Negociação com o BB acaba sem respostas às reivindicações

Na última sexta-feira (14), a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) se reuniu mais uma vez com a direção do banco para mais uma rodada de negociações específicas da Campanha Nacional 2026. O encontro terminou sem proposta econômica e sem respostas do BB para as principais reivindicações dos trabalhadores. Além disso, o BB informou que, neste momento, não vai apresentar proposta de índices econômicos nas negociações específicas. Durante o encontro, não houve retorno para as outras reivindicações apresentadas pela CEBB. Mas o banco se comprometeu a apresentar as respostas na próxima reunião, que será realizada na quarta-feira (19). “A gente sabe que já teve tempo suficiente para o banco preparar as respostas às nossas reivindicações. Nós conversamos com a base, com os funcionários, e percebemos que estão ansiosos por isso. É muito ruim não termos recebido nada hoje”, ressaltou a coordenadora da CEBB, Fernanda Lopes. O BB também fez uma apresentação breve sobre o Revisa Metas, programa que pretende promover melhorias no sistema de metas, com possibilidade de ajustes nas metas distribuídas às unidades por meio de um fluxo mais rápido e maior transparência para os funcionários. Mas a proposta não representa uma resposta às reivindicações apresentadas pela CEBB nesta campanha. “Os funcionários estão mobilizados e aguardam respostas para as reivindicações que foram construídas a partir das demandas da base. Não basta apenas apresentar iniciativas pontuais. É fundamental que o banco traga devolutivas concretas e avance nas negociações”, observou Gustavo Tabatinga Jr., secretário-geral da Contraf-CUT e funcionário do Banco do Brasil. *Fonte: Contraf-CUT
CEE recusa nova proposta para o Saúde Caixa

A nova proposta apresentada para o custeio do Saúde Caixa, na última sexta-feira (14), durante mesa de negociação, foi recusada pela Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa. De acordo com a representação dos trabalhadores, o modelo continua transferindo para os usuários a responsabilidade pelo aumento dos custos, rompe com princípios de solidariedade e com o pacto intergeracional e pode provocar uma debandada de beneficiários, comprometendo ainda mais a sustentabilidade do plano. No encontro, houve avanços em outros dois temas. Na Promoção por Mérito, a Caixa retirou o Alcance.Caixa dos critérios, acolheu reivindicações apresentadas pela CEE e garantiu o pagamento dos deltas em janeiro de 2027 e de 2028. O banco acatou, ainda, a cobrança da representação sindical e suspendeu o processo de seleção para migração de função de caixas e tesoureiros enquanto o tema é debatido na mesa de negociação. Saúde Caixa O custo não pode ser jogado para os usuáriosA proposta apresentada pela Caixa prevê mensalidades por beneficiário definidas de acordo com a faixa etária, 13 contribuições anuais, piso de R$ 400 por grupo familiar e limite de comprometimento de até 12% da remuneração-base do titular. Todos os integrantes do grupo familiar, inclusive dependentes indiretos, entram no cálculo por faixa etária. A apresentação do banco prevê o novo formato de custeio a partir de 1º de setembro. A Caixa também reconheceu a necessidade de discutir a elaboração de um novo Plano de Funções Gratificadas (PFG). O atual PFG é de 2010 e, para a CEE, já não contempla diversas tarefas, funções e transformações ocorridas na organização do trabalho. A construção de um novo plano deverá ser tratada na mesa permanente de negociação. *Fonte: Contraf-CUT