
A nova proposta apresentada para o custeio do Saúde Caixa, na última sexta-feira (14), durante mesa de negociação, foi recusada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.
De acordo com a representação dos trabalhadores, o modelo continua transferindo para os usuários a responsabilidade pelo aumento dos custos, rompe com princípios de solidariedade e com o pacto intergeracional e pode provocar uma debandada de beneficiários, comprometendo ainda mais a sustentabilidade do plano.
No encontro, houve avanços em outros dois temas. Na Promoção por Mérito, a Caixa retirou o Alcance.Caixa dos critérios, acolheu reivindicações apresentadas pela CEE e garantiu o pagamento dos deltas em janeiro de 2027 e de 2028.
O banco acatou, ainda, a cobrança da representação sindical e suspendeu o processo de seleção para migração de função de caixas e tesoureiros enquanto o tema é debatido na mesa de negociação.
Saúde Caixa
O custo não pode ser jogado para os usuários
A proposta apresentada pela Caixa prevê mensalidades por beneficiário definidas de acordo com a faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e limite de comprometimento de até 12% da remuneração-base do titular.
Todos os integrantes do grupo familiar, inclusive dependentes indiretos, entram no cálculo por faixa etária. A apresentação do banco prevê o novo formato de custeio a partir de 1º de setembro.
A Caixa também reconheceu a necessidade de discutir a elaboração de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). O atual PFG é de 2010 e, para a CEE, já não contempla diversas tarefas, funções e transformações ocorridas na organização do trabalho. A construção de um novo plano deverá ser tratada na mesa permanente de negociação.
*Fonte: Contraf-CUT


