Negociações com o Santander não avançam

A reunião desta terça-feira (22), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco, deixou os trabalhadores frustrados.

No encontro para mais uma rodada de negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), o banco não apresentou resposta para as principais reivindicações dos empregados.

“A reunião teve poucos avanços diante da quantidade e da importância das reivindicações que estão sobre a mesa. Seguimos cobrando respostas concretas para questões que afetam diretamente os trabalhadores e que sabemos que o banco tem total condições de atender”, destacou Ana Marta Lima, coordenadora da COE Santander.

As negociações vão continuar na próxima semana.

Principais pontos cobrados pela COE

Plano de saúde

A COE voltou a cobrar soluções para os problemas do plano de saúde em algumas bases, com destaque para a Bahia e o Distrito Federal.

Coparticipação no plano de saúde

A representação dos trabalhadores reivindicou a isenção de coparticipação no plano de saúde para dependentes com deficiência, incluindo filhos neurodivergentes.

PPRS

A COE também cobra a valorização do Programa Próprio de Resultados do Santander (PPRS).

Fim do redutor do NPS

Outro ponto foi a cobrança para que não haja redutor relacionado ao NPS (Net Promoter Score), indicador utilizado pelo banco para avaliar a satisfação dos clientes. A representação dos trabalhadores questiona os impactos do indicador sobre a remuneração ou a avaliação dos funcionários por fatores que não estão integralmente sob seu controle.

Uso de celular pessoal

A COE reivindicou que o Santander forneça aparelhos telefônicos aos funcionários que realizam atividades externas, conforme previsto no artigo 3º da CLT. O banco, porém, limitou-se a informar que não há imposição dos seus próprios aparelhos para execução do trabalho externo. O que a COE contestou.

Homologação nos sindicatos

A representação dos trabalhadores voltou a cobrar o retorno da homologação, nos sindicatos, das rescisões de funcionários demitidos.

*Fonte: Contraf-CUT

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