Fenaban diz que vai apresentar proposta geral dia 13 de agosto

O conjunto das cláusulas econômicas, da minuta de reivindicações da categoria bancária, foi criticado pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), durante a sexta rodada de negociações, realizada nesta terça-feira (4), pela Campanha Nacional Unificada.

Também a PLR sofreu críticas. A Fenaban sugeriu que ela não deveria ser reajustada porque os bancos têm programas próprios de remuneração variável. Segundo a Federação, o lucro do setor bancário está sofrendo com a escalada de concorrência com outros atores no sistema financeiro nacional.

O Comando Nacional dos Bancários respondeu que a PLR não se relaciona com os programas próprios e que não abre mão da valorização da PLR.

Sobre as críticas ao conjunto de cláusulas econômicas, o Comando ressaltou que a minuta reflete as reivindicações de diversos segmentos do setor bancário.

A Fenaban disse que na próxima rodada de negociações, dia 13 de agosto, vai apresentar uma proposta geral para todas as reivindicações, incluindo reajustes na remuneração, igualdade de oportunidades, saúde e condições de trabalho.

Reivindicações

Nas cláusulas econômicas, os principais pontos de reivindicação são o aumento real (reposição da inflação mais 5% de reajustes) nos salários e demais verbas; valorização da PLR; aumento maior para VA/VR; adoção do salário mínimo necessário do Dieese (R$ 7.999,44) como piso da categoria; e criação de um piso para os profissionais da TI.

Propostas para as mulheres

A reunião contou ainda com a participação da consultora Carolina Cavenaghi, fundadora da Fin4She, especialista convidada pela Fenaban, que apresentou propostas de desenvolvimento e recolocação profissional para mulheres no setor bancário.

O Comando Nacional reforçou que a participação feminina nos bancos continua em queda e que as mulheres seguem sub-representadas nos cargos de liderança.

*Fonte: Contraf-CUT


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