Campanha: trabalhadores do BB cobram avanços na questão salarial

A gestão do Banco do Brasil não apresentou proposta às principais reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores, na mesa de negociação realizada na última quarta-feira (19).

A representação do banco apresentou na mesa a garantia de clausular no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) as políticas de ações afirmativas, para que mulheres, pessoas com deficiência (PCD) e não brancos sejam priorizados nos processos seletivos internos da empresa.

Além disso, o banco disse que vai incluir no ACT uma cláusula de estabilidade na função comissionada por seis meses, após o retorno ao trabalho, para funcionárias vítimas de violência doméstica.

A Lei Maria da Penha garante a manutenção do vínculo empregatício em casos de afastamentos por até seis meses. Com esta cláusula, a bancária vítima de violência teria ainda a garantia da manutenção de sua função comissionada.

A direção do BB também propôs uma cláusula para garantir a redução de jornada para mulheres em lactação induzida, ou seja, funcionárias que tenham feito tratamento para amamentar filhos não gestados ou adotados.

O direito seria estendido para casais homoafetivos em que as duas mães sejam funcionárias do BB.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, observou que todas essas propostas são importantes. Porém, é preciso avançar em muitos outros pontos da minuta.

“Há pontos que refletem diretamente na melhoria das condições de trabalho e no reconhecimento que o banco precisa dar a todas as funcionárias e funcionários”, ressaltou Fernanda.

A próxima rodada de negociações ainda não tem data marcada.

*Fonte: Contraf-CUT

*Foto: Willy Roberto/Seeb-SP

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