEN, Procon e NPS não sejam utilizados como critérios para avaliação individual ou para redução da remuneração variável dos trabalhadores no PPRS nem nos demais programas próprios de remuneração variável do Santander.
A coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, ressaltou que os trabalhadores querem um banco de horas coletivo, com regras claras, transparência e mecanismos efetivos de acompanhamento.
Segundo Ana Marta, não basta mudar o modelo. É preciso garantir que a compensação seja justa e que o trabalhador tenha segurança sobre suas horas e sobre quando elas serão compensadas ou pagas.
Também foram cobradas respostas ao banco sobre outras reivindicações que fazem parte da minuta de negociação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
No final do encontro, o banco sinalizou que poderá avançar em algumas reivindicações referentes a pessoas com deficiência (PCDs), mulheres gestantes e bolsas de estudo.
*Fonte: Contraf-CUT
*Foto: Luan Alves/Seeb-SP


