
Rompendo o ciclo curto de redução, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, na reunião desta quarta-feira (4).
Desde março passado, a taxa vem sendo reduzida em 0,25% consecutivamente. Foram cinco cortes até chegar aos atuais 13,75%.
De acordo com Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional das Trabalhadoras e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), “51,6% da dívida pública federal está vinculada à Selic, ou seja, quanto mais a alta a Selic maior também será a dívida do Estado, com menos recursos sobrando para o que importa, como saúde, educação e segurança.”
Juvandia reforça que, se o Banco Central reduzisse a Selic, o déficit nominal do governo despencaria quase imediatamente, aliviando as contas públicas sem a necessidade de cortar verbas da saúde, educação ou de outros investimentos.
Segundo o Copom, a manutenção da Selic elevada é para trazer a inflação para a meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 3%, com tolerância de 1,5%, para cima ou para baixo. Portanto, não podendo ultrapassar 4,5%.
Porém, desde 2023 o Brasil vem registrando as menores taxas de inflação desde o Plano Real, implementado há três décadas.
*Fonte: Contraf-CUT
*Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


